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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Festival Varilux em Casa - Filmes franceses com companhia virtual

Eu sou a louca do Festival Varilux de Cinema Francês que rola anualmente. Fico querendo assistir todos os filmes. Coisa que normalmente não consigo pela falta de disponibilidade de tempo. Mas sou tão fissurada que cheguei a assistir a três sessões seguidas. Tipo sai de uma e corre para entrar na outra. No final eu já estava até me achando fluente em francês. 

Sempre que consigo dou preferências às sessões com a presença de diretores e artistas, fico para os debates e tal.

Nesse ano com essa situação de pandemia que estamos vivendo, o Festival Varilux não pode acontecer. Mas para não deixar o povo que curte o festival e um cineminha francês totalmente órfão, a organização disponibilizou 50 filmes (isso mesmo, cinquentinha!) dos festivais passados gratuitamente na plataforma looke. Ou seja, está rolando Festival Varilux em Casa.

Lá fui eu a alucinada do festival querendo assistir a todos. Mas bateu a saudade de ir a um cinema de rua, entrar na fila da pipoca, sentar na cadeira do cinema em frente ao telão e depois do filme comentar com uma amiga (maridón não curte muito esses filmes). 

Daí que bateu nessa caixola aqui a ideia de combinar com uma amiga de assistirmos a alguns filmes juntas. Cada uma na sua casa, porém juntas. Combinamos um horário, escolhemos o filme. Exatamente no horário marcado, as duas em seus respectivos "zap" apertamos o play. 

O primeiro escolhido para a sessão em casa porém compartilhada foi "Normandia Nua". 


"Normandia Nua" é um filme que trata questões relevantes como o impacto a redução do consumo de carne sob o ponto de vista dos pecuaristas, a crise do preço dos produtos agrícolas na vida das pessoas que vivem do campo, porem com leveza e humor.  Um humor sutil que aparece nas atitudes dos personagens e na própria ideia central do filme (fazer camponeses franceses que ainda têm a nudez como tabu aderirem a ideia de um artista conceitual americano).

O filme mostra cenas lindíssimas das paisagens do campo e por outro lado mostra também que a vida nas áreas rurais é muito mais do que belas árvores, campos floridos e amanhecer deslumbrante. Mostra que a realidade pode ser bem diferente.

Assistir ao filme juntas, fazendo comentário pela WhatsApp, falando besteira, rindo, fez o filme ficar mais divertido, a nossa quarentena com mais conexão e mais proximidade, apesar do isolamento.



Por coincidência a foto nua a ser feita na Normadia seria no dia 30 de abril, mesma data que estávamos assistindo ao filme. A ideia foi tão boa que resolvemos repetir a dose no dia seguinte e a escolha foi "Lulu, Nue e Crua".



Mais um filme que fala de assuntos sérios com leveza e humor. "Lulu, Nua e Crua", baseado na HQ francesa de Etienne Davodeau, fala de retomar as rédeas da própria vida, de liberdade, de redescobrimento, autoestima, culpabilidade da mulher que deixa filhos e maridos por alguns dias em busca de si mesmo, e principalmente de solidão. 

As cenas são na cidade litorânea Saint-Gilles-Croix-de-Vie, porém em uma estação do ano com temperaturas baixas, com os dias acinzentados e um clima de melancolia. Mas tudo isso é apresentado com humor. 

Acompanhando a aventura louca de Lulu torcemos por ela, pelos personagens que ela encontra em seu caminho. Em alguns momentos eu confesso que até me deu uma certa vontade de experimentar algo louco assim (não tão desesperado, mas tão ousado quanto). Tá certo que fazer esse tipo de loucura desesperada em uma cidade francesa é bem diferente de correr esses riscos em qualquer cidade do Brasil. 

Mais uma vez foi divertido te a companhia da amiga para assistir ao filme. 


Quando assistimos filmes juntas sempre que uma chora, por simples falta de maturidade e crise de bobeira, a outra ri. Acabamos caindo no riso em meio as lágrimas. Por isso o combinado nessas sessões virtualmente juntas era quem chorasse mandar selfie para a outra. 



Quem disse que adulto tem que ser maduro sempre? Quem disse que para falar de assuntos sérios precisamos estar sisudos? Como sempre digo levar a vida a sério e diferente de levar a vida sério.

Outros filmes disponíveis no Festival Varilux em casa que eu já assisti e comentei no blog:

- "Meu Bebê";




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domingo, 3 de maio de 2020

A Semana 17 de 2020 - Sétima Semana da Quarentena


Seguimos sobrevivendo a esse período de estranhamento, descobertas e adaptações e readaptações. Buscando conforto no que está ao nosso alcance. Sentindo falta de algumas coisas e encontrando satisfação e alegria em outras tantas que ficavam para depois, ou que eram terceirizadas devido as prioridades. Por que gastar tempo fazendo um bolo se podíamos comprar um prontinho logo ali na esquina no caminho de volta? Aqui o bolo continua sendo uma das confort foods mais presentes. O bolo de bolo vem rendendo mais variações. Essa semana teve Bolo de Morango. Delícia! A mesma receita base apenas acrescida de alguns morango.


Teve também bolo de banana com cacau e canela vegano feito pela filha.


Com a liberação de cinquenta filmes pelo Festival Varilux de cinema Francês, que eu adoro, na plataforma Looke, eu pirei! Corri para assistir a alguns. 

O "Mistério de Henri Pick" mistura comédia e suspense na medida certa. Um entretenimento agradável e divertido que dá aquela vontade de passear pela Bretanha.


Esse lance de estar em casa, às vezes o tédio bate, a sensação de que as opções de distração já foram todas exploradas, pode surpreender e trazer momentos diferentes. Nós, até então, nunca tínhamos aderido aos desafios sugeridos nas redes sociais. Eu acho tudo isso muito bobo, muitas vezes arriscados, e faz com que as redes fiquem todas muito iguais. Opinião, apenas. Mas a falta do que fazer momentânea nos fez aderir ao desafio da farinha. Nosso momento de bobeira, de fazer igual ao que todos estão fazendo, até que foi bem divertido. Depois fomos dançar assistindo a live da Ivete Sangalo. 


Outro filme selecionado para assistir no Festival Varilux em casa foi "A Última Loucura de Claire Darling". Um longa fala do enfrentamento da morte e das relações entre mãe e filha (interpretadas por Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni, mãe e filha na vida real). A história é contada cheia de simbolismo e com fantasia. Achei ligeiramente chato. Não sei se eu que não estava no clima para esse tipo de assunto com a abordagem com elementos fantasiosos.


Fizemos noite de vinho e petiscos em casa. 


Fiz uma sessão de cinema em casa com companhia virtual de uma amida e foi muito divertido. Contei sobre o filme e a experiência no post "Festival Varilux em Casa - Filmes Franceses com companhia virtual".


Rolou mulheres reunidas para assistir a lives.


Acompanhadas de um bom lanche com pipoca, nosso pãozinho recheado (sempre incluímos um recheio novo. Dessa vez foi goiabada com queijo) e o bolo de moranfo.


E repeteco da sessão de cinema em casa com companhia virtual que também consta do post "Festival Varilux em Casa - Filmes Franceses com companhia virtual".


Sétima semana da quarentena foi sobrevivida com louvor. Mais uma para a nossa conta e para nossas histórias a serem contadas.


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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sábado, 10 de junho de 2017

Filme "Tal mãe, tal filha" com 10 respostas da diretora Noémi Saglio




Eu já falei aqui neste blog algumas vezes que eu adoro filmes franceses e principalmente quando o gênero é comédia. Sendo assim, imagina como eu fico quando está rolando o Festival Varilux de Cinema Francês?! Louquinha de olho na programação querendo ver todos os filmes.

Ontem eu fiz uma dobradinha no cinema. Duas sessões seguidas! Duas comédias francesas que estão em cartaz no Festival Varilux! Resultado disso? Saí leve, feliz, com vontade de dançar e de contar aqui no blog.

Os filmes que assisti foram:
  • "Uma Agente Muito Louca", uma comédia previsível, mas que faz a gente rir, relaxar e torcer por Johanna (Alice Pol), uma recruta desajeitada e totalmente desastrada. E ainda tem o Dany Boon cheio de charme.
  • "Tal mãe, tal filha", com nada mais, nada menos, do que Juliette Binoche em um papel cômico. Adorei a comédia romântica que fez a sala do cinema dar boas risadas. E no final da sessão ainda tivemos um bate-papo com a diretora Noémie Saglio que é supersimpática.
Vou falar com mais detalhes de "Tal mãe, Tal filha" que é um dos filmes mais esperados deste festival, tanto que é uma foto dele que está no encarte do programa e na divulgação do festival.

Tal mãe, tal filha no festival varilux de cinema francês




"Tal mãe, tal filha", com título em francês "Telle mère, telle fille", conta a história da relação de mãe e filha superdiferentes, que têm os papéis meio invertidos, mas mesmo assim, ou justamente por isso, são inseparáveis.

Avril (Camille Cottin), 30 anos, é casada, assalariada e organizada com a sua vida e carreira, do tipo caretona e contida. Já a sua mãe, Mado (Juliette Binoche), é o lado reverso dessa moeda. Mado diferentemente da filha é descontraída, relaxada, despreocupada, uma eterna adolescente amalucada, linda e modernosa. Acontece que para levar a vida neste estilo Mado é totalmente dependente da filha, tanto financeira, quanto emocionalmente a princípio. Desde que se separou do famoso e charmoso Maestro Marc (Lambert Wilson), pai de Avril, Mado mora com a filha e o genro. Temperamentos opostos e vivendo sob o mesmo teto é certeza de embate e conflitos, né mesmo? Toda a situação se agrava quando Avril anuncia que está grávida. Mado, em plena crise de adolescente cinquentona, não se enxerga como avó. Ao mesmo tempo Mado descobre que também está grávida e agora é Avril que não se sente preparada para ter um irmão e não consegue enxergar a sua mãe... sendo mãe.

A história se desenrola com situações engraçadas que tiraram boas risadas da plateia. Avril, com os hormônios à flor da pele fica mais careta ainda. Já Mado continua alternativa e tranquila.

O grande ponto alto do filme é a participação da musa francesa, Juliette Binoche, em um papel cômico, algo que o público não está acostumado a ver. Mas como disse a própria diretora do filme, Noémie Saglio, Juliette consegue colocar emoção, sensibilidade e sentimentos em qualquer personagem.

Como disse anteriormente ao final da sessão tivemos a oportunidade de conversar com Noémie Saglio, diretora de "Tal mãe, tal filha". A diretora é conhecida por "Conasse", um programa humorístico baseado em câmeras ocultas, exibido a partir de 2013 no Le Grand Journal do Canal+, que mostra as aventuras de uma parisiense debochada interpretada por Camille Cottin, a Avril de "Tal mãe, tal filha". Dirige em 2012, com Maxime Govare, o filme televisivo "Les vois impénétrables" e em 2014, a comédia romântica de grande sucesso, "Beijei uma garota", que marca a estreia da dupla no cinema. O filme recebeu no ano seguinte o Grande Prêmio do Festival Internacional do filme de comédia de L’Alpe d’Huez. Ainda em 2015, inicia as filmagens de "Connasse, Princese des Coeurs", com Camille Cottin, uma adaptação para os cinemas do enredo de seu programa de sucesso. Dá para ver que a parceria de Noémie Saglio com Camille Cottin é de longa data.

Vou contar aqui algumas perguntas feitas para Noémie e as respostas simpáticas e inteligentes da diretora.
1 - Para fazer a Mado você se inspirou na sua mãe?

Sim. Ela pediu para não contar isso. Pediu inclusive para nos créditos escrever que era obra de ficção e que não tinha inspiração em ninguém. Mas é inspirado nela sim. A diferença é que a minha mãe não ficou grávida junto comigo, mas ela é bem assim relaxada, descontraída e eu mais contida, mais certinha.

2 - Como você conseguiu colocar a Juliette Binoche loura?

Eu precisava que ela fosse uma mulher de 50 anos com um ar bem jovial e achei que brincar com a cor do cabelo seria bom. Ela também gostou do resultado.

3 - Por que a escolha de Juliette Binoche para um papel cômico?

Porque eu precisava vender o filme no Brasil (risos). Não, brincadeira! Porque a Juliette é excelente e ela consegue colocar sentimento e emoção em qualquer papel. Ela pode fazer uma palhaça e vai trazer emoções e sentimentos para o papel. Juliette fez as relações de Mado com Avril e com Mark ficarem com mais emoções.

4 - Qual foi a cena mais divertida de fazer e a cena mais difícil?

Bom, como eu sou mulher, na minha equipe tem muitas mulheres. Eu gosto de trazer as mulheres para trabalhar comigo. Então a cena mais divertida foi quando Lambert Wilson fica pelado. As mulheres adoraram. Nós mulheres nos divertimos muito (risos e mais risos).
A cena mais difícil foi no início quando a Mado aparece bebendo. No início foi mais difícil para a Juliette entrar no papel cômico.
E acontece de eu como diretora não gostar muito de uma cena ou outra e vocês, público, adorarem. Acontece.

5 - Você apresenta o filme em vários países e sente alguma diferença de aceitação entre o público brasileiro e o público de diversos países? Você tem a percepção da diferença de aceitação do público?

Eu estou impressionada com o público brasileiro, porque eu estou vendo que as salas estão rindo. O que o público acha engraçado na França aqui também funciona. Então, como diretora, é realmente uma coisa boa.
Outra coisa, tem várias sobre a parte psicológica dos personagens que são bem profundas que o público brasileiro está me fazendo. Faz perguntas que ninguém nunca fez. Eu acho que neste ponto os brasileiros são mais inteligentes que nós franceses.

6 - No filme o casal mais novo vivia com medo. E eles são justamente a geração mais nova. Você acha que hoje a geração mais nova vive com mais medo do que as outras gerações? Você acha que isso está acontecendo na França? Ou seja, gerações mais novas onde se esperava que fossem mais livres estão vivendo com mais medo? 

Viu? Essa é uma pergunta que ninguém fez na França.
Sim. Eu queria que o filme contasse essa diferença de geração que está acontecendo na França. Porque os nossos pais que são da geração maio de 68, protestavam. E a minha geração, eu tenho 30 anos hoje, a gente foi criado de repente com AIDS e desemprego. E com essa ideia de que tinha que ficar na linha, namorar a mesma pessoa desde cedo. Então a gente realmente não se divertiu.

E isso ficou mais evidente durante a minha gestação que eu não bebi uma gota de álcool sequer. E a minha mãe falava: calma eu bebi quando te esperava, eu fumei. A minha mãe sempre fala: você é muito careta, chata.

Quando eu deixo a minha filha com ela, ela só faz besteira. A minha filha vai para casa da minha mãe e não tem rotina, faz o que quer. Lá em casa, comigo, tem que ser tudo certinho, tudo dentro da rotina. Na casa da minha mãe ela diz: sua filha está feliz comigo, ela está peladona, mas está feliz.

Eu queria mostrar isso, que hoje os nossos pais são os adolescentes.

7 - Eu acho que depois do filme vai ter mais bebês na França. Eu acho que os franceses não são muito chagados a bebês. Você teve alguma intenção de incentivar esse lado de se ter mais bebês?

Por isso que eu fiz o filme "politica de nascimiento" (Noémie tentando falar em português) (risos).
Eu sempre faço comédia para que as pessoas possam sair sorrindo, mas também dançando, fazendo sexo, comédia é para isso.

8 - É o terceiro filme dela. Os outros dois já foram lançados aqui? Você costuma sempre abordar este tema ligado à mulher? 


O primeiro "Beijei uma Garota" foi lançado no ano retrasado, no Festival Varilux. O outro, "Connasse, Princese des Coeurs" não foi traduzido para o português. A personagem é uma parisiense que fala alto o que todo mundo pensa e não tem coragem de dizer. Ela é muito chata e realmente se acha. Muito engraçado é que é filmado com uma câmera escondida. Alguém está hesitando para comprar o filme. Quatro anos depois do lançamento é mais barato (risos).

9 - Os filmes que você faz costumam ser feministas, abordar sempre o tema mulher, gosta de mexer como tema feminismo nos seus filmes. 

O primeiro é uma história de amor. Se a gente como diretoras mulheres não der papeis importante para mulheres, sobre as mulheres, sobre estas temáticas, ninguém vai fazer. É muito importante pra gente.

10 - Adorável a ideia de ter posto uma grávida andando pelos telhados de Paris, como uma gata. A grávida sempre tem o direito de fazer algo inusitado?

Sim. Eu queria mostrar, como mulher, que gestante não quer dizer que você tem limitações pra tudo. Quando você contrata uma mulher não precisa perguntar se ela pretende engravidar, se ela está grávida, porque a gente pode continuar trabalhando. Eu queria mostrar que ainda existe a angústia na França de contratar uma mulher grávida, mas que isso não precisar ser um problema. As mulheres grávidas podem andar em telhados e tá tudo bem. Eu quis mostrar que mulheres grávidas podem fazer tudo. Podem trabalhar. Eu como mulher sinto que preciso mostrar essas coisas no meu trabalho.

Nesta parte eu me surpreendi. Juro que eu pensava que na França esta questão machista de preconceito no trabalho com mulheres por questões de gravidez não existisse. Isso muito pela minha experiência quando trabalhei na L'Oréal. Eu fiquei grávida no início de um projeto e precisei avisar ao meu diretor que era uma francês. Ele me surpreendeu positivamente me dando os parabéns e falando: Fica tranquila, nós precisamos que as mulheres tenham filhos. Nascendo mais gente isso aumenta o nosso mercado. Precisamos de consumidores. E, por favor, tenha filha mulher para ser uma cliente L'Oréal no futuro.

O filme foi delicioso, divertido, leve, fala da relação de mãe e filha, de amor, de família, de questões femininas em relação à gravidez, de aceitação e de reconhecer as semelhanças, mesmo nas diferenças.

A conversa com a diretora foi muito agradável, descontraída e mostrou mais sobre os pontos de vista dela em relação ao filme "Tal mãe, tal filha" que é, aliás, uma ótima pedida para mães e filhas assistirem juntas.


Noémi Saglio no Festival Varilux de Cinema Francês







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domingo, 18 de junho de 2017

A Semana 24 de 2017 - Maratona Varilux


Digo que esta foi uma semana difícil de lidar com esse Rio de Janeiro. Tanta coisa rolando... Os cinemas bombando. Tinha Festival de Cinema Uruguaio no CCBB, Festival de Cinema Grego na Caixa Cultural, Shell Open Air e Festival Varilux de Cinema Francês.

Como eu adoro cinema francês, principalmente as comédias, fiquei louca! Reorganizei a minha agenda para poder aproveitar ao máximo. Uma verdadeira maratona cinéfila que começou no final da semana passada com os filmes "Uma Agente Muito Louca" e "Tal mãe, tal filha".

Os selecionados dessa semana foram:

"Perdidos em Paris", em uma sessão com debate com o diretor e atores. A comédia é excelente. Me diverti bastante e contei no post "Filme Perdidos em Paris mais entrevista com atores".



No mesmo dia, na mesma sala, logo em seguida, pois fiz dobradinha no cinema, eu assisti ao filme "O Filho Uruguaio", também em sessão com debate com atores e diretores. O filme foi excelente, um drama contado com sensibilidade que eu falei no post "Filme O Filho Uruguaio mais bate-papo com o diretor Olivie Peyon".


Neste dia nem as minhas filhas, nem o marido queriam me acompanhar na minha loucura Varilux. As amigas também estavam com outros programas, então fui sozinha. No momento que decidi ir sozinha a minha filha mais velha falou: "Mas você vai sozinha?" (Este foi o tema do meu post da semana 23 de 2017). 

Estávamos na mesa almoçando e eu falei que iria sozinha na boa, que sou boa companhia para mim mesma, e conversamos sobre a importância de se sentir bem consigo mesma. 

Fico grata por ter a oportunidade de me mostrar para as minhas filhas e por termos conversas gostosas e aprendermos umas com as outras.

Outro dia e mais dobradinha. Desta vez fui de "Tour de France". Um filme que fala acima de tudo sobre tolerância e que tem Gerard Depardieu atuando com o rapper Sadek. Aliás, Sadek esteve aqui para apresentar o filme e conversar com a plateia, mas infelizmente eu não consegui pegar esta sessão.

Sinopse:
Far’Hook é um jovem rapper de vinte anos que é forçado a deixar Paris por um tempo. Seu produtor, então, recomenda que o jovem artista passe um tempo com seu pai, Serge, um homem decidido a seguir os passos de Joseph Vernet, um famoso pintor francês. Logo, o rapper se junta a Serge e a jornada dos dois criará uma amizade improvável entre dois homens extremamente distintos.




O segundo filme escolhido deste dia foi "Coração e Alma" que fala de morte e vida, e mostra a questão da doação de órgãos por todos os pontos de vista.

Sinopse:
Tudo começa ao amanhecer; três jovens surfistas em um mar furioso. Poucas horas depois, a caminho de casa, ocorre um acidente. Agora totalmente ligado às máquinas em um hospital em Le Havre, a vida de Simon está por um fio. Enquanto isso, em Paris, uma mulher aguarda o transplante de órgão que lhe dará uma nova chance de vida.



O Festival estava com muitos filmes ótimos e pouco tempo para ver todos, mas eu estava disposta a aproveitar ao máximo. Então, segui os dias na minha maratona. Escolhendo agora "Um Instante de Amor", um drama intenso e marcante, com um final surpreendente. Daqueles que à noite ainda vem cenas do filme na cabeça.

Sinopse:
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, Gabrielle encontra-se velha demais para permanecer solteira e é obrigada a casar-se com um viúvo frequentador de prostíbulos. Infeliz e incapaz de engravidar, Gabrielle viaja em busca de cura em águas termais e se envolve romanticamente com um militar casado.



Eu gosto principalmente das comédias francesas, mas os dramas também são ótimos e decidi conhecer "A Vida de Uma Mulher", de Stéphane Brizé, com Judith Cemla, indicada ao César de melhor atriz pelo papel. Mais um drama forte que fala de escolhas, de amor, de família, de gratidão e sobre perdas.

Sinopse:
Jeanne volta para casa após completar os estudos e passa a ajudar os zelosos pais nas tarefas do campo. Certo dia o Visconde Julien de Lamare aparece nas redondezas e logo conquista o coração da jovem, que, encantada, com ele se casa e vai morar. Conforme o tempo avança Julien, se mostra infiel, avarento e nada companheiro, o que vai minando a alegria de viver da antes esperançosa Jeanne.




Depois de quatro dramas, eu precisava de uma comédia leve, divertida, que faz rir e emociona. E ainda tem Omar Sy, que se consagrou em “Intocáveis”, vivendo um pai solteiro às voltas com sua filha. Contei do filme "Uma Família de Dois" aqui no blog. Só clicar no link para saber mais sobre esta comédia dramática que vai estrear em circuito comercial em julho deste ano.



Muitos filmes em uma semana, né? Já que era uma maratona, eu queria mais. Fui assistir a "Um Perfil Para Dois", uma comédia romântica divertida, atual, que fala sobre velhice, família e amor. O veterano Pierre Richard, que brinca com as possibilidades de relacionamentos amorosos pela internet, está hilário. As caras que ele faz para convencer Alex de entrar no jogo dele são ótimas. Dei boas risadas. A Ana Luiza e a Sofia foram comigo e também gostaram muito. 

Sinopse:
Pierre é um viúvo e aposentado que não sai de casa há mais de 10 anos. Descobre as alegrias da internet graças a Alex, um jovem contratado por sua filha para lhe ensinar o básico de computadores. Em um site de namoro, uma mulher jovem e bela, que usa o codinome flora63, é seduzida pelo romantismo de Pierre e o propõe um primeiro encontro. Apaixonado, Pierre volta a viver feliz, mas em seu perfil ele colocou a foto de Alex e não a sua. Pierre deve agora convencer o jovem Alex de encontrar Flora em seu lugar.




Depois desta semana de cinema todos os dias para poder ver o máximo de filmes do Festival, recebi a informação de que o Festival foi prorrogado. Ótimo! Poderei assistir a mais alguns.

Esta foi a semana que eu fiquei mais chateada, até então, por estar desempregada. Ter o festival para ocupar o meu tempo, para distrair o foco foi muito bom. Fico grata pela companhia das amigas que foram comigo a algumas sessões, fico grata pelas minhas filhas que me acompanharam em outras, fico grata pelo meu marido que apoia os meus passeios e o tempo para mim mesma, e fico grata por mim mesma por procurar algo que me faça bem. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 21 de julho de 2018

Filme Primavera em Casablanca


Eu falo muito por aqui no blog do quanto eu gosto de filmes franceses. Quando rola o Festival Varilux eu fico louquinha querendo assistir a todos. 

Nesse ano um dos filmes do festival que eu mais queria ver foi "Primavera em Casablanca", mas não consegui.

Depois fui convidada para a Cabine de Imprensa e também não consegui, mas a minha amiga Márcia foi tanto na cabine quanto no festival e contou como foi. 




Sinopse: O filme "Primavera em Casablanca" é narrado de forma intercalada em dois tempos. Em 1982, acompanhamos o professor berbere Abdallah (Amine Ennaji), que dá aulas para crianças numa pequena vila montanhosa. Com a reforma educacional que aboliu a filosofia e a sociologia (trocadas pela educação islâmica) e impôs o árabe como língua nacional, ele se vê impossibilitado de lecionar.
Já em 2015, outros personagens acabam se cruzando nas ruas de Casablanca – ao final, todas as narrativas vão colidir. Tem a mulher que sofre com o conservadorismo atual (e isso se reflete também na relação com o marido machista); o jovem gay que sonha ser um novo Freddie Mercury e é rechaçado pelo pai; a adolescente de classe alta que não encontra seu lugar no mundo; o homem judeu que tenta viver como lhe convém, a despeito dos conflitos étnico-religiosos.


Tive o prazer de conhecer o diretor Nabil Ayouch (radicado no Marrocos há 20 anos ) durante o Festival Varilux de Cinema Francês e ouvi-lo em debate. Também estava junto a atriz principal e co-roteirista do filme. Então, nada melhor do que passar o que eles falam do filme e do Marrocos: 

- Para Ayouch, Primavera em Casablanca é basicamente um filme sobre como uma geração mudou por causa da educação. “Nos anos 1980, havia muito mais liberdade no país.” A onda de conservadorismo que tomou o Marrocos nesta década foi o ponto de partida do filme. Ele ainda diz que quis focar nas várias reações humanas com relação à opressão: indiferença ou alienação, violência, confronto, desesperança, fuga.

- O longa anterior de Ayouch, Muito amadas (2015), sobre um grupo de prostitutas marroquinas, foi banido do país. “E não foi apenas proibido. Houve uma campanha muito grande contra nós. Isso acabou me levando a questionar meu lugar no Marrocos e de onde esta onda de ódio poderia vir. Por isso, quis fazer um filme sobre pessoas que lutam contra opressão, seja ela religiosa, social ou familiar.”

- A atriz e roteirista Maryam Touzani, que interpreta Salima, mulher de classe média-alta que questiona seu lugar num mundo patriarcal, utilizou muito da experiência pessoal para compor a personagem. “A mulher não pode se comportar no espaço público como em sua casa. Para se vestir, você tem que pensar se a saia está curta demais, se o decote está grande. Mas não é só uma questão da roupa. Querem impor uma ideologia para as mulheres, restringir seu espaço, fingir que você não existe. Vejo muitas mulheres da minha idade que desistem, pois é difícil resistir. Muitas que querem andar na rua e não querem ser insultadas ou tocadas decidem se cobrir para evitar isso.” Maryam, assim como sua personagem no filme, escolheu o caminho da resistência. “Soa estranho falar disso quando se está no Brasil. Mas essa é a nossa realidade hoje.”

- Primavera em Casablanca conseguiu ser exibido no Marrocos mas foi proibido no Egito por causa do personagem judeu. “Fazer filmes no Marrocos é relativamente fácil. Quando se fazem filmes leves, você consegue apoio do Estado. Se não (como foi no caso dele), tem que encontrar dinheiro na Europa”, comenta Ayouch. 

- Mesmo com o avanço do conservadorismo e as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, o cineasta não pensa em deixar o país. “Não entendo uma série de atitudes, mas amo o povo marroquino. São pessoas generosas, muito parecidas com os brasileiros. E acho que quando você pertence a um lugar, tem que ficar e lutar”, finaliza.

O filme estreou nesta semana, no dia 19 de julho, e agora é claro que eu não vou perder a oportunidade de assisti-lo na telona. 






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terça-feira, 9 de junho de 2020

A Semana 22 de 2020 - Décima Segunda semana de quarentena


A décima segunda semana dessa quarentena sem fim começou com surpresa, carinho e gentileza. Agrados muito bem-vindos em qualquer época, mas potencializados nesse momento mais difícil em que as emoções estão afloradas. 

Recebemos um bolo de presente. Sem motivo específico para comemorar. Apenas um bolo para comemorar um dia qualquer. 


Precisei ver o céu, afinal 80 dias de isolamento com pouquíssimas saídas e todas dentro do carro é para os fortes. Fui dar um passeio de carro na cidade vizinha, Niterói. Contemplei a vista e senti a brisa do mar à beira (nem tão beira assim) das Praias da Região Oceânica de Niterói. Foi bom para relaxar e para fazer planos para quando finalmente pudermos voltar a circular com tranquilidade (o conceito de tranquilidade já mudou com essa pandemia).


Fiquei a louca do cinema francês e assisti três filmes no Festival Varilux em Casa. Até parei agora para contar quantos eu assisti desde que disponibilizaram os filmes do festival na plataforma Looke. Onze! Isso! Onze filmes franceses até o momento dessa quarentena! Bom, pelo menos rendeu, né?

O primeiro da semana foi "Respire", um drama intenso e que arrepia. Fala de amizade tóxica, de relações problemáticas e das consequências. Até que ponto uma relação pode ser libertadora ou aprisionadora. Até que ponto pode transformar o outro. Acho que quero fazer um post sobre o filme, por isso não vou falar tanto dele aqui. Só digo mais uma coisa: Vejam!


O segundo foi "Um Homem Fiel".  O filme traz uma visão moderna e bem francesa dos relacionamentos. De forma leve e em alguns momentos até sutilmente divertidos faz refletir sobre amor e paixão, sobre traição e fidelidade. Vale a pena!


O terceiro foi "Patty Girl" que eu peguei como dica nos comentários aqui do blog. Uma pessoa comentou que está seguindo a minha dica de assistir aos filmes disponibilizados pelo Festival Varilux em casa e citou os filmes que ela já assistiu. "Party Girl" fazia parte da lista e me chamou a atenção.

Ótimo! Baseado em história real e interpretado pelas mesmas pessoas que realmente viveram a história. Uma história de vida rica e fora dos padrões convencionais. Esse ponto traz todo o encantamento do filme. Fala de escolhas, de aceitação de si mesmo, recomeço, voltar atrás, amor. Acima de tudo de amor próprio e liberdade.


Continuo arriscando novidades na cozinha. Nessa semana fiz um bolo de carne que ficou maravilhoso. Pena que não fiz fotos decentes dele. Na verdade fiquei filmando para passar a receita para as amigas e me esqueci das fotos. Ficou tão bom que acabou antes de eu conseguir me lembrar de fotografá-lo. 


Maratonei a série "Doces Magnólias". Uma série realmente doce! Vou fazer um post sobre ela. Preciso fazer esse post.


A semana que começou com bolo, terminou com bolo. Mas dessa vez foi para uma comemoração especial: 15 anos da Sofia. Ela não quis fazer nenhuma comemoração especial, mesmo que dentro das restrições impostas. Então, apenas encomendei um bolo, alguns macarrons e um chocotone. Tudo do que ela mais gosta e vegano. Simples assim. Simples como ela quis. Mas com muito amor e respeito envolvido. 




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Comédia Francesa "Meu Bebé" - Para todas as mães que terão o ninho vazio um dia


Hoje acabou o Festival Varilux de Cinema Francês de 2019 e eu infelizmente consegui assistir apenas dois filmes. Bons tempos em que eu conseguia ir a todos! E os dois que eu vi foram ótimos o que me deixou mais ainda com a sensação de que perdi muito filme bom. Tudo bem. Agora é esperar alguns entrarem em cartaz no circuito oficial e outros serem lançados no streaming.

Um dos filmes que eu assisti no festival foi a comédia francesa “Meu Bebê (Mom BèBè). Vou aproveitar que ainda estou sob o efeito do prazer de assistido, da levezas dos risos e a emoção das lágrimas, estas somente no finalzinho, que ele arrancou para dar a dica, falar neste longa que foi uma das atrações do 10º Festival Varilux de Cinema Francês, deixar registrado aqui.





O filme, da diretora Lisa Azuelos, conta a história de Heloise (Sandrine Kiberlain) uma mãe de três filhos em que sua "caçulina", Jade (Thaïs Alessandrin), está prestes a completar dezoito anos e deixar o ninho para continuar seus estudos no Canadá. Vem aí a tal síndrome do ninho vazio pelo qual toda mãe vai passar um dia e a minha está cada vez mais próxima. 

Conforme a partida de Jade se aproxima Heloise vive esse estresse da partida aliado ao sentimento do ninho vazio em paralelo com as lembranças da sua bebê desde o nascimento. São essas lembranças dos momentos compartilhados que vai mostrando como a relação de mãe e filha é profunda, próxima e sincera. O tipo relação que toda mãe quer construir com os filhos e os filhos terem com a mãe. 

Com diálogos ótimos e situações divertidas o filme vai mostrando também como essa ruptura será difícil para ambas, porém necessária para o crescimento da filha e para a retomada da vida mais pessoal da mãe. Às vésperas da partida da filha, Heloise faz uso desse momento para analisar a própria independência, solidão, relações profissionais, o quanto abriu mão de sua vida e o quanto isso valeu a pena, e o contato com os outros filhos, também entrando na idade adulta.

Dominada pelo desejo de aproveitar ao máximos esses últimos momentos juntas Heloise praticamente se esquece de viver o presente e foca em registrar ao máximo o dia a dia da filha pensando na saudade que irá sentir. Outro ponto de identificação. Muitas de nós mães ficamos com o celular na mão filmando, fotografando, registrando cada fase dos filhos com a sensação de que estamos "segurando" aquele momento, fazendo com que ele dure por mais tempo e com isso podemos estar na verdade fazendo com que passe mais rápido e menos vivido. E claro, os filhos adolescente se irritam.

"Mom Bèbè", ou "Meu Bebê" é um filme que toda mãe deveria assistir, de preferência com os filhos adolescentes ao lado, não só por ser divertido, leve, justo e verdadeiro, mas por criar essa identificação. E isso acontece justamente porque a história da personagem Heloise é na verdade a história real da diretora Lise. Ela mostra que é difícil sim criar os filhos praticamente sozinha, mas totalmente possível, proveitoso e gratificante. O quanto a proximidade com os filhos é rica, divertida, emocionante e cheia de aprendizados. E na minha opinião ainda rejuvenesce. 

Sandrine Kimberlain está perfeita como mãe cercada de jovens atores cheios de talento! 





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sábado, 9 de maio de 2020

A Semana 18 de 2020 - Oitava semana de quarentena

Já passamos em muito dos quarenta dias de isolamento. Esse nome quarentena ficou ultrapassado. Estamos rumo aos sessenta dias de isolamento social. O nome já pode ser "sessentena", quiça "setentena".  Mas vamos que vamos fazendo a nossa parte, nos cuidando e cuidando dos outros. Cada vez mais nos certificando que ou o mundo é de todos ou não será de ninguém.

Bom, nessa oitava semana de superação (sim, de superação. A cada dia que conseguimos respeitar o isolamento é um dia de superação), eu senti um enorme cansaço das conexões virtuais. Eu sei que o que tem salvado nesses dias é a transformação digital que estamos experimentando. São as opções de interação virtual que estão sendo uma janela para o mundo lá fora. Mas fiquei cansada. Senti necessidade de lazer e contatos analógicos, fora das telinhas e telonas. 

Assim o foco da semana ficou por conta do artesanato, leitura e culinária. 

Dei continuidade no oratório para Nossa Senhora Desatadora dos Nós que será presente para uma amiga. Iniciei outros projetinho como o minigaveteiro e uma nova série de garrafas. 



Terminei de ler o livro "HOMEM-objeto" de Tati Bernardi. P livro reúne as melhores crônicas de Tati Bernardi com foco nos dilemas que nós mulheres encaramos no dia a dia. Todas escritas com humor inteligente e irreverente. Eu sou fã de livros de crônicas, gosto pela facilidade de ler a qualquer momento, normalmente são textos leves com um toque de crítica.


Preparamos lanches para uma noite em casa e em família. No nosso cardápio teve os queridinhos da quarentena: pãozinho recheado com recheios variados, pizza de pão árabe, biscoito de fubá e bolo de bolo que dessa vez ganhou o sabor de laranja.


Estamos cumprindo as instruções para ficar em casa saindo apenas quando é estritamente necessário. Estamos fazendo todos os pedidos de compras para serem entregues sempre que possível. Nessas oito semana, até o momento, saímos apenas umas cinco vezes no nosso carro para comprar algo que não conseguimos a entrega ou para fazer alguma entrega para alguém da família. E foi isso que precisamos fazer. Aproveitamos para fazer um caminho pela orla e matar um pouco da saudade das vistas lindas que temos nessa cidade. Tudo de dentro do carro, sem colocar os pezinhos para fora e de máscara.  Um dia de sol com a lua no céu. 


Que saudade desse pôr do sol! Que saudade de sentir toda essa beleza e suas sensações de perto. Sentir o cheiro, o vento, a temperatura, os sons. Mas vai passar! Teremos tudo isso de volta.


Seguimos a semana caprichando nas comidinhas desde o café da manhã.


Me rendi a um programa na tela. Assisti ao filme "As Falsas Confidências" do Festival Varilux de Cinema Francês em Casa. Achei teatral demais. A cena externa no Jardim de Luxemburgo, em Paris, me deixou com saudade dessa viagem que fiz. Talvez o fata de eu ter achado o filme chato possa estar ligado ao fato de que eu ainda estava cansada de toda essa conexão. Assim, me dei mais uns dias "desligada" de opções virtuais e em vídeos. 


Ficamos mais juntos, conversando, fazendo carinho, fazendo nada.


E cozinhando. Tivemos receita nova como esse curry de grão-de-bico com acelga, couve e mostarda. Maravilhoso. Tô achando que eu devia ter feito um post com a receita.


Tivemos receita antiga e simples como o Ninho de Macarrão.


Tivemos reaproveitamento de prato para usar receita que vi no blog O Diário da Inês, salmão com crota de mostarda e salsa. O nosso salmão ao forno do almoço ganhou tempero e sabor novo para o jantar. Ficou maravilhoso!


Fui testar se o meu detox de telinhas e telonas já tinha feito efeito. Assisti mais um filme do  do Festival Varilux de Cinema Francês em Casa. Dessa vez escolhi "Rock and Roll, Por Trás da Fama".






Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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