quarta-feira, 3 de junho de 2009

Brincadeiras da minha Infância - BC Semana Mundial do Brincar 2014

Hoje, 28/05/2014, é dia da  ‪#‎BlogagemColetivaSMB2014‬ da quinta edição da   Semana Mundial do Brincar no Brasil, promovida pela Aliança pela Infância.A BC tem o tema "Quando eu era pequena, eu gostava de brincar de...".

Semana Mundia do Brincar


Sendo assim eu editei este post antigo que já fala das brincadeiras da minha infância
.
Este post na verdade é um texto que tive que fazer para a Ana Luiza levar para a escola há 2 anos sobre a minha infância e resolvi postá-lo aqui.

A minha infância foi muito boa, muito boa mesmo, daquelas que todas as crianças deveriam ter. Eu tive espaço para brincar, eu tive liberdade para inventar.
Passei a minha infância em São Pedro d’Aldeia, na Vila Militar. Morava em casa, com jardim e sem muro. Dormia de janela aberta, no máximo com uma tela para evitar os mosquitos. Isso mesmo, o grande medo era de mosquito.
Eu gostava muito de andar de bicicleta. Os passeios de bicicleta tinham sempre uma novidade. Uma vez ia explorar o bosque; em outra tentava subir ladeiras mais altas; depois descer ladeiras com alguma amiga na garupa; dar a volta no pântano com alguém sentado no guidom; pedalar, pedalar e ficar em pé no banco; montar rampas com madeira e tijolos para dar saltos com as bicicletas e tudo mais que pudesse inventar.




Os joelhos ralados foram uma constante na minha infância e o merthiolate também. Lembro bem do lema: tudo o que arde, cura e o que aperta, segura.

Eram muitas, muitas, mas muitas crianças. Com aquele espaço todo e com tantas crianças, as brincadeiras de pique eram frequentes. O meu preferido era o pique-esconde. Tinha também o pique-pega que naquela época era conhecido por nós com pique-tá. Isso porque quando quem estava com o pique pegava alguém, falava: - Tá com você!
Tinha pique-alto, pique-baixo, pique-parede e qualquer outro que quiséssemos inventar. Polícia e Ladrão. E o pique-bandeira? O campo era riscado no chão de barro com uma vara e as bandeiras eram galhos de árvore. Esses piques eram muito divertidos, muitas crianças brincado juntas. Crianças de várias idades juntas, meninos e meninas. As crianças menores eram consideradas café com leite.
Algumas brincadeiras eram mais de meninas como pular corda, pular elástico e amarelinha.
Eu e minhas amigas preparávamos lanchinhos, algumas bonecas e íamos fazer piquenique no bosque. Os motivos podiam ser diversos: aniversário de uma boneca, batizado de outra. Ou também podia não ter motivo algum. Para esses pique-niques eu gostava de levar pão com mel.

Brincar no parquinho também era uma grande aventura. Eram vários brinquedos de ferro: balanço, escada-horizontal que nós chamávamos de pega-pega, prancha vai-e-vem que para nós era rema-rema, passo gigante apelidado por nós de roda-roda, etc...
Era no parquinho que eu me sentia uma artista de circo.



No balanço eu balançava alto, bem alto, cada vez mais alto imaginando que algum dia eu ia conseguir dar uma volta completa. No pega-pega me pendurava pelas pernas de cabeça para baixo pensando estar no trapézio. No roda-roda, rodava bem forte e depois soltava as mãos fazendo de conta que era a mulher-bomba. Tinha uma manilha colorida e o grande desafio era subir correndo e ficar em pé em cima dela como uma equilibrista. Essa manilha parecia ser muito grande e realmente era maior do eu que cabia em pé dentro dela. Nesse ano (2007) fui no mesmo parquinho da minha infância com as minhas filhas que já não tem os mesmos brinquedos, mas as manilhas continuam lá. Só que agora não parecem tão grandes e eu já nem caibo em pé lá dentro.

Eu adorava ir à praia, que na verdade era uma lagoa, e lá fazia bolos na areia e enfeitava com conchinhas. Nas férias era colocado um flutuante na lagoa para as crianças brincarem. Esse flutuante era uma plataforma de madeira com um escorrega de um lado e um trampolim no outro. Escorregar e cair na água eram muito divertidos. Saltar do trampolim era uma grande emoção. Inventávamos vários saltos : salto bomba, parafuso, sem limites para a imaginação.
Naquela época a lagoa era limpinha, cheia de peixinhos. Algumas vezes estava brincando na água e sem querer pisava em um peixe que se debatia em baixo do pé fazendo cócegas e eu sempre levava o maior susto quando isso acontecia.




Gostava também de brincar de casinha. Eu tinha uma casinha de madeira daquelas que dá para entrar, azul, com chaminé e duas jardineiras na janela que eu plantava gerânio de verdade. Meu pai fazia casinha de cartolina para mim, que apesar de ter porta e janela, as bonecas de papel entravam mesmo pelo teto.




Mas a melhor brincadeira de casinha era nas árvores. Escolhia um galho para ser a sala, no outro era o quarto, as folhas serviam de pratos e as amêndoas eram a comidinha.
Com tanto espaço lá fora sobrava muito pouco tempo para a televisão. Algumas vezes eu assistia a Tom e Jerry e Pantera Cor de Rosa. Esses eram os meus desenhos preferidos.
Eu tinha vitrola que parecia uma mala. Aliás, ela fechada era uma mala e somente quando abria é que virava vitrola. Adorava ouvir as historinhas dos disquinhos coloridos. Ouvia a história e acompanhava no livrinho que vinha junto. O disquinho da Chapeuzinho Vermelho era vermelho, é claro; o da Cinderela, amarelo e o do Mogli, verde. Tinham outros, mas esses eram os meus preferidos.
Como tinha pouca luz da cidade, as noites eram muito estreladas. Algumas vezes meu pai e a minha mãe colocavam um lençol na grama e ficávamos no jardim contando as estrelas. Só não podia apontar para não nascer verruga na ponta do dedo. Depois, quando eu e a minha irmã íamos dormir, ficávamos com medo de acordar com verruga no nariz, mas não nascia não. Acordávamos prontas para mais brincadeiras.

Essa infância com tempo para brincar e ousar que eu quero proporcionar para as minhas filhas.

Vejam AQUI na nossa partipação na BC da Semana Mundial do Brincar de 2013.

sábado, 30 de maio de 2009

Museu do Negro

A Ana Luiza precisou coletar material sobre os negros para uma pesquisa da escola. Entre acessos à internet, idas em livrarias, resolvi levá-la ao Museu do Negro no Rio de Janeiro para que a pesquisa se tornasse mais interessante, mais prática, mais visual.
Chegando lá fiquei muito triste com o estado de descuido que o museu se encontra. Ninguém para acompanhar na visita e explicar a razão pela qual o Museu está instalado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, paredes com infiltração e o pior de tudo foi ver a descrição de objetos com erros de ortografia e concordância.
O acervo conta com alguns objetos interessantes como uma maquete da sepultura da Princesa Isabel e o Conde D'Eu e apesar dos problemas citados a Ana Luiza e sua amiga obtiveram algumas informações para o trabalho e gostaram do passeio. Mas o que elas acharam mais interessante mesmo foi conhecer o camelódromo, pode? Também com o Museu nesse estado ....


terça-feira, 26 de maio de 2009

Fadas do Arco-Íris

Nesse final de semana, entre idas ao shopping e teatrinhos, a Sofia quis que eu desenhasse fadas para ela colorir. Muitas fadas, grandes e pequenas. Um dos desenhos me lembrou de uma história que fiz para a Ana Luiza quando estava com 7 anos. Ela tinha que fazer uma criatividade para a escola e me pediu ajuda. A Ana Luiza me disse que queria fazer sobre cores. Achei superlegal, falei que era muito criativo, que eu jamais pensaria em fazer sobre cores, etc ... Na intenção de dar aquele apoio completei dizendo que o mais difícil ela já tinha feito que era escolher o tema que agora desenvolver seria fácil. Bom, deixei a bola quicando e ela chutou é claro. Me disse, já que é fácil então faz uma criatividade sobre cores. Fui desafiada e sem tempo para pensar. Só me restou inventar uma história.



Íris


Íris é uma menina que gosta muito de cores. Ela adora colorir tudo o que vê pela frente. As suas roupas são sempre com muitas cores. Íris gosta de vestir saia vermelha com blusa verde. E os sapatos? Íris acha que deve ser um de cada cor e as meias também. Então ela costuma calçar no pé direito o sapato azul com a meia amarela e no pé esquerdo o sapato amarelo com a meia azul. Não adianta a sua mãe dizer que não combina, que está muito colorido. Se não for assim Íris acha sem graça.
Na casa da menina tem um jardim enorme e muito colorido. Sempre que vê uma flor com uma cor diferente Íris pede para sua mãe comprar e plantar em seu jardim.
O jardim é o lugar preferido de Íris. Diverte-se muito brincando entre as flores. Bem no canto direito do jardim tem um arbusto enorme repleto de flores. São muitas flores nesse arbusto. Íris não se conforma porque todas as flores desse arbusto são brancas. Não seria lindo se cada flor dessa árvore fosse de uma cor diferente? Imagina Íris. Nesse mesmo arbusto moram sete fadas. Esse é um segredo que só Íris conhece. As fadas não aparecem para mais ninguém, somente para Íris. Isso porque as fadas são todas brancas e elas gostariam de ter cor. Todas as outras fadas do mundo são coloridas. As sete irmãs fadinhas são as únicas que são branquinhas.
Íris que gosta de tudo muito colorido já tentou várias vezes ajudar as amigas fadas. Uma vez Íris ganhou de presente uma aquarela. Então resolveu pintar as fadas de cor de rosa. Elas ficaram lindas e todas felizes, batendo as asinhas sem parar. Ficaram tão animadas que resolveram sair do arbusto e dar uma volta pelo jardim de Íris. Enquanto as fadinhas voavam entre as flores, Íris corria, dançava e cantava. Estavam todas tão felizes que nem perceberam uma nuvem que vinha chegando lá no céu. De repente, a chuva caiu. E para a tristeza de todas a tinta rosa foi escorrendo e as fadinhas voltaram a ser branquinhas. Mas Íris não desistiu. Um dia ela ainda há de conseguir colorir as suas amigas.
Passou-se algum tempo... Íris ganhou quatro potes de tinta. Claro que amou o presente. Ficou logo imaginando quanta coisa iria pintar.
Em um dia nublado Íris estava sem ter o que fazer. Ela detesta dias nublados porque fica tudo muito cinza. Foi aí que resolveu fazer o que mais gosta: PINTAR, COLORIR, PINTAR. Pegou uma folha de papel bem grande e foi para o seu jardim. Derramou um pouquinho de tinta vermelha e em seguida derramou um pouquinho de tinta amarela. As duas manchas de tinta foram se espalhando até se encontrarem e ao se misturarem formaram uma cor laranja. Íris ficou surpresa, pois tinha aprendido a fazer cores! Que felicidade! Sua pintura já estava com três cores: vermelho, laranja e amarelo. Íris muito curiosa, resolveu continuar. Perto do amarelo ela derramou um pouco da tinta azul clara. A cor azul se espalhou até encontrar o amarelo e formou uma cor verde. Que legal! Íris já tinha cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. Olhou e ainda restava um potinho com tinta azul escuro. Então colocou um pouquinho ao lado do azul claro. A tinta ficou ali paradinha. A sua pintura já estava com 6 cores. Mas dessa vez nada aconteceu, não surgiu uma cor nova. Foi aí que Íris resolveu começar de novo e pingou um pouquinho da tinta vermelha bem na pontinha da tinha azul escuro. As duas cores se misturaram e formaram uma cor violeta muito linda. A pintura de Íris ficou bem bonita com as sete cores:
vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, azul escuro e violeta. Íris pensou nas sete cores e nas sete fadinhas. Seria tão bom se ela conseguisse ajudar as amigas...
As nuvens quando viram a pintura de Íris ficaram tão felizes que chamaram o sol para vê-la. O sol achou a pintura tão linda que começou a brilhar de alegria. Com a alegria do sol as nuvens começaram a abrir caminho para os seus raios. Os raios do sol alcançaram a pintura de Íris. Nesse momento, a partir de cada cor se formou um arco subindo em direção ao céu. Que coisa mais linda! Íris estava muito contente. Ela nunca tinha vista algo assim na natureza.
As fadinhas que observavam de dentro do arbusto, vendo aquele arco tão cheio de cores resolveram sair voando para vê-lo bem de pertinho. Assim cada fadinha passou por uma cor. Ao atravessarem o Arco da Íris elas já não eram mais brancas. A Ana ficou violeta, a Biana ficou azul escura, a Ciana ficou azul clara, a Diana ficou verde, a Fiana ficou amarela, a Giana ficou laranja e finalmente a Liana ficou vermelha.
Todas ficaram muito felizes, pois finalmente, Íris tinha conseguido ajudar as amigas fadas. E ainda mais, tinha descoberto um modo de fazer os dias nublados e chuvosos mais alegres e bonitos. Era só colocar a sua pintura e quando o sol começasse a aparecer seu arco se formaria.
Foi aí então que Íris pensou nas outras crianças que também não gostam muito de dias cinza. Como ela poderia levar seu arco a todas essas crianças? Assim os dias delas também ficariam mais alegres e coloridos. As fadinhas resolveram retribuir a ajuda recebida. Afinal, Íris as tinha ajudado tanto! Elas iriam sair pelo mundo voando e em cada lugar chuvoso elas estariam com as sete cores para formar o Arco da Íris. Hoje todo mundo conhece o arco-íris.

domingo, 24 de maio de 2009

Dia da Sofia

Como ontem saí apenas com a Ana Luiza hoje seria o dia de fazer um programa com a Sofia. Ela queria ir ao teatro ver "Saltimbancos" pela enésima vez. A peça é ótima, vale muito a pena, mas eu estava arrasada de gripe. Bateu aquela culpa. Expliquei a situação para a Sofia que entendeu direitinho (ô coisinha fofa da mãe).
Como íamos ficar em casa resolvemos continuar construindo o nosso prédio de caixas de papelão.

Tinha feito um desses com a Ana Luiza quando ela tinha 4 anos (a mesma idade da Sofia).



Está sendo ótimo, são alguns dias montando o prédio, outro pintando.




Hoje colocamos os balanços na varanda (feitos de caixinha de fósforo e barbante). Depois de pronto serão muitos dias brincando. Nos divertimos juntas e ela não sentiu falta do teatro que ficou para a próxima semana.

Brincadeira com caixa de sapato

Uma atividade divertida e duradoura. Além do mais ninguém aguenta acompanhar o poder aquisitivo da Barbie. É loft, casa de praia, casa de campo, castelos, barcos, carros e etc.. Com esse prédio a Sofia brincou por mais tempo do que com as casas da Barbie compradas. Eu, além de economizar uma graninha ainda incentivo o consumo consciente.

Brinquedos de reciclagem

O Show da vida delas

Levei a Ana Luiza ao show do Jonas Brothers, o trio americano sensação do momento, na Apoteose que teve a abertura da estrelinha Demi Lovato conhecida por fazer parceria com os irmãos no filme "Camp Rock". Outro sucesso do publico teen.

Show do Jonas Brothers no Rio de Janeiro


Sabe aquela sensação de "o meu bebê cresceu"? Foi exatamente isso. Ela lá gritando, dançando, pulando e cantando todas as músicas. Em determinado momento me deu uma saudade da Bia Bedran, Palavra Cantada e etc. Isso ficou no passado. E pensei que daqui a pouco posso estar sentindo saudade do Jonas Brothers, então resolvi aproveitar e curtir o show que foi anunciado ao som de "We will rock you", do Queen, bem conhecida da mamãe aqui.

Se bem que passei mais tempo observando (babando) a Ana Luiza e as amigas contando empolgadas as músicas que elas sabem de cor, como "Way we roll" passando por hits como a romântica "Gotta find you" e "This is me", entre outras, do que o Jonas Brothers em si. Foi muito bom ver a felicidade das meninas e poder estar próxima nesse momento que para elas foi o mais feliz de suas vidas.


Show do Jonas Brothers na Praça da Apoteose



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