quarta-feira, 1 de junho de 2022

De onde eu tiro os meus roteiros, resposta para uma amiga

 

Uma amiga me perguntou de onde eu tiro os meus roteiros de passeios. A resposta poderia ser bem simples: pegando dicas com outras pessoas, pesquisando lugares, fazendo listas de locais que eu quero conhecer, dos destinos que eu quero retornar e até daquele que eu não quero voltar. Não porque esses últimos tenham sido experiências ruins, mas exatamente ao contrário. Porque foram experiências tão boas que eu não quero que a percepção inicial seja afetada.

Porém, pensando na resposta à pergunta da minha amiga me lembrei dos últimos roteiros que fiz.

O destino seria explorar um pouco do Vale do Café. Escolhi fazer um percurso de cachoeiras em um bugre unindo natureza, aventura e a sensação de liberdade. O roteiro do Circuito de Cachoeiras de Miguel Pereira incluía duas cachoeiras, uma ponte e um bosque.

Durante o percurso o guia citou uma cachoeira que estaria fechada devido a construção de uma usina hidrelétrica. Já me bateu a curiosidade de conhecer a tal cachoeira. Ao virarmos a esquerda ele apontou que o caminho para a Monet Líbano seria a direta, o tal caminho bloqueado. Não me contentei. Perguntei se não poderíamos chegar o mais perto possível, irmos até a barreira no caminho para tentarmos ver a cachoeira nem que fosse de longe. 

Assim retornarmos e seguimos para a direita. Para surpresa o caminho estava livre. A barreira não estava mais lá. Seguimos mais adiante e nos deparamos com um mirante preparado para visitação.



Encontramos também uma placa apontado o acesso a cachoeira. Claro que eu quis descer e chegar mais perto. O guia titubeou e foi verificar se tinha alguém para dizer se poderíamos chegar até a cachoeira. Tal pessoa não foi encontrada. Falei para o guia que se não tinha ninguém para nos dizer que podíamos ir, também não tinha ninguém para dizer que não podíamos ir. Logo fomos!

Descemos o tal acesso que no início tinha uma escada, mas mais adiante ainda se encontrava precário. Nada que impedisse que continuássemos. Apenas tornaria a nossa aventura mais desafiadora. Enfim chegamos a beira do rio com a queda d'água adiante. 

Me preparei para mergulhar. O guia se surpreendeu mais uma vez: "Vocês vieram para mergulhar?!  Nesse frio?! Achei que iam apenas fazer fotos". Ah, eu lá sou pessoa que vem para cachoeira e não mergulhar?! Não dou de ficar na beira, sou de entrar. 




Sou de sentir, de experimentar. As fotos são registros, lembranças, memórias desses momentos de experiências e sensações. Quero sentir a água gelada nem que seja para sentir o calor ao sair dela. Quero a energia dos lugares, a sensação na pele, o cheiro no nariz, o som no ouvido, o sabor na boca, as cores nos olhos. Não apenas estar ali por alguns minutos, que me envolver com o lugar durante aqueles minutos.

Então, pensando nas histórias desse passeio e de muitos outros a resposta para a minha amiga é: os meus roteiros são construídos pela minha curiosidade, da vontade de devorar o mundo, por olhos que querem ver mais e além, da alma que pede novidade, do espírito que quer aventuras, da mente que quer ter histórias para contar. 

PS: a empresa da hidroelétrica comentou no post no meu instagram informando que fomos as primeiras a entrar na Monte Líbano após a reabertura. 






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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Estou de férias e não viajei por motivos de passagens em preços absurdos. Tudo caro e dolarizado. Então resolvi ficar pelo Rio de Janeiro. Afinal várias pessoas pagam caro para viajar para cá e explorar as nossas belezas. E eu que já estou aqui vou sair por quê? A opção foi fazer alguns bate e volta pelas cidades ao arredores

Mais um bate e volta do Rio. Esse foi a Paty do Alferes, no Vale do Café, conhecida pela Festa do Tomate. 

O nosso passeio foi dividido em duas etapas. Na parte da manhã focamos no Circuito da Cachoeiras, que na verdade ficam em Miguel Pereira, e na Ponte Férrea Viaduto Paulo de Frontin, de 1897. 

Esse trecho do passeio foi feito de buggy com saída da praça central de Paty. 
A primeira parada foi brinde!  Cachoeira Monte Líbano.

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

A cachoeira Monte Líbano estava fechada há um ano e meio por conta da implantação de uma Usina Hidroelétrica no Rio Santana, por isso ela não estava no nosso roteiro inicial. 

Após passar por uma faixa na estrada reclamando da destruição ambiental devido a ganância humana e ouvir a história sobre a construção da usina, a curiosidade bateu forte. 

Ao virar para esquerda pedi para o guia para tentarmos chegar o mais próximo possível. Eu queria tentar ver a cachu nem que fosse de longe. E assim fizemos o retorno, mas sem grandes esperanças. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira



Para nossa surpresa a Monte Líbano estava recém reaberta. Com uma área de mirante construída e uma sinalização de acesso que parecia não ter sido finalizado ainda. Mas não nos intimidamos com a precariedade da trilha. Aliás, uma aventura no caminho torna o destino mais desejável. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira


Assim chegamos a beira do rio e de frente para a queda d'água. Claro que mergulhamos! Arrisco a dizer que inauguramos a cachoeira em sua reabertura. Uma delícia! 


De lá seguimos a estrada de barro que já foi o caminho da linha do trem, rodeada pela vegetação da Serra do Mar, beirando o rio. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Chegamos na nossa primeira parada oficial do roteiro, mas nossa segunda parada do dia: a Cachoeira da Prainha. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Uma cachoeira meio escondida, com acesso não muito fácil, mas que vale todo o esforço. Linda, tranquila, deserta, com água clara. Uma ótima energia. Tem até um ofurô natural (uma banheira de pedra dentro da água do rio).

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

No caminho para a terceira cachoeira passamos por baixo do Viaduto Paulo de Frontin, de 1897, e considerado o único viaduto em ferro e em curva no mundo. 


Chegamos a Cachoeira do Poção. Essa já é bem conhecida e tem infraestrutura com bar, banheiro e duchas. Um espaço bem amplo com gramado à beira do Rio. A queda d'água é bem linda e com espaço pra curtirmos um ótimo banho. 

Justamente por ter a infra costuma ficar meio cheia nos finais de semana. A facilidade e o conforto podem trazer outros desconfortos, né?

Mas como nós fomos em uma sexta-feira encontramos o espaço completamente vazio e os bares fechados. Tranquilidade. Só nós. Cachoeira particular! E realmente essa cachoeira fica em uma propriedade particular, porém o acesso é liberado.


Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Completando o roteiro planejado das cachoeira, fomos ver a Ponte Férrea Paulo de Frontin. Agora porr cima e curtir um friozinho na barriga nos seus 34 metros de altura. 

A construção da estrada de ferro foi projeto do imperador D Pedro II era para ajudar os plantadores de café que já estavam em decadência. As pessoas podiam ir de trem do Rio de Janeiro a Miguel Pereira. Como não havia estrada na época, a inauguração da linha de trem foi uma grande novidade e fomentou o movimento de veraneio na região. Hoje a linha está desativada e a ponte é utilizada para fotos e para prática de rapel. 


Voltamos para Paty para a segunda etapa do nosso passeio parando antes no Lago Javary. Uma manhã de surpresa e aventura. Uma manhã de lavar a alma e de encher os olhos de céu.

Fizemos o percurso de bugre com o Luciano do @alferesextremo.

Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.



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terça-feira, 10 de maio de 2022

A Semana 18 de 2022 - Apreciar diariamente

 

Foi uma semana de seguir o ritual de apreciar diariamente o que o dia nos oferece de melhor.


Fui caminhar no meu cantinho preferido do Rio de Janeiro, o Jardim Botânico. Aproveitei para apreciar o que a natureza nos oferece de mais belo e puro.


Última semana do concurso "Comida di Buteco" que acontece anualmente há 21 anos. Aproveitei para apreciar comida boa e criativa em ambientes descontraídos. E claro que em cada ida a um "buteco" (buteco com "U" é como os mineiros chamam os seus bares. Daí o no nome do festival) teve ótima companhia, também muito bem aproveitada. 


Aproveitei o conforto, tranquilidade e aconchego do lar para relaxar e descontrair assistindo a um filme na TV. "Lua de Mel com a Minha Mãe" é um comédia que diverte com qualidade.

Sinopese: "José Luis decide levar a mãe na sua viagem de lua de mel após ter sido abandonado no altar. O que pode dar errado? Tudo e mais um pouco? Enquanto ela quer aproveitar as maravilhas do lugar, ele prefere ficar sofrendo de amor.".


Aproveitei para desfrutar dos encontros que a vida coloca no nosso caminho e fui tomar café com amigas. Aproveitei também para conhecer lugares novos e experimentar novos sabores. Fui conhecer a Le Wilt, uma patisserie especializada em choux. Delicioso. 

Podia até render um post para o Projeto 100 lugres em 1 ano se eu tivesse feito fotos suficientes. Mas me satisfiz em saborear essa delicadeza. Será que rola um post?



Mais uma vez aproveitei o conforto do lar e a companhia da filha mais velha e assisti a segunda temporada da série "Desejo Sombrio". Essa segunda temporada traz mais mistério em torno das relações proibidas. Prende.



Busquei na minha rotina, nos caminhos mais triviais, nas atividades mais tarefas mais obrigatórias e corriqueiras buscar alguma beleza ao redor. E olha que céu lindo eu pude parar para contemplar enquanto andava apressada para buscar a filha em um compromisso?!




Mesmo nos dias mais cinzas e com rotinas mais atribulada, a natureza está aí, disponível, nos oferecendo beleza e pureza. Precisamos estar atentos, presentes e nos permitirmos apreciar. Nem que seja por poucos minutos. Já vai fazer uma boa diferença positiva nos nossos dias. 


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sexta-feira, 29 de abril de 2022

Ziraldo no Museu Histórico Nacional - Exposição "Terra à Vista e Pé na Lua"


Aos quarenta e cinco do segundo tempo, ou melhor, aos vinte e cinco da prorrogação, eu consegui visitar a exposição "Terra à Vista e Pé na Lua", no Museu Histórico Nacional.

Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional

A mostra, que se encerra hoje depois de ter seu fim prorrogado (daí os vinte e cindo da prorrogação), é uma homenagem ao 90 anos do nosso cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta, cronista, desenhista, apresentador, humorista e jornalista brasileiro, Ziraldo Alves Pinto.

Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional

Ziraldo é um dos maiores escritores infantis dos últimos tempo. Eu mesma li muitos e muitos dos seus livros para as minhas filhas. Então, imagina só a emoção de entrar nas salas de exposição e me deparar com linhas cheias de memórias.

Teve reencontro com o apaixonante "Flicts" que mexe com o coração de adultos e crianças. A história de uma cor que era diferente das outras e por isso não consegui se enturmar, não era a cor escolhida para colorir os desenhos das crianças. Por isso foi ficando tão triste que queria sumir. A história é tão relevante que já virou musical.


Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional


A arte produzida por Ziraldo é muito rica e diversa, composta por cartazes, livros, charges, marcas e logotipos, dentre outros. Ao longo de toda a sua carreira, Ziraldo teve inúmeras publicações de sucesso. A mais emblemática de todas, sem dúvidas, foi lançada em 1980: O menino maluquinho.



Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional


Nas três salas que a exposição temporária do Museu Histórico Nacional ocupada por Ziraldo, nós, visitantes, vamos conhecendo um pouco da história do artista - como a sua chegada ao Rio, o início da carreira, o trabalho na imprensa e o reconhecimento nacional – enquanto isso mergulhamos no universo de artista e de suas criações. Tudo exposto em diferentes suportes, como quadrinhos, tirinhas, cartazes e livros.

Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional

E vamos nos vendo frente a frente com seus muitos personagens que nos encantam, emocionam e ensinam com suas histórias e aventuras. 

Além das três salas, a exposição se espalha pelo Pátio Minerva (aquele pátio logo na entrada) com vário painéis reproduzindo histórias e personagens que ganharam vida  a partir da imaginação de Ziraldo.

Claro que eu tive que fazer uma foto com "The Super Mãe" que ficou conhecida através das publicações no "Jornal do Brasil", a partir de 1968 e, posteriormente, na revista "Claudia".  Nem preciso ressaltar que eu as conheci muito depois disso, né? 

As histórias foram baseadas na matriarca da família do autor, dona Zizinha.



O Pátio dos Canhões, um dos pontos fortes do Museu Histórico Nacional, foi transformado em "Praça da Amizade" com seus canhões atirando flores. Lindo e muito simbólico!

Exposição do Ziraldo no Museu Histórico Nacional

E habitado por personagens conhecidos nossos em escala humana. Não tem como não tentar se enturmar na Turma do Pererê, né?


A Turma do Pererê é das antigas! A série de histórias em quadrinhos teve início em 1959, na revista "O Cruzeiro", a primeira revista brasileira em quadrinhos totalmente colorida. Infelizmente durou somente até 1964, época em que o regime militar baniu as revistas das bancas. Cena triste da nossa história!





A Turmina conta com os personagens Pererê (Saci), Tininim (índio), Galileu (onça), Geraldinho (coelho), Moacir (jabuti), Alan (macaco), Pedro Vieira (tatu), Boneca de Pixe (namorada de Pererê), Tuiuiú (garota indígena, namorada de Tininim), Professora Nogueira (coruja), compadre Tonico Macedo (fazendeiro), Seu Neném (amigo do compadre Tonico) e mãe Docelina, a doceira que alegrava a turminha. As aventuras aconteciam na Mata do Fundão. E nos encontramos com vários deles no pátio, ou melhor, na praça.

Em 1998, os quadrinhos ganharam um seriado chamado "A Turma do Pererê", exibido na TVE Brasil, na TV Cultura, TV Brasil e outras TVs públicas


A exposição “Terra à Vista e Pé Na Lua” tem como foco a aventura humana rumo ao desconhecido. E realmente nos leva a uma aventura através do olhar visionário de Ziraldo, esse artista atemporal cujas obras habitam o imaginário de brasileiros e brasileiras de todas as idades.


A mostra  marca o início das comemorações dos 100 anos desse museu que é belíssimo, cheio de histórias interessantes (tem até história de fantasma) e muita riqueza cultural.


Vale muito a pena visitar a exposição permanente e as temporárias. 


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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quarta-feira, 27 de abril de 2022

Passeio de Barco com Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

 

A ideia era levar a filha para conhecer a Ilha da Gigoia e o "Pantanal Carioca". Passeio que eu já tinha feito em 2018. Até pegamos um barco com esse destino, passamos na região de mangue, vimos muito jacarés-de-papo-amarelo, inclusive vários filhotinhos. Vimos as capivaras também. 

Mas não rolou ficar na Ilha da Gigoia por motivo de estar insuportavelmente cheia. 

Para nossa sorte uma família desistiu de sair com um barqueiro que ia fazer um passeio para bandas opostas. Assim, nós mudamos o nosso destino e trocamos de barco. Agora em direção ao sol, ou melhor ao pôr do sol.

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

Seguimos pelo Canal de Marapendi em direção a Lagoa de Marapendi e, agora sim, navegando em águas tranquilas. 

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

Afinal Marapendi significa águas limpas ou águas calmas, e não estava combinando nada com aquele movimento lá do outro lado.

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

O condomínios da Barra vistos desse ângulo até ficam mais bonitos com o reflexo nas águas. 

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

E de repente o espetáculo do sol se despedindo de mais um dia por aqui começa. É impressionante como aqui no Rio temos vários pontos para assistir a esse momento da natureza. 


Com o sol se ponto por ali começamos o nosso caminho de volta com ventinho no rosto.

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

natureza exuberante ao redor, um dia ficando para trás.

Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

olhando para frente com a energia renovada para o próximo dia.


Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

Essa vista do Gigante Adormecido é realmente sensacional.  

A Cabeça e os pés do gigante são formados pela Pedra da Gávea (cabeça) e o Pão de Açúcar (pés). A Pedra Bonita, Corcovado, Morro Dois Irmãos, Lagoa Rodrigo de Freitas estão na composição do seu corpo. 

A Pedra da Gávea é a mais famosinha dentre os componentes do complexo -“O Gigante Adormecido” – da Baía de Guanabara (apesar de morrer de vontade, eu nunca tive coragem de subi-la). Conjuntamente com a Pedra Bonita (essa eu já fiz a trilha algumas vezes), sua vizinha, a Pedra da Gávea forma a cabeça do gigante. É no topo da Pedra da Gávea que se encontra o lendário e misterioso Guardião. Uma esfinge esculpida na pedra (tem foto nesse post AQUI).

Não tem jeito, sempre que eu contemplo a Pedra da Gávea por qualquer ângulo eu me encanto. 


Pôr do Sol na Lagoa de Marapendi

E essa cena com o fim de tarde, as águas tranquilas do complexo lagunar de Jacarepaguá, as cores do céu, a Pedra da Gávea ao fundo e o banco navegando lentamente, me transmitiu um gratificante sensação de tranquilidade. 

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terça-feira, 26 de abril de 2022

Jardim Ecológico Uaná Etê

 


Um dos meus sonhos era passear em um jardim de Girassóis. Sempre me imaginei passando por uma estrada e me deparar com uma plantação dessas flores amarelas lindas que estão sempre em busca da luz do sol. Parar o carro na beira da estrada e caminhar no campo florido. 

Não foi na beira de uma estrada que me deparei com esse festival de Girassóis, mas sim dentro do Jardim Ecológico Uaná Etê. 


O mês de abril é temporada de floração. Os Girassóis florescem apenas uma vez e ficam abertos em torno de 15 a 20 dias. Tivemos que aproveitar esse espetáculo de beleza da natureza, né? Estar entre as flores é de tirar o fôlego.



O Uaná Etê - que significa multidão de vagalumes na língua franca indígena - é um jardim ecológico e centro cultural a céu aberto em Sacra Família, em Paulo de Frontin, nas montanhas do Rio de Janeiro, região do Vale do Café. 


Jardim Ecológico Uaná Etê


Um paraíso eco cult com mais de 26 jardins e instalações interativas. 

Jardim Ecológico Uaná Etê

Lá temos o primeiro labirinto dedicado à música do mundo, 

Jardim Ecológico Uaná Etê

Jardim Ecológico Uaná Etê

A árvore das infinitas possibilidades para enlaçar seus desejos... 

A Árvore das Infinitas Possibilidades foi inspirada em uma das orações de Madre Tereza de Calcutá. A árvore escolhida para os visitantes fazerem seus pedidos é um Eucalipto centenário que tem característica uma raiz muito profunda, que permite sua sobrevivência às intempéries.  

Nela os visitantes penduram fitas coloridas e fazem seus pedidos com muito amor e fé. 

Fica aqui a Oração de Madre Teresa

“Que a Paz esteja dentro de você hoje.
Que você creia estar exatamente onde deve estar. 
Que você acredite nas infinitas possibilidades do destino. 
Que você usufrua as graças que recebeu, e passe adiante o Amor que lhe foi dado. 
Que você seja feliz sabendo que é uma filha (um filho) de Deus. 
Que você deixe a presença de Deus inundar seu corpo e permita à sua alma a liberdade de cantar, dançar, orgulhar-se e amar.” 
(Madre Teresa de Calcutá)

Jardim Ecológico Uaná Etê

bosque de sinos, trilhas, gramados.

Jardim Ecológico Uaná Etê

Flore coloridas e variadas. 

Jardim Ecológico Uaná Etê


A asa liberdade natural que simboliza liberdade, capacidade de elevar-se acima das tempestades e olhar imparcialmente é outro ponto alto do jardim. 

Jardim Ecológico Uaná Etê



Vistas incríveis do das montanhas.



Jardim Ecológico Uaná Etê

Um local que abraça a natureza com toque de magia e energia surreal. Um ótimo local para dar aquela desacelerada.


Tem café e bistrô com ótima comida. O sinal é bem fraco, então é bom levar algum dinheiro em espécie e não se comprometer com coisas do tipo "eu aviso quando chegar". É bom ir de roupas leves, levar água.


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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