quarta-feira, 27 de maio de 2020

Couscous Marroquino com Grãos - Ótimo para Veganos e Não Veganos


Nesses dias de isolamento social, tendo que fazer mais coisas dentro de casa, saindo menos para comer fora, eu estou indo muito mais para a cozinha. Na tentativa de deixar esses dias iguais com um toque de diferentes, de novidade e de que saímos da rotina, tenho procurado fazer comidas diferentes, varia no cardápio e nos sabores.

Por outro lado conciliar tudo isso com o home office, nem sempre é fácil. Assim preciso preparar pratos não muito elaborados, que sejam saborosos, porém práticos e versáteis. Uma opção dessas é o couscous ou cuscuz marroquino. Ele pode ser servido como prato único quando bem incrementado, pode ser salada, ou acompanhamento. Pode ser servido frio ou quente. Pode, inclusive, ser doce.

Nessa semana preparei uma versão do couscouz marroquino com pegada vegana, mas que agradou a todos da família.

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos




O que utilizamos:

- 1 xícaras de couscous marroquino (sêmola de trigo);
- 1 xícaras de água;
- 1 colher de sopa de azeite;
- 1 xícara de grão-de-bico cozido e temperado com 1 colher de chá de açafrão;
- 1/2 xícara de ervilha cozida e temperada com uma pitada de tomilho seco;
- 1/2 xícara de lentilha cozida e temperada com orégano e manjericão;
- 1 cebola picada;
- 1 tomate cortado em quadradinhos;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 cenoura média cortada em quadradinhos levemente cozida e temperada com uma pitada de curry;
- 1 punhado de sementes de abóbora assadas no forno com azeite e alho;
- 1 punhado de pistache;
- 1 folha de louro
- 1 punhado de salsinha picada;
- sal, pimenta do reino e páprica doce para temperar.
Parece muitos itens, mas garanto que é muito prático, uma vez que já temos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos na água e sal. O tempero neles é feito com a mão mesmo. Pego um pouco do tempero que vou utilizar, polvilho e depois envolvo com os dedos. O grão-de-bico fica coma cor amarelada do açafrão e pega sabor.

Receita Couscous Marroquino com Grãos

Deixamos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos e temperados.
Assamos a semente de abóbora e reservo (cinco minutinhos no forno médio). Dessa vez o forno já estava quente porque tínhamos acabado de assar algo. Então, apenas colocamos a forma com as sementes no forno quente e deixamos lá enquanto preparava o couscous.

Refogamos a cebola e o algo em um fio de azeite (coloquei um pouco de óleo de gengibre também) em uma frigideira alta. Colocamos o tomate e misturamos. Adicionamos a sêmola de trigo e misturamos para apurar o sabor. Acrescentamos a xícara de água. Imediatamente colocamos a folha de louro, de salsa picada (coloquei algumas folhas de manjericão também. Temperinhos só ajudam), a páprica doce, o sal e a pimenta. Esse caldo hidrata e dá sabor couscous. Adicionamos a cenoura picada e mexemos até ficar seco (é importante mexer para o couscous ficar soltinho). No final do cozimento, assim que a água seca, soltamos os grãos da sêmola com um garfo.

Desligamos o fogo e adicionamos os demais itens, como o grão-de-bico, a lentilha, a ervilha, as sementes de abóbora e o pistache. Vamos colocando cada item e misturando para equilibrar a quantidade de cada um.

Receita Couscous Marroquino com Grãos


Ficou bom demais. Não precisava de mais nada no prato. Só fiquei meio arrependida de não ter trazido cuscuzerias lindas fábrica de cerâmica e mosaicos que visitei no Marrocos. Imagina esse cuscuz servido nelas?! Seria um arraso!

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos


O coscous é uma iguaria típica dos berberes, primeiros povos que habitaram o norte do continente africano, região que compreende Sahara Ocidental, Tunísia, Marrocos e Argélia, desde pelo menos 10.000 aC. Quando estive no Marrocos, é claro que fiz questão de experimentar o tradicional couscouz marroquino livre de influências ocidentais. 

O bom é que pode ser um prato muito variado. É só usar a criatividade e o que temos na geladeira. É ótimo também para fazer uso daquelas sobras. Neste meu caso tanto o grã-de-bico, quanto a lentilha e a ervilha eram sobras de outros pratos da semana.

Outras receitas de couscous marroquino aqui no blog.




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terça-feira, 26 de maio de 2020

Pintura - Minigaveteiro ótimo de bom


O ótimo é inimigo do bom ou o bom é inimigo do ótimo? Em busca do ótimo muitas vezes nem chegamos a fazer o bom. Por outro lado podemos poucas vezes criar algo ótimo, porque é mais fácil chegar ao bom. Por outro lado a busca pelo ótimo, pelo perfeito pode gerar ansiedade. Por outro lado se contentar com o bom poder ser pouco desafiador. Ou seja, o ótimo e bom podem muito bem ser amigos, não?

Mas por que a pessoa aqui está filosofando sobre o ótimo e bom serem inimigos ou amiguinhos? Por causa desse minigaveteiro coloridinho que finalmente foi cumprir sua função.


Eu ganhei de uma amiga esse minigaveteiro em madeira para ser pintado. Assim que recebi o presente já sabia qual seria o destino dele. Iria para um cantinho da minha cozinha que estava meio feioso. Nele tinham três caixinhas para guardar quinquilharias necessárias. Nada mais prático e objetivo do que substituir as três caixinhas feiosas por três gavetinha empilhadas. Organização e economia de espaço juntos.

Pois é, mas o gaveteiro ficou "entulhando" o meu armário de pintura por mais de um ano. E o espaço na cozinha permaneceu feinho por todo esse tempo. Isso porque eu fiz e refiz a peça três vezes. Isso mesmo.

Primeiro fiz deoupagem com guardanapos de frutinhas nas gavetinhas (combina com cozinha, né?). Não gostei muito. Achei que ficou meio apagadinho e apaguei. Depois escolhi outras cores que não gostei muito da combinação. Mais uma vez apaguei tudo. E assim o gaveiteirnho voltava para o armário, o espaço continuava feio e eu com a pendência de fazer essa tarefa.


Finalmente resolvi fazer concluir a peça. Simplesmente concluir. Ótimo, bom, ruim, eu não queria saber. A meta seria finalizar.

Pedi para a minha filha escolher um guardanapo para a decoupagem das laterais e parte traseira. Eu não questionaria a escolha. A partir daí definiria as cores para as gavetinhas. 



E para o topo. O gaveteiro pronto não receberia avaliação nem qualificação. Simplesmente iria cumprir o seu papel.


Transformar o espaço bagunçado da cozinha.


Em um espaço mais organizado, colorido e com toque pessoal.


Se o minigaveiteiro ficou ótimo? Não sei! Tá bom! Sei que ficou muito melhor do que parado no armário ocupando espaço. E o espaço na cozinha ficou bom. O que está ótimo. 

No final o bom e o ótimo ficaram conciliados. O que é ótimo!


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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Filme "Um Amor Impossível"



Sabe aquele filme que quando acaba você fala: "Nossa, que filme!"?! É esse! Forte! Impactante! 

"Um Amor Impossível" inicialmente parece um romance, mas é um drama intenso. Porém está longe de ser um dramalhão hollywoodiano, e sim um drama no melhor estilo francês. Que vai nos apresentando as angústias com sutileza.



Raquel (Virginie Efira) uma datilógrafa, mulher linda, de uma pacata cidade francesa conhece o tradutor parisiense Philippe (Niels Schneider). Philippe não é tão bonito assim, a princípio Raquel até seria "muita areia para o caminhãozinho" do rapaz.

Acontece que Raquel é uma jovem provinciana de 26 anos e Phillipe um cara de família rica da capital. Ele é culto e fala várias línguas. Isso encanta Raquel, mas também faz com que intimamente ela se sinta ligeiramente inferior. Philippe usa muito bem sua cultura e educação para sutilmente humilhar a moça.

Apesar da paixão ardente que surge entre os dois Philippe deixa claro desde o início que não casaria com uma moça de origem humilde e do interior. Uma relação dessa não valeria a sua liberdade.

O trabalho de Philippe em Châteauroux chega ao fim e o rapaz retorna a Paris deixando Raquel, mas mantendo a relação casual dos dois.

Raquel engravida de Chantal (Ambre Hasaj como bebê, Sasha Alessandri-Torrès Garcia quando criança, Estelle Lescure na sua adolescência e Jehnny Beth na fase adulta). Philippe não reconhece a menina como filha, nem assume as responsabilidades de pai.

Mesmo lutando para que o pai assuma Chantal e coloque seu nome certidão de nascimento, Raquel continua envolvida com Philippe e tendo encontros casuais quando ele resolve aparecer.

A história vai se desenrolando com o crescimento de Chantal e as relações de Raquel com a filha e Philippe.

Raquel aparentemente uma mulher forte e um passo a frente de sua época e sociedade em que está inserida, independente a ponto de criar a filha sozinha, tem sua confiança e autoestima minada pela personalidade manipuladora de Philippe.

É angustiante ver como uma relação tóxica pode cegar uma pessoa inteligente. É isso que vemos acontecendo com Raquel no final dos anos 50. É isso que ainda acontece hoje em dia com muitas pessoas.

Raquel constrói uma relação de extrema cumplicidade com a filha, porém a reaproximação de Philippe consegue abalar essa estrutura. É angustiante ver como uma pessoa destrutiva, fazendo uso do seu charme e inteligência consegue desestabilizar e iludir a sua vítima.

Enfim, "Um Amor Impossível" é um filme que traz questionamentos muito além dos amores impossíveis a nível de romance, de casal. Faz questionamentos sobre o amor paternal e o amor maternal. Fala de relações tóxicas, preconceitos, questões familiares, deveres morais e éticos, sobre autoestima.

Apesar de ser um filme forte e intenso, é bom de assistir. O envolvimento psicológico é levemente suavizado pelos os cenários e paisagens francesas trazendo um equilíbrio prazeroso.



Um filme que quando acaba pensamos: "nossa, que filme!" e também torcemos para não cruzarmos com pessoas tóxicas, manipuladoras e perversas como Philippe nos nossos caminhos, nem no caminho de quem amamos. E que se isso acontecer que estejamos com a autoestima em dia e os olhos bem aberto para percebermos e nos livrarmos rapidamente.

O filme está disponível no "Festival Varilux em Casa", na plataforma Looke.


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domingo, 24 de maio de 2020

Semana 20 de 2020 - Décima semana de quarentena


Olha, desde que começou esse período de isolamento social  essa foi a semana mais difícil para mim. A que mais senti emocionalmente os efeitos do afastamento e confinamento. Procurei amenizar esses sentimentos com muito foco no trabalho, pois a sensação de dever cumprido, superação e de ter feito acontecer traz satisfação e faz bem para a autoestima. É um relaxar, após um grande esforço. 

Foquei também em atividades que me fazem bem. Pintei o minigaveteiro que estava guardado faz um bom tempo. O objetivo desse gaveteiro é organizar um pequeno cantinho da cozinha e subistituir três caixinhas que ficam ali para guardar quinquilharias necessárias. 


Fiz mais uma sessão de cinema Festival Varilux em Casa com a companhia virtual de uma amiga. O filme escolhido foi "Um Amor Impossível". Sabe aquele filme que quando acaba você fala: "Nossa, que filme!"?! É esse. Forte. Inicialmente parece um romance, mas é um drama (sem ser um dramalhão hollywoodiano, e sim um drama no melhor estilo francês) que fala relações tóxicas, baixa autoestima, questões familiares, conflitos sociais. Vou fazer um post sobre o filme.


Uma forma de acalentar a tristeza que estava sentindo no peito foi cozinhar. Preparei comidas diferentes e saborosas para todas as refeições. Teve café da manhã com panquecas veganas e não veganas. Pizza com "résditudo" que tinha na geladeira. 


Varei bem nos almoço e jantar também. Aproveitei receita antiga, como o Risoto "Aos Perfumes da Horta" e incrementei com camarão e pimentões de verde e amarelo. Assim ficou um risoto de camarão perfumado e colorido que servi com lombo de peixe e molho de camarão. Teve frango empanado com mostrada, gravatinha com linguiça, legumes assados, uma receita de batata-doce caramelada. Nossa, vou fazer um post com cardápio da semana. 


Assisti a série "Virgin River",  baseada na série de livros de mesmo nome de Robyn Carr. O que me encantou e estimulou a assistir essa primeira temporada disponível na Netflix nesta semana em especial foi o cenário. A série se passa em uma cidade fictícia de interior; cercada de muita natureza, um clima frio aconchegante; com energia de lugar pequeno, tranquilo em que os moradores são gentis (um pouco fofoqueiros) e se ajudam. Aquele lugar que parece que nunca seria afetado por uma pandemia. Vou fazer um post sobre a série, por isso não vou descrevê-la muito aqui. Vou deixar apenas a sinopse muito resumida da própria Netflix: "Uma enfermeira se muda de Los Angeles para uma cidadezinha no norte da Califórnia em busca de um recomeço.".


Ganhei duas ilustrações de uma amiga querida. O presente que chegou como entrega na minha portaria me fez sentir abraçada. Coloquei no meu cantinho do computador, local que passo a maior parte do tempo do meu home-office. Assim ele ficou mais aconchegante, pessoal, cheio de carinho e afeto. Postei fotos do cantinho com as ilustras no Instagram.


Foi aniversário de uma amiga querida. As filhas organizaram uma festa virtual para que mesmo nesse afastamento necessário ela se sentisse abraçada e querida como merece. 


E já que teria festa, tinha que ter bolo. O bolo de bolo segue ganhando variações de sabores. Nessa semana foi de banana. Apenas cortamos algumas bananas em fatias ao comprido e colocamos no meio da massa. Ficou delicioso! Fofinho! E teve a versão do bolo de bana vegano também. 


Para fechar a semana, após um bom tempo de conversa e desabafos com uma amiga pelo WhatsApp, sem combinarmos nada, sem falarmos de céu, assim que desligamos, simultaneamente uma mandou para a outra a foto do céu de sua janela (ela em Búzios e eu aqui no Rio) com a mensagem (as frases não eram idênticas, é claro, mas diziam a mesma coisa): "acabei de falar com você e tirei essa foto do céu. Olha como está lindo! Isso renova a nossas esperanças.". Muita sintonia! Isso é amizade. 

Fica a esperança de que tudo vai passar e nossas vidas vão retomar com o convívio próximo das pessoas.  

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Risoto "Aos Perfumes da Horta"

Mais uma receitinha que foi publicada no Recanto das Mamães Blogueiras em setembro de 2014. Hoje me deu vontade de repetir essa receita e me dei conta que o link do blog antigo não está funcionando. Então, peguei o post e trouxe para cá. Com a mesma carinha que foi publicado, apesar de eu não gostar mais dessas fotos com margem. Mas vai assim mesmo!

Chegou a primavera e com ela dá aquela vontade de comidas coloridas, refrescantes e cheirosas. Então, hoje vou trazer a receita de um risoto que eu aprendi a fazer em uma aula de culinária com o Chef Piero Cagnin. O nome desse risoto é bem sugestivo: Risoto "aos perfumes da horta".




O que utilizar:

- 160 g de arroz arbóreo;
- 1 litro de caldo de legumes; (aqui está o segredo de um bom risoto. Aconselho a usar um caldo caseiro)
- 10 g de cebola picada; ( 1 colher de sopa)
- 60 g de manteiga sem sal;
- 100 ml de vinho branco seco;
- 30 g de queijo parmesão ralado;
- 1/2 pimentão vermelho;
- 1 tomate;
- 1 punhado de manjericão e salsa lisa picados;
- 20 ml de azeite de oliva extra virgem;
- 1 dente de alho picado;
- sal e pimenta do reino a gosto.

Como fazer:

- Retirar as sementes, as cartilagens brancas do pimentão, cortá-lo em cubinhos e reservar.
- Retirar a pele e as sementes do tomate, cortá-lo em cubos e reservar.
- Picar o alho, a salsa e o manjericão.
- Misturar o pimentão, o tomate, o alho, a salsa, o manjericão, temperar com sal e pimenta e reservar.

Para o risoto:



Em uma frigideira de borda bem alta colocamos uma colher de azeite, 30 g de manteiga, uma cebola picada e deixamos dourar. Acrescentamos o arroz e misturamos até os grãos ficarem brilhando. Colocamos o vinho, sempre mexendo, e deixamos apurar. Assim que o arroz ficou quase seco começamos a adicionar o caldo de legumes que deve estar fervendo. Fomos colocando duas conchas de caldo por vez sempre misturando e esperando ficar quase seco até o arroz ficar quase al dente.
Assim que o arroz ficou no ponto, aproximadamente 10 minutos após o início do processo, acrescentamos a mistura de "perfumes da horta" e deixamos finalizar o cozimento. Misturamos e deixamos no fogo baixo por aproximadamente dois minutos.




Desligamos o fogo, colocamos o restante da manteiga, o queijo parmesão ralado e demos uma mexida de leve.

Depois de pronto foi só servir. 






Essa receita serve duas pessoas e ficou uma delícia. Eu vou repeti-la colocando pimentão vermelho, verde e amarelo apenas para dar um colorido a mais.

Para quem gosta de risoto temos outras receitas no blog Inventando com a Mamãe, basta clicar nos links abaixo:

Para quem gosta de risoto temos outras receitas no blog Inventando com a Mamãe, basta clicar nos links abaixo:







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