sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Livro de Crônicas Minha esposa tem a senha do meu celular

Aprendi a gostar de livros de crônicas no metrô. Cansei de perder a estação porque estava envolvida na leitura de algum romance, aventura, suspense, sei lá mais o quê. Me encontrava na leitura e me perdia no tempo. Foi com um livro de crônicas que me dei conta que a leitura de uma crônica era o tempo certo entre as estações. Assim passei a ter sempre um livro de crônicas na minha bolsa, na minha mesa, à mão. 

Normalmente não leio um livro de crônicas de batida. Leio intercalado com outros, leio aleatoriamente. Mas esse último, "Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular", foi diferente. Li de cabo a rabo. 

Livro Minha esposa tem a senha do meu celular de Fabrício Carpinejar


Eu já tinha lido uma coisa ou outra do Fabrício Carpinejar, só isso. Mas eu estava na livraria, na fila para pagar o livro que comprei e a capa do Carpinejar chamou a minha atenção. Peguei, abri aleatoriamente em uma crônica e li ali na fila. A tal crônica, de título "Centopeia de Espírito" começava assim: 

"Nunca vi nenhuma mulher selecionar os seus sapatos para a campanha de agasalho (até porque elas acreditam que sapato não é agasalho). São generosas e oferecem roupas novas, recentes, que não servem mais. Realizam limpas no armário mensalmente, separam o que não agrada com bonança. Nunca deixam nada parado, sem utilidade para o próximo. Mas sapato, não."

Discordei. Eu doo sapatos. Aliás, só para contrariar, quando cheguei em casa eu fiz a limpa nos meus sapatos. Mas, não sei bem o que me deu, acho que baixou o espírito centopeia e fiz a compra online de alguns pares de sapatos para substituir os doados.

Mas eu estou aqui pra falar do livro. Peguei o exemplar, ainda não convencida se levaria para casa, e me sentei em uma área aberta da livraria que estava vazia. Segui a leitura. Li 50 das 142 páginas. Uma crônica atrás da outra. Nem sempre concordando com o conteúdo, mas sempre admirando a a escrita, a escolha das palavras. Frases inspiradoras, detalhes divertidos. Algumas identificações, como em "Maladragem Familiar"

"Quando alguém de casa me pergunta se eu vi determinada coisa, não está, na verdade, me questionando, está me culpando e me pondo a trabalhar para achar. " É exatamente assim que eu me sinto. 

"A incriminação é falsa, um oportuno artifício para ganhar a atenção."
 Eu nunca tinha pensado por esse ângulo. Sempre assumo a culpa automaticamente. 

"Pois tenho que provar a inocência de uma hora para outra. Sou obrigado a cessar as minhas preocupações, por mais importantes que sejam, para investigar onde a pessoa deixou o objeto."  Exatamente isso, paro o que estou fazendo e vou "resolver" a minha suposta "culpa".

Não teve jeito. Tive que voltar para a fila. Eu levaria "Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular", mesmo eu não tendo a senha do celular do meu marido, nem querendo ter, nem ele tendo a minha. Nada a esconder. Apenas privacidade, existir individualmente mesmo sendo parte de um par. 

A crônica que dá título ao livro foi publicada no perfil do Facebook do autor. Nela, Carpinejar conta que sua mulher tem a senha do seu celular e ele tem a dela. Nunca conversaram a respeito - simplesmente aconteceu. Ele entende isso como uma demonstração de confiança, transparência, fidelidade. Eles, o casal, não entendem como invasão de privacidade, mas sim um convite para que esta seja dividida entre os dois. Lindo! Romântico!

Euzinha aqui já sinto e penso de forma diferente. Não tenho nada a esconder, justamente por isso não preciso dar provas disso. Eu confio, justamente por isso não preciso de provas. Não tenho nada a esconder, mas tenho privacidade a manter. Por exemplo, algumas amigas podem desabafar seus segredos comigo pelo WhatsApp que os segredos delas serão mantidos comigo. Não corre o risco de ninguém ver. E não estou escondendo nada, estou apenas mantendo em segredo o segredo que não é meu. Pontos de vistas. 

Muitas crônicas  me despertaram exatamente pela identificação. Outras, o oposto. E acho que foi justamente por trazer alguns pontos de vistas diferentes do meu que algumas das crônicas me interessaram tanto a ponto de eu ler o livro de batida. Muitas vezes me sentia uma verdadeira aquariana lendo textos de um canceriano. Fui até pesquisar o signo do autor, ele é escorpião. 

O livro fala de amor, de liberdade e de confiança. Fala de entrega, de doação. Fala de casamento, de rotina, de quebrar a rotina, de ver beleza na convivência diária e de se divertir com "os defeitos". Fala de fidelidade e e respeito. Fala de romance. As crônicas de narrativa biográficas são voltadas para a relação entre marido e mulher.




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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

Eu sinto uma falta enorme de consumir arte. Não sou especialista, nem conhecedora, mas sou admiradora. Sou do tipo que estar em contato com arte faz tão bem quanto estar em contato com a natureza. 

Como os poucos museus que estão abertos no Rio estão supervazios, tenho me aventurado em algumas exposições. Escolhendo bem o dia e o horário (hora do almoço) tenho conseguido museus exclusivos, só para mim.  Foi assim na exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no  MAM - Museu de Arte Moderna do Rio.

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

O MAM por si só já vale a pena. A coleção do museu já é bem interessante, a arquitetura do museu é única! Eu adoro as escadas!

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

E a vista é linda.


Algumas vezes até fico em dúvida se contemplo a obra exposta no interior do museu ou se olho para fora. Dá para fazer os dois.


Falando da exposição em cartaz "a dança na minha experiência" traz trabalhos dos períodos de investigações geométricas, rítmicas e cromáticas, cada núcleo da exposição representa uma série de Hélio Oiticica.

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM


Metaesquemas conta com ilustrações em guache sobre papel cartão, que exploram formas e cores e resultam de seu envolvimento com o concretismo; 




Relevos espaciais dão a impressão de serem dobraduras expandidas com a materialização da cor; Núcleos são esculturas de proporções maiores e interativas, Penetráveis, são instalações manipuláveis, e Bólides, em que Oiticica explora a cor, a solidez, o vazio, o peso e a transparência. 

As obras do Hélio Oiticica são bem interativas e por conta da pandemia e das normas de segurança não podem ser tocadas. 

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

Resolvi brincar com a interação com fotos. 

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

Me vendo dentro das obras. 


Refletindo e interagindo. Fazendo parte. 


Outra maneira que encontrei de brincar com o olhar foi ver Hélio Oiticica dentro de Hélio Oiticica.

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

Buscando novos ângulos. 

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

A trajetória culmina no Parangolé, compondo uma espécie de genealogia deste trabalho radical.



Em tempos de normalidade poderíamos nos vestir com os Parangolés. Brincar com as peças, sermos parte da exposição.

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM

Por outro lado, com certeza, teria alguma fila para usar a obra. 

Exposição "Hélio Oiticica: a dança na minha experiência", no MAM


Sem dúvida, a exposição perde um pouco com a falta de interação. Mas podemos ter ganhos em outros aspectos buscando outros olhares e reflexões. Arte faz bem!


Esse é o 1º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A Semana 02 de 2021 - No final, foi bom

 

Semana toda praticamente dentro de casa, tendo apenas dois momentos de "respiro" muito bem escolhidos. Tenho procurado escolher com muito critério os riscos que quero correr nesse momento de retomada dos números de casos em consequência das festas de final de ano e da irresponsabilidade de muitas pessoas. 

Seguindo a inspiração para andar por ruas de algum bairro, devido ao calor no Rio de Janeiro, escolhi explorar um pouco o Alto da Boa Vista, bairro que registra as menores temperaturas do município do Rio de Janeiro, em todas as épocas do ano. Além disso ele é cercado de muito verde, é ali que está a Floresta da Tijuca, e muitos casarões antigos. E foi em um desses casarões que eu parei, a Casa das Romãs. Um casarão do final do século XIX-início do século XX, com decoração cheia de detalhes e pequenos cenários. Tem o primeiro elevador residencial do Rio de Janeiro. Um jardim amplo e bem colorido. Três gatos superfofos, o Miró, o Matisse e a Camille Claudel. Além de um casal que nos recebe com muita gentileza, simpatia e atenção. Com um cafezinho delicioso e um doce de tapioca maravilhoso. A casa foi cenário do programa Tempero de Família.

Eu, a pessoa mais devedora de posts, farei um post sobre o casarão com mais fotos. Tem muita coisa linda para mostrar.


O outro respiro foi na verdade um momento de fraqueza. Saí para comprar um item necessário e não resisti quando passei pela livraria. A saudade bateu forte. Como o ambiente estava bem vazio, resolvi entrar. 


Peguei o livro de crônicas do Carpinejar e ali mesmo li a metade dele. O restante da leitura eu finalizei em casa. 


Assisti "Lupin", série de cinco episódios da Netflix, estrelada por Omar Sy. A série é inspirada no personagem Arsène Lupin, criado por Maurice Leblanc no início do século XX. Lupin é conhecido como cheio de habilidades na arte dos disfarces. Aquele tipo de criminoso charmoso que a gente torce pra ele se dar bem, sabe? Ainda mais quando interpretado por ninguém mais, ninguém menos do que Omar Sy. Aí o charme e o carisma transbordam. 

Série Lupin

Assisti, mais de uma vez, "Umbrella". Curta de animação brasileiro, qualificado para o Oscar® 2021
disponível gratuitamente no Youtube entre os dias 7 e 21 de janeiro.
São sete minutinhos de emoção! Consegue derramar lágrimas nesse curto espaço de tempo.
Lindo! Vale a pena! Assistam! Link aqui para facilitar a vida de quem quiser assistir : Umbrella

Sinopse: "Inspirado em eventos reais, enquanto uma menininha visitava um lar de crianças ela conhece Joseph, um menino que sonha em ter um guarda-chuva amarelo. Esse encontro inesperado desperta as memórias do passado dele. Uma história sobre empatia, gentileza e esperança."


Por indicação das minhas filhas, assisti a série "O Preço da Perfeição". Uma série adolescente que fala dos sacrifícios e esforços exigidos para quem tem o balé como paixão. Com um suposto crime a ser investigado, um possível criminoso circulando entre as aulas, muita intriga, amizade, tensões sexuais e etc., a história se arrasta. 

Sinopse: "A nova série da Netflix é baseada no best-seller de Sona Charaipotra e Dhonielle Clayton que acompanha a vida de adolescentes em uma escola de balé na elite de Chicago. trama começa quando a melhor bailarina da turma, a Cassie (Anna Maiche), cai da cobertura da escola, por pouco a mesma não morre e sim, entra em um coma. Logo, Neveah (Kylie Jefferson) é convidada a estudar na instituição com uma bolsa integral. Assim, ela se vê tendo que lidar com os desafios do balé, intrigas, traições e o principal mistério: Cassie caiu ou foi empurradạ̣?"

Série O Preço da Perfeição

Sabe aquela hora que você quer ficar quieta?! Que ninguém te chame, nem pergunte nada?! Eu estava nesse momento. Na tentativa de conseguir alguns minutos de isolamento dentro do isolamento, coloquei um fone no ouvido e peguei o primeiro filme de despontou para mim na Netflix, "O Segredo: Ouse Sonhar". Vou confessar que quase parei já no início. Eu não estava nessa vibe de otimismo e sorrisinho para todas as desgraças que acontecem na vida. Mas segui em frente e fui até o final. Até que relaxei com a história leve, cenário bonito e romance previsível. 

"O Segredo: Ouse Sonhar" é tipo uma “adaptação” do livro e documentário "The Secret". Não sei bem se adaptação é a melhor palavra, ou se seria apenas mais uma exploração do tema. 

A história do filme "O Segredo: Ouse Sonhar", gira em torno de Miranda Wells (Katie Holmes), uma viúva de um marido sonhador que vivia inventando coisas aparentemente inúteis. Com três filhos e muitas dívidas, sua vida está embola em circunstâncias desfavoráveis do tipo "nada é tão ruim que não possa piorar". E quando as coisas já estão ruins o suficiente, Miranda tem um leve acidente de carro. Aí, ela conhece Bray (Josh Lucas), um homem que logo parece ter uma filosofia de vida diferente de tudo o que ela já viu (do tipo sorrisinho pra tudo, se aconteceu é porque atraímos, vamos dar um tempo para entendermos os sinais, etc.). 

No final, foi bom ter assistido. 

Filme O Segredo: Ouse Sonhar


No final, mesmo tendo sido uma semana bem dentro de casa, onde eu coloquei o nariz pra fora apenas duas vezes, foi uma boa semana. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pelas mesmas ruas de sempre

 

Sou uma pessoa que tem a vontade da descoberta. Gosto e mudar o cenário. Gosto de paisagens novas. Gosto de dar cara nova à rotina. Sempre busquei mudar os meus trajetos. Mesmo, e principalmente, os mais corriqueiros, como casa-trabalho. Sigo roteiros diferentes. Mesmo quando repito o percurso eu tento outro olhar: um dia vou olhando para o chão buscando marcas e formatos interessantes, no outro vou olhando para o alto. às vezes busco ver flores, outras vezes ver janelas e em outros ver pessoas. 

Com toda essa vontade, praticamente uma necessidade, de novos olhares, é claro que adoro viajar. É quando os nossos sentidos estão mais alertas para sentirem e perceberem as novidades. E sempre procurei fazer turismo na minha própria cidade. Não precisamos ir longe, nem gastar muito dinheiro para viajar. Precisamos é do espírito viajante. Da capacidade de se maravilhar com o que está vendo.

Contudo, esse meu espírito viajante estava sentindo as restrições do isolamento e do distanciamento. Estava abatido e abalado. Não estava mais conseguindo ver graça, encontrar novidades, me surpreender, nos poucos caminhos abertos repetidamente.

Me peguei olhando com encantamento, e até uma certa inveja, o Instagram de um amigo que mora em Nova York e posta fotos diárias do seu caminho. Me vi com o mesmo olhar brilhando ao ver as fotos da minha prima que mora em Paris e posta fotos do seu caminho de casa até a padaria. Isso me despertou. Essa é o rotina delas. Esse é o corriqueiro para eles. Esses são os mesmos caminhos deles. Mesmo assim ainda encontram cenas bonitas para admirarem, descobertas a serem feitas na mesma calçada de todos os dias, movimentos novos no mesmo caminhos, histórias interessantes ouvidas em conversas roubadas na fila marcada com a distância de segurança. Eu também posso trazer esse encantamento para os meus poucos e limitados caminhos desse momento. 

Ainda nessa busca para transformar a banalidade da rotina, gerada pela limitação imposta, em novidade que encontrei outra inspiração. Foi no Instagram @fizemosumrole. Como não podiam viajar, começaram a fazer um rolé nos bairros de São Paulo em busca de cenas interessantes.  

Me enchi do espírito de curiosidade e saí caminhando pelo bairro em busca de encantamentos, de olhar o que me parecia banalidade com olhos de quem enxerga novidade. E encontrei muita coisa bonita de ver e inspiração para sentimentos e reflexões. 

Encontrei cenas de natureza lutando pela sobrevivência, para retomar o seu lugar roubado, renascer de onde foram podadas, nascer no improvável.



Florir na adversidade. Rir da Adversidade.


Revi caminhos em me surpreendi. Um simples desvio no caminho e tantas lembranças! 

Fui ali comprar uns itens necessário. Resolvi ir com calma e encontrar coisas bonitas no meu caminho. 




Para evitar as calçadas cheias, acabei fazendo um desvio por uma rua paralela, fora do fluxo de vai e vem. Uma rua que, apesar de eu não caminhar por ela há muito tempo, foi meu percurso diário de casa para o trabalho. Para o meu primeiro trabalho. Nesse caminho eu me lembrei que eu passava por ali reclamando do cheiro das árvores abricó-de-macaco. 



Nesse dia eu me encantei com a beleza dessa rua. Vi um tapete de flores onde era lixo. 




Vi o Cristo entre os prédios desse meu primeiro trabalho (e ali eu ainda passo com frequência). Vi beleza. Senti cheiro de flor. Senti frescor da novidade. 



O espírito desbravador me fez admirar pessoas desconhecidas. Pessoas que fazem. Pessoas que não ficam sentadas esperando que a atitude venha do outro. 

Vi praças cuidadas por moradores.


Canteiros que ser tornaram hortas em plena rua. 


Espaços ocupados com reaproveitamento e criatividade. 



Olhei fachadas, entrei em ruas sem saída, descobri detalhes onde achei que já tinha explorados todos os olhares. Vi um túnel de árvore onde eu só vi engarrafamento. 


E muito mais. Senti muito mais. Troquei a sensação de estar confinada nas mesmas ruas, no mesmo bairro, na mesma cidade, pela sensação de liberdade. O olhar desbravador abriu a minha predisposição para a alegria de ver o novo. 

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A Semana 01 de 2021 - Taí, farei um post


Primeira semana do ano. Apesar de não ter nenhuma mudança significativa no nosso cenário, o recomeço traz esperança e novas energias. Traz planos, mas também a expectativa de relaxar no inesperado. Permitir se surpreender. 

Esperança é curiosidade, é a vontade da descoberta. Na busca para transformar a banalidade da rotina, gerada pela limitação imposta, em novidade resolvi me inspirar no Instagram @fizemosumrole e começar a fazer um rolé no bairro. Me encho do espírito de curiosidade e saio caminhando pelo bairro em busca de descobertas, de olhar o que me parecia banalidade com olhos de quem enxerga novidade. E encontrei muita coisa bonita de ver e inspiração para sentimentos e reflexões. Taí, farei um post sobre isso. Promessa cumprida "Pelas mesmas ruas de sempre"

 

O edamame virou o queridinho da vez. Eu ignorava a existência desse vegetal que é conhecido como o superalimento asiático. Essa ervilha grande, que não é ervilha e sim soja, faz parte da culinária tradicional do Japão, da China e da Coréia. Em busca de uma oportunidade para experimentar o tal edamame eu fiz esse bifum colorido. Taí, farei um post com a receita. 


Li o primeiro livro do ano, "A Troca", que já tem post no blog. Por isso não entraria na lista do "Taí, farei um post. Mas tem uma brecha! "A Troca" é da mesma autora de "Teto para dois", livro que li no ano passado e não fiz post. Taí, farei um post sobre o primeiro livro de Beth O'Leary que eu li. 


Nesses dias de home office as coisas têm se misturado muito. Trabalho com casa, casa com trabalho. Fome com preguiça. Café da manhã com almoço. Com isso tenho feito alguns bunches. Aquela misturinha de café tardio com almoço. Taí, farei um post sobre brunches. 


Também teve a primeira série do ano, "Bridgerton". Adorei. A trama cheia romances clichês, dramas, intrigas, mistérios, e também questionamentos bem atuais, é inspirada nos romances de sucesso de Julia Quinn. Os oito irmãos unidos da família Bridgerton buscam amor e felicidade na alta sociedade de Londres. A primeira temporada é baseada no livro "O Duque e Eu" e foca em Daphne (Phoebe Dynevor), a mais velha das meninas da  poderosa família Bridgerton, que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor. É aí que entra o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Taí, farei um post sobre a série!


Fui ao MAM - Museu de Arte Moderna do Rio - ver a exposição com peças de Hélio Oiticica. Parte da exposição deveria ser interativa, mas na interação não está sendo permitida por motivos de #apandemianãoacabou. O jeito foi buscar a interação através do olhar e das fotos. Taí, farei um post mostrando um pouco dessa exposição. Acho que deveria fazer outro post somente sobre o museu em si.


Foi aniversário da minha filha linda e maravilhosa, alegria da vida dessa mãe. Fizemos uma comemoração simples, caseira, somente nós. Mas bem alegre e divertida. Preparei tudo o que ela gosta. Teve risoto e bolo de carne. Quando fui preparar o bolo de carne procurei a receita do bolo de carne aqui no blog e não achei. Taí, farei o o post com a receita. 


Uma dos meus planos e vontade para 2021 era ter mais frequência no blog e recuperar o ritmo de postagens que perdi no final de 2020. Pelo visto ainda não engrenei nessa meta. Taí, a falta de posts e a promessa de vários. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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