terça-feira, 13 de outubro de 2020

BC A Semana 39 - Vigésima Nona Semana de Quarentena

 

Eu tenho aparecido muito pouco pelo blog. Não sei... um misto de preguiça somado ao desânimo. As semanas têm sido no esquema dorme, come e trabalha. Com isso, além de me sentir cansada, me sinto sem assunto. Mas quando paro para rever a semana acabo percebendo que tenho sim assunto. E até me arrependo de alguns posts não escritos. Bom, alguns ainda dá tempo, outros perderam o timing. Ok. Sigo postando quando dá vontade e sem cobrança porque isso que é faz o blog ter sentido e ser prazeroso. 

Vou contar a semana. Já que os dias úteis estão corridos e dominados pelo trabalho, o jeito é aproveitar como dá o final de semana. 

Pedalar tem sido uma válvula de escape para mim. Um momento em que penso na vida, observo, busco novos olhares, descarrego o estresse nos pedais. Continuo optando pelos horários mais vazios mesmo que isso me faça pedalar no sol quente. Sempre de máscara, é claro.

Fiz um passeio de bicicleta pelas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Parei para observa o mar, a Pedra do Arpoador e notei essa cerca. 


Parei em uma praça bem espaçosa, bonita, florida e acabei encontrando com duas amigas. É interessante como em épocas de poucas opções acabamos nos encantando com coisas que antes não despertavam tanto a atenção. Essa praça é um exemplo. Um local que estive diversas vezes e nunca me pareceu tão linda, charmosa, aconchegante. 


Fui com o marido fazer um passeio de bate e volta a cidade serrana de Petrópolis, a Cidade Imperial. O objetivo desses passeios nesse momento é mudar os ares, ver outros cenários. Não propriamente aproveitar a cidade em si já que praticamente não saímos do carro. 

Dessa vez erramos o caminho. Perdemos a entrada e acabamos seguindo pela estrada antiga, a Serra Velha da Estrela. Uma estrada estreita, sinuosa, ainda de paralelepípedos e cercada de verde. Um estrada cheia de história considerada a responsável pela criação da cidade de Petrópolis. Pois "foi por ela que, em 1827, Dom Pedro I levou sua filha princesa Dona Paula, de sete anos, muito doente, para se recuperar em Correias, onde acabou comprando a fazenda do Córrego Seco. Doze anos depois seu filho Dom Pedro II fundaria no local a cidade de Petrópolis. Não fosse a variante, Pedro I teria levado a sua filha para Miguel Pereira ou Paty do Alferes, que também têm ótimo clima e ficavam no caminho da antiga subida do Caminho Novo por Xerém".


Uma pena que a estrada está sem manutenção e sendo alvo de ocupação irregular e favelização porque além de toda a história que por ali já passou, ela revela belas paisagens conhecidas por poucas pessoas. No alto da serra conseguimos ter uma vista panorâmica deslumbrante da Baía de Guanabara e do contorno das montanhas do Rio de Janeiro. Errar o caminho nos trouxe aventura e uma bela surpresa passar por uma estrada histórica que revela belas paisagens e faz parte da Estrada Real.

Em Petrópolis passeamos pelo Parque Cremerie que estava com controle de entrada, estando bem vazio e sendo possível manter o distanciamento social. Não é um dos top pontos turísticos da cidade, mas é um lugar bem agradável de caminhar. 


Foto do tradicional Palácio do Quitandinha do carro mesmo


Assisti ao filme "Enola Holmes" e gostei muito. Recomendo. Taí, um assunto para postar no blog. 


Vi a série "Emily em Paris" que também gostei bastante. Essa já teve post no blog. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 3 de outubro de 2020

Série Emily in Paris

 

Me sentei no sofá de frente para a TV meio entediada, meio querendo fazer algo, meio dominada pele preguiça. Quase que no automático eu entrei na Netflix. A chamada de topo era a 1ª temporada da série "Emily in Paris".

Emily in Paris

Eu não tinha referências da séria e pela chamada e trailer achei que seria algo bem adolescentes. Mais para as minhas filhas do que para mim. Até chamei as duas para assistirem comigo. Convite que elas dispensaram. 

Justamente por parecer algo leve e descontraído e principalmente por se passar em Paris (já que não posso viajar, pelo menos vejo os lugares pelas telas) resolvi assistir. 

Emily in Paris

E maratonei os 10 episódios de 30 minutos mais ou menos. Um comédia romântica que se passa em Paris pode ser bem clichê sim, mas às vezes é disso que precisamos. 

A série além de transitar por cenários belíssimos da cidade luz, pontos turísticos tradicionais, cafés charmosos, museus, restaurantes, galerias de arte (tem uma cena dentro da exposição "Van Gogh, Starry Night" que dá aquela vontade de mergulhar dentro da tela), trafega também pela cultura francesa desde a sua gastronomia até o jeito simpático #sqn do francês.


Emily in Paris

A personagem Emily é protagonizada por Lily Collins, atriz famosa pelo filme "Simplesmente Acontece". E a série é uma criação Darren Star, o mesmo de Sex and the City, e estreou dia 2 de outubro de 2020 na Netflix.

A série conta a história de Emily, uma jovem executiva do marketing de uma empresa de Chicago. Empresa essa que comprou uma firma menor em Paris. Como parte do acordo de compra o escritório parisiense deve receber um representante da agora matriz americana.

Devido a uma mudança repentina Emily é convidada para o cargo em Paris, mesmo não falando Francês. Sem titubear, sem drama, nem receios, a jovem aceita a oportunidade com deslumbramento e expectativas. 

Assim Emily deixa Chicago, o namorado, o antigo trabalho e parte para Paris. Chegando na cidade ela cria o perfil no Instagram "Emily in Paris" com o intuito de compartilhar sua nova vida e sua visão do estilo de vida francês. 

Com postagens criativas o seu perfil vai crescendo enquanto Emily enfrenta hostilidade no seu trabalho (como uma americana vem ensinar algo aos franceses?!), passa por momentos de solidão, encontra amigos e, claro, amores.

Nesse contexto a trama vai nos mostrando as diferenças culturais entre a visão americana desde o paladar, o jeito de vestir, de falar, de se comportar e de ver o sentido da felicidade (o americano vive para trabalhar, o francês trabalha para viver).

Tem um debate também sobre o marketing das empresas que optam por influencers que muitas vezes não têm relação com a marca, e abrem mão de um suporte de uma empresa com visão de marketing. A questão da quantidade X qualidade. 

Em alguns momentos são discutidos temas como o feminismo. Em uma campanha para um perfume o assunto é debatido chegando ao questionamento de como a mulher que ser vista e como se sente. Seria esta uma ação “sexy ou sexista?”. 

As relações amorosas e temas como fidelidade são trazidos à tona com os pontos de vistas diferentes da visão americana mais conservadora e a francesa mais liberal. 

Enfim, me surpreendi muito com a série. Realmente é leve, divertida, descontraída, mescla comédia e drama de forma bem equilibrada, com cenário belíssimo e mesmo clichê traz abordagens interessantes sem perder o humor. Os personagens secundários são ótimos. A série tem um "q" de "Sex and the City" e "O Diabo Veste Prada" (o que é de se esperar já que Darren Star também foi produtor de "Sex and the City" e a figurinista Patricia Field, também foi responsável pelos figurinos de ambas. Traz também referências a "Gossip Girls". 


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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Teresópolis - Fonte Judite

 

Fonte Judith, considerada um verdadeiro cartão postal - e um ponto de visitação indispensável devido a sua fama de água terapêutica.


O que fazer em Teresópolis

Mesmo sendo uma parada tradicional para quem está visitando a cidade, a Fonte Judite sempre ficou de fora do nosso roteiro e foco de interesse nas diversas vezes que estivemos na cidade. Nem sei bem explicar o porque da falta de curiosidade de passar para conhecer esse atrativo, já que ela é de fácil localização, bem no caminho de quem entra e sai de Terê. Ela está localizada bem no Alto perto da feirinha (esta sim já fomos diversas vezes).

O que fazer em Teresópolis

A Fonte Judite é famosa por sua água terapêutica e sua história. 

Pontos turísticos de Teresópolis

Foi criada em 1920, e seu nome não tem na a ver com religião (eu achava que tinha). Na verdade homenageia a filha de Luiz de Oliveira, do proprietário daquelas terras na época. 

A menina sofria de uma doença grave no estômago. Já como última alternativa na tentativa de cura da filha, o seu pai a levou para Teresópolis acreditando que o bom clima da região ajudaria na sua recuperação.

Pontos turísticos de Teresópolis

Judite começou a beber a água da fonte e acabou se curando da doença. 

Pontos turísticos de Teresópolis

O  espaço no estilo atual com banquinhos, paredão de azulejos portugueses azul e branco, e as cinco saídas de água em forma de fauno foi reformulado em 1967, por Arnaldo Guinle, que havia comprado a propriedade de Luiz.

Pontos turísticos de Teresópolis


A Fonte Judite é um ponto turístico de fácil acesso, rápido de visitar e com água potável refrescante jorrando à vontade. As pessoas passam ali para abastecer suas garrafas e seguir em frente. Nós demos aquela boa refrescada no rosto antes de pegar a estrada de volta para o Rio. 


Esse é o 18º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Projeto prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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domingo, 27 de setembro de 2020

BC A Semana 38 - Vigésima Sétima Semana de Quarentena

 

Mais uma semana com foco total no trabalho. Daquelas que o home se mistura com o office e não consegui perceber quando um começava e o outro acabava. Muito intenso! 

O final de semana foi chuvoso e eu adoro olhar o mar em dias cinzentos. A praia fica vazia. O mar fica lindo, misterioso, selvagem e livre. Tudo o que desejamos ser. Ou quase tudo. 


Já passei ne praia, a Prainha, diversas vezes, mas nunca tinha caminhado até o mirante no seu canto esquerdo. O caminho para chegar nessa parte é curto, uma caminhada rápida, mas interessante por passar por dentro da vegetação de restinga. 

Esse passeio foi o único momento fora das paredes de casa. O resto da semana foi todo dentro de casa e fazendo parte do mobiliário. 


Maratonei as cinco temporadas da série "Rita", uma série dinamarquesa. Série para mim é sempre um dilema. Por um lado quero uma série pra chamar de minha, que me prenda e que eu não precise ficar procurando o que fazer para relaxar e me distrair. Por outro lado fico incomodada porque quando "garro" numa série não faço mais nada enquanto não termino. Assim foi, o único lazer da semana atribulada de trabalho foi assistir as aventuras, os desafios, as encrencas e os dramas de Rita. 

Sinopse: Todos os alunos sonham em ter como professora a simpática Rita Madsen (Mille Dinesen), uma mulher de personalidade forte e com talento especial para sua profissão. No entanto, fora da sala de aula a vida dessa professora é um completo desastre.


Minha amiga veio fazer um entrega e foi um momento muito rápido, mas de profundo respiro nessa semana cansativa. 


A foto está embaçada. A lente estava suja. Mas não importa. Como diz a professora de fotografia @virnasantolia: é melhor ter uma foto ruim do que não ter a foto (ouvir isso de uma fotógrafa foi libertador). 

E esse momento não tem como ter foto ruim. Minha amiga de infância, desde o jardim de infância, veio aqui na portaria do meu prédio me fazer uma entrega. Eu saí correndo, no meio de uma reunião, e dei aquela descida rápida e descabelada. Minha amiga estava com um vestido igual ao meu! Sério! Igualzinho. A diferença é que o meu é velho e parece que resolveu encolher nessa quarentena, o dela novo. 
Foram poucos minutos na portaria, mas minutos de muito riso. Daqueles que se tornam a história da semana. Rala bunda; entrega encomenda; ri; tem vontade de abraçar e beijar, mas não pode (m3rd@ de vírus!); fotos e mais fotos.

A Marita sempre foi arteira, artesã e artista. Desde criança lá em São Pedro d'Aldeia. Hoje ela faz cartonagens e encadernações lindas no @cabrochas e bandeirolas decorativas no @bem_dita2.

Obrigada Marita por suas artes, por sua amizade, por suas loucuras e por você.


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 20 de setembro de 2020

A Semana 37 de 2020 - Vigésima Sétima Semana de Quarentena


Foi uma semana cansativa. Precisei focar no trabalho e já estava inscrita em um curso para mais uma certificação relacionada a minha profissão. Com o volume de trabalho da semana não caberia incluir um curso nela, mas o treinamento foi planejado com antecedência quando eu não tinha a visibilidade de esse seria um período "pesado". O jeito foi conciliar e me virar. Ou melhor priorizar. 

Já que a semana seria focada e com pouco espaço para lazer, aproveitei o final de semana para dar uma relaxada e me abastecer de energia e disposição. Fizemos, eu e o marido um passeio de bate e volta à cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Contei no post "Serra dos Órgãos - Quando a estrada é o destino".



O objetivo era mesmo mudar os ares, ver outras vistas. Ver o que desse para ver de dentro do carro mantendo o distanciamento social. 

O interessante é que Teresópolis é uma cidade que já fomos diversas vezes com focos diferentes. Podemos dizer que conhecemos relativamente bem. E nessas tantas vezes a Fonte Judith, considerada um verdadeiro cartão postal - e um ponto de visitação indispensável devido a sua fama de água terapêutica - ficou de fora na nossa lista de interesses. Sempre passamos batidos por ela. Dessa vez com o roteiro bem restrito nos deparamos com a fonte vazia e assim ela se tornou prioridade no nosso passeio, se mostrando um ótimo ponto de visitação. 


Dia de sol e eu fui dar uma pedalada por um percurso que já fiz diversas vezes. A ideia era estender um pouco o caminho para ver a "Rua Walls", projeto de arte pública e aberta que está transformando em obra de arte os 1,5 Km dos muros dos Armazéns da Zona Portuária, na Av. Rodrigues Alves. Fui até lá. Me surpreendi. A área que era bem feia está mesmo sendo revitalizada. Ainda não está pronto, mas já deu para perceber uma grande melhora e ter ideia do que está por vir. Com certeza voltarei lá assim que todos os painéis forem concluídos



No caminho de volta passei pelo Museu do Amanhã. Que vontade de entrar! O museu já reabriu para visitação, mas eu não me sinto segura. Não pelas regras de segurança, mas sim pelas pessoas que nõ as cumprem. Então fiquei admirando o lado de fora. O entorno. Me surpreendi. A Horta do Amanhã, um espaço externo voltado para a educação ambiental, reflexão sobre modos de produção e consumo e o acesso à uma alimentação saudável e de qualidade. A horta pública estava preservada e com vários itens brotando: a pitangueiras cheias de frutas, berinjelas, abacaxis, entre alguns temperos e verduras. Achei tão civilizado. 



Agendei um intervalo entre muito trabalho e curso para junto com a minha filha mais velha nos cuidarmos. Precisávamos da um jeito nos cabelos. Resolvi mudar e experimentar os cachos. 


Já no último dia da semana eu estava me sentindo exausta e mal-humorada (eu detesto ficar de mau humor). A semana tinha sido cansativa até então. Só trabalho e treinamento. Uma batida das 8h30 até às 23h de computador, reuniões, problemas pra resolver e aula. Na tentativa de mudar o meu humor e melhorar a minha energia para o segundo turno da sexta-feira, fui pedalar. Pedalar na orla ao meio-dia, para quem quer ciclovia mais vazia, é uma boa opção. Lá fui eu jogando toda a minha irritação nos pedais. Sol, vento, suor, maresia, céu, mar. Imagens e pensamentos. O contravento me descabelou e também levou o mau humor. O sol me fez suar e evaporou a energia negativa. Cansei para descansar.

Mais uma vez observei um detalhe não percebido até então naquele percurso que já fiz diversas vezes.



A semana foi cansativa sim, mas com aprendizados. Não apenas os novos conhecimentos específicos da profissão. Aprendizados para o dia a dia. 

Com um olhar atento podemos sempre encontrar belezas, delicadezas, sutilezas no corriqueiro. Sempre tem algo mais para observar naquilo que os olhos já viram.



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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