quarta-feira, 23 de junho de 2021

Filme "Os Melhores Anos De Uma Vida"

 

Estreou hoje nos cinemas brasileiros um filme lindo e emocionante, "Os Melhores Anos De Uma Vida", dirigido por Claude Lelouch. Eu tive o prazer de assistir na cabine de imprensa virtual e repito várias vezes: que filme lindo!



O longa é a continuação do clássico francês de 1966 (eu nem era nascida) "Um Homem, Uma mulher", que já teve uma continuação em 1986, "Um Homem, Uma mulher – 20 anos depois". 

Agora, 53 anos depois, com os mesmos atores, somos presenteados com como está esse amor tão intenso que foi vivido em 1966. 

Como uma viagem no tempo, passado e presente, entre memórias e sonhos, frenesi da juventude e tranquilidade da maturidade, preto e branco e cores, vamos vendo o papel do tempo. 

Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) está em uma clínica para idosos sofrendo com o reflexo do tempo em seu corpo e memória. Sua mente já está confusa e as lembranças do passado somem. Porém ele sempre se lembra de Anne Gauthier (Anouk Aimée), a mulher que, apesar de ter amado intensamente, não conseguiu manter.

Entendendo que um encontro com Anne poderia ajudar muito a saúde de Jean-Luis, seu filho procura a ex-madrasta e a pede que visite o pai. 

Anne passa então a visitar Jean-Luis vamos revendo em flashbacks cenas de como surgiu a relação dos dois e vamos entendendo hoje o quanto ela marcou a vida dos dois até os dias atuais. 

E não é necessário ter assistido ao primeiro filme,  "Um Homem, Uma mulher" de 1966, para entender do que se trata "Os Melhores Anos de uma Vida". O longa consegue passar sua mensagem com uma trama atual e utiliza material do passado (o que dá um charme todo especial) de forma suficiente e inteligente para que tenhamos a interpretação correta dos personagens nos dias de hoje.

Bom, é simplesmente lindo. Fala sobre as dores e delícias da vida a dois, sobre vivências que deixamos escapar e que não temos como recuperar e de impedimentos que nós mesmo criamos para aquilo que, às vezes, não percebemos que é o que mais queremos. 

Estou com vontade de fazer uma maratona e assistir seguidamente aos três momentos dessa história de amor.

Sinopse: "Eles se conheciam há muito tempo: um homem e uma mulher, cujo romance deslumbrante e inesperado, capturado no icônico filme Um Homem, Uma Mulher, de 1966, revolucionou a compreensão do amor. Hoje, o ex-piloto de corridas parece perdido nos caminhos de sua memória. Para ajudá-lo, seu filho procura a mulher que seu pai não foi capaz de manter, mas sobre quem ele fala constantemente. Anne, então, se reúne com Jean-Louis e sua história começa onde eles terminaram...".




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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Livro O Homem Que Venceu Hitler

O livro "O Homem Que Venceu Hitler" chegou em minhas mãos por empréstimo. Confesso que, apesar de gostar de filmes e histórias sobre o tenebroso período da Segunda Guerra Mundial, provavelmente eu não teria escolhido esse título para ler, principalmente nesse momento m que tenho procurado mais leveza.

Mas a minha amiga disse que amou o livro, que leu em apenas um final de semana, que quando começou a leitura não conseguiu mais parar, que eu iria gostar muito e... pá, me emprestou. Só me restou começar a leitura. 



E assim que comecei, grudei e não consegui parar até terminar. 

A história de Chain Kramer, um judeu polonês que passou pelos horrores da perseguição dos nazistas dos seus 13 aos 15 anos quando finalmente conseguiu fugir para o Brasil. Aqui se estabeleceu, prosperou e constituiu família. Mas os horrores do que passou sempre estavam presentes em sua memória e nas histórias que contava para os filhos. Tão presentes e enraizados que Chain nunca teve coragem de retornar à Polônia, sua terra natal. 

Porém quando em 2004, Chain vem a falecer, seu filho David então com 50 anos, resolve ir até a Polônia conhecer Anna, a tal mulher que seu pai dizia que o entregou. Davis queria conhecer de perto os locais das histórias do seu pai e se possível, entender porque Anna fez isso com ele. Como poderia uma mulher ser tão cruel a ponto de entregar um menino de 15 anos?

Entre momentos atuais e lembranças do passado (da guerra) o autor mescla o texto com fatos históricos marcados em itálico. Inspirado em relatos reais e mesclado com ficção o livro envolve em um misto de aventura, suspense, terrore de guerra e romance.

A leitura de "O Homem Que Venceu Hitler" prende do início ao fim com algumas reviravoltas surpreendentes. Através de dois pontos de vista diferentes o autor nos mostra que "a vida é uma rua de mão dupla. Ambas podem estar certas ou erradas.". Nem toda verdade é única. Fala de tolerância, preconceito, amor.
 

Sinopse: "Duas famílias, duas perspectivas e uma situação histórica: o Holocausto. Narrada por personagens que viveram um dos mais dramáticos acontecimentos do século XX, fatos reais e fictícios se mesclam nesta obra para reconstruir histórias de vidas em meio à intensa e devastadora invasão do exército alemão nazista à Polônia. O prestigiado escritor e cineasta Marcio Pitliuk resgata aqui a saga de personagens marcados por encontros, desencontros e reencontros, em que o amor, a traição, o ódio, o medo e a dor se cruzam, para refletir sobre os significados da tolerância e do preconceito. Baseado em depoimentos reais de sobreviventes do Holocausto, Pitliuk constrói uma narrativa em que intercala ficção e episódios autênticos, em ritmo cinematográfico. Um thriller com profunda fundamentação histórica, que prende a atenção do leitor com recursos estéticos como flashbacks e descrições factuais minuciosas. O romance abre as portas para conhecer, por uma perspectiva literária, muito além do que já foi registrado sobre quem viveu a tragédia do Holocausto.".



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domingo, 20 de junho de 2021

A Semana 24 de 2021 - Maratonando

 

Nossa, os posts semanais com resumo da semana começaram em fevereiro de 2012, um proposta para  da Rita Corrêa, que mantinha o blog Botõezinhos. A ideia era termos um momento para olhar para trás com foco de gratidão e constatar o tanto de coisas boas que aconteceram nos nossos dias da semana. Coisa simples, mas que realmente alegram e trazem felicidades.

Desde então esse post semanal me faz bem, atinge o objetivo proposto pela Rita, na época. Sempre foi um dos posts que eu mais gostava de fazer. Mas ultimamente fiquei meio desanimada. Não sei, com essa pandemia, fui ficando com um olhar mais focado para o que está me sendo restringido do que nas oportunidade criadas (e que são muitas também). Resultado disso foi que fiquei sete semanas sem fazer o post das coisas boas da semana. Nunca tinha acontecido antes, eu acho, de falhar mais do que duas semanas seguidas. Bom, mas agora resolvi retornar e focar o olhar em ressaltar as coisas boas e simples do dia a dia. 

O final de semana foi de chuva e friozinho aqui no Rio. Aproveitei para maratonar o livro "O Homem que Venceu Hitler". Ótimo! Devorei! Vou fazer o post. 


Aproveitei o tempo em casa para me atualizar e ao invés de maratonar série, maratonei os cursos da plataforma Alura. 


Foram dois treinamentos com foco em Agilidade que é o que eu tenho utilizado no trabalho e tenho estudado. 



Ah... a saudade de ir a um cinema, entrar na sala escura com aquela tela enorme na minha frente e um saco de pipoca no colo, e me alienar das histórias lá fora por duas horas... Nossa, nem me fala...

Mas que ótimo que tenho a oportunidade de assistir a alguns filmes na cabine de imprensa virtual. Assim posso ver alguns lançamentos mesmo sem ir ao cinema. Nessa semana foram dois filmes que eu gostei muito e já postei aqui no blog: 

O drama baseado em fato reais, "Algum Ligar Especial".


E a comédia francesa com gotas de drama e pitadas de romance, além de uma pegada feminista, "A Boa Esposa".


Depois de um final de semana cinzento, de frio e chuva, a semana começou com céu azul. A vontade de olhar a rua ficou muito grande. Aproveitei que às segundas-feiras, na hora do almoço, O Centro Cultural do Banco do Brasil fica completamente vazio (acho que por ser o único que abre às segundas, o povo esquece) e fui conferir a exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", que já contei aqui no blog.


Em outro dia eu precisei ir ao Centro do Rio resolver uma questão de trabalho. Tentei escolher o dia e horário que eu entendia que o local estaria mais vazio, e fui. E passando por locais conhecidos me permiti "turistar" por uns segundos. 

Nesse dia uma pessoa ao me ver ali deslumbrada, fotografando me perguntou se eu morava no Rio. Respondi que sim. Ela então me perguntou se eu não conhecida o Largo de São Francisco, se era a minha primeira vez ali. Respondi que conhecia sim, já tinha ido muitas vezes, mas que o Rio faz isso comigo. Me faz ter muitas primeiras vezes. Eu não resisto, sempre acabo "turistando" mesmo que esteja nos meus caninhos diários (hoje poucos), indo encontrar amigos (quando fazia isso antes da pandemia. Atualmente são raros esses encontros), ou indo resolver problemas (o motivo da maior parte das saídas atualmente).

Não importa, o Rio sempre me provoca algum encantamento e sonhos (a pintura do portão) e eu me permito.


Encomendei com a minha amiga da @cabrochas esse organizador de máscaras. Os pregadores são marcados com os dias da semana. Assim conseguimos deixar cada máscara destina a um dia e com tempo suficiente de "respiro" antes de ser novamente utilizada. 

E sim, eu uso as PFF2 que são recomendadas. Quanto as máscara coloridas combinando com o sapato eu as coloco apenas na hora da foto (como um brincadeira) e quando não tem ninguém por perto. 


Que sigamos nos cuidando, escolhendo os riscos que precisamos e queremos correr com muito cuidado, para que tudo isso passe o quanto antes. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 19 de junho de 2021

Pintura - Oratório para São Francisco de Assis


Eu tenho uma amiga de infância, daquelas muito amigas mesmo, que gosta muito de São Francisco de Assis. Essa minha amiga é arteira, faz trabalhos manuais lindos e de muito bom-gosto que podem ser vistos nos Instagrams: @cabrochas e @bem_dita2.


Pintura em Madeira

Marita, a minha amiga, pediu para eu pintar um oratório para um São Francisco para ela. 


Claro que fiz com o maior carinho e alegria. 


Escolhi as cores com cuidado e a intenção de fazer algo diferente


Algo que surpreendesse a minha amiga. 


Algo que demonstrasse o meu carinho, a minha amizade e a minha gratidão por ter essa amizade por tantos anos. 


O oratório caiu no chão e empenou a ponta do teto e a ponta da base. A solução que encontrei foi fazer uma decoupage nessas partes. No final acho que deu um toque muito especial. Gostei do resultado. 


Foram ao todo três oratórios que eu pintei nesse modelo. 


O primeiro da esquerda para a direita foi o Oratório para Santo Antônio, depois o Oratório para Santa Paciência, e por último o Oratótio para São Francisco para presentear a minha amiga. 



Outros oratórios já pintados e postados:






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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Filme "Algum Lugar Especial" - Drama baseado em fato real

 Eu tenho dito que ando procurando leveza, evitando tristezas e coisas pesadas nesse período que já anda tão pesado.  Pois é, mesmo assim que acabei de ler dois livros dramáticos: o primeiro falando da dureza que é ser um refugiado e o segundo lembrado os horrores da Segunda Guerra Mundial. Sério, eu não queria mais drama em livro, filmes e séries por um bom tempo. 

Mas eis que surge o convite para a cabine de imprensa do novo drama de Uberto Pasolini, com James Norton, "Algum Lugar Especial".  




Só por ter essa dupla envolvida no filme, eu aceitei. Tudo bem que fosse um drama e ainda baseado em fatos reais. Aceitei o fato que eu iria derramar algumas lágrimas e apertei o play. E ainda bem que eu assisti. Que filme lindo! Transborda ternura.

"Algum Lugar Especial" conta a história de John, um pai solteiro de 35 anos que trabalha como limpador de vidros e se dedica a criar Michael desde que a mãe do menino os abandou, retornou para a Rússia sem deixar contato, logo após o parto. 

John, que viveu de lar em lar após a morte de seu pai, cuida do filho com muito amor e carinho, tentando fazer com que o Michael não passe pelas mesmas dificuldades que John passou. Mas algumas vezes a história tenta se repetir. 

John descobre que está doente e que tem pouco tempo de vida. Sem tempo para procurar pela mãe de Michael, pois devido ao abandono, mesmo que ela fosse encontrada e quisesse ficar com o menino, teria que passar pela avaliação e aprovação do Serviço Social, a única alternativa para o menino seria a adoção. 

Assim John, diagnosticado com uma doença terminal, corre contra o tempo e parte em busca de uma família ideal para o menino de três anos. 

Nessa busca por um lar adotivo vários questionamentos surgem para John, assim como muitos sentimentos afloram. Entre a dúvida sobre conhecer o filho o suficiente para fazer a escolha da família convencional ou não, e a dor de saber que não vai ver o filho crescer e experimentar momentos importantes com o filho, sentimos a angústia, a preocupação e o amor de John.

A relação de pai e filho é linda e comovente. O menino Michael (Daniel Lamont) é muito fofo. Ele fala pouco nas cenas, mas diz tudo com o olhar. Fiquei até com vontade de me candidatar como mãe adotiva para Michael. 



"Algum Lugar Especial" é um filme delicado, sem pressa, que mostra que nem sempre as melhores opções são as configurações tradicionais e com boa situação financeira. 

Sinopse: "Inspirado em eventos reais, este filme narra a história de John, um limpador de vidros de 35 anos, que dedicou sua vida a criar seu filho, depois que a mãe da criança os deixou logo após o parto. Quando John descobre ter apenas alguns meses de vida, ele tenta encontrar uma nova família que seja perfeita para seu filho de três anos, determinado a protegê-lo da terrível realidade da situação.".

O longa-metragem chegou aos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre em 17 de junho, distribuído pela A2 Filmes. 


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