terça-feira, 16 de julho de 2019

A Semana 28 - Flexibilidade na agenda


As semanas que eu consigo incluir algum programa cultural na minha agenda me parecem mais interessantes. Eu gosto! No final de semana, início desta semana, fui à Exposição Djanira - A memória do seu povo que está em cartaz na Casa Fundação Roberto Marinho. Aproveitei com calma, observei as obras expostas, a reação das pessoas que as observavam, as cores, as sensações. Passeei por todas as peças no meu tempo, vi e revi as que mais gostei. 


Preparei um jantar simples, mas co toque especial de romantismo. A ideia era fazer uma massa totalmente vegana, porém saborosa. Usei um macarrão vegano, o molho pesto vegano feito pela Sofia, preparei tomatinhos confit. Mas quando vi o Grana Padano na geladeira, não resisti. Saboreei! Ou melhor, saboreamos!


Assisti a segunda temporada da série "Good Girls". Não maratonei como a primeira. VI ao longo da semana, alguns episódios todos os dias. Essa segunda temporada tem tramas mais profundas, mais tensas com aquela sensação de que tudo vai de mal a pior, porém mantém o humor.  Alguns episódios foram mais arrastados justamente por querer extrair ao máximo o tema abordado e outros foram mais dinâmicos e engraçados. A segunda temporada de "Good Girls" foi além das questões morais e abordou assuntos como quando gosto do poder sobe à cabeça, a ambição, divisão de papeis entre homens e mulheres, entre maternidade e trabalho, o quanto focar no trabalho acima de tudo afeta as relações.


Continuei indo de bicicleta para o trabalho, me exercitando, me sentindo mais leve, me divertindo até com os imprevistos. Logo no primeiro dia útil me deparei com a passagem subterrânea alagada. Passagem interrompida. Como seguir? Atravessar as pistas do Aterro do Flamengo não é opção para mim que morro de medo de ser atropela. Resultado enfrentei as escadas da passarela com a bicicleta praticamente no colo. O esforço foi compensado pelo resto do caminho e pela sensação de superação, de força de vontade e pela determinação em seguir em frente.


Finalmente terminei de Pintar as duas garrafas que estavam paradas no meio do caminho. Eu não tinha gostado do resultado, das cores escolhidas. Mas uma pequena mudança fez o resultado surpreender. Não tem certo ou errado quando se trata de pintura, tudo pode ser ajustado, corrigido, alterado.


Reservei um tempo entre o trabalho e a aula de pintura para sentar com uma amiga, conversar, rir, desabafar, trocar ideias, compartilhar histórias e tomar uma caipirinha. E daí que a semana está apenas começando? A agenda pode e deve ser flexível. Roteiros podem e devem ser improvisados. 


Assisti ao filme "Jornada da Vida", que estreia no dia 18 de julho, na sessão especial para a imprensa. Muito bom! Muito bom mesmo. Terá post ao longo da semana sobre o filme. 


Mudei de planos, replanejei, encaixei o tempo. A minha filha me ligou me pedindo para ir em casa na hora do almoço. Ela queria almoçar comigo e prepararia a refeição para nós duas. O trabalho não é tão perto assim de casa, não é apenas um pulinho. Mas um convite irresistível merece ser aceito. Exige flexibilidade sim. Fazer esse tipo de replanejamento, não permitir que uma agenda cheia de deveres e obrigações impossibilitem substituições por pequenos prazeres traz uma sensação de liberdade e controle da vida indescritíveis. 


Continuei indo de bicicleta para o trabalho mesmo tornando o meu percurso mais londo devido ao alagamento da passagem subterrânea. Aproveitei para ter outros olhares e me encantar com outros pontos de vista. 


Encontrei as amigas para um happy hour com muita conversa boa e comida japonesa. 


Permitir flexibilizar a agenda, replanejar, mudar a rota, improvisar o roteiro, apreciar os pequenos prazeres faz com que os meus dias sejam atravessados com mais leveza, mais alegria, mais disposição. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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segunda-feira, 15 de julho de 2019

De bicicleta para o trabalho


Eu Sempre tive dificuldades de acordar cedo. Essa dificuldade só desaparece quando estou em viagem ou tenho algum passeio para fazer, um lugar novo para conhecer. Aí sim fico motivada a pular da cama.

Acontece que aquele rama-rame pra acordar estava me cansando. A partir de certa hora da manhã o sono fica leve, mas a preguiça de sair da cama e tornar logo o dia útil e produtivo me dominava. Resultado, eu ficava rolando e enrolando. Não dormia e me irritava. Irritava como cachorro do prédio da frente que começava a latir, com a vizinha de cima que colocava o salto alto, com aquele infeliz que já estava estressado no trânsito e buzinando lá fora. E eu excomungando o motorista estressado àquela hora da manhã não me dava conta de que eu já estava estressada naquela mesma hora da manhã e ainda na cama. Esse foi o insight que me fez tomar uma atitude.

Finalmente eu me conscientizei que os quarenta minutos de enrolação na cama, adiando a hora de me colocar de pé, não me ajudavam em nada. Não me descansavam. Busquei o que me motiva: fazer um bom passeio. E resolvi ir de bicicleta para o trabalho, aproveitar os dias lindos de inverno no Rio e a vista incrível que tenho no percurso.

Troquei o vagão fechado do metrô pelo céu aberto. Enquanto pedalo eu posso desligar e limpar meu cérebro, aproveitando o passeio, as visões de vários pontos turísticos da cidade e ainda faço exercício físico.

Pão de Açúcar



Enquanto ando de bicicleta para o trabalho, eu realmente acordo e sinto-me mais enérgica e focada quando chego lá.




Aproveito para observar a cidade de outros pontos de vista. Cada dia um caminho, um novo olhar. E descubro outros pontos turísticos também. Eu, por exemplo, desconhecia que no subsolo do Monumento Estácio de Sá tem uma galeria para exposições. 



Estar ao ar livre e em contato com a natureza, pelo menos durante meia hora todos os dias, é muito bom. Pisar descalça na areia, chegar na beira do mar, revigora. 

Praia do Flamengo


Cada dia novas histórias. Tem dias desfavoráveis com vento a favor. Dias favoráveis com vento contra. Dias de mudar o percurso porque a passarela subterrânea está alagada e dias de alterar o caminho por pura curiosidade e se deparar com uma prainha, linda e até então desconhecida para mim.

Prainha da Marina da Glória


Eu sinto que estou praticando exercício suficiente para estar razoavelmente em forma sem ter que gastar tempo com isso. Tenho a sensação de produtividade.

A tradicional árvore do Aterro do Flamengo, o maior parque do Rio.



Me sinto muito mais tolerante ao estresse. 

Sabe aquele senhorzinho que que está caminhando no meio da ciclovia com espaço mais do que suficiente na calçada?! Peço licença por favor com um sorriso no rosto. E quando ele pede desculpas eu agradeço e digo "quê isso não tem problema.".  

E aquele cachorro fofo que para na minha frente para esperar o dono e me faz frear de repente?! Quando o dono vem me pedir desculpas, eu respondo: não tem problema, ele é lindo. E quando o dono responde dizendo que o Tito é lindo e desligado, retorno dizendo que me identifiquei com ele, o cachorro, também sou desliga... e linda né?

Já estou podendo confirmar o estudo que descobriu que o exercício aeróbico pode melhorar a auto-estima.

MAM - Museu de Arte Moderna  A arquitetura moderna do prédio do Museu de Arte Moderna do Rio, de autoria de Affonso Reidy




Chego ao Centro da cidade com uma ótima sensação de bem-estar e me deparo com a beleza do 
Theatro Municipal.



Ao ver o Mosteiro de Santo Antônio sinto vontade de subir os degraus e agradecer.



O que posso fazer também na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro



Ao trocar a comodidade da banco do metrô (quando consigo me sentar) pelo banco da bicicleta, o conforto dos pés apoiados no chão pela força nos pedais, o ar condicionado pelo vento fresco, o semblante tenso das pessoas que parecem atrasadas pela aparência descontraída de quem se exercita pela manhã, a tela do celular onde eu ia adiantando alguns assuntos pelo visual da cidade, os quarenta minutos a mais rolando na cama pelos quarenta minutos fazendo os pneus da bike rodarem, eu me sinto muito mais descansada, disposta, autoconfiante e bem-humorada.

Tem sido realmente a maneira perfeita de despertar de forma descontraída, relaxante e ao mesmo tempo ativa. E ainda tem ajudado a minha mente a se concentrar para a dia à frente.

Outros passeios de bicicleta no Rio:






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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Chinese Garden of Friendship em Sydney

Quando estamos viajando é bom ter algum planejamento dos nossos dias para otimizar o tempo e aproveitar ao máximo. Mas também é muito bom deixar um espaço para o acaso, para se surpreender. Foi assim com o Jardim Chinês em Sydney. Ele não estava nos nossos planos, nem no nosso roteiro. Mas passeando por Darling Harbour vimos uma placa que indicava o tal jardim. Ficamos curiosas e resolvemos andar até lá. Quase desistimos no caminho porque o Chinese Garden of Friendship, em Sydney, fica escondido em um terreno entre Chinatown e o Parque Tumbalong. E que bom que não desistimos. Chegamos lá próximo a hora de fechar e entramos mesmo assim. E valeu muito a pena. Trinta minutos são suficientes para circularmos pelas belezas desse oásis, porém vale ficar mais tempo e desfrutar.

A princípio, ao olhar o portal do jardim que foi iniciado pela comunidade chinesa local para celebrar o Bicentenário da Austrália com os prédios ao fundo, temos a sensação de que é algo espremido e pequeno. Não imaginamos o que encontraremos lá dentro.

Mas assim que atravessamos do portão nos surpreendemos!


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Logo de início já nos sentimos imersos na cultura chinesa. Os jardins são fiéis às formas chinesas tradicionais de paisagismo. Os princípios taoístas como "Yin-Yang" e os cinco elementos opostos: terra, fogo, água, metal e vento, foram fortemente seguidos para a construção desse belo jardim que está em Sydney desde 1988.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Assim que seguimos o caminho deixando o Hall da Longevidade nos deparamos com a parede do dragão e já começamos a sentir a leveza e beleza do ambiente.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Ao longo do percurso encontramos peças de arte e diversas referências à cultura chinesa. Parece mesmo que entramos no portal do tempo e nos transportamos da Austrália para a China.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O caminho leva ao Lago de Brilho. As cores, a água, as árvores ornamentais, o estilo das construções clássicas chinesas, as rochas de formas estranhas, tudo cria um espaço que é perfeita harmonia e equilíbrio e que proporciona um ambiente estimulante.

Nada ali foi criado ao acaso - toda visão, cada passo, cada característica foi planejada para causar  o máximo de efeito ao visitante.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

É impossível não relaxar neste lugar! O barulho da água (tem uma cachoeira que eu não fotografei), as sombras das árvores, a brisa leve espanta o calor e abafa o som da cidade. Rapidamente nos sentimos imersos neste ambiente bonito e tranquilo.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Caminhar no Jardim Chinês da Amizade, explorar os cantos, olhar os detalhes, se encantar com a natureza ao redor, subir a pequena montanha que dá origem a uma bela cachoeira, é como uma caminhada em uma floresta encantada.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O jardim é repleto de lugares agradáveis, ótimos para relaxar, deixar o tempo passar, descansar as pernas e a mente,  se sentar em pavilhões sombreados ao longo da Lagoa de Lótus e observar os peixes Koi nadando e ocasionalmente pulando da água para o ar.
Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Valeu muito a pena essa parada no Chinese Garden of Friendship que é um lindo oásis no meio de Sydney com uma atmosfera calma e harmoniosa.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

O Jardim Chinês da Amizade em Sydney é famosinho. Em 2013 foi cenário para o filme Wolverine com Hugh Jackman.

Outros passeios em Sydney:






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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Garrafa Pintada - Vejo Flores em Você

Aquela garrafa vazia de azeite que iria ser descarta, jogada no lixo, ficar anos por aí na natureza, recebeu algumas pinceladas, ganhou cores, e novas cores, uma frase, flores e um cantinho para ela enfeitar.


garrafa pintada

Na verdade quando fiz essa garrafa eu não gostei muito do resultado e a deixei largada m algum canto. 


Em uma manhã de domingo de frio, mas com sol, fui para a varanda e resolvi concluir a pintura iniciada e parada no meio do caminho. Alterei a cor de contorno da flor, pintei uma frase, coloquei flores e arrumei na mesinha.  


Gostei tanto do resultado que achei a primeira garrafa solitária e resolvi concluir uma outra que eu também tinha iniciado e não estava gostando tanto. 


Com a orientação da professora de pintura eu alterei a cor de contorno da flor e a garrafa ganhou outra vida, outra cara. 


E foi para a mesa fazer companhia à primeira. 


Dizem por aí que um é pouco, dois é bom, três é demais. Mas eu não concordei, neste caso. Peguei uma outra garrafa que eu já havia pintando e trouxe para formar um trio florindo o canto do fim do corredor e início da sala.


Algumas vezes basta uma pequena mudança de cor para vermos flores por onde passamos. 



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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Exposição Djanira - A Memória do Seu Povo


Exposição + Jardim + Café = programa perfeito para um domingo de dia frio e com céu azul. Na verdade um programa perfeito para qualquer dia, mas eu aproveitei o domingo friozinho para correr ali na Casa Fundação Roberto Marinho e conferir a exposição "Djanira: a memória do seu povo" que inaugurou a pouco tempo e antes esteve no MASP, em São Paulo. 

Djanira a memória do seu povo

A exposição é cronológica e logo na primeira sala, que traz pinturas dos anos 1940, quando Djanira chega ao Rio e começa a pintar tudo o que ela vê a sua volta, tem um autorretrato da pintora.

Logo ali observei uma família de pai, mãe e filha pequena em que a meninha perguntava para mãe quem era aquela moça e fiquei parada ouvindo a explicação lúdica da mãe: "essa é a moça que fez todos esses desenhos que você vai ver nessa exposição. Sabe o nome dela? É parecido como da sua avó. É Djanira e ela a obra dela é considerada uma das mais importantes dentro do movimento moderno no Brasil.

Nesta primeira sala estão telas com  que retratam suas experiências pessoais no cotidiano do subúrbio do Rio e no bairro de Santa Teresa onde viveu. Nos deparamos com telas de parque de diversões, como essa abaixo.

Djanira a memória do seu povo

Eu adorei o "Sala de Leitura" que tem como cenário a varanda da casa da pintora em Braz de Pina e seus vizinhos como modelos.

Djanira a memória do seu povo

A segunda sala, a maior delas, exibe peças do anos 1950 com referências indígenas da época que ela viveu com a Tribo Canela, no Maranhão , e diversas festas populares, como a Folia do Divino, em Paraty.

Djanira a memória do seu povo

E algumas brincadeiras de criança como em "Empinando Pipa"

Djanira a memória do seu povo

E "Ciranda". Vendo o colorido e os detalhes das telas dá até vontade de voltar no tempo e brincar na rua.

Djanira a memória do seu povo


Em outra sala estão expostas pinturas da Bahia, em outra expõe "Imagens do Trabalho". Neste tem o retrato da "Costureira" que faz referência biografia da própria pintora já que ela trabalhou nesse ofício antes de se dedicar à arte. 

Uma última sala, pra mim a mais impactante, mostra os trabalhos de Djnaria dedicados a "Minas e Mineração", série sobre o extrativismo mineral que retratam as  mudanças na paisagem, o desmatamento e trabalhadores pálidos. Já naquela época, entre os anos 60 e 70, já despontava um caráter de denúncia ao que estamos vivenciando hoje com os rompimentos das barreiras.

Djanira a memória do seu povo

A mostra além de ter belos quadros bonitos de se contemplar é uma aula sobre o Brasil. Um programa para todas as idades. 

Eu fiquei encantada com essa senhora e o menino, que eu achei que fossem vó e neto, visitando a exposição. Parei um tempo sentada no meio da sala só observando os dois. A senhora contando para o menino sobre o trabalho na fazenda e ele a ensinando a fazer fotos no celular. Fiquei encantada com o carinho e a troca de experiências entre os dois. 

Os dois refletiram bem o que uma exposição de arte em família pode proporcionar. 


Djanira a memória do seu povo

A mostra traz 40 pinturas abrangendo quatro décadas da produção da artista. Apesar de serem feitas no século passado e retratarem o modo de vida da época, as questões sociais envolvidas continuam muito atuais. Assim como vó e neto.  

Djanira a memória do seu povo







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