terça-feira, 13 de abril de 2021

Livro "Clube do Livro dos Homens"


A concentração está em falta por aqui. Então só estou conseguindo levar adiante leituras mais leves, descontraídas e fluídas. Comédias românticas normalmente preenchem esses requisitos. Um dos motivos que eu escolhi "Clube do Livro do Homens".


Assim que olhei para a capa e título eu devolvi o livro à bancada. Sério, não me interessaria mesmo por saber o que rola em um clube de homens leitores. Confesso que fui preconceituosa imaginando um cenário bem machista besteirol. Tentei corrigir o meu preconceito onde eu mesma estava sendo machista e peguei o livro novamente. 

Aí me surpreendi com seguinte cenário: um clube do livro formado por homens, meio óbvio pelo título, que buscam na leitura de romances a ajuda para compreender melhor, quem? As mulheres, é claro! Suas respectivas companheiras e assim melhorar seu relacionamento. 

Até me lembrei de um amigo de trabalho que lia todas as revistas ditas como femininas, tipo: Marie Claire, Cláudia, Nova, etc. Ele me contava que fazia isso para entender melhor a forma de pensar e ver o mundo das mulheres, para melhorar a comunicação com a mulher dele, etc. 

Comecei a ler o livro cheia de expectativa de um bom enredo. 

Realmente a trama aborda assuntos importantes e interessantes, como as dificuldades de mulheres que ainda hoje abrem mão de suas vidas pessoas para se dedicarem a família e abrirem espaço para o marido se dedicarem as suas carreiras. Fala de orgasmo feminino trazendo à tona a questão que ainda hoje mulheres fingem que atingiram. De como traumas do passado podem afetar as nossas vidas e da importância da transparência e diálogo em uma relação. Tudo isso com doses de erotismo. Tudo para render um ótimo livro. 

Acontece que eu achei os diálogos totalmente infantis. As motivações pequenas os desentendimentos e as reações desproporcionais. Sei lá, não sei se sou eu que ando chata com esse isolamento, mas me o casal Gavin e Thea me pareceu adolescentes de dezessete anos que casou porque engravidou e tem maturidade zero para encarar as relações. Do tipo que faz bico, sai batendo o pé e vai dormir no quarto ao lado. A irmã Liv uma chatinha mimadinha interferindo, dando respostinhas atravessadas pro marido da irmã. Os amigos de Gavin com umas brincadeiras bobas, apesar de darem bons conselhos para o amigo. As falas, e boas falas sobre feminismo, na boca desses homens me soaram forçação de barra. 

E o pior, a autora parece criança que aprendeu uma palavra nova e fica repetindo o tempo todo. Então, a palavra grunhido aparece quase em todas as páginas. Ô personagens para grunhirem por tudo, sério?

De qualquer forma, por ser uma leitura leve, fácil, fluida e que até desperta alguma curiosidade para saber o próximo passo, eu consegui ir até o final. Não empaquei. Achei interessante também ter um livro dentro do livro, o "Cortejando a Condessa". É um livro sobre lutar pelo seu relacionamento, pelo o que importa na sua vida, em estar aberto a mudar o seu ponto de vista e se abrir. 

Um livro meio bobo, meio irritante pela bobeira, mas legalzinho. Deu para divertir e distrair. Ah, eu só vi críticas boas na internet. Será que a chata sou eu? 

Sinopse: "Primeira regra do clube do livro é: não fale sobre o clube do livro
Gavin Scott é um astro do beisebol, devotado ao esporte. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo humilhante: a esposa, Thea, sempre fingiu ter prazer na cama. Magoado, Gavin para de falar com ela e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo.
Bem-vindos ao Clube do Livro dos Homens
Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma sensual trama de época, Cortejando a condessa. Só que vai ser preciso muito mais do que palavras floreadas e gestos grandiosos para que Gavin recupere a confiança da esposa.".

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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Pelas ruas do Rio em busca de um olhar generoso

 

Cada vez Tenho mais certeza que podemos escolher com olhar pras coisas, pras pessoas, pra vida. Podemos ter um olhar mais generoso, buscar beleza nos detalhes, ver algo interessante.
Em busca de fazer o mesmo de forma diferente, de buscar novidade dentro da limitação imposta pelo isolamento, eu saí para caminhar. Escolhi o domingo por ser um dia de pouco movimento nas ruas. 



Busquei as ruas mais vazias e um caminho que eu nunca tinha feito a pé. no meu percurso eu coloquei uma ladeira bem íngreme em que poucos se atrevem a percorrer a pé. 



Onde normalmente, na velocidade do carro, eu via uma casa abandonada eu percebi um cenário interessante e fotogênico (e vi lembranças também. Na minha memória ali foi um restaurante que fui quando criança com meu pai e minha mãe.) 

Olhei pra trás e vi o horizonte.


Olhei para o caminho vazio e vi possibilidades. 


Nos arcos mal conservados e vi história da cidade. 



 Olhei pro lado e vi arte nos muros pintados


Olhei pro alto e encontrei flores,



Caminhei com o foco de dar um olhar generoso para o caminho corriqueiro. Busquei ver belezas. 
Me senti uma turista desbravando uma nova cidade, mesmo estando em um caminho rotineiro. Vi o mesmo com outros olhos, ou melhor, vi o mesmo com os mesmos olhos, mas mudei o olhar. Enxerguei possibilidades.


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domingo, 11 de abril de 2021

A Semana 14 de 2021 - Mais uma Páscoa diferente

Quem diria que a Páscoa de 2021 chegaria e estaríamos piores em relação à pandemia do que a Páscoa anterior quando a esperança era de que na próxima já teríamos a vida normalizada e os abraços liberados?! Pois é... empurramos essa esperança para a próxima Páscoa.


Assisti com a minha filha e por indicação dela ao documentário "Seaspiracy". Fotr, triste, chocante, mas necessário. Precisamos saber cada vez a origem e os impactos dos produtos que consumimos. 

Eu que achava que os políticos brasileiros são o que tem de pior em matéria de corrupção, constatei que a indústria da pesca mundial deixa os nossos políticos parecendo amadores. Inclusive a dita pesca sustentável.  


A Páscoa foi tranquila, sem grandes preparativos. Tivemos Ovos de Páscoa para as filhas e eu mesma quis uma lata de leite condensado que fiz brigadeiro só pra mim e uma garrafa pequena de vinho. 


A semana foi toda em casa, praticamente trabalhando e estudando. Mais para o final da semana eu senti os reflexos da tensão e para ter um respiro fui dar uma volta de caro e olhar o mar.


Assisti ao filme "O Protocolo de Auschwitz", representante da Eslováquia no Oscar 2021 - um daqueles filmes que devemos incluir na nossa lista de filmes imperdíveis sobre o Holocausto.



Fiz uma almoço virtual com uma amiga. Foi bem gostoso e interessante. Me deu ânimo, empolgação, inspiração. Quebrou a minha sensação de estar vivendo de "do jeito que dá" e estar vivendo "do jeito que escolhi", aplacou a minha ansiedade de viver coisas agora. Contei a experiência no post "Almoço Virtual - Cultivando amizades em tempo de isolamento"





Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


Beda Abril 2021

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sábado, 10 de abril de 2021

St Gilgen Áustria: Uma encantadora cidade austríaca no Lago Wolfgangsee

 Quando estive em Viena, em 2018, fique na dúvida se iria a Salzburgo, conforme contei no post "Salzburg, um dia de conto de fadas". Uma vez decidido que ira fazer um bate e volta a essa cidade encantadora, surgiu a dúvida se iria de trem ou de carro. Optamos por pegar a estrada. Essa foi mais uma decisão acertada. A paisagem no caminho é fantástica.



A região de Salzkammergut é deslumbrante. O trecho do Lago Mondsee, por exemplo, é de tirar o fôlego. Bem cenário do filme "A Noviça Rebelde" Mesmo. 

O Lago Mondsee é um dos 76 lagos dessa bela região. As águas cristalinas azul-turquesa cercadas por magníficos picos cársticos criam um cenário pitoresco.



Entre lagos em montanhas vamos nos surpreendendo com paisagens rurais.


Rústicas.


Um misto de passado com presente. Todas as casas possuem jardineiras floridas sob as janelas e varandas. É lindo!


Quando do alto da estrada avistamos St Gilgen, essa encantadora cidade austríaca no Lago Wolfgangsee, não resistimos. Tivemos que parar. 


Logo ao entrar na cidade, cruzar as primeiras ruas e arquitetura típica tivemos a certeza de que St. Gilgen é tipo de lugar onde gostaríamos de passar mais do que apenas algumas horas. Um cidade que daria para ficar alguns dicas curtindo a tranquilidade e beleza local. Mas não tínhamos planejado isso, logo teríamos que desfrutar o tempo que tínhamos. 


A cidade encantadora está situada no coração da região de Salzkammergut, na Áustria. Saint Gilgen é pitoresca, com menos de 4.000 residentes chamando-a de casa.

Caminhamos pelo centro histórico contemplando a tradicional arquitetura dos Alpes, prédios de madeira, decorados com arranjos florais suspensos nos peitoris das janelas, lojinhas charmosas, museus e restaurantes.



Seguimos para um ponto tradicional da cidade que é a casa da família de Mozart. A mãe de Mozart, Anna Maria Walburga Pertl, nasceu lá em 25 de dezembro de 1720. Mudando-se em 1724 Salzburgo, onde Mozart nasceu. Em 1747. Em 1784, a amada irmã de Mozart, Maria Anna Ignatia, conhecida como "Nannerl" mudou-se para a casa onde sua mãe havia nascido, em St, Gilgen. "Nannerl" - ela mesma um grande talento musical - casou-se e viveu em St. Gilgen até a morte do marido em 1801.

Ao lado da rua da casa memorial está um relevo da mãe de Mozart e Nannerl pelo escultor Jakob Gruber, que foi inaugurado em 1906.


 

Interessante é que em 2005, o vilarejo de St. Gilgen foi promovido a "Mozart Village" pelo Wolfgangsee Tourist Board. Embora Wolfgang Amadeus Mozart nunca tenha nem visitado St. Gilgen (como pretendia).

Em seguida fomos caminhar ao longo do Wolgangsee (lago Wolfgang). Dali sai Passeio de Ferry pelo Wolfgangsee. Eu fiquei louca para fazer o passeio navegando nessas águas tranquilas de um tom quase inacreditável rodeado por pequenas e encantadoras cidades, com paisagens que parecem “cartão-postal”Mas não daria tempo. Se gastássemos muito tempo em St. Gilgen perderíamos o tempo em Salzburgo. A vida é feita de escolhas, né?



A beleza da paisagem é daquelas que faz bem para a alma. Confesso que eu fiquei louca de vontade de sentar nesse pier, ler um livro e dar um mergulhos na água. 
 

O cuidado da cidade, os canteiros floridos, tudo convida para ficar mais tempo por lá. 



Gilgen cumpre as suas promessas de ser uma cidade charmosa a cada esquina, praça, rua, construção, paisagem. 
.

Passear pela cidade pitoresca nos faz esquecer do tempo. Uma das boas coisas sobre St. Gilgen é que não tem as multidões das cidades mais conhecidas, então podemos passear sem esbarrar em vários bastões de selfie. 
 

Bom, depois de tanto deslumbramento precisamos deixar  St. Gilgem e sua paisagem circundante que é a Áustria por excelência - montanhas alpinas e um lago turquesa deslumbrante.


Seguimos para Salzburgo, mas com vontade de voltar a St, Gilgen e aproveitar mais de suas atrações como o passeio de teleférico, o passeio de barco, a calmaria de suas ruas, as lojinhas e restaurantes saborosos. Ficou na nossa lista de desejo fazer uma viagem de carro da Árustria até a Alemanha explorando mais essa região.



Outros passeios na Áustria:

Salzburg, um dia de conto de fadas


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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Almoço Virtual - Cultivando amizades em tempos de isolamento

 

Sextas-feiras eram os dias dos almoços especiais, em restaurantes "mais legais", com menos pressa, mais animados. Rolava aquela coisa de economizar, comer mais saudável, e usando menos tempo do que o disponível para fazer saldo para o almoço de sexta-feira. 

Hoje #sextou com s de saudade dos almoços de sexta com os amigos. 


Sério, tá difícil passar os dias longe das amigas, com os abraços guardados por mais de um ano. Ainda mais eu que preciso fazer o mesmo de forma diferente. Preciso de coisas diferentes para ter inspiração, ânimo e motivação para as mesmas coisas. 

Pra amenizar essa falta das amigas e a saudade dos almoços, combinei um almoço virtual com uma amiga. Amiga do trabalho que vai pra vida. 

Como fizemos o nosso almoço juntas, mas separadas; fora, mas dentro? Simples. Combinamos um restaurante e um horário. Nesse horário abrimos o cardápio online do restaurante, escolhemos o nosso prato (no caso foi o mesmo) e pedimos a entrega. 

Arrumamos a mesa. Eu arrumei a mesa na varanda pra dar um clima de "almoço fora".



Quando a nossa mesa estava posta, cada uma em sua casa, sentamos fizemos a chamada no Zoom e pronto! 



Almoçamos juntas, jogando conversa dentro, saboreando a mesma comida.
Foi divertido, diferente e me deu a sensação de novidade nos dias que parecem iguais. E para ser mais novidade experimentei um restaurante novo para mim. 


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Clau, do Mãe Literatura.



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