segunda-feira, 15 de julho de 2019

De bicicleta para o trabalho


Eu Sempre tive dificuldades de acordar cedo. Essa dificuldade só desaparece quando estou em viagem ou tenho algum passeio para fazer, um lugar novo para conhecer. Aí sim fico motivada a pular da cama.

Acontece que aquele rama-rame pra acordar estava me cansando. A partir de certa hora da manhã o sono fica leve, mas a preguiça de sair da cama e tornar logo o dia útil e produtivo me dominava. Resultado, eu ficava rolando e enrolando. Não dormia e me irritava. Irritava como cachorro do prédio da frente que começava a latir, com a vizinha de cima que colocava o salto alto, com aquele infeliz que já estava estressado no trânsito e buzinando lá fora. E eu excomungando o motorista estressado àquela hora da manhã não me dava conta de que eu já estava estressada naquela mesma hora da manhã e ainda na cama. Esse foi o insight que me fez tomar uma atitude.

Finalmente eu me conscientizei que os quarenta minutos de enrolação na cama, adiando a hora de me colocar de pé, não me ajudavam em nada. Não me descansavam. Busquei o que me motiva: fazer um bom passeio. E resolvi ir de bicicleta para o trabalho, aproveitar os dias lindos de inverno no Rio e a vista incrível que tenho no percurso.

Troquei o vagão fechado do metrô pelo céu aberto. Enquanto pedalo eu posso desligar e limpar meu cérebro, aproveitando o passeio, as visões de vários pontos turísticos da cidade e ainda faço exercício físico.

Pão de Açúcar



Enquanto ando de bicicleta para o trabalho, eu realmente acordo e sinto-me mais enérgica e focada quando chego lá.




Aproveito para observar a cidade de outros pontos de vista. Cada dia um caminho, um novo olhar. E descubro outros pontos turísticos também. Eu, por exemplo, desconhecia que no subsolo do Monumento Estácio de Sá tem uma galeria para exposições. 



Estar ao ar livre e em contato com a natureza, pelo menos durante meia hora todos os dias, é muito bom. Pisar descalça na areia, chegar na beira do mar, revigora. 

Praia do Flamengo


Cada dia novas histórias. Tem dias desfavoráveis com vento a favor. Dias favoráveis com vento contra. Dias de mudar o percurso porque a passarela subterrânea está alagada e dias de alterar o caminho por pura curiosidade e se deparar com uma prainha, linda e até então desconhecida para mim.

Prainha da Marina da Glória


Eu sinto que estou praticando exercício suficiente para estar razoavelmente em forma sem ter que gastar tempo com isso. Tenho a sensação de produtividade.

A tradicional árvore do Aterro do Flamengo, o maior parque do Rio.



Me sinto muito mais tolerante ao estresse. 

Sabe aquele senhorzinho que que está caminhando no meio da ciclovia com espaço mais do que suficiente na calçada?! Peço licença por favor com um sorriso no rosto. E quando ele pede desculpas eu agradeço e digo "quê isso não tem problema.".  

E aquele cachorro fofo que para na minha frente para esperar o dono e me faz frear de repente?! Quando o dono vem me pedir desculpas, eu respondo: não tem problema, ele é lindo. E quando o dono responde dizendo que o Tito é lindo e desligado, retorno dizendo que me identifiquei com ele, o cachorro, também sou desliga... e linda né?

Já estou podendo confirmar o estudo que descobriu que o exercício aeróbico pode melhorar a auto-estima.

MAM - Museu de Arte Moderna  A arquitetura moderna do prédio do Museu de Arte Moderna do Rio, de autoria de Affonso Reidy




Chego ao Centro da cidade com uma ótima sensação de bem-estar e me deparo com a beleza do 
Theatro Municipal.



Ao ver o Mosteiro de Santo Antônio sinto vontade de subir os degraus e agradecer.



O que posso fazer também na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro



Ao trocar a comodidade da banco do metrô (quando consigo me sentar) pelo banco da bicicleta, o conforto dos pés apoiados no chão pela força nos pedais, o ar condicionado pelo vento fresco, o semblante tenso das pessoas que parecem atrasadas pela aparência descontraída de quem se exercita pela manhã, a tela do celular onde eu ia adiantando alguns assuntos pelo visual da cidade, os quarenta minutos a mais rolando na cama pelos quarenta minutos fazendo os pneus da bike rodarem, eu me sinto muito mais descansada, disposta, autoconfiante e bem-humorada.

Tem sido realmente a maneira perfeita de despertar de forma descontraída, relaxante e ao mesmo tempo ativa. E ainda tem ajudado a minha mente a se concentrar para a dia à frente.

Outros passeios de bicicleta no Rio:






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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Chinese Garden of Friendship em Sydney

Quando estamos viajando é bom ter algum planejamento dos nossos dias para otimizar o tempo e aproveitar ao máximo. Mas também é muito bom deixar um espaço para o acaso, para se surpreender. Foi assim com o Jardim Chinês em Sydney. Ele não estava nos nossos planos, nem no nosso roteiro. Mas passeando por Darling Harbour vimos uma placa que indicava o tal jardim. Ficamos curiosas e resolvemos andar até lá. Quase desistimos no caminho porque o Chinese Garden of Friendship, em Sydney, fica escondido em um terreno entre Chinatown e o Parque Tumbalong. E que bom que não desistimos. Chegamos lá próximo a hora de fechar e entramos mesmo assim. E valeu muito a pena. Trinta minutos são suficientes para circularmos pelas belezas desse oásis, porém vale ficar mais tempo e desfrutar.

A princípio, ao olhar o portal do jardim que foi iniciado pela comunidade chinesa local para celebrar o Bicentenário da Austrália com os prédios ao fundo, temos a sensação de que é algo espremido e pequeno. Não imaginamos o que encontraremos lá dentro.

Mas assim que atravessamos do portão nos surpreendemos!


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Logo de início já nos sentimos imersos na cultura chinesa. Os jardins são fiéis às formas chinesas tradicionais de paisagismo. Os princípios taoístas como "Yin-Yang" e os cinco elementos opostos: terra, fogo, água, metal e vento, foram fortemente seguidos para a construção desse belo jardim que está em Sydney desde 1988.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Assim que seguimos o caminho deixando o Hall da Longevidade nos deparamos com a parede do dragão e já começamos a sentir a leveza e beleza do ambiente.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Ao longo do percurso encontramos peças de arte e diversas referências à cultura chinesa. Parece mesmo que entramos no portal do tempo e nos transportamos da Austrália para a China.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O caminho leva ao Lago de Brilho. As cores, a água, as árvores ornamentais, o estilo das construções clássicas chinesas, as rochas de formas estranhas, tudo cria um espaço que é perfeita harmonia e equilíbrio e que proporciona um ambiente estimulante.

Nada ali foi criado ao acaso - toda visão, cada passo, cada característica foi planejada para causar  o máximo de efeito ao visitante.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

É impossível não relaxar neste lugar! O barulho da água (tem uma cachoeira que eu não fotografei), as sombras das árvores, a brisa leve espanta o calor e abafa o som da cidade. Rapidamente nos sentimos imersos neste ambiente bonito e tranquilo.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Caminhar no Jardim Chinês da Amizade, explorar os cantos, olhar os detalhes, se encantar com a natureza ao redor, subir a pequena montanha que dá origem a uma bela cachoeira, é como uma caminhada em uma floresta encantada.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O jardim é repleto de lugares agradáveis, ótimos para relaxar, deixar o tempo passar, descansar as pernas e a mente,  se sentar em pavilhões sombreados ao longo da Lagoa de Lótus e observar os peixes Koi nadando e ocasionalmente pulando da água para o ar.
Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Valeu muito a pena essa parada no Chinese Garden of Friendship que é um lindo oásis no meio de Sydney com uma atmosfera calma e harmoniosa.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

O Jardim Chinês da Amizade em Sydney é famosinho. Em 2013 foi cenário para o filme Wolverine com Hugh Jackman.

Outros passeios em Sydney:






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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Garrafa Pintada - Vejo Flores em Você

Aquela garrafa vazia de azeite que iria ser descarta, jogada no lixo, ficar anos por aí na natureza, recebeu algumas pinceladas, ganhou cores, e novas cores, uma frase, flores e um cantinho para ela enfeitar.


garrafa pintada

Na verdade quando fiz essa garrafa eu não gostei muito do resultado e a deixei largada m algum canto. 


Em uma manhã de domingo de frio, mas com sol, fui para a varanda e resolvi concluir a pintura iniciada e parada no meio do caminho. Alterei a cor de contorno da flor, pintei uma frase, coloquei flores e arrumei na mesinha.  


Gostei tanto do resultado que achei a primeira garrafa solitária e resolvi concluir uma outra que eu também tinha iniciado e não estava gostando tanto. 


Com a orientação da professora de pintura eu alterei a cor de contorno da flor e a garrafa ganhou outra vida, outra cara. 


E foi para a mesa fazer companhia à primeira. 


Dizem por aí que um é pouco, dois é bom, três é demais. Mas eu não concordei, neste caso. Peguei uma outra garrafa que eu já havia pintando e trouxe para formar um trio florindo o canto do fim do corredor e início da sala.


Algumas vezes basta uma pequena mudança de cor para vermos flores por onde passamos. 



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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Exposição Djanira - A Memória do Seu Povo


Exposição + Jardim + Café = programa perfeito para um domingo de dia frio e com céu azul. Na verdade um programa perfeito para qualquer dia, mas eu aproveitei o domingo friozinho para correr ali na Casa Fundação Roberto Marinho e conferir a exposição "Djanira: a memória do seu povo" que inaugurou a pouco tempo e antes esteve no MASP, em São Paulo. 

Djanira a memória do seu povo

A exposição é cronológica e logo na primeira sala, que traz pinturas dos anos 1940, quando Djanira chega ao Rio e começa a pintar tudo o que ela vê a sua volta, tem um autorretrato da pintora.

Logo ali observei uma família de pai, mãe e filha pequena em que a meninha perguntava para mãe quem era aquela moça e fiquei parada ouvindo a explicação lúdica da mãe: "essa é a moça que fez todos esses desenhos que você vai ver nessa exposição. Sabe o nome dela? É parecido como da sua avó. É Djanira e ela a obra dela é considerada uma das mais importantes dentro do movimento moderno no Brasil.

Nesta primeira sala estão telas com  que retratam suas experiências pessoais no cotidiano do subúrbio do Rio e no bairro de Santa Teresa onde viveu. Nos deparamos com telas de parque de diversões, como essa abaixo.

Djanira a memória do seu povo

Eu adorei o "Sala de Leitura" que tem como cenário a varanda da casa da pintora em Braz de Pina e seus vizinhos como modelos.

Djanira a memória do seu povo

A segunda sala, a maior delas, exibe peças do anos 1950 com referências indígenas da época que ela viveu com a Tribo Canela, no Maranhão , e diversas festas populares, como a Folia do Divino, em Paraty.

Djanira a memória do seu povo

E algumas brincadeiras de criança como em "Empinando Pipa"

Djanira a memória do seu povo

E "Ciranda". Vendo o colorido e os detalhes das telas dá até vontade de voltar no tempo e brincar na rua.

Djanira a memória do seu povo


Em outra sala estão expostas pinturas da Bahia, em outra expõe "Imagens do Trabalho". Neste tem o retrato da "Costureira" que faz referência biografia da própria pintora já que ela trabalhou nesse ofício antes de se dedicar à arte. 

Uma última sala, pra mim a mais impactante, mostra os trabalhos de Djnaria dedicados a "Minas e Mineração", série sobre o extrativismo mineral que retratam as  mudanças na paisagem, o desmatamento e trabalhadores pálidos. Já naquela época, entre os anos 60 e 70, já despontava um caráter de denúncia ao que estamos vivenciando hoje com os rompimentos das barreiras.

Djanira a memória do seu povo

A mostra além de ter belos quadros bonitos de se contemplar é uma aula sobre o Brasil. Um programa para todas as idades. 

Eu fiquei encantada com essa senhora e o menino, que eu achei que fossem vó e neto, visitando a exposição. Parei um tempo sentada no meio da sala só observando os dois. A senhora contando para o menino sobre o trabalho na fazenda e ele a ensinando a fazer fotos no celular. Fiquei encantada com o carinho e a troca de experiências entre os dois. 

Os dois refletiram bem o que uma exposição de arte em família pode proporcionar. 


Djanira a memória do seu povo

A mostra traz 40 pinturas abrangendo quatro décadas da produção da artista. Apesar de serem feitas no século passado e retratarem o modo de vida da época, as questões sociais envolvidas continuam muito atuais. Assim como vó e neto.  

Djanira a memória do seu povo







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domingo, 7 de julho de 2019

A Semana 27 de 2019 - Calmaria na correria


Eu pisquei e o final de semana já estava de volta! Eu acho essas frases que começam com eu pisquei e algum tempo passou rápido tão lugar comum que eu fui até pesquisar no blog quantos posts eu usei essa frase. Cinco! Este será o sexto.

Mas realmente essa foi daquelas semanas em que eu não senti o tempo passar. Com dias em que entrei em sala de reunião às 15 horas e quando eu olhei no relógio já eram 19 horas, eu atrasada para a aula de pintura e com a sensação de que os ponteiros, ou melhor, o visor digital marcaria 16:00.

Exatamente nestas semanas que passam voadas é que este resumo, este tempo para olhar pra trás e ver o que foi feito faz mais sentindo. Faz com que esses dias mesmo corridos não passem despercebidos.

Comecei o sábado aborrecida, com a sensação de que tinham me tirado. Acordei cedo e enquanto todos dormiam (vantagem de ter filhas adolescentes) fui aproveitar o dia lindo lá fora e caminhar com uma amiga. E a semana que seria corrida começou com um sábado de inverno no Rio com caminhada pela manhã da Praia do Leme ao Arpoador, passeio pela Pedra do Arpoador, pedalada do Arpoador até a Enseada de Botafogo com a amiga.


E para completar um fim de tarde com pôr do sol na Urca com a filha. Dia daqueles que te lembram de estar, de ser, de viver e das pessoas que te devolvem.


Teve aula aberta da dança aérea da filha mais nova. O coração aperta ao ver ela tão alto, mas se enche de orgulho. 


Fui para o trabalho de bicicleta praticamente todos os dias aproveitando o caminho, aproveitando o meu tempo, e até me surpreendi. Em um dos dias resolvi errar o caminho e descobri uma prainha linda e desconhecida para mim, a Prainha da Marina da Glória.


Saí para almoçar com alguns da equipe de trabalho em um restaurante gostoso. Escolhemos um dia para comer com calma, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Um dia que deixamos a pressa do horário curto de almoço pra lá, que nos permitimos desfrutar.


Fui assistir ao filme "Cézanne e Eu" e me deixei envolver pela história, pelo cenário, pelas paisagens, pelas emoções e pelas lembranças que a paisagem me trouxeram. 


Em outro dia eu escolhi ser a minha própria e melhor companhia. Aproveitei que o dia estava frio e chuvoso e fui almoçar comigo mesma, comi uma massa quente, saboreei uma sobremesa e li calmamente entre uma garfada e outra.



A semana corrida, tão rápida que voou, tão atribulada que eu pisquei e ela acabou, teve seus momentos de calmaria, de tranquilidade, de esquecer a pressa e deixar acontecer, de relaxar e renovar, de não me cobrar porque ou já tinha feito o que devia fazer ou simplesmente ainda faria. São nesses dias de correria que precisamos nos permitir momentos de calmaria. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Filme Cézanne e Eu


Esta semana estreou nos cinemas o filme "Cézanne e eu"  (Cézanne et moi) que eu tive a oportunidade de assistir na cabine de imprensa. 


O filme conta a história da amizade e companheirismo entre duas grandes figuras da cultura francesa, o pintor Paul Cézanne e escritor Emile Zola. 

Para retratar essa amizade que começou nos tempos da escola, quando os dois eram meninos de 13 anos que corriam pelas paisagens de Aix-en-Provence e durou até a fase adulta, o filme começa em 
Médan, 1888.

Em casa, o grande romancista Emile Zola  está prestes a receber a visita de seu velho amigo, o pintor Paul Cézanne no que foi, supostamente, o último suposto encontro entre os dois grandes amigos.

Enquanto os dois conversam sobre o romance "A obra" no qual Cézanne sente-se retratado no personagem de um pintor fracassado, o filme vai e volta ao passado dos dois mostrando toda a construção dessa grande forma de amor que é a amizade. 

É nesse flashback constante que vamos nos envolvendo com a os dois personagens e suas diferenças de temperamento. Zola é um filho dos pobres que se transforma em um burguês bem estabelecido, com vida aparentemente equilibrada e bem sucedido em sua arte. Cézanne, de uma família rica, vive em permanente conflito com o pai, um banqueiro reconhecido que não aceita o caminho escolhido pelo filho, vive sem dinheiro e seu temperamento difícil o faz ser desprezado por seus contemporâneos. 

Mesmo diante de tantas diferenças, de escolhas de caminhos diferentes em busca do mesmo objetivo que é realizar o sonho de ver suas artes reconhecidas, de pontos de vistas contrários, a amizade resiste ao tempo e às diferenças sociais. 

Mas será que mesmo uma amizade tão profunda sobrevive ao ciúme e aos ressentimentos?

Eu gostei muito do filme, de como a história é contada através de idas e vindas no tempo, de conhecer mais sobre a vida e influência que os dois ícones da cultura francesa tiveram um sobre o outro, do turbilhoes de emoções e principalmente de ver os cenários de Aix-en-Provence. 

Eu passei três meses nessa cidade e um dos meus programas favoritos era visitar o último atelier de Paul Cézanne. Eu adorava passear por aqueles cômodos e imaginá-lo ali pintando em meio aos caos e calmaria. Talvez por essas lembranças eu tenha gostado tanto do filme, mas foi por por mais do que isso. 



Sinospse: "A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne (Guillaume Canet) e o escritor mile Zola (Guillaume Gallienne). Paul é rico. Emile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro.Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade.".

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Praias escondidas do Rio de Janeiro - Prainha da Marina da Glória



Hoje eu acordei cedo no horário para dar tempo de ir para o trabalho de bicicleta. Ainda na cama ouvi o vento lá fora. Soprava forte. Derrubava coisas. Batia portas. Pensei nesse vento e ventilei a possibilidade de ficar mais na cama e desistir de pedalar até o trabalho, mesmo sabendo o quanto os meus dias fluem melhor quando vou de bike. Rolei pra lá, rolei pra cá, o vento soprou mais algumas rajadas. Pensei no vento refrescando o meu caminho. Pulei da cama. Ainda ouvi o marido e a moça que trabalha lá em casa me falarem do vento que ventava lá fora. Respondi que o vento poderia estar forte só no alto (moro no 8° andar), que na rua poderia estar mais tranquilo e que eu iria tentar de qualquer forma. Se o vento realmente me atrapalhasse eu deixaria a bicicleta em outra estação e seguiria de metrô. Não desisti. Insisti. Escolhi ventar. Peguei o meu caminho com sol, dia lindo, temperatura boa e vento a favor.


O vento que poderia me atrapalhar, o mesmo vento que quase me motivou a desistir, me ajudou. Ajudou tanto que fiz o percurso em menos tempo. Como estava adiantada resolvi parar, pisar na areia, beber uma água de coco.




Mais adiante ainda com tempo de sobra me permiti errar o caminho. Não virei à esquerda, segui em frente naquela pista que eu sabia sem saída. Por que errar propositalmente? Para me permitir. Para experimentar. Cheguei lá e me surpreendi.



Prainha em frente a Marina da Glória


Um deck. Uma prainha deserta e até então desconhecida pra mim (descobri que é chamada de Prainha Marina da Glória). Um visual de tirar o fôlego. Parei a bicicleta.


Prainha em frente a Marina da Glória

Me sentei no chão de frente para o mar.

Prainha em frente a Marina da Glória

Peguei o livro, li uma das crônicas, desfrutei da vista linda, senti o sol na pele, respirei o vento, ventilei as ideias.

Prainha em frente a Marina da Glória



Peguei a bicicleta e voltei para o meu caminho. Nesse retorno encontrei, por acaso, com uma amiga que trabalha comigo e que estava pedalando para o trabalho. Seguimos juntas conversando sobre como o nosso dia corre melhor quando vamos pedalando para o trabalho.

E o vento? Soprando a favor. Que ele continue soprando a favor por toda a semana. E que a gente enxergue o lado bom das coisas.


Veja outra praia escondida do Rio, a Praia do Vidigal.



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