domingo, 17 de novembro de 2019

Filme "Um Amante Francês"


"Um Amante Francês", título original "Just a Gigolo", com estreia prevista para 28 de novembro, é uma comédia com uma proposta bem engraçada os fãs do gênero. E eu sou fão do gênero!


Comédia francesa "Um Amante Francês"


Conta a história de Alex que traumatizado pela história da sua infância e por um pai que se desgastou no trabalho, traça como plano de carreira, ainda criança, viver sem trabalhar. Como isso é possível? Inspirado em uma revista, ele encontra um caminho: ser um gigolô. 

Mesmo o plano tendo sido traçado na infância, Alex o mantém. É assim que logo no início da sua vida adulta, usufruindo da beleza e frescor da pouca idade, Alex rapidamente encontra Denise, uma senhora com idade avançada e muito rica para cuidar dele. 

Comédia francesa "Um Amante Francês"


O gigolô se vê em uma vida regada de conforto e não valoriza o amor da mulher mais velha apaixonada. Sente-se confortável e seguro naquela relação cheia de benefícios para ele. Diferente do seu amigo de vida e de profissão Daniel, interpretado por Pascal Elbé, que se esforça para permanecer competitivo, Alex descuida de si mesmo e abusa da boa vontade da senhora esposa. Esquece que o tempo pode ser cruel.

Até que, após 25 anos de paciência, Denise o substitui por um homem mais jovem. 

É assim que Alex se encontra na rua, "desempregado", com uma mão na frente e outras atrás e com o peso dos seus 50 anos em sua aparência. Este é o seu destino!

Comédia francesa "Um Amante Francês"

Após ter o pedido de ajuda negada por seu melhor, o gigolô cinquentão, é forçado a recorrer à irmã, a quem nunca deu notícias em busca de abrigo até resolver a sua situação. Ou seja, encontrar outra herdeira rica. O que fazer se essa é a única coisa que ele sabe fazer?!

Apesar dos conflitos de ideias com a irmã, Alex resgata o relacionamento com ela e encontra no sobrinho um aliado de peso. É no círculo de amizades do sobrinho, bancando o bom tio, que Alex percebe a oportunidade de voltar a velha profissão. Será que ele consegue? Será que o convívio com a família o fará o gigolô mudar seus conceitos éticos? Ou uma vez gigolô para sempre gigolô?

O filme através de piadas engraçadas e situações grotescas  fala do delicado assunto do envelhecimento entre profissionais do sexo, mas pode ser pensado também em como o mercado de trabalho trata quem envelhece. O que fazer quando nos vemos dispensados da única coisa que sabemos fazer? Nos reinventar? 

Uma comédia divertida, com ótima atuação de Kad Merad no papel de Alex. A forma como os gigolôs, Tanto Alex quanto Daniel, levam a sério as situações ridículas que passam torna as cenas hilárias. 


Você pode me encontrar também

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Escondidinho Vegano de Grão-de-Bico e Proteína de Soja


Eu sou fã de escondidinho. Além de delicioso ele é prático. É praticamente uma refeição completa, basta uma saladinha para acompanhar e tá pronto um almoço ou jantar.

Mas o que mais me chama a atenção para esse prato é a sua versatilidade. Ele instiga a criatividade já que possibilita muitas combinações. Desde o escondidinho típico do nordeste com purê de macaxeira, carne de sol e queijo de coalho, passando versões mais lights até chegar nas opções veganas. 

Dessa vez optei por escondidinho vegano para a minha filha mais nova poder comer. A ideia inicial era fazer um escondidinho de grão-de-bico com proteína de soja. Mas a Sofia pediu para mesclar com purê de batata. Então saiu um escondidinho com uma camada de purê de batata, uma camada de proteína de soja, uma camada de purê de grão-de-bico e cobertura de tofu.


Fiz quantidade suficiente para o almoço e o jantar em casa e para eu levar de quentinha para almoçar no trabalho.

O que utilizei:
- 4 batatas médias;
- 2 colheres de sopa de manteiga vegana temperada com ervas finas (da @insanavegana);
- 2 xícaras de grão de bico cozido;
- 5 colheres de sopa de azeite;
- 3 dentes de alho;
- 1 pote de tofu cream;
- 1 punhado de salsa picado;
- 2 xícaras de proteína de soja;
- 2 xícaras de água morna;- 2 tomates picados;
- 1 cebola picada;
- 1/4 de pimentão verde picado;
- 1/4 de pimentão vermelho picado;
- 1/4 de pimentão amarelo picado;
- 1 mix de temperos verdes picados (salsa, cebolinha, manjericão, hortelã);
- 1 colher de sopa de manteiga vegana temperado com alho e chimichuri (da @insanavegana);
- 2 colheres de sopo de molho shoyo.

Olhando a lista parece que são muitos ingrediente, mas estamos preparando uma refeição completa com quatro itens, na verdade.



Preparo do Grão-de-bico:
Deixei o grão-de-bico de molho durante a noite. Cozinhei o grão-de-bico até ficar macio e reservei. 

Preparo da proteína de soja:
Deixei de molho na água morna (2 xícaras de água para duas xícaras de proteína) por 20 minutosEspremi até extrair toda a águaColoquei de molho novamente em água morna temperada com sal, uma colher de sopa de molho shoyo e 1 dente de alho. Isso ajuda a retirar o sabor de soja texturizada. Depois de 30 minutos aproximadamente eu espremi toda a água e reservei a proteína.

Como fizemos:

Purê de batata
Descasquei a batata e cortei em rodelas. Cozinhei em água e sal por 10 minutos até ficar macia. Amassei, misturando com duas colheres de sopa de manteiga vegana temperada com ervas, até formar um purê. Ajustei o sal.

Purê de grão-de-bico
Com um processador amassei o grão de bico com duas colheres de azeite e um dente de alho até ficar na consistência de purê.

Pasta de tofu
Em um pote coloquei todo o tofu em creme, adicionei azeite e salsinha picada e misturei com um garfo.

Proteína de Soja
Em uma panela refoguei a cebola com azeite e duas colheres da manteiga temperada e deixei chiar. Acrescentei o alho e deixei dourar levemente. Adicionei os pimentões picados e o mix de temeros verdes. Depois de bem misturados coloquei os tomates bem picados. Assim que começou a soltar um pouco de água acrescentei a soja espremida, um pouco de água, sal e duas colheres de sopa de molho shoyo. Deixei em fogo baixo até apurar o sabor.

Parece complicado, mas é bem simples. Com tudo pronto foi a hora de começar a montar. 

Coloquei um fio de azeite no fundo e uma cama da de purê de batata. 


Acrescentei a camada de proteína de soja.


Depois a camada do purê de grão-de-bico.


Finalizei com a camada da pasta de tofu.


Rendeu quatro mini caçarolas e um pirex pequeno e fundo, e ainda sobrou.


Preparei a minha quentinha e o prato das meninas. De acompanhamento servi um couscous marroquino com castanhas e uma salada caprese. A minha salada foi com mussarela de búfala, a da Sofia com queijo vegano.


Levei ao forno antes de servir para gratinar o creme de tofú.

O escondidinho é tão versátil que á fizemos escondidinho vegano de casca de banana e de proteína de soja nada vegano. O purê de base pode ser feito de aipim (macaxeira, mandioca), de batata, de batata doce, de mandioquinha, de inhame (odeio), de abóbora (adoro), de grão de bico. O recheio pode ter carnes variadas, frango, peixe (atum e bacalhau), camarão, proteína de soja, cogumelos, legumes. Para a cobertura podemos variar nos tipos de queijo (requeijão, queijo de coalho, muçarela, tofu). Imaginem só a infinidade de combinações que podemos montar?!





Você pode me encontrar também

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Pintura - Oratório para Nossa Senhora da Conceição


Desde que eu comecei as aulas de pintura venho observando que quando eu vejo peças pintadas com cores em tons pastéis eu as acho lindas, admiro e coisa e tal. Porém, eu sempre escolho as cores mais fortes quando vou pintar uma nova peça. O oratório que fiz para acompanhar a Nossa Senhora da Conceição para presentear mais uma amiga foi um desafio. 


Essa minha amiga é meiga, doce, delicada e nem por isso deixa de ser uma pessoa vibrante. Ao pensar nas cores para ela, vislumbrei os tons pasteis, mais suaves. Assim escolhi as cores da base para o oratório: rosa, azul, amarelo e verde claros.

Santinhos em amigurumi

Pintei e não gostei. Empaquei. Deixei o oratório para a Ana de lado e fui pintar as gamelas para mim. Voltei ao oratório e mesmo não gostando do início resolvi continuar. Queria a suavidade da minha amiga refletida na peça. Mas faltava o brilho que ela também tem. Com a orientação da minha professora, Odila Freire, troquei o amarelo claro pelo dourado.


Segui fazendo os detalhes balanceando a suavidade com a vibração.


Adorei o resultado!


Achei que combinou perfeitamente com a Nossa Senhora da Conceição de amigurumi, igualmente delicada e vibrante, feita pela Renata, do @crochererj.


Fiquei muito feliz com o resultado. Gostei por ter parado, ter me dado um tempo para absorver a minha dúvida, por ter retomado quando achei que estava mais preparada, por ter seguido em frente e por ter feito o ajuste necessário (apenas uma troca de cor foi suficiente para dar o toque que faltava). Isso foi em uma simples pintura, uma atividade de lazer, mas que serve para outros momentos da vida em que precisamos saber parar para depois continuar.


A verdade é que gostei tanto, mas tanto do oratório que vou fazer outro igualzinho para mim. Quero um pouco dessa suavidade da minha amiga.

Outros oratórios que eu pintei






Você pode me encontrar também

domingo, 10 de novembro de 2019

Castelinho do Flamengo, no Rio - Histórias de assombração


O Castelinho do Flamengo frequentemente está no meu caminho. Uma construção que sempre despertou a minha curiosidade. Não sei bem se pela arquitetura em si, se pelo visual com ar de mal conservado, se pela história que o ronda, ou por tudo isso ao mesmo tempo. Mas fato é que sempre deixei essa parada para explorar o "Castelinho mal-assombrado" para depois. 

Castelos do Rio

Finalmente me dei essa oportunidade. A minha amiga, que faz os santinhos de amigurumi que habitam os oratórios que eu pinto, foi expor em uma feira de artesanato que aconteceria no centro cultural Oduvaldo Viana Filho, atual identificação dessa construção carioca cheia de história. Eu tinha que prestigiá-la.

Castelos do Rio

Aproveitei então para explorar o prédio, começando pelo seu exterior. As diversas entradas, escadas e  janelas já aguçaram a minha imaginação em relação aos antepassados que ali habitaram e suas histórias.

Castelos do Rio

Enfim, na entrada principal me encantei com a riqueza de detalhes do projeto inspirado nas tendências italianas da época de 1916, assinado pelo arquiteto italiano Gino Copede.

Castelos do Rio

A construção eclética no estilo já foi habitação de família rica, de moradores de rua, despertou o interesse de universitários que queriam transformar o local em um centro de ciências e tecnologia, até finalmente ser restaurado (mas nem tanto) e ser tornar um centro cultural. Bom destino para o Castelinho.  

Castelos do Rio

O interior, nem tão bem conservado, é rico em detalhes e beleza.

Castelos do Rio

Ao subir os degraus da escadaria antiga e ouvir o ranger da madeira a cada passo me distraí entre a beleza dos detalhes e a história de assombração. Imagino a menina Maria de Lourdes Feu Fernandes correndo por ali e tudo o que contam que ela passou.

Castelos do Rio

A menina, que teria em torno de 10 anos de idade na época, teria presenciado o atropelamento dos pais por um bonde (não existe registro da ocorrência, nem registros que comprovem) em frente a então moradia. Com a perda dos pais, Maria de Lourdes teria sido tutorada pelo advogado da família, que não tinha vínculo nenhum com ela, nem com a família. Ele a roubou e maltratou, deixando-a presa na torre principal da construção. Um dia, Maria de Lourdes se jogou. Reza a lenda que a menina volta para assombrar o lugar. 

Me lembrando da história, olho para o teto para contemplar o os detalhes da construção e apesar de achar muito bonito, me impressionar com o trabalho e tal, enxergo umas figuras meio macabras. Será que estou impressionada com a "fábula" do "Castelinho mal-assombrado"?



A bem da verdade é que assombrado ou não o Castelinho vale a pena a visita.


Essa história toda só deixa o local mais intrigante.







Você pode me encontrar também

sábado, 9 de novembro de 2019

A Semana 45 de 2019 - Entre um filme e outro


Nesta semana eu ouvi o seguinte questionamento: "Quantos papéis você representa?". Pensando na frase e no que ela representa eu resolvi reformular a pergunta para "Quantos papéis você, no caso eu, vivo?". 

Vivo muitos papéis como todo mundo. O papel de mãe, profissional, amiga, filha, irmã, mulher.  É uma tarefa difícil equilibrar todos esses papéis, mas é também muito importante para que eu me sinta inteira. Afinal, todas essas partes que me tornam uma pessoa integral.

Nessa semana mais uma vez me dividi para me tornar inteira. 

No meu papel de mãe, acompanhei a Sofia e uma amiga à praia. Aproveitei a orla fechada para pedalar enquanto elas curtiam o sol, a areia e o mar. Observei as duas caminhando assim como se não quisessem nada, mas querendo muito. Nessa fase em que muito é muito pouco. Duas amigas com os Dois Irmãos ao fundo.



No meu papel de mulher, não de mulher de um parceiro, mas de mim mesma, fui ao cinema assistir ao filme "Segredos Oficiais" e para isso pedi a companhia da filha mais velha.

Eu tinha sido convidada para a cabine de imprensa, mas não pude ir pois conflitava com o meu horário de trabalho e nesses casos eu priorizo o meu papel de profissional ao papel de blogueira, é claro. Mas fiquei com muita vontade conferir a história real do caso de vazamento de informações confidenciais do governo no período que antecede a guerra do Iraque.

Os acontecimentos envolvendo o vazamento são relatados em forma de suspense que prende o telespectador, envolve, faz pensar em questões éticas, em como nos comportaríamos estando na mesma situação. Um exemplo de como toda aula de história deveria fazer com os alunos.

Sinopse: "Depois de passar anos trabalhando como tradutora de mandarim para inglês, a espiã do governo britânico Katharine Gun torna-se mundialmente famosa ao expor segredos extremamente confidenciais da Agência de Segurança Nacional. Após obter acesso a memorandos secretos, ela consegue provar que ocorreu uma grande pressão a seis países para que eles votassem a favor da invasão ao Iraque em 2003, realizada pelos Estados Unidos.".



Mais uma vez no meu papel de mulher fiz uma aula extra de pintura. Uma aula especial em que levamos vinho, comidinhas para compartilharmos com as coleguinhas. Mais do que dividir os comes e bebes, multiplicamos histórias e experiências. 


No meu papel de mãe, revi o filme "Histórias Cruzadas". A Ana Luiza precisava assistir ao filme para fazer um trabalho para a faculdade. Agora foi a minha vez de acompanhá-la no sofá. 

O filme é lindo, envolvente e emocionante. Fala de tema pesado como o racismo, mas faz isso de forma sensível que prende a atenção e diverte. Um filme que vale a pena rever. 


No meu papel de amiga acompanhei uma amiga para resolver um probleminha antes do trabalho. Aproveitamos que saímos bem cedo de casa para fazer um café da manhã em uma padaria.


Para deixar o nosso dia mais saboroso e com um leve toque de passeio de final de semana, já no caminho para o trabalho, paramos nas "Palmeiras do Amor".


No meu papel de blogueirinha (na verdade é um hobby) aceitei ao convite para a pré-estreia do filme "Dora e a Cidade Perdida". 

O cenário do início do live-action baseado na animação “Dora, a Aventureira” - uma das séries mais populares da Nickelodeon - me lembrou muito o filme "Tainá". Isso me trouxe boas recordações das minhas filhas pequenas. Assistimos muitas vezes as aventuras da indiazinha brasileira e fizemos algumas brincadeiras inspiradas nele. De resto não gostei muito de "Dora, a Aventureira". A personagem tem como características ser otimista, inocente e manter a sua criança interna viva. Foi aí que exageraram e a deixaram meio boba. 

Como as minhas filhas não viveram essa fase Dora, eu não estava envolvida com a personagem. Por isso o filme não falou muito para mim. Mas, com certeza, vai divertir e empolgar as famílias que vivem ou viveram o momento Dora. As crianças vão gostar!

Sinopse: "Tendo passado a maior parte de sua vida explorando a floresta com seus pais, nada poderia preparar Dora (Isabela Moner) pra aventura mais perigosa de todos os tempos - o ensino médio. A aventureira Dora rapidamente se vê liderando o macaco Botas (seu melhor amigo), o primo Diego (Jeff Wahlberg), um misterioso habitante da selva (Eugenio Derbez), seus pais (Eva Longoria, Michael Peña) e um grupo de adolescentes em uma aventura p resolver um mistério impossível por trás de uma cidade perdida de ouro.".


No meu papel de arteira terminei de pintar mais um oratório. Este será presente para outra amiga e vai acompanhar a Nossa Senhora da Conceição


No meu papel de esposa (sério, tenho implicância com essa palavra) fizemos uma sessão de cinema em casa só nós dois. Um filme leve para distrair. Vimos o remake brasileiro da comédia mexicana "Não Aceitamos Devoluções" que também teve a versão francesa "Uma Família de Dois".

Sinopse: "Juca Valente é um sedutor descompromissado. Um dia, Brenda, sua ex-namorada americana, abandona a pequena Emma, ainda bebê, com ele. Desesperado, Juca viaja para os Estados Unidos atrás de Brenda com a esperança de lhe devolver a criança. Seu plano não dá certo e ele fica por lá, trabalhando como dublê. Quando a menina faz seis anos, a mãe reaparece para pedir a guarda da criança.".


Novamente no meu papel blogueirinha (na verdade tendo um momento meu de lazer) aceitei o convite para a cabine do filme "Um Amante Francês". Uma comédia francesa engraçada que poderia ser classificada como uma comédia popular se não fosse francesa.

Sinopse: "Como viver feliz e rico sem trabalhar? Sendo um gigolô! Depois de 25 anos vivendo com Denise, Alex o “gigolô”, foi despedido sem aviso prévio e se encontra na rua. Forçado a se instalar na casa de sua irmã e seu sobrinho de 10 anos. Ele possui somente uma obsessão: encontrar o mais rápido possível uma herdeira rica.".




Olhando para a minha semana consigo perceber que consegui um bom equilíbrio entre me doar e receber. E foi uma semana bem cinéfila.


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

Você pode me encontrar também

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Filme "Cadê você, Bernadette?" - Eu já vi!



“Cadê você, Bernadette?” é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Maria Sample. Conta a história de Bernadette, interpretada por Cate Blanchett, atriz vencedora de dois Oscars ("O Aviador" e "Blue Jasmine"). Bernadette é uma ex arquiteta brilhante de futuro promissor, uma artista cheia de criatividade e energia que, após algumas decepções na vida profissional, decide dedicar-se integralmente à criação da filha.

Muita mulher vai se identificar logo de cara. Afinal, quantas mães já não pensaram em lagar tudo para cuidar do(s) filho(s)? E quantas já pensassem em “chutar o pau da barraca”, “jogar tudo para o alto”, “ligar o modo avião”, “ligar o f0d@-s3” e “sumir do mapa”? Eu já! Várias vezes! Eu até tinha o meu plano de fuga traçado e idealizado.



Pois bem. Bernadette mudou-se com o marido Elgie (Billy Crudup) e a filha Bee (Emma Nelson) para Seattle. Lá Bernadette se isolou do mundo e viveu em função da filha em uma casa caindo aos pedaço, mas com toques de arte que revelam que a essência criativa da arquiteta ainda vivem, mesmo que sufocada, dentro de Bernadette. Enquanto a ex arquiteta vive isolada em casa, rejeitando o convívio social, ela vê o marido, um executivo da Microsoft, e a filha, uma estudante brilhante, se realizarem no trabalho e na escola respectivamente. Tudo isso vai abalando cada vez mais a estrutura emocional da elegante mulher, mãe divertida e profissional “apagada”. Até que um acúmulo de incidentes gera uma situação de estresse extremo e Bernadette meio que surta e abandona tudo e todos sem deixar pista. Ou melhor, deixa um rastro discreto para a inteligente Bee, que tem uma ótima sinergia com a mãe, entender o que aconteceu e partir em busca da mãe desaparecida.

“Cadê você, Bernadette?” mistura bem a comédia e o drama sendo um filme leve e divertido, porém nada superficial. Fala muito sobre a escolha difícil de muitas mulheres e do quanto é importante mantermos o equilíbrio entre nossos papéis. Que um filho muda a nossa vida, nos muda como pessoas , nós sabemos muito bem. Mas até que ponto conseguimos abrir mão de alguma parte de nós mesmas? Bernadette ao optar a se dedicar exclusivamente à educação da filha acabou abrindo mão da sua identidade. Será que ela se reencontrou?

"Cadê você, Bernadette?" estreia dia 7 de novembro nos cinemas do Brasil. Vale muito a pena pagar o ingresso.

SINOPSE: "Quem nunca sentiu vontade ligar o modo avião e sumir do mapa? Quando a vida de Bernadette (Cate Blanchett) começou a parecer sem rumo, ela resolveu fugir da sua zona de conforto e desaparecer misteriosamente, deixando tudo para trás. Agora Bee (Emma Nelson), sua filha, precisará juntar todas as pistas para descobrir onde foi parar essa mulher que imaginava conhecer tão bem, mas que se transformou em um verdadeiro ponto de interrogação.".


Você pode me encontrar também

domingo, 3 de novembro de 2019

A Semana 44 de 2019 - Dividida, mas inteira


Me divido e me sinto inteira. É bem esse o sentimento ao rever a semana e separar as fotos dos momentos que quero registrar, guardar, relembrar.

Manhã de sábado. Piquenique no Parque das Figueiras para comemorar o aniversário de uma amiga do meu trabalho. Marido e filhas querem aproveitar a manhã para dormirem sem hora para acordar. O compromisso é meu. Eu quero esse passeio ao ar livre, compartilhar a refeição ao ar livre, estar junto da minha amiga, conhecer os seus amigos. Eu vou. Fico o tempo suficiente para fazer a minha presença e me sentir bem por ter feito algo pra mim e por mim.


Saio relativamente cedo do piquenique da amiga para ir com as filhas na feira vegana. Vamos juntas. Marido fica em casa. Quer organizar umas coisas. Passeamos, experimentamos produtos, conhecemos novas opções, aprendemos mais sobre essa escolha de vida.



No final da tarde vou com apenas uma filha conhecer um espaço recém reformado, a Casa da Glória. Um sobrado histórico, ao lado do Outeiro da Glória, que estava fechado para reforma desde 2018. Agora foi reaberta toda linda e cheia de charme. Neste final de semana estava acontecendo A Junta Local Fermenta. Um evento descolado com comidinhas, música, piscina, bebidas. Aproveitei para tomar um drink com a filha, conversar e trazer uns queijos para casa.


Nesta semana teve feriado para mim. Aproveitei para tirar um dia de passeio. Fui com a filha mais velha a exposição "Egito Antigo - Do cotidiano à eternidade". A mostra está em cartaz no CCBB e está bombando. Chegamos cedo, passamos primeiro na exposição "Raiz" de Ai Weiwei. Eu já tinha visitado, mas a Ana Luiza ainda não. Depois seguimos para a nossa breve viagem ao Egito. Uma hora de fila para conseguir entrar. Mas fiquei feliz. Sim, isso mesmo. Feliz por ver que a fila estava grande porque várias escolas entre públicas e privadas. Precisamos dessa valorização da cultura. 


A tarde foi o tempo para curtir o feriado com o marido em um passeio ao shopping e um almoço a dois. 

Neste mesmo dia eu tinha um convite para assistir a pré-estreia do filme "Intruso", um thriler brasileiro, com direito a acompanhante. A minha acompanhante foi a filha mais velha. 


Mas antes fizemos uma parada para jantar em um restaurante japonês que estava com promoção em homenagem ao Outubro Rosa. As mulheres desfrutavam de 50% de desconto. Um bom desconto para aproveitar a comida japonesa e um ótimo motivo para ter um momento só mãe e filha. 


Mais um convite para uma pré-estreia de cinema com direito a acompanhante. O filme? "Rogéria - Senhor Astolfo Barroso Pinto". Quem se interessou em me acompanhar foi a minha amiga Márcia.


Essa coisa de sair do trabalho, ir para o cinema e chegar em casa tarde me deixou carente, me sentindo meio em falta com o meu lado mãe. Uma coisa minha. Uma cobrança minha comigo mesma. Acordei com vontade de suprir esse meu lado. Antes de sair para trabalhar eu preparei um almoço caprichado e deixei o meu carinho em forma de comida para as minhas filhas. Fiz um bifum vegano supercolorido e saboroso. Fui trabalhar me sentindo inteira.


Mais um convite para uma sessão de cinema. Dessa vez foi para conferir a cabine de imprensa do filme "Cadê você, Bernadette?". Um filme ótimo que conta a história de uma arquiteta de sucesso que abriu mão da sua vida pessoal para se dedicar a maternidade (não se dividiu) e acaba meio que surtando. Vou fazer um post sobre o longa.

Sinopse: "Quem nunca sentiu vontade ligar o modo avião e sumir do mapa? Quando a vida de Bernadette (Cate Blanchett) começou a parecer sem rumo, ela resolveu fugir da sua zona de conforto e desaparecer misteriosamente, deixando tudo para trás. Agora Bee (Emma Nelson), sua filha, precisará juntar todas as pistas para descobrir onde foi parar essa mulher que imaginava conhecer tão bem, mas que se transformou em um verdadeiro ponto de interrogação.".



Usei uma das horas de almoço da semana para fazer uma visita a Catedral Metropolitana do Rio. Além de alimentar a alma, aproveitei para fazer um passeio turístico-cultural. Visitei o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra localizado no subsolo da igreja. É um museu bem rico e com peças lindas. Infelizmente pouco conhecido e pouco visitado. Taí, acho que vou fazer um post sobre essa visita. 


No último dia da semana, já às vésperas do final de semana, saí de casa cedo, como sempre. A princípio o horário de sempre para o destino de sempre. Mas eu não quis seguir a rotina de sempre. Bateu uma vontade de deixar o meu dia de trabalho com um ar de final de semana, de dia sem compromisso. Dei uma quebrada no caminho e fui tomar um café da manhã em uma padaria artesanal que está famosinha aqui no Rio. No final de semana a fila fica enorme! Praticamente impossível para o meu nível de ansiedade. Nos dias de semana é mais tranquilo (as pessoas normalmente não quebram a rotina nos dias úteis). Cheguei cedo, ainda estava vazia, me sentei com calma e saboreei um café da manhã com gosto de programinha de final de semana em pleno dia de semana. 


Deixando o local eu passeio pela prateleira cheia de pães quentinhos, gorduchos, cheirosos e saborosos. Me lembrei que o meu pai, na última visita a minha casa, comeu o pão desta padaria e se deliciou. Resolvi quebrar mais uma vez a rotina. Comprei dois pães. Um para a casa do meu pai e outro para a minha casa. Eu acho lindo gente que dá comida como presente. Acho de uma extrema delicadeza. Tipo de coisa de antigamente que nunca deveria sair de moda. Acho que comida é um presente cheio de significado. Deixei um na minha casa, outro na portaria da casa do meu pai. Quando ele voltasse do trabalho teria a surpresa. Fui para o trabalho e avisei ao marido que chegaria mais tarde e que queria ser recebida com uma mesa com pão, queijos (aqueles que eu comprei na Casa da Glória) e vinho. Assim foi. Enquanto estávamos na mesa saboreando chegou pelo WhatsApp a mensagem do meu pai com a foto da mesa dele. Naquele mesmo momento ele estava saboreando o mesmo pão com queijos e vinhos.


Me dividi no papel de mãe, de mulher, profissional, amiga, filha. Fiz por mim, fiz por eles. Me senti inteira. 


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo