segunda-feira, 17 de maio de 2021

Turistando no Rio - JB Mural Trail

Eu estava navegando no Instagram quando vi um post sobre Glasgow Mural Trail. Claro que bateu aquela vontade de viajar. Caminhar por ruas desconhecidas admirando as artes de rua e absorvendo o estilo de vida. Nada como viajar para transformar a banalidade do cotidiano em encantamento... 


Ah, os murais do Beco do Batman, em São Paulo; de Wynwood, em Miami; da Hosier , em Melbourne... Me vi a sonhar...

Mas será que precisamos mesmo ir tão longe para termos esse olhar mágico? Definitivamente não! 

JB Mural Trail


Podemos trazer sim esse espírito de novidade viajante pro nosso dia a dia. 


Foi assim que me lembrei da rua Jardim Botânico, aqui no Rio (aquela rua que passo frequentemente reclamando do engarrafamento, da falta de educação dos motoristas e ultimamente das pessoas sem máscara na rua) e ter outro olhar pra ela. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Percebi que ali temos uma JB Mural Trail com artes de rua lindíssimas, coloridas, instagramáveis, de artistas talentosos. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Não posso ir na Glasgow Mural Trail, mas posso me deslumbrar com a JB Mural Trail. E foi isso que fiz. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Interagi com as pinturas.

Arte de Rua no Rio de Janeiro

 
Deixei o coração bater.


Arte de Rua no Rio de Janeiro

Me senti combinando com a pintura. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Caminhei no passo da reflexão. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Reduzi o passo. Suspirei!

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Identifiquei referências. Será que tem referência em Miró?! Ou viajei?!

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Admirei a força das cores.

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Senti saudades de brindar com as amigas. 

Arte de Rua no Rio de Janeiro

Como uma amiga me mandou em mensagem, "todas as viagens são lindas, mesmo as que fizeres nas ruas do teu bairro. O encanto dependerá do estado da tua alma". Ou o encanto pode mudar o estado da sua alma.

Esse é o 9º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Villa Aymoré, na Ladeira da Glória - Arquitetura, História e Arte

 

Olhando essa primeira foto linda (eu achei linda) da Villa Aymoré, me bateu um arrependimento de não estar ali no alto da escada com o meu vestidinho rosa indefectível (tudo bem, tem outras fotos com o tal vestido na Vill, nesse post).


Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

Para dar um up no meu cotidiano enclausurado, buscando um pouco de sanidade, eu me permiti visitar a exposição "Faturação" que está em cartaz na Galeria Aymoré que, por enquanto, ainda ocupa uma das casas desse conjunto arquitetônico construído entre 1908 e 1910.



Villa Aymoré, na Ladeira da Glória


A área tem história e babado. Ali no caminho para o Outeiro da Glória fica a alameda Aymoré. Falam por aí que lá morou a Baronesa de Sorocaba, irmã da Marquesa de Santos, que assim como a Marquesa, também era amante de D. Pedro I.

Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

D. Pedro I dizia que ia ali no Outero da Glória dar aquela rezadinha básica e fazia o percurso pelo caminho de pedras da Alameda Aymoré. E claro aproveitava pra encontrar com a Baronesa sem levantar suspeitas. "Néra" mole não esse "Dão" Pedro!


Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

Bom, eu aproveitei a exposição para também visitar a Villa Aymoré, com suas casas com nome indígenas, já que o espaço foi comprado pela ESPM e será transformado em um campus universitário.


Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

A exposição estava vazia, sem riscos para o meu distanciamento. 

Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

A caminhada pela vila é toda em espaço aberto. Ótimo para contemplar o estilo eclético de linhas finas e elegantes das construções tão típicas da Europa no século XIX e tão descoladas com suas galerias de arte e escritórios de co-working.

Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

O nome da alameda e da vila remete ao de indígenas tupinambás que foram os primeiros a ocuparem o atual Morro da Glória, antigo Morro do Leripe, onde Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro, foi mortalmente ferido por uma flecha.


Villa Aymoré, na Ladeira da Glória

Ar livre, arte, beleza arquitetônica e história da cidade, tudo para dar um toque de extraordinário ao cotidiano. 


A máscara foi retirada para foto porque não tinha absolutamente ninguém ao alcance dos olhos. Simples assim (não, não tão simples assim. Nada simples, na verdade.)

Esse é o 9º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Filme "Juventude Perdida" - Drama Russo

 Eu gosto de assistir a alguns filmes diferentes, de culturas diferentes, fora dos padrões dos filmes americanos que estamos tão acostumados. Assim sendo, aproveitei a oportunidade de assistir ao drama russo "Juventude Perdida" na cabine virtual.  O filme está disponível desde o dia 15/04 nas principais plataformas digitais, com distribuição da A2 Filmes.




O drama começa com um acidente de carro em que a jovem Kira sobrevive, mas perde a mãe e os movimentos das pernas. Seu pai inconformado, faz o possível e o impossível para que Kira recupere mais do que a sua mobilidade, recupere também os seus sonhos. 

Cyrus, pai de Kira e treinador de boxe, cria um aparelho cheio de aparatos para a filha se exercitar e manter a esperança retomar a sua vida. 

Em paralelo outros dois jovens, os amigos Andrei e Romych, que trabalham com carga porto da cidade sonham com vidas melhores. Romych quer ganhar o mundo, conhecer outros lugares e abrir suas fronteiras. Andrei não sonha grande, mas tem um talento: é um lutador nato. 

Romych vê no talento do amigo a chance de ganhar dinheiro e assim embarcarem em aventuras pelo mundo. É assim começam a participar de lutas clandestinas por dinheiro e acabam se envolvendo com o grupo de Tina (Irina Vilkova). Tina pretende levar Andrei para lutar em seu clube. É em busca de um treinador que Andrei acaba na academia de Cyrus, pai de Kira. 

Kira e Andrei se envolvem e esse sentimento desperta a vontade dos dois por uma vida melhor. Porém, com isso Andrei fere os interesses tanto do amigo Romych, quanto da apaixonada Tina. 

O filme traz o submundo da luta clandestina, fazendo um paralelo de cenas da vida de Kira e Andrei. As imagens usam uma paleta de cores escuras que traz toda a dureza, a intensidade, as dúvidas e angústias de jovens que se veem perdidos tanto de seus sonhos quanto de perspectivas de vida. 

É um filme intenso. Um filme que naturalmente eu não escolheria para assistir, mas uma vez que caiu em minhas mãos, ou melhor, na frente dos meus olhos., eu gostei de ter tido a oportunidade. 

Sinopse: "O filme conta a história de Kira, filha do treinador de boxe Cyrus. Ela sofreu um terrível acidente. Seu pai criou um simulador para ela, acreditando sinceramente que ela seria capaz de retornar à sua vida anterior. Nesse ínterim, um boxeador novato chamado Andrei começa a treinar na academia de Cyrus, e Kira imediatamente se apaixona, o que traz de volta sua vontade de viver e a esperança de que tudo dê certo.".

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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Espaguete com ovos, mas pode ser Shakshuka ou Huevos Rancheiros Ou Le Uova in Purgatorio

 

Descobri que o meu prato preguiçoso de macarrão com ovo é também Shakshuka em Israel, Huevos rancheiros no México ou Le uova in purgatorio (Ovos no purgatório) na Itália. 

 


Pra mim na verdade é um prato rápido, prático e que eu comecei a fazer dessa forma para não ter que limpar o fogão sujo de fritura.

É muito simples mesmo. Cozinho o espaguete na água e sal e o os ovos no molho de tomate e pronto! Mas vou deixar a receita mais detalhada aqui:

O que utilizo pra porção individual:


- 2 ovos;
- 1 xícara de extrato de tomate;
- 1/2 xícara de água; 
- 1 tomate cortado em cubos (400 g);
- 1/2 cebola picada;
- 1 dente de alho
- tempero que desejar (no meu eu uso Zatar), mas pode ser pintada do reino, orégano, etc. 
- sal a gosto;
- queijo Grana Padano.




Como faço:

Coloco a massa para cozinha na água fervente com uma pitada de sal.
Ralo o queijo e deixo no fundo do prato. 
Levo uma frigideira pequena (aquela que uso para fazer ovos fritos) ao fogo médio. Coloco o molho de tomate, água, os tomates picados, a cebola e o sal. 
Assim que o molho começa a borbulhar eu coloco os dois ovos. Deixo cozinhar por aproximadamente seis minutos com a frigideira tampada. Mas é bom ficar de olho no tempo para conseguir que as gemas fiquem moles. Esse é o ponto ideal para mim. 



Nesse meio tempo retiro o espaguete do fogo, pois já atingiu o ponto, escorro, dou o choque térmico e misturo com o queijo ralado que já estava no prato.


Aí é só retirar os ovos e molho com uma espátula, colocar sobre o macarrão, temperar com o Zatar sobre as gemas e se deliciar.





Não importa o nome! O importante é experimentar essa delícia! As gemas moles, que explodem sobre o molho de tomate são uma verdadeira explosão de sabor. Ah. e pode servir com pão também!


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terça-feira, 27 de abril de 2021

Muros no meu caminho

O fato de estar mais restrita a minha cidade, ao meu bairro, às ruas ao meu redor tem me despertado cada vez mais olhar para as belezas que passavam despercebidas justamente por estarem ali ao alcance a qualquer momento. 

Qualquer oportunidade de fazer uma caminha tem me despertado o olhar. 


Tenho visto mais arte nos meus caminhos. 


Tenho me encantado mais com pequenas delicadezas.

Tenho me permitido receber grandes gentilezas mesmo em coisas simples.


Tenho sentido esperança com as pequenas atitudes.


Tenho me emocionado com gestos cheios de significados 


Tenho visto mais poesia nos meus trajetos.


Tenho visto mais beleza nas pequenas delicadezas que a vida coloca no meu caminho. Sempre tentei estar presente e com um olhar curioso ao meu redor. Sempre procurei ter um olhar de turista mesmo nos meus caminhos diários. Mas tenho percebido que o fato de não poder buscar a novidade em outras cidades e países, tem me deixado mais aberta para perceber essas novidades no meu dia a dia. 

Uma simples caminhada para exercitar o corpo, algo que poderia ser apenas uma obrigação, tem se tornado mais prazerosa.

Esses são alguns muros que já estavam no meu caminho e que não tinham sido percebidos com o encantamento merecido. Podemos encarar os muros nos nossos caminhos como barreira ou como possibilidades. Basta apurar o olhar que queremos ter.


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domingo, 25 de abril de 2021

A Semana 16 de 2021 - Liberdade permitida


Nessa semana me proporcionei momentos que me trouxeram a sensação de que tive dias com leveza, coisas simples que me deram alegria genuína. 

Me permiti desfrutar uma exposição de arte porque estava realmente vazia. Como eu era a única visitante naquele momento e o espaço é enorme, eu me senti segura. Por algumas poucas horas mergulhei nas obras e me esqueci no cenário caótico do mundo lá fora. Foi a exposição "1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira", no CCBB


Fui acompanhar meu marido na primeira dose da vacina. Além da alegria enorme por ele já está sendo vacinado, aproveitei para caminhar pelos jardins da Casa Firjan. Um local que eu gosto muito, mas que está fechado para visitação no período da pandemia e agora se tornou um dos postos de vacinação. 

Fiquei realmente muito grata por, além da oportunidade de ser vacinado, ainda foi em um local tranquilo, com ótimo atendimento, pouca fila e de beleza ímpar. Gostaria muito que esse fosse o cenário para todos. 
 

Assisti a comédia francesa "Minhas Férias com Patrick" que se passa em um cenário lindo, uma espécie de road movie de autoconhecimento com cenas bem hilárias. Ótimo para relaxar. 


Aproveitei o dia de feriado e sol e céu especialmente belo no Rio de Janeiro para caminhar ao ar livre em um local de pouquíssimo movimento de pessoas e com vistas deslumbrantes de cidade. Me cansei fisicamente, mas descansei a mente na mesma proporção. O percurso de caminhada foi no Parque Nacional da Tijuca, e já mostrei aqui no blog.


Foram momentos simples mas que me proporcionaram a sensação de liberdade que eu estava precisando. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


Beda Abril 2021
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sábado, 24 de abril de 2021

Parque Nacional da Tijuca - Estrada Dona Castorina e suas belezas


Seguindo o critério de buscar lugares ao ar livre, espaçosos e vazios para caminhar, resolvi fazer andando o percurso da Parque Nacional da Tijuca, da Estrada Dona Castorina. 



São em torno de 7 km de estrada cercada de Mata Atlântica com vários pontos turísticos extraordinários do Rio de Janeiro, como a Mesa do Imperador, a Vista Chinesa e as cachoeiras do Horto.


Com a pandemia a estrada está fechada para carros, permitida apenas para prática de esportes. Como a pista é somente subidas e descidas poucas pessoas se arriscam a fazer o circuito a pé. O caminho tem sido mais utilizado por ciclistas em treino.

Eu já tinha feito esse caminho algumas diversas vezes, mas sempre de carro. Parava nos pontos turísticos e seguia. Fazer a pé é mais cansativo, é claro. Bem mais demorado, óbvio. Mas muito mais gratificante. Nossa, não tem nem comparação!



Chegamos cedo, bem cedo em um dia de sol, seguinte a um dia de chuva. Por isso a pista estava molhada, o clima úmido e até friozinho. Nos trechos da pista aquecidos pelo sol da manhã podíamos ver a água evaporando. O que deu um clima de mistério ao passeio. Imagina uma pista deserta, fechada pela floresta e com esse névoa em movimento...



Caminhamos com os instintos atentos, ouvindo e observando. Ouvimos um barulho de água aqui, outro ali. Abaixo da pista corre um rio e temos no entorno, mais para dentro da mata, algumas cachoeiras, como a Cachoeira da Imperatriz, por exemplo. Mas carioca tem a mania dizer que qualquer bica é cachoeira. Não pode ver uma queda d'água que já quer se molhar e dizer que tomou banho de cachoeira. 


A estrada é cheia de paradas com bancos e algumas áreas para piquenique como a Mesa Redonda.


Logo 50 metros após a Mesa Redonda chegamos ao local onde fica a Mesa do Imperador que era utilizado por nobres e burgueses para almoços campestres e recebia a visita de D. Pedro II, nos seus passeios à floresta. 

Dessa vez nem foquei na mesa em si. A atenção foi toda para a vista que temos dali.



A Mesa do Imperado é parada obrigatória para os visitantes que buscam uma bela paisagem da cidade. E que paisagem! Nesse dia, especialmente, o visual estava escandaloso. O mar estava muito azul.

A vista alcança a Lagoa, o Pão de Açúcar, a Enseada de Botafogo, as praias de Niterói. Nossa! Um escândalo!

Seguimos nosso caminho pela via em direção à Vista Chinesa. Além de bancos e área para piqueniques, encontramos também algumas fontes de água que chegam diretamente dos córregos da floresta. Infelizmente não tão bem preservados. Mas ainda assim de grande beleza. 

A qualquer momento quando se abre uma brecha na mata podemos avistar o Cristo Redentor. 


E de repente, depois de uma curva, lá está ela, a Vista Chinesa. Mas por que em pleno Rio de Janeiro temos um mirante, um ponto turístico com características arquitetônicas da China? Pois é em homenagem aos antigos colonos chineses. Exatamente ao que aqui chegaram na imigração chinesa ocorrida na primeira metade do século XIX. D.João VI queria incentivar o cultivo do chá no Brasil e, para isso, mandou buscar cerca de 300 chineses da colônia portuguesa de Macau. Os chineses foram trazidos entre 1812 e 1819, pelo Conde de Linhares. Estes imigrantes, que trouxeram mudas e sementes de chá, estabeleceram-se inicialmente nas encostas da mata dos fundos da região do Jardim Botânico. Ali chegaram a plantar seis mil pés de chá.

Dizem que no Brasil "Em se plantando tudo dá". Mas o chá não deu! Mais tarde, já em 1844, mais chineses foram trazidos ao Rio. Desta vez o objetivo era desenvolver a cultura do arroz. Mas, a arroz também não vingou em terras cariocas. Ou as terras não eram boas para chás e arroz, ou os chineses não eram bons plantadores. 

A solução encontrada foi dar trabalho aos chineses na abertura do caminho que se transformou na Estrada Dona Castorina. Logo, nada mais justo do que uma homenagem a esses trabalhadores!


Parque Nacional da Tijuca - Estrada Dona Castorina e suas belezas

Assim a Vista Chinesa tem um quê especial por ser algo bem diferente na paisagem carioca. 

Em tempos de normalidade, o local está sempre cheio de visitantes concorrendo por uma boa foto. O movimento de carros e motos também é considerável. 

Eu sei que o motivo por encontrar a Vista Chinesa tão vazia não é nada bom. Mas ver o local com poucas pessoas e alguns macacos pregos me deu alegria e a sensação de que o esforço da caminhada foi recompensado. 


Parque Nacional da Tijuca - Estrada Dona Castorina e suas belezas


E a vista lá da Vista Chinesa?! Sem palavras! O visitante consegue ver o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Lagoa Rodrigo de Freitas com seu formato de coração e o litoral da Zona Sul e até a ponta da Praia de Itaipú em Niterói.



Seguindo nossa caminhada olha só quem nós encontramos?! Um bicho-preguiça lindo! Foi o meu  presente do dia. Eu amo ver as preguiças em seus movimentos lentos, tranquilos e seguros. Gente, elas são muito fofas. Muito lindas. Uma alegria ver esse espetáculo da natureza. 


As pernas podem até doer do esforço pela longa caminhada. mas as belezas constantes compensam cada passo.


Teve até um momento resgate. Retiramos a lagartixa da pista para não correr o risco de ser esmagada por uma roda de bicicleta, nem pisoteada por alguém que estivesse caminhando. A fofurinha foi devolvida para a mata. Espero que fique segura lá.


Mais um pouco e passamos em uma cachoeira de verdade. Essa fica na beira da estrada e está fechada para banho nessa fase de pandemia. Mesmo não podendo sentir o frescor da sua água, já é revigorante ouvir o barulho da queda. Afinal. é na queda que o rio ganha força e se torna cachoeira. 

Parque Nacional da Tijuca - Estrada Dona Castorina e suas belezas

Que sejamos todos rios e que transformemos nossas quedas em cachoeiras.


Esse é o 8º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


Esse post faz parte do projeto/desafio BEDA 2021:

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