segunda-feira, 1 de março de 2021

A Semana 07 de 2021 - Come-Mor-Ações

 

Semana de Carnaval e do meu aniversário. Apesar de, a princípio, ser uma semana festiva, com feriado e comemorações, na verdade foi mais uma semana em casa, no home office, evitando sair, fazendo o máximo para manter o isolamento e distanciamento social.

Ando com muita saudade e um cinema, mas entendo que ainda não é hora para mim de correr esse risco mesmo com as normas de segurança. Por outro lado tenho ficado feliz em receber alguns filmes para assistir na cabine virtual.  Assim, o feriado de Carnaval foi preenchido com alguns filmes assistidos. 

Assistir ao filme "Berlim Alexandreplaz", adaptação do clássico da literatura alemã. Já tem post no blog sobre o filme.

Sinopse: "Francis sobreviveu à sua fuga da África Ocidental. Quando ele acorda em uma praia no sul da Europa, ele está determinado a viver uma vida normal e decente de agora em diante. Mas ele acaba na Berlim atual, onde um apátrida sem permissão de trabalho é tratado tão impiedosamente. O imigrante inicialmente resiste a uma oferta de traficar drogas, mas depois fica sob a influência de Reinhold, seu amigo neurótico e viciado em sexo que o acolhe. Quando Francis conhece Eva, a dona do clube, e a prostituta Mieze, ele sente que encontrou algo que faz sentido pela primeira vez, algo que ele nunca conheceu antes: um pouco de felicidade - que é exatamente o que Reinhold o inveja e fará tudo para destruir. Esta é uma versão contemporânea da obra clássica Berlin Alexanderplatz e também trata da sociedade e dos forasteiros, do desejo e da farsa. Não diferente da versão de Fassbinder, o épico de Qurbani é uma viagem sombria pela "noite escura da alma" - não menos por conta de suas imagens autênticas e atmosféricas da cidade de Berlim. Destaque na programação da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.".


Fizemos um passeio de carro para ver a rua, a orla, o entardecer, contemplar as belezas da cidade e ter alguma sensação de liberdade.


Assisti também na cabine de imprensa virtual o documentário/ficção chileno "Nona: Se Me Molham, Eu os Queimo".

Sinopse: "Aos 66 anos, Nona decide finalmente se vingar de seu ex-amante e comete um atentado que a obriga a fugir para que não seja presa. Depois de finalmente se estabelecer em uma cidade costeira do Chile, um incêndio de grandes proporções obriga seus vizinhos a deixarem suas casas, mas estranhamente sua moradia é a única a não ser afetada.".


Mais um passeio de carro para ter um olhar turístico pela cidade. Fui ver Portão do Parque Guinle restaurado. Tá bem lindo, foi um trabalho e tanto de restauro. Segundo fotos anteriores as luminárias ficavam sobre os pilares de concreto e não sobre o portão de ferro.

As esfinges em mármore, montadas por anjos em bronze, que são réplicas de esculturas de Louis Lerambert existentes no Jardim de Versailles, nos arredores de Paris, estão belíssimas, luminosas. Todo o portão está luminoso.

Parque Guinle é um local cheio de memória afetiva pra mim. Passeei muito por lá com as minhas filhas quando eram pequenas.


Retomei as minhas aulas de pintura em um novo formato. A aula foi remodelada para termos mais segurança. O atelier agora é em um espaço aberto e bem ventilado e as aulas são individuais mantendo uma boa distância da professora. 


Na busca de esticar um pouco as pernas, colocar o corpo em movimento, estou buscando lugares diferentes, mais vazios, pouco conhecidos e abertos. Fui caminhar no Parque Estadual do Grajaú, um parque bem arborizado aqui do Rio e muito pouco conhecido e frequentado. O parque é simples, sem grandes atrativos, mas bem bonito. Foi um passeio bem agradável.


O meu aniversário foi em casa e recebi muitos presentes de amigas, equipe de trabalho e familiares. O interessante é o formato dos presentes. Só ganhei comidas! E adorei, é claro. 


Outro filme assistido na cabine de imprensa virtual foi a comédia brasileira "Um Tio Quase Perfeito 2" que já tem post no blog.

SINOPSE: "Tio Tony (Marcus Majella) reina soberano no coração dos sobrinhos, Patricia (Julia Svacinna), Valentina (Sofia Barros) e João (João Barreto). Ele parece ter se regenerado da vida de trambiqueiro e vive em perfeita harmonia com a família até a chegada de Beto (Danton Mello), que rouba o coração da irmã, Ângela (Letícia Isnard), e, de quebra, encanta os pequenos. Com ciúmes desse intruso e inconformado, Tony entra numa disputa com Beto e vai armar planos mirabolantes envolvendo os sobrinhos para tentar provar que o futuro cunhado não vale nada.".


Foi uma semana de festejos e comemorações sem encontros, sem abraços, mas de qualquer forma foi com muito carinho e cuidado. Cuidado com nós mesmos e com quem amamos. Cuidados para nos livrarmos dessa pandemia. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Filme "Mais que Especiais"

 

Estreou nessa semana nos cinemas o filme "Mais Que Especiais" que eu tive a oportunidade de assistir na cabine de imprensa virtual.  Só pela dupla de atores o filme já valeria a pena. Eu nem precisaria ler a sinopse para querer assistir ao filme, mas a história real contada faz a gente a creditar que um mundo melhor é possível. 


Filme "Mais que Especiais"

"Mais que Especiais", filme que encerrou o Festival de Cannes de 2019, traz a história de duas associações, uma dirigida por um muçulmano e a outra por um judeu, que cuidam de pessoas marginalizadas, como aquelas com autismo severo que foram rejeitadas pelo sistema francês e aquelas outras que precisam ser inseridas profissionalmente na sociedade. 

Bruno (Vincent Cassel), personagem inspirado em Stephane Benhamou, é o judeu que dirige um abrigo não oficial para pessoas com autismo severo, a maioria jovens que seus pais têm dificuldade em cuidar porque seu comportamento é frequentemente violento e imprevisível, e que foram rejeitados nas instituições oficiais. O amigo de Malik (Kateb), a contraparte fictícia de Daoud Tatou, é o mulçumano que dirige a associação que trabalha com educação e (re) inserção profissional para jovens de origens adversas.

Assim os dois amigos se unem: Malik treina, orienta, e insere os seus jovens no mercado de trabalho levando-os para serem os cuidadores dos abrigados por Bruno. Foi o caso quando Malik levou o quase adulto Dylan (Bryan Mialoundama)  para cuidar do pré-adolescente Valentin (Marco Locatelli), cujos ataques podem ser tão fortes que ele tem que usar um capacete de proteção para impedi-lo de ferir-se.

O filme mostra que quando queremos fazer o bem, mudar um cenário no qual não nos conformamos, o caminho pode ser, e é, muito difícil e cheio de obstáculos, mas é também muito recompensador. É o caso de Bruno e Malik, dois homens dedicados às suas respectivas causas. Bruno e Malik abrem mão de muita coisa em suas vidas pessoais em prol das suas convicções de que podem fazer a diferença para pessoas esquecidas pela sociedade e pelo governo. A amizade e o desejo da dupla de fazer o bem é muito mais forte do que suas diferentes origens religiosas.

"Mais que Especiais" é um drama de questão social com temática dolorida, mas contado com toques comédia leve, como quando os encontros às cegas de Bruno são interrompidos pelo trabalho, e muita sensibilidade, como a cena com os cavalos. Isso faz o filme fluir de forma leve e traz um envolvimento com a trama mais emocional do que de revolta, como o fato de a associação de Bruno estar sendo investigada e ameaçada de ser fechada porque ela existe fora das regras gerais estabelecidas pela lei francesa. Enfim, o filme traz uma mensagem muito séria sobre o acesso a cuidados em um país supostamente igualitário como a França e nos faz pensar nas mesmas dificuldades existentes aqui no nosso país. 

Sinopse: "A história de dois homens que dedicam suas vidas a crianças e adolescentes com autismo há vinte anos. Sendo os responsáveis por duas organizações sem fins lucrativos, eles têm a função de ensinar a jovens vindos de locais carentes, que foram recusados por outras instituições, a serem cuidadores de casos extremos. A grandes parceria e entre os dois amigos e sua dedicação mostram uma realidade emocionante e fora dos padrões tradicionais.".




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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Barrinha de Cereal caseira e vegana

 

Conforme prometido em post anterior, naquele que conto da semana 06 de 2021, vim postar a receita da barrinha de cereais que fizemos e que ficou deliciosa.

Barrinha de Cereal caseira e vegana




O que utilizamos:

- 1 xícara de frutas secas sem sementes (ameixa, tâmaras, damasco, cramberry, uvas passas);
- 5 colheres de sopa de melado (pode ser mel);
- 1/2 xícara de amêndoas em pedaços;
- 1/2 xícara de sementes de girassol;
- 1 colher de sopa de chia;
- 1 xícara de aveia em grãos;
- 1 punhado de uva passa;
- 1 colher de chá de canela;

Como fizemos:

Trituramos as frutas secas no mixer até formar uma pasta. Juntamos o melado misturando bem. Em outro recipiente misturamos as sementes, amêndoas e aveias. 
Aos poucos fomos acrescentando a mistura de sementes a massa de frutas secas e misturando sem perder a liga. No nosso caso sobrou um pouco da mistura de sementes que guardamos para usar no iogurte.
Forramos uma forma retangular com papel manteiga e espalhamos a mistura, prensando com uma colher para ficar lisa e uniforme. 



Levamos ao forno pré-aquecido a 160 graus até dourar (aproximadamente 20 minutos). Retiramos do forno, deixamos esfriar um pouco e levamos ao congelador por 15 minutos. Depois foi só cortar as barrinhas e nos esbaldarmos.




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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Filme - Comédia Nacional "Um Tio Quase Perfeito 2"



"Um Tio Quase Perfeito 2", comédia nacional, estreou nas plataformas digitais no dia 18 de fevereiro e eu tive a oportunidade de assistir previamente na cabine de imprensa digital.


Comédia Nacional "Um Tio Quase Perfeito 2"


Assim como no primeiro filme "Um Tio Quase Perfeito", de 2016, a trama segue bem no estilo sessão da tarde. Aquele filme leve, divertido, indicado para todas as idades (se bem que as crianças irão se identificar mais) e bom de assistir em família.

Dessa vez Tio Tony (Marcus Majella), o tio quase perfeito que toda criança sonha ter (e toda mãe também deseja um tio desses para seus filhos. Qual mãe não quer um tio ou tia que dê aquela ajudinha básica ficando com as crianças pra ela sair?), deixou a vida de trambiques que levava no primeiro filme. Tio Tony trabalha em uma escola e é adorado pelas crianças, é claro. 

Comédia Nacional "Um Tio Quase Perfeito 2"
Fonte: divulgação


Tudo corre perfeitamente na vida de Tio Tony: sucesso e reconhecimento no trabalho; trabalha com crianças como ele gosta, na escola que seus sobrinhos estudam; mora com sua mãe Cecília (Ana Lúcia Torre) ao lado de sua irmã Ângela (Letícia Isnard) o que permite estar sempre presente na vida de seus amados sobrinhos Patricia (Julia Svacinna), Valentina (Sofia Barros) e João (João Barreto). Harmonia total em família.

Tudo perfeito até que Cecília apresenta seu namorado Beto (Danton Mello). Alguém aparentemente mais perfeito do que Tony. Beto é politicamente correto, bonito, agradável, simpático, e como se não bastasse, encanta o trio de sobrinhos de Tony. 

Comédia Nacional "Um Tio Quase Perfeito 2"
Fonte: divulgação


Pronto, Beto atingiu todos os quesitos para conquistar Ângela e os demais membros da família. Incluindo a mãe Cecília. Até ela se mostra encantada com o nove membro da família. Mas Tony, sentindo seu reinado ameaçado, não cai nessa conversa de bom moço de Beto. 

Beto então resolve correr atrás do prejuízo e provar que Beto não é isso tudo que aparenta. Para isso convoca seus sobrinhos para se aliarem na descoberta das reais intenções do pretendente a novo integrante da família. A batalha é então iniciada! Tio Tony idealiza planos nem sempre perfeitos, mas sempre divertidos. Executa operações mais trapalhadas do que fantásticas. Envolve as crianças e os amigos do trabalho em seus planos furados. 

Comédia Nacional "Um Tio Quase Perfeito 2"
Fonte: divulgação


Será que Beto é realmente um bom partido para entrar na família? Será que Tio Tony vai perder o seu papel de "Tio Quase Perfeito" preferido das crianças?

O filme é fofo, o elenco é afinado, o cenário da cidade do Rio é encantador, a vovó Cecília é toda estilosa (fiquei desejando os óculos dela), traz a temática da questão das estruturas familiares atuais em que membros são agregados, e fala de amor em família: família é família e por mais que seja difícil o convívio diário, o amor sempre será o elo mais forte.



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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Filme "Berlim Alexanderplatz"

Estreou hoje nos cinemas mais uma adaptação do clássico da literatura alemã, "Berlim Alexandreplaz que eu tive a oportunidade de conferir na cabine virtual,

Filme "Berlim Alexanderplatz"


No romance original, escrito por Alfred Döblin, o protagonista é um ex presidiário que acabou de  cumprir pena por assassinato e se vê livre para recomeçar a vida como um homem bom. Porém, o cenário de uma Alemanha enfraquecida pós Primeira Guerra Mundial, com poucas oportunidades para quem busca se reerguer, torna mais difícil a trajetória de Franz.

Essa nova versão, com três horas de duração, apresenta um cenário mais atual da Alemanha. Traz um refugiado da Guiné-Bissau como protagonista, Franz. Na verdade Francis. Após fugir da África Ocidental, o homem cheio de sonhos de uma vida próspera se estabelece em Berlim, uma cidade, a princípio, próspera, sendo das mais estáveis da Europa e com oportunidades de sobra. 

Mas as oportunidades não são as mesmas para quem chega sem passaporte, sem visto de trabalho, sem cidadania alemã. Diante dessas condições o cenário é outro, as portas estão fechadas, as oportunidades de trabalho são exploradoras e desumanas. O sonho de uma vida decente parece distante e praticamente impossível. E tem pessoas que sabem muito bem disso. E sabem como explorar quem chega desamparado, fragilizado pelo passado, mas com força para um futuro. 

É assim que Francis em um momento em que se agarra ao último fio de esperança de uma vida digna acaba se envolvendo com acaba se envolvendo com Reinhold, um traficante desiquilibrado e manipulador. O misto de inocência com desejo de ser reconhecido e respeitado como cidadão alemão faz Francis acreditar e se deixar levar e se perder do seu objetivo inicial. Afinal tem como ser um homem bom e deixar de ser visto como um refugiado? Ou teria que escolher entre um ou outro caminho?

Na caminhada de Francis, acaba sendo rebatizado como Franz, e encontra figuras importantes na sua trajetória, como Mieze, uma prostituta pela qual se apaixona; Eva também de origem africana e dona de um clube.

O longa é um drama forte, não muito fácil de assistir. Trata de assuntos pesados como a questão dos refugiados na Europa, prostituição, escolhas ou falta de escolhas, manipulação, psicopatia, drogas. Mas ao mesmo tempo prende o expectador. Causa uma certa tensão e cria a expectativa sobre os próximos passos dos personagens. Será que Franz-Francis vai abrir os olhos e enxergar quem realmente é Reinhold? Será que Franz-Francis vai encontrar o seu caminho original e  ser o homem bom que ele quer ser?


Sinopse: "Francis sobreviveu à sua fuga da África Ocidental. Quando ele acorda em uma praia no sul da Europa, ele está determinado a viver uma vida normal e decente de agora em diante. Mas ele acaba na Berlim atual, onde um apátrida sem permissão de trabalho é tratado tão impiedosamente. O imigrante inicialmente resiste a uma oferta de traficar drogas, mas depois fica sob a influência de Reinhold, seu amigo neurótico e viciado em sexo que o acolhe. Quando Francis conhece Eva, a dona do clube, e a prostituta Mieze, ele sente que encontrou algo que faz sentido pela primeira vez, algo que ele nunca conheceu antes: um pouco de felicidade - que é exatamente o que Reinhold o inveja e fará tudo para destruir. Esta é uma versão contemporânea da obra clássica Berlin Alexanderplatz e também trata da sociedade e dos forasteiros, do desejo e da farsa. Não diferente da versão de Fassbinder, o épico de Qurbani é uma viagem sombria pela "noite escura da alma" - não menos por conta de suas imagens autênticas e atmosféricas da cidade de Berlim. Destaque na programação da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.".




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domingo, 14 de fevereiro de 2021

A Semana 06 de 2021 - Calmaria

 

Nesse período de isolamento-distanciamento social que está às vésperas de completar um ano eu aprendia a gostar dos dias chuvosos. São dias que despertam o desejo de aconchego, de recolhimento, de ficar em casa. A vontade de fazer algo lá fora e a sensação de que a vida está passando e eu estou assistindo da janela diminuem. 


Nessa semana tivemos dias chuvosos que me despertaram a vontade de cozinhar. Fizemos, eu e a minha filha mais nova, barrinhas de cereais veganas. Foi um momento bem divertido e de cumplicidade na cozinha. Aquela comidinha que fazemos não apenas por obrigação de alimentar o corpo, mas aquela comidinha fazemos por vontade, por desejo, para alegrar. Vou postar a receita no blog. Essa barrinha de cereal merece um post.


Fiz um antepasto de pimentões coloridos que ficou lindo e saboroso. Esse já tem post no blog: Antepasto de Pimentões Coloridos.


A saudade de ir ao cinema bate forte, mas eu acho que é muito risco por mais que tenha os protocolos de segurança. Mesmo com poucos lançamentos acontecendo nas salas disponíveis, tenho recebido algumas cabines de imprensa virtuais. Isso deu uma acalmada na saudade dos cinemas. 

Assisti ao drama "Minha Irmã', representante da Suíça para concorrer ao Oscar 2021, que estreou na semana no circuito. Um filme denso, mas que eu goste bastante da oportunidade de vê-lo. 



Outra cabine que rolou nessa semana foi a comédia francesa "Notre Dame" que também estreou na semana no circuito. Já tem post no blog. 

A única saída de casa nessa semana foi para levar a filha em uma consulta médica. Aproveitei para da uma caminhada em um quarteirão do Leblon. Nossa, bateu nostalgia. O Baixo Leblon foi um local que frequentei bastante em épocas de faculdade. 


Li um livro muito fofo, "O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo". Já tem post no blog. 


Não tomei banho de chuva para lavar a alma, mas senti a calmaria dos dias chuvosos.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Livro "O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo" - páginas de gentileza

 

Eu vi algumas citações ao livro "O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo" no instagram. O pouco que eu vi foi o suficiente para aguçar a minha curiosidade a respeito do livro que no final de 2019 foi escolhido um dos livros do ano pela Waterstones despontando como “melhor sugestão de livro para presente de natal”. Porém, até então só tinha visto essas referências, fotos ou citações para o título em inglês "The Boy, the Mole, the Fox and the Horse".



Nessa semana eu me deparei com um exemplar em português (descobri agora que a versão traduzida chegou ao Brasil em maio de 2020). Não resisti. Mesmo já tendo visto praticamente todas as páginas no Instagram do autor Charlie Mackesy eu quis ter um exemplar. Quis lê-lo em português.

A capa é linda e o livro é todo manuscrito. 


Charlie Mackesy é ilustrador e cartunista inglês,  com trabalhos exibidos em galerias de Londres e Nova York. Por isso não é de se estranhar que o livro seja composto principalmente por imagens.


Foi após a perda de um grande amigo que ele começou a compartilhar os desenhos com frases curtas em seu perfil no Instagram de forma totalmente despretensiosa. 

As frases que acompanham as ilustrações, segundo o autor, derivam de conversas suas com amigos sobre o que a vida realmente significa. 


É um livro lindo, delicado, sigelo que fala de amor próprio, amizade, gentileza, compaixão. 


Na introdução do livro o autor diz que espera que o livro "inspire a viver corajosamente, com mis gentileza em relação a si mesmo e aos outros. E que incentive a pedir ajuda quando necessário.".


Com uma história bem simples, é um livro que toca a alma. Um belo presente para pessoas de todas as idades. São páginas de gentileza.






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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Antepasto de Pimentões Coloridos

 

Pimentão costuma ser o tipo de vegetal que passa despercebido aqui em casa. Não sei explicar bem os motivos, mas é aquele que sempre fica esquecido na lista de compras. Mesmo sabendo da riqueza de sabor e dos benefícios que ele oferece, raramente nos lembramos dele. 

Mas quando eu vi essa variedades de cores em uma barraquinha de rua eu me encantei. Não tinha como não parar ali e ficar admirando a beleza.


Resolvi trazê-los para casa sem saber exatamente como os usaria. Faria uma quina de pimentões recheados? Colocaria em um prato de folhas verdes cortados como se fossem flores? Ficaria uma salada bem bonita! 

Depois de alguns dias sobre a mesa da cozinha, fazendo parte da decoração, eu resolvi: faria um antepasto de pimentões coloridos. 

O que utilizei:

- 5 pimentões cortados em tiras finas (não usei os pimentões completamente, deixei sobrar um pedaço)
- 1 cebola cortada em fatias finas
- 4 dentes de alho picados
- 4 colheres de sopa de azeite
- 1/2 xícara de azeitonas verdes em fatias
- Sal a gosto
- Pimenta do reino a gosto
- Páprica a gosto
- 1 colher de sopa de vinagre



Como fiz:

Em uma frigideira alta refoguei a cebola fatiada com o azeite e deixei dourar levemente. Adicionei o alho e deixei mais um pouco. Acrescentei os pimentões, misturei bem para apurar o sabor da cebola e do alho. Temperei com sal, pimenta e páprica e deixei no fogo baixo, mexendo de vem em quando, até os pimentões estarem cozidos.


Desliguei o fogo, acrescentei as azeitonas e o vinagre. Servi em fatias de baguete de grãos com cúrcuma. Ficou delicioso!


Uma receita que faz sucesso aqui no blog e que está sempre entre os posts mais lidos é a Caponata de Berinjela.


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Filme "Notre Dame" - Comédia Francesa


A comédia "Notre Dame" foi apresentada no Festival Varilux de Cinema Francês de 2020. Eu que costumo ser a louca do Festival Varilux, aquela que assiste a todos os filmes, que já chegou a ver três sessões em um mesmo dia, não fui nesse ano. Como não assisti nenhum filminho do festival? Por motivos de pandemia e eu ainda não estar indo a cinemas, apesar da saudade louca de ficar frente a frente com a telona, com um saco de pipoca no colo. 

Como "Notre Dame" estreia dia 11 de fevereiro no cinema, rolou uma cabine de imprensa virtual e eu pude assistir e dar umas boas risadas com Moud e seu aparente jeito atrapalhado. 




A comédia fala de Moud Maud Crayon (vivida pela própria Valérie Donzelli) uma arquiteta, recém-divorciada, mãe de dois filhos, que mora em Paris e vive correndo pra cima e para baixo para dar conta de tudo. Nós mulheres, em todas as partes do mundo, conhecemos bem essa história, né?




Moud é uma mulher jovem e inteligente, porém vive meio acuada e com medo de tomar decisões. A sensação que dá é que ela vive tão atribulada e sobrecarregada que não tem muito tempo para pensar nas suas opções, refletir sobre suas escolhas e olhar para si e para o que realmente deseja.

Com isso ela deixa a vida ir levando e vai aceitando com certo conformismo as situações. Separou-se de Martial (Thomas Scimeca) que inclusive já engatou outro relacionamento, mas chega regularmente no apartamento de Moud como se ainda fosse a dele. Inclusive dorme com Moud simplesmente porque não gosta de dormir no sofá e até tem relações com ela simplesmente porque estão na mesma cama. Aceita as condições precárias de trabalho em um escritório de arquitetura e os abusos do chefe Fred (Samir Guesmi). E tudo isso sob o olhar reprovador de sua irmã Coco (Virginie Ledoyen).

A vida de Moud começa a mudar quando por acaso (contada de maneira fantasiosa) a arquiteta ganha um concurso para a reurbanização para do entrono do tradicional ponto turístico de Paris, nada mais nada menos, a Notre-Dame. 

No mesmo ritmo de "deixa a vida me levar", Moud aceita o prêmio e encara o projeto mais pelo medo de dizer não do que por realmente querer o desafio. 


Nesse momento de vida, Moud  reencontra Bacchus (Pierre Deladonchamps) um jovem namorado, que se tornou jornalista responsável pela divulgação do projeto na imprensa, e se descobre grávida do ex-marido. O que fazer com essa situação? Deixar rolar e ver no que vai dar. 

Quando o projeto se inicia os parisienses tradicionais não gostam da proposta moderna do projeto de Moud. É encarando todos os percalços, problemas e complicações do que seria um sonho de projeto que Moud começa a se perceber e acreditar em si mesma. Passa a se ouvir, a aprender a dizer não e tomar a rédea de sua vida.

O filme tem o politicamente incorreto típico das comédias francesas, crítica política a situação de moradia francesa, cenas lindas explorando os cenário de Paris, fala de organização familiar e paternidade, e tem tudo o que pode virar a vida de uma mulher de cabeça para baixo: dramas, dúvidas, encontros românticos, filhos, gravidez não planejada, trabalho. Mostra que o medo da mudança existe, é real, e que encarar é melhor do que deixar rolar. 

Sinopse: "Maud Crayon, arquiteta e mãe de duas crianças, conquista – graças a um mal-entendido – o grande concurso promovido pela prefeitura de Paris para reformar o pátio diante da catedral de Notre-Dame... Às voltas com essa nova responsabilidade, ela se vê em meio a uma tempestade ao ter de lidar ao mesmo tempo com um antigo amor da juventude que reaparece de repente e com o pai de seus filhos, a quem não chega a abandonar completamente."


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Filme "Minha Irmã" - drama representante da Suíça para concorrer ao Oscar 2021


Assisti pela cabine de imprensa virtual ao filme "Minha Irmã", o drama representante da Suíça para concorrer ao Oscar 2021.




"Minha Irmã" conta a história de Lisa (Nina Hoss) uma dramaturga com grande potencial que deixou Berlim, suas próprias ambições profissionais, sua mãe e o irmão gêmeo Sven (Lars Eidinger). Lisa mudou para a Suíça com o marido e os dois filhos. Essa seria uma escolha temporária para acompanhar o marido que teve uma ótima oportunidade de emprego.

Sven (Lars Eidinger), irmão gêmeo de Lisa, que nasceu apenas quatro minutos antes, sempre dividiu a vida e a paixão pela arte com a irmã. A afinidade e cumplicidade entre os dois é muito forte. Sven, ator consagrado no teatro de Berlim, foi diagnosticado com uma leucemia grave. 

A notícia da doença abala as estruturas dos dois. Lisa como irmã gêmea é a grande esperança de salvação de Sven. Mas parece que a afinidade emocional dos dois não reflete na mesma afinidade e DNAs. O transplante não dá tão certo quanto o esperado e Sven passa pelas consequências e reflexos do tratamento invasivo e doloroso. 

Nesse momento Lisa retornou à Berlim para a cirurgia do irmão e precisa retomar sua vida e família na Suíça. Porém a mãe não tem estrutura psicológica nem emocional para cuidar de Sven. As cenas da mãe recepcionando o filho após o retorno do hospital nos faz pensar como uma mãe pode agir assim. Mas a doença, ver quem a gente ama definhando, se sentir incapaz pode aflorar emoções contraditórias. 

Lisa, irmã dedicada e amorosa, resolve então levar Sven com ela para a Suíça. Nesse contexto de ter que buscar forças para lidar com a doença do irmão que ela tanto amo, a iminência da perda, faz Lisa rever seus valores, avaliar toda sua situação familiar e profissional. 

Um drama intenso, que faz o telespectador sentir aquela relação, a força de uma união que vem desde o útero e a dor de não saber viver sem aquela parte. 

Apesar da intensidade da história, o filme não é totalmente tenso. Tem um equilíbrio entre cenas fortes e momentos de calmaria. Enfim, um filme sensível que fala de família, de amor, de perda, de escolhas., e com interpretações arrasadoras. 

"Minha Irmã" (My Little Sister | Schwesterlein) estreou nos cinemas em 28 de janeiro e chegará nas plataformas digitais em 11 de fevereiro. 

Sinopse: Lisa desistiu de suas ambições como dramaturga em Berlim e se mudou para a Suíça com os filhos e o marido, que dirige uma escola internacional lá. Quando seu irmão gêmeo Sven, um ator que é estrela do teatro em Berlim, adoece com leucemia, Lisa retorna à capital alemã. DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO DA 44ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO




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domingo, 7 de fevereiro de 2021

A Semana 05 de 2021 - Compromisso se torna lazer

 


Essa primeira semana de fevereiro foi bem caseira. Bem focada em trabalho e casa. As saída foram apenas as necessárias, como ir à consultas médicas e ter que passar no escritório. Ainda foi uma semana bem intensa de trabalho. O jeito foi aproveitar qualquer brecha para relaxar. 


Assisti ao filme "O Tigre Branco" e gostei muito. Aquele tipo de filme que impacta. Fiz o post sobre o longa indiano aqui no blog. 

Sinopse: "Baseado no best-seller do New York Times, O Tigre Branco conta a história de um ambicioso motorista indiano que usa toda a sua astúcia e sagacidade para escapar da pobreza e se libertar de sua vida de servidão a patrões ricos.".



Depois de praticamente um ano sem ir em médicos, sem fazer os exames de rotina, chegamos no nosso limite. 
Precisei levar as minhas filhas em um consulta médica, nada de mais, mas necessário. Aproveitei para apreciar a vista da Cidade Maravilhosa.


No outro dia foi a minha vez de ir em uma consulta médica. Também nada de mais, porém necessário. Mais uma vez aproveitei para admirar as belezas da cidade. 


Me permiti um intervalo no meio de um rotina tensa e intensa de trabalho e assisti ao curta "Shala". Indicação que vi no blog "Mata Hari", da Pedrita. Um curta emocionante, com uma história que fala de preconceitos. 

Eu não tinha o hábito de assistir a curtas, somente via aqueles que faziam a abertura dos filmes, mas mesmo assim nunca me interessei muito. Mas agora eu descobri os curtas e estou gostando muito. São histórias completas que passam mensagens em curto tempo. Tem sido ótimo para desviar a atenção ao longo do dia, ter um entretenimento breve, relaxar em pouco tempo. Tipo uma pausa para o cafezinho. 

Sinopse: "Shala conta a história de Pedro um garoto que vive em um orfanato na Amazônia. Entre outros preconceitos, o cruel desinteresse de ser adotado devido a sua faixa-etária. O garoto passa a criar situações diversas para chamar atenção de possíveis pais adotivos. Paralelo a essa busca Pedro passa a cultivar uma amizade profunda com seu único brinquedo; a boneca Shala.".

Fica o link do filme no Youtube: Shala


Em outra saída rápida para fazer um exame aproveitei para ver o mar. Como era bem cedo a praia estava bem vazia. 


Parei alguns instantes para sentir o cheiro da maresia através da máscara, o vento nos cabelos e o sol da manhã na pele. 


Tive que ir ao escritório pegar um item que estava precisando. Foi a segunda ida breve ao escritório em praticamente um ano de home office. Vou contar que senti saudades de calor e do movimento do Centro do Rio. 


Também por indicação da Pedrita, no blog "Mata Hari", assisti a comédia francesa "Que Família é Essa?". Eu sou suspeita porque adoro as comédias francesas. Essa fala das famílias modernas e da relações descartáveis. Casamentos que duram pouco, mas com tempo suficiente para gerar filhos. E essas famílias vão se agregando. 

Por causa disso a estrutura familiar de Bastien, um menino de 13 anos, é bem louca. Bastien tem nada mais nada menos do que seis meio irmãos. Além disso, ele tem quatro pais e quatro mães. Uma família grande assim pode ser muito divertida, mas tem também seus problemas.

Sempre que algum adulto tem um compromisso ou algum contratempo, as crianças são enviadas para outra casa. É um tal de um dia em uma casa, outro dia em outra. Parte das roupas em lugar, parte do material escolar em outro. Muitas tarefas para fazer, muitos endereços para conciliar. Tudo isso fica muito complicado para os seis. Por isso, eles decidem mudar as regras. Os irmãos se unem, mudam para uma casa só deles e agora quem vai ficar no troca-troca de casas são os pais. Eles terão até uma escala para quem visita os filhos e quando. Será que isso vai dar certo?

O filme está disponível para assinantes do Telecine Play.


Olhando para trás, vendo as fotos das vistas, parece que foi uma semana cheia de passeios, quando na verdade foi cheia de compromissos. Mas esses compromissos foram brechas e oportunidades para ver beleza. Em tempos de pandemia qualquer compromisso se torna lazer

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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