sábado, 13 de junho de 2015

Festa 10 anos da Sofia


A festa de 10 anos da Sofia foi bem parecida com a do ano passado que eu contei no post "Festa Sofia - 9 anos".



Ela definiu o escopo da festa: seria no play, sem tema e sem recreação. Queria que fosse em uma sexta-feira para as crianças virem direto da escola e almoçarem aqui. Depois iriam para a piscina. Durante a tarde brincariam no play com bola, bambolê, corda, elástico e frescobol. Neste período teria um lanche e cascata de chocolate. No final da tarde, após o trabalho, os adultos chegariam e teria o parabéns. Ou seja, quase uma rave. Uma festa para durar umas oito horas, pelo menos. E eu resolvi encarar o desafio.

A Sofia fez a lista com 28 amigos. Como eu não teria condições de buscar todas na escola, dar almoço e controlar essa criançada toda na piscina, resolvemos fazer em etapas: oito seria o limite de crianças para a etapa almoço-piscina. Os demais chegariam à tarde. E duas poderiam dormir aqui. 
Com esse combinado, a Sofia fez os convites com três textos diferentes e ela mesma entregou.

Daí partimos para o cardápio também escolhido por ela.


Com base no cardápio definido chegamos à lista de compras que ela ajudou a fazer.

Para a decoração o importante era ter a faixa de feliz aniversário, bolas e vela. Não teria tema, nem cor específica. Apenas tudo bem colorido. Com isso em mente partimos para as comprinhas na SAARA. E aproveitamos o passeio para entrar na charmosa Igreja Nossa Senhora dos Terços e Senhor dos Passos, observar a arquitetura do Rio Antigo e comer um pastel de queijo com laranjada na Pastelaria Chic's, que fica na Rua dos Andradas e é considerada a melhor laranjada do Rio.


Tudo planejado e compras feitas, foi hora de iniciar os preparativos culinários lembrando sempre que a festa começaria às 12h30. Começamos priorizando o almoço, depois a mesa do bolo e depois o lanche. O almoço e a mesa do bolo deveriam estar prontos quando a primeira leva da galerinha chegasse.

A Sofia fez a mousse de maracujá, o pavê, os brigadeiros e ajudou no bolo.


Ela não pôde ajudar na decoração, porque as mesas não chegaram na tarde de quinta-feira conforme planejado. Então fiz a decoração e arrumação do salão na sexta pela manhã. E claro que contei com ajuda! A Rose, a Marli e a Márcia, madrinha da Sofia, me ajudaram a encher as bolas 




e cuidar dos detalhes da decoração.


Para colorir e dar brilho à mesa do bolo eu enfeitei com molas e copos coloridos. Enchi os copos de cores neon com chocolates confeitados bem coloridos, coloquei pulseiras que piscam, gelo também piscante e palitos de drinks com frutinhas nas pontas.


Os brigadeiros foram colocados em copinhos coloridos e assim já fizeram parte da decoração da mesa. Arrumei baleiros com chocolates confeitados, marshmallow colorido e balas Fini. Enfeitei os baleiros com as pulseiras piscantes (elas mudam de cor e isso deu brilho e colorido à mesa).


Os copinhos com mousse de maracujá também tiveram o seu papel na decoração da mesa com colheres coloridas e alguns enfeites.


As molas presas com fita crepe deram um toque especial.


E assim ficou a mesa do bolo com a mesa do almoço ao fundo.


O colorido também fez parte da mesa do almoço. 


E o toque cor e brilho ficou por conta dos copos, com as pulseiras piscantes e canudos coloridos. Coloquei os copinhos de mousse para dar mais charme.


E a turminha aprovou o cardápio e a decoração.



Para facilitar, e como eles já são grandes, já têm 10 anos ou mais, as bebidas ficaram dispostas para se servirem à vontade. Os copos e canudos coloridos também deram pinta por ali.


Depois do almoço, enquanto elas brincavam na piscina e no play, 


foi a hora para transformar a mesa do almoço em espaço para o lanche e para a cascata de chocolate. Três adultos ficaram ajudando na tarefa de olhar as meninas e tirar fotos, é claro. E eu e mais uma rearrumamos o salão.

O lanche também ficou disponível para eles se servirem e a gente ia repondo sempre que necessário.


As pipocas foram servidas em copos coloridos, os mesmos das bebidas.


E esses espetos coloridos deram um charme ao sanduíche.


Mas a sensação foi mesmo a cascata de chocolate.


A ideia era fazer duas mesas com cascatas, mas a outra máquina que seria emprestada não chegou a tempo. Então a turma teve que se virar!


E deu tudo certo.


A turminha brincou pra valer! Deixamos disponível no play, além do espaço sem mesas, nove bolas variadas (futebol, futebol de salão, vôlei e basquete), três bambolês, um frescobol, cordas e elásticos. Foi mais do que suficiente para eles inventarem as brincadeiras e se divertirem muito.


Muito bom ver esses sorrisos!


A Sofia não quis fazer brinde para as crianças. A ideia dela foi fazer fotos malucas com a Instax e cada uma levaria a sua foto como lembrança da festa.


As crianças adoraram a diversão de se fantasiar e preparar o próprio brinde.


No final da tarde os adultos, amigos e família, começaram a chegar. Conversa boa, risadas, cervejinha...


O parabéns foi animado.


Depois de comerem bolo e brigadeiros, as crianças retornaram para as brincadeiras. Os pais começaram a chegar para buscá-las e ninguém queria ir embora. Não teve jeito, esses pais tiverem que se juntar a nós, tomar uma cervejinha, comer um cachorro-quente e dar mais um tempo pra criançada.

Foi uma festa simples no cardápio, simples na decoração, simples nas brincadeiras, mas muito, muito divertida mesmo. Foram dez horas (dá pra acreditar?) de muita alegria.

E o melhor foi ver a minha filha feliz, os amigos comentando que a festa foi ótima e que vão querer uma igual, e entregar aos pais as crianças imundas, suadas, com bochechas rosadas, sorriso no rosto e querendo ficar mais. 

Após a "saga" que eu contei no Facebook, deu tudo certo e a festa aconteceu exatamente como a Sofia sonhou. O importante é planejar e não estressar. Afinal, festa é para divertir.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Trilha Ecológica do Morro da Babilônia


O Rio é uma cidade linda, eu não me canso de falar, e cheia de lugares incríveis com vistas maravilhosas para conhecermos.

Eu aproveitei uma das minhas caminhadas matinais para conhecer a Trilha Ecológica do Morro da Babilônia. O local é fantástico e, apesar de estar localizado entre dois dos mais famosos pontos turísticos do Rio de Janeiro, a praia de Copacabana e o Pão de Açúcar, é pouco conhecida dos cariocas. Quando eu contei para algumas pessoas que fiz esse passeio, ninguém conhecia. E uma ainda me perguntou: "é o morro da novela? Mas ele existe na vida real?" Sim, é o morro da novela de mesmo nome. Sim, ele existe e oferece vistas belíssimas dos bairros de Copacabana, Botafogo e Urca. O visual também inclui o Pão de Açúcar com alcance até Niterói e a Baía de Guanabara se estendendo até a Serra dos Órgãos.



Além do visual, quem faz o passeio pelo Morro da Babilônia pode desfrutar de um turismo ecológico com histórias interessantes sobre o reflorestamento feito na área, conhecer um pouco da história da 2ª Guerra Mundial, quando o Brasil foi ameaçado por ataques de submarinos nazistas, e entrar em contato com a cultura e história das comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira.

Iniciamos a nossa aventura pela Ladeira Ary Barroso, no Leme. Já na subida começamos a perceber as manifestações culturais do local com muros painéis de mosaicos, 



postes coloridos, grafites, o vai e vem dos mototáxis e já dá para perceber um pouco do estilo de vida de uma comunidade.


Subimos a ladeira até a cabine da UPP, que foi instalada no morro em 2008 trazendo segurança e mudando o cenário da comunidade. Ali em frente fica a escada para chegar à Associação dos Moradores, onde tem a CoopBabilônia, cooperativa responsável pelo reflorestamento da área e que oferece guias para acompanhar o passeio. Para chegar à cooperativa passamos pela Escolinha da Tia Percilia e fiquei muito feliz com o que vi. Uma escola de apoio que as crianças frequentam após o turno de aula na escola pública. As instalações são limpas, arejadas, tudo muito bem conservado e as carteiras novinhas. A escola que é adotada por uma ONG Suíça é um ótimo exemplo de que quando se tem vontade, se faz!

Morro da Babilônia

Encontramos o nosso guia Gato Seco que nos conduziu pela comunidade e pela trilha, contando as histórias locais e explicando como foi o processo de reflorestamento.

Morro da Babilônia

Para chegarmos ao início da trilha subimos por escadas e vielas da comunidade da Babilônia, uma comunidade carente de recursos, mas rica em criatividade (na foto abaixo, tem uma horta no muro feita garrafas pet),


em calor humano (todos os moradores se cumprimentam, conversam, acenam, trocam sorrisos) e é rica em belezas naturais.

Morro da Babilônia

Ainda dentro da comunidade chegamos ao Mirante do Leme


e nos deparamos com esse visual deslumbrante do Cristo Redentor


e da Praia de Copacabana com o Forte Copacabana e a Praia de Ipanema ao fundo.

Mirante do Leme no Morro da Babilônia

É no Mirante do Leme que fica o bar Estrelas da Babilônia, um point bem badalado com festas e vários eventos culturais. No próximo final de semana (13-14/06/2015) vai rolar o Festival Varilux de Cinema francês e a criançada local vai poder ver o filme: "Astérix e o Domínio dos Deuses".

No topo da comunidade, já na área de proteção ecológica, está esta casa que é um exemplar de como eram as moradias do morro na época da ocupação do exército quando as construções em tijolos eram proibidas.


E ali começa a nossa caminhada pela Mata Atlântica reflorestada, uma das três trilhas que dão acesso ao Parque Natural Municipal Paisagem Carioca. Os outros pontos de acesso são: pelo Forte do Leme, ou pelo Parque da Chacrinha.


O percurso é bem sinalizado com placas de orientação e bem demarcado.


Durante o caminho encontramos espécies nativas como pau-brasil, ipê, jequitibá, angico, sapucaia, cedro e palmeiras todas plantadas a partir de 1995 quando se iniciou o projeto de reflorestamento.


Empolgada com tanta natureza, eu até me arrisquei a comer uma frutinha chamada de sete capotes, mais conhecida como gabiroba, tirada do pé.


E no meio da mata encontramos uma das cinco Casamatas, pontos de observação, construídas na época da Segunda Guerra Mundial.

Imagem obtida no site e-Trilhas

Chegamos ao Mirante do Rio Sul, shopping que patrocina todo o projeto de reflorestamento que foi realizado com o trabalho dos moradores locais.


Mais adiante no Mirante Botafogo a vista é de tirar o fôlego.

Mirante Botafogo no Morro da Babilônia

Um bom local para descansar, contemplar e agradecer.


E quando a gente pensa que já viu a vista mais linda, chegamos ao Mirante do Teleférico, ficamos frente a frente com o Morro da Urca

Morro da Urca visto do Morro da Babilônia

e o queixo cai.

Pão de Açúcar visto do Morro da Babilônia

E para alegrar mais um pouco, as flores estão espalhadas ao longo do caminho.

Morro da Babilônia


Valeu muito a pena fazer uma ótima caminhada, exercitar o corpo, tranquilizar a mente, alegrar o coração contemplando algumas belezas naturais do Rio, tendo contato com essa parte da população tão carente de recursos e tão rica culturalmente.
É um passeio que se tornou viável graças à pacificação e que beneficia os visitantes a poderem desfrutar da experiência de conviver com outra realidade do Rio e beneficia também a comunidade que recebe recursos dos visitantes, gerando emprego para os moradores locais.

É um passeio que pode ser feito com crianças?
Sim, crianças a partir de 8 anos fazem a trilha numa boa e podem aprender muito ao ter contato com outra realidade e também sobre o reflorestamento.

Dicas:

- contato com a Coopbabilônia para o serviço de guia no link: http://coopbabilonia.blogspot.com.br/;
- usar roupa confortável;
- levar água;
- usar tênis;
- passar repelente e protetor solar.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Findi 23 de 2015 - Sabor Especial

Nem dá para acreditar que já começamos o mês de junho. E esse final de semana emendado em feriado prolongado foi especialmente saboroso.

No sábado a mãe da minha amiga Simone fez um almoço especial, aliás, especialíssimo, para mim. Sim, para mim! Fez rabada com agrião e angu! Não tem uma rabada mais saborosa do que a da Dona Romilda. Para completar o cardápio teve Bife Wellington, batatas ao forno e pavê de bombom de sobremesa. E foi assim, entre gostosuras, carinho, agradecimento, boa conversa, amigos, família e boas risadas, que o sábado passou rápido, mas ficou na memória e no coração.


Como uma forma de retribuir um pouco do carinho recebido no almoço, eu levei uma caixinha para temperos pintada por mim e recheada com "chocolícias" feitas pela Roberta da Chocolito's. Coloquei uma caixinha menor com Submarinos, que são palitos de chocolate ótimos para acompanhar o cafezinho, e completei com algumas Chocolachas.



O domingo foi de dia lindo com muito sol. Passamos o dia no clube e levamos algumas amigas da Sofia. É uma sensação muito gostosa de reviver a minha própria infância ao ver a filha correndo e brincando no mesmo clube que eu me divertia quando tinha a idade dela. Ainda encontrei alguns amigos dessa época e que frequentam o local até hoje. Para completar as memórias fechei o domingo com um dos sabores da infância: Banana Split bem tradicional.


Um final de semana com sabor de infância e de amizade.


Este post faz parte da BC Coisinhas de Findi proposta pela Camila do blog CasaMila.

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