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Floresta da Tijuca é um local incrível, com natureza exuberante e vários atrativos. Tem opções de lazer de todos os tipos e para todos os gostos. Dessa vez a nossa visita à Floresta da Tijuca foi para nos refrescarmos na Cachoeira das Almas.
Mas como eu disse, a floresta tem muitos atrativos. Tem história e circuito bem turístico, tem locais para piqueniques, parquinhos para as crianças, muitas trilhas, grutas, restaurantes, e cachoeiras. Fiz aqui um mapinha bem básico. Ou melhor, adaptei o mapa do Google Maps e incluí alguns pontos.
O roteiro mais básico é passar na Cascatinha Taunay, parar na Capela Maryink, fazer o percurso observando a natureza e finalizar no Açude da Solidão. Falei deste circuito no post "Floresta da Tijuca". Neste dia aproveitamos para almoçar no Restaurante Esquilos.
Desta vez a nossa primeira parada foi no Lago das Fadas (marcado em rosa claro no mapa).
É um lago pequeno cheio de árvores ao redor e algumas outras dentro dele. Não está muito conservado. A água está meio suja. Ouvi dizer que antigamente as crianças se penduravam em cipós e caiam nesse lago. Hoje em dia não rola.
De qualquer forma o lago é bonito e tem um certo ar de mistério... de fantasia, sei lá.
As meninas se divertiram correndo ao redor e aquecendo para a cachoeira.
Tem também uma área de lazer para as crianças, boa para um piquenique em família. Aliás, tinha uma família fazendo um lanchinho caprichado que deu até água na boca.
Conforme o mapa do parque tem um banheiro próximo, mas eu não vi.
O nosso objetivo era a Cachoeira das Almas, então depois de alguns minutinhos de brincadeiras, correria e fotos, seguimos até o Restaurante Barão da Floresta de onde sai a nossa trilha. Existem outras duas trilhas para chegar até a Cachoeira das Almas, mas esta que parte do restaurante é a mais curta e mais fácil.
A trilha é fácil, são 10 minutos de descida aproximadamente, o que significa que a volta é de subida. Está bem demarcada e bem sinalizada.
Mesmo a trilha estando bem marcada, temos aquela sensação de aventura, de estar no meio da floresta fechada, e as crianças se divertem.
Ainda mais quando alguns amiguinhos locais resolvem nos acompanhar para saber se temos algo apetitoso para eles. Mas é importante respeitar as regras do parque e lembrar que a orientação é para não alimentar os animais.
Caminhar pela floresta e encontrar uma queda d'água é sempre um momento de "uau!" mesmo que esta queda esteja com baixo volume de água devido à ausência de chuvas nos últimos dias.
A Cachoeira das Almas é uma queda de aproximadamente 4 metros e não tem um lago para banho. O gostoso dela é sentar na pedra e deixar a água geladinha cair na cabeça e nas costas.
Tem um espaço pequeno para quem não quer tomar banho ficar acomodado, ou para quem quer ficar mais tempo por ali.
Forma alguns laguinhos entre as pedras e vimos crianças aproveitando o espaço para se divertirem.
De qualquer forma não vejo como um local para se passar o dia, apesar de que algumas pessoas fazem isso. Acho que mais para ir lá se refrescar, curtir a natureza, um banho de cachoeira no meio da cidade, ficar uma horinha e partir.
Eu não me arrisco a ir lá em finais de semana de férias de verão. Dizem que chega a ter fila para conseguir entrar na queda.
E antes de pegarmos o caminho de volta, lembrando que é subida,
fica uma curiosidade: o nome da "cachu" surgiu no final do século XIX porque servia de abrigo para os escravos praticarem seus rituais religiosos. Naquela época havia muita perseguição aos praticantes de religiões afro-brasileiras e por isso procuravam lugres isolados.
Na volta levamos uns 15 minutos para chegar de volta ao restaurante. Na próxima vez eu quero fazer o circuito das grutas. Mas este eu acho que precisa de guia.
Seguimos o caminho para a saída do parque com uma pausa no Mirante para fazer fotos. Esse visual é irresistível. Tem que parar, admirar e se encantar.
Só que as meninas queriam mais banho de cachoeira. Então resolvemos parar na Cascata da Baronesa que está liberada para banho desde agosto ou setembro de 2016.
A Cascata da Baronesa fica bem em frente à Gruta Paulo e Virgínia e está marcada em roxo no nosso mapa incrementado. O acesso é bem fácil. Nem chega a ser uma trilha, descemos uma escadaria para a queda d'água entre as pedras com um pequeno lago. Lembrando que o volume de água estava reduzido neste dia por causa da falta de chuvas no Rio.
Mesmo com pouca água a diversão foi muita. Vimos perereca e caranguejo de água doce.
Do outro lado da pista fica a Gruta Paulo e Virgínia, um espaço com mesas e também uma cachoeira. Na verdade é o segundo poço da Cascata Diamantina. Aqui o poço é maior e com um pouco mais de profundidade.
Não resistimos e ficamos ali algum tempo curtindo a água gelada e relaxando.
É ao lado deste poço que sai a trilha para a Cascata da Diamantina, uma queda linda, com uma energia especial, pois parece uma espécie de santuário. A água cai entre duas pedras enormes. Mas a trilha não é demarcada e faz um bom tempo que eu não passo por ela. Aí não quis arriscar estando com as crianças.
Seguimos então o nosso caminho pra casa, felizes, relaxadas e reenergizadas.
Tá certo, não fomos tão direto assim pra casa. Teve pausa para ver os peixes e as tartarugas no Açude da Solidão, na saída da Floresta da Tijuca.
Dicas:
- ir de tênis;
- passar protetor solar;
- passar repelente;
- levar água;
- levar um lanche para as crianças;
- levar toalhas.
Serviço:
Endereço: Estrada da Cascatinha,850. Alto da Boa Vista ( entrada na Praça de Vizeu).
Tel: 21 2492-2252 ou 2492-2253.
Email: parnatijuca@icmbio.gov.br