quarta-feira, 20 de março de 2019

Lamingtons, bolos fofos australianos


Eu ando em um vibe bem australiana. Também, a viagem foi tão boa que é difícil desapegar daquele lugar

Essa semana me deu vontade de fazer um bolo (faz um bom tempo que não trago receitas de bolo por aqui) e fazer um bolo diferente. Foi aí que me lembrei dos Lamingtons, bolos fofos australianos cobertos de ganache de chocolate e coco.

Lamington, o bolo australiano

A receita é bem simples, o bolo nada mais é do que uma massa de pão de ló de baunilha coberta de calda de chocolate com coco ralada polvilhado.

O que utilizamos:

Para a massa

- 1 xícara de farinha de trigo;
- 1 colher de chá de fermento em pó;
- 1/2 colher de chá de sal;
- 1 xícara de açúcar;
- 3 ovos separados;
- 8 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida;
- 1 colher de chá de baunilha.

Para a cobertura 

- 450 gramas de chocolate ao leite;
- 1 xícara de creme de leite fresco;
- 225 gramas de coco ralado.


Lamington, o bolo australiano

Como fizemos:

Separamos as claras, colocamos a pitada de sal (essa é uma dica para deixar as massas de bolo mais fofas: colocar uma pitada de sal ao bater os ovos) e batemos a ponto de ficar claras em neve. Acrescentamos o açúcar sempre batendo. Adicionamos as gemas e a baunilha.

Em um recipiente misturamos a farina e o fermento e incorporamos a mistura molhada.

Lamington, o bolo australiano

Colocamos em um forma retangular pequena já untada e enfarinhada. Coloquei na menor forma que eu tenho em casa, mas ainda assim foi pouca massa para o tamanho da forma. Eu devia ter dobrado a receita ou encontrado uma forma menor. Mas deu certo no final. 

Levamos ao forno pré-aquecido a 180º por aproximadamente 30 minutos. 

Enquanto o bolo estava no forno, preparamos a calda derretendo o chocolate em banho maria, aquecendo o creme de leite em fogo baixo e misturando os dois. 

Assim que o bolo passou no teste do palito, retiramos do forno, esperamos esfriar e cortamos em quadradinhos. 


Lamington, o bolo australiano

Depois foi só mergulhar os pedaços na ganache de chocolate e passar no coco ralado.

Lamington, o bolo australiano

Deixamos alguns pedaços sem o coco porque tem gente aqui em casa que não gosta de coco. 

Reza a lenda que esse bolo Lamington é daquela receitas que resultaram de um erro na cozinha.

Aparentemente, Gallard, o chef francês do governador de Lord Lamington, então governador de Queensland, foi convidado a produzir comida quando convidados inesperados chegaram durante as celebrações da Federação em 1901. Ele encontrou o pão-de-ló de baunilha e sem querer deixou cair um pedaço na calda de chocolate. Aí para dar um graça e tentar corrigir o problema deixando o bolo mais atraente colocou no coco ralado. Deu certo!



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segunda-feira, 18 de março de 2019

Fábrica Bhering - sem chocolate mas com muita arte

Balas Toffee delícias da Bhering que me lembram os desejos da infância. A primeira fábrica de chocolates do Brasil, que fazia essas maravilhosas balas, ficava no Rio de Janeiro, no Santo Cristo.


O que fazer no Rio

Quem pegava ônibus da Zona Sul para a Rodoviária, no caso a pessoa aqui, passava em frente a esse reduto de sabores. E a minha boca salivava e a curiosidade de conhecer a fábrica por dentro despertava a minha imaginação. Eu imaginava um mundo fantástico ali dentro cheio de sons, sabores e aromas. Mas a fábrica fechou, as Balas Toffee ficaram raras nas prateleiras de guloseimas dos mercados. O prédio ficou abandonado. Por um tempo eu ainda passava por ali e lamentava, depois ao mesmo tempo em que o meu caminho para as viagens deixou de ser pela rodoviária, fui me esquecendo da tal fábrica dos sonhos e satisfação de desejos. Mas não me esqueci das Balas Toffee e nem das Balas de Boneco da minha infância.


Aí anunciaram que a tal fabrica abandonada dos sonhos viraria Museu do Chocolate. Me animei. Adoro museu e adoro chocolate. Seria a combinação perfeita. Esperei ansiosa a minha oportunidade de entrar na Fábrica Bhering.

Até  que, inspirado em ocupações artísticas de fábricas em outros país como Berlim, Londres e Paris, (viajar é sempre bom, inspirador e fábrica de novas ideias) o dono da Bhering inovou e deu nova utilidade à fábrica desativada.


Alugou o espaço amplo para artistas descolados, também com espírito inovador, montarem seus ateliês em uma área diferente, fora do previsível núcleo da Zona Sul.


Com a mesma aparência antiga o espaço ganhou cara nova! Diversos ateliês de pintura, moda, arquitetura, livraria, cafés e restaurantes descolados invadiram a área. E mais uma vez eu voltei a me lembrar da fábrica dos sonhos e a vontade de conhecer o local voltou.


O lugar ficou tão legal que resolveram movimentar mais e aproveitá-lo melhor ainda. Uma vez por mês os ateliês abrem as portas para o público ficar mais perto dos artistas. Taí a minha oportunidade!

O top é estar por lá no horário do pôr do sol e assistir ao show que sempre rola nesse horário. Dessa vez fui mais cedo, mas deu para curtir as artes, comer um angu maravilhoso enquanto a filha saboreava um hambúrguer artesanal, tudo acompanhado de música.


O misto de prédio abandonado com estruturas de ferro e concreto aparentes, maquinário desativado com o toque modernoso dos ateliês dá um clima todo especial ao local.  Pra ter uma ideia, a Ana Luiza chegou dizendo: "eu não sei como eu ainda topo os seus programas..." e saiu querendo fazer uma tatoo e voltar no próximo mês.


E tinha balas Toffee!!! Que agora são produzidas em Varginha.





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domingo, 17 de março de 2019

A Semana 11 de 2019 - Bem-Vinda de Volta


Viagens são no mínimo uma pausa na rotina, um tempo para recuperar a energia, um momento de desconexão, um período para se preparar para um futuro, ou pelo menos um novo ciclo, cheio de promessas e expectativas. Tempo de recuperar o fôlego. 

E chega a hora de voltar com a bagagem cheia de histórias, o corpo relaxado, a mente renovada e o conjunto cheio de energia e disposição.

Depois de vinte dias para mim e três meses para a Ana Luiza em um lugar lindo foi hora de retornar.




Pegamos o nosso longo trajeto de Sydney até Dubai - 14 horas nas quais dormi 11 delas. Tranquilo! Depois de duas horas no aeroporto de Dubai, que é uma loucura, diga-de de passagem, embarcamos para mais 14 horas de Dubai até o Rio. 


Nesse trecho eu praticamente não dormi. Primeiro fiquei pela janela encantada com o cenário lá embaixo e já pensando em outras viagens.

Pude ver o do alto o The World um arquipélago artificial em forma do mapa do mundo. Essa loucura fica bem na costa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. São 300 pequenas ilhas artificiais privadas. Deu até vontade de fazer um passeio de barco e ver mais de perto.


Depois fiquei contemplando a paisagem do deserto da Arábia Saudita lá embaixo até chegar ao Mar Vermelho, lugar que já sonhei em mergulhar. 


Mais um bom tempo observando a paisagem da África e imaginando um Safári. 


Quando chegamos ao Oceano Atlântico, eu ainda sem sono e com muitas horas de voo pela frente, resolvi assistir algum filme. O primeiro escolhido sem grandes pretensões e que me surpreendeu foi "Um Pequeno Favor". Já contei no blog.


O segundo filme foi "O Favorito" escolhido por ser com o Hugh Jackman. Juro que nos primeiros minutos de filme eu até pensei em trocar, mas fiquei curiosa com a história e achei que o Hugh Jackman fazia valer a pena e segui em frente. O filme teve ritmo para me manter entretida, mas não é daqueles pra ficar na memória. 

Levanta questões sobre casamento, compromisso, integridade, ética e até mesmo jornalismo atual. Mas fica em cima do muro e não se posiciona. Não traz argumentos suficientes para gente tomar partido. 


Film The Front Runner

Esse Oceano Atlântico é grande, hein? Dois filmes assistidos e nem chegamos na metade dele! Com faz a hora passar dentro do voo? Mais filme! Dessa vez escolhi "Poderia Me Perdoar?"

Cinebiografia baseado no livro de mesmo nome escrito por Lee Israel, escritora americana que ficou famosa e despontou entre as mais lidas por suas biografias. Apesar disso, ficou mais conhecida por ter forjado mais de 400 cartas de autores já falecidos que vão de Dorothy Parker a Louise Brooks e Noël Coward. Lee se viu nesse caminho da fraude quando sua carreira de escritora ficou estagnada, ela endividada e desempregada, sua gata de 12 anos doente precisando de medicamentos e o aluguel atrasado. 

Muito bom o filme e as cenas de Jack (Richard E. Grant), o amigo e cúmplice de Israel, e Lee (Melissa McCarthy) são ótimas, cheias de deboche com a sociedade.


E vou te dizer que a minha maratona cinéfila não acabou por aí. Ainda tive tempo de rever "Bohemian Rhapsody".

Finalmente cheguei ao Rio com o coração divido entre as expectativas para o retorno energizada e a saudade do que deixei na Austrália e do tanto que ainda tinha para conhecer, aprender e desfrutar por lá. 


Vida retomada, fuso atualizado, fui aproveitar a manhã de domingo na praia com a Sofia.



Jantar com a família e amigos para atualizar das novidades e contar as aventuras.


Almoçar com outras amigas.


Cabine de Imprensa da animação "O Parque do Sonhos" que estreou nesta semana. Eu adoro animação! 

O filme conta a história de June, uma menina cheia de energia e imaginação. A brincadeira preferida de June é montar a maquete do Parque dos Sonhos que ela imagina junto com sua mãe. Neste parque todas as crianças desfrutam de as emoção de um maravilhoso parque. Tem animais falantes e fofos. Tem muita cor e alegria. Um dia esse parque ganha vida e June se separa com ele. E aí precisa de muita coragem para viver uma grande aventura e manter a imaginação.

Fala da importância do incentivo, do estímulo a criatividade, de ser criança no tempo de ser criança e enfrentar os medos.

Qual criança não adora um parque temático? E animais? Imagina tudo isso junto e ainda com muita magia e aventura. "O Parque dos Sonhos" é uma viagem ao mundo da imaginação e de encantos.
Tem tudo para as crianças amarem e ser um ótimo programa em família.


Fui com o marido assistir ao filme "Um Amor Inesperado". Ótimo! Traz a temático do ninho vazio, algo que todos nós que mantemos um relação e temos filhos devemos pensar, cuidar e nos preparar. Acho que preciso fazer um post sobre o filme. 


Bateu uma saudade de um jantar que tive com a Ana Luiza em Sydney em um restaurante alemão. Vontade forte de comer comida alemã. Fui com os meninos do trabalho na Adega do Pimenta e nos jogamos! Claro que demos aquela abrasileirada pedindo uma porção de arroz. Mas tá velando!


De volta, cheia de histórias da viagem para contar e lembrando sempre que nossas viagens podem ser para longe, mas podem ser para perto, para dentro da nossa cidade e do nosso dia a dia. Podemos criar esse clima de renovação em cada dia dos nossos dias. Nos sentirmos bem-vindos de volta a cada novo dia.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



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segunda-feira, 11 de março de 2019

Filme "Um Pequeno Favor"


Nas 28 horas de voo eu tive bastante tempo para dormir e um outro tanto de tempo para assistir a alguns filmes. Um deles, escolhido sem a menor pretensão, apenas por ter um pôster estiloso, duas atrizes conhecidas, ser um thriller com pegada de comédia e acima de tudo ter em português, foi "Um Pequeno Favor", título original "A Simple Favor". Juro que apertei no iniciar achando que iria trocar de filme, mas me surpreendi positivamente.



A história gira em torno de duas mulheres totalmente diferentes que se conhecem através dos seus filhos, que estudam juntos. 

Amizade entre mães construída a partir da amizade entre os filhos. Já rola uma identificação aí.

Stephanie (Anna Kendrick) é uma vlogger com dificuldades em fazer amigos, insegura e que faz tudo para agradar a todos, mãe dedicada e perfeitinha. Já Emily (Blake Lively) é uma empresária bem sucedida no mundo da moda, forte, determinada, mãe com pouco tempo para o filho. 

A amizade improvável surge! Entre doses de Martinis as duas trocam confissões. Stephanie, o tipo boazinha, sem amigos e que se voluntariou demais na escola do filho, ao mesmo tempo que fica chocada, se sente estimulada e fica cada vez mais empolgada com a amizade que está surgindo sempre que Emily libera a sua garota malvada.

A constante desculpa e estranheza de Stephanie contrastam com a crueldade do caráter de Emily que lança frases como: "Baby, se você pedir desculpas de novo, vou ter que dar um tapa em você.", incentivando a nova amiga a ser mais segura e firme.

Até o dia em que Emily desaparece sem justificativa, mas deixando rastros que Stephanie segue. Mistérios e segredos vão surgindo, sendo desvendados e a cada vez mais a vlogger percebe o pouco que sabe sobre sua best friend linda e poderosa.

Stephanie com seu jeitinho de estar sempre disponível para ajudar, apoia o marido de Emily, Sean (Henry Golding) com seu filho e família. Logo após o funeral, ela se muda e assume o papel de Emily como esposa e mãe.

Enquanto Stephanie vai se envolvendo com a vida de Emily, buscando pela amiga e pela verdade por trás de seu desaparecimento, ela atualiza seu “vlog”  e sua contagem de seguidores dispara.

A trama, baseada no romance de mesmo nome da autora Darcey Bell, está cheio de drama e reviravoltas inesperadas.

O filme é leve, divertido e alterna bem momentos de comédia e tensão. Vale a pena ser visto!

Foi ótimo para fazer as horas do voo passarem mais rapidamente.


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domingo, 10 de março de 2019

A Semana 10 de 2019 - Últimos dias


Dias de viagem são dias intensos em que queremos aproveitar ao máximo cada minuto, tirar o maior proveito de cada segundo.

Nesta semana tivemos nossos últimos dias na Austrália muito bem desfrutados.

Foi o último dia em Melbourne em que aproveitamos para conhecer o que faltava e revisitar os pontos que mais gostamos. O ponto forte desse último dia foi a visita Biblioteca do Estado de Victoria. Lindíssima! O mais bonito foi ver a biblioteca sendo realmente utilizada para leitura e estudos. 


Biblioteca de Melbourne

Nos despedimos de Melbourne no início da noite e partimos para Sydney, nossa última parada na Austrália. 

Chegamos em Sydney no dia de Mardi Grass e a cidade estava animada, o nosso hostel movimentado e em festa.

Reservamos o primeiro dia em Sydney para curtir praia sem pressa e sem medo de ser feliz. Fomos para Manly Beach, mas acabamos ficando mesmo em Shelly Beach, uma prainha pequena, com águra transparente e calma. 


No segundo dia em Sydney também rolou praia na parte da manhã. Bondi Beach! 


À tarde reservamos para passear pelo Darling Habur e ficamos encantadas com o Jardim Chinês. Um recanto de paz e tranquilidade.



Fizemos um passeio para Blue Mountains para admirar a natureza do parque que é considerado um Patrimônio Mundial pela UNESCO.


Depois de um dia de trilhas, matas e cachoeiras fomos curtir o final do tarde no The Rocks, um bairro bem charmoso de Sydney.

Gostamos tanto do The Rocks que voltamos à noite para jantar no restaurante alemão e ver os dois cartões-postais mais famosos de Sudney iluminados, a Opera House e a Harbour Bridge.


Esfriou, uma pausa no calor, e previsão de chuva. Resolvemos que iríamos ao shopping. Mas antes passamos na Opera House para comprar ingresso para o tour do backsatge. E já que estávamos ali perto fizemos o passeio de trem no Jardim Botânico para ter uma visão geral do parque. 


Dali fomos para o QVB, shopping lindíssimo, com uma arquitetura deslumbrante, construído em 1890, e que ocupa um quarteirão inteiro.

Além do Queen Victoria Building, esta área tem um complexo de shoppings interligados. Uma loucura!


À noite fomos assistir ao espetáculo "Blanc de Blanc Encore" na Opera House. Um


Retornamos à Opera House dessa vez pela manhã bem cedo para fazer o tour pelo backstage. Muito interessante! Retornamos também ao Jardim Botânico dessa vez para ver as flores. O Jadim Botânico de Sydney estava muito florido! Fomos ver as exposições na Galeria de Arte de New South Wales, passeamos pelo Hyde Park e à noite fomos jantar no Darling Quartier.


Último dia em Sydney. Último dia na Austrália. Escalamos a Harbour Bridge e nos despedimos da cidade do alto, com visão ampla e panorâmica de todos os pontos que conhecemos nesses dias. 

Já de volta ao solo caminhamos pelo The Rocks, passeamos pela feira loca, fomos ao Museu de Arte Contemporânea. circulamos pelo Circular Quay, passamos pela Ópera House e mais uma visita ao Jardim Botânico para cutir a vista da Ópera e da ponte, e visitar a exposição de plantas carnívoras. 


Coração duplamente saudoso, saudades de casa e saudades da cidade que vai ficar na nossa lembrança, embarcamos para o Rio. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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