segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Livro "O Fio da Trama"
domingo, 16 de agosto de 2020
A Semana 32 de 2020 - Vigésima Segunda da Quarentena
Nessa semana o meu foco ficou mais direcionado a me atualizar e fazer alguns treinamentos online na minha área de trabalho. Com isso acabei fazendo menos de outras coisas, como ler e ver filmes e séries.
Continuo tentando diariamente sair ao ar livre para me exercitar. Essa prática tem me trazido novos olhares e algumas surpresas. Tenho observado os lugares já conhecidos com o olhar de quem vê pela primeira e única vez. Acho que parte pelo tempo que fiquei impossibilitada de sair e outra parte pelo medo de ser novamente necessário um isolamento total.
Pedalei pela Lagoa Rodrigo de Freitas.
sábado, 15 de agosto de 2020
Lembranças de um Caderno de Lembranças
Na minha adolescência uma das muitas modas era ter caderno de perguntas para as amigas e caderno de lembranças. O Cardeno de Perguntas rolava ao longo do ano. Já o Caderno de Lembranças, no final do ano. Lá deixávamos uma mensagem para a amiga ou amigo. Na verdade era mais uma coisa das meninas. Os meninos até escreviam mensagens nos nossos cadernos, mas raramente circulavam os próprios.
A blogosfera andou fazendo uma releitura dos Cardenos de Perguntas e eu até comprei um para as minhas filhas. Muito fofo! Vale a pena ver neste post AQUI. Elas gostaram quando viram, e tal, mas não rolou.
Hoje, no grupo de WhatsApp dos amigos do Segundo Grau (hoje se chama Ensino Médio), uma amiga que achou um desses cadernos da época, o de lembranças, me mandou as fotos da mensagem que eu deixei para ela.
Quando comecei a ler eu nem reconheci a minha letra. Achei que a mensagem era da Fabíola, que eu mantenho contato próximo e diário.
Achei divertida a filosofada e me surpreendi quando vi a assinatura. A mensagem era minha. A letra era minha. Bateu nostalgia.
Eu como uma boa aquariana nunca fui ligada nesses cadernos. Não era desses "romantismos" e mesmo quando cedi e fiz o meu, não guardei. Deixei se perder no tempo, nas mudanças. Mas fiquei com saudade e com vontade de guardado um, pelo menos um.
Hoje a minha letra não é mais essa. Hoje se eu tivesse que escrever no Caderno de Lembranças da Kátia talvez dissesse que me lembro do jeito alegre e exuberante dela, me lembro das nossas aventuras de Push e Mobilete pelas ruas de Cabo Frio, dos bailes de Carnaval no Tamoyo, de quando fomos nos esconder no Portinho e Praia do Siqueira (sempre de Push e Mobilete) porque estávamos suspensas das aulas. E do nosso início de faculdade quando viemos morar no Rio. Morávamos próximas e ainda nos encontrávamos para compartilharmos as nossas alegrias e problemas (e não tínhamos noção de que eram apenas probleminhas fáceis e básicos. Mas é a partir deles que aprendemos a enfrentar os próximos). De quando nos encontramos, mais tarde, no bar em São Pedro d'Aldeia e eu estava de porre e curtindo uma dor de cotovelo por um pé na bunda e mesmo assim rimos muito juntas das "cagadas" que eu estava fazendo. Enfim, tantas lembranças que essa mensagem no Caderno de Lembranças me trouxeram.
Que bom que as redes sociais nos encurtam as distâncias e aproximam. Fiquei morrendo de vontade de atravessar a ponte e combinar uma caipirinha em frente a praia com muita conversa e risadas. Promessa para pós-distanciamento.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Neurotiquinha Exagerada? BEDA
Eu sempre fui, e ainda sou, pelo menos eu acho, já ando meio em dúvida, uma pessoa do tipo mais otimista e relax. Do tipo tranquilona que acredita que pensamento positivo atrai coisas boas.
Então sou daquelas que anda tranquilamente falando no celular pelas ruas do Rio de Janeiro, fazendo fotos e tal, sem medo de ser assaltada e muito menos de ser feliz. Ando por aí com a bolsa aberta (uma amiga fica agoniada e sempre fecha a minha bolsa).
Em viagens sou aquela que come de tudo e bebe de tudo. Sabe aqueles avisos de: "vai para o México? Cuidado com o Mal de Montezuma! Não bebe água sem ser industrializa!" Pois eu sou das que tem certeza absoluta que esse mal não me pega. Relaxo, aproveito e meto o pé na jaca.
Tudo no limite da responsabilidade, né? Não iria para a Amazônia sem estar com a vacina de febre amarela em dia. Sou otimista e tal né, mas o meu instinto básico de preservar a vida está em dia.
Mas esse tal de Corona está me deixando meio reflexiva sobre essa minha característica. Estaria eu ficando neurótica, exagerando, ou os outros é que estão com o senso de preservação em off?
Dois fatos nessa semana me fizeram pensar sobre mim mesma e a minha relação com essa retomada de vida aos poucos. Sigo saindo apenas para me movimentar, pegar um sol, ter um contato com a natureza, manter a mente sã.
Resolvi marcar um passeio de barco e aproveitar esses dias lindos. Por que me encorajei em agendar o passeio? Porque o barco é totalmente aberto e eu agendei uma passeio exclusivo. Somente eu e a minha filha estaríamos no barco, mais o barqueiro. Estaríamos de máscara, levo o meu álcool para limpar as superfícies de contato, e toalha para forrar os assentos que usaríamos. Nós na frente e o barqueiro atrás mantendo o distanciamento mais do que necessário.
Lá fomos nós pedalando e felizes com o passeio. Chegamos junto com o tal barqueiro que retornava de outro passeio: barco cheio, todos (absolutamente todos sem máscara), barqueiro sem máscara gentilmente dando a mão para cada pessoa descer da voadeira. Desisti! Avisei educadamente que lamentava, mas eu ia cancelar o passeio porque ele estava sem máscara e em contato com várias pessoas também sem máscara. Exagerada eu? Esse vírus tá me deixando neurotiquinha?
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Filme "A Prima Sofia"
O cenário de uma praia pequena com águas transparentes e uma promessa de uma comédia francesa era tudo o que eu precisava depois de ter usado o meu horário livre, praticamente a semana todo, para fazer um treinamento online.
Foi assim que cliquei no botão assistir do filme "A Prima Sofia". Sem ter informações sobre o filme eu até achei que seria um longa com a pegada teen. Mas tudo bem! Eu queria apenas relaxar, contemplar o cenário de Cannes, na Côte d'Azur, e curtir o humor francês.
Porém me surpreendi. Primeiro eu não sei de onde que eu tirei a informação de que se tratava de uma comédia. Tá mais para drama.

















