quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Área Verde Senhor dos Milagres - uma descoberta no caminho

 

Domingo. Tempo nublado. Combinei com uma amiga de caminharmos pela manhã. Acordei. Me arrumei. Saí. Cheguei na portaria do prédio vento friozinho foi sentido na pele. Alguns pingos de chuva também. Pensei em desistir. Possibilidades de chuva no caminho. Um mesmo caminho de outras caminhadas. Poucas possibilidades de novidades. Ainda refiz o percurso na minha mente tentando imaginar algo novo que poderia me surpreender naquela rota tão conhecida. Nada. Continuei parada na portaria. Mais um vento fresco sentido na pele. Sensação boa de estar ao ar livre, fora das paredes. 

Vou caminhar. Sentir o vento, respirar o ar fresco mesmo através da máscara, ver o sorriso da amiga mesmo que apenas nos olhos e até sentir a chuva se ela caísse já valeria a pena a caminhada mesmo que fosse pelas mesmas ruas. 

Encontrei a amiga, caminhamos, atravessamos o bairro, chegamos em outro, fizemos a primeira mesma parada. Ela estava diferente. A chuva acumulou água que possibilitou reflexos. Reflexos que possibilitaram novos olhares. Novos olhares que possibilitaram reflexões.



Seguimos o nosso mesmo percurso. Em determinado momento nos demos conta que no caminho tinha uma ladeira e que nunca, nem uma de nós duas, tínhamos passado naquela rua. Resolvemos seguir por ali. Surpresas. Vista linda. Novo caminho. Novos olhares. 

Já seguindo o nosso caminho de volta e comentando como foi bom ter descoberto a ladeira, ter nos permitido mudar o percurso, após passar pela mesma praça de sempre e chegar na mesma calçada de sempre, vimos um pai saindo com dois filhos do mesmo portão que já tínhamos passado por ele diversas vezes. 

Esse pai com seus filhos despertou a nossa curiosidade para ver o que tinha além daquela verde que beirou a calçada em muitas das nossas caminhadas. Essa cerca abriga uma área de preservação do verde e de plantio de mudas para reflorestamento de áreas da cidade, a Área Verde Senhor dos Milagres da Ramon Castilla.  


Entramos pelo portão. A sensação de ter atravessado um portal que nos levou para um ambiente de paz e tranquilidade.


Um recanto repleto de natureza e completamente vazio de pessoas. 


Flores coloridas.


Folhagens variadas.


Mudas de árvores conhecidas e também desconhecidas por mim. 


Muitas plantas frutíferas o que traz muitos pássaros. Alguns bebedouros espalhados e pássaros tomando banho.


Lindo! Lindo demais. Fiquei muito feliz em saber que tem um espaço desse na cidade. Logo ali naquele caminho que eu pensei que seria sem surpresas, sem novidades. 


Quando desligamos o piloto automático e nos permitimos um olhar curioso podemos encontrar surpresas, nos encantar e ativar os sentidos. 

Terminei a caminhada muito agradecida a mim mesma por não ter desistido. 


Esse é o 21º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

 

Continuo escolhendo com muita cautela os lugares a frequentar. A Casa Roberto Marinho reabriu mais rosa do que nunca. Por ser um espaço cultural com jardim e normalmente ficar vazia, eu resolvi verificar como estava o movimento. Se estivesse com muita gente para ver as exposições em cartaz, eu ficaria apenas pelos jardins, o que já valeria a pena. 


Casa Roberto Marinho

Porém o meu objetivo mesmo era conferir as exposições. Aproveitei os benefícios do home office e a possibilidade de flexibilizar o horário e fui à Casa Roberto Marinho em um dia de semana no intervalo para o almoço. Assim teria mais garantias do local estar com pouco movimento. 

Eu vi na internet que um grupo de passeios pelo Rio estava combinando a visita nesse mesmo dia. Então fui antes deles de forma que eu teria tempo para percorrer o espaço e sair antes do grupo chegar.

E me surpreendi. O movimento era zero! Tive uma Casa Roberto Marinho só para mim e os funcionários muito bem protegidos seguindo todo o protocolo de segurança. 

Assim vi com calma e tranquilidade as duas exposições "[enquanto]" que foi organizada durante a quarentena. Traz obras de três artistas, Carlos Verfara, Luiz Aquila e Roberto Guimarães elaborados no período do isolamento social. 

A outra exposição "livros e artes", que eu vou mostrar algumas fotos aqui, traz nove salas, cada uma dedicada a um artista contemporâneo e a sua experiência na confecção de um livro-objeto. 

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Na sala Luiz Zerbini eu gostei demais da fusão entre natureza e artes gráficas.

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Fiquei impressionada com a beleza e cores da pintura "a visão de Zerbini da Primeira Missa no Brasil".

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Já na sala de Pedro Cabrita Rei eu não me contive e me inseri na obra "Cântico Negro", uma interpretação do poema "Cântico Negro", do escritor português José Régio.

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Na sala de Ferreira Gullar vaguei entre poemas

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

E relevos. Interessante saber que essas colagens nasceram meio por acaso, com uma espécie de acidente. O artista estava colocando recortes sobre desenhos quando seu gato esbarrou e desarrumou os recortes. Ferreira Gullar resolveu, então, cola-los tal qual como ficaram.


Fiquei encantada com esses fragmentos de corpos femininos. Trazem um sensação de intimidade com a obra.

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

A entrada da sala de Frans Krajcberg e Leo Battistelli está impactante nesse tom de vermelho vibrante. 

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Frans Krajcberg é meu preferido. Amo. A primeira exposição de arte (sem arte dos alunos na escola) que vi na vida foi desse artista muito especial, no MAM-RJ.



Sempre me impressiono com a  transformação que ele fazia nos restos de uma queimada. Ele dava um jeito de manter vivo o que restou, mas não sobreviveu às chamas. 

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

As formas em cerâmica esmaltada de Leo Battistelli fazem lembrar plantas, frutas, fungos (eu vejo nessa obra abaixo os fungos que ficam grudados em troncos úmidos). Com as cores vivas e brilhantes, as peças estáticas dão a sensação de vida na natureza. 

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Roberto Magalhães que está comemorando 80 anos possuem um colorido e um "q" de arte pop que eu gosto muito. 

Exposição "Livros e Arte" - Casa Roberto Marinho

Eu fiquei muito maravilhada com essa tela. Concordo plenamente com o título "Maravilha" para essa pintura.


Depois de alimentar a aminha alma observando as obras expostas com tranquilidade eu fui aproveitar o meu isolamento na Casa Roberto Marinho para tomar um café com muito chantilly no copo de cookie. 


Esse é o 20º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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sábado, 31 de outubro de 2020

Série Bom Dia, Verônica

 

Eu sou do tipo que morre de medo de um suspense. Sou daquelas que grita, pula de susto na cadeira ou no sofá, abraça a almofada, sai correndo pela sala (já saí correndo até de sala de cinema), tampo os olhos e ou ouvidos, coisas assim. Por isso evito escolher assistir os suspenses e terrores. Mas abro mão, ou melhor, tento abrir os olhos para alguns. Foi o caso da série "Bom Dia, Verônica".

Série Bom Dia, Verônica

"Bom dia, Verônica", Adaptação do livro de 2016 da dupla Ilana Casoy e Raphael Montes.- que na época foi publicado sob o pseudônimo Andrea Killmore - estreou no dia 1º de outubro. E já na estreia eu recebi recomendações de várias pessoas para assistir. Como eu já li "Jantar Secreto" de Raphael Montes e travei, por medo de continuar, na leitura de "Dias Perfeitos" do mesmo autor, eu sabia que seria um suspense do tipo que atormenta, que incomoda. O autor sempre traz histórias difíceis de digerir por mostrar a podridão humana. 

"Bom Dia, Verônica" não é diferente. Fala violência doméstica, abuso psicológico e corrupção policial, além de proteção aos criminosos. Assunto real que precisa receber a luz dos holofotes para ser discutido e debatido. 

Eu estava dividida ente a motivação e curiosidade para assistir a série e o medo as emoções que eu sentiria ao assisti-la. Quando chamei a minha filha que é fã dos livros de Raphael Montes (leu todos) para me acompanhar, ela já tinha visto. Bom, eu precisava de companhia. Nessa semana resolvi começar. Nos três primeiros episódios o marido ficou ao meu lado e nos demais a minha filha mais nova me acompanhou. 

Mesmo dando alguns gritos, pulos no sofá e ter saído correndo sala algumas vezes (motivos de risos para o resto da família), eu maratonei. A série é realmente imperdível!

A trama gira em torno da escrivã Verônica Torre (Tainá Müller), que trabalha na Delegacia de Homicídios em São Paulo com dois delegados: Wilson Carvana (Antônio Grassi) e Anita Berlinguer (Elisa Volpatto).

Após presenciar o suicídio de uma vítima de um golpista que a iludiu, enganou, dopou e roubou, e ver o descaso dos "amigos" policiais com o crime e a falta de empatia com a vítima, Verônica resolve lutar contra a burocracia e o regime policial, e dar voz as mulheres que sofrem com abusos e violência. 

Nesse caminho ela encontra Janete (Camila Morgado) que vive um verdadeiro inferno nas mãos de Brandão (Eduardo Moscovis). Acontece que Brandão é tenente-coronel da própria polícia militar. Ao mesmo tempo que Verônica vai mergulhando nas investigações vai descobrindo um emaranhado de envolvimento e corrupção dentro da corporação. Lutar contra isso tem consequências. E como tem!

O elenco está com atuações sensacionais, o assunto da violência doméstica é tratado com sensibilidade, a história é cheia de reviravoltas, muita ação com um ritmo eletrizante, e suspense policial de tirar o fôlego. De colar no sofá e não querer parar de assistir. 

Eu não li o livro. A minha filha disse que a série, em seus oito episódios, deu uma suavizada em certos crimes e personagens. Que o livro é mais intenso. Só tenho certeza de que não é uma história para os fracos. Será que eu consigo ler o livro? Não sei. Mas garanto que já quero a segunda temporada da série brasileira, "Bom Dia, Verônica". 





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domingo, 18 de outubro de 2020

BC A Semana 41 de 2020 - Trigésima Primeira Semana de Quarentena

 

É muito bom quando eu paro para fazer esse review da semana e constato que não foi apenas cama, comida e trabalho. Porque essa tem sido a minha sensação. O volume de trabalho está tal que tenho a impressão de que apenas trabalhei, trabalhei e trabalhei. 

Mas na verdade tive tempo para mim, para a família e para relaxar.

Seguindo as nossas possibilidades de diversão e passeios dentro dessa tal flexibilização aproveitamos uma dia nublado para caminhar em uma praia da cidade vizinha. Fomos à Praia de Piratininga, em Niterói. Atravessar a Ponte Rio-Niterói vendo a paisagem do Rio escorregar pela janela do carro já dá aquela sensação de movimento, de que estamos viajando. 


Já que não podemos, ou pelo menos, entendo que ainda não devemos viajar, conhecer outras cidades, outros cenários, outras paisagens, vamos buscando descobrir novos olhares para a nossa cidade. Paramos em um mirante para observar de longe os saltos de Asa Delta e Parapente. 


Fiz o meu percurso de bicicleta pela Aterro do Flamengo indo até o Centro da Cidade. Parei na Praça XV que estava bem vazia. Fiquei sentada em um banco com a minha bicicleta ao meu lado contemplando a beleza da Ilha Fiscal (acabei de constatar que não tenho post da Ilha Fiscal. Como pode?!). Me peguei pensando nessa cena com avião chegando ao aeroporto Santos Dumont, a Ponte Rio-Niterói atrás com o ir e vi dos carros, barcos e navios na Baía de Guanabara, minha bike ao lado. Tantos meios para nos transportarem para tantos lugares e nós momentaneamente presos por essa pandemia... Quer dizer, alguns. Porque outros estão indo e vindo como se nada estivesse acontecendo. 



Estou em um onda de assistir a filmes baseados em fatos reais. Tem um item do menu no Telecine Play para filmes desse tipo. Aproveitei a dica da Pedrita, no blog "Mata Hari - A vida cultural da Pedrita" e escolhi o filme "Stockholm".

Esse filme fala do crime que batizou a doença psicológica, Síndrome de Estocolmo, que se refere ao estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade pelo seu agressor. Tipo alguém que se apaixona pelo seu sequestrador. 

Apesar de o tema envolver violência, o filme é leve e até divertido. Tanto que já no início vem o aviso de que é baseado em uma história bizarra, porém real. Sério, apesar do filme ser classificado como Grama/crime, eu dei boas risadas. 

Sinopse: "O ex-presidiário Lars Nystrom faz reféns em um banco de Estocolmo e exige a libertação de seu antigo parceiro da prisão. À medida que se envolve mais na situação, Lars baixa a guarda e desenvolve um vínculo desconfortável com uma das funcionárias.".

filme Estocolme

Em um dia de semana de sol eu acordei cedo, peguei a minha bicicleta e pedalei pela orla de Copacabana e Ipanema. Encontrei uma amiga, conversamos cada uma protegida com a sua máscara e mantendo o isolamento. O meu dia de trabalho começou com muito mais energia e disposição. Preciso fazer isso com mais frequência.


Também em um dia de semana eu aproveitei o intervalo de almoço para ir com a minha filha mais velha ver a exposição "Irmãos Campanha - 35 Revoluções", MAM. Já tem post sobre a exposição aqui no blog. É só clicar no link. 


Por indicação da Carol, Pequena Jornalista li o livro "Teto para Dois". Um livro divertido em que a leitura flui bem e trata de um assunto muito importante: relações abusivas e como podemos ser envolvidas nelas sem perceber. 

"Sinopse: Depois de três meses do fim do relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bem inusitado.

Leon, por sua vez, está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional: sublocar seu apartamento, onde fica apenas na parte da manhã e de tarde nos dias úteis, já que passa os fins de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Mas existe um detalhe… O lugar tem apenas uma cama!

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Tiffy e Leon, fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as questões do dia a dia por post-its espalhados pela casa. Mas será que tudo isso resiste a um ex obsessivo, uma namorada pra lá de ciumenta, irmão preso e amigos superprotetores? ".




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Irmãos Campana - 35 Revoluções em exposição no MAM-Rio



Desde fevereiro sem entrar em um museu, sem ver uma exposição de arte. Que saudade que eu estava! Mesmo ainda evitando ao máximo do máximo entrar em lugares fechados, não resisti, não consegui segurar a onda. Resolvi verificar como estaria o MAM - Museu da Arte Moderna do Rio. Entre as exposições em cartaz, o meu foco era a "Irmãos Campanha - 35 Revoluções".




Imaginei que o museu estaria vazio, mais vazio até do que a minha própria casa, que eu teria um MAM só pra mim. E foi praticamente isso. 

A exposição, a maior já realizada por Humberto e Fernando Campanha, está sensacional com obras que misturam design e arte. 

Já na entrada nos deparamos com uma enorme parede de cobogós. São cerca de 1,6 mil tijolos terracota vazados que têm uma palma da mão aberta como elemento de repetição, sinal ao mesmo tempo de alerta e saudação. 

Os espaços vazados entre as mãos espalmada despertam a curiosidade e instigam a ver o que tem ali por trás daquela parede que não é uma barreira e sim um convite. 



Ao entrar nos 1,8 mil metros quadrados do segundo andar do icônico edifício do MAM Rio somos tomados pela arte criativa e irreverente da premiada dupla. A partir daí são mais de 100 peças de design e esculturas que encantam.

As peças são provocadoras e convidativas. Eu tive vontade de fazer p(arte) de muitas delas como esse lustre.


Tive que segurar a vontade de me jogar nos diversos sofás feitos com utilização de materiais variados e inusitados.


Assim como a parede de entrada, outras peças também fazem referência ao Nordeste brasileiro como esse armário chamado "Cangaço Cabinet" que eu achei lindo na forma e nas cores.


Espelhos que nos fazem querer refletir nas obra, nos sentir parte da exposição


Outros momentos conseguimos brincar com a peça exposta. Eu e a Ana Luiza, minha filha, brincamos de nos completar. Meu corpo nas pernas dela e vice-versa. 


Montagens ousadas e coloridas.


Eu simplesmente adorei esse lustre. 


Que vontade louca de me sentar nessa poltrona. Não sei se eu me sentiria uma rainha em seu trono, uma libélula em um flor de lótus, ou um bebê acolhido entre mãos enormes em concha. 


Fiquei encantada com as cores dessa peça.




E de muitas outras, mas não dá para mostrar todas no post.

Para compor a exposição foi montado um efeito cênico perfeito, lindo e convidativo. A cenografia foi feita em colaboração com a Spectaculu Escola de Arte e Tecnologia, organização criada por Gringo Cardia e Marisa Orth no Rio de Janeiro e estão presentes na entrada, na paredes e no telhado sensacional.



E também em toda a exposição em sim entre as montagens, pontuando e dando ritmo a esse enorme espaço estão mais de uma centena de elevadas torres, recobertas de palha de piaçava. Funcionando como troncos de uma estranha floresta, em uma clara alusão à questão ambiental.

A exposição que foi inaugurada em 14 de março e fechada no dia seguinte por conta das medidas de segurança para conter a pandemia do Corona, reabriu agora em setembro com todos os protocolos de segurança: venda de ingressos on line com horário marcado, aferição de temperatura na entrada, uso de máscara obrigatório, todos os funcionários com proteção, álcool gel disponível, capacidade de visitantes controlada. 

E garanto que está com muito menos visitantes do que o permitido. Deu pra manter o distanciamento de muitos metros de qualquer uma das poucas pessoas que ali estavam. Deu até para fazer fotos de todas as obras com calma e sem nenhum intruso. Tranquilo.

Por um lado fiquei feliz de ter uma exposição praticamente para mim (egoísmo) e poder percorrê-la com calma sem concorrer com ninguém para apreciar as obras. Por outro lado fico triste de ver que o povo se aglomera em bares e festinhas que não são permitidas ainda, mas não vão prestigiar a arte e a cultura em um museu. 


Esse é o 19º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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