que é meu amigo e pai de um amiguinho da Sofia, com o título "Robinson Titanic".
Já falei diversas vezes aqui no blog de como gosto de ir aos lançamentos de livros e como isso é um fator estimulante para fortalecer o prazer pela leitura. Então, nem preciso dizer o quanto fiquei feliz com o convite, né? Ai gente, nada como ter em mãos um exemplar autografado.
E corri aqui para compartilhar essa dica de programa infantil que adoro, diga-se de passagem.
Sábado, 15 de dezembro de 2012, às 17h na Livraria da Cultura no Shopping Fashion Mall.
Deixo aqui para vocês irem se deliciando, como eu já estou, o release do livro.
Thriller,
drama, romance e aventura em alto mar e no fundo do oceano
Titanic literário de JP Veiga enreda
referências pop à cultura
Uma catástrofe de proporções
épicas. Um castigo de Deus. O tautológico clichê never say never tornado em iceberg. O naufrágio mais famoso da
história. Em abril de 2012 fez cem anos que o RMS Titanic, o maior e mais
moderno navio de passageiros da época, afundou nas águas do Atlântico, dando
fim aos sonhos e às vidas de 1.523 pessoas. O fascínio pela tragédia deu origem
a centenas de livros, teorias, debates, estudos, documentários e filmes, como o
oscarizado Titanic (1997), e o
clássico Somente Deus por testemunha (1958).
A localização exata do
naufrágio, descoberta em 1985 pelo professor, oceanógrafo e explorador marinho
Robert Ballard e sua equipe, ajudou a manter viva a curiosidade em torno do
Titanic. Partindo dessa expedição bem-sucedida e inspirado por toda a mística
que envolve o transatlântico inafundável, o escritor e ilustrador JP Veiga
criou a surpreendente trama de Robinson Titanic, novo lançamento da
Escrita Fina Edições.
Esta é uma obra de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos verídicos terá sido mera
coincidência — será mesmo? Entre idas e vindas, flashbacks e peças esparsas de
um quebra-cabeça que aos poucos vai se revelando, figuras reais diretamente
ligadas ao Titanic — o capitão Edward Smith; os oficiais William Murdoch e Charles
Lightoller; o telegrafista Jack Philips; o bilionário J.J. Astor, o passageiro
mais rico a bordo; bem como, mais tarde, o professor Ballard — dão colorido e
amarras à imbricada costura do enredo que nos fisga logo na primeira página.
No livro, o leitor é convidado,
depois compelido, logo seduzido e, por fim, arrastado a assumir o papel
privilegiado d’O Olhar:
. que é câmera, cinegrafista,
fotógrafo e diretor;
. que a tudo assiste, como razão
do narrador onisciente;
. que se vê perdido, como no
labirinto do minotauro;
. que também é surpreendido pelo
lance dos dados;
. que muitas vezes conduz a
narrativa caleidoscópica;
. que outras tantas (vezes)
“levanta a lebre” sobre uma nova perspectiva/interpretação.
Robinson Titanic não é um roteiro de filme e nem pretende ser,
embora pareça, ainda que lembre, ou apenas por sua construção e ludismo
sugerirem isso: um espírito de roteiro, luzes, câmera e ação desde o início do
jogo firmado entre o leitor e o livro folheado, lido, a capa página mais
íntimo. Há rubricas teatrais, típicas do jogo cênico, mesmo que não sejam. Até
porque elas trazem um sopro de diário, que também não é o caso.
Mais a frente, há no texto tanto
um clima de crônica quanto biográfico (sobre a tragédia e seus personagens
não-personagens). E igualmente documental — BBC,
National Geographic, Globo Repórter. Há doses de terror
(psicológico? duas pedras, por favor) e pitadas de sobrenatural. Um turbilhão
de estilos a serviço do prazer da leitura.
Logicamente, há um protagonista,
Gabriel, porém sem o protagonismo evidente observado em tantas e tantas obras,
ele é a engrenagem para o leitor entender mecanismos misteriosos do passado e
compreender a aventura do presente (e vislumbrar o indizível futuro, surreal,
com toques de fantasia, eterno devedor do fantástico outrora).
Não há padrão pré-estabelecido
no livro — sua palavra de ordem é novidade.
Trançar tecidos distintos para uma nova e hipnotizante roupagem. Tudo pode ser,
mas não há dever. A ficção é uma possibilidade, uma viagem, um convite. Como numa
sala de cinema.
Há, portanto, Hollywood, sim
senhor. Há Martin McFly e o DeLorean, do filme De volta para o futuro; há o mergulhador Bud Brigman e a tensão de O segredo do abismo; há Jack Torrance e
o suspense de O Iluminado; há o
guarda-roupa e o fantástico d’ As
Crônicas de Nárnia; há a solidão, o afeto, o instinto de sobrevivência e o
amor tanto d’ O Náufrago de Tom
Hanks, como d’ A Lagoa Azul; há os
deliciosos cortes não-lineares de Cães de
aluguel e Pulp fiction, de
Quentin Tarantino.
Denso quando necessário, leve
quando é preciso e enternecedor quando intuímos, Robinson Titanic é uma saborosa salada pop, cult, recheada de referências (como o clássico do escritor inglês
Daniel Defoe, Robinson Crusoé, que
serve de inspiração para o título), preparada por um chef antenado e
contemporâneo, JP Veiga. Pegue bastante fôlego, leitor, porque o sabor de
diversão é garantido!
TRECHO
Prof. Ballard: – Este é (parece) o único pedaço de
metal que não sofreu tanto com a corrosão e a oxidação.
Assistente: – Fora as bronzinas, eu não tinha visto
nada tão bem conservado. Parece que, por ser mais recuado do que o casco, ficou
protegido.
Prof. Ballard: – Bobagem! Vai ver essa parede é feita
de outro material...
Assistente: – Aqui ao lado ficava a última classe...
Prof. Ballard: – Certo. Aqui ficavam as pessoas que embarcaram
na Irlanda. Os imigrantes. Você disse bem, a última classe, última mesmo, se
comparada com a primeira...
A estática no rádio começou a ficar cada vez mais alta
e mais chata... O Olhar corre pelos instrumentos e mostra a escuridão do lado
de fora. Tensão.
Prof. Ballard: – Talvez você tenha razão... Talvez
devêssemos voltar... Chega de remexer no túmulo desses infelizes.
Assistente: – Espere... Ouça com atenção...
Prof. Ballard: – Ouvir o quê???
Assistente: – Ouça, a estática está se repetindo como
um sinal!
O Olhar se fixa nos olhos do Assistente. Ele pisca no
ritmo do ruído. Três curtos, três longos, três curtos, três longos, três
curtos...
Assistente: – SOS?!
Prof. Ballard: – Só pode ser uma brincadeira do
pessoal lá de cima. Vamos subir... Que mau gosto...
O Olhar se fecha. Escuro total.
O AUTOR
João Pedro Mariz da Veiga — é o que diz sua certidão
de nascimento. Ele, no entanto, preferiu adotar JP Veiga para facilitar a apresentação. Nascido no meio do século
passado, este carioca é casado, pai de três filhos e avô de duas lindas
meninas. JP é diretor de arte, pintor, ilustrador, autor de literatura infantil
e juvenil e palestrante. Membro da Associação de Escritores e Ilustradores de
Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), dá cursos de pintura e história da
arte, cria, escreve, ilustra e faz publicidade de tudo que lhe aparece pela
frente. Papel, pano e meios virtuais já foram plataformas de publicação de seus
livros. Apaixonado pelo que faz, ele promete apaixonar também os leitores com
sua arte.
Título:
Robinson Titanic
Autor:
JP Veiga
Páginas:
160
ISBN: 978-85-63877-71-0
Preço:
R$ 24,90
Dimensões: 14x21cm
ESCRITA
FINA EDIÇÕES
Tel:
(21) 2524-5006
[Editorial]
(21) 3833-5817
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