terça-feira, 11 de outubro de 2016

A Semana 41 - Lembranças


Olha o post da semana que deveria sair no sábado. Acontece que ando na maior preguiça com o blog. 
Com muitas ideias, mas sem paciência para consolidá-las, sem paciência para sentar e escrever. Algumas eu até começo e acabam ficando no rascunho. Mas o post da semana já com o final de semana incluído eu vou me esforçar porque, se não fizer, eu tenho certeza de que vou sentir falta dele depois. Esses posts da semana funcionam muito como diário para mim, como um local para guardar as memórias e recorrer quando quero relembrar algo.

Bom, vamos então aos momentos para ficar na lembrança.

Com uma filha fazendo Vestibular e ENEM, e a outra cheia de testes e provas, os finais de semana têm sido mais em casa do que de passeios. 

O sábado chuvoso foi em casa entre estudos e pinturas. No final acabou em pizza caseira.


No domingo eu até ensaiei ir ao cinema com a família toda, mas quando a Ana Luiza viu o preço total das entradas nos convenceu de que era melhor esperar o filme chegar à Netfilx ou à NOW. Pode isso? Pode, fomos nós (eu e o pai) que ensinamos a pensarem bem antes de gastarem algum dinheiro.

Para aquecer a casa em dia frio e chuvoso nada melhor do que comida no forno. No nosso caso fizemos um bolo de chocolate com banana que perfumou e esquentou o nosso lar.

Já à noite aproveitei que ganhei ingressos para ver "Portátil", um espetáculo de improviso da Porta dos Fundos. Sensacional! Pena que foi o último dia em cartaz. De qualquer forma, fica a dica. Se voltar a cartaz, vale muito a pena ver.


Se tem uma coisa que eu gosto no fato de trabalhar fora é o convívio com os amigos, sair para almoçar, experimentar restaurantes diferentes e outros lugares. Nesta semana nos encantamos com Santa Teresa. Fomos ao restaurante Sobrenatural que é... digamos assim... sobrenatural.

Já que era a primeira vez que estávamos indo ao restaurante escolhemos o prato que leva o nome do local: Arroz Sobrenatural. Nossa! Tudo de bom!


Ainda deu tempo de passear por duas, das muitas lojinhas de arte que tem espalhadas por lá.


Eu e a Sofia fizemos uma experiência bem legal para ela levar para a aula de ciências. Nos divertimos muito com o experimento. Vou contar com detalhes aqui no blog.


Voltei à Santa Teresa e dessa vez fomos almoçar no Café do Alto, restaurante de comida nordestina supercharmoso.



Comi o prato do dia que era arroz de coco com carne seca desfiada e molho de camarão seco. Delicioso e muito bem apresentado. E a sobremesa? Gente, nem deu tempo de fotografar.


E a volta foi com direito a passeio de bondinho e tudo.


O grupo de amigos que fizeram o 3o ano juntos resolveu se reencontrar. Rolou muitas lembranças, histórias engraçadas e fotos também.


Foi ótimo me rever exatamente na fase que a Ana Luiza está vivendo agora. Ano de Vestibular, de decisões, de escolhas, de despedidas e de novos caminhos pela frente.

Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bolo Chocomousse com banana e canela


Domingo à tarde, aqui em casa, é dia de fazer bolo. Já virou meio que uma tradição esse coisa de irmos para a cozinha preparar um bolo para o lanche da semana. 

Gostamos de experimentar uma receita nova ou dar aquela leve variada em uma receita antiga.

Neste domingo bateu um desejo de fazer bolo de chocolate com banana. Fomos para a nossa cozinha separar os ingrediente e não tínhamos farinha de trigo. Como assim? 

Nenhuma farinha para fazer o nosso bolo?! Mas isso é fácil de resolver, qualquer mercado tem farinha de trigo, né meRmo? Eu tinha certeza que sim. Mas em um domingo de eleições e chuvoso a coisa é meio diferente.

Rodei três mercadinhos de bairro que eram os únicos abertos e nada de farinha. Para não ficar totalmente na vontade de bolo, acabei comprando uma massa de bolo Fleischmann, o ChocoMousse.

Fizemos a receita como manda a embalagem incrementando com o nosso toque pessoal: acrescentamos quatro bananas amassadas e duas colheres de sopa de canela em pó.

Durante o preparo rolou uma desconfiança se o bolo daria certo porque a massa ficou meio líquida, sabe? Mas dando aquela provada básica, tipo lambendo o dedo, deu para sentir que o gosto era bom e resolvemos levar fé no nosso experimento culinário do domingo chuvoso de eleição.

Só digo o seguinte: o bolo ficou lindo, cheiroso e muito, mas muito gostoso mesmo, levemente molhadinho, com uma textura mais para de bolo do que para mousse. O sabor do chocolate é bem equilibrado, nem doce demais, nem amargo. As bananas e a canela deram um toque especial e aquela sensação de que a receita tem uma parcela nossa, uma coisa assim... meio autoral kkk.




Sem falar na sensação de aconchego que o calor do forno e o cheio de bolo trouxeram para a nossa tarde chuvosa de domingo.

domingo, 2 de outubro de 2016

A Semana 40 - Valiosa


Essa semana foi preenchida com coisas valiosas e simples.


Caminhei devagar sentindo ar fresco da manhã. Saí para o trabalho uma hora mais cedo do que o normal com vontade de fazer algo tranquilo e diferente, e que trouxesse uma energia boa para o meu início de dia e de semana. No caminho, parei no Museu da República para caminhar devagar pelo jardim do palácio. Para minha surpresa o jardim tinha sido invadido por obras de 14 artistas e ficado mais interessante do que a minha expectativa. As obras faziam parte do projeto Intervenções Bradesco ArtRio.


Iniciei uma nova pintura, um revisteiro para colorir e organizar o quarto da Ana Luiza.


Teve almoço de despedida das pessoas que estão deixando o Comitê Rio2016 neste mês. O restaurante escolhido foi o Aconchego Carioca que eu adoro. Apesar de ser um momento de despedida, foi muito bem alegre e divertido. Isso porque o foco não estava na despedida em si, estava em ter concluído uma etapa com orgulho e estar pronto para um novo começo.


Li o livro "Eu sou as escolhas que faço" que me deu inspiração para esse post da semana. 


Tirei um dia só para mim. Fiz um passeio no Instituto Moreira Salles comigo mesma. Tive o meu café da manhã na nova unidade do Empório Jardim que ocupa o café do IMS. Comi bem devagar lendo o livro "Eu sou as escolhas que eu faço", desfrutando do ambiente, pensando, observando, me observando.


Vi a exposição "Anri Sala" e fiz fotos.


Assisti o filme "O Bebê de Bridget Jones" com uma amiga. Ri demais, tipo gargalhadas mesmo. Relaxei e saí leve do cinema. Quero fazer um post sobre o filme.


Como o filme "O bebê de Bridget Jones" faz várias referências aos dois filmes anteriores, bateu aquela vontade de revê-los. 



Aproveitei que os dois filmes, "O diário de Bridget Jones" e "Bridget Jones no limite da razão" estão de graça no NOW e fiz duas sessões de cinema no sofá em casa e com a família.



Conseguir organizar o meu tempo para fazer coisas simples, mas que me fazem bem me traz uma sensação de gratidão e riqueza. Riqueza de experiências, de assunto para compartilhar, de vida rica de emoções, de sensações e sentimentos. 

A inspiração para o post da semana veio desta página do livro "Eu sou as escolhas que faço".



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Instituto Moreira Salles - Um refúgio no Rio



O IMS – Instituto Moreira Salles – do RJ (existem outros dois, em São Paulo e em Poços de Caldas) é um daqueles cantos cheios de encanto da cidade.

Por ficar meio escondido no alto da Gávea, já meio afastado dos pontos mais conhecidos do bairro, como o Baixo Gávea (BG para os íntimos), Shopping da Gávea e Planetário, não é tão conhecido, nem muito movimentado (pelo menos todas as vezes que eu fiz a visita, o local estava supertranquilo).

Mas vale muito a pena passear tranquilamente por lá, caminhar devagar pelos jardins, andar pelas salas de exposições e deixar o tempo passar sem perceber.


É um misto de sentir-se fora do Rio, já que o palacete moderno é cercado pela exuberante Mata Atlântica (Floresta da Tijuca), com sentir totalmente local já que justamente por ficar meio escondido e fora do circuito turístico poucos o conhecem e disponibilizam tempo para fazer a visita.
 
 
 
A casa, ou melhor, o palacete onde viveu o falecido banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, por si só, já vale o passeio. A mansão foi projetada e construída entre 1948 e 1950, e inaugurada em 1951. 
 
 
Na residência, que foi projetada para abrigar uma  família numerosa com uma intensa vida social, rolava muitas festas e recepções. A mansão é uma construção elegante, ampla, com portas enormes de vidro que dão claridade aos ambientes,
 
 
 e vistas deslumbrantes para os jardins.
 
 
Caminhar por esses jardins, projetados, nada mais nada mesmo que, por Burle Marx,  é reconfortante e renovador.
 
 
É tanto verde que parece que estamos fora do Rio ouvindo barulho de rio e não de trânsito.
 
 
É deslumbrante a forma como a construção se integra à natureza.
 
 
A grande atração do pátio interno sempre foi o painel de azulejos assinado por Roberto Burle Marx. É um espetáculo! São 90 metros quadrados de extensão exibindo figuras abstratas de lavadeiras e peixes pintados em vários tons de azul. Para dar mais charme à obra de azulejos, que é tombada pelo patrimônio histórico, ela é integrada a um lago cheio de carpas.


 


 
Não bastasse a casa e seus jardins com ares selvagens já serem um grande atrativo e motivo suficiente para fazer a visita ao IMS - RJ,


 

a programação é sempre bem interessante com exposições, filmes, shows, além de abrigar os acervos de fotografia, música, literatura e iconografia.

Olha eu fotografando o trabalho "Bridges in the Doldrums", que integra a exposição "Anri Sala: o momento presente" que estava em cartaz no dia da minha vista.

exposição Anri Sala: o momento presente


Mais uma da exposição "Anri Sala: o momento presente".

 

 
No IMS também tem uma lojinha com vários produtos, mas os destaques são os livros de fotografia.
Além de tudo isso ainda tem um café supercharmoso e muito gostoso que atualmente é ocupado pelo "Empório Jardim", aquela charmosérrima padaria, bistrô e delicatessen do Jardim Botânico, que eu amo e já falei dela várias vezes.
 

Empório Jardim no Instituto Moreira Salles Rio de Janeiro

Mesmo abrindo apenas às 11h em dias de semana e às 10h30 nos finais de semana, vale a pena tomar um café da manhã com vista para o painel de Burle Marx e o lago de carpas.

 
Lugar para tomar café da manhã no rio de janeiro


 
Momento Recordar é Viver:
 
Eu e a minha amiga Sonja em um passeio delícia no IMS em 2008.
 
 
 
Serviço:
 
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 476
Aberto de 3ª a domingo, e feriados, das 11h às 20h
Entrada gratuita para exposições
Cinema: R$ 22 (inteira) de 2ª a 6ª; R$ 26 (inteira) aos sábados, domingos e feriados
 
No site você pode ver a programação, como chegar, sobre o estacionamento, etc. AQUI

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Terapia Artesanal, um presente

A pessoa sai do trabalho animada rumo a sua aula de pintura. Não está atrasada, tem tempo suficiente para andar normalmente até o metrô, não precisa apressar o passo, entra no trem, consegue lugar para sentar, segue o percurso pensando na vida, olhando as mensagens no WhatsApp ou observando as outras pessoas no vagão. Chega ao seu destino com folga, caminha pelo shopping até o Ateliê Odila Freire com tempo para observar algumas lojinhas e ainda fazer uma parada estratégica para um lanche saboroso no Lola Bistrô.

Tudo tranquilo e favorável, né? Será?

A pessoa aqui chega então a sua aula de pintura, com sorriso no rosto, falando, gesticulando, contando alguma novidade, separa a peça que vai pintar, pega os pincéis, deixa cair alguma coisa, pega a tinta, deixa pingar em algum lugar, começa a pintar, borra, procura o pano molhado para limpar, esqueceu de pegar, corre, pega rápido, limpa rápido, respira e se dá conta de que está agitada, ansiosa, com os ombros tensos. Respira fundo e fala pra turma: "tô acelerada, né? Vô serenar!".

Respira fundo novamente, desacelera, fica consciente de que não precisa ter pressa, fica em silêncio, pinta devagar, pensa, pensa, pensa.

Entre os pensamentos vem à consciência de que estava ansiosa, agitada, movida pela correria e não tinha se dado conta do próprio estado. Será que é assim que eu chego em casa todos os dias?

Entre pinceladas e pensamentos começa a relaxar. Depois de alguns minutos pintando em silêncio, concentrada nas pinceladas, cores e pensamentos, começa a conversar com a turma, trocar ideias, contar "causos", ouvir histórias, admirar o trabalho das amigas, trocar receitas, dicas de filmes, etc.

Começa a sentir uma sensação verdadeira de relaxamento, não aquela falsa sensação do primeiro parágrafo. Parecia que estava tudo na maior tranquilidade, não? A pessoa também achava isso, mas não estava presente em si, nem consciente dos seus sentimentos. Estava ainda ligada na rotina do trabalho, no ritmo de quem tem várias coisas para fazer. No metrô ou estava olhando para os outros, ou estava listando mentalmente as tarefas para fazer. Agora, na aula de pintura, entre cores, está realmente serenando.

Após três horas de aula de pintura a pessoa é outra pessoa. Acabou de sair de uma sessão de terapia, a terapia artesanal.

Nesta semana após terminar este gaveteiro mais uma vez eu senti o prazer de ter transformado um objeto simples, sem graça, normal, em um objeto bonito, colorido, alegre e diferente.


Fiquei olhando para o gaveteiro e pensando no quanto fazer artesanato proporciona benefícios à saúde mental e ao nosso corpo.


No quanto produzir algo com as nossas próprias mãos faz bem para a autoestima.


No quanto o artesanato nos possibilita dar asas a nossa imaginação e estimula a criatividade.

No quanto o artesanato nos desliga da rotina agitada e nos conecta conosco mesmo.


No quanto o artesanato pode nos fazer feliz ao dar carinho para alguém que gostamos e somos gratos.

Olha só a carinha de feliz da Nini quando ela recebeu o gaveteiro que eu fiz com a orientação nas aulas de pintura e com a ajuda das filhas em casa.



Eu tenho sentido toda essa ação terapêutica do artesanato não só nas aulas de pintura, mas em casa também e junto com as minhas filhas. Elas adoram ajudar na pintura, escolher as cores e ter objetos feitos por nós na decoração do quarto delas.

Os momentos em que fazemos arte juntas são momentos de alegria, que melhoram o nosso humor, que geram cumplicidade entre a gente, que quebram a rotina e trazem leveza para o nosso dia. Sem falar da prática do desapego que é dar uma peça feita por nós. Tudo de bom, né?

Mais do que um presente para a Renilda, fazer esse gaveteiro foi um presente para mim.

Fica a dica: reserve um tempo para praticar terapia artesanal seja em casa, seja fazendo aula,  e se puder envolver a família, melhor ainda.

Outras pinturas:

- Gaveteiro no post "Uma pintura para presente";
- Algumas peças no post "Quarto de menina de 10 anos".
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