segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Macarrão pós-balada


A Ana Luiza tem a especialidade culinária dela que é um macarrão com molho de requeijão que ela faz na madrugada quando chega de alguma festa ou quando chega da praia e a família já almoçou.

É uma receita rápida e prática para matar a fome que tá matando, e bem gostosa.

Em um final de semana desses a Ana Luiza se empolgou e preparou a sua especialidade baladeira para toda a família.


Receita de espaguete com molho de requeijão


O que ela utilizou:

- 1/2 pacote de espaguete;
- 1/2 xícara de leite;
- 1 colher de sopa de manteiga;
- 2 colheres de sopa de requeijão;
- queijo parmesão;
- linguiça de frango que sobrou do dia anterior (o tal do "Pago mico, mas não pago embalagem").

Como ela fez:




Cozinhou o macarrão com bastante água (esse é o segredo da massa ficar bem soltinha. Quanto mais água melhor), um fio de azeite e sal até ficar al dente.
Escorreu a água quente, passou água fria para tirar a goma e deixar o espaguete bem soltinho.
Voltou a massa para a panela, acrescentou o leite, a manteiga e o requeijão, e misturou bem. Depois adicionou o queijo ralado.

Simples assim. Do jeito que tem que ser aquela comidinha para matar a fome de quem está cansado e querendo cair na cama.

Para o nosso almoço ela incrementou com as linguiças de frango grelhadas.






sábado, 5 de novembro de 2016

A Semana 45 - Não foi só molezinha, não!



Foi uma semana em que me senti de férias. Foi a minha primeira semana em casa após finalizar o meu período no Rio2016. Planejei várias atividades, mas deixei o planejamento meio de lado e me permiti bons momentos de férias sem muita preocupação, nem cobranças.

No final de semana o sol estava forte lá fora, mas preferimos ficar um pouco em casa praticando o desapego. Fizemos mais uma arrumação nos livros separando três bolsas cheias para doação. No sábado, Dia Nacional do Livro, foi instalado um Ninho de Livro novinho em folha no Parque Guinle. Daí parte do nosso desapego livreiro foi lá. Enchemos o ninho com os nossos livros.

O Ninho de Livro é um projeto que instala minibibliotecas colaborativas pela cidade deixando-a mais solidária. É uma ótima oportunidade para praticarmos o desapego e a solidariedade deixando os livros usados por lá e, se for o caso, pegar algum livro legal para ler. Se você quiser saber onde estão os ninhos, pode entrar na página Ninho de Livro.



Os outros livros foram deixados no Muro da Gentileza, no Cosme Velho. Olha só, praticamente enchemos duas prateleiras. Enquanto colocávamos os livros nos nichos, duas senhoras nos perguntaram sobre os livros e acabaram levando dois livros cada uma para suas respectivas netas. Saíram de lá felizes na expectativa de chegarem em casa com os presentes para as netinhas. E nós ficamos felizes por poder proporcionar essa felicidade a elas.


Domingão de eleição e preguiça em casa nós fomos agraciados com o "macarrão pós-balada" da Ana Luiza. Ela preparou sua especialidade para toda a família. Vou ter que colocar a receita aqui no blog.



Já pro fim da tarde quando o rumo do domingo já era ficar em casa, o meu celular avisa que chegou mensagem no WhatsApp. Era uma amiga precisando de um ombro e um ouvido amigo me convidando para um lanche. Não tem como recusar um pedido desses, né? E não é que o lanche que começou à tarde passou pelo entardecer e se estendeu até a noite?! Foi muito conversa boa e muitas risadas acompanhadas de um bom vinho.



A semana começou e eu não fui trabalhar... Apesar de estar mais do que preparada para este momento, confesso que bateu uma certa estranheza sim. Mas aproveitei para caminhar, me exercitar e turistar pelo Rio ao mesmo tempo. 

Aproveitei o dia lindo para dar uma volta na Lagoa Rodrigo de Freitas e beber aquela água de coco perfeita.


Outra caminhada foi no Parque da Chacrinha, em Copa, e eu contei no blog. É só clicar no link.


A saudade dos amigos do trabalho bateu forte. Nada melhor do que um almoço para colocar o papo em dia. Fomos ao Café do Alto em Santa Teresa. Muito bom. Teve até entradinha. Pedimos o "Grude" que são dadinhos de tapioca e queijo de coalho com geleia picante de tamarindo. De comer rezando!


O feriado chegou com sol forte e calor de verão carioca. O jeito foi passar o dia todo na piscina.


Passado o feriado todos voltam para suas rotinas de trabalho e estudos e a pessoa aqui vai fazer a sua caminhada e aproveitar para fazer um turismo na Cidade Maravilhosa. O local escolhido foi o Parque da Cidade, na Gávea. O lugar é lindo e fazia um bom tempo que eu não ia por lá. Mais um post para o blog.


E a pessoa está atleta mesmo. Teve também pedalada pelo Aterro do Flamengo e Enseada de Botafogo.


Mas não foi só de vida de turista que eu vivi esta semana não. Teve trabalho de dona de casa. Teve supermercado, teve saladas todos os dias, teve almoço feito (aliás, fiz um lombo de badejo no forno com purê de batata doce com maracujá e arroz sete grãos que ficou de repetir várias vezes) e teve estudo com as filhas. Foi só molezinha não!



Não foi só molezinha não, mas foi muito boa a semana. Foi equilibrada com tempo para a família, tempo para mim e para as amigas.

Este post faz parte da BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Parque Estadual da Chacrinha, um refúgio em Copacabana

Eu sempre falo por aqui o Rio é cheio de cantos escondidos que nos reservam agradáveis surpresas na cidade. O Parque da Chacrinha é um desses cantos cheios de encantos que poucos cariocas conhecem.




O parque fica ali no fundinho do badalado e famosinho bairro de Copacabana. Você pensa que Copa vive só de princesinha do mar, ruas movimentadas e comércio alucinado? Tá muito enganado. Tem paraíso verde e escondido por ali também.

Ao chegar ao final da Rua Guimarães Natal nos deparamos com o portão de entrada do parque e do lado de fora já sentimos o clima de organização.

Assim que entramos já somos informados das regras de boa convivência.


Colado no muro, logo à esquerda, também estão disponíveis painéis com informações históricas do parque, sobre a fauna e flora local e sobre a trilha existente na área.

Já bem informados seguimos caminhando pela pista superlimpa e já encontramos o banheiro superlimpo e arrumado. Por ali fica o estacionamento de carrinhos dos bebês que desfrutam do parquinho.

O que fazer com bebês em Copacabana

Gostei da área de piquenique bem ampla, arborizada e limpa. Se você estiver em grupos pequenos em torno de 10 pessoas é só chegar com o seu lanchinho e ficar por ali. Agora, se você pretende fazer uma festinha ou levar uma galera maior, aí tem que reservar a área com antecedência.

Lugares para piquenique no Rio de Janeiro

A quadra de futebol também é superagradável e cercada de verde. Para você ter uma ideia, nesse dia da foto o céu estava sem nenhuma nuvem e o sol reinando poderoso. Mas a quadra está toda na sombra.



O jardim é bem cuidado.

Onde levar bebês para brincarem em Copacabana


E as latas de lixo estão espalhadas por toda a parte. Só não mantém o local limpo quem não quer.

Parquinho de criança em Coapacaban



O parquinho das crianças também recebe sombra, tem banquinhos disponíveis e brinquedos do tipo de parque tradicional de pracinhas antigas. Tudo para deixar a criançada feliz gastando energia.

Melhores parques para crianças em Copacabana


Lembra daquela trilha que estava bem explicadinha no painel na entrada?


Está ali atrás do parquinho das crianças.

Trilha Laura Esteves

A trilha é circular, ou seja, começa e inicia nesta área do parque, de um quilômetro apenas, é molezinha, né? Então lá fui eu. Mas antes me certifiquei com um funcionário do parque se a trilha realmente estava aberta.

Trilha em Copacabana

Ela está bem sinalizada com setas, o caminho está marcado, mas com muitas folhas no chão. É importante estar atento e de tênis.


É uma trilha de subida bem leve e se você se cansar pode dar a sorte de encontrar um cipó para descansar.


Caminhando pelo meio da mata encontramos surpresas como a torre de circulação de ar do metrô de Copacabana, as ruínas da Casa do Índio Teodoro, com construção datada de 1700 e outras mais, pois a área já serviu de ponto de controle e segurança da cidade com direito a platôs para apoio de canhões e esconderijo para os soldados.


Encontramos por ali muito verde, muito barulho de pássaros, muitas árvores e as marcações do caminho.

Trilha do Parque Estadual da Chacrinha

E no final, o desejo de contato com o mato, com o silêncio e o sossego, batem tão forte que dá vontade de ficar mais um tempo por ali curtindo a natureza que está logo ali ao lado dos prédios, carros, ônibus e pessoas apressadas.



A trilha é pequena, fácil e dá para fazer sozinho e com crianças a partir de oito anos. Mas é importantíssimo buscar orientação antes, levar água, estar de tênis e avisar que está indo fazer o percurso. 

O ideal, ideal mesmo, é realizá-la pela primeira vez sob a orientação de um guia capaz de apontar os vestígios históricos do local. Eu não fiz isso e não identifiquei a tal árvore que imita uma girafa, nem a jaqueira centenária, nem o forno das antigas de produção de lenha tem até passagem por dentro. Vou ter que voltar por lá e procurar com mais calma.


Serviço:
Endereço: Rua Guimarães Natal, s/nº - Copacabana - perto da estação de metrô Cardeal Arcoverde
Funcionamento: de 3ª a domingo, de 8h as 17h - até as 18h no período de horário de verão.
Gratuito

Outros Parques do Rio:





quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Pago mico sim, mas não pago embalagem!


A família da pessoa aqui entrou na fase do frango de padaria. É isso mesmo! Chega o final de semana e por mais que se cozinhe em casa, que se proponha um restaurante diferente, um lanche naquela lanchonete da parada, uma pizza naquela pizzaria que abriu ou um hambúrguer gourmet naquela hamburgueria da moda, nada adianta. Eles têm um desejo simples: querem apenas o frango da padaria com farofa da padaria e batata da padaria. Não adianta assar em casa no tradicional forno caseiro. Tem que ser aquele que fica rodando, pingando, rodando e pingando. E vou te contar que o tal do frango é bom bagaraio.

Tá certo então! Aí vem aquele tal de vamos ligar e pedir para entregar. Aí foi demais para mim. Avisei que eu iria buscar o nosso rango, que não iríamos pedir, que não custa nada ir lá buscar, que muito pelo contrário, custa mais trazer em casa. Eles até insistiram alegando que eu iria me cansar, que eu não precisava me dar ao trabalho de andar dois quarteirões, mas eu insisti e combinei o seguinte: a Ana Luiza vai comigo buscar o nosso almoço de padaria e enquanto isso os outros dois membros da família arrumam a mesa.

Tudo muito justo, justíssimo. Combinação feita e aceita. Peguei a minha sacola retornável e até aí tudo bem. Fui à cozinha e comecei a pegar um pote para cada porção de alimento que traríamos. Foi aí que a Ana Luiza quis saber o que eu estava fazendo e avisei que iria levar os nossos potes para economizar embalagens plásticas e de isopor. Muito legal da minha parte, né? Eu estava achando. Mas a filha pensou logo no mico.

- Ah mãe. Você vai chegar lá cheia de pote? Vai colocar tudo isso em cima do balcão? Que mico!
- Querida, mico é trazer pra casa embalagem de isopor e de plástico totalmente desnecessárias.
- Então eu não vou!
- Ah vai! Se fosse uma amiga sua fazendo isso você acharia muito maneiro. Vai comigo sim, vai admirar a atitude e ainda vai querer repetir.

Lá foi a menina meio a contragosto, mas foi.

Chegamos à tal padaria-galeteria conhecida no bairro e tinha uma galerinha esperando o tal frango. Parece que eu não era a única que não queria pagar pelo serviço de entrega. Mas infelizmente era a única também não disposta a pagar pelas embalagens de isopor.

Quando chegou a minha vez no balcão e já tinham umas cinco pessoas na fila atrás de mim, abri minha sacola e comecei a empilhar os meus potes fazendo questão de chamar bastante atenção para eles. A Ana Luiza já estava me puxando para baixo (adolescente adora fazer isso) e falando entre os dentes "menos mãe, menos.", mas a mãe queria é mais.

Fizeram a entrega do meu pedido dentro das minhas embalagens retornáveis e não descartáveis e eu anunciei feliz em alto e bom tom pra galera ouvir: "Viu só? Economizamos duas sacolas plásticas e cinco embalagens de isopor. São sete embalagens a menos de lixo na natureza.".

A Ana Luiza me cutucou e bem baixinho, entre dentes, falou: "Ai mãe não precisa falar tão alto, você adora pagar mico, né?".

Expliquei que eu estava falando mais alto do que o normal de propósito. Assim eu, quem sabe, chamaria a atenção de alguém e se pelo menos um daquela fila se animasse a levar os próprios recipientes da próxima vez, eu já teria conseguido algo. E anunciei bem alto:

"Ah filha, eu não me incomodo nada em pagar mico, mas me incomodo em muito em pagar R$35,00 reais por cinco embalagens de isopor que vão para o lixo.".


Medo de quem?


Vocês sabem que eu gosto de repassar aqui para o blog algumas historinhas que conto na minha timeline no Facebook. Eu gosto de deixar o registro aqui e ainda detalhar um pouco mais ou complementar com alguma informação. Então pra quem já ouviu essa, vai ter repeteco com um algo a mais.

A mãe está tranquilamente em sua aula de pintura desfrutando de cada pincelada, vibrando com as cores escolhidas e com o celular esquecido na bolsa (taí a explicação de toda a tranquilidade).
Assim que termina a aula essa mesma mãe pega o seu aparelho, vai ao WhatsApp e vê a mensagem "Mãe 😭😭😭". Já leva aquele sustinho básico, não chega a desmaiar porque essa mãe já está um tanto calejada e conhece o poder de dramatização das filhas.
Só que tudo muda de figura ao abrir a mensagem completa. Ao ler "tô com medo" o coração dessa mãe disparou, a perna amoleceu e mil coisas passaram pela cabeça em fração de segundos.





Bateu um medo enorme de ligar de volta, com um misto de arrependimento por não ter visto a mensagem antes, com uma ansiedade louca para saber logo o que houve, com um desejo absurdo de que estivesse tudo bem, com um pânico de que algo sério tivesse acontecido. Milhões de emoções enquanto teclava os 9 dígitos.

Aí a filha atende, a mãe fica aliviada, afinal estava viva. Aí a mãe respira fundo e pergunta o que houve. E nem com toda a criatividade que as mães possuem para imaginar coisas, seria capaz, nem de longe, de imaginar o ocorrido.

Me diga se alguém poderia imaginar que era apenas um gavião enorme que estava na varanda enquanto a filha estava sozinha em casa e com a porta da varanda para a sala aberta?
Só digo uma coisa, a mensagem acima tem a capacidade de assustar mais do que 100 gaviões gigantescos na varanda. 

PS: O mesmo gavião deu uma passadinha na piscina do prédio para matar a sede. O piscineiro levou um susto tão grande e foi parar dentro da piscina.

Depois de já passado o susto o que mais me chamou a atenção, e até me assustou, foi que em todos os meus pensamentos terríveis do que poderia estar acontecendo, o medo da Ana Luiza se referia a um ser humano. Pensei em um tarado a perseguindo, em um assalto, sequestro, etc. 

Me lembrei também que no mesmo dia pela manhã ao estar fazendo uma trilha no meio do mato e com vários avisos de cuidado com animais peçonhentos, risco de cobra no caminho, não pisem em moitas de folhas, pois podem esconder animais, etc., o que mais me assustou foi ouvir vozes de pessoas, de gente como eu. Parei e pensei se continuaria o caminho ou retornaria. O medo de ser algum assaltante, algum tarado, alguém aguardando para fazer o mal bateu forte, mas eu continuei em frente e felizmente eram duas pessoas simpáticas.

Passado o susto ficou a tristeza em constatar que o que mais nos assusta são os nossos iguais. São aqueles em que deveríamos encontrar empatia. São aqueles que deveriam se ajudar, pois entendem as dificuldades e sentimentos. São aqueles que deveriam se proteger por serem mais inteligentes. Medo justamente de quem não deveríamos ter.
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