quarta-feira, 12 de agosto de 2020
David Hockney - Arte Digital no (e para o) Lockdown
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Receita de livro: cupcake de chocolate com banana e mirtilo
Na nossa culinária os cupcakes são os nosso preferidos.Dessa vez a Sofia queria fazer cupcakes de chocolate e eu me lembrei da receita de Summer, menina de sete anos, personagem do livro "Não Posso me Apaixonar".
Como a mãe da Summer diz no livro é uma receita que a princípio tem tudo para dar errado porque a combinação parece meio estranha, mas surpreendentemente fica delicioso!
Claro que fiquei curiosa e quis experimentar esse cupcake de chocolate, mirtilo e banana.
Fizemos o nosso cupcake de chocolate normal e acrescentamos a banana e o mirtilo.
O mirtilo é uma fruta pouco utilizada por nós, apesar de ter muitos nutrientes.
Essa mesma receita de cupcake de chocolate fica uma delícia com uma pitada de guaraná. Quem quiser ver essa receita basta clicar AQUI.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Olhar o mesmo de forma diferente - BEDA
Em uma caminhada pelo meu bairro para me exercitar e em busca de lugares vazios, ruas transversais sem comércio, evitando a circulação de outras pessoas me despertou o interesse por entrar nesse caminho que seria de um estacionamento. E realmente é. Por traz das cercas verdes estão as vagas.
Esse desviar das pessoas está me permitindo encontrar outros caminhos, novos pontos de vistas, olhar o mesmo de forma diferente.
domingo, 9 de agosto de 2020
A Semana 31 de 2020
Eu sigo na linha de sair somente para lugares ao ar livre optando por locais e horários mais vazios. Saio para me exercitar, estar em contato com a natureza e cuidar da saúde mental que já estava pedindo socorro depois de quatro meses e quatro dias de isolamento. Escolho lugares em que posso ir no meu carro, de bicicleta ou a pé. Não faço uso de transporte pública ainda, ao menos que precise, o que não foi o caso.
Escolhi vistar um parque que apesar de ser muito gostoso e com vistas belíssimas é pouco conhecido dos cariocas, o Parque do Penhasco Dois Irmãos. Realmente estava vazio, mas mais cheio do que antes da quarentena. Eu buscando um novo olhar e trechos alternativos acabei encontrando uma trilha que até então tinha passado despercebida para mim. E olha só a surpresa! Essa vista deslumbrante da Praia do Vidigal.

Devorei o livro autobiográfico "O Fio da Trama" que conta a história da família Pascolato que chegou ao Brasil fugida da Itália no pós Segunda Guerra e aqui montou uma próspera fábrica de tecidos e revolucionou o mundo da moda.
Resolvi variar o cenário e explorar mais o bairro sempre buscando as ruas transversais e mais vazias. Durante esse percurso aleatório eu me lembrei de uma capela que vi em uma cena de um filme (não me lembro qual). Me lembro apenas que uma amiga me disse que ficava no final daquela entrada, daquele estacionamento que passo sempre e nunca dou atenção. Pois é, um portão em plena São Clemente com uma placa de estacionamento. Atrás da placa conseguimos avistar uma área verde e nada mais. Vazia. Sem pessoas circulando. Resolvi entrar e caminhar. Uma rua de paralelepípedos cercada de muito verde. Silêncio. No final um cenário inusitado: uma capela no estilo neo-gótico imersa na natureza e aos pés so Cristo Redentor. Ainda tem laguinho carpas. É a Igreja Nossa Senhora das Graças.

sábado, 8 de agosto de 2020
Praia de Grumari - Rio de Janeiro - BEDA
Na época em que eu estava na faculdade, isso tem um bom tempo, Grumari era uma das praias distantes, desertas, pouquíssimo frequentada, mas que eu me fazia presente naquelas areias.
Ira à praia em Grumari era algo do tipo que causava surpresa quando eu chegava segunda-feira nas aulas e contava o que tinha rolado no findi. É que Grumari era uma praia frequentada basicamente por surfistas, os únicos que entendia que valia a pena o perrengue de chegar naquela que era a praticamente a última praia do Rio. Com tantas praias por perto o que uma pessoa iria fazer naquela que era longe e selvagem?! Só a galera do surf mesmo.
Eu não surfava, mas era dessa galera que saía de casa ainda noite, entrava em um fusquinha com várias pranchas amaradas no rack no teto do carro e com algumas bananas na mochila. A ideia era chagar na praia o mais cedo possível para aproveitar as ondas. Tinha sempre que prever a dura da polícia no caminho. Eles estavam sempre pelo caminho. Afinal surfista e maconheiro eram praticamente sinônimo, mas nem sempre.
Mesmo em finais de semana e feriados Grumari era vazio. Reduto apenas dos surfistas dentro d'água, pranchas espetadas na areia. e poucas pessoas fotografando ou olhando as manobras. Não tinha ambulantes, e muito menos grupinhos com seus sons na areia. Era tranquilidade! Vento, areia, som das ondas e algumas gírias do surf.
Depois, por algum motivo, deixei Grumari. O tempo passou e a praia selvagem, deserta e esquecida, passou a ser mais conhecida. As distâncias encurtaram e, apesar de até não ter transporte público para lá, as pessoas começaram a chegar. E o lazer predatório se instalou. Carros e mais carros estacionando em cima da vegetação de restinga, lixo na areia e na mata. Barulhos de motores, aparelhos de som, e vozes.
Eu não presenciei ao vivo esse cenário, apenas vi em fotos, vídeos, reportagens. Me afastei. Fiquei com a Grumari rústica, selvagem e deserta da minha memória.
Agora, no início da flexibilização, quando as praias ainda estavam totalmente proibidas para banho e atividades, eu retornei em Grumari para um passeio de carro e contemplar esse pedacinho de paraíso na Terra, ou melhor no Rio.
Grumari, assim como a Prainha e a Praia do Abricó em uma reserva ambiental, longe da especulação imobiliária. O que ainda mantém o aspecto rústico e selvagem. Continua sem acesso por transporte público. E claro, continua longe distante do centro da cidade. Distante o suficiente para não ter sinal de celular.
A praia tem uma faixa de areia bem grande.
É cercada por morros e pela Mata Atlântica e toda beirada pela vegetação de restinga. Na maioria dos trechos é até difícil de enxergar a praia estando na estrada.
Somente quando passamos por um dos acessos é que avistamos os mar de águas limpas e cristalinas com uma coloração que varia conforme a luminosidade do dia.Quando pisamos na areia temos toda a constatação do porque essa praia é tão admirada e desejada. Vale a pena toda a distância percorrida. Com os pés na areia temos toda a amplitude da beleza desse lugar. O azul do mar à frente, os tons da areia e a variação de verde desde a restinga até o alto das montanhas.
O mar na maior faixa da praia tem ondas que encantam os surfistas, logo nem sempre tão convidativas e confortáveis para o mero banhista. Mas o canto direito, onde a água encontra com o costão temos um mar mais calmo e relaxante.
É nesse canto também que tem o estacionamento e alguns quiosques. É a área da praia que mais mais infraestrutura, logo a mais cheia.
Como fomos no período de fechamento da praia e bem cedo (na verdade apenas passamos por lá, não ficamos), estava vazia. Vimos apenas alguns donos das barracas preparando os seus espaços.
E uma capivara no braço de lago que tem nesse canto da praia. O canto esquerdo também forma piscininhas entre as pedras que separam Grumari da Praia do Abricó.


































