terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Festival de Cinema Russo - Filme "Bolshoi"

De 10 a 30 de dezembro, vai rolar o 1º Festival de Cinema Russo – Russian Film Festival.
O festival, pela primeira vez sediado pelo Brasil, vai acontecer de 10 a 30 de dezembro. Teremos oito filmes russos, que foram sucesso de bilheteria pelo mundo, disponíveis gratuitamente na plataforma de streaming Spcine Play. Nesta semana eu tive a oportunidade de conferir quatro dos oito filmes disponíveis. O primeiro deles foi "Bolshoi". Eu fiz balé clássico por muito e muito tempo, então é claro que eu escolheria esse filme para assistir. Mas engana-se quem pensa "Bolshoi" é um filme apenas para os amantes de balé. Outro ponto que pode gerar um certo engano sobre o drama russo é o cartaz. Eu, pelo menos, quando vi esse cartaz com os brilhos e a sapatilha azul, tive a impressão de algo meio princesa. Mas não. O filme fala de paixão pela dança e competição.

Festival de Cinema Russo - Filme "Bolshoi"

Meus personagens passam por três idades, é a história de sua amizade, que se desfaz e é posta de lado e se recompõe.

"Bolshoi" é centrado em duas personagens, Yulya e Karina, que estudam na academia de balé e depois competem para se tornarem dançarinas principais em uma apresentação no Teatro Bolshoi.

Para conhecer a história das duas, sua paixão pela dança e do que são capazes de sacrificar para realizar esse sonho, acompanhamos as  personagens por três idades, a infância, a adolescência e já adultas.

Yulya é uma menina de uma cidade rural no interior, de família pobre e que se vira na vida desde pequena. É descoberta na rua, por acaso, por um ex bailarino. Ao observar Yulya, com apenas 10 anos se apresentando na rua, Pototsky enxerga um talento nato na menina. 

Karina é de família com ótimas condições financeiras, tem o incentivo e o apoio da família, além de ter a polidez e a estabilidade emocional tão esperada para os bailarinos.

No encontro na sala de aula a história de amizade da dupla de meninas se estabelece, a competição fica acirrada na adolescência. Em algum momento o vínculo se desfaz, é posto de lado e mas se recompõe.

Acompanhamos Yulya que abre mão da família, se muda sozinha com apenas 10 anos para Moscou, vai viver na academia de ballet junto com as outras meninas e conhecer os esforços necessários para conquistar o sonho de pisar no palco do que é considerado a maior e melhor companhia de ballet do mundo. 

"Bolshoi" essencialmente questiona: o que Yulya e Karina estão dispostas a sacrificar para realizarem seus sonhos de dançarem no famoso teatro de Moscou. Uma abre mão da família, outra abre mão dos prazeres da juventude e da liberdade. Elas estão dispostas a abrir mão do amor e da amizade também?  Toda a abordagem das histórias e relacionamento é feita de uma forma bem sincera e interessante.

Aliás, tem uma cena sobre a questão dos "sacrifícios" para se tornar uma bailarina que me fez recordar uma lenda em relação aos alongamento. Tive que rir ao me recordei que este era um assunto real entre as alunas de balé (pelo menos, quando eu fazia).

Dois pontos também muito interessantes no filme é que as duas personagens são bailarinas mesmo. Além disso foi filmado dentro do famoso Teatro Bolshoi em Moscou, uma raridade. As cenas são de uma beleza incrível.

Um aspecto que chama a atenção para a questão das diferenças culturais e de como o balé é levado a sério na Rússia, é o desprendimento da família que realmente entrega as crianças para viverem e morarem na academia de dança. Um certo desapego que nós aqui não temos com os filhos, principalmente quando crianças. 
 
Festival de Cinema Russo - Filme "Bolshoi"


Terminei de assistir ao filme com um sentimento gostoso de encantamento sobre a magia da dança e das relações que ela cria.

Sinopse: "Oriunda de uma pequena cidade mineradora, a jovem e excepcionalmente talentosa dançarina Yulia Olshanskaya tira a sorte grande: o ex bailarino Pototsky a descobre e prevê um futuro brilhante para ela como bailarina, digna do palco principal do país. No entanto, mesmo os diamantes mais incríveis precisam ser lapidados, e o caminho para Yulia ao lendário palco do Teatro Bolshoi passa por uma escola de balé, onde a resiliente provinciana fica sob a tutela de uma professora ainda mais obstinada. A carreira de primeira bailarina requer uma incrível abnegação, e Yulia entenderá que o grande balé não se resume apenas aos tutus brancos, teatros deslumbrantes e sapatilhas de ponta. Mas nenhum obstáculo impede quem sonha grande.".





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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Livro "Na Corda Bamba"

 

Entrei na livraria rapidamente com foco e objetivo de comprar o livro "Uma Terra Prometida", do Barack Obama. Mas no caminho para o caixa uma capa amarela com o título "Na Corda Bamba" chamou a minha atenção. 

Muitas vezes me sinto na corda bamba equilibrando todos os papeis da vida de mulher dos tempos atuais, me sinto na corda bamba pela instabilidade do mundo ao redor. Assim eu fiquei curiosa pela história que levaria àquela corda bamba.





O comentário na capa me fez decidir trazer o exemplar para casa: "Um livro sobre racismo, riqueza e divisão de classes. De forma sutil, ilustra como o racismo estrutural se manifesta e como acabamos perpetuando-o no dia a dia.".

Li o livro no embalo! A a escrita leve e fácil me conduziu pelas páginas sem eu perceber o tempo passar, a sensação de que os personagens eram pessoas reais me envolveu.

A história segue o período de vida em que os caminhos de Emira Tucker e Alix Chamberlain. Se cruzam. Emira é uma mulher negra de 25 anos de Sewell Bridge, Maryland, prestes a fazer 26 anos e perder o direito de ser dependente no plano de saúde dos pais. Isso significa que ela precisa encontrar um caminho na sua vida. Ela trabalha meio período como digitadora, mas ainda não sabe se é essa a profissão que quer seguir. Enquanto luta para encontrar seu lugar no mundo, na tentativa de complementar a sua renda, Emira se candidata a uma vaga de babá.

Alix é uma mulher branca de 30 e poucos anos, casada, mãe de duas filhas, que mora em Nova York. Onde tem uma vida confortável e uma carreira promissora como blogueira e influenciadora. Até que Peter, seu marido, recebe uma oportunidade de emprego melhor, na Filadélfia. Chegando lá Alix precisa contratar como babá para sua filha de 3 anos, Briar. Apesar de ser Alix ser privilegiada, rica, e viver sua vida de sonho, ainda se sente insegura sobre si mesma

Aí que Emira bate à porta de Alix. A vida das duas se cruzam e vamos sendo apresentadas a cada um dos personagens e suas motivações. 

É quando Alix tem uma emergência familiar e recorre a Emira  (que está vestida com roupas de festa) que a babá é falsamente acusada de sequestrar Briar, que Alix fica obcecada em fazer as coisas certas para Emira, em estreitar a relação e fazer amizade com a babá de sua filha. 

Neste momento somos apresentados a Kelly que não somente estava presente no episódio na mercearia, como filmou todo o corrido. Outro personagem que resolve fazer o melhor, no ponto de vista dele, para Emira.

Mas será que a intenção de Alix e Kelly é realmente fazer o melhor para Emira ou para interesses próprios? Não estariam, Alix e Kelly, usando seus relacionamentos com Emira para provar a si mesmos que são pessoas justas e honestas? São questionamentos que vão sendo levantados no decorrer da história. 

Enquanto Emira luta para encontrar a identidade própria sem a intervenção de pessoas brancas, vamos sendo apresentados a alguns dos preconceitos raciais e comportamentos microagressivos que não chegam aos noticiários todos os dias.

Em paralelo tem a Brian. Own... que fofura! A pequena Briar de dois anos, a personagem mais cativante do livro. Sabe aquela pessoinha que enche o coração de alegria?! É essa garotinha e seu relacionamento com Emira era lindo.

Gostei do livro! Achei a história instigante, com temas realistas e que precisam ser discutidos. Eu mesma não tinha ouvido falar de complexo de branco salvador e fui pesquisar sobre o assunto, após a leitura. A forma sutil como as questões raciais e de divisão de classes são mostradas nos faz Faz você parar e pensar de muitas maneiras. Gostei da escrita, do desenvolvimento dos personagens e da progressão da história.



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Exposição "Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau" , no CCBB-RJ

 

Durante esse período de isolamento eu falei da minha saudade de visitar uma exposição e falei sobre Alphonse Mucha e Art Nouveau no post "Um pouco de Art Noveau - Alphonse Mucha". Mal sabia eu que exatamente dali a três meses, exatamente em 18 de novembro, o CCBB-RJ estaria recebendo a mais extensa exposição sobre Alphonse Mucha já feita no Brasil.


A pandemia ainda está por aqui, porém em fase de distanciamento. Pelo prolongar da situação eu entendo que precisamos escolher bem os riscos que queremos ou não correr. Como eu queria muito conferir a exposição e que isso faria bem para a minha saúde mental, resolvi ver como estaria o movimento em uma segunda-feira na hora do almoço. Acertei! Exposição praticamente vazia. Somente eu e mais dois casais no período em que estive percorrendo as salas. Esse pouquíssimo movimento permitia que cada grupo permanecesse em uma sala por vez. 

Exposição  Mucha no CCBB

Por um lado encontrar uma exposição tão rica, tão bem montada nos detalhes, tão rara, tão vazia dá uma certa tristeza pelo trabalho não está sendo desfrutado como deveria. Mas por um outro lado mais egoísta nesse momento confesso que fiquei feliz por poder aproveitar a exposição com tranquilidade e sem o tal medo do contato com as pessoas que nos assombra. 

O CCBB está seguindo todos os protocolos de segurança e controle de quantidade de pessoas. Só para ressaltar. 

Exposição  Mucha no CCBB

A mostra engloba mais de 100 obras originais do artista tcheco Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) que foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau.

"Mucha - O legado da Art Noveua" está dividida em quatro partes: Mulheres – Ícones & Musas (sobre os cartazes sobre Sarah Bernhardt e outras obras publicitárias); O estilo Mucha – Uma linguagem visual (sobre as vertentes do artista); O poder da inspiração (sobre as obras alegóricas de Mucha) e O legado do “Le style Mucha” (sobre as obras redescobertas do artista, em 1963).

Exposição  Mucha no CCBB

Na parte Mulheres estão os trabalhos mais conhecidos de Mucha, os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900. Aliás, foram esses cartazes que surgiram de uma situação inesperada que tornam o artista tcheco referência da Art Nouveau.

Exposição  Mucha no CCBB

Em 1894, a atriz mais conhecida da Europa na época, Sarah Bernhardt, estrelaria a peça ‘Gismonda’ em Paris, porém era período de férias em Paris e o responsável por fazer o cartaz promocional sobre o espetáculo foi desfrutar do seu momento de lazer (não recrimino), e Mucha desconheciado até então era um dos poucos artistas ainda em Paris, assim acabou aceitando o trabalho. 

O resultado, com claras influências nórdicas e japonesas, foi um enorme sucesso.


Exposição  Mucha no CCBB

Na parte 2 - O estilo Mucha – Uma linguagem visual,  pude me encantar ainda mais com o estilo muito pessoal do artista, caracterizado por formas sinuosas, linhas orgânicas e a gama sútil de tons pastéis.


Exposição  Mucha no CCBB

Detalhes de "Pluma".

Exposição  Mucha no CCBB

Detalhes de "Primavera"

Exposição  Mucha no CCBB

Ver de perto a beleza do cartaz "Zodíaco" é algo difícil de expressar em palavras. Este desenho foi originalmente elaborado para ser o calendário do ano de 1987 da empresa Champenois. Imagina ter um calendário desses em nossas mesas?

O tema - funcionamento harmonioso do universo - é refletido nos 12 signos do zodíaco. 

Exposição  Mucha no CCBB


"Esta parte da exposição analisa duas vertentes do trabalho de Mucha: painéis decorativos, que serviram como veículo para expressar suas ideias artísticas, e publicações didáticas como 'Documents décoratifs' (Documentos Decorativos), de 1902, que contribuíram para a divulgação do estilo do artista em toda a Europa e nos Estados Unidos."

E é nela que encontrei algumas das séries de Mucha que eu tanto gosto. 

Momentos do Dia - expressa o humor de quatro momento do dia (Despertar da Manhã, Brilho do Dia, Contemplação da Tarde e Descanso Noturno) com as figuras de quatro mulheres. É interessante como realmente vemos os humores do dia na expressão das mulheres, poses e a paisagem sazonal ao fundo: manhã compondo com a primavera; dia com o verão; tarde com o outono e noite com o inverno. 


Exposição  Mucha no CCBB

As Artes - Dança, Pintura, Poesia e Música. Essa série foi produzida no auge da fama de Mucha em 1898. 

Exposição  Mucha no CCBB


Mucha não utilizou os atributos tradicionais como instrumentos musicais, pincéis, etc. Ela saiu do óbvio, enfatizando a inspiração criativa dando a cada uma das artes um pano de fundo circular com um motivo da natureza. Nesta série ele compôs as artes com uma determinada hora do dia: Dança compondo com folhas caídas sopradas por uma brisa matinal. Conseguimos ver todo o movimento da dança das folhas com o cabelo e a roupa da mulher.  
Pintura com uma flor vermelha rodeada de arco-íris em plena luz do dia. A luz é fundamental para a pintura. 
A Poesia com a estrela da noite brilhando no céu ao entardecer. Pura inspiração. 
A música com a canção dos pássaros no nascer da lua. Melodia. 


As Estações - em 1986 Mucha deu início a série de painéis decorativos com temática das quatro estações - foi o primeiro conjunto de painéis decorativos de Mucha e também uma de suas séries mais populares. Aqui ele personificou as estações como mulheres parecidas com ninfas. Cada uma captura o clima da estação: primavera inocente, verão abafado, outono frutífero e inverno gelado. Juntas representam o ciclo harmonioso da Natureza.

Exposição  Mucha no CCBB

Eu fiquei encantada com o cuidado com os detalhes na exposição. É uma verdadeira imersão na Art Noveau, no passado. Um distanciamento temporário do mundo lá fora. 

Tela "Canção da Boêmia"  obra de um período no qual Mucha alia seu trabalhos às aspirações de liberdade da República Tcheca, dá entrada a parte 3 - O poder da inspiração

Exposição  Mucha no CCBB

Essa parte da exposição se concentra no período que começa em 1910, quando Mucha voltou à sua terra natal após um afastamento de 25 anos. Neste momento, a intenção do artista era utilizar a arte como instrumento para promover a liberdade de seu país, a República Tcheca, então parte do Império Austro-Húngaro e aproveitar sua reputação para divulgar a força da civilização eslava.

Em uma sala com telão quase 180º podemos apreciar imagens dos quadros da obra-prima de Mucha: a Epopeia Eslava. Série de 20 quadros, em grandes dimensões (chegam a 6m x 8m), produzida ao longo de quase duas décadas, representa o desejo de divulgar seu povo e cultura. 


Exposição  Mucha no CCBB


Imponentes e maravilhosos,  juntos, contam a história dos povos eslavos.

Exposição  Mucha no CCBB


A última sessão, O Legado do Estilo Mucha, exibe peças de artistas que se inspiraram no trabalho de Mucha. A Art Noveua inspirando a arte psicodélica.

Exposição  Mucha no CCBB

Pra mim valeu muito a pena estar diante dessas obras primas. Valeu correr esse risco controlado nesse momento. A arte faz bem pra alma. Pelo menos, para a minha alma. 



Serviço:

Exposição: Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau;
Período: de 18 de novembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021;
Dias e horários: todos os dias, exceto às terça-feiras. Das 9h às 17h;
Local: Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-RJ); Rua Primeiro de Março, 66 – Centro do Rio;
Entrada gratuita
É necessário fazer um agendamento prévio através do site Eventin.

Esse é o 23º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Filme Lar Doce Lar... ou Não - Uma comédia romântica com pegada religiosa


Mais uma cabine virtual na semana. Dessa vez de uma comédia romântica lançada em  dia 26 de novembro nas principais plataformas digitais: NOW, Looke, Microsoft, Vivo Play, Google Play e Apple TV.

"Lar Doce Lar... ou Não" (Home Sweet Home), do cineasta estreante Juan Mas (assistente de direção de "Fúria Sobre Rodas" e produtor de "Tudo em Família") e estrelada por Natasha Bure ("Um Natal de Mudanças" e "A Magia de um Sonho"), Krista Kalmus ("Intocável: A História de Drew Peterson") e Ben Elliott ("Paranormal Island"), é uma comédia romântica no estilo sessão da tarde. Do tipo leve, descontraída, bom para assistir em família ou para adolescentes. O diferencial é que ela tem uma pegada cristã.



Na trama Victoria Tremont (Natasha Bure) é aquela garota vaidosa que valoriza a aparência mais do que tudo e por isso está sempre envolvida em relacionamentos superficiais. Mas no fundo no fundo tem uma pessoa ali dentro com valores mais verdadeiros e que quer encontrar aquela pessoa especial. Mas Victoria por fora precisa descobrir a Victoria que existe por dentro. 

Certo dia um belo estranho entra na cafeteria onde ela trabalha e chama a atenção dela. A jovem usa seu charme, como sempre faz. Mas dessa vez não cola. O rapaz parece que nem nota a bela. Ele simplesmente ignora o flerte dela. Coisa que Victoria não está acostumada já que todos os homens costumam cair aos seus pés. Victoria fica perplexa e se sente desafiada a conquistar aquele bonitão. 

Acontece que Jason Holman (Ben Elliott) se mudou para aquela cidade, justamente para fugir de mulheres que não levam o compromisso a sério, que não possuem um propósito e não valorizam a fé. Ou seja, exatamente tudo o que Victoria demonstra ser.

Victoria descobre que seu alvo é coordenador da Home Base, uma organização sem fins lucrativos dedicada à construção de moradias para população mais pobre. E é exatamente nesse ponto que Victoria resolve atacar. A mulher fútil se candidata como voluntária para construir casas. Afinal Victoria está disposta a tudo, inclusive fingir ser quem ela não é

Enquanto Jason precisa de alguém para curar sua solidão, Victoria vai se descobrindo e percebendo que aquela pessoa que ela está fingindo ser, na verdade pode ser mais verdadeira do ela imaginava.

Um filme é bem cheio de clichês, previsível e tal. Mas é um filme que distrai e traz mensagens de autoconhecimento, de valorizar o que realmente importa, de redescoberta, amizade e família. 

"Lar Doce Lar... ou Não" é um filme para aqueles dias que estamos com a cabeça cheia e queremos leveza, tranquilidade. Um filme fácil de assistir que pode agradar adolescentes e família. Também achei interessante ter essa pegada cristã, citações bíblicas e fundo religioso. Apesar de não ser muito a minha praia, eu acho legal ter esse tipo de opção disponível. 

Sinopse: "Entediada com seu estilo de vida, Victoria Tremont anseia por encontrar aquela pessoa especial. Quando um belo estranho entra na cafeteria onde ela trabalha, a jovem usa seu charme, como sempre faz. Mas ele não corresponde ao flerte dela da maneira que os homens costumam fazer e Victoria fica perplexa. Ela descobre que ele dirige um ministério que constrói moradias populares e vê que, se ela quiser chamar sua atenção, tudo o que ela precisa fazer é ser voluntária - mesmo que isso signifique mentir. Jason Holman se mudou para outra cidade, na esperança de fugir de mulheres que não levam o compromisso a sério. Como coordenador da Home Base, uma organização sem fins lucrativos dedicada à construção de moradias para população mais pobre, ele tem um propósito. Agora, tudo o que ele precisa é de uma cura para sua solidão. Quando uma bela voluntária chama sua atenção, ele resolve dar uma chance para o amor... Mal sabe ele o que vem pela frente!".





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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Filme 10 Horas para o Natal

 

Filmes com temas Natalinos combinam com o mês de dezembro. Eu sou dessas que só assiste filmes com temática dos festejos de Natal no final do ano. Pra mim, não dá para assistir tramas tipicamente Natalinas em outra época do ano. Então chegou o mês de aproveitar esses filmes.

Eu comecei assistindo "10 Horas para o Natal" na cabine de imprensa online. A comédia brasileira que estreia nos cinemas em 03 de dezembro. 


Comédia brasileira sobre Nata


"10 Horas para o Natal" é aquele filme divertido, gostoso de ver, que passa o tempo com leveza, tira boas risadas, contagia com espírito natalino de esperança, união e solidariedade. Ainda traz boas referências cinematográficas dos anos 90.

A trama é narrada por Júlia (Giulia Benite, de “Turma da Mônica – Laços”), uma menina de 11 anos, filha de Marcos Henrique (Luis Lobianco) e Sônia (Karina Ramil), médica obstetra. Júlia é ainda a mais velha dos filhos do casal, tendo como irmãos Miguel, de 9 (Pedro Miranda, do “The Voice Kids”), e Bia, de 7 (Lorena Queiroz, da novela “Carinha de Anjo”). Um trio de crianças espertas e apaixonadas pelas festas de fim de ano da família Silva. Dispostas a tudo para manter a tradição de Natal dos Silva.

Depois que seus pais se separaram o Natal dos Silva nunca mais foi o mesmo. Com esse negócio dos filhos ficarem divididos entre pai e mãe, o Natal passou a ser com a mãe e o Ano Novo com o pai. Para as crianças isso se tornou uma chatice e as comemorações ficaram totalmente sem graça.

Inconformados com a situação os irmãos Silva bolam um plano para tentar reunir a família novamente na noite de Natal. Eles terão que organizar sozinhos com apenas 50 reais o Natal da família. Como se não bastasse a pouca grana, o tempo também é curto. Faltam apenas 10 para o Natal!

O trio, que vive brigando por tudo (algo bem normal entre irmãos), se une para fazer o plano dar certo. E partem para a aventura com determinação de realizarem o sonho em comum. É aí que eles vão parar na rua mais movimentada de São Paulo, a 25 de Março, considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. Uma verdadeira loucura em dias comuns. Imagina na véspera da noite de Natal?!  

E, claro, o trio se mete em altas confusões, vive aventuras divertidas e perigosas pela cidade e muita emoção. Fazem do sonho uma história de Natal muito louca e divertida. 

Eu adorei essa parte em que as crianças andam pelas ruas de São Paulo. Elas passaram por um muro colorido com alguns azulejos que eu fiquei louca para saber onde fica e ir lá fazer umas fotos.

A sinergia das crianças do elenco também é ótima! Parece que eles realmente se divertiram fazendo as cenas. 

Além disso "10 Horas para o Natal" traz mensagens de esperança, fé, determinação e da importância da união da família. Mesmo quando uma separação seja inevitável é importante manter a amizade e o respeito.




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