Nesses tempos difíceis para todos nós eu fico pensando sobre compartilhar felicidades, alegrias, mesmo as mais pequenas, as mais simples. Algumas vezes me pergunto se não seria um pouco ofensivo com o sofrimento de muitos, o sofrimento coletivo. Acho que isso é uma das questões que têm me desmotivado a fazer o post da semana. Tá certo que o outro motivo é realmente não ter muito mesmo o que contar. O distanciamento, o isolamento, restringe também as nossas experiências, trocas e partilhas. Assim as histórias ficam com pouco enredo.
Por outro lado acho que merecemos ser felizes, merecemos ter alegrias. Mesmo em meio ao caos merecemos celebrar. e se possível incentivar a quem está ao nosso redor de fazer o mesmo. Celebrar, buscar diversão e alegria nas situações que estão ao nosso alcance, disponíveis dentro do nosso autocuidado e cuidado com o outro.
Uma simples ida à feira, mesmo com a tensão no ar de cruzar com pessoas, pode ter seu deslumbramento nas cores e cheiros das flores, das frutas, dos temperos.
Uma aula de pintura, mesmo já não sendo mais com uma turma animada, sendo agora uma aula particular com distanciamento pode ter seus risos, seus sabores. Essa aula começou com pastel de queijo e caldo de cana, e acabou com caipirinha de maracujá e gengibre e bolinho de bacalhau.
Um bom filme pode nos dar repertório para contar histórias e compartilhar opiniões. O filme "
Mais Que Especiais" traz muita reflexão e algumas boas risadas de leve.
A saudade dos amigos aperta, a saudade dos momentos com eles bate forte. Podemos trazer um pouco desses momentos que vivíamos antes disso tudo, para o agora.
Eu estava com muita saudade das minhas horas de almoço com amigas. Resolvi, durante a semana, pedir comida nos restaurantes que eu costumava ir com elas. Cheguei a arrumar a mesa na varanda para ter a sensação de almoçar fora. E depois de um ano sem comer comida japonesa por receio da comida crua poder vir contaminada, fizemos o pedido (depois de nos informamos que o risco não é maior nos pratos crus)
Ô saudade de me arrumar para dar uma volta! Aproveitei a abertura da Casacor e fui em um dia de semana no horário da abertura. Fui a primeira pessoa a entrar no espaço que era bem amplo e arejado, além de ter um jardim maravilhoso. Um risco que eu achei que podia correr, que eu precisava correr, que me faria bem. E fez. Falei do local da Casacor no post "
Palacete Brando Barbosa, no Jardim Botânico".
O corpo sente a falta de movimento, parece que atrofia. Aproveitei um dia de semana nublado e fui, na hora do almoço, andar na Lagoa Rodrigo de Freitas. Sabia que estaria vazia gente, mas cheia de movimento de natureza.
Mesmo em tempos difíceis e talvez principalmente por isso merecemos ser declaradamente felizes. Mas confesso que está difícil, tenho me esforçado muito para buscar inspiração, incentivo e motivação.
Este post faz parte da
BC A Semana que tinha sido substituída pela BC
#ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC
#52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a
BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a
BC Pequenas Felicidades.
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