sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Gruta do Maquiné - um passeio subterrâneo com crianças




Quando programamos a nossa viagem para Inhotim, o que me encantou para ficar em Belo Horizonte foi a possibilidade de fazer passeios de bate e volta e entre eles conhecer a Gruta do Maquiné.



Eu me lembro bem de quando visitei esta gruta pelos livros de geografia. Me lembro da curiosidade que eu tinha em ver de perto os mistérios que são abrigados embaixo da terra. De ver de perto a paciência da água para esculpir as estalactites e as estalagmites.


Então, fiquei muito empolgada em conhecer a gruta e ainda mostrá-la para as minhas filhas.




E assim foi feito. Saímos de BH, pegamos um dos trechos da Rota Lund (A Rota das Grutas de Peter Lund é um projeto que visa promover o desenvolvimento regional por meio do turismo, com a estruturação desta rota dos locais por onde o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880) passou em suas pesquisas: Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo.)  pela manhã e seguimos em direção a Cordisburgo, nosso ponto final do passeio. 



No caminho faríamos duas paradas antes de visitarmos o Museu Casa de Guimarães Rosa em Codirsburgo: a Gruta do Rei do Mato e a tão sonhada, para mim, Gruta do Maquiné.






A entrada da gruta já faz o coração palpitar. Andar por baixo da terra traz um certo mistério e um clima de aventura.

Iniciamos a nossa visita guiada ao longo dos 400 metros de extensão que são abertos à visitação (a gruta tem ao todo 650 metros de extensão). Fomos acompanhando o nosso guia apaixonado pela gruta e cheio de histórias interessantes. O percurso é tranquilo, bem iluminado, com pouco desnível, e delimitado por corda.





Conforme fomos entrando nos salões a nossa imaginação foi sendo provocada a cada passo e estimulada pelo nosso guia.

O primeiro salão, ou câmera, é chamado de “Vestíbulo”, e ainda é completamente iluminado pela luz que entra no início da gruta. Ali já podemos ver as estalagmites enormes se elevando do solo.

No segundo salão chamado de “sala das colunas”, ou Urso, continuamos nos encantando com as estruturas enormes de estalagmites. Agora sem luz interna, contando apenas com a iluminação interna da gruta.


O terceiro salão é denominado “altar ou de trono”. Lá nos encantamos com estalactites brancas e brilhantes. Duas formações tipo cortina que descem do teto e encantam os olhos. Uma beleza inacreditável! 



Já o quarto salão é chamado de “Carneiro” ou “Elefante”. Por que será? Vejam as formas nas fotos abaixo!


Nosso guia nos mostrando o elefante. 


Nesse quarto salão que  podemos ver a famosa estalactite  em forma de um cogumelo ou de uma bomba atômica.

Depois de descer um pouquinho chegamos à quinta câmara conhecida como “Salão das Piscinas”. 


Ali nos encontramos na parte mais profunda da gruta. Um espetáculo de formas extraordinárias. Estruturas de estalagmites brilhantes são o grande destaque deste salão.


O “Salão das Fadas” é o sexto. Belíssimo! Neste salão nos deparamos com cristais brilhantes,



parecidos com franjas, grinaldas e lustres. O próprio Peter Lund descreveu a beleza deste salão: “Nunca meus olhos viram nada de mais belo e magnífico nos domínios da natureza e da arte.”. Foi neste salão que os pesquisadores encontraram fósseis de animais, como o da Preguiça Gigante.


Durante todo o percurso dentro da gruta as crianças ficaram encantadas, ouviram com atenção as informações passadas pelo guia.


 

E deixaram a imaginação fluir e enxergaram várias imagens nas estalactites e estalagmites. Na foto abaixo encontraram até uma moreia dentro da toca. 

O passeio pelo interior da gruta dura em torno de uma hora e se depois bater aquela fome, tem o Restaurante Chero's localizado bem em frente à bilheteria da Gruta do Maquiné. Comida mineira com preço bom. 

 
Bem ao lado da bilheteria ainda tem o Museu da Gruta do Maquiné que vale a pena ser visitado. O  museu é bem moderno, interativo e com alguns ambientes voltados para crianças.


Concluindo, o passeio de bate e volta para conhecer a Gruta do Maquiné valeu muito a pena. Como disse Guimarães Rosa: “E, mais do que tudo, a Gruta do Maquiné, tão inesperadamente grande, com seus sete salões encobertos, diversos, seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando de risos de luz. Ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais glória resplandecente do que uma festa, do que uma igreja.”. 

Após essa aventura subterrânea seguimos para Cordisburgo, a cidade de Guimarães Rosa, para visitar o Museu Casa de Guimarães Rosa.


Serviço:

Endereço: Via Alberto Ramos, MG-421, km 5
Telefone: (31) 3715-1336
Dias e horários de funcionamento: diariamente, das 9h às 16h
Preço: R$20,00 (valor de 2016)







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A Autora:
Chris Ferreira

Chris Ferreira

Eu, uma mãe integral mesmo trabalhando em horário comercial, que procura equilibrar os diferentes papéis da mulher com prioridades e alegria.

Acredito que podemos levar a vida a sério, mas de forma divertida e é isto que eu tento mostrar no blog.

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Um comentário:

  1. Gente, que incrível! Nunca fiz um passeio assim, mas achei as grutas super interessantes!

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