domingo, 6 de setembro de 2020

A Semana 35 de 2020 - Vigésima Quinta Semana de Quarentena

Eu vi uma imagem no Instagram @museudoisolamento com a legenda "Saudade Desgasta". E como desgasta. Eu me sinto cansada e tenho certeza que grande parte desse cansaço vem da saudade de estar com pessoas que eu gosto, de ir a lugares que quero conhecer e/ou rever, de fazer coisas que tenho vontade. Saudades de pessoas, de sensações, de emoções, de sabores, de cheiros, de sons. 

Sigo aproveitando como posso, com cuidado, dentro das normas de segurança para não me expor, nem ser risco para os outros. 

A saudade de meter o pé na estrada no espírito "Fé na estrada e pé na vida", assim ao contrário mesmo, de forma proposital, bateu forte. Fui com o marido em um bate e volta até Saquarema, mesmo sabendo que veríamos a cidade da janela do carro e não poderíamos desfrutar do que ela tem de melhor que são as praias. Mas já valeu muito a pena a sensação de liberdade e de mudar o cenário.



Começou a 8 1/2 Festa do Cinema Italiano totalmente online e gratuita com 20 filmes disponíveis até 10 de setembro, na Plataforma Looke. Claro que eu fui aproveitar logo na estreia. O primeiro filme que escolhi foi o drama "Fortunata". Um ótimo filme que retrata de forma íntima e pessoal a busca de uma mulher sobrecarregada pela liberdade e pela felicidade

Filme Fortunata

 Eu sinto que o meu corpo meio que atrofiou nesse período de isolamento longo que passamos. A minha capacidade respiratória também ficou bem prejudicada. Colocar o corpo em movimento, estar em céu aberto e em contato com a natureza me faz bem. Tenho reservado um tempo do meu dia para caminhar ou pedalar, seja pela manhã antes de iniciar a rotina de home office ou no horário do almoço. Busco sempre os horários e locais mais vazios que possibilitem o distanciamento social adequado. 


Às vezes saio sem o destino certo. Vou observando como está o fluxo de pessoas para me direcionar para o lado mais tranquilo. E percebo que assim que começo a andar pelo caminho, o caminho aparece. 


Por indicação da Pedrita, do blog Mata Hari, assisti ao filme nacional "Vou Nadar Até Você". Um filme lindo, com uma fotografia belíssima e que mostra vários cenários do litoral paulista e do norte do Rio. Vale a pena conferir.

Sinopse: "A jovem fotógrafa Ophelia acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.".

Filme Vou Nadar Até Você

Pedalei por entre árvores e suas raízes. Não canso de me impressionar com a quantidade de maritacas felizes, cantantes e saltitantes que temos no Aterro do Flamengo. Um espaço que nos possibilita um infinidade de olhares. Que nos faz sentir a paz da natureza e pensar que o segredo dela é a paciência.


Por indicação de uma amiga assisti ao filme "Escalada". Uma história real muito louca. Sério, o filme é baseado no fato real de um francês que parte para uma jornada de subir o Everest sem nenhuma experiência. O filme traz cenários belíssimos, é descontraído e emocionante. Uma gostosa aventura que fala em determinação e seguir em frente. "Numa escalada, não importa a velocidade. O mais importante é não parar.".

Sinopse: "Samy é um francês negro que mora no subúrbio, Setor 93, e vive encantado por sua linda amiga de infância, Nádia. Sem dar segurança a moça que gosta dele mas não demonstra e que teme por sua instabilidade econômica, Samy faz uma promessa maluca de subir o Everest para conquistar o amor de Nádia, ou… um beijo.".

Filme Escalada

Rolou muito chamego dentro de casa porque essa convivência 24X7 exige muita compreensão, carinho, paciência e flexibilidade. 


Assisti ao drama espanhol com um "q" de comédia ou a comédia com pitada de drama "Nossos Amantes". O que me chamou a atenção para o filme foi o fato de a história começar em um livraria. Um filme divertido, com uma história interessante e diálogos inteligentes. Gostei também dos cenários de Saragoça escolhidos para o filme: livraria, cafeteria, museu, praças. 

Sinopse: "Um homem e uma mulher desiludidos no amor se conhecem no bar de uma livraria e começam a namorar, mas somente lá - e sem saber nada um do outro.".

Filme Nossos Amantes

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 5 de setembro de 2020

Jardim Botânico - Região Amazônica

 

Hoje é dia da Floresta Amazônica que eu sou louca pra conhecer de perto. Ver seus rios, a mata riquíssima, os animais, a biodiversidade, ouvi seus sons, sentir seus cheiros, ouvir suas histórias. 

Mas enquanto não consigo fazer essa viagem, fico com o pedacinho carioca da Amazônia no nosso Jardim Botânico.


Jardim Botânico  - Região Amazônica

Sim, o Jardim Botânico do Rio tem uma área dedicada à Região Amazônica que é bem pouco explorada pelos visitantes que acabam focando nas partes mais famosas, como o Lago Frei Leandro, a aléia das palmeiras centenárias com o chafariz, o orquidário, o cactário, entre outras mais exploradas.

Um dos atrativos da Região Amazônica do Rio de Janeiro é o Lado do Pescador. A cabana tem as características das moradias amazônicas tradicionais.

Jardim Botânico  - Região Amazônica

Tem o pescador simbolizando o caboclo.

Jardim Botânico  - Região Amazônica

A área foi toda reformada em 2017, mas eu gosto dessas fotos antigas. Não sei, mas me dar um "q" de Van Gogh, nessa foto. Meio doida eu, né?

Também fazem parte desse conjunto o trapiche que dá acesso à cabana. No interior da moradia encontramos uma exposição com objetos e fotografias sobre os saberes e fazeres da população ribeirinha.

Jardim Botânico  - Região Amazônica


A coleção de planta teve início na década de 1920, na administração de Pacheco Leão. 

Jardim Botânico  - Região Amazônica

Os tons de verde, o colorido, a variedade encanta. 

Jardim Botânico  - Região Amazônica


Espécies como o Pau-Mulato que impressionam pela altura que atingem (20 a 40 m), pelo tronco reto e liso com casca na cor parda quase bronze e que ramificam apenas nas pontas. 


Jardim Botânico  - Região Amazônica

As Samaúmas que encantam pela imponência. Podem alcançar até 60 m de altura por 210 cm de diâmetro, com enormes raízes tabulares (sapopemas) que atingem até 5 m. As raízes são a grande atração dessas árvores. Rendem belas fotos. 

Jardim Botânico  - Região Amazônica

Além de outras espécies como seringueira, açaizeiro, andiroba e até o mogno e a castanheira, ameaçadas de extinção, ganham merecido destaque no roteiro de visitação. Os cacaueiros também são lindos de ver. 









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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

 

Último dia do B.E.D.A - Blog Every Day August. Desafio cumprido! Trinta e um dias do mês de agosto, trinta e um posts no blog.



Eu fiquei muito na dúvida se entrava nesse desafio ou não. 

Primeiro porque eu estava realmente meio desanimada com o blog. Recentemente eu fiquei mais de duas semanas sem postar. Por outro lado entrar no desafio seria um bom estímulo. 

Segundo porque nesses onze anos de blog eu nunca consegui postar todos os dias de um único mês. O máximo que eu tinha conseguido até então foram dois meses com 27 posts. Por outro lado fazer algo que não tinha feito até então, instiga. Eu me sinto instigada. 

Terceiro porque estamos em quarentena, em isolamento, dentro de casa e isso me faz me sentir sem assunto. Quando estamos na rua, os passeios já viram assunto. Cenas que presenciamos vira assunto. Uma conversa com uma amiga na mesa de um restaurante vira assunto. Mas em casa?! Eu realmente estava me achando sem ter muito o que falar, o que contar. Por outro lado isso potencializa o desafio. 

Pesando na balança, resolvi encarar! Não me planejei. Não fiz lista de posts, nem programei prévia. Deixei rolar. Deixei o assunto surgir e a vontade de contar a história fluir. E fluiu. Foi bom. Gostei muito de participar. Tive a sensação de conquista e de superação.

Agradeço muito a Clau, do Mãe Literatura que fez o banner de participação. 


Também estão participando do BEDA 2020:
- Ale Helga, do blog Meus Amores.
- Viviane, do blog Resenhas da Viviane.

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domingo, 30 de agosto de 2020

A Semana 34 - Vigésima Quarta da Quarta Semana de Quarentena

 Uma semana que começou com dias frios e terminou com bastante calor. Os dias de tempo ruim quebraram a minha rotina de caminhadas ou pedaladas na hora do almoço. Logo eu percebi a falta que isso me faz. Acabo me sentindo mais cansada, mais estressada. Sabendo disso espero recuperar o ritmo e me permitir essas pausas.

Mesmo o dia estando frio, cinzento e chuvoso, inspirando recolhimento e aconchego, fizemos um passeio pela orla do Rio buscando belezas. E encontramos (mostrei no post "Existe beleza nos dias nublados"! Costumo dizer que encontramos o que procuramos. 


Não podemos ir à pizzaria ainda, mas a pizzaria pode vir até nós. Fizemos uma noite de pizza e sangria.



Ainda na onda de filmes indianos, assisti ao filme "MOM".



Por dica da Mona, no blog Dividindo Experiências, assisti ao filme "Ted Bundy, a Irresistível Face do Mal". O longa é baseado na história real do serial killer Ted Bundy, o assassino mais famoso dos EUA na década de 70. O filme mostra como esses psicopatas normalmente são carismáticos e envolventes, suas armas para coagir as pessoas. O quanto ainda nos enganamos pela aparência. 

De qualquer forma, mesmo sabendo que esse tipo de gente tem o poder de dissimular, eu achei que o filme focou mais em gerar dúvida sobre a culpa de Ted Bundy nos crimes bárbaros. 

Sinopse: "Ted: bonito, inteligente, carismático, efetuoso. Liz: mãe solteira, cautelosa, mas apaixonada. Imagem da felicidade doméstica, a vida deste casal parece perfeita. Mas isso apenas até Ted ser preso e acusado de uma série de assassinatos particularmente tenebrosos.".


Assisti a 4a temporada de "This Is Us". Também já tem post no blog.


Nessa semana eu percebi que uma simples frase, uma palavra, uma sensação estavam sendo gatilhos para lembranças e desejos. Quase todos eram relacionados a comida. Assim foi com um frio que senti e me lembrei de uma sopa de cebola que me levou a outras lembranças. Um vídeo de olimpíadas no Instagram me fez lembrar de uma rabada que eu comia às quintas-feiras quando trabalhava no Rio2016. 


Quando o tempo esquentou aproveitei para caminhar somente para ver flores.


E o entardecer.




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



Também estão participando do BEDA 2020:
- Ale Helga, do blog Meus Amores.
- Viviane, do blog Resenhas da Viviane.




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sábado, 29 de agosto de 2020

Bate e Volta em Saquarema


A cidade do Rio de Janeiro é cheia de opções de passeios de bate e volta por cidades próximas. Nesse período de isolamento eu percebi que exploro pouco essas opções de passeio de um dia em outras cidades. Hoje resolvemos mudar os ares e ver um cenário diferente mesmo que da janela do carro. Fomos a Saquarema. 



Saquarema é uma das belezas do estado do Rio meio esquecida, pouco explorada e divulgada. Como faz parte da Região dos Lagos, acaba injustamente sendo ofuscada pelas famosinhas Búzios, Arraial do Cabo e Cabo Frio. Mas Saquarema vale a pena. Ela se mantém pequena, com pouquíssimos prédios, praias extensas e belíssimas e ainda tem a Lagoa de Saquarema do outro lado. Outro ponto positivo: é bem próxima do Rio. 

Saímos do Rio sem programação. Apenas sabendo que iríamos até Saquarema. Optamos pela estrada antiga que vai por Maricá. O caminho é mais curto, mas não necessariamente mais rápido. Isso acontece porque essa estrada beira várias cidades pequenas e é antiga. Justamente por ser antiga me traz várias recordações. Lembranças da época que crianças viajavam na "caçamba" do Fusca (a parte que oficialmente era um porta-malas. De certa forma não deixava de ser), ou no bagageiro da Variant (gente, se fazia até colchãozinho para ficar mais confortável para as crianças dormirem durante a viagem. Loucura, né?). Acho que eu poderia fazer um post exclusivo para as lembranças desse percurso.



Foram 121 km da porta de casa no Rio até a Praia de Itaúna em Saquarema. Nossa primeira "parada" sem sair do carro foi o Mirante da Cruz, o que tem o letreiro "Eu Amo Saquarema". O nome do Mirante é devido a uma enorme cruz de metal, com 15 metros de altura, que representa a Santa Cruz, em memória da primeira missa realizada no Brasil. Além do letreiro, o Mirante da Cruz tem uma bela vista para a Lagoa de Saquarema.



Dali seguimos direto para Itaúna, a praia mais famosa de Saquarema. Uma praia extensa, de areia branca, mar claro com variação de tons de azul e verde e ondas.

As praias estavam fechadas para banho e permanência na areia. Mas estava permitido apreciar a beleza da praia sem se prolongar. Como estava bem vazio, saímos do carro para colocar os pés na areia um pouco, sentir o vento, o calor do sol, o cheiro da maresia e contemplar o visual da praia de que de um lato tem a lateral da Igreja da Matriz de Nossa Senhora de Nazareth, e do outro é praia a perder de vista.


Se Saquarema é conhecida como a Capital do Surf, Itaúna é o Maracanã do Surf, pois uma das etapas do campeonato mundial de surf profissional acontece lá. 


Eu gostei muito de ver o incentivo a leitura do Projeto Leitura nas Ondas do Futuro bem em uma das entradas da praia. Eu que adoro ler na areia ouvindo o barulho do mar certamente pegaria um livro ali se não estivesse com o meu na bolsa e se estivéssemos em uma fase que já seria seguro frequentar as praias. 


No final do canto direito de Itaúna podemo ver a onde a Lagoa de Saquarema encontra o mar. E ali que fica a Praia da Barrinha. Uma praia com ondas mais calmas e rasas. 



Depois de explorar a Praia de Itaúna seguimos para a Praia da Vila.




Se Itaúna está "nos fundos" da igreja, A Praia da Vila está do outro lado do canal com a Igreja de frente pra ela. Essa é a praia a principal praia de Saquarema e também a preferida pelos locais. Isso por causa da localização, está bem próxima ao centro da cidade e tem uma infra bem boa.


Assim como as demais, esta também estava proibida para banho e para permanecer na areia. Mas permitido contemplar e fazer uma rápida caminhada. Também estava relativamente vazia, com poucas pessoas desrespeitando a proibição. Como era possível manter o distanciamento, caminhamos até mais próximo da água. Gente, estava fazendo essa piscininha! Que vontade louca de me jogar!

Entre a Praia da Vila e a Igreja Nossa Senhora de Nazareth, cercada por pedras dos dois lados, fica a Prainha. Uma praia bem pequena.

Se por um lado a Praia da Vila é limitada pela formação rochosa, pelo outro lado ela se estende por quilômetros até se juntar com Praia do Boqueirão que, por sua vez, continua se estendendo até chegar em Jaconé. Ou seja, é uma enorme extensão de praias com longa faixa de areia fina, águas claras, normalmente bem geladas e mar agitado. Em dias de sorte para os banhistas formam-se essas piscininhas para mergulho com mais tranquilidade. 



Seguimos nosso passeio. Passamos pela Igreja da Matriz Nossa Senhora de Nazaretth, cartão-postal de Saquarema, localizada no alto da colina, construída em 1640. A vista de lá parecer ser deslumbrante já que de um lado estão a Prainha e a Praia da Vila e do outro estão as praias da Barrinha e de Itaúna. Na subida também tem um letreiro "Eu Amo Saquarema". Não subimos dessa vez. Eu tinha vontade de, além de contemplar o visual, ver o interior da igreja. Mas achamos que era melhor, por enquanto, ver apenas de longe. 



Na volta para casa tentamos passar na Cachoeira do Espraiado, em Maricá, na esperança de estar vazia. Porém ela ainda está com o acesso fechado. 

Vale muito a pena um bate e volta em Saquarema e até ficar mais tempo por lá. Vou voltar, com certeza. E aí sim explorar mais a Igreja, O Templo do Rock (Saquarema foi a cidade do emblemático Seguei), Fazer um Stand-UP na Lagoa de Saquarema que está muito bonita.

Esse é o 15º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido. 


Também estão participando do BEDA 2020:

- Ale Helga, do blog Meus Amores.
- Viviane, do blog Resenhas da Viviane.




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