terça-feira, 2 de agosto de 2022

Série documental "Pacto Brutal"

 

Em 1992 eu acompanhava a novela "De Corpo e Alma" em que ela atuava na época. Além disso eu tinha praticamente a mesma idade da atriz Daniella Perez. Vivia aquele vigor de estar começando uma carreia, a vida de adulto jovem, as oportunidades que a cidade do Rio de Janeiro nos oferecia diariamente, as portas do mundo escancaradas para o nosso futuro. 

Então aquele assassinato brutal, violento, inexplicável e aparentemente muito improvável (ser assassinada por um colega de trabalho, por pessoas da mesma idade, que viviam as mesmas experiências e tinham tanto futuro e possibilidades pela frente) chocou muito. Muito. Fez sentir medo. Acendeu a dúvida: será que tenho alguém psicopata ao meu lado?

Agora, 30 anos depois, foi lançada "Pacto Brutal" a série documental de 5 episódios na estrutura True Crime com insumos para mostrar a verdade sobre o crime que tirou a vida da jovem de 22 anos: depoimentos, cenas de reconstituição e imagens de arquivo. Mas engana-se quem espera que seja uma série com pegada jornalística. Não é. Ou não é apenas jornalística, tem um tom intimista com familiares e amigos expressando sentimentos e emoções vividas desde a fatal noite de 28 de dezembro de 1992 até hoje. 

Série Pacto Brutal

Assim que eu soube que a série seria lançada fiquei com vontade de assisti-la, mas sinceramente fiquei em dúvidas se conseguiria devido a brutalidade da história. Mas quando comecei a ver tive certeza de que iria até o final. E fui. De maratona. 

"Pacto Brutal" é dinâmica, a produção é impecável e envolvente. A luta, garra e amor da mãe para mostrar a verdade sobre o que aconteceu com a filha, para preservar a memória da filha, a necessidade da família de encontrar o culpado e o verdadeiro motivo, de conseguir um julgamento justo (se é que existe algum tipo de justiça para esse tipo de crime) para aí sim conseguir viver o luto, enfim, tudo desperta a vontade de chegar ao final daquela história. 

A série, mesmo 30 anos depois, era necessária. Necessária para relembrar a única verdade que ficou ofuscada por diversas versões mentirosas até o julgamento. Necessária para mostrar o quanto até hoje a vítima se torna culpada nesse país principalmente quando é mulher. Necessária para lembrar que os verdadeiros culpados estão soltos, vivendo suas vidas, mas são assassinos. Necessária para mostrar quanto a mídia sensacionalista e gananciosa prejudica pessoas éticas e inocentes e beneficia criminosos.

Necessária para trazer a certeza absoluta do que aconteceu naquela noite, naquele crime chocante. E para reforçar a dúvida se a justiça realmente foi feita. 




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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

BEDA: Blog Every Day August - 2022

Agosto começando e despertando em mim a saudade de blogar. Vou aproveitar que é mês do BEDA para me estimular. 

Você já ouviu falar ou participou de algum BEDA? A minha primeira participação foi em agosto de 2020.  

Pra quem não sabe o que é, ou não se lembra, vou contar. BEDA é a abreviatura de Blog Every Day August. É um desafio (e que desafio?!) que rola duas vezes por ano, sempre em abril e em agosto. 

Isso significa que durante todo este mês de agosto teremos post diários aqui no blog. 

Eu gosto, ou gostava de postar no blog. Para mim, blogar serve como exercício de criatividade, um exercício para a memória, uma forma de contar para as pessoas e para mim mesma algumas das minhas histórias. Mas não sei bem o porque eu perdi o pique. Perdi a mão. Sei lá, 

Acho que foi um misto de cansaço pós-pandêmico (me cansei de muita coisa que eu gostava e que fiz muito durante a pandemia. Outra coisa, além do blog, que eu cansei foi de cozinhar. Não tenho mais a menor vontade de cozinhar) e a publicação constante nos stories do Instagram. Logo eu que sempre disse que blog é casa própria, redes sociais casa alugada. 

Postar nos stories do Instagram me dá a sensação de que as histórias já foram contadas. Mas a verdade é que foram brevemente contadas e são levadas ao vento das 24 horas. Outro ponto são as fotos. Eu gosto de post com foto na horizontal, mas para os stories as fotos são na vertical. Aí na hora de postar não tenho as fotos que gostaria e acabo deixando passar. 

Mas quero recuperar a mão das postagens e voltar a deixar meus registros aqui. Por isso Tô levando fé que esta edição do BEDA será especial. Após esse hiato de postagens aqui no blog, estou cheia de ideias de posts. 





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quarta-feira, 1 de junho de 2022

De onde eu tiro os meus roteiros, resposta para uma amiga

 

Uma amiga me perguntou de onde eu tiro os meus roteiros de passeios. A resposta poderia ser bem simples: pegando dicas com outras pessoas, pesquisando lugares, fazendo listas de locais que eu quero conhecer, dos destinos que eu quero retornar e até daquele que eu não quero voltar. Não porque esses últimos tenham sido experiências ruins, mas exatamente ao contrário. Porque foram experiências tão boas que eu não quero que a percepção inicial seja afetada.

Porém, pensando na resposta à pergunta da minha amiga me lembrei dos últimos roteiros que fiz.

O destino seria explorar um pouco do Vale do Café. Escolhi fazer um percurso de cachoeiras em um bugre unindo natureza, aventura e a sensação de liberdade. O roteiro do Circuito de Cachoeiras de Miguel Pereira incluía duas cachoeiras, uma ponte e um bosque.

Durante o percurso o guia citou uma cachoeira que estaria fechada devido a construção de uma usina hidrelétrica. Já me bateu a curiosidade de conhecer a tal cachoeira. Ao virarmos a esquerda ele apontou que o caminho para a Monet Líbano seria a direta, o tal caminho bloqueado. Não me contentei. Perguntei se não poderíamos chegar o mais perto possível, irmos até a barreira no caminho para tentarmos ver a cachoeira nem que fosse de longe. 

Assim retornarmos e seguimos para a direita. Para surpresa o caminho estava livre. A barreira não estava mais lá. Seguimos mais adiante e nos deparamos com um mirante preparado para visitação.



Encontramos também uma placa apontado o acesso a cachoeira. Claro que eu quis descer e chegar mais perto. O guia titubeou e foi verificar se tinha alguém para dizer se poderíamos chegar até a cachoeira. Tal pessoa não foi encontrada. Falei para o guia que se não tinha ninguém para nos dizer que podíamos ir, também não tinha ninguém para dizer que não podíamos ir. Logo fomos!

Descemos o tal acesso que no início tinha uma escada, mas mais adiante ainda se encontrava precário. Nada que impedisse que continuássemos. Apenas tornaria a nossa aventura mais desafiadora. Enfim chegamos a beira do rio com a queda d'água adiante. 

Me preparei para mergulhar. O guia se surpreendeu mais uma vez: "Vocês vieram para mergulhar?!  Nesse frio?! Achei que iam apenas fazer fotos". Ah, eu lá sou pessoa que vem para cachoeira e não mergulhar?! Não dou de ficar na beira, sou de entrar. 




Sou de sentir, de experimentar. As fotos são registros, lembranças, memórias desses momentos de experiências e sensações. Quero sentir a água gelada nem que seja para sentir o calor ao sair dela. Quero a energia dos lugares, a sensação na pele, o cheiro no nariz, o som no ouvido, o sabor na boca, as cores nos olhos. Não apenas estar ali por alguns minutos, que me envolver com o lugar durante aqueles minutos.

Então, pensando nas histórias desse passeio e de muitos outros a resposta para a minha amiga é: os meus roteiros são construídos pela minha curiosidade, da vontade de devorar o mundo, por olhos que querem ver mais e além, da alma que pede novidade, do espírito que quer aventuras, da mente que quer ter histórias para contar. 

PS: a empresa da hidroelétrica comentou no post no meu instagram informando que fomos as primeiras a entrar na Monte Líbano após a reabertura. 






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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Estou de férias e não viajei por motivos de passagens em preços absurdos. Tudo caro e dolarizado. Então resolvi ficar pelo Rio de Janeiro. Afinal várias pessoas pagam caro para viajar para cá e explorar as nossas belezas. E eu que já estou aqui vou sair por quê? A opção foi fazer alguns bate e volta pelas cidades ao arredores

Mais um bate e volta do Rio. Esse foi a Paty do Alferes, no Vale do Café, conhecida pela Festa do Tomate. 

O nosso passeio foi dividido em duas etapas. Na parte da manhã focamos no Circuito da Cachoeiras, que na verdade ficam em Miguel Pereira, e na Ponte Férrea Viaduto Paulo de Frontin, de 1897. 

Esse trecho do passeio foi feito de buggy com saída da praça central de Paty. 
A primeira parada foi brinde!  Cachoeira Monte Líbano.

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

A cachoeira Monte Líbano estava fechada há um ano e meio por conta da implantação de uma Usina Hidroelétrica no Rio Santana, por isso ela não estava no nosso roteiro inicial. 

Após passar por uma faixa na estrada reclamando da destruição ambiental devido a ganância humana e ouvir a história sobre a construção da usina, a curiosidade bateu forte. 

Ao virar para esquerda pedi para o guia para tentarmos chegar o mais próximo possível. Eu queria tentar ver a cachu nem que fosse de longe. E assim fizemos o retorno, mas sem grandes esperanças. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira



Para nossa surpresa a Monte Líbano estava recém reaberta. Com uma área de mirante construída e uma sinalização de acesso que parecia não ter sido finalizado ainda. Mas não nos intimidamos com a precariedade da trilha. Aliás, uma aventura no caminho torna o destino mais desejável. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira


Assim chegamos a beira do rio e de frente para a queda d'água. Claro que mergulhamos! Arrisco a dizer que inauguramos a cachoeira em sua reabertura. Uma delícia! 


De lá seguimos a estrada de barro que já foi o caminho da linha do trem, rodeada pela vegetação da Serra do Mar, beirando o rio. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Chegamos na nossa primeira parada oficial do roteiro, mas nossa segunda parada do dia: a Cachoeira da Prainha. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Uma cachoeira meio escondida, com acesso não muito fácil, mas que vale todo o esforço. Linda, tranquila, deserta, com água clara. Uma ótima energia. Tem até um ofurô natural (uma banheira de pedra dentro da água do rio).

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

No caminho para a terceira cachoeira passamos por baixo do Viaduto Paulo de Frontin, de 1897, e considerado o único viaduto em ferro e em curva no mundo. 


Chegamos a Cachoeira do Poção. Essa já é bem conhecida e tem infraestrutura com bar, banheiro e duchas. Um espaço bem amplo com gramado à beira do Rio. A queda d'água é bem linda e com espaço pra curtirmos um ótimo banho. 

Justamente por ter a infra costuma ficar meio cheia nos finais de semana. A facilidade e o conforto podem trazer outros desconfortos, né?

Mas como nós fomos em uma sexta-feira encontramos o espaço completamente vazio e os bares fechados. Tranquilidade. Só nós. Cachoeira particular! E realmente essa cachoeira fica em uma propriedade particular, porém o acesso é liberado.


Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Completando o roteiro planejado das cachoeira, fomos ver a Ponte Férrea Paulo de Frontin. Agora porr cima e curtir um friozinho na barriga nos seus 34 metros de altura. 

A construção da estrada de ferro foi projeto do imperador D Pedro II era para ajudar os plantadores de café que já estavam em decadência. As pessoas podiam ir de trem do Rio de Janeiro a Miguel Pereira. Como não havia estrada na época, a inauguração da linha de trem foi uma grande novidade e fomentou o movimento de veraneio na região. Hoje a linha está desativada e a ponte é utilizada para fotos e para prática de rapel. 


Voltamos para Paty para a segunda etapa do nosso passeio parando antes no Lago Javary. Uma manhã de surpresa e aventura. Uma manhã de lavar a alma e de encher os olhos de céu.

Fizemos o percurso de bugre com o Luciano do @alferesextremo.

Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.



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terça-feira, 10 de maio de 2022

A Semana 18 de 2022 - Apreciar diariamente

 

Foi uma semana de seguir o ritual de apreciar diariamente o que o dia nos oferece de melhor.


Fui caminhar no meu cantinho preferido do Rio de Janeiro, o Jardim Botânico. Aproveitei para apreciar o que a natureza nos oferece de mais belo e puro.


Última semana do concurso "Comida di Buteco" que acontece anualmente há 21 anos. Aproveitei para apreciar comida boa e criativa em ambientes descontraídos. E claro que em cada ida a um "buteco" (buteco com "U" é como os mineiros chamam os seus bares. Daí o no nome do festival) teve ótima companhia, também muito bem aproveitada. 


Aproveitei o conforto, tranquilidade e aconchego do lar para relaxar e descontrair assistindo a um filme na TV. "Lua de Mel com a Minha Mãe" é um comédia que diverte com qualidade.

Sinopese: "José Luis decide levar a mãe na sua viagem de lua de mel após ter sido abandonado no altar. O que pode dar errado? Tudo e mais um pouco? Enquanto ela quer aproveitar as maravilhas do lugar, ele prefere ficar sofrendo de amor.".


Aproveitei para desfrutar dos encontros que a vida coloca no nosso caminho e fui tomar café com amigas. Aproveitei também para conhecer lugares novos e experimentar novos sabores. Fui conhecer a Le Wilt, uma patisserie especializada em choux. Delicioso. 

Podia até render um post para o Projeto 100 lugres em 1 ano se eu tivesse feito fotos suficientes. Mas me satisfiz em saborear essa delicadeza. Será que rola um post?



Mais uma vez aproveitei o conforto do lar e a companhia da filha mais velha e assisti a segunda temporada da série "Desejo Sombrio". Essa segunda temporada traz mais mistério em torno das relações proibidas. Prende.



Busquei na minha rotina, nos caminhos mais triviais, nas atividades mais tarefas mais obrigatórias e corriqueiras buscar alguma beleza ao redor. E olha que céu lindo eu pude parar para contemplar enquanto andava apressada para buscar a filha em um compromisso?!




Mesmo nos dias mais cinzas e com rotinas mais atribulada, a natureza está aí, disponível, nos oferecendo beleza e pureza. Precisamos estar atentos, presentes e nos permitirmos apreciar. Nem que seja por poucos minutos. Já vai fazer uma boa diferença positiva nos nossos dias. 


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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