"Um grandioso e raro espetáculo da natureza está em cena no Rio de Janeiro. Trata-se da floração de palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. Trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx, autor do projeto paisagístico do parque, ela floresce uma única vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada. Em seguida, inicia um longo processo de morte. Os cachos da palma talipot contêm aproximadamente 1 milhão de microflores e ficam no topo da palmeira, formando uma copa de tonalidade castanha de até 8 metros de diâmetro e 4 metros de altura. Nos dois anos que separam essa explosão de flores de sua morte, a palmeira produz uma tonelada de sementes, a forma que a natureza encontrou para garantir a sobrevivência de uma espécie que leva tanto tempo para se reproduzir."
Fiquei pensando se as autoridades responsável pelos parques do Rio estão providenciando mudas das "Palmeiras do Amor" para que esse espetáculo da natureza tenha continuidade, mesmo não sendo um planta nativa daqui, já que quando todos os frutos finalmente tiverem caído no chão - o que deve acontecer até maio de 2020 - a palmeira irá iniciar o seu ciclo de despedida, definhando até morte.
Eu passo por ali duas vezes ao dia, todos os dias da semana e não tinha me atentado para as árvores. Até que um determinado dia um motorista que me conduzia para casa e queria uma boa conversa me mostrou as tais árvores e me contou a história delas.
Deixar passar essas raridades do nosso redor despercebidas é algum comum nessa vida corrida e com olhos vidrados na telinha que levamos. Porém, nos permitir calma, tempo, ouvir, conversar com desconhecidos, alhar para cima, olhar para os lados, buscar o inesperado, com certeza nos traz boas surpresas, memórias, momentos únicos e histórias.
Sou muito grata por poder presenciar esse espetáculo da natureza tão único para nós cariocas e tão esperado.
Pesquisando eu descobri que praticamente todos os frutos, no entanto, tendem todos a gerar novas palmeiras, renovando o ciclo da natureza. Já estou pensando em passar por lá novamente para preparar umas mudinhas para replantar por aí.
























