terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Livro Jantar Secreto


Entrei em uma livraria com a minha filha e ela pegou o livro "Jantar Secreto" dizendo que estava doida por esse livro. Já tinha lido outras publicações do autor e adorou. Inclusive, tem um dos livros dele que é indicado como leitura na escola.  

Levamos o livro pra casa. A Ana Luiza deitou no sofá e passou o final de semana com ele nas mãos. Leu do início ao fim em uma tacada só e me recomendou a leitura. Acabei fazendo o mesmo. Li de uma única vez. Comecei e não consegui parar. 


Já no primeiro parágrafo: "Na madrugada do dia 18 de junho de 2016, um homem entra na 15a DP do Rio de Janeiro, no bairro do Jardim Botânico, e pede para falar com o delegado de plantão. Suas mãos tremem, mas ele mantém o olhar firme. Veste um smoking ensopado de sangue", o tom de suspense envolve o leitor.

O livro com a história de quatro amigos que deixam a sua pequena cidade no interior do Paraná e vão fazer faculdade no Rio de Janeiro. Felizes com a conquista da suposta independência e cheios de sonhos para um futuro brilhante. Porém, depois de algum tempo já cursando a tão sonhada "facul" e vivendo na promissora Cidade Maravilhosa, a situação do país não ajuda e o rumo das vidas de Dante, Miguel, Hugo e Leitão segue diferente do ideal de liberdade financeira. 

Diante de uma dificuldade financeira, da possibilidade de verem todos os seus sonhos e planos irem por água abaixo e, pior ainda, tendo como alternativa retornar para Pingo d'Água, os quatro amigos precisam ser criativos, empreendedores e correrem algum risco.

É neste momento que juntando as habilidade individuais surge a ideia de preparar um jantar comum para arrecadar dinheiro já que Hugo é um exímio chef de cuisine. Leitão, responsável pela divulgação, resolve fazer uma brincadeirinha e propor um jantar com um ingrediente inusitado: as melhores carnes humanas do mercado do Rio de Janeiro. 

A partir daí o suspense realmente envolvente, absorve, faz pensar, incomoda no bom sentido, choca e até lembra cenas no melhor estilo Quentin Tarantino. 

"O paladar é o único sentido isento das questões éticas que governam os demais. Imagine um performer que mutila um animal numa galeria de arte ou um músico q tortura um animal, porque acha o som agradável... Casos impensáveis! Ainda assim, há anos, nós matamos, mutilamos e torturamos animais simplesmente porque eles são saborosos. As pessoas toleram muito sofrimento em sua comida. Em nome do paladar, tudo é possível, meu amigo".

A narrativa ocorre em primeira pessoa de forma fluida e em tom de relato de confissão, repleto de elementos cotidianos e de pontos de identificação principalmente para quem mora no Rio e conhece as ruas de Copacabana onde grande parta de história acontece. Tem momentos de texto como a  transcrição de uma conversa de Whatsapp, diversas referências da cultura pop e trechos de poemas supostamente escritos em portas de banheiro público (aqueles que realmente podemos encontrar por aí). Tudo isso dá a narrativa um tom realidade que faz nos sentirmos dentro a história.






O livro traz uma crítica a situação do país, um paralelo com a crise que vivemos a partir de 2016 no Rio de Janeiro quando a expectativa era de crescimento e na verdade desabamos em índice de desemprego. Mas acima de tudo faz uma crítica a fomo como lidamos com a comida. Até onde somos capazes de ir pelo movidos pelo instinto de sobrevivência e até onde somos capazes de ir movido pelo desejo. Será que necessidade de sobrevivência e desejo têm limites diferentes?


Sinopse: "Um grupo de quatro jovens deixa Pingo d'Água, uma cidadezinha no interior do Paraná, para estudar no Rio de Janeiro. Eles dividem um apartamento em Copacabana e fazem o possível para alcançar seus sonhos na cidade grande. Dante, o narrador, trabalha como vendedor numa livraria e cursa administração. Leitão, um hacker de humor escrachado, frequenta aulas de ciência da computação, mas prefere mesmo jogar video game e comer pizza. Miguel, o certinho do grupo, estuda medicina. E Hugo é um aspirante a chef e dono de uma vaidade sem limites. Em meio às dificuldades de pagar o aluguel e conseguir um bom emprego em um país em crise, os quatro amigos têm uma ideia para finalmente ganhar dinheiro: realizar jantares secretos para clientes ávidos por uma aventura exótica. Mas o que começa como brincadeira de repente assume proporções inimagináveis. Eles mergulham num sufocante caminho de desconfiança, paranoia e ambição, assumindo uma índole perversa que jamais imaginaram possuir. Passando por matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e uma espiral de crimes, Jantar Secreto une humor negro e suspense numa trama hiperbólica, misto de fábula sobre a violência e retrato de uma juventude sem rumo.".




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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Projeto #100em1 - Copacabanando


Era sábado. Todos dormiam na casa. Os que estavam em casa. Enquanto eu na sala, já acordada desde cedo, pensava na lista de afazeres: feira, comprar pão para o café da manhã que iria acontecer na hora do almoço, ir ao mercado vegano comprar coisas para a filha, etc. Todos os itens se referiam a família como um todo. Nenhum específico para mim. Lembrando da família. Esquecendo de si. 

Meio na preguiça de tomar uma atitude, sentada no sofá "zapeava" pelas redes sociais até que chega uma mensagem de uma amiga no Instagram: "Saudades. Sonhei com você. Se for na Feira do Lavradio, me chama.". Meio de impulso respondi: "Vamos. A que horas te encontro e onde!".

Imediatamente após a resposta dela titubeei. Fiquei na dúvida se deveria mesmo ir, deixar a família em pleno sábado. Lembrando da família. Esquecendo de si. 

Mesmo com uma culpa pesando, olhei o relógio e vi que daria tempo de fazer as unhas antes do encontro. Lembrei de mim. Espanei a culpa dos ombros e parti para o salão. 

Como chovia levemente no Rio naquele fim de manhã de sábado trocamos a ida à Feira do Lavradio por um barzinho em Copacabana. Bem ao lado de uma Casas Pedro. Entrei no empório e comprei os itens veganos da filha. Atenuei mais ainda a minha culpa, afinal mesmo cuidando de mim eu ainda estava cuidando deles. Cheguei no bar às 12h47min conforme combinei com a minha amiga. Saquei o celular para fazer a foto da hora no relógio digital que fica em frente ao tal bar. Mas nesse tempo de pegar celular, digitar senha, entrar na câmera, os segundos pularam para 12h48min. Esquece foto. Senta. Relaxa. Conversa. Ri. Ouve confidências. Desabafa. Come empada aberta de siri. Bebe caipivodka de caju. Lembra de si. Não esquece a família. Esquece que não tinha tomado café da manhã.

A caipvodka no café da manhã faz efeito. Para amenizar, a amiga convida para ir em uma padaria ali perto que tem doces maravilhosos. Eu adoro uma padaria e uma novidade, gostei da ideia. Fui conhecer o local com nome de cereal utilizado desde o Egito antigo e cultivado durante séculos na região do Mediterrâneo, Farro.

Na entrada, em plena Nossa Senhora de Copacabana, meus olhos brilharam e a boca salivou com tantas delícias expostas. Explosão de cores e sabores. Decidi ali no balcão de entrada que experimentaria esse tal cruffin que eu nunca tinha ouvido falar. 


Entrando no espaçoso salão térreo do sobrado de três andares, com as pernas meio moles pelo efeito da caipivodka, com a boca desejando o sabor do doce, com a cabeça pedindo um café, com o coração aquecido pelo efeito da amizade e a alma satisfeita por estar fazendo algo por mim, fui me encantando com o ambiente. 


O meu pedido, cruffin e capuccino, chegou e o sabor me fez lembrar da viagem que fiz com a minha mãe a Praga. Sabor traz memória. Comida realmente conecta. Conecta lembranças, sentimentos, emoções, laços.


O pedido da minha amiga chegou. Sonho. Me lembrei da infância. Da padaria na praça de São Pedro d'Aldeia. Do pão quentinho e do sonho que o Seu Terrinha me dava sempre que eu ia lá e ele estava no balcão. Época em que eu sonhava com aqueles sonhos.


Saboreei o momento, o inesperado, a novidade, a companhia.


É bom comer bem, é bom estar em boa companhia, é bom se permitir.


Agradeço a minha amiga pela saudade, pelo convite para Copacabanar, por trocamos o café da manhã pelo almoço e vice-versa, por me tirar da rotina, por me ajudar a varrer a culpa, por me empurrar a lembrar de mim. 


Lembrei de mim, mas não esqueci da família.

A Farro faz, além dos doces e cafés, bufê de almoço e pizzas em pedaços, uma panificação em que entram sal, água e farinha. Pães deliciosos. Escolhi um bem vegano para levar para casa.

Esse momento delicioso de estar comigo em ótima companhia conhecendo um lugar novo e me recarregando de energia foi possível porque eu abri os meus olhos para a oportunidade que surgiu na minha frente e me conectei com o que eu realmente queria para a minha manhã de sábado enquanto todos dormiam.

Estar atenta a esses pequenas chances que a vida oferece nos possibilita ver que a vida pode ser estimulante a qualquer momento e mesmo nas ocasiões mais simples e inesperadas. Essas pequenas oportunidades aparecem para nós diariamente disfarçadas de pessoas e situações. Precisamos estar com os olhos abertos para percebê-las, abraçá-las e até procurá-las, se for o caso, bem ao nosso redor.

Esse é o segundo post do  projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões.

Outros posts do Projeto #100em1






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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Projeto #100em1 - Trilha da Pedra do Telégrafo


Eu via as fotos no Instagram e ficava babando. Mas por ser aqui no Rio e estar à disposição eu acabava deixando o passeio para depois. Por outro lado, apesar de ser na cidade, não é tão perto assim. Outro motivo pelo qual a Pedra do Telégrafo, mesmo com todo o seu encanto, perdia o seu lugar na lista de prioridades.

Até que ao acompanhar o perfil de um artista do Cirque Du Soleil acabei caindo em outro perfil de outro artista do mesmo grupo. E me surpreendi. O cara é belga, viaja o mundo todo, tem fotos em lugares fantásticos, mas a foto do perfil dele, a escolhida, é no que seria a Pedra do Telégrafo. Mais uma vez constatei que o ponto turístico da vez no Rio de Janeiro é realmente imperdível. E eu estava perdendo. 

Juntando a isso, a Ana Luiza recebeu em nossa casa um amigo vindo do Espírito Santo para conhecer a Cidade Maravilhosa pela primeira vez. Pronto! Foi a deixa! Acabaram-se os motivos para adiar o passeio! Incluímos a Pedra do Telégrafo no roteiro. E mesmo com a expectativa lá no alto, nos surpreendemo muito positivamente. 


Como eu disse, a Pedra do Telégrafo não é tão pertinho assim, pelo menos, pra mim. Ela fica localizada no Parque Estadual da Pedra Branca, a 354 metros de altitude no topo do Morro de Guaratiba. O que significa que teríamos uma distância a percorrer e um caminho a trilhar.

Pesquisamos e daria sim para irmos sozinhos, mas preferi o conforto e contar com a experiência de um guia. Acho legal incentivar o turismo local, apoiar quem trabalha na área e me livrar de possíveis roubadas. Encontramos o Fernando do @pedra_do_telegrafo que além de guia é fotógrafo. Uma mão na roda! Sério, tirar foto dessa galera jovem que fica gerando mídias não é fácil não! Eu já fico tensa!

Bom, guia fechado, data e horário agendados! Iríamos sair de casa às 6h30 da manhã para chegar ao cume ainda relativamente cedo e não pegar muita fila para fazer as tais fotos que bombam. Na véspera o nosso guia manda uma mensagem sugerindo reagendar a saída para às 5 horas da manhã. Isso mesmo! Escrevi certo. Por que esse exagero? Porque a fila para fazer as fotos tem ficado enorme. Mas enorme em um nível inacreditável. Mais surpreendente do que a vista que temos lá de cima.

Um ponto positivo para termos marcado com o guia: sem ele sairíamos de casa por volta das 7 horas da manhã achando que estávamos madrugando e provavelmente chegaríamos no topo em tempo de pegar mais de quatro horas de fila.

Saímos às 5 horas da manhã em direção à Barra da Tijuca. Como nesse horário não tinha trânsito nenhum, fizemos o percurso pela orla curtindo todo o visual do início da manhã nas praias da Barra, da Reserva, Recreio, Macumba, Prainha, Grumari até chegarmos a Barra de Guaratiba. As praias estavam tão vazias nesse horário que deu até vontade de desistir da trilha e ficar por ali mesmo. Mas seguimos a nossa meta.

Em Barra de Guaratiba seguimos pela Estrada Roberto Burle Marx até o final. Ao invés de pararmos lá embaixo, o nosso guia já tinha um acordo com um estacionamento bem na subida da trilha. Sabe aquele último local que dá para estacionar, o mais perto possível do início da trilha?! Era a vaga reservada para o nosso guia.

Mais um ponto para estarmos com o guia: economizou estresse para conseguir vaga, poupou nosso tempo de caminhada, nossa energia e nossa panturrilha. Essa parte inicial, que nem é a trilha ainda, é justamente a mais íngreme e mais cansativa do que a trilha em si.

Mesmo com um bom trecho de rua poupado ainda subimos a última ladeira até a cerca de entrada na trilha. Nesse ponto tem um quiosque que vende sacolé, Gatorade, água, refrigerante, etc. Como chegamos bem cedo ele ainda estava fechado. Não foi problema para nós, pois estávamos abastecidos de garrafas com água.

A Pedra do Telégrafo bombou apenas nos últimos anos, mas a trilha é das antigas por ser a mesma que dá acesso a trilha para as cinco praias selvagens da região.

Como agora pedra instagramável anda famosinha nas redes sociais, o movimento está intenso e com isso a trilha principal até o topo está bem aberta, larga e com sombra. Porém é preciso prestar atenção nas bifurcações que levam até as trilhas para as praias e nas marcações do símbolo da pegada pintado nas pedras e nas árvores.

O início da trilha é de subida, subida e mais subida. Depois melhora um pouco com os trechos de subida intercalados por pequenos trechos planos.


Quando pensamos em desistir, se pensarmos nisso em algum momento, se abe a nossa frente um visual que estimula e incentiva a seguimos em frente e darmos os próximos passos.


Quando alcançamos cerca de 70% da trilha chegamos ao Mirante do Telégrafo com uma vista sensacional da Restinga de Marambaia. Por mais que seja tentador parar ali para fazer fotos nesse momento de cansaço, a dica é seguir em frente e deixar as fotos para a volta. Lembre-se da fila para fazer as fotos na "pedra principal".


Mais alguns metros acima e gotas de suor abaixo.


Chegamos em outra bifurcação com duas pedras que proporcionam vista deslumbrante. Mais uma vez a dica é: deixe essas fotos para depois das fotos do precipício.


Siga a seta em direção a Pedra do Cavalo. Mas como assim? Não estamos indo para a Pedra do Telégrafo? Sim e não. É que a pedra famosinha é uma outra pedra localizada mais abaixo da pedra do telégrafo. Por isso que no início desse post eu me referi ao que seria a Pedra do Telégrafo. O nosso foco principal e a nossa corrida contra a fila que só aumenta é chamada de Pedra da Bigorna também conhecida como Pedra do Cavalo e Pedra do Abismo. Cheia de apelidos, né?

A partir daí é só descida até chegarmos no nosso ponto. Nós chegamos exatamente às 7h31min e a fila estava com cerca de 20 pessoas na nossa frente. Não fiz foto da fila, mas pela lente dos meus óculos dá para ter uma ideia.


Fiquei tão deslumbrada com o visual que nem senti a uma hora de espera na fila passar. Cercada por mata verde com três (Praia do Meio, Praia Funda e Praia do Inferno) das cinco praias selvagens abaixo, seguida por Grumari, a vista ainda alcança as Praias da Macumba e do Recreio e a Pedra da Gávea ao fundo. Um visual que nem a mais perfeita do profissional mais capacitado consegue retratar.


Além de desfrutar da vista, fazer algumas fotos na parte da pedra que não atrapalha quem está na vez, é bom aproveitar o tempo de fila (se for razoável) para ter ideia das poses que vai fazer na sua vez. No nosso caso, o guia era fotógrafo que já trabalhou por três anos como fotógrafo na pedra.

Outro ponto positivo de ter o guia: ele sabe se posicionar e dar dicas das melhores poses para as fotos terem os efeitos esperados.


Mesmo quem tem medo de altura consegue fazer as fotos. É que na verdade, é tudo uma questão de  enquadramento da foto. 


 Embaixo da pedra tem um espaço relativamente grande e que dá pra ficar em pé. Nessa foto abaixo (esqueçam a barriga e foquem nos pés de bailarina), por exemplo, eu estava em pé na plataforma e apenas pulei tocando os calcanhares nas nádegas. 


Feitas as nossas fotos individuais em em grupo


Liberamos espaço para a fila andar e seguimos o nosso caminho de volta. Aí sim passamos na verdadeira Pedra do Telégrafo que tem uma corda para quem quiser se aventurar na subida. Juro que tentei, mas não senti muita firmeza na tal cordinha não. Então apreciamos o visual no entorno dela.


A Pedra do Telégrafo tem esse nome por ter servido de instalação militar na Segunda Guerra Mundial. Ali era um ponto de observação e as mensagem eram transmitidas por equipamentos de telégrafo.

Fizemos o caminho de volta agora sim parando em todos os mirantes, nos encantando com o visual, descansando e fazendo mais fotos.


Não é uma trilha fácil, mas também não é difícil. Eu levei cerca de 50 minutos fazendo devagar, parando brevemente para respirar. Apesar de ser na sombra é importante levar água porque fica quente mesmo com a brisa do mar. No topo tem o fotógrafo que cobra 10 reais por três fotos e dois ambulantes que vendem água e açaí. No horário que eu fui apenas o fotógrafo já estava lá. Encontrei com os vendedores de água e açaí enquanto fazia a descida.

Valeu muito a pena ter feito a trilha e desfrutado desse ponto turístico do Rio de Janeiro. Dá para fazer a trilha sozinha sim. Muitas pessoas fazem dessa forma, inclusive turistas estrangeiros. Porém eu vejo vantagem em ir com um guia, pelo menos na primeira vez.

Para aproveitar mais o dia voltamos parando nas praias que já estavam bem cheias. Fizemos uma parada em Grumari.


Na Prainha


Na Praia do Secreto


Passamos no Recreio para mostrar os jacarés para o nosso hóspede capixaba que não acreditou que em uma passarela qualquer de uma rua qualquer de um bairro de uma megacidade como o Rio de Janeiro, os jacarés são figurinhas fáceis.


Finalmente a última parada para mergulho na Praia da Joatinga.


Como o Mirante do Joá estava no nosso caminho de volta, mesmo exaustos fizemos uma parada para contemplar a vista. Afinal as paisagens da Cidade Maravilhosa nunca cansam a vista.



Esse post vai ser o primeiro do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A Semana 51 de 2019 - Com Paz e Paixão


Última semana completa do ano. A próxima já será dividida com 2020. Aí vamos pensar que o ano passou rápido demais. Não importa a velocidade em que o ano passou. Importa a velocidade que demos aos nossos dias e o quanto o aproveitamos, fizemos coisas que nos fazem bem, vivemos com paixão e com paz.

Paixão não significa apaixonado por alguém, mas algo que gostamos de fazer, uma meta que queremos perseguir, algo que simplesmente nos traga alegria. Pode ser dançar, ouvir música, ler, estar com as pessoas que ama, o trabalho, desfrutar a natureza, fazer turismo na sua cidade, experimentar algo novo a cada dia. 

Paz não significa viver em um lugar do interior, tranquilo, sem problemas e com trabalho leve. Paz significa sentir calma interior com tudo e independe do que acontece ao seu redor. Podemos estar em uma fase de trabalho pesado, tendo que estender o horário, e nos sentirmos em paz por sabermos que esse momento precisa de mais dedicação nessa área da vida e que estamos em busca de um objetivo. 

A minha última semana completa de 2019 começou com uma viagem para Cabo Frio, cidade que eu morei e que a minha mãe ainda mora. Por isso raramente eu considero uma ida a Cabo Frio como uma viagem. Mas podemos sim embutir esse espírito em qualquer passeio que fazemos. Mesmo para os luares mais rotineiros. Fui para Cabo Frio com o espírito de turista, em paz e com paixão.

Me hospedei no Hotel Solar dos Arcos, local que eu já tinha a curiosidade e vontade de conhecer. 


Fomos à Praia das Caravelas que eu nunca tinha ido e voltamos a Praia de José Gonçalves que eu já não visitava fazia um bom tempo.


Saímos para jantar em família nos restaurantes charmosos, gostosos, com ambientes agradáveis no Bairro da Passagem. Eu tenho um post desse bairro cheio de história e charme de Cabo Frio. Mas como ele é de 2014 eu estou achando que merece um post novo.


Voltamos para o Rio tive trabalho e não quis ter trabalho para preparar a ceia de Natal.

Na verdade, esse ano eu pedi de presente pro Papai Noel que a ceia de Natal ficasse milagrosamente pronta. Acordei e não vi nenhuma movimentação. Eu já estava achando que não fui tão boazinha assim durante esse ano, já estava começando um diálogo com Daddy Noel pra ver onde eu vacilei quando a minha amiga Simone Casamasso toca o interfone com a ceia prontinha, linda, cheirosa e caprichadamente embalada para presente.

Na verdade, na verdade mesmo, como eu sei que o melhor é não criar expectativas e sabia que se eu não providenciasse a nossa ceia ela não sairia, eu mesma encomendei tudo. Assim mantive a paz , a minha paz e vivi a noite de Natal com paixão por estar em casa, com mesa posta com comida gostosa, cercada de pessoas que se amam e que são importantes entre si.


Recebemos um amigo da Ana Luiza para passar a semana aqui em casa. Logo na chegada dele fizemos um passeio de bicicleta até o Porto Maravilha.

Foi um dia para turistar pelo Rio de Janeiro e apresentar as belezas da cidade para o amigo capixaba que está pela primeira vez na Cidade Maravilhosa. Foram 14 km de bike de Botafogo até a Roda Gigante StarRio, no Porto Maravilha, passando pelas paisagens lindas da cidade, pelo Centro Histórico, pontos de lazer como a roda e o AquaRio e pontos culturais, como a arte de rua nos muros do Porto Maravilha os museus MAR e Do Amanhã. Pra finalizar o pôr do sol na Mureta da Urca.

Um dia de apreciar belas paisagens da cidade e sentir toda a paz, que apesar dos muitos problemas, ela pode nos proporcionar, visitar lugares já conhecidos mostrando tudo o que nos apaixona nessa cidade para o amigo, e conhecer o novo point de lazer que é a Roda Star Rio.



No outro dia a Ana Luiza continuou a semana de férias turísticas no Rio indo ao Cristo Redentor pela manhã enquanto eu fui de bicicleta para o trabalho. Depois ela passou para conhecer o escritório que eu trabalho e ver a vista que é linda. Visitamos a Catedral Metropolitana e sentimos a paz do seu interior. 

A minha filha seguiu para almoçar uma feijoada com o amigo e eu fui para o almoço de final de ano com a equipe do trabalho. Merecemos essa comemoração. Realizamos nosso trabalho e atingimos as metas com paixão, espírito de equipe e alegria mesmo nas horas mais tensas. 


Desejo que as semanas de 2020 sejam com muita paz e paixão. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Filme "Minha Mãe é uma Peça 3"

Estreou ontem, dia 26, o terceiro filme da franquia Minha Mãe é uma Peça. Eu tive a oportunidade de assistir na pré-estreia e já garanto que dei muitas risadas, que rolou uma identificação em alguns momentos e que no final rolou uma lagriminha de emoção. Sou chorona em filmes mesmo!




No longa “Minha Mãe é uma Peça 3”, Dona Hermínia (Paulo Gustavo), a mãe mais louca, amorosa e autêntica do Brasil, se vê meio perdida diante de sua própria vida quando a maternidade já não é mais o seu papel principal já que os filhos definitivamente não demandam mais dela. Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier), além de já terem saído de casa, agora estão construindo a própria família. E o pior, não querem a mãe palpitando e se envolvendo em tudo! Meu coração já apertou imaginando o meu futuro.

Juliano vai casar mas, a princípio, não quer e nem precisa da ajuda de Dona Hermínia nos preparativos. Marcelina está grávida do primeiro(a) filho(a) e quer conduzir a sua maternidade de maneira bem diferente de Dona Hermínia em alguns aspectos.

Assim, Dona Hermínia que durante anos deixou a sua própria vida de lado para viver para a maternidade precisa se redescobrir, se reinventar e viver mais a sua própria vida. Precisa sair da rotina e da monotonia dos seus dias solitários (mesmo assim engraçados) em busca de novos interesses. Mas claro, sem deixar de acompanhar a vida dos filhos porque, afinal, uma vez mãe, sempre mãe!



Apesar de ser uma comédia que te faz rir do início ao fim, o filme traz momentos de emoção quando Dona Hermínia se lembra dos momentos com os filhos pequenos e quando o papel da mãe era fundamental na vida delas. Traz momentos de reflexão quando trata com leveza e naturalidade de tema polêmicos como famílias LGBTs. Traz momentos de identificação quando faz pais ou filhos sentirem o que uma mãe sente em relação aos filhos. Traz momentos de empatia quando faz pensar no que uma mãe sente quando se percebe descartável. Tudo isso é tratado com muito humor e leveza. O filme mostra muito bem a máxima de que quando contamos nossa história com humor saímos do papel de vítima.

Me fez pensar muito sobre a minha opção de vida de me dedicar a maternidade sem abrir mão da minha vida pessoal, das minhas amizades e dos meus interesses na medida do possível. Sempre pensei que a conta da dedicação exclusiva poderia ser alta quando os filhos crescessem e tomarem as rédeas de suas próprias vidas. Por isso acho fundamental o equilíbrio já sabendo que a balança vai pender sempre pro lado da maternidade. Não tem jeito, coração de mãe é assim!

Sinopse: Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve ficar ainda mais próximo. “Minha Mãe É Uma Peça 3" conta como a mãe mais divertida do Brasil reage a todas essas confusões.





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