domingo, 2 de agosto de 2020

A Semana 30 de 2020 - Vigésima Semana de Quarentena - BEDA

Férias e Flexibilização. Fase quatro da flexibilização no Rio e minha segunda semana de férias. Parte de mim entendo que não é momento de sair ainda, parte desejando lazer e contato com a natureza.
Cuidar da saúde mental também é importante. Onde está o limite entre o cuidado com a saúde física e a mental nesse momento? Isso que procurei equilibrar nesta semana.

Uma amiga me disse que estava com desejo de comer algo com milho, tipo curau, bolo de fubá. Como na casa dela ninguém gosta, não adianta fazer porque estrada. Desejo de amiga bate forte no meu coração (e no meu apetite também). Então o que acontece quando a amiga expressa um desejo desse?! Bate em mim um desejo louco de fazer um piquenique com as amigas no Aterro do Flamengo, com essas comidinhas e mais umas bebidinhas. Ora de frente para o Pão de Açúcar e de costas para o Cristo Redentor. Ora mudando a vista. Como ainda não dá para fazer esse tipo de convívio social, a gente prepara as comidinhas para um lanche na varanda e deixa uma porção de cada na portaria da amiga: broinha de fubá, receita da @panelaterapia. Bolo de fubá com goiabada vegano receita da @vegannapelomundo. Curau de milho, receita de olho caseira mesmo. E agradece a amiga pela inspiração gastronômica e incentivo a gula.


Terminei de ler "A adorável loja de chocolates de Paris" (vai ter post). Claro que acompanhada de muito chocolate. Ô pessoa facilmente sugestionada pelos livros essa aqui!


O Jardim Botânico do Rio, pra mim o mais lindo de todos os Jardins Botânicos por aí e o melhor passeio do Rio de Janeiro, reabriu com todo controle e normas de restrição para manter o isolamento social adequado. Eu resolvi me dar essa liberdade e contato com a natureza. Marquei na segunda-feira, no primeiro horário. Hora e dia que eu achei que seria o momento mais vazio. E realmente estava vazio, com todas as regras sendo respeitadas. Uma delícia de passeio e um exemplo de respeito as normas. 


Depois de uns dias desanimadíssima com a cozinha e com pouca vontade de comer, me inspirei e preparei um "Baião de Dois Vegano". Como é bom comer bem e bonito!


Mais uma vez buscando o equilíbrio entre saúde física e mental procurei um horário mais vazio em dua de semana (aproveitando que estou de férias) e fui devidamente paramentada de máscara de proteção e álcool gel, pedalar pela cidade. O ponto escolhido foi a Urca e essa vista linda de um dos catões-postais mais lindos e emblemáticos da Cidade Maravilhosa. O colorido do dia me fez bem, me encantou mesmo com um cenário que seria corriqueiro para mim.


Me animei a fazer um curso online de fotografia, arte e moda. Na verdade o que me despertou o interesse no curso foi ver um pouco de arte. Estou com muita saudade de ir a um museu. Nossa, como estou sentindo falta de uma exposição de arte! As aulas além de me apresentarem pintores e obras que já conheço, que já vi em algum museu por aí, me traz novos artistas e novo olhar.
No quado abaixo de Salvador Dali, de "Gala contemplando o Mar Mediterrâneo" eu não conseguia jamais enxergar a homenagem a Lincoln.


Sabemos que Dali gostava de "esconder as coisas" nas suas pinturas usando ilusões de óptica. Somente quando tirei a foto da tela do computador é que consegui visualizar o busto de Abrahan Lincoln. 

É sempre bom ampliarmos o nosso olhar e a arte é uma ótima maneira de exercitarmos novos olhares.


Fiz mais um passeio de bicicleta também buscando horários mais vazios para manter o distanciamento social sem riscos. Pedalando, o vento batendo no rosto, a vida passando pela cabeça e os olhos buscando novos pontos de vistas, a alma enxergando um parque de novas possibilidades.



Nessa pegada de arte, por coincidência ou não, o meu marido me convidou para um cinema em casa. A sugestão dele foi o filme "O Último Retrato",  um filme biográfico do pintor e escultor suíço Alberto Giacometti. Baseado no livro de depoimento pessoal do escritor e crítico de arte americano James Lord, o longa mostra o processo de criação de Giacometti ao retratar James Lord. Durante o processo que deveria durar apenas uma semana, mas se prolongou diversas vezes, os dois compartilham suas impressões sobre arte, as dificuldades do processo criativo, a personalidade excêntrica e hiperativa do pintor, a cobrança do artista sobre si mesmo e busca pela perfeição, sua insatisfação constante com a pintura e autocrítica impiedosa. Um filme bem interessante. Vou pesquisar mais sobre Alberto Giacometti e suas obras. 




Assim essa semana da quarentena sem fim nesse novo normal se mostrou para mim mais normal e um pouco equilibrada dentro das possibilidades

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.






Você pode me encontrar também

sábado, 1 de agosto de 2020

Um Parque de Possibilidades - BEDA 2020



Eu olhei a cena da minha canga com o meu par de havaianas com estranheza. Me peguei com aquele olhar que franze as sobrancelhas e cai a cabeça levemente para esquerda pensando: por que eu estou achando estranho? Me dei conta que era a grama. Canga e havaianas sempre foram item de praia, combinam com areia. 


Observando esse estranhamento me dei conta que estava fazendo algo que nunca tinha feito aqui no Rio, ou melhor, aqui no Brasil. Aproveitando um parque como uma área para tomar sol, relaxar e ler.

Me lembrei dos europeus em seus parques. A primeira vez que pisei no velho continente foi em Londres e achei engraçado, enquanto caminhava no Hyde Park, ver as pessoas deitadas na grama tomando sol.

Usamos muito os nossos parques, sim. Eu mesma desfruto muito do Aterro do Flamengo, da Lagoa Rodrigo de Freitas. Mas a circulação por ali é normalmente com objetivo e movimento. Vamos para caminhar, correr, pedalar, fazer um passeio em movimento. Até fazemos piqueniques, mas em grupos, em comemorações, enfim, em movimento. Raramente tem alguém sozinho ou em par apenas sentado, lendo, absorvendo.


E eu estava ali deixando o tempo passar, aproveitando o calor do sol nas minhas pernas, desfrutando do frescor da sombra na minha cabeça. Folheando o meu livro, absorta na história das páginas e nos meus próprios pensamentos. Deitando, olhando as nuvens, contemplando o céu. E que céu!



Pensei em como o fato de ter a praia sempre disponível e como opção me limitou a ver outra possibilidade. 

Esse período de isolamento e distanciamento tem mostrado outros pontos de vista. Muitos enquadrados de dentro de alguma janela, mas outros amplos e com novas possibilidades. As limitações e restrições podem nos estimular a buscar caminhos que, apesar de estarem sempre ali disponíveis, nunca foram percorridos simplesmente porque estávamos no piloto automático.

Este post faz parte do projeto Beda (Blog Every Day August). Este desafio acontece duas vezes por ano, sempre em abril e em agosto e eu nunca participei. Aliás, nesses anos de blog acho que nunca consegui postar diariamente nem por uma semana. Mas resolvi encarar. Estou participando do projeto individualmente, mas já vi duas amigas que estão nele também:

- Carol, do Pequena Jornalista.

Inclusive ganhei um banner personalizado da Clau. Muito obrigada pelo carinho.




Você pode me encontrar também

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Baião de Dois Vegano em duas versões


Frio, chuva, dia pedindo aconchego. Se tem uma comida aconchegante na culinária brasileira é o Baião de Dois. Comida que lembra ritmo e paixão. Abraço, mistura, calor.

Esse prato de origem nordestina vem da mistura brasileiríssima: arroz e feijão.

O baião é uma dança típica do nordeste. Um ritmo que se dança agarradinho, coladinho, com muito rebolado. E é assim que o arroz e o feijão, devem ficar no Baião de Dois: misturados como na dança, como um casal apaixonado, que se completa. 

O prato tradicional, raiz, é feito com arroz branco e feijão de corda, carne seca, linguiça, queijo de coalho e manteiga de garrafa. Mas permite várias combinações e adaptações. 

Com a Sofia sendo vegana temos feito essa versão aqui em casa: com arroz branco e feijão vermelho.


O que utilizamos:

- 2 xícaras de arroz branco;
- 1 xícara de feijão vermelho;
- 1 linguiça de soja (150 g) - uso a marca Goshen;
-  150 g de tofu defumado;
- 1/2 pimentão amarelo;
- 1/2 pimentão verde;
- 1 colher de sopa de manteiga vegana (ou azeite);
- 1 cebola picada;
- 4 dentes de alho;
- salsa, cominho, pimenta do reino, sal à gosto;
- pimenta biquinho.


Como fizemos:

Lavamos bem os feijões e deixamos de molho por doze horas para facilitar o cozimento. Cozinhamos na água com sal até ficar no ponto. Gostamos dos grãos mais durinho. Assim que está cozido retiramos a água.

Lavamos o arroz, refogamos em parte da cebola no azeite com dois dentes de alho, adicionamos duas xícaras de água de deixamos cozinhar.

Em uma frigideira alta colocamos refogamos o restante da cebola com os dentes de alho em uma colher de manteiga vegana. Acrescentamos a linguiça em fatias e deixamos selar e dourar. Colocamos o tofu cortado em quadradinhos. Adicionamos os pimentões picados, misturamos, colocamos o arroz cozido, os grãos de feijão cozido, os temperos e misturamos tudo. Finalizamos com a pimenta biquinho para enfeitar. 



Aí é só servir e comer quentinho. Eu gosto de colocar por cima do Baião de Dois uma porção generosa de couve cortada fininha e assada com alho e semente de abóbora.

Como diz a música "Baião de Dois" de Luiz Gonzaça

"...
Vô juntá feijão de corda
Numa panela de arroz
Abdom vai já pra sala
Que hoje têm baião de dois

Ai, ai ai, ai baião que bom tu sois
Se o baião é bom sozinho
Que dirá baião de dois
..."

Outra versão de muito sucesso aqui em casa é o Baião de Dois de arroz integral e feijão fradinho. A receita e medidas são exatamente as mesmas. Altera apenas o tipo do arroz e do feijão. 
 



Você pode me encontrar também

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Livro "A padaria dos finais felizes"

Não estou entrando em lugares fechados ainda. Ou não deveria estar, mas fraquejei. Passei pela calçada onde fica a minha livraria preferida. A porta estava entreaberta, olhei para dentro e vi que estavam se preparando para abrir, limpando e higienizando tudo. Reabriria em apenas dez minutos. Não resisti. Esperei. Entrei. Fui a primeira pessoa a entrar nessa reabertura. Peguei alguns livros que me chamaram a atenção e estavam logo no primeiro balcão. Paguei e voltei feliz com a minha aventura e aquisições.

Entre os livros adquiridos intuitivamente, na pressa, na correria de quem estava fazendo algo errado e precisa terminar logo antes de ser "pega", estava "A padaria dos finas felizes", de Jenny Colgan. Gostei da capa, gosto de padaria e de finais felizes. Somente quando cheguei em casa, observando melhor o livro foi que me dei conta que faz parte da trilogia de outro livro que eu queria ler "A adorável loja de chocolate de Paris".

Comecei a leitura imediatamente. Foi o meu primeiro contato com a escrita de Jenny Colgan" e gostei da narrativa leve e descontraída. 



O chick-lit de Jenny Colgan tem uma história que já pode ter sido vista por aí em livros e filmes, mas é fofa, envolvente, inspiradora.
Polly Waterford, uma mulher na casa dos 30 anos, investiu todo o seu dinheiro e tempo em seu antigo relacionamento a ponto de vida pessoal e profissional se tornarem uma só. Quando o negócio faliu, o relacionamento ruiu. Polly viu sua vida desmoronando em todos os aspectos. Se sentindo em um labirinto, a única saída financeiramente viável que encontra é mudar de cidade alugando um apartamento caindo aos pedaços.

Assim Polly vai morar na ilha de Polbearne, um lugar que em outras condições seria inconcebível habitar, viver, morar. Mas, a princípio, seria uma situação provisória, apenas o tempo suficiente para Polly se reestruturar, encontrar um pouco de paz e equilíbrio, fortalecer.

“Só  aproveitando a sensação agradável de estar centrada no agora, em seu próprio ser, sem ter que se preocupar com o futuro nem sonhar com o passado, sem se distrair com tarefas mundanas: estava presente, existindo e sentindo."

Sozinha nesse lugar cheio de desafios Polly precisa criar novos laços e se autoafirmar. Para isso faz uso do seu hobby, paixão desde sempre: fazer pães.


De repente, Polly sentiu algo. Conforme tacava, empurrava e sovava a massa, era como se a energia ruim estivesse deixando seu corpo.

Pelo cheiro, pelo sabor, pelo calor e aconchego da iguaria ela conquista afetos e também um desafeto: a dona da única padaria da ilha e também sua proprietária. Na improvável ilha Polly finalmente se abre de novo para a felicidade e o amor, mas nem tudo são flores. Polly tem que enfrentar a desavença com a senhora Gillian Manse e a resistência de alguns moradores à presença de uma pessoa de fora, que não cresceu em Mount Polbearne.


De repente, ali, na pequena padaria à beira-mar, começou a sentir que nada era impossível. No fundo do coração.



Mesmo sendo uma escrita fácil e para entretenimento (o livro cumpre bem esse papel), traz pontos interessantes como a crise de certas profissões devido a inclusão digital e a necessidade de readaptação rápida para continuar competitivo no mercado (foi isso que levou o negócio do ex-namorado de Polly à falência). O surgimento de novas profissões e ter o empreendedorismo com uma opção viável, não apenas o mercado de trabalho tradicional. 

Outros aspectos bem positivos e interessantes do livro são: o cenário e os pães.

Eu sou dessas que quando leio um livro gosto de me transportar para o cenário, ouço as músicas citadas (ouvi e dancei com "Praise You"na cena da festa), pesquiso no mapa os lugares citados, faço os trajetos e tal. Então descobri que o cenário fictício de Polbearne é inspirado em uma das atrações mais icônicas da Cornuália: o monte St Michael. Claro que já fiquei sonhando com uma viagem pela região.

E os pães? As narrativas dos momentos em que Polly está fazendo pães e experimentando receitas são literalmente deliciosas. Sério eu sentia o aroma de pão no forno (tive que ir para a cozinha fazer outro pão de canela. Polly faz roscas de canela), senti o sabor e a crocâcia do sourdough (corri na padaria para comprar um e acompanhar a leitura regado com azeite, sal rosa e alecrim), estou desejando até hoje um pão de mel.

Enfim, a trama de "A Padaria dos Finais Felizes" é bem previsível: uma mulher que tem a vida desestruturada justamente na fase que deveria estar estabelecida, muda de cidade em busca de um caminho e se contra consigo mesma e com o amor. Porém é divertido acompanhar as desventuras da mulher corajosa que, entre dúvidas e inseguranças, se supera a cada dia e dá a volta por cima superando adversidades. Mostra que mudar o rumo pode ser muito positivo.  E é uma leitura que nos estimula a saborear e viajar enquanto lemos. Ah, o livro tem várias receitas no final, como a rosca de canela entre outras.

Sinopse: "Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.
Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. 
A Padaria dos Finais Felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.".



Você pode me encontrar também

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Flores no Caminho


Eu gosto de colecionar pequenas alegrias, não gosto de ficar, nem focar nas reclamações, porém confesso que tem sido difícil depois de tanto em que o medo e a saudade andam juntos competindo pela intensidade. Um misto louco de emoções difíceis de definir.

Uma das minhas grandes saudades foi de ver flores. Senti e sinto falta do colorido das flores. Me peguei me imaginando, com desejo mesmo, de estar passeando por um jardim cheio de canteiros floridos (falei isso no post "Paris - Jardin des Rosiers Joseph Migneret, um oásis de lembranças"). 

Agora que estamos nessa fase de flexibilização, apesar de ser uma liberação que não me dá segurança nem conforto, segui a orientação e liberação da minha médica para caminhar ou pedalar ao ar livre em locais e horários vazios seguindo todo o protocolo de segurança, higienização e distanciamento social.

No meu primeiro passeio nessa liberdade condicional peguei a minha bicicleta e pedalei no Aterro do Flamengo.

Nesse exercício cotidiano pra manter a vibração direcionei o meu olhar não para as pedras no caminho que podiam fazer a minha bike trepidar, mas para as flores que encantariam o meu olhar.



Uma brisa de ar fresco que mesmo impedida de entrar pelo meu nariz pela máscara de proteção atingiu o meu corpo por outros sentidos.


Os espinhos podem estar por aí, mas o mundo é de diversidades e esses mesmo espinhos servem de suporte e apoio para as flores crescerem. Na ambiguidade de sentimentos da força e delicadeza andam juntos.


Uma explosão sensorial em cores, formas e movimentos, reenergiza.


Apenas um peque ajuste no ângulo nos possibilita pequenas sutilizas que inspiram, alegram, dão um tom de novidade.


Um vento que carrega uma flor da árvore e a deixa ali para percebermos a delicadeza dos momentos. Nada é só bom ou ruim.



O contraste das cores despertam e confortam. Mudam o cenário diariamente, mostram que a vida é movimento e soam como uma promessa maravilhosa. Elas vão despencar, vão cair no chão, no solo, na grama. Mas vão reflorir.




Uma pedalada ao sol, ao vento, na beira da baía, sobre a terra. Fogo, ar, água e terra, os quatro elementos mostrando que o mundo é um lugar de diversidadede mudanças, de surpresasde altos e baixos, de adaptação.  Que pode ser simples colecionar as pequenas alegrias, basta focar o olhar.


Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo