segunda-feira, 4 de abril de 2022

A Semana 13 de 2022 - De volta

 

Retomando o blog com animação, então vamos aos posts que mais senti falta: a postagem semanal. Aquele momento que a gente faz uma pausa, olha pra trás e confirma tudo de bom que aconteceu nos nossos dias. Coisas simples que fizeram a diferença. Tipo os DUMPs que entraram em moda no Instragram. 


Fizemos um passeio de bete e volta a São Pedro d'Aldeia (gente, acabe de constatar que não tenho post contando sobre São Pedro. Preciso providenciar.). A nossa ideia era visitar três pontos da Lagoa de Araruama e resolvemos fazer isso em um passeio de lancha. Vou fazer um post exclusivo sobre o passeio. Mas adianto as paradas aqui.

Primeira parada na Ilha do Boi, em São Pedro d'Aldeia. 

Ilha do Boi em São Pedro d'Aldeia

Segunda parada em Arubinha, em Arraial do Cabo.

Arubinha em Arraial do Cabo

Terceira parada na Ponta do Roberto Marinho, em São Pedro d'Aldeia. 

Ponta do Roberto Marinho em São Pedro d'Aldeia

Quarta parada na Praia da Baleia para almoçar Tainha, peixe típico da Lagoa de Araruama. Quanta é última parada, antes de pegar a estrada de volta, no Centro de São Pedro para tomar um café ao lado da Casa dos Azulejos. 

Casa dos Azulejos em São Pedro d'Aldeia

Iniciar a semana, fechando o final de semana com um passeio turístico com a família já é prenúncio de semana boa e cheia de energia pela frente. 

Começar os dias com uma caminhada ou pedalada próxima a natureza faz toda a diferença para mim. Apesar de saber disso não são todos os dias que consigo deixar a preguiça e sair da cama com tempo para essa recarga matinal. Mas nessa semana eu consegui fazer uma pedalada do Arpoador até o Leme com pausa para mergulho que me fez muito bem. Contei no post "De Millôr a Clarice".

Praia de Copacabana

Uma das coisas que eu sinto falta do trabalho presencial são as saída para almoço. Nesta semana fui almoçar com uma amiga no Arte Sesc. Um local bem agradável que une Espaço Cultural com Bistrô. Já fale do Arte Sesc no Instagram. Taí mais um assunto para trazer para o blog. 


Fiz outras pausas divertidas e literalmente saborosas: um happy hour com uma amiga em um restaurante de Tapas, um almoço vegano com a filha mais nova e uma café em minha companhia em uma livraria.


Fiquei muito feliz com o presente que ganhei da Sandra Portugal do Projetando Pessoas. Fiquei feliz também com a reabertura dos jardins da Casa Firjan. Cada local que reabre é sinal de que os tempos de pandemia estão ficando para trás. 


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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domingo, 3 de abril de 2022

Dia Nublado - do simples ao extraordinário

 

Hoje deveria ser post da semana, mas como eu sou ótima de mudar o meu planejamento e só consigo postar o que estou com vontade de contar no exato momento em que começo a teclar, vou falar da minha pedalada nessa manhã de domingo nublado no Rio de Janeiro.


Saí pela manhã para me movimentar. Apesar do dia nublado, dos resquícios de chuva forte nas ruas, acredito que é sempre possível encontrarmos belezas. Basta olhar com esse foco, reduzir o ritmo, desacelerar e parar para contemplar. 


Entre tantas possibilidades de contemplar belezas no Rio de Janeiro, hoje eu escolhi a Lagoa Rodrigo de Freitas. Com certeza a caminhada nos permite olhar com mais atenção, perceber mais detalhes. Mesmo assim eu escolhi fazer o passeio de bicicleta o que me permitiria um percurso maior. Seria como andar a pé com mais agilidade. 

A primeira cena que me despertou o olhar foi a tranquilidade e a paz desse pescador em seu barquinho. Do meu ponto de vista, ele ali entre as árvores, tão próximo e tão distante, tão alheio ao movimento ao redor e tão conectado com a natureza me fez admirar a cena, parar, registrar, cantarolar o refrão da músico "Pescador de Ilusões" e pensar que valeu a pena sair de casa nesse domingo nublado e preguiçoso. 


Segui meu caminho com calma e olhar atento ao redor. Avistei uma árvore bem florida. Eram muitas flores brancas. Ao longe me fez lebrar um palco cheio de bailarinas que executavam alguma coreografia com seus tchu tchus. Mas de perto não consegui um ângulo que registrasse esse semelhança que eu enxergava. De qualquer forma a imagem me levou para a frase de Carlos Drumond de Andrade: "Entre a raiz e flor há o tempo".


Quantas cores temos em um dia cinza?


Seguia pedalando com calma, atenta ao redor, querendo absorver a paisagem, a natureza, as histórias que aconteciam naquela calmaria. Passei por um casal no exato momento em que o homem falava: "falei e estou desfalando". Adorei. Parei nesse deck com a frase dele me fazendo pensar. Realmente podemos e devemos "desfalar" nossas falas. Podemos mudar de opinião. Isso é crescer, aprender. 

Quantas falas já desfalei, quantas ainda irei desfalar, e quantas falas desfalaria se me lembrasse que falei um dia. Ri com esses pensamentos.



Fui adiante olhando reflexos e com reflexões em mente. 


Procurando estar no presente, sentir o momento. Quero pensar no passado, no futuro, deixo a mente flanar até voltar ao presente para que eu possa seguir o caminho. 


Paro nesse ponto. Aqui tem um deck ótimo para contemplar a paisagem.




Sento para ver a vida acontecer. Sempre tem algo simples acontecendo. Sempre tem movimento. Deixo o tempo fluir. Leio algumas páginas do livro, paro ao ouvir um peixe pular, volto à leitura, paro ao perceber o movimento de um pássaro, retorno à história do livro, paro para ouvi a história de pessoas que se aproximaram. 

Observo o fluxo, absorvo o clima.



Estou concentrada na leitura quando ouço um criança no deck ao lado falar bem alto: não atira no pássaro! Meio no susto, descolo os olhos do livro e percebo de imediato que o meu olhar alcançou o mesmo ângulo do olhar da criança. O mesmo ponto de vista, provocam sentimentos diferentes. 

Tive que rir e registrar. E seguir nesse dia cinza mas com muitas cores e percepções. 



O simples e o extraordinário estão muito próximos. Ali, juntinhos, no nosso cotidiano só esperando para serem captados e valorizados por nós, para nós. 

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sábado, 2 de abril de 2022

De Millôr a Clarice


Acordar cedo, aproveitar a manhã, ter contato com a natureza antes de iniciar o expediente no trabalho faz total diferença no meu dia. Eu sei que faz! Eu sei que quando não resisto à tentação de ficar mais tempo na cama e me rendo à tentação de aproveitar o meu início do dia, o resto flui muito melhor. 

E o Rio tem muitas opções para fazer esse início de dia. Uma das opções que escolhi nessa semana foi fazer uma caminhada, que acabou sendo uma pedalada, do Arpoador até Botafogo. Mas vou mostrar aqui o trecho do Arpoador até o Leme.



Ali contemplando o mar com o Morro Dois Irmãos ao fundo com a escultura do Millôr Fernandes ao lado. Penso em algumas de suas frases.

"Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar". E que bom que eu escolhi bem a qual tentação não resistir. 




A cada pedalada tranquila, vou pensando como descrever as sensações dessa manhã que tem algo do toque do sol morno na pele em contraste com o frescor da brisa. O verde das folhas, o azul do céu. 

Chego em Copacabana. No Posto 6. Na colônia de pescadores. Penso no deslizar do barco pela água, na esteira de espuma deixada pelo motor, no som e no silêncio do amanhecer.



Como diz Clarice Lispector, que devo encontrar lá na outra ponta da orla: "A gente tem o direito de deixar o barco correr. As coisas se arrajam, não é preciso empurrar com tanta força".

Na verdade escolho deixar o meu tempo correr. Faço uma pausa para um mergulho. A água está na temperatura "geladinho perfeito". Acrescento na minha pele a sensação do leve pinicar do sal.



Sigo pedalando. Dessa vez pela areia, pela beira da água. Causo estranheza nas poucas pessoas que estão ali aproveitando essa manhã. Percebo que sou a única pedalando pela areia. Tantos anos morando no Rio e acabo de perceber que o carioca não tem o hábito de andar de bicicleta pela praia. Hábito que era comum na minha adolescência em Cabo Frio.

Não me incomodo com a estranheza das pessoas, acho apenas curioso e até me divirto com a minha nova descoberta sobre lifestyle carioca.





Sigo em direção a Clarice Lisector que está no Leme com mais uma frase sua em meus pensamentos: "E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.".

 


Para para admirar o mar e o Morro dos Irmãos, aquele do meu ponto de partida, agora de outro ponto de vista. Lindo. 

 

Sigo para o meu destino, para o meu dia que será um bom dia. Sim será porque eu farei com que seja. 


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sexta-feira, 1 de abril de 2022

BEDA 2022 - A Retomada do Blog

Vou aproveitar que abril está começando e é mês de projeto BEDA - Blog Every Day April/August - para retomar as postagens no blog, que ficaram paradas pela primeira vez em treze anos.

O desafio, que acontece duas vezes por ano em abril e agosto, consistem em postar todos os dias do mês. Isso mesmo! Um post por dia.  


Pois é, logo eu que sempre disse que blog é casa própria e que as demais redes são casa alugada, deixei a minha casa própria e fiquei só na casa alugada. Acho que me empolguei com a vida de nômade digital alavancada pela pandemia. 

Engraçado que esse desânimo com o blog, o simples fato de não fazer postagens, me desorganizou em outras coisas, como por exemplo, baixar as fotos do celular. Juro, desde que parei com o blog a minha galeria está uma bagunça. Outra coisa que acabei de perceber é que praticamente não tenho mais fotos na horizontal. Somente no formato adequado para os stories do Instagram. Louco né?

E nesse período de ausência o que eu mais senti falta no blog foram as postagens da Semana. Aquela pausa para olhar para trás e ver as pequenas coisas que fizeram a minha semana, os meus dias mais felizes. As coisas simples que fizeram a diferença para tornar os meus dias com movimento, fazer a rotina ser mais interessante. 

Me dei conta do quanto essa pausa para escrever, repensar e contar sobre os meus dias me fizeram falta quando, agora no final de março, saiu a etiqueta "march dump" no Instagram.

Fiz vários stories com os momentos marcantes de março. Como foi bom ver que o meu mês foi tão bom.

Um mês de encontros e reencontros. Amigos de várias fases da vida. Momentos em família.




Pausas no home office para saborear um café, pensar, trocar ideia com alguém, ou apenas observar a vida acontecendo.




Momentos que aproveitei a minha cidade fazendo passeios ao ar livre, absorvendo energia boa para começar o home office, contemplando a beleza. Mais uma vez confirmando que temos belezas ao nosso redor, basta estarmos atentos para perceber.



Essa cidade é maravilhosa e cheia de opções de lazer que uma única etiqueta com seis fotos não foi suficiente. 



Momentos que eu aproveitei o esquema do home office para ser um pouco nômade digital. Passei alguns dias trabalhando na Região dos Lagos e admirando as belezas das cidades ao redor (Cabo Frio, São Pedro d'Aldeia e Búzios). A natureza acalma naturalmente.




Bom, voltei animada encarando o BEDA 2022 com disposição para encarar o desafio de fazer posts diários durante todo o mês.

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- Parafraseando com Vanessa




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sexta-feira, 23 de julho de 2021

An-dança

Um dia com a agenda abarrotada de reuniões, horário prensado de almoço. Esse breve intervalo ocupado com a função de levar a filha em uma atividade. Apesar da correria, me mantive presente e aberta. Atenta. 

Quando o caminho está confuso e pede pressa, é hora de olhar pra perto. Olhar ao redor. Dar ritmo ao caminhar. Observar a beleza dos detalhes ao redor. O objetivo? Acalmar a mente, cadenciar a respiração, clarear os pensamentos, dar o compasso do próximo passo.


Me permiti sentar e saborear. Deixei transbordar. "Porque eu acho que a vida transborda, não existe uma xícara arrumada para conter a vida" @gowriters


"Por meio dos sentidos suspeitamos o mundo. O sabor acorda a nossa memória. O sabor encurta o tempo. Descobrimos que cada gosto guarda uma história.".

Acordei a minha memória. Encurtei o meu tempo voltando, apenas em algumas garfadas eu voltei ao ano de 2015, quando vírus devastando a Terra acontecia somente em filmes ficção ou de realidade distópica, e eu realizava o sonho de conhecer Amsterdam com a minha filha e a minha mãe. Ah, quantas histórias nesse sabor...



Vi uma igreja aberta (coisa rara ultimamente) e completamente vazia. 


Me deixei atrair pela beleza e pela tranquilidade. Saí renovada.


Me deixei fascinar por uma militância colorida e criativa, e pela combinação de cores do cenário. 


Vi grandeza a partir de um espaço limitado.


Tudo isso em uma breve an-dança. 

An-dança: colocar dança no seu caminhar, sábado no seu dia "útil", ver beleza ao redor; sorrir com os olhos; sentir com todos os sentidos; perceber raridade nas banalidades, comer sem pudor; sentir os pés no chão e a cabeça no ar; viver o agora e despertar memórias; estar no presente, lembrar histórias do passado, desejar histórias para o futuro; ter uma rota, se permitir desviar, se perder e se encontrar; ver o por do sol pelo buraco da tela, pelo espaço entre os prédios, e enxergar a imensidão. Transbordar. Fazer das idas e vindas corriqueiras, an-danças.


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