quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Jardim Botânico - Jardim Japonês



Ontem foi  Dia da Árvore e ao me lembrar disso me bateu uma vontade louca de passear pelo Jardim Botânico que é a morada de diversos tipos de árvores. Que não conhece a fama das Palmeiras Imperiais e dos Jambeiros?

Eu fiquei pensando no deleite que é passear naquelas alamedas, entre as árvores enormes, o ar fresco que as sombras das árvores proporcionam, um verdadeiro oásis dentro da cidade, um lugar perfeito para fugir da correria urbana, um local para descansar a mente.

Juro que me peguei de olhos fechados viajando nesse cenário e me vi entrando no oásis dentro do oásis, o Jardim Japonês do Jardim Botânico do Rio.



Esse cantinho em especial me encanta e traz ótimas recordações.



É uma delícia chegar ali e caminhar pelo caminho de pedrinhas ouvindo o barulho que elas fazem ao encontrarem os nossos passos.


A fonte de água quebra suavemente o silêncio e traz uma sensação de calma ao ambiente. Lá tem também algumas lanternas tão características desses jardins. As mais típicas são chamadas de Yukimi e surgem sob forma de casinhas que a Sofia diz que são casinhas dos Smurfs.

Sabe que essas lanternas têm um significado? Elas simbolizam o fogo e a luz, e têm a função de clarear  a mente de quem passeia pelo jardim e promover a iluminação espiritual.




A cascata e o pequeno córrego que alimentam o lago (que representa o mar interior) são lindos e dão uma sensação de paz indescritível.



No lago, as carpas nadam e colorem a água. É sempre um encanto ficar olhando para elas. Como tudo nos jardins japoneses elas também possuem um significado: são símbolos de fertilidade e prosperidade.


A ponte vermelha e arredondada é linda, charmosa e parece que nos chama para a atravessarmos.Acho que essa vontade de atravessar a ponte está mais ligada ao significado dela do que simplesmente à beleza. Para os japoneses a ponte sobre a água significa significa a evolução para um nível espiritual mais elevado e o autoconhecimento.


E as árvores que ali estão? Lindas, lindas, lindas! Nos jardins japoneses elas representam o silêncio e a eternidade.



O Jardim Seco ou Jardim Zen feito de areia branca, que representa o mar, e pedras que representam as ilhas. Ficar ali olhando para ele me dá uma vontade enorme de pegar um ancinho e ficar fazendo os caminhos ondulados. É um convite à meditação.

As cercas são de bambu com amarrações, elas protegem e marcam os ambientes de forma harmoniosa.


O caminho de pedras, que a Ana Luiza quando pequena achava que era o caminho dos sete anões para a mina, não está ali apenas para decoração, apesar de já fazer esse papel muito bem. 
Esse tipo de caminho feito com pedras maiores, um pouco afastadas e ligeiramente irregulares se chama Tobiishi tem a função de nos obrigar a prestar atenção à caminhada e dessa forma ficarmos mais presentes, concentrados no momento e deixando de parte os problemas cotidianos.

Sério, eu nem preciso andar por essas pedras para deixar o cotidiano, com ou sem problemas, esquecido. Basta entrar nesse jardim que já me desligo.




Essa área de madeira que eu não sei o nome, me parece um coreto, uma pérgula, sei lá, é superagradável e tem banquinhos que dão vontade de ficar ali sentada contemplando a natureza, ouvindo o barulho da água e das carpas nadando no lago.

O Jardim Japonês do Jardim Botânico do Rio é mais do que uma área de lazer. É um espaço de harmonia, calma e procura espiritual como é a proposta de todos os jardins japoneses.

Agora um momento Recordar é Viver:

Das boas lembranças do Jardim Japonês...




Outros cantos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro:

- Caminho da Mata Atlântica;
- Alameda do Jambeiro;
- Coleção Temática de Plantas Medicinais;
- Cactário;
- Jardim Botânico e Floresta da Tijuca.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A Pessoa na Linha 4

Este texto estava escrito para ser publicado na minha TL, mas não sei bem porque eu acabei não postando. Ficou lá marcado como privado. Como hoje a linha 4 do metrô será liberada para o público em geral, não apenas para quem esteve envolvido de alguma forma com os Jogos Rio2016, resolvi deixá-lo aqui no meu “bloguitcho”.

No domingo, dia 07/08, segundo dia de Jogos Olímpicos Rio2016, eu fui a primeira vez ao Parque Olímpico. Tá, e daí? Fui eu e mais 210 mil pessoas.

Quem me conhece sabe que sou meio claustrofóbica e meu instinto de tatu não é muito apurado. Essa parada de andar por baixo da terra não é muito a minha praia. Apesar de usar o metrô, eu evito os horários de rush sempre que posso. Por isso eu tinha jurado, bem juradinho, que não entraria na linha 4 do metrô nem amarrada. Só em pensar no trecho enorme embaixo da terra, um mundo de gente e ainda ter que fazer baldeação, me dava um misto de angústia e preguiça.

Mas na hora de levar a Sofia para ver a Ginástica Olímpica, avaliando as alternativas para chegar ao Parque Olímpico, acabei mudando de ideia. Afinal, em Paris (chique na última eu, né meRmo?) para chegar do outro lado da cidade para ir naquele ponto turístico, eu vou amarradona e nem reclamo das três conexões que tenho que fazer. Em Londres (mas sou chique meRmo) quanto mais a gente troca de linha, mais acha o metrô de lá o máximo. Então bora parar com isso de ficar cansada só de pensar que tem que trocar da linha 2 para a linha 4 e depois pegar o BRT. Preguiça vencida! Ainda tinha a segunda parte, a angústia. Respirei fundo, me convenci, me enchi de coragem e resolvi encarar. Lá fui eu de mão dada com a Sofia, respirando fundo e tentando controlar os pensamentos negativos.

Assim que eu entrei no vagão avistei um voluntário com aquele uniforme que eu conheço bem e perguntei se ele estava indo para o Parque Olímpico. Sim, ele estava! Problema de orientação resolvido. Bastava colar no “Meu Voluntário Favorito”, como os grupos seguem as bandeirinhas na Disney. Primeira etapa foi moleza. Descemos na General Osório e lá fui eu andando rapidinho, com passinhos de japonesa, pois o meu voluntário mais parecia um competidor de marcha atlética, segurando a Sofia pela mão e brincando de sombra do meu voluntário-guia. Entramos no metrô da linha 4 que estava tranquilo, não tinha a multidão que eu imaginei, sentei com a Sofia e fui na boa até a estação Antero de Quental, tão na boa que até fizemos selfie. Mas foi só o trem começar a sair da estação que os pensamentos começaram a pipocar: agora o trecho é enorme, é muito embaixo da terra, se controla, respira, e se o trem parar aqui embaixo, se controla, respira, muda o foco, observa as outras pessoas. Muda o foco, muda o foco, procura algo interessante para olhar (não dá só tem parede escura lá fora), respira, não deixa a Sofia perceber, procura alguém para observar. Aí vi duas meninas por volta dos seus 5 anos ajoelhadas no banco, olhando pelo vidro e cantando “sai da te-rráá, sai da te-rráá, sai da te-rráá”. Pensei logo em me juntar a elas e reforçar o coro do sai da terra. E nessa distração chegamos à estação de São Conrado. Ufa, só em saber que ali tem alguma ligação com o mundo externo, com a luz, com o ar, já fiquei tranquila novamente. Mal relaxei e o trem começou um novo movimento para mais um trecho longo embaixo da terra. Assim que minhas amiguinhas ameaçaram a reiniciar a cantoria, o pai reprimiu e mandou elas pararem porque estavam incomodando os outros passageiros. Sério isso? Como assim, incomodando? Bom, acabou a minha distração. Bora observar outras pessoas. Aí olhei um casal australiano que estava de uniforme com os aros olímpicos na bermuda, desenho de canguru, tudo bonitinho, bege e azul, vamos ver se eu entendo o inglês deles, e prestando a atenção na conversa, eles estavam elogiando os transportes no Rio. Elogiando o metrô, o BRT e acesso às áreas de competição. Fiquei meio assim... tipo... que legal! É legal, mas tá demorando pra pooorrrraaa sair da terra. Nessa ansiedade eu me vi em pé perguntando para o “meu voluntário favorito” se ainda ia demorar muito para chegarmos ao BRT. E ele começou a elogiar o metrô, BRT, e coisa e tal. De repente... a luz! Ouvi um coro de Woooowww! O que foi? O que é isso? Todos aqui também são assim... meio claustrofóbicos? O voluntário me explicou “Sorria você está na Barra”. Finalmente estávamos na superfície! Me lembrei das duas amiguinhas e pensei em pegá-las pelas mãos, fazermos uma rodinha e pularmos em círculos cantando “saímos da te-rrá, saímos da te-rrá, saímos da te-rrá”, mas o pai delas já tinha cortado esse barato, né? Então fui prestar a atenção nos “gringo tudo” que estavam no vagão, com as caras coladas nas janelas e fazendo “woooow”. Eles estavam maravilhados com a beleza da chegada à Barra. E eu resolvi olhar lá para fora e me rendi: tá bonito, mas tá muito bonito mesmo.

Depois dessa primeira experiência na linha 4, eu repeti o percurso mais quatro vezes (se considerar ida e volta podemos contar oito vezes) com mais tranquilidade sabendo que tem uma luz no fim do túnel e essa luz vai brilhar mais se tivermos respeito, educação e gentileza ao utilizar os transportes públicos.

Que essa luz facilite a vida da população carioca. E só para lembrar: metrô cheio na hora do rush é um problema de todas as grandes cidades e se torna um problema maior se estiver cheio de pessoas mal-educadas.

domingo, 18 de setembro de 2016

Filme "Meu Amigo, o Dragão"



Eu e a Sofia fomos à cabine de imprensa do filme “Meu amigo, o dragão”, novo filme da Disney que entrará em cartaz nos cinemas em 29 de setembro.




Na verdade esta versão é uma refilmagem da clássica e amada produção de 1977 em que “no início do século XX, Nova Inglaterra, Pete (Sean Marshall) se cansou dos abusos sofridos em casa e decidiu fugir com seu melhor amigo: o dragão Elliot. O menino e seu companheiro passam a viver numa pequena cidade com uma família humilde. Porém, quando o dragão é descoberto, Pete vai precisar lutar contra um médico malvado que quer se aproveitar da criatura.”. 

Imagem obtida no site "O Camundongo". Vale a pena ver o post "Remake de Meu Amigo, o Dragão ganha data de estreia".



Na versão atual, Pete é amado por sua família e não precisa fugir de casa, mas se vê órfão, após um trágico acidente de carro, e perdido na floresta até que encontra um amigo enorme, peludo e verde para protegê-lo. Pete e seu amigo Eliot passam a viver juntos, livres e felizes na floresta.

Imagem da página no FB - DisneyMoviesBrasil



Enquanto isso, em um vilarejo próximo, o velho escultor de madeira Mr. Meacham (nada mais, nada menos que Robert Redford) encanta as crianças locais com suas histórias sobre o temível e perigoso dragão que mora no meio da floresta do Noroeste do Pacífico. 


(Foto: divulgação)


As crianças ficam encantadas com as histórias do escultor, mas para Grace (Bryce Dallas Howard), filha de Mr.Meachan, que trabalha como guarda-florestal e nunca viu nada de estranho por aquelas matas, essas histórias são fantasiosas demais e só servem para assustar as crianças.

Todo bom filme com floresta tem que ter os madeireiros do mal e neste não é diferente. Foi justamente quando Grace estava defendendo a floresta de Gavin, o madeireiro ganancioso, que ela conhece Pete (Oakes Fegley). 


Imagem da página no FB - DisneyMoviesBrasil



Pete que tem de 10 anos, aparentemente viveu na floresta por muito tempo. Mas como? "Não se sobrevive numa floresta por seis anos, não sozinho.". Quem é Pete? Quem é sua família? Qual é o segredo de Pete? É isso que Grace quer descobrir e conta com a ajuda de Natalie (Oona Laurence), uma garota de 11 anos, filha de Jack (Wes Bentley), que é um dos donos da madeireira local. Mas Jack é o irmão bom.


O longa, que mistura animação e gente, como diz a Sofia sobre os personagens de carne e osso, é emocionante (eu chorei, é claro!) e cheio de aventura. O Eliot é muito fofo, do tipo que dá vontade de fazer carinho naquele pelo macio, apertar e afofar. Uma história apaixonante sobre amizade, família e amor.

sábado, 17 de setembro de 2016

A Semana 38 - Todo dia um dia inteiro

Mais uma vez não rolou post do final de semana porque este foi de trabalho. Então vamos juntar tudo no post da semana.

Fiz uma visita ao AquaRio que será inaugurado em 8 de novembro e contei o que vi no post "AquaRio - O maior aquário marinho da América do Sul".





A gente trabalha muito, fica longe da família, mas se diverte e fica feliz porque sabe do significado disso tudo.




Em casa aproveitamos o tempo juntos para desenhar, fazer gostosuras, ficarmos juntos.




Fui ao evento de reposicionamento da marca Activia no MAR - Museu de Arte do Rio. Tive a oportunidade de encontrar as amigas, conversar, trocar ideias e ouvir histórias de mulheres que são exemplo e inspiração. Contei no post "Mulheres em Sintonia - Vivendo in Syn - Activia".





Já que estava por ali dei mais um rolezinho no Porto curtindo o sol da manhã, observando os grafites, os prédios reformados, o prédio da Xerox onde eu trabalhei, sentindo cheiro de flor onde antes tinha cheiro de urina.



Já no caminho de volta para casa fui ver a escadaria do Morro da Conceição. Fui admirar o trabalho lindo de mosaico que revestiu todo o corrimão da escada e que eu tive uma pequena colaboração. Contei no post "Escadaria do Morro da Conceição de cara nova".





Curti um cheiro e dengo com as minhas filhas. Dormi à tarde, descansei na rede. Aliás, eu não fui a única a aproveitar uma preguiça na rede.




Fui na minha aula de pintura e comecei a pintar uma peça do quarto da Ana Luiza.



Fui com a Sofia na cabine de imprensa do filme "Meu amigo, Dragão", a nova produção da Disney que estreia em 29 de setembro. O filme é muito lindo, fofo, emocionante. Acho que vai rolar um post sobre ele.


Fomos ao Parque Olímpico da Barra assistir à final do basquete em cadeira de rodas feminino. Muita emoção ver essas estrelas que brilham na quadra, inspiram pessoas, dão show de vida, são exemplos de superação.


Fiz de tudo um pouco. Cada tempinho de folga, mesmo que fosse só trinta minutos, eu transformei em um dia inteiro. Me dividi para me sentir inteira.




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mulheres em Sintonia - Vivendo In Sync - Activia


Nesta semana, no evento da Activia, eu tive a oportunidade de conhecer e aprender muito com duas histórias incríveis de duas mulheres empreendedoras de sucesso. Dois exemplos de que com determinação, coragem e paixão não existe o impossível.

Zica Assis e  Ana Lúcia - Foto Ana Colla




Para entender por que cheguei nessas duas lindas, vou contar primeiro do evento que a Activia promoveu no Rio, para ser mais específica, no belíssimo Mar - Museu de Arte do Rio.

O evento tinha o objetivo de lançar a nova campanha de reposicionamento mundial da marca. Neste novo posicionamento a Activia foi além, muito além, da característica funcional e buscou uma conexão mais emocional com as mulheres. Para isso mudou a embalagem tornando-a mais feminina, deu um toque premium usando mais o dourado na cartela de cores, reformulou o logo abandonando a setinha para baixo e trazendo uma imagem que representa a sintonia entre corpo e mente. Mudou por fora e mudou por dentro também. A fórmula ganhou mais pedaços, novos sabores, uma linha light para atender a demanda das consumidoras e uma linha de café da manhã.

Toda a nova ação é focada na sintonia entre corpo e mente para assim a mulher poder dar o melhor de si. Viver em sintonia para alcançar o máximo de si mesma. É isso que todas nós queremos.


Para ilustrar o que é Viver In Sync, a Activia levou duas mulheres fascinantes, com exemplos de vida incríveis e totalmente inspiradoras:




Zica Assis, do Instituto Beleza Natural, ex-empregada doméstica está em lista da Revista Forbes entre as ‘10 Mulheres de Negócios Mais Poderosas do Brasil’.




Eu me emocionei com a história de vida da Zica que ela conta com uma energia positiva de se admirar. Zica quando criança era dona de uma cabeleira balck power que ela amava e lhe dava prêmios em concurso de cabelos. Com nove anos ela precisou trabalhar para ajudar no sustento da casa. Foi aí que por exigência e preconceito de sua primeira patroa precisou alisar o cabelo. Mais do que perder a chance de participar dos concursos de cabelos black power, Zica sentiu que perdeu a sua identidade, mas não perdeu a garra, a força, nem a determinação. Dedicou-se ao trabalho, a fazer o seu melhor. Como ela conta: “Passei minha adolescência triste, pois meu cabelo era visto como desleixado. Até que aos 20 anos fiz um curso de cabeleireira e me apaixonei pela profissão.”. Ela amou o curso, mas não aprendeu o que queria, cuidar de cabelos como o dela. Não se contentou e começou, em casa, a experimentar misturas e testar no próprio cabelo. Depois de 10 anos de tentativas e muitos tufos de cabelo perdidos, ela conseguiu. Como contou: “Eu criei um produto para mulheres como eu. Foi isso que me fez sonhar e acreditar no meu potencial.”.

Linda a história de persistência e determinação, né? Mais lindo e emocionante é ouvi-la contar a sua luta com alegria e o sorriso no rosto de quem é vitoriosa. Melhor ainda é ter a oportunidade de aprender com tanta sabedoria e lição de vida. Enquanto conta a sua história ela nos lança frases como: “Todos precisam aprender a recomeçar sempre.”, “Todos os dias quando acordo me olho no espelho e digo para mim: eu quero, eu posso, eu consigo.”.


Ana Lucia, da Fuxicarte, uma mulher que recusou o destino imposto para ela e criou a sua própria história, linda, fofa, com um sorriso enorme e cativante, com um humor incrível que arranca risadas mesmo quando conta passagens duras de sua vida.




Ela foi criada na Comunidade do Dique por uma mãe zelosa, mas muito rigorosa que determinou que a filha caçula não fosse trabalhar fora, iria se casar, ser boa esposa e ótima dona de casa. Mas Ana Lúcia queria trabalhar, queria ganhar o seu próprio dinheiro, ter independência e melhorar de vida. Ela casou-se como a mãe queria, mas a partir daí correu atrás do seu sonho. Aproveitou a oportunidade! Uma ONG ofereceu R$ 50,00 para alguns moradores da comunidade fazerem um curso de artesanato. Ela pegou esse dinheiro e prometeu que iria dobrá-lo. Após o curso começou a trabalhar e quando já ganhava um bom dinheiro, levou um baque da vida. Sua mãe ficou doente e ela escolheu se ausentar por três meses para cuidar da mãe. Isso exigiu um recomeço. Ana Lucia se juntou com outras amigas e começaram a fazer fuxicos, criando a Fuxicarte. Participou de feiras e até de eventos como o Fashion Week Rio. O trabalho e história de vida da Ana Lúcia lhe renderam prêmio de melhor microempreendedora em 2012. Ana Lucia ganhou um concurso, foi parar em Paris e teve uma de suas Almofadas Fuxicão vendidas por 30 mil euros no Festival de Cannes.


A história de perseverança e fé da Ana Lúcia emociona e empolga. Dá uma alegria enorme no peito ouvi-la dizendo que: “Acreditar no seu sonho é saber aonde quer chegar. O melhor é mostrar isso para os filhos. Ela que tinha a casa interditada, agora mora no asfalto. A comunidade vê que ela chegou aonde chegou e pode acreditar que também pode chegar lá.”.


O sonho da Ana Lúcia agora é fazer com que a Rede Asta seja mais conhecida para que cada vez mais mulheres, que hoje vivem na situação que a Ana Lúcia já viveu, tenham a oportunidade do primeiro emprego e fazer o próprio destino. O que ela diz para essas mulheres? "Para de olhar o problema, vem que tem solução.".

Ana Lucia e a Zica são lindos exemplos de mulheres que encontraram a própria essência, a própria identidade. Que são o que todas nós podemos ser: a melhor versão de nós mesmas.


O que elas têm em comum? Acreditam no próprio sonho, não aceitam o destino que os outros lhe determinam, elas fazem o próprio destino, têm coragem para começar e recomeçar quantas vezes for necessário, usam a autocrítica para impulsionar, querem fazer a diferença e melhorar a vida de outras pessoas.


Amei a oportunidade de ouvir e aprender com essas mulheres. Adorei o evento como um todo e encontrar as amigas blogueiras.



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