quinta-feira, 18 de julho de 2019

Filme "Jornada da Vida"



Quando eu recebi o convite para a cabine de imprensa do filme "Jornada da Vida" e vi que tinha o Omar Sy como protagonista já tive certeza de que queria assistir. Nem quis saber da sinopse. Nem liguei para o título meio clichê que me fez achar que eu iria derramar lágrimas e mais lágrimas.



Vou te contar, o filme é lindo! Não é carregado de sentimentalismo, apesar de ser cheio de emoções.
E a escolha de Omar Sy para o papel principal parece até óbvia, dando até um toque de autobiografia: o ator francês de origem senegalesa incorpora um ator francês que vai ao Senegal, o país que seu avô deixou no meio do século XX para tentar a sorte na França, pela primeira vez para divulgar o seu livro,

Conta a história de Seydou Tall (Omar Sy) um ator franco-senegalês retorna ao seu país de origem para promover seu novo livro. Yao (Lionel Louis Basse), garoto de 13 anos estudioso, que gosta de ler, e mora em uma aldeia no Senegal, está determinado a encontrar o seu ícone para autografar o seu livro. Para realizar o seu sonho, mesmo que isso signifique faltar aula e ter a desaprovação dos pais, o menino encara a viagem. Ou melhor a aventura! Pega carona e encara, clandestinamente, uma viagem de trem de mais de 300 quilômetros para chegar da sua aldeia remota a Dakar.

A determinação de Yao encanta Seydou que recebe o menino muito bem. Ainda impressionado com  Yao, e sentindo a falta de seu próprio filho na França, Tall decide abrigar e proteger o jovem. Assim ele decide acompanhar Yao de volta à sua aldeia. 

É aí que começa um road movie intergeracional e transcultural, que se torna uma viagem de autodecobrimento e retorno as próprias raízes africanas para Tall.  

Enquanto seguem pela estrada passando por paisagens africanas, o ator famoso deixa o tempo passar sem pressa, se desconecta e vai aos poucos abrindo mão de influências europeias e absorvendo alegrias e simplicidades da cultura africana.

O que torna o filme leve é que mesmo mostrando questões das aldeias africanas, não fala das mazelas da miséria, como falta de educação, prostituição, criminalidade, etc. Pelo contrário. Mostra a alegria e o colorido de quem se mantém na sua cultura, mostra pessoas comuns que vivem vidas comuns em um contexto cultural particular.

O filme fala de amizade, de descobertas, da importância de conhecer e valorizar as  próprias raízes.

Sinopse: "Em seu vilarejo no norte do Senegal, Yao é um garoto de 13 anos de idade disposto a tudo para encontrar o seu herói: Seydou Tall, um famoso ator francês. Convidado a promover o seu novo livro em Dakar, Tall retorna ao país de origem pela primeira vez. Para realizar o seu sonho, o jovem Yao prepara uma fuga e atravessa 387 quilômetros sozinho até a capital. Comovido com este jovem, o ator decide fugir às obrigações e acompanhá-lo de volta à sua casa. No entanto, pelas estradas empoeiradas e incertas do Senegal, Tall compreende que ao se dirigir ao vilarejo do garoto, ele também parte ao encontro de suas raízes.".




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terça-feira, 16 de julho de 2019

A Semana 28 - Flexibilidade na agenda


As semanas que eu consigo incluir algum programa cultural na minha agenda me parecem mais interessantes. Eu gosto! No final de semana, início desta semana, fui à Exposição Djanira - A memória do seu povo que está em cartaz na Casa Fundação Roberto Marinho. Aproveitei com calma, observei as obras expostas, a reação das pessoas que as observavam, as cores, as sensações. Passeei por todas as peças no meu tempo, vi e revi as que mais gostei. 


Preparei um jantar simples, mas co toque especial de romantismo. A ideia era fazer uma massa totalmente vegana, porém saborosa. Usei um macarrão vegano, o molho pesto vegano feito pela Sofia, preparei tomatinhos confit. Mas quando vi o Grana Padano na geladeira, não resisti. Saboreei! Ou melhor, saboreamos!


Assisti a segunda temporada da série "Good Girls". Não maratonei como a primeira. VI ao longo da semana, alguns episódios todos os dias. Essa segunda temporada tem tramas mais profundas, mais tensas com aquela sensação de que tudo vai de mal a pior, porém mantém o humor.  Alguns episódios foram mais arrastados justamente por querer extrair ao máximo o tema abordado e outros foram mais dinâmicos e engraçados. A segunda temporada de "Good Girls" foi além das questões morais e abordou assuntos como quando gosto do poder sobe à cabeça, a ambição, divisão de papeis entre homens e mulheres, entre maternidade e trabalho, o quanto focar no trabalho acima de tudo afeta as relações.


Continuei indo de bicicleta para o trabalho, me exercitando, me sentindo mais leve, me divertindo até com os imprevistos. Logo no primeiro dia útil me deparei com a passagem subterrânea alagada. Passagem interrompida. Como seguir? Atravessar as pistas do Aterro do Flamengo não é opção para mim que morro de medo de ser atropela. Resultado enfrentei as escadas da passarela com a bicicleta praticamente no colo. O esforço foi compensado pelo resto do caminho e pela sensação de superação, de força de vontade e pela determinação em seguir em frente.


Finalmente terminei de Pintar as duas garrafas que estavam paradas no meio do caminho. Eu não tinha gostado do resultado, das cores escolhidas. Mas uma pequena mudança fez o resultado surpreender. Não tem certo ou errado quando se trata de pintura, tudo pode ser ajustado, corrigido, alterado.


Reservei um tempo entre o trabalho e a aula de pintura para sentar com uma amiga, conversar, rir, desabafar, trocar ideias, compartilhar histórias e tomar uma caipirinha. E daí que a semana está apenas começando? A agenda pode e deve ser flexível. Roteiros podem e devem ser improvisados. 


Assisti ao filme "Jornada da Vida", que estreia no dia 18 de julho, na sessão especial para a imprensa. Muito bom! Muito bom mesmo. Terá post ao longo da semana sobre o filme. 


Mudei de planos, replanejei, encaixei o tempo. A minha filha me ligou me pedindo para ir em casa na hora do almoço. Ela queria almoçar comigo e prepararia a refeição para nós duas. O trabalho não é tão perto assim de casa, não é apenas um pulinho. Mas um convite irresistível merece ser aceito. Exige flexibilidade sim. Fazer esse tipo de replanejamento, não permitir que uma agenda cheia de deveres e obrigações impossibilitem substituições por pequenos prazeres traz uma sensação de liberdade e controle da vida indescritíveis. 


Continuei indo de bicicleta para o trabalho mesmo tornando o meu percurso mais londo devido ao alagamento da passagem subterrânea. Aproveitei para ter outros olhares e me encantar com outros pontos de vista. 


Encontrei as amigas para um happy hour com muita conversa boa e comida japonesa. 


Permitir flexibilizar a agenda, replanejar, mudar a rota, improvisar o roteiro, apreciar os pequenos prazeres faz com que os meus dias sejam atravessados com mais leveza, mais alegria, mais disposição. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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segunda-feira, 15 de julho de 2019

De bicicleta para o trabalho


Eu Sempre tive dificuldades de acordar cedo. Essa dificuldade só desaparece quando estou em viagem ou tenho algum passeio para fazer, um lugar novo para conhecer. Aí sim fico motivada a pular da cama.

Acontece que aquele rama-rame pra acordar estava me cansando. A partir de certa hora da manhã o sono fica leve, mas a preguiça de sair da cama e tornar logo o dia útil e produtivo me dominava. Resultado, eu ficava rolando e enrolando. Não dormia e me irritava. Irritava como cachorro do prédio da frente que começava a latir, com a vizinha de cima que colocava o salto alto, com aquele infeliz que já estava estressado no trânsito e buzinando lá fora. E eu excomungando o motorista estressado àquela hora da manhã não me dava conta de que eu já estava estressada naquela mesma hora da manhã e ainda na cama. Esse foi o insight que me fez tomar uma atitude.

Finalmente eu me conscientizei que os quarenta minutos de enrolação na cama, adiando a hora de me colocar de pé, não me ajudavam em nada. Não me descansavam. Busquei o que me motiva: fazer um bom passeio. E resolvi ir de bicicleta para o trabalho, aproveitar os dias lindos de inverno no Rio e a vista incrível que tenho no percurso.

Troquei o vagão fechado do metrô pelo céu aberto. Enquanto pedalo eu posso desligar e limpar meu cérebro, aproveitando o passeio, as visões de vários pontos turísticos da cidade e ainda faço exercício físico.

Pão de Açúcar



Enquanto ando de bicicleta para o trabalho, eu realmente acordo e sinto-me mais enérgica e focada quando chego lá.




Aproveito para observar a cidade de outros pontos de vista. Cada dia um caminho, um novo olhar. E descubro outros pontos turísticos também. Eu, por exemplo, desconhecia que no subsolo do Monumento Estácio de Sá tem uma galeria para exposições. 



Estar ao ar livre e em contato com a natureza, pelo menos durante meia hora todos os dias, é muito bom. Pisar descalça na areia, chegar na beira do mar, revigora. 

Praia do Flamengo


Cada dia novas histórias. Tem dias desfavoráveis com vento a favor. Dias favoráveis com vento contra. Dias de mudar o percurso porque a passarela subterrânea está alagada e dias de alterar o caminho por pura curiosidade e se deparar com uma prainha, linda e até então desconhecida para mim.

Prainha da Marina da Glória


Eu sinto que estou praticando exercício suficiente para estar razoavelmente em forma sem ter que gastar tempo com isso. Tenho a sensação de produtividade.

A tradicional árvore do Aterro do Flamengo, o maior parque do Rio.



Me sinto muito mais tolerante ao estresse. 

Sabe aquele senhorzinho que que está caminhando no meio da ciclovia com espaço mais do que suficiente na calçada?! Peço licença por favor com um sorriso no rosto. E quando ele pede desculpas eu agradeço e digo "quê isso não tem problema.".  

E aquele cachorro fofo que para na minha frente para esperar o dono e me faz frear de repente?! Quando o dono vem me pedir desculpas, eu respondo: não tem problema, ele é lindo. E quando o dono responde dizendo que o Tito é lindo e desligado, retorno dizendo que me identifiquei com ele, o cachorro, também sou desliga... e linda né?

Já estou podendo confirmar o estudo que descobriu que o exercício aeróbico pode melhorar a auto-estima.

MAM - Museu de Arte Moderna  A arquitetura moderna do prédio do Museu de Arte Moderna do Rio, de autoria de Affonso Reidy




Chego ao Centro da cidade com uma ótima sensação de bem-estar e me deparo com a beleza do 
Theatro Municipal.



Ao ver o Mosteiro de Santo Antônio sinto vontade de subir os degraus e agradecer.



O que posso fazer também na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro



Ao trocar a comodidade da banco do metrô (quando consigo me sentar) pelo banco da bicicleta, o conforto dos pés apoiados no chão pela força nos pedais, o ar condicionado pelo vento fresco, o semblante tenso das pessoas que parecem atrasadas pela aparência descontraída de quem se exercita pela manhã, a tela do celular onde eu ia adiantando alguns assuntos pelo visual da cidade, os quarenta minutos a mais rolando na cama pelos quarenta minutos fazendo os pneus da bike rodarem, eu me sinto muito mais descansada, disposta, autoconfiante e bem-humorada.

Tem sido realmente a maneira perfeita de despertar de forma descontraída, relaxante e ao mesmo tempo ativa. E ainda tem ajudado a minha mente a se concentrar para a dia à frente.

Outros passeios de bicicleta no Rio:






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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Chinese Garden of Friendship em Sydney

Quando estamos viajando é bom ter algum planejamento dos nossos dias para otimizar o tempo e aproveitar ao máximo. Mas também é muito bom deixar um espaço para o acaso, para se surpreender. Foi assim com o Jardim Chinês em Sydney. Ele não estava nos nossos planos, nem no nosso roteiro. Mas passeando por Darling Harbour vimos uma placa que indicava o tal jardim. Ficamos curiosas e resolvemos andar até lá. Quase desistimos no caminho porque o Chinese Garden of Friendship, em Sydney, fica escondido em um terreno entre Chinatown e o Parque Tumbalong. E que bom que não desistimos. Chegamos lá próximo a hora de fechar e entramos mesmo assim. E valeu muito a pena. Trinta minutos são suficientes para circularmos pelas belezas desse oásis, porém vale ficar mais tempo e desfrutar.

A princípio, ao olhar o portal do jardim que foi iniciado pela comunidade chinesa local para celebrar o Bicentenário da Austrália com os prédios ao fundo, temos a sensação de que é algo espremido e pequeno. Não imaginamos o que encontraremos lá dentro.

Mas assim que atravessamos do portão nos surpreendemos!


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Logo de início já nos sentimos imersos na cultura chinesa. Os jardins são fiéis às formas chinesas tradicionais de paisagismo. Os princípios taoístas como "Yin-Yang" e os cinco elementos opostos: terra, fogo, água, metal e vento, foram fortemente seguidos para a construção desse belo jardim que está em Sydney desde 1988.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Assim que seguimos o caminho deixando o Hall da Longevidade nos deparamos com a parede do dragão e já começamos a sentir a leveza e beleza do ambiente.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Ao longo do percurso encontramos peças de arte e diversas referências à cultura chinesa. Parece mesmo que entramos no portal do tempo e nos transportamos da Austrália para a China.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O caminho leva ao Lago de Brilho. As cores, a água, as árvores ornamentais, o estilo das construções clássicas chinesas, as rochas de formas estranhas, tudo cria um espaço que é perfeita harmonia e equilíbrio e que proporciona um ambiente estimulante.

Nada ali foi criado ao acaso - toda visão, cada passo, cada característica foi planejada para causar  o máximo de efeito ao visitante.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

É impossível não relaxar neste lugar! O barulho da água (tem uma cachoeira que eu não fotografei), as sombras das árvores, a brisa leve espanta o calor e abafa o som da cidade. Rapidamente nos sentimos imersos neste ambiente bonito e tranquilo.


Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


Caminhar no Jardim Chinês da Amizade, explorar os cantos, olhar os detalhes, se encantar com a natureza ao redor, subir a pequena montanha que dá origem a uma bela cachoeira, é como uma caminhada em uma floresta encantada.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney


O jardim é repleto de lugares agradáveis, ótimos para relaxar, deixar o tempo passar, descansar as pernas e a mente,  se sentar em pavilhões sombreados ao longo da Lagoa de Lótus e observar os peixes Koi nadando e ocasionalmente pulando da água para o ar.
Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

Valeu muito a pena essa parada no Chinese Garden of Friendship que é um lindo oásis no meio de Sydney com uma atmosfera calma e harmoniosa.

Dicas de passeios em Sydney - Jardim Chinês em Sydney

O Jardim Chinês da Amizade em Sydney é famosinho. Em 2013 foi cenário para o filme Wolverine com Hugh Jackman.

Outros passeios em Sydney:






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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Garrafa Pintada - Vejo Flores em Você

Aquela garrafa vazia de azeite que iria ser descarta, jogada no lixo, ficar anos por aí na natureza, recebeu algumas pinceladas, ganhou cores, e novas cores, uma frase, flores e um cantinho para ela enfeitar.


garrafa pintada

Na verdade quando fiz essa garrafa eu não gostei muito do resultado e a deixei largada m algum canto. 


Em uma manhã de domingo de frio, mas com sol, fui para a varanda e resolvi concluir a pintura iniciada e parada no meio do caminho. Alterei a cor de contorno da flor, pintei uma frase, coloquei flores e arrumei na mesinha.  


Gostei tanto do resultado que achei a primeira garrafa solitária e resolvi concluir uma outra que eu também tinha iniciado e não estava gostando tanto. 


Com a orientação da professora de pintura eu alterei a cor de contorno da flor e a garrafa ganhou outra vida, outra cara. 


E foi para a mesa fazer companhia à primeira. 


Dizem por aí que um é pouco, dois é bom, três é demais. Mas eu não concordei, neste caso. Peguei uma outra garrafa que eu já havia pintando e trouxe para formar um trio florindo o canto do fim do corredor e início da sala.


Algumas vezes basta uma pequena mudança de cor para vermos flores por onde passamos. 



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