segunda-feira, 21 de maio de 2018

Filme Tully - Abordando a maternidade real


Uma das coisas que eu mais adoro em filmes é a capacidade que eles têm de nos transportar para outras experiências. Melhor ainda quando ao vislumbrar as vidas e experiências dos personagens, nos identificamos em algumas partes, identificamos pessoas do nosso convívio, percebemos que aquelas emoções expostas ali são sentidas por muitas outras pessoas ao nosso redor.

Empatia, foi o que senti ao assistir o filme “Tully” que estreia em 24 de maio. 



Filme sobre maternidade


O longa acompanha o dia a dia de uma mãe, com os altos e baixos que a maternidade proporciona. Mostra uma maternidade sem a lente fantasiosa do mundo perfeito e de realizações. Pelo contrário, apresenta o dia a dia de uma mãe atarefada, cansada, que precisa de cuidados e, acima de tudo, admitir que precisa de ajuda. 

Filme sobre maternidade


Marlo (Charlize Theron) tem a vida corrida, atarefada, cheia com seus dois filhos e aquele barrigão enorme que abriga o terceiro bebê que está prestes a chegar. Ela está sobrecarregada tendo que cuidar sozinha das crianças e da casa enquanto Drew está envolvido com um momento importante da carreira. Além disso, o filho Jonah tem algum tipo de desordem de desenvolvimento que ela e o marido Drew (Ron Livingston) estão tentando chegar a um diagnóstico.



Preocupado com o estado emocional de Marlo, certo dia, seu irmão abastado, Craig (Mark Duplass), oferece a ela como presente, a ajuda de uma babá para cuidar das crianças durante o período da noite. Proposta que Tully rejeita, a princípio. Ela é a mãe e quer cuidar do seu próprio filho. Ela é mulher e quer dar conta de todos os papéis impostos, como ser mãe, esposa, dona de casa, e ainda estar sexy e disponível.

Quando o terceiro, e não planejado, filho nasce as coisas ficam um pouco piores. Mesmo hesitante, ela aceita e acaba se surpreendendo com a jovem, sorridente, alegre e curiosa ajudante chamada Tully (Mackenzie Davis).

Filme sobre maternidade

Além de mostrar a maternidade e desconstruir esse ideal de mulher cheia de super poderes, a trama traz o lado da paternidade representada bem honestamente. Drew, o marido e pai daquelas três crianças mantém distância, viajando para seu trabalho diário, não interferindo muito com as tarefas domésticas quando retorna, nem se envolvendo com o estado emocional da mulher. 

Filme sobre maternidade


Empatia, foi o que senti ao assistir o filme “Tully” e acredito que a maioria das mães e mulheres vão se identificar. E o pior, a grande maioria dos homens e pais também. 

No breve mergulho na vida de Marlo (Charlize Theron) revivi alguns momentos meus no início da maternidade, enxerguei ali muitas amigas próximas, e senti o que muitas mulheres vivem.

Mesmo sentada no conforto da poltrona da sala de cinema, senti o cansaço de subir apressada alguns lances de escada carregando o barrigão enorme.

Aliás, aquele barrigão enorme de final de gestação. Enorme mesmo. Exageradamente enorme. Fato cênico que me fez sentir o peso dos últimos dias de gravidez.

Assim que o terceiro o bebê nasce, há uma excelente montagem que consiste no ciclo de trocar fraldas, bombear, amamentar, parecendo que os dias são iguais e intermináveis. Me vi ali. Senti aquela sensação de que não tinha dia, nem noite dos primeiros dias com as minhas bebês em casa. 

No escuro da sala de cinema eu me vi cansada, descabelada, com as roupas largas e incomodada com o meu corpo pós gestação. 

Além de alimentar o meu corpo com um saco de pipocas durante a sessão de cabine de imprensa, alimentei a minha alma com empatia ao fazer esse breve mergulho na vida de Marlo e me transportar para suas experiências.

E ainda me surpreendi com o final e com uma verdade escondida por trás daquelas emoções. 




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domingo, 20 de maio de 2018

A Semana 20 de 2018 - Come-m-orar


Semana que começou com dia das mães, data comercial sim, dia das mães é todo dia, e coisa e tal. Mas que uma comemoração qualquer alimenta a alma, ah alimenta. 

Sendo mãe de adolescentes, sendo uma insistindo que é adulta, só mesmo em dias comemorativos para conseguir uma foto dessas. E eu aproveitei! Fiz chantagem e tudo!
Meus melhores presentes. Com elas experimento as maiores e melhores emoções. Meus amores.


Eu sei que a palavra comemorar vem de memorar, trazer a lembrança e celebrar, e com isso alimentar a alma. Mas para mim, pessoa gulosa por natureza, foco nas primeiras duas sílabas: "comê". Algo tipo come-m-orar, comer de joelhos, comer bem, comer gostoso, e agradecer.

O meu Dia das Mães teve muita "come-moração". Um café da manhã bem cedinho com a filha mais velha. Comemos bem, muita conversa, poucas fotos. E, para mim, muita gratidão.


Depois teve mais comemoração com muito alimento para a alma, para o corpitcho, e muita gratidão em um almoço em família gostoso e tranquilo. 


Já durante a semana, em plena segunda-feira, eu preferi usar a minha hora do almoço para alimentar a alma ao invés de alimentar o corpo. Troquei o meu tempo em um restaurante sentada a uma mesa com um prato de comida, por uma visita à exposição "Disruptiva". Falei dela no post "Exposição Disruptiva no CCBB - Arte e Tecnologia".

Apesar de ter comido uma besteira (um joelho com um copo de mate) andando pelas ruas do Centro do Rio (eu estava me sentindo em NY caminhando em pela 5th Avenue com um Starbucks), retornei para o turno da tarde com a alma leve e renovada. 



No decorrer da semana continuei alimentando a minha alma com coisas simples, mas que trazem grandes alegrias, deixando a minha semana que começou com o Dia das Mães mais memorável.

Assisti ao file "Tully", que estreia em 24 de maio. O longa “Tully” acompanha o dia a dia de uma mãe, com os altos e baixos que a maternidade proporciona. O longa mostra uma maternidade sem a lente fantasiosa do mundo perfeito e de realizações. Pelo contrário, apresenta o dia a dia de uma mãe atarefada, cansada, que precisa de cuidados e de admitir que precisa de ajuda. Vou fazer um post sobre o filme.

Além de alimentar o meu corpo com um saco de pipocas durante a sessão de cabine de imprensa, alimentei a minha alma com empatia ao fazer esse breve mergulho na vida de Marlo e me transportar para suas experiências.


Encontrei com uma amiga para em uma cafeteria. Um encontro rápido para que eu a entregasse um pintura que fiz para ela. Enquanto eu, já acomodada na mesa da cafeteria, a esperava, resolvi ler a próxima crônica do livro " "Um dia ainda vamos rir de tudo isso", de Ruth Manus.

Por coincidência, ou não, o título desta próxima crônica é "Melhor amigo e a vida adulta". E é isso: "amigos são uma maravilha. Indispensáveis. O tempero da vida." 

Enquanto a taboa de queijo que eu saboreava na companhia da minha amiga alimentava o meu corpo, a nossa conversa sobre as nossas vidas, nossas escolhas, nossos rumos, alimentava a minha alma. 


Ajudei a Sofia a fazer um trabalho da escola! Coisa que atualmente, com ela já adolescente, é rara. Quando os filhos são pequenas e estão nos primeiros anos, isso é comum. É quase rotina. Mas eles crescem e se torna raro. Raro ter um trabalho de escola que demande artesanato, brincadeira, coisas assim. E eu estava com saudades disso. Saudades de sentar no chão com elas, de me cercar de cola, tesoura, tampinhas de PET, caixa de papelão, tintas, canetinhas. Ideias, muitas ideias. 

Voltei literalmente ao significado da palavra comemorar no dicionário: trazer à lembrança; recordar, memorar. Voltei no tempo. Recordei. E me alimentei de lembranças de momentos divertidos, de presença e participação. 


Assisti ao filme "A Barraca do Beijo", lançamento da Netflix desse mês de maio, baseada no livro The Kissing Booth da autora Beth Reekles. Uma comédia adolescente divertida, romântica, bem bonitinha mesmo. Boa para ver com filhos adolescentes, no quarto bagunçado cheio de travesseiros e cobertores, uma bacia enorme de pipoca, em um clima aconchegante.

O filme é cheio de clichês, das questões bem adolescentes mesmo, como o primeiro beijo, questão de ser popular ou não, primeiro namoro, romance proibido. Fala de amizade, família e amor.

Sinopse: "Elle (Joey King) se encontra em um romance proibido depois do seu primeiro beijo com o menino mais bonito da escola: o irmão do seu melhor amigo.".


Filme para assistir com filhos adolescentes

Mais uma vez troquei a minha hora de dar alimentos ao corpo por uma hora de alimentar a alma e fui ao MAR - Museu de Arte do Rio - conferir a exposição "O Rio do Samba, Resistência e Reinvenção". Só digo uma coisa: sambei no MAR. 


Não importa qual o motivo, não precisamos ter motivos para comemorar a vida, os amigos, as escolhas, a rotina, a família. Podemos comer, morar, orar, memorar, sempre. Alimentar a alma diariamente, assim como alimentamos o nosso corpo. Agradecer!

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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terça-feira, 15 de maio de 2018

Exposição Disruptiva no CCBB - Arte e Tecnologia


Logo que foi anunciado que o FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - traria, neste ano de 2018, a arte na eletrônica na época Disruptiva ao CCBB eu já queria conferir.

Por mim teria ido logo na inauguração, mas só consegui fazer a visita agora. Mesmo com toda a expectativa sobre tudo que poderia experimentar nesta exposição, eu me surpreendi.

FILE 2018 no CCBB

As obras expostas têm como proposta a interatividade entre as pessoas e a tecnologia. O visitante é convidado a estar literalmente dentro da obra, como no "The Physical Mind" (foto acima) em que o visitante é suspenso em um balão de ar até ser levemente espremido por outro objeto inflável, experimentando sensações de desconforto e relaxamento. 

Ou no "Nemo Observatorium" (foto abaixo), simulador de furacão, onde o visitante entra em um grande cilindro de PVC, senta-se em uma cadeira para ter a experiência sensorial de estar dentro de um tornado.


Mas não basta estar dentro da obra de arte. Em algumas delas podemos até mesmo modificá-las. É o caso da obra "Shrink" em que somos embalados a vácuo, como se fôssemos alimentos. 


As instalações precisam do público, de nós, para acontecer.  A "Kage" (Sombras), por exemplo, precisa que os visitantes toquem nos cone coloridos. É através da manipulação do espectador que sombras, imagens e formas em movimento surgem e podem ser reconhecidas.


Em "The Floor" o toque já é com os pés, ou não. Os visitantes, a princípio, pisam sobre várias cores e produzem sons de diversos instrumentos conforme caminham. Eu disse a princípio porque as crianças estavam deitando e rolando literalmente.



As instalações de arte eletrônica nos possibilitam vivenciar experiências e sensações só possíveis graças à tecnologia. Eu particularmente fiquei encantada com o efeito visual da obra "Hardwired" que consiste em 18.000 luzes de LED que ficam em constante movimento e transformação simbolizando a transferência de conhecimento.


Também adorei rever a  clássica "Noite Estrelada" de Van Gogh em versão digital (Ela já esteve no FILE de 2013).  Em “Starry Night”, do artista grego Petros Vrellis, a pintura de Van Gogh ganha vida nós, através de um tablet, podemos manipular várias partes da imagem.



Ao visitar a exposição "Disruptiva", mais do que contemplar a tecnologia na arte ou a arte tecnológica, mais do que interagir com as instalações, somos convidados a experimentar sensações como balançar em um balanço, trocar de sexo para relaxar em uma praia paradisíaca, entrar em um gibi, brincar com as pinceladas de Van Gogh, fazer música, ser embalados a vácuo, entrar em um tornado.

Vale muito a pena conferir os trabalhos de arte eletrônica de autores de toda parte do mundo que fica em cartaz no CCBB-RJ até 04 de junho de 2018.


Serviço:

CCBB Rio de Janeiro - Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
De quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h
Entrada gratuita
Para evitar filas basta entrar no site da Eventim e agendar um horário. Você pode imprimir o comprovante ou levar o print da tela no celular.

Nós estivemos também no FILE Rio 2012 e FILE Rio 2013.




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segunda-feira, 14 de maio de 2018

A Semana 19 de 2018 - Easy! Fique bem easy


Muitas vezes, para não dizer sempre, imponho a mim mesmo uma lista de tarefas a cumprir bem extensa. 

Acordar cedo para pedalar, me exercitar, antes da família acordar. Voltar em tempo de ver o café d manhã e estar junto com as filhas antes de trabalhar. Deixar o almoço definido. Chegar no trabalho e adiantar as tarefas. Resolver questões no banco. Agendar médicos. Resolver assuntos de escola e cursos das filhas. Passar na farmácia e/ou no mercado na volta do trabalho para casa. E quando chega em casa, pensa que a pessoa vai se jogar no sofá?! Não! Tem mais várias coisas para fazer e deixar prontas para o dia seguinte. 

Por vezes, várias vezes, me sinto devoradora de mim mesma. Apesar de fazer mil coisas, acabo olhando para a lista das coisas que deixei de fazer. 

Ter muitas atividades, não tem jeito, faz parte da vida corrida da mulher multitarefa que nos tornamos. Mas posso lidar melhor com tudo isso. Continuar me esforçando para fazer o que preciso sim, mas compreender os meus limites. Me exigir menos! 

Por isso procuro reservar com frequência um tempo para fazer algo que simplesmente me relaxe, mesmo que a lista de tarefas não esteja toda ticada. Procuro fazer o que me imponho da melhor maneira possível, mas me permito também chutar o balde de vez em quando. Reservo um tempo para replanejar as tarefas que deixei de executar sim, mas olho com muito carinho para tudo o que eu consegui cumprir e desfrutar. 



Nesta semana eu deixei a pressa para responder aquele e-mail para olhar o lago com peixes e ao ver o meu reflexo cantei: "Alma! / Isso do medo se acalma / Isso de sede se aplaca / Todo pesar não existe / Alma! / Como um reflexo na água / Sobre a última camada / Que fica na / Superfície".


Deixei a família em casa e desfrutei de um passeio muito gostoso pela Ilha da Gigóia.



Deixei de fazer o almoço de domingo e desfrutei de um cineminha com o marido. Assistimos "Vigadores - A Guerra Infinita".


Deixei de passar no supermercado na volta do trabalho e sentei com uma amiga em um restaurante para uma sangria acompanhada de pizza e muita conversa boa.


Deixei de fazer aquele post no blog para simplesmente contemplar momentos de ternura e carinho em família.




Deixei de fazer aquela transferência no banco e bebi aquele vinho geladinho com amiga após o trabalho.


Esqueci o cartão de crédito, o ticket restaurante e o dinheiro em casa e quando cheguei no trabalho desfrutei de um café da manhã de Dia das Mães.


Deixei tudo pra lá quando cheguei do trabalho e me joguei no sofá com uma bacia de pipoca e assisti ao filme "A Arte do Amor".


Olhei para mim, para as minhas pequenas vontades.


Fui mais compreensiva com as minhas pequenas grandes falhas, ou grandes pequenas falhas, não importa! E cantarolei "Easy! Fique bem easy / Fique sem, nem razão / Da superfície! / Livre! Fique sim, livre / Fique bem, com razão ou não / Aterrize!"


Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Acertando o Passo, um filme sobre poder recomeçar sempre



Sentada em uma mesa de um restaurante com uma taça de sangria na frente, uma fatia de pizza de brie com pera no prato, e uma amiga no outro lado da mesa, ríamos e trocávamos ideias.

Entre lembranças do passado, planos para o futuro e fatos do presente, a minha amiga fala:

- Por que tudo tem que acabar? Na vida tudo acaba. Casamento acaba, trabalho acaba...

Eu imediatamente retruquei: acaba para começar de novo. Começar um novo ciclo que pode ser melhor do que o que se encerrou.

É exatamente sobre isso que o filme "Acertando o Passo" fala, sobre dar uma segunda chance à vida.



A comédia dramática "Acertando o Passo" estreou ontem nos cinemas e nós tivemos o prazer de estar na cabine de imprensa.

Apesar da história ter como foco principal um grupo de dançarinos da terceira idade, é uma comédia que vai fazer rir e chorar pessoas de todas as idades.

O filme conta a história de Sandra (Imelda Staunton) que após anos de dedicação ao seu marido e à família se vê de malas prontas rumo à casa da irmã. Isso acontece após descobrir que está sendo traída pelo marido junto com, ninguém mais, ninguém menos, que sua melhor amiga.

É junto com o grupo de dança, apresentado a Sandra por sua irmã, que a personagem encontra nova motivação para ser feliz, aprende a lidar com a nova liberdade e se redescobre.




Convivendo com a irmã que sempre viveu uma vida bem diferente da sua, bem fora dos padrões britânicos, Sandra (Imelda Staunton) percebe que a aposentadoria e o divórcio não são o fim do mundo. Muito pelo contrário, podem representar uma nova etapa muito divertida e proveitosa da vida.

Além do foco principal no processo de redescoberta de Sandra, a trama ainda é enriquecida com histórias paralelas dos amigos da aula de dança. Outros idosos com experiências diferentes sobre o amor e outras formas de enxergarem o processo de envelhecimento.

A @marcia.cantanhede representou o #inventandocomamamae na cabine de imprensa e nos trouxe a opinião dela sobre "Acertando o Passo":

"A comédia dramática 'Acertando o Passo' reúne um elenco de atores veteranos britânicos que transbordam charme, excentricidade , empatia, e esperança na medida certa.

A história por trás do filme nasceu da vida real. Os roteiristas e produtores Nick Moorcroft e Meg Leonard foram inspirados por um grupo de teatro da Grã-Bretanha para criar a história fictícia em torno da aula de dança para idosos.

O roteiro segue os passos de 'Hotel Marigold' com muita coisa batida, muitos clichês, mas as interpretações dos atores são tão maravilhosas que não dá tempo para se preocupar com pequenas bobagens.

Não posso deixar de mencionar que adorei ver a atriz do seriado "Absolutely Fabulous", Joanna Lumley.

A direção é de Richard Loncraine que acerta em cheio na liberdade que dá aos atores e que nos presenteia com uma última imagem do filme deliciosamente surpreendente para sairmos da sessão com um sorriso nos lábios."
Mesmo sendo um filme que foca em personagens idosos, pessoas de todas as idades vão se identificar, se emocionar e se divertir com a trama. Durante todo o filme nos colocamos no lugar dos personagens. No meu caso, o ponto da turma de dança me trouxe uma grande identificação e muitas lembranças. Foi nas aulas de dança de salão que eu conheci o meu marido. Nós dois buscamos a dança como uma nova atividade para dar aquela sacudida após terminarmos um relacionamento.

O filme fala de amor, família, escolhas, sonhos, processo de redescoberta, sobre a liberdade de viver a vida que queremos viver, transformar mágoa em afeto. Traz como mensagem positiva que podemos escolher ser felizes em qualquer idade, inclusive aos 60, 70, 80 anos. Um retrato otimista sobre envelhecer.

E tudo isso em um cenário belíssimo tendo Londres e Roma como pano de fundo.

Filme acertando o passo


Por fim é exatamente isso que o filme mostra: mesmo que pareça que tudo acaba, sempre é tempo de recomeçar.

Sinopse: "Quando Sandra descobre que seu marido, com quem é casada há 40 anos, está tendo um caso com sua melhor amiga, ela busca refúgio com sua irmã Bif (Celia Imrie), com quem tem pouco contato. Elas não poderiam ser mais diferentes – Sandra é um peixe fora d’água perto de sua irmã, que não tem papas na língua, fica com quem tem vontade e se sente livre. Mas diferente é tudo que Sandra precisa, e ela relutantemente deixa Bif arrastá-la para sua aula de dança, onde ela gradualmente começa a encontrar seus pés… e também encontra romance. Nessa hilária e emocionante comédia moderna, um colorido grupo de ‘baby-boomers’, provocadores e cheios de energia mostra a Sandra que a aposentadoria é só o começo, e o divórcio pode dar a ela uma nova visão de vida – e do amor.".



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