domingo, 23 de abril de 2017

A Semana 16 de 2017 - Viajando por aqui



Consegui levar a Sofia ao cinema. Ela está naquela fase que sair comigo já não tem tanta graça assim. Gosta de ficar comigo, ainda é bem grudada, mas em casa. Mas com amiga aí a coisa muda de figura. Tá certo que primeiro elas não queriam ir ao cinema porque o filme escolhido era animação. Depois adoraram, acharam muito fofo, riram e até uma lagriminha rolou. 
Nesta fase entre a infância e a adolescência, a tal chamada pré -adolescência, elas sentem uma necessidade de provar que não são mais crianças e com isso negam algumas coisas da infância. Filme de animação é uma dessas coisas. Mesmo a gente explicando que filmes de animação são para todas as idades, que adultos gostam, que os adolescentes mais velhos gostam, etc., elas tentam rejeitar. Algo tipo "Mããããeeeee eu não sou mais criancinha pra ver filme de desenho. Não tem filme com gente pra gente assistir?". Mas depois que vão, que estão lá dentro da sala, se entregam à emoção da animação. E gostam.



O filme conta a história de Tim, um menino de sete anos, que vive uma vida perfeita de filho único. Os pais, apesar de muito trabalhadores, conseguem dar atenção, carinho e ainda estimular a criatividade do garoto. Tudo muda com a chegada de um irmãozinho. Como se não bastasse a fofura do recém-nascido, este ainda é um agente infiltrado na família, com uma missão secreta, secretíssima. A vida de Tim vira de cabeça para baixo, mas também começam as aventuras já que a dupla precisa trabalhar junta.

O filme é cheio de referência o universo infantil e repleto de aventuras. Isso agrada muito aos pequenos. E tem referências para os adultos também, como falas de o Senhor dos Anéis, algumas cenas inspiradas em Matrix, Indiana Jones, e até na famosa babá Marry Poppins.  

Fico grata por ver as minhas filhas crescendo e conseguir manter a conexão com elas.

Caprichei na mesa do café da manhã para a nossa Páscoa ter um sabor especial. Aproveitei para colorir a nossa manhã com algumas das minhas pinturas.


Fico muito grata por ter a família reunida.

Ganhei convites para assistir ao filme "A Cabana" e aproveitei para deixar a minha segunda-feira chuvosa mais feliz. O fato de não estar trabalhando faz com que a segunda-feira fique com a sensação de improdutividade, então ter um programa para fazer com uma amiga muda esse cenário. Afinal, se eu estivesse trabalhando não poderia estar no cinema em uma tarde de segunda-feira, né? Tem o seu lado positivo.

Ainda mais quando o filme é lindo, emocionante e traz várias reflexões sobre fé, amor, perdão, julgamentos, família e depressão.
Baseado no best seller de William P. Young conta a história de um pai, Mark Philips (Sam Worthington), sofre uma tragédia familiar. Todos na família ficam abalados, mas Mark sofre com a culpa e entra em profunda depressão e entra em crise com a fé e a religiosidade. Após receber uma carta misteriosa, Mark é convidado a tratar a sua profunda dor.



Fico muito grata a #Otogai por me enviar o convite. 


Fui convidada para duas cabines de imprensa no mesmo dia e no mesmo horário. É impressionante, né? Tem dias que não rola nada. Tem dias que acontece tudo junto. Como eu não poderia estar nas duas ao mesmo tempo, ainda não descobri essa propriedade da física, pedi para a minha amiga me representar na cabine da comédia nacional "Ninguém Entra, Ninguém Sai" que estreia dia 04 de maio. 

A história do filme se passa em um motel. Inesperadamente algo acontece e o motel é cercado pela polícia, e por curiosos, que impede que a entrada e a saída de qualquer pessoa. Aí o bicho porque a clientela fica no maior cagaço de ter a identidade revelada em rede nacional (essa parte da história eu vi no trailer e já dei boas risadas).
Conforme a @marcia.cantanhede me falou o filme é divertido, traz boas risadas sem apelação e tem um final surpreendente. 



O pior é que eu já tinha visto o trailer, achado superengraçado e ficado com vontade de assistir ao filme. Depois dos comentários da Márcia eu fiquei com mais vontade ainda. Mas o melhor é que pude dar esta oportunidade para a minha amiga.

Fico grata por poder retribuir um pouco do tanto que esta amiga faz por mim. 

A outra cabine foi do filme "Guardiões da Galáxia Vol. 2". Mas este eu ainda não posso dizer o que achei, só posso contar que fui. Mais nada, por enquanto.


Fico muito grata por estas oportunidades que o blog me oferece.

Turistei pela cidade. Eu sinto uma falta louca de viajar. Acontece que não precisamos sair da nossa cidade, nem ir muito longe para desfrutar um dia de turismo. Fiz isso por aqui mesmo. Aproveitei que uma amiga estava no Rio querendo arejar a cabeça para passearmos bastante, cansar o corpo e descansar a mente. 

Passamos um dia na Praça Mauá relembrando do quanto aquela área era feia, vivendo o quanto está bonita e proveitosa agora. 

Visitamos o MAR - Museu de Arte do Rio - que sempre tem exposições ótimas. Até contei de uma delas aqui no blog, no post "MAR - Exposição O Nome do Medo". Almoçamos no bistrô que tem no andar térreo do MAR e seguimos para o Museu da Amanhã.  Depois demos mais uma volta pela Praça Mauá e caminhamos até o prédio que foi da Xerox, onde nos conhecemos. Uma delícia de dia.


Fico grata pelas amigas que tenho e por poder estar junto com ela quando precisam.

O passeio do dia anterior foi tão bom, mas tão bom que resolvemos repetir a dose. O escolhido deste dia foi a Ilha Fiscal. Enquanto esperávamos o intervalo de tempo entre a compra dos ingressos e a saída do passeio, demos um pulinho no CCBB e vimos as exposição  "Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura" (eu já falei citei aqui na minha Semana 12), e circulamos pelo Museu da Marinha.

A Ilha Fiscal e linda e cheia de história. Acho que vai rolar um post aqui no blog.


Mais uma vez eu fico grata por ter as amizades que me estimulam e se sentem estimuladas por mim. 

Caprichei na saladinha para ter um almoço com sabor, cor e saudável. 

A salada preparada com am❤r de teve folhas (alface crespa, alface roxa, folha de beterraba baby, rúcula e hortelã), rodelas de abacaxi assadas no óleo de coco, lascas de coco assadas, tomatinho cereja, cubinhos de manga e amêndoas em lascas torradas.


Fico grata por ter vontade para preparar comidas gostosas para a família. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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quinta-feira, 20 de abril de 2017

MAR - Exposição "O Nome do Medo"



Fazendo um passeio pelo MAR - Museu de Arte do Rio - eu me encantei com a exposição "O Nome do Medo", Rivane Neuenschwander. A mostra apresenta 32 peças em forma de capas coloridas e com texturas variada que representam os medos das crianças.

Exposição O Nome do Medo no Museu MAR

A proposta do trabalho para esta exposição foi  investigar o medo a partir do olhar das crianças.




E o mais interessante foi o processo de criação até se chegar às peças. Foram feitas oficinas com mais de 200 crianças, com a faixa etária entre de 6 a 1, de escolas públicas e particulares e de unidades de reinserção social (URS).

Nessas oficinas as crianças que foram estimuladas a desenhar seus maiores medos e a construir capas usando materiais diversos.


As capas resultantes das oficinas foram trabalhadas pela artista Rivane e com a colaboração do designer Guto Carvalhoneto.

O resultado foi uma exposição divertida, curiosa, interessante e que nos faz pensar sobre o medo que já tivemos quando crianças e que as nossas crianças têm. Muitos medos expostos nos fazem pensar sobre exposição da criança à violência e questões da nossa sociedade. É duro ver que crianças apresentam medos de faca e de pessoa bêbada; medo de tiroteio, terrorismo e arma bomba.





A ambientação da exposição está bem legal. As peças estão expostas em uma sala ampla, bem clara, com espelhos e produção sonora.

Encontramos medos comuns, como medo de tirar nota baixa.


Medos inesperados, como medo de final de semana. A capa abaixo representa o medo de final de semana, medo do fim do mundo e medo de esquecer.




Medos nojentos em capas até fofinhas, como o medo de vômito.



Medos graves, como medo de estupro.



As oficinas foram feitas com uma quantidade bem grande de crianças e os medos que surgiram também foram em grande quantidade. Por isso cada capa representa mais de um medo.

Um ponto bem positivo é que a exposição é interativa. Nós podemos vestir a maioria das capas expostas. Podemos brincar com os nossos medos, vesti-los e nos despir dele, pelo menos simbolicamente.


Ainda tem uma área com projetores onde podemos montar os nossos medos com cores, imagens e nomes. Não fiz foto desta parte, mas fiz um vídeo bem rápido que postei na story do IG.



Já que trouxe vídeo, tem mais esses dois que mostram um medo bem diferente.


E um comentário que eu ouvi de um visitante culpando a mãe da criança. A mãe sempre levando a culpa...


Serviço:
Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, 5, Centro. 
Terça a domingo, das 10h às 17h. R$ 20 inteira. Gratuidade às terças.
Até 16 de julho.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Museu da República - Palácio do Catete, muito além dos jardins


Uma visita ao Palácio do Catete que abriga o Museu da República é algo de fazer o queixo cair. 

O palácio de estilo eclético foi símbolo do poder econômico, construído pelo imigrante português Antônio clemente Pinto que chegou ao Brasil pobre e em cerca de 50 anos se tornou o homem mais rico do Império Brasileiro. 

Vou te contar, o homem não economizou! Esbanjou! Construiu o palácio mais luxuoso da corte em 1867, "na mais bonita e mais larga rua da cidade nova, a Rua do Catete". 

E ele, que já foi o Palácio Nova Friburgo, hoje atual Palácio do Catete e já foi sede da Presidência da República, está lá, no mesmo lugar. Lindão e de portas abertas para nos receber. 

Museus do Rio com crianças

Na fachada podemos ver Deuses que simbolizam as principais fontes de riqueza do Barão Antônio Clemente Pinto: Mercúrio, o deus do comércio, e Ceres, deusa da agricultura. Eles estão ali no alto da porta central do primeiro andar e ao lado da mesma porta. 

Já no Hall de Entrada a gente começa a viajar no tempo e pensar em toda a história que se passou neste lugar. Dá para sentir o clima solene da época das grandes decisões que ali foram tomadas.

Rio passeios com crianças

É tudo muito lindo e cheio de detalhes. Vale a pena ficar bem atento a tudo. Desde o piso.

Onde ir no Rio com crianças

Até o teto. Esta pintura no foto abaixo, que representa o amor, fica no teto do Salão Ministerial e traz Baco, o deus do vinho, e Ariadne.  Olha quanto detalhe!

Museus do Rio - Museu da República

Ainda no térreo temos as salas com exposição temporárias. No momento está com a exposição de fotos do Palácio do Catete explicando as pinturas e esculturas encontradas no prédio e nos jardins.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Subindo a escadaria de madeira que dá acesso ao andar nobre do palácio ficamos encantados com os detalhes do guard rail.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro


Quando conseguimos finalmente parar de olhar para esses anjos dourados e olhamos para frente, nos deparamos com muita arte. Tem vitrais lindos nas laterais de ambos os lados e uma reprodução da escultura da Vênus de Cápua, do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.Um espetáculo!

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

E também as pinturas em arco sobre as portas laterais que narram a história de amor de Cupido e Psique. A cena em destaque na foto abaixo retrata Júpter e Cupido.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Chegamos finalmente ao andar nobre e muita coisa linda nos espera. Ali predominam o luxo e a diversidade temática. Vale olhar o todo dos salões que são belíssimos, mas vale também ficar atento aos detalhes que são muitos, como as maçanetas,

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

 os móveis,
Palácio do Catete no Rio de Janeiro

os lustres,

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

e objetos de decoração.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Neste "andar nobre" passeamos por salões belíssimos. Dá para ficar perambulando por este andar por bastante tempo.

O Salão Pompeano é inspirado nas pinturas murais encontradas em casas da Pompéia, cidade do Império Romano devastada pelo vulcão Vesúvio.

E olha que interessante, o teto recebeu datas históricas brasileiras na reforma feita em 1896-1897. Mas eu fiquei muito curiosa para saber como era antes. Será que era mais bonito?




O Salão Amarelo ou salão Veneziano é um escândalo (já estou sem palavras para elogiar cada cômodo do Palácio. São mais cômodos do que o meu vocabulário). No teto as pinturas com temática mitológica também ganham destaque por aqui.

Foi neste salão que rolou o tal sarau que virou polêmica. Foi ali que pela primeira vez a música popular foi interpretada nos salões da aristocracia. D. Nair de Teffé, segunda esposa do presidente Hermes da Fonseca, promoveu um sarau no qual ela apresentou um novo ritmo, o Corta-jaca, com músicas da compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga. Escandalizou a sociedade da época.

Eu não disse que o Salão Amarelo é um escândalo?!



O Salão Mourisco tem uma decoração impactante. Foi exatamente isso que eu senti ao entrar, fiquei impactada com as cores e os detalhes da arte islâmica presente naquele ambiente.



Salão de Banquete. O que é o salão de banquete com a mesa posta?! Dá vontade de sentar ali e fazer uma refeição usando a louça que foi utilizada nos banquetes oferecidos pela Presidência da República, na época.

No centro teto tem um painel belíssimo representando Diana, a deusa da caça.



Finalmente o Salão Nobre. O mais espetacular de todos! O mais luxuoso entre todo o luxo que é o Palácio do Catete. No teto a pintura "Deuses do Olimpo".


No friso em todo o contorno do salão podemos ver dezesseis cenas da vida de Apolo.


Sim, as pinturas nos tetos se destacam. Mas não saí com dor no pescoço de olhar para cima. Tem beleza e encanto por todos os lados. Como disse no início desde o piso até o teto, passando pelas paredes. Como é o caso da galeria de vitrais representando musas e outras figuras mitológicas que fica na antecâmara da Capela.




Todo este luxo e riqueza contrasta com terceiro piso onde ficava os aposentos presidenciais. Foi nesta cama que Getúlio Vargas foi encontrado morto, após cometer o suicídio.


Quarto de Getúlio Vargas no Museu da República

É uma visita cheia de história e beleza. Uma viagem no tempo e na imaginação. Vale muito a pena.

Os jardins do palácio são atrações à partes, com coretos, lagos, grutas, alas de palmeiras e parquinho infantil. Merecem um post exclusivo. 

O Palácio do Catete, além do Museu da República e dos jardins, conta também com cinema, bistrô, cafeteria e livraria. 

Serviço:
Museu da República fica na Rua do Catete, 153. Bem em frente a saída do metrô.
Horários: terça a sexta das 10 h às 17 h. Sábados, domingo e feriados das 11 h às 18 h.
Entrada a R$ 6,00 sendo gratuito para crianças até 12 e maiores de 60 anos.
Quartas e domingos a entrada é gratuita para o público em geral.
Estudantes pagam meia com a apresentação da carteira estudantil.

domingo, 16 de abril de 2017

A Semana 15 - Chata?! Só se eu quiser!


A semana curta estava com cara de ser daquelas bem chatas e corridos. Cheia de pendências chatinhas para resolver, como ir ao médico que transferiu o horário da consulta justamente para o horário do início da aula de pintura, finalmente resolver o FGTS na Caixa (seria desta vez?), levar filha ao médico, marcar exames, etc.

Mas já que a vida está corrida e cheia de obrigações, vamos arrumar alguns intervalos para quebra este ciclo, colocar coisas divertidas e um tempinho para relaxar, né?

Finalizei o curso de Práticas Ágeis com Design Thinking. No início eu estava com receio de não gostar do curso devido a carga horária ser de três sábados e o dia inteiro. Mas gostei muito. É sempre bom ver coisas novas, se reciclar, conhecer pessoas, rever outras.


Fico grata por ter me inscrito no curso, por assumido este compromisso comigo mesma. Saí com uma sensação muito boa de ter feito algo produtivo.

O fato de não estar trabalhando me incomodou muito esta semana. Engraçado que até então eu estava bem tranquila em relação a este assunto. Mas já que estou neste período sem trabalhar, nada como aproveitá-lo da melhor maneira possível, né? Quantas vezes eu não quis ter disponibilidade para pegar uma sessão de cinema no meio de uma tarde de segunda-feira? Então, fui fazer valer o meu "período de transição". Fui com uma amiga assistir ao filme "Versões de um Crime".

Filmes de tribunais já foram muito explorados e acho que por isso não surpreendem tanto, mas eu gosto. Gosto muito. Gosto dos diálogos e das pistas dos ministérios. Gosto de tentar descobrir qual será o final antes que ele chegue. E gosto do Keanu Reeves que está ótimo no papel do advogado Ramsey. A traa me prendeu a atenção e o final é surpreendente.

Fiquei meio chocada com a Renée Zellweger. Gente eu demorei a reconhecê-la. E olha que eu a adoro! O que a plásticas fizeram com ela?!



Sinopse do site Adorocinema: Quando um adolescente é acusado de assassinar o pai rico, um advogado (Keanu Reeves) é encarregado de defendê-lo no tribunal e revelar a verdade por trás do crime. À medida que investiga, descobre que a mãe do garoto (Renée Zellweger) está ocultando diversos fatos essenciais ao caso.

Fico muito grata por ter amigas que me acompanham, que estão próximas e disponibilizam o seu tempo para estarem comigo.

Em uma tarde que eu andava a passos apressados, fazendo compras, resolvendo pendências, com os braços cheios de sacolas e suando com o calor do Rio, passei em frente à Casa de Rui Barbosa, um oásis em plena São Clemente. Resolvi me dar um tempo de sombra e tranquilidade. Andei pelas alamedas, observei as flores, senti o vento, relaxei e retomei o meu caminho. Meia horinha que me fez bem e não atrasou os meus compromissos.


Fico grata por todo contato com a natureza. Por mais simples que seja, sempre me revigora.

Outro dia que a princípio iria passar corrido em função dos afazeres, entre levar uma filha na casa da amiga para fazer trabalho da escola e buscar a encomenda da outra filha, entrei no Museu da República para uma hora de encantamento. Taí algo que eu adoro, visitar museus. Viajo no tempo e na imaginação. Vai ter post no blog.


Fico muito grata por me permitir essas pausas.

Pintei, pintei e pinte. A minha aula semanal ficou pela metade por causa da consulta médica, então fiz uma aula extra para compensar. E ainda pintei em casa na companhia da filha. 


Fico muito grata pelas amigas da aula de pintura e pela profe que tornam essas aulas tão especiais e divertidas.

Já fazia um bom tempo que eu não estava disponibilizando um tempo para cuidar das unhas, dos pés, essas mulherzices que nos fazem bem, sabe? Mas fui presenteada pela Fernanda Reali com o Press Kit da coleção Identidade Secreta, da Impala. Amei. Aí fui lá dar um trato nas unhas. Escolhi esse marrom "chique no último" para combinar com a semana da Páscoa. A foto não ficou tão boa, mas tem videozinho no Instagram @inventandomamae. Rolou até stories fazendo as unhas tamanha foi a felicidade da pessoa aqui.


Fico muito grata a amiga Fernanda que está sempre me estimulando, motivando e jogando para cima.

Para fechar a semana que seria chata sem nenhuma chatice fui tomar um café da manhã muito especial com a minha filha amada Ana Luiza. Foi felicidade dupla: convite de filha para fazer um programa só nós duas mais o café da manhã do Café do Alto, restaurante em Santa Teresa, que eu estava louca para experimentar.


Fico muito grata pelas filhas lindas e amadas que eu tenho.

Assim a semana que tinha tudo para ser chata e estressante passou tranquila e com muitas alegrias. Só depende de nós!


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.



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quinta-feira, 13 de abril de 2017

"13 Reasons Why" e as festas sem os pais em casa.


Este post na verdade era para ser sobre a série "13 Reasons Why" que eu já estou para escrever há mais de uma semana. O assunto acabou desviando um pouco, mas de qualquer forma se manteve em torno da série.

Pensando sobre algumas diferenças do universo adolescente dos americanos, pelo menos o mostrado na série, e dos nossos adolescentes brasileiros, pelo menos das minhas adolescentes, cheguei em algumas diferenças, como:

- direção aos 16 anos. Nós mães e pais brasileiros adiamos a nossa preocupação por mais dois anos. Ufa! Mais tempo para nossos filhos amadurecerem.

- aquela coisa que americanos tem de quarto fechado e que os pais não podem entrar , precisam respeitar o espaço dos filhos, e coisa e tal. Por aqui as portas podem ser fechadas, sim, tem o respeito ao espaço delas, mas não tem a "proibição" dos pais entrarem. Quando eu quero, quando eu sinto que é necessário, quando eu percebo que estão muito tempo distante da família, dou aquela batidinha rápida para avisar que estou entrando e vou entrando. Sem me sentir mal, sem me sentir uma invasora do espaço alheio, nem de privacidade de filha. Tendo a certeza, na verdade, que estou fazendo algo importante e necessário: estar mais presente e mais atenta possível ao que está acontecendo com as minhas filhas.

- as festas em casa sem os pais. O meu primeiro pensamento foi que talvez até como uma preparação para a vida universitária, ou pela segurança que eles têm, lá nos States os pais viajam e deixam os filhos sozinhos em casa mais cedo. Vemos as festas em casa quando os pais viajam em muitos filmes americanos com a temática adolescentes. Aqui não rola.

Mas pensando bem eu me lembrei de duas situações. E que situações!

A primeira foi quando os pais de um amigo da minha filha mais velha viajou. A turma de adolês devia estar com seus 16 anos. Os pais do menino viajaram, mas não o deixaram em casa sozinho. Deixaram na casa de um amigo e o menino ficou com a chave de casa para o caso de precisar de algo. E ele precisou. Precisou marcar uma social com a turma no apê vazio. Aconteceu que alguns dos convidados, como foi o caso da minha, falou a real para as suas mães. Vai ter a social, mas os pais não estarão por lá. Aconteceu também que as mães se falam, trocam ideias, coisas assim. E, neste caso, fizera se falaram bom uso daquele grupo de WhatsApp da turma dos filhos. Assim, a tal social livre, leve e solta, babou. Uma das mães ofereceu a sua casa e a "festiva" foi transferida para um lugar mais seguro ao olhar dos pais, e mais "na moral? Que saaaaco!" na visão dos filhos. Mas assim foi.

A segunda foi quando eles já estavam com os seus 17 anos e uma mãe viajou deixando a sua filha, pela primeira vez, sozinha em casa por um final de semana inteiro. Que independência! Que responsa! A responsabilidade era tanta que a menina se sentiu responsável por organizar uma social na casa dela e chamar a turma. Tudo sem a mãe saber. O plano estava perfeito. Ou quase perfeito.

No meu caso essa social gerou uma "tremenda situação" porque a minha filha me falou a verdade. E com base no fato dela ter me dito a verdade, não ter mentido para mim, ter confiado em mim para manter a confiança que tenho nela, acho que por isso eu devia deixá-la ir. E ainda mais, por isso eu não podia quebrar a confiança dela em mim e contar para a mãe da anfitriã. Que situação a minha!

Bom, conversei com a minha filha amanda e expliquei que ela não iria a tal social. Não iria pelos riscos que eu deixei claro. Há desde os riscos pequenos de propriedade - algo é quebrado, manchado ou roubado. E há os riscos pessoais - alguém é ferido, bebe demais, ou até a polícia pode ser chamada por excesso de barulho.

E não iria porque se eu deixasse, eu estaria apoiando essa atitude errada. Deixá-la ir à festa na casa da menina sabendo que a mãe não estava lá e não tinha autorizado era o mesmo que eu passar por cima da outra mãe. Era como se eu estivesse dizendo "bobeira dessa mãe, deixa a galera se divertir na casa dela".

Ponto! Agradeci enormemente a minha filha ter me falado a verdade, expliquei que ela não estava sendo punida por falar a verdade, mostrei que eu não tinha outro caminho sem ser o de não permitir que ela fosse. A minha filha entendeu esta parte.

Aí veio a segunda. Eu no papel de mãe e amiga da mãe viajante me sentia na obrigação de avisar do plano quase infalível. A minha filha me pedia e implorava para eu não contar. Imagina ela ser a responsável por estragar tudo porque falou a verdade para a mãe?! Jogou no meu colo o fato dela ter sido a única que falou a verdade, contou porque confiou em mim e eu não podia fazer isso com ela. Não podia traí-la. Não deixá-la ir era uma coisa. Já estragar a festa de todos era outra. Fiquei eu no maior dilema. Que situação! Que sinuca de bico! E se acontece algo na tal festa comigo sendo a única adulta responsável que tinha conhecimento? Conversei muito com a Ana Luiza e senti que precisa privar para minha relação com a minha adolescente não ser abalada, que não podia trair a lealdade dela, nem quebrar a confiança que ela teve em mim. Com o coração na mão, me sentindo a maior irresponsável do mundo, decidi, sabendo que não era uma boa decisão, que deveria dar um crédito por ela ter me falado e verdade e não soltar a bomba no grupo de WhatsApp, nem ligar para a mãe dona da casa.

Não me senti em paz! Me senti péssima. Fiquei superpreocupada. Rezando muito para correr tudo bem na tal social.

Acontece que um outro pai atento e presente, ligou para a mãe da anfitriã para confirmar a tal festa e o diálogo foi assim (fiquei sabendo depois):

- Oi Dona Fulana, aqui é o pai do sicraninho. Desculpa te incomodar, mas como o meu filho anda mentindo muito ultimamente, eu resolvi te ligar para saber se vai ter mesmo a festa na sua casa hoje. Se está tudo certo, tudo combinado.
- Olha Seu Cicrano, ou o seu filho está mentindo para você, ou a minha filha está mentindo para mim porque eu estou viajando e não autorizei festa nenhuma lá em casa.

Bom, social babada! Plano quase infalível falhou porque os pais estão atentos. Aliás, esta foi outra diferença entre os dois universos adolescentes que eu percebi vendo a série "13 Reasons Why", a forma de educar. Aqui, no geral, ainda somos mais "invasores" de privacidade.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

É difícil deixar os filhos crescerem?


Na semana passada a movimentação aqui em casa ficou por conta da primeira baladinha da Sofia. Foi um tal de "com que roupa eu vou?", "isso combina?", "vou me arrumar na casa da fulana", etc. A primeira balada e ela estava tão feliz...

Euforias bem típicas desse momento! E é muito legal para nós mães acompanhar isso tudo e até se rever na expectativa da filha. Lembrar das nossas primeiras baladas. Ô coisa boa!

Grande parte dessa emoção toda estava em função do horário que a festa ia acabar: à meia-noite! E o meu queixo caiu ao saber que que a festinha que filha mais nova tinha para ir era uma balada e que acabaria à meia-noite.  



Meu queixo caiu ao perceber mais uma vez que os filhos crescem rápido. Muito rápido. Enquanto a gente quer segurar o tempo, parar esse relógio, aproveitar mais um pouquinho, postegar essa mudança de etapa, eles querem crescer mais rápido, querem acelerar o tempo, passar logo para a próxima fase. É lindo e emocionante participar e acompanhar esse crescimento, esse passo a passo para independência. O coração acelera, se enche de alegria vendo a alegria dos filhos, mas que às vezes o queixo cai, ah cai.

E isso me fez pensar sobre os filhos quererem crescer e a gente querer que eles continuem sendo os nossos bebês.

A diferença de idade entre a Ana Luiza, minha primeira bebê, e a Sofia é de quase sete anos. Bastante tempo né? Com isso a Ana Luiza foi a minha única bebê até os seis anos e meio. E eu a enxergava tão pequena... tão bebezinha... 

Quando a Sofia chegou aos meus braços, realmente uma bebê, realmente tão pequena, eu comecei a enxerga a Ana Luiza enorme, grande, um meninona de sete anos. Realmente a vi com a idade que ela tinha. Talvez, pensando bem, em alguns momentos eu acho até que a enxerguei maior do que ela era. Imagino o quanto tenha sido difícil para ela, de um dia para o outro, deixar de ser o meu bebê e passar a ser a minha menina linda de sete anos. Por outro lado vejo o quanto eu deixei ela crescer e amadurecer conforme a idade dela.

Assim a Ana Luiza seguiu crescendo, eu acompanhando, me admirando do quanto o tempo passa rápido, até querendo que tudo fosse mais lento, mas consciente da idade dela. Afinal, a Sofia como filha mais nova fazia (e faz) para mim o papel de bebê. 

Hoje ao ver a Sofia pronta para a sua primeira balada o meu queixo caiu. Me assustei ao perceber o quento ela cresceu. O quanto ela não é mais o me bebê.



Me dei conta que por não ter um outro filho menor, não ter tido um outro bebê para me fazer perceber o quanto a Sofia já cresceu, assim como ela me fez perceber o quanto a Ana Luiza já tinha crescido, e possa estar segurando mais o processo dela. Fiquei pensando se será mais difícil para os filhos mais novos crescerem. Eu não sei me colocar no lugar justamente por ser a filha mais velha. Fiquei pensando se eu, mãe com esse amor enorme, com esse olhar para a minha caçula, com essa vontade que o tempo passe bem devagar, não estou "desacelerando" o crescimento dela. 

Sei lá, dúvidas que brotam no coração de mãe! Eu sei que a imagem que veio a minha cabeça foi daqueles treinos de corrida na areia. A Sofia fazendo força para correr para frente e eu com a corda na cintura dela a puxando para trás. 

Soltei a corda e a deixei correr feliz! Vai minha menina! Segue em frente que eu estarei sempre aqui como colo pronto para receber as minhas bebês. 


sábado, 8 de abril de 2017

A Semana 14 - Um Rolê


Fiz um curso que durou três sábados. Mas não foi só uma parte do sábado, não. Foram três sábados inteirinhos. E, para o sábado não ficar completamente com cara de dia de semana, eu aproveitei o intervalo de almoço para dar uma breve turistada pelo Centro do Rio. Na aula desta semana eu fui à exposição "Steve Jobs, O Visionário"  no Prédio do Touring, na Praça Mauá. Eu era louca para entrar neste prédio.


A exposição é interessante, bem organizada, toda modernosa e está dividida em seis áreas (“Negócios”, “Inovação”, “Sonho”, “Falência”, “Competição” e “Espiritualidade”) e conta com com fotos, materiais de imprensa, filmes, produtos (em torno de 30 peças, desde o Macintosh até o iPad). Tem uma sala com telão exibindo o filme "Toy Story 2", o primeiro da gestão de Jobs na Pixar, além de algumas telinhas mostrando outras animações. Mas o que eu mais gostei mesmo foi o contraste do prédio antigo com lustres e vitrais e a modernidade da exposição.

Fico grata por ter a possibilidade de estar me reciclando, me atualizando, aprendendo coisas novas e encontrando pessoas. Sou grata por me permitir desfrutar de intervalos de lazer e assim tornar a minha rotina mais leve.

Vi com a Ana Luiza a série "Thirteen Reasons Why". Isso mesmo, vi a série toda. Não foram apenas alguns episódios, não. Começamos no domingo e terminamos na segunda. Gostei bastante e me senti meio órfã de série quando ela acabou. Vou fazer um post com a minha opinião.


Fico muito grata por cada momento que passo junto com as minhas filhas. É muito gostoso e gratificante sentar no sofá com ela, assistir uma série juntas, troca ideias e ainda ter o pezinho da minha pequena (sempre será a minha pequena) no meu colo.

Falei no meu post da semana passada que assisti ao filme "Fragmentado" no cinema. Como ele tem ligação com o filme "Corpo Fechado", é claro, ficamos curiosas, né? Mais uma sessão de cinema no sofá em casa. 


Sou muito grata por esses momentos de aconchego em família.

Passei uma tarde tranquila de sol de outono na praia com uma amiga. Totalmente relaxante e revigorante. Uma tarde que me fez postar esta foto com a legenda "Não se assuste pessoa se eu lhe disser que a vida é boa", da música "Dê Um Rolé".


Sou muito grata por qualquer contato com a natureza e pelas amizades que eu tenho.

Consegui fazer exercício. Pedalei alguns dias da semana desfrutando de cenários lindos dessa cidade que, apesar de cheia de problemas, é linda. Um desses dias até rendeu um post sobre hábitos e escolhas. Este aqui: "Vou pedalar! Tá decidido!"


Fico muito grata comigo mesma sempre que eu escolho fazer algo pro meu bem.

Outro dia de pedalada me rendeu inspiração para fazer a minha primeira batata rostie. Claro que já tem post falando mais dessa experiência: "A Primeira Batata Rostie". Ficou uma delícia e a Ana Luiza adorou.


Eu fico muito grata sempre que preparo uma comida com carinho e as minhas filhas gostam, comem com prazer e alegria, e valorizam o meu ato. 

A semana foi assim... simples. Cheia de coisinhas pequena, mas que bem valorizadas, reconhecidas e agradecidas fazem a gente a ter certeza de que a vida é boa.

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.


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