terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Livro "Adulta Sim, Madura Nem Sempre"

Nas minhas andanças por aí eu gosto de entrar em livrarias. Gosto do ambiente e clima das livrarias. Algumas vezes eu passo pelo primeiro balcão com livros expostos e pego um aleatoriamente. Um que me chame a atenção por algum motivo. Seja pela cor da capa, pelo título, pelo autor, por já ter ouvido falar de dele, ou pelo conjunto da obra. O meu objetivo nessa hora é passar rapidamente e pegar o que realmente se destaca aos meus olhos naquele momento, sem grandes reflexões, sem uma escolha mais precisa.

Foi assim que me deparei com o livro "Adulta sim, madura nem sempre, de Camila Fremder.



E o que o fez esse livro saltar aos meus olhos diante de tantos outros? Foi o título. Sim, assim que vi o título pensei: preciso ler esse livro para ver se entendo melhor alguns comportamentos de algumas pessoas ao meu redor que insistem em não amadurecer.

Pois é, eu tão madura, já comecei a me identificar no prefácio. Sério? Por que esse povo não gosta mais de falar ao telefone?! É tão bom ouvir a voz do outro, ter uma conversa que flui, que vai do início ao fim desdo o Alô até o Tchau! Coisa chata esse de conversas pingadas entre áudios que podem ficar sem resposta, entrecortada entre textos com assuntos diferentes.


Para mim a transição para avida adulta foi acontecendo naturalmente sem grandes dramas existenciais. Não tive essa de que me tornar uma pessoa adulta é uma coisa um tanto complicada. E olha que eu saí do ensino médio para a faculdade com mudança de cidade, indo morar sem a família, tendo conta em banco e cuidando de mim. Como eu morava em cidade pequena desde sempre eu soube desse caminho. Sabia que ao terminar o ensino médio teria essa mudança aparentemente radical, porém já sabida, e por isso eu acho que não tive muitos questionamentos. Já estava encrustado em mim que isso aconteceria. 

Mas ao ler as crônicas bem-humoradas fui me identificando. Ah as sessões da tarde... muitas vezes, ao voltar do horário do almoço e iniciar o meu segundo turno no trabalho e senti saudades delas. Ficava pensando como era bom voltar da escola, tomar banho, almoçar o almoço pronto, fazer os deveres de casa e depois simplesmente me jogar no sofá e assistir ao filme do dia. Filme vistos e revistos várias vezes que depois eu ainda assisti com as filhas com a desculpa de mostrar para elas os filmes que eu gostava. 



Pensando bem... ou paginando mais... a vida adulta tem a seu romantismo, as aventuras que a liberdade financeira te permite, as comédias que as mesas dos bares revela, mas tem seus terrores também.


Ufa, dessa eu escapei! Não me reconheci como adulta. Não sou a fiscal da vizinhança. Pera aí... mas também não sou mais a vizinha pesadelo. Ou será que na minha adolescência eu fui uma vizinha pesadelo?


Minha filha me disse que queria ir ao Coachella. Coaaaaoquê? Justamente eu que era tão antenada. Sabia tudo de programação que rolava no Rio, tinha toda a programação das Micaretas e dos grandes festivais e shows que rolavam no mundo. E isso em épocas que para acessar essas informações era através de jornal impresso ou boca a boca. Nada de redes sociais...


O ponto alto do livro é a parte que fala sobre maternidade. E não é somente para quem é mãe. É para quem tem alguma amiga mãe, querendo ser mãe, quem quer ser mãe e para quem tem mãe. 



Mas para quem é mãe, a cada página virada, a cada novo parágrafo, nos identificamos com as reflexões da autora. Enquanto rimos dos relatos Camila, rimos de nós mesmas. Assim a leitura flui com facilidade e pensamos: eu poderia estar escrevendo isso.

Na minha versão da crônica "Reality Show" eu traria o dia em que meu marido abriu a porta e eu com a Ana Luiza nos braços o recebi com a seguinte pergunta: "você já cagou em paz hoje? Por que eu ainda não?".


Durantes suas crônicas autênticas a autora vai falando de amizade, amor, maternidade, vida financeira. Tudo com leveza e vai nos mostrando que podemos levar os confrontos e desafios da vida adulta com bom humor, descontração, aprendizado e ainda escrever um livro.


"Adulta sim, madura nem sempre" foi um leitura fluida, daqueles livros que comecei e não parei. Um livro que caiu nas minhas mãos para eu enxergar o outro e acabei me vendo. 


Sinopse: "A vida adulta chega de uma hora para outra e nem sempre estamos preparados para ela. E tudo bem. Um dia você é a jovem moderna que ouve música alta e incomoda a vizinha. Num piscar de olhos é você quem está interfonando para o porteiro e reclamando, aos berros, do som da garota que mora no andar de cima. O que aconteceu? Simples: a vida adulta chegou. Quer dizer, não tem nada de simples.Como Camila Fremder mostra neste seu novo livro, a vida adulta costuma chegar de uma hora para outra, sem avisar, sem um curso preparatório, sem nada. Ou pelo menos é assim que a gente se sente. E a consequência disso é muito estranhamento, reflexões e boas risadas. Saem de cena as noites agitadas e os dias sem grandes preocupações, sendo substituídos por fraldas (no caso de quem tem filho), boletos e muita paranoia com a aparência. Com observações perspicazes e bom humor, Camila nos ajuda a entender e aceitar melhor essa transição. Um livro que você não vai conseguir largar. A menos que o bebê acorde ou esteja na hora de você correr para o batente. ".



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sábado, 22 de fevereiro de 2020

A Semana 7 de 2020 - Pra cá de Marrakech

Viajar para o Marrocos era um sonho de longa data. Depois de algumas alterações de planos e férias canceladas no trabalho, a oportunidade caiu no meu colo e eu resolvi me presentear. Me dei de presente de aniversário a tão sonhada viagem ao Marrocos. A Ana Luiza, filha mais velha, abriu mão do Carnaval no Rio e embarcou cominho rumo a essa terra de contrastes, sabores, odores e cores.

A semana começou com a expectativa da viagem e arrumação das malas. No dia do meu aniversário embarquei rumo a Tânger com escala em Madri. Durante as primeiras 11 horas de voo assisti ao filme "Jojo Rabbit". O longa traz uma sátira ao Nazismo de Hitler tratando de forma cômica e emotiva um dos períodos mais obscuros da história mundial. Faz isso através da perspectiva de uma criança que tem como amigo imaginário nada mais, nada menos do que o próprio Hitler. Um filme que trata de assunto sério, faz questionamentos sobre ética e valores, porém de forma leve, além de ter um elenco ótimo. O trio Jojo (Roman Griffin Davis), sua mãe Rosie (Scarlett Johansson) e o amigo imaginário Hitler (o próprio Waititi) está maravilhoso.


No trecho Madri-Tanger pude ver limite entre o continente europeu e o Mar Mediterrâneo. Pena que não consegui ver a chegada no continente africano devida as nuvens no céu.


O primeiro dia no Marrocos na verdade foi apenas metade de um dia. Chegamos a Tânger, depois de fazermos escala em Madri, já na hora do almoço. Almoçamos no restaurante Tangerino e fomos conhecer a cidade. Passeio pelas principais avenidas. Seguimos para a Medina com ruelas e becos considerados Patrimônio da Humanidade. Entramos no Kashbah uma antiga fortificação cercada por muros altos para defesa da cidade que atualmente é um bairro com construções onde abrigam vários Riads. Entramos por uma porta e saímos caminhamos pelas ruas e observando os detalhes arquitetônicos e os contrastes de cores. Contemplamos a vista da baía do Mediterrâneo e o porto. Saímos por ao lado do Hotel Continental, o mais antigo da cidade, uma construção belíssima do século XIX, classificado como Patrimônio Nacional com salões em estilo marroquino e mosaicos tradicionais que foram cenários da serie "Tempo Entre Costuras". Retornamos para o hotel. A ideia era dar um passeio pelo calçadão da praia de Tânger, mas o cansaço bateu forte e apagamos. Foi um ótimo começo de viagem e de aprendizado sobre um pouco da cultura marroquina.


O segundo dia no Marrocos foi para conhecer Chefchaouen, a Cidade Azul. Começou cedo vendo o amanhecer em Tânger. Na estrada fomos brindadas com um arco-íris e uma paisagem linda no caminho. Chefchaouen realmente é um encanto caminhamos pela cidade até a entrada da Medina. Ali estava o nosso objetivo: caminhar pelas vielas contemplando a arquitetura, a vida local e fazer muitas fotos, é claro. Almoçamos na Casa Andaluz comida típica marroquina. Já no final da tarde seguimos para Rabat. O pôr do sol foi na estrada cercada de plantações. Lindo!


Terceiro dia no Marrocos passeamos pelas capitais. Primeiro Rabat, a cidade imperial branca e capital administrativa do país. Visitamos a Torre Hassan um minarete de grandes dimensões construído no século XII onde seria uma grande mesquita, mas a construção foi descontinuada. Bem em frente está o Mausoléu de Mohammed V com os túmulos do rei marroquino e de seus dois filhos, o Rei Hassan II e o Príncipe Moulay Abdallah. Depois fomos para o Hasbah de Oudayas caminhar pelas ruelas dentro das muralhas. De lá tem a vista para a Praia de Rabat, o encontro do rio Bu Regregue com o Oceano Atlântico e a cidade de Salé do outro lado. A última parada em Rabat foi no complexo do Palácio Real. Rabat rapidamente explorada seguimos para Casablanca capital econômica do Marrocos. Primeira parada foi na Praça Mohamed V, construída em 1920. Também conhecida como praça dos pombos, além da fonte central e as palmeiras, a praça é cercada por vários monumentos importantes, como os prédios do tribunal e da prefeitura. Próxima parada foi na La Corniche para caminhar, ver o mar, comer algo e fazer hora para a nossa visita no ponto principal, a Mesquita II. Terceira maior mesquita do mundo encanta pela beleza, detalhes, riqueza, colorido e suntuosidade. realmente belíssima. Passamos em uma confeitaria para experimentar doces típicos. O cansaço bateu forte e acabamos jantando no hotel mesmo. Mas com vinho marroquino.


Quarto dia no Marrocos. Deixamos Casablanca em direção a Fez (ou Fes), mas antes passamos pela porta o Rick's Café o famosinho do filme "Casablanca". Aliás revi o filme por conta disso. Pegamos a estrada cheia de contrastes e natureza exuberante. A cada curva e reta que se estendia a nossa frente, um suspiro. A primeira parada foi em Meknès uma das cidades imperiais do Marrocos e também Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Admiramos a porta Bab El-Khemis, logo na entrada, paramos no cartão postal da cidade que é a Bab Mansour. Ali em frente está a Praça El Hedim onde as coisas acontecem em Meknès. Paramos no Lago Agdal, o reservatório de água que servia para irrigar os jardins e hortas da cidade, além de abastecer a Medina. Por todo o caminho que fizemos pelas ruas de Meknès vi laranjeiras nas calçadas. Lindo! Almoçamos em um restaurante típico com decoração e ambientação bem característica e colorida, o Palais Terrab. Seguimos estrada com destino a próxima parada: Volubilis. Mais um Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Um sítio arqueológico que, apesar de ainda parcialmente escavado, podemos ver ruínas de templos, mosaicos, palácios e casas do período romano. Continuamos com o nosso pé na estrada até chegarmos em Fez, já à noite, no hotel Royal Mirage onde até a porta do elevador era uma pintura.



Quinto dia no Marrocos foi para conhecer um pouco da mágica e caótica cidade de Fez. Começamos o nosso passeio visitando o Palácio Real de Fez também conhecido como Palácio das Sete Portas por possuir 7 portas de bronze, maravilhosas que valem muitas fotas. As portas caracterizam os 7 dias da semana. Dali seguimos uma caminhada pelo Mellah, bairro judeu de Fez. O próximo ponto de visita foi o Castelo do Sul para ter uma vista panorâmica da Medina de Fez. Dali já deu para ter uma noção da loucura que seria caminhar por aquelas vielas. Visitamos uma escola de mosaicos e vimos o processo de produção das peças. Muito interessante. Chegamos a Bab Bou Jeloud, Porta Azul, e principal entrada na Medina de Fez. Começou a loucura. Impossível se localizar naquele labirinto erguido no seculo IX cheio de cores, sons, cheiros, tudo em movimento. Além de olhar todo o tipo de produtos disponíveis na milhares de lojinhas, nos encantarmos com as várias portas, fizemos paradas em pontos estratégicos como a Fonte Nejjarine, Praça Seraffine, Madraça Bou Inania, a Universidade al Quaraouiyine (esse só pelo lado de fora), conhecemos de.perto a arte da cinzelação e uma tecelagem. Almoçamos em um restaurante típico e fomos ao Cortume de Chouwara para ver o tratamento e tingimento do couro como é feito há 600 anos. São cerca de 300 poços circulares, onde artesãos tratam, curtem e tingem o couro de diversos animais (cabra, ovelha, vaca e até camelo). Tem que ter estômago e folhas de hortelã, mas vale a pena para conhecer o processo. Depois andarmos a.medina de cima a baixo o dia todo, chegamos de volta à Porta Azul já com o sol caindo. Mas eu queria é mais. Entrei novamente na Medina e fui andar e olhar as "lujinha" da Rua Talaa Kebira fingindo costume de circular por ali. Mas na verdade só fiquei naquela reta sem pegar nenhuma quebrada. Fes realmente me fez sentir várias sensações em um só lugar, me fez sentir a sensação de estar no Marrocos de hoje e da Idade Média ao mesmo tempo.


A primeira semana no Marrocos foi pra cá de Marrakech, mas qualquer coisa dentro doida já mexeu comigo. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

High Line - Um jardim suspenso em New York


Na primeira vez que fomos a Nova York a High Line ficou de fora do nosso roteiro. Eu eu sentia uma certa frustração por isso porque mesmo não conhecendo de perto, eu já sabia que a High Line é totalmente o tipo de passeio que eu gosto; natureza na cidade.




Dessa vez a High Line estava totalmente priorizada no nosso roteiro. Essa atração que está a 9 metros do chão merece ser visitada e desfrutada. E se merece!

O que fazer no High Line em Nova York

E porque a High Line é tão genial? Imagina uma antiga ferrovia abandonada no meio de uma selva de concreto. Agora imagina esse espaço largado sendo transformado em um parque, um caminho ao ar livre para as pessoas,uma espécie de oásis de frescor em meio a agitação acalorada da metrópole.

Para manter a história viva, ao longo do caminho nos deparamos com vestígios do que foi o período de abandono da linha.Vale ficar atento a todos os detalhes.

O que fazer no High Line em Nova York

Começamos a percorrer os 2,5 km desse jardim suspenso que atravessa três bairros a partir do The Vessel, nova atração queridinha de New York.

Já nos primeiros passos dá para sentir o que vem pela frente: muitas surpresas e pontos para fotografar! De cara, nos deparamos com as promessas desse passeio: as obras de arte.


O que fazer no High Line em Nova York

Outra promessa são as construções modernosas.

O que fazer no High Line em Nova York

E as diversas instalações ao longo do percurso.

O que fazer no High Line em Nova York

Contrastando com as construções modernas estão prédios antigos. De um lado prédios com janelas de vidros, contornos e varandas estilosos. Do outro, os tradicionais tijolinhos e ainda um apelo político.

O que fazer no High Line em Nova York

Seguimos essa linha que está acima da agitação das ruas, mas ao nível dos olhos que devem estar bem atentos, pois tem muito para ser visto.

O que fazer no High Line em Nova York

Realmente o High Line vai muito além de uma simples área de lazer.
O que fazer no High Line em Nova York

É também um espaço cultural ao ar livre. Por toda a sua extensão é possível admirar artes de ruas, os grafites e interações visuais.

E de repente entre a vegetação ressecada pelo inverno avistamos algo que nos gera certa identificação. É um painel do brasileiro Eduardo Kobra.


O que fazer no High Line em Nova York

O passeio pelo High Line também promete, e cumpre, vistas lindas da cidade que se movimenta abaixo do parque.

O que fazer no High Line em Nova York


De um lado podemos ter uma maravilhosa vista do Rio Hudson, do novo mirante mais alto de Nova York que infelizmente (para nós) só começa a funcionar em março de 2020 (quando já não estaremos mais na cidade). Mas o que eu vi mesmo foi um espaço de céu entre as nuvens em formato de coração. Alguém mais enxerga ou eu ando com uma visão apaixonada?

O que fazer no High Line em Nova York

Aproximando o olhar vejo outro painel do nosso reconhecido artista Eduardo Kobra. Eu amo ver brasileiros sendo valorizados e reconhecidos pelo mundo. Acho que faz muito bem para a nossa autoestima patriota.

O que fazer no High Line em Nova York

Para quem está cansado da caminhada ou simplesmente quer deixar o tempo passar tem a opção de sentar nas espreguiçadeiras e ficar completamente alheio ao clima acelerado de Nova York. É, o High Line é mesmo uma área de contraste dentro da Bia Apple.

O que fazer no High Line em Nova York

O interessante é que mesmo no inverno, com a vegetação seca, o High Line é peculiarmente encantador.

O que fazer no High Line em Nova York

Fizemos o nosso percurso na High Line começando a partir do The Vessel, na 30 St, seguimos até o Standard High Line foi um dos primeiros hotéis modernos da cidade e voltamos até a 17 St onde seguimos para o Chelsea Market. Matei toda a minha frustração por não ter conhecido a High Line na nossa primeira vez em Nova York. 

Esse é o sétimo post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.

Dicas úteis.

Local: High Line Park está localizado no lado oeste de Manhattan, entre Gansevoort Street (Meatpacking District) e West 34th Street (entre 10th Avenue e 12th Avenue)
Horário de abertura:
1 Dez – 31 Mar: das 07:00 às 19:00
1 Abr – 31 Mai: das 07:00 às 22:00
1 Jun – 30 Set: das 07:00 às 23:00
1 Out – 30 Nov: das 07:00 às 22:00


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Projeto #100em1 - Exposição "Que Mestre é Esse?", no CRAB




Eu não sou uma entendedora de arte, mas sou uma apreciadora de exposições. Gosto muito. Me sinto bem passeando por uma mostra, contemplando as obras, as cores, a criatividade, o belo, a estranheza.

Normalmente o tempo que eu passo em um museu me traz leveza, tranquilidade, paz. Uma energia que faz bem pra minha alma.

Posso dizer que tenho sorte de trabalhar no Centro do Rio, uma região que tem diversos Centros Culturais e museus sempre com exposições variadas em cartaz. E eu aproveito essa sorte. Costumo fazer o que eu chamo de almoços culturais em que aproveito o intervalo no trabalho para alimentar a mente e a alma, visitando alguma exposição em cartaz. 

Foi em uma hora de almoço que  fui ao CRAB conferir a mostra em que está em cartaz desde o dia 21 de janeiro até o dia 31 de maio, "Que Mestre é Esse?" 



A exposição está riquíssimo com 190 peças de 62 reconhecidos artesãos brasileiros, todas representando distintas regiões do país. Lindo demais.



As peças são criadas a partir da madeira, cerâmica, barro, folha-de-Flandres, fibras vegetais, conchas. Materiais disponíveis.



É impressionante ver como com tão pouco esses artistas natos fazem muito.


  É lindo de ver a expressão, a criatividade, a simplicidade e a emoção do povo brasileiro.


O percurso pelas peças é acompanhado de música brasileira. Duas forças da nossa cultura juntas.


É muito bonito de ver a diversidade da nossa arte


Nela presenciamos também o respeito a nossa diversidade cultural. Na mesma peça de um lado temos São Jorge.


Do outro Ogum. Juntos, harmônicos, respeitosos.



Uma das salas da exposição é reservada para de uma legião de criadores de cadeiras a partir da escola formada por Seu Fernando, da Ilha do Ferro (AL). Podemos nos sentar nessas cadeiras e ali assistir a instalações em vídeo que exibe os artesãos executando o seu ofício. 

Eu escolhi as cadeiras de balanço e fiquei ali me embalando com tranquilidade naquelas obras de arte com a certeza de que estava fazendo um ótimo uso do meu tempo. 



Conhecendo mais sobre a minha cultura e reforçando o orgulho da mesma.



A exposição me impressionou. Outra coisa que também me impressiona sempre que vou ao CRAB é a quantidade de visitantes estrangeiros. Sempre tem muitos. É muito bom ber como eles se interessam e valorizam o nosso artesanato. Por outro lado a quantidade de visitantes locais também me impressiona. Sempre tem poucos. 

Isso me motivou a fazer a minha #museumselfie e participar da campanha #MuseumSelfieDay que tem objetivo de aumentar o fluxo de visitas aos museus. A ideia é convidar as pessoas de todas as idades a publicarem fotos dentro de museus com a hashtag #museumselfie. E também para cumprir o meu projeto #100lugaresem1ano. Mesmo já conhecendo o Centro Cultural, vale repetir quando for exposições diferentes. Então tá valendo.

E também para colocar mais um lugar na lista do projeto #100lugaresem1ano.

Esse o sexto post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.


Outros posts do projeto #100em1:

sábado, 15 de fevereiro de 2020

A Semana 6 de 2020 - Imprensada


Foi uma semana imprensada entre dois períodos de férias. Por isso foi uma semana com misto de adaptação pós férias mas, ao mesmo tempo de correria pré férias. E a correria ganhou! Porém consegui alguns momentos de pausa e relaxamento.

No final de semana eu ainda estava na etapa pós férias querendo ficar em casa, calma, sem incluir programação aos meus dias. O único programa foi ir ao cinema do clube para assistir ao filme "Entre Facas e Segredos", um filme de investigação que nos deixa intrigados para descobrir o assassino, com reviravoltas surpreendentes, e um toque de humor ironia, além de um ótimo elenco para personagens bem construídos.

Sinopse: "O renomado romancista Harlan Thrombey (Christopher Plummer) é encontrado morto logo após seu aniversário de 85 anos. O inquisitivo e charmoso detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é recrutado para investigar. Foi um assassinato? Da família disfuncional de Harlan à sua equipe dedicada, Blanc examina uma rede de mentiras para descobrir a verdade por trás da morte prematura de Harlan. Uma teia de reviravoltas manterá você desconfiado até o final. Com um elenco de estrelas, incluindo Chris Evans, Ana De Armas, Jamie Lee Curtis, Don Johnson, Michael Shannon, Toni Collette, LaKeith Stanfield, Katherine Langford e Jaeden Martell, ‘Entre Facas e Segredos' é uma história de mistério geniosa e espirituosa que garante que o público se mantenha constantemente tentando descobrir quem matou Harlan Thrombey. ".


Eu já estava sentindo falta dos meus almoços culturais em que aproveito o intervalo no trabalho para visitar algum exposição nos muitos centros culturais e museus disponíveis no Centro do Rio. Dessa vez fui ao CRAB conferir a mostra "Que Mestre é Esse?" que traz 190 peças de 62 reconhecidos artesãos brasileiros, todas representando distintas regiões do país. Lindo demais.

Aproveitei para fazer a minha #museumselfie e participar da campanha #MuseumSelfieDay que tem objetivo de aumentar o fluxo de visitas aos museus. A ideia é convidar as pessoas de todas as idades a publicarem fotos dentro de museus com a hashtag #museumselfie. E também para cumprir o meu projeto #100lugaresem1ano. Mesmo já conhecendo o Centro Cultural, vale repetir quando for exposições diferentes. Então tá valendo.


Fui a pré-estreia de "Sonic - O Filme" e me surpreendi. Um filme que naturalmente eu não assistiria, pois não sou de games. Não, talvez eu assistisse sim por causa do Jim Carrey. Mas esperaria entrar em alguma plataforma de streaming. Porém gostei muito do filme de aventura e diversão garantida. O personagem é fofo e tem carismaDeu vontade de apertar. kkk. O elenco é ótimoe o Jim Carrey está bem Jim Carrey mesmo.


Tive almoço de comemoração de aniversário antecipada com a equipe do trabalho. 


Finalmente fui assistir ao premiadíssimo filme, ganhador do Osca 2020, "Parasita". Eu tinha sido convidada para a cabine de imprensa e infelizmente não pude ir. Isso estava me deixando com um certo arrependimento. Resolvi a questão aceitando o convida da Ana Luiza para irmos juntas ao cinema. Sessão de cinema com filha é irrecusável para mim. 

Agora, falando a verdade, eu achei "Parasita" muito chato. É inegável que o filme tecnicamente é perfeito, que o assunto das diferenças sociais e suas consequências é abordado de forma inusitada, tem tensão, tem humor, tem drama, reviravoltas, e tudo o mais. Mas eu achei chato. Saí do cinema com aquela sensação de que eu não entendo nada da sétima arte. Tá não entendo mesmo. Sou apenas uma expectadora que adora filmes. 

Sinopse: "Todos os quatro membros da família Kim estão desempregados, porém uma obra do acaso faz com que o filho adolescente comece a dar aulas privadas de inglês à rica família Park. Fascinados com o estilo de vida luxuoso, os quatro bolam um plano para se infiltrar nos afazeres da casa burguesa. É o início de uma série de acontecimentos incontroláveis dos quais ninguém sairá ileso.".



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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