quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Pão de Batata Doce Recheado feito na Cupcake Maker

Eu tenho trazido para cá alguns posts antigos que eu postava no blog Recanto das Mamães Blogueiras. Um blog coletivo de mães que ficou abandonado, com erros e os posts se perdendo. Agora com essa nova interface do Blogger a coisa ficou pior. Mesmo assim tem algumas postagens que eu não quero perder. Assim aos poucos vou recuperando algumas.

Essa receitinha oi postada originalmente em 30 de março de 2015. Eu nem me lembrava mais que eu tenho essa cupcake maker. Deve estar guardada no fundo de algum armário. Vou procurá-la e dar um uso melhor para ela. No texto eu digo que ainda queria fazer com batata baroa. Bom, já fiz várias vezes. Principalmente depois que a Sofia se tornou vegana. Mas a versão preferida dela é com inhame.

Então vamos lá, segue o post na íntegra recuperado e repostado:

Eu gosto muito dessa receita de pão de batata doce sem glúten por ser muito saborosa, prática de fazer, as crianças gostam de participar amassando a amassa, e ainda possibilita muitas variações. 

Já fiz utilizando batata doce com linhaça e com abóbora, linha e chia. E ainda quero fazer uma versão com aipim e outra com batata baroa. 

Mas dessa vez a novidade ficou por conta de rechear os pãezinhos e fazer na Cupcake Maker ao invés de assá-los no forno.



pão caseiro na cupcake maker

A receita foi a mesma que pode ser vista nos posts citados tendo a mais os ingredientes do recheio, o passo para rechear, e a diferença na forma de assar. Mas vou colocá-la aqui novamente. O que utilizamos:

- 2 xícaras de polvilho doce;
- 2 xícaras de batata doce cozida e amassada,
- 1/3 de xícara de água;
- 1/4 de xícara de azeite;
- 1 pitada de sal;
- 2 colheres de sopa de linhaça dourada;
- 2 Polenguinhos light;
- 3 damascos secos.

Como fizemos:
Colocamos todos os ingredientes (com exceção do Polenguinho e do damasco) em uma bacia e metemos a mão na massa. Amassamos bem até ficar consistente. Pegamos porções da massa preparada, apertamos na palma da mão, colocamos 1/4 do Polenguinho e 1/4 do damasco em cada um, e fizemos bolinhas.



pão caseiro na cupcake maker


Arrumamos na Cupcake Maker levemente untada e deixamos assar por 10 minutos.


pão caseiro na cupcake maker


Depois foi só servir e se deliciar com os pãezinhos em formato de cupcake.


pão caseiro na cupcake maker

Como eu não sabia o tamanho ideal das bolinhas, primeiro eu fiz uma experiência. E olhem só o que aconteceu!


pão caseiro na cupcake maker

Mas nem por isso eu perdi os pães. Cortei a borda com uma tesoura e ficaram perfeitos.


pão caseiro na cupcake maker


A dica é: não podemos encher as forminhas da Cupcake Maker, a massa precisa de espaço pra crescer, então temos que fazê-las um pouco menores. 

Espero que tenham gostado da dica e que aproveitem para variar o café da manhã e o lanche.



BEDA - August 2020


Você pode me encontrar também

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Filme Solteiramente - Comédia Sul-Africana


A comédia romântica "Solteiramente", título original "Seriously Single", seria mais uma das muitas com uma configuração clássica: duas melhores amigas, Dineo (Fulu Mugovhani) e Noni (Tumi Morake), têm formas não somente diferentes de encarar o amor, mas também completamente opostas. 



Comédia Romântica Sul-Africana Solteiramente


Seria tão mais do mesmo que eu naturalmente nem me interessaria em assistir no momento. Porém algo se destacou para mim, é uma comédia sul-africana. E eu gosto de conhecer produções de outros países. Ver como é o estilo de humor em cada local e como encaram os mesmos temas. 

Dineo, é uma especialista em redes sociais bem-sucedida profissionalmente, jovem, bonita e descolada, e faz estilo o romântica, que quer encontrar a sua cara metade e viver feliz para sempre. Já Noni, também bem-sucedida profissionalmente, independente, faz a linha a selvagem, quer ter tanto sexo e tão pouco apego romântico quanto possível. Tipo solteira convicta. 

Sempre que Dineo sofre uma decepção amorosa, e olha que são várias, é Noni que está ao seu lado dando apoio para que não somente vire a página, mas acima de tudo que acredite em si mesma, no seu valor e que a felicidade não está atrelada a um estado civil. Assim juntas as duas passam por ótimas aventuras e situações inusitadas. 

Como falei eu achei superinteressante o filme ser sul-africano. As cenas se passam em Johannesbur, em Maboneng, um dos mais badalados redutos urbanos da África do Sul. Muito bom ver esse lado mais descolado da África com restaurantes, bares, boites, apartamentos e construções modernas. Acho interessante chegar ao mundo essa visão do país. É interessante também ouvir uma língua africana na tela, apesar de parte dos diálogos serem em inglês. Também a música africana rola solta. Assim como o colorido nas roupas, acessórios e decoração.

A temática do filme gira em torno da quebra de tabu de que, por incrível que pareça existe até hoje,  mulher para ser feliz precisa de uma família, filhos, casa para cuidar e de um marido de cuide dela.      Mesmo em um mundo que não se baseia mais nos relacionamentos tradicionais, é incrível que o tabu "mulher solteira não é feliz" ainda seja tão gritante.

Com base nessas crenças limitadoras enraizadas culturalmente algumas mulheres, como Dineo, não entende como definir sua felicidade sem um parceiro que as ame. O filme vem bater na tecla que, apesar de ser clichê ainda precisa ser repetida e reforçada que é preciso se apaixonar por você. Nem adianta revirar os olhos! É batido, é lugar comum sim, mas na prática não é bem assim. O amor próprio, o cuidado próprio, são muitas vezes incompreendidos e esquecidos, buscando que essa valorização venha do outro. É daí que muitas vezes vem o sacrifício da felicidade interior e da liberdade para garantir que não sejam deixados sozinhos. Mas o que é solidão? Mulheres precisam se apoiar em alguém? Onde está a liberdade de escolher o próprio caminho? O filme traz esses questionamentos e responde muito bem: é tudo uma questão de perspectiva. Solidão é o que você define, mesmo que todo o entorno, mesmo que a sociedade queira ainda impor ao contrário.


BEDA - August 2020


Você pode me encontrar também

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Bolo de Chocolate Infalível - BEDA


Bolos de chocolate são os meus preferidos. Sempre serão. Eu até experimento e gosto muito de outros sabores, mas os de chocolate são os amores. E vou contar que esse Bolo de Chocolate é realmente infalível. Do tipo maravilhoso.


Receita de Bolo de chocolate de Jenny Colgan

Vou contar como cheguei a ele. Vocês sabem que ô pessoinha influenciável pelos livros que lê sou eu, né? Eis que estava envolvida na leitura do título "A adorável loja de chocolates de Paris", que não somente me fez percorrer as ruas da Île de la Cité, como também saborear alguns chocolates, e me deparo com as últimas páginas do exemplar.  

A autora Jenny Colgan, assim como fez no livro "A padaria dos finais felizes", incluiu alguns receitas no final. Páginas que despertaram o meu desejo, é claro.


Receita de Bolo de chocolate de Jenny Colgan

A vontade era de fazer todas as receitas, mas página para lá, página para cá, escolhi o "Bolo de Chocolate Infalível e não me arrependi.

Receita de Bolo de chocolate de Jenny Colgan

Ingredientes:

- 4 ovos;
- 200 g de açúcar refinado;
- 40 g de cacu em pó;
- 120 ml de óleo vegetal (use o óleo, não substituir por manteiga);
- 250 g de farinha de trigo
- 4 colheres de chá de fermento em pó;
- 1/2 colher de chá de sal;
- 1 xícara de café forte;
- raspas de 1 ou 2 laranjas (eu usei duas e ficou bem saboroso);
- 1 colher de chá de extrato de baunilha;
- creme de avelã para cobertura (eu não usei o creme de avelã. Fiz uma ganache de chocolate).

A indicação no livro era utilizar a forma de pão porque a autora acha mais bonito. Não sei se a minha forma é pequena e o bolo ficou alto demais, mas fiquei com a impressão de que na forma de bolo tradicional ficaria mais bonito. Apenas questão de gosto. 

Como fazer:

Bater os ovos, o açúcar, o café e o cacau (eu bati na mão mesmo). Adicionar o óleo aos poucos. Acrescentar a farinha de trigo, o fermento em pó e o sal. Por último encorporar as raspas de laranja e a baunilha.

Colocar a massa na forma untada (como usei uma forma de silicone não precisei untar). Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 40 a 50 minutos. 

Cobrir com o creme de avelã. Eu fiz a ganache de chocolate e deixei a parte. Quem quisesse adicionava na sua fatia. Mas sinceramente, o sabor é tão bom, mas tão bom com essa mistura de café, cacau e laranja, que nem precisei da calda de chocolate por cima. 


BEDA - August 2020


Você pode me encontrar também

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Paris - Île de La Cité e seus atrativos - BEDA

Já falei aqui o quanto sou dessas que quando estou lendo um livro eu mergulho na história. Gosto mesmo de sentir as experiências dos personagens, na medida do possível, né? Então, eu estava lendo um livro em que a personagem foi morar e trabalhar na Île de la Cité, em Paris. Isso me fez viajar no tempo. Conforme a personagem caminhava e descrevia os seus passos e me lembrava dos meus.

Nossa chegada (eu, a Ana Luiza e a minha mãe) na Île de La Cité foi Pont d'Arcole, vindas do Hôtel de Ville (edifício da prefeitura). Primeira ver que travessamos o Sena juntas. É uma emoção ficar ali parada sobre qualquer um das muitas pontes vendo o rio correr, os Bateau Mouche passarem cheios de turistas que estão ali, como nós, realizando um sonho. 

A Île de la Cité em Paris é a maior das ilhas do rio Sena e representa o verdadeiro centro histórico e geográfico da capital francesa. Só para ter uma ideia foi ali que Paris nasceu.

O que fazer na Île de la Cité em Paris

O nosso primeiro destino na ilha era a deslumbrante Notre Dame, principal atração turística da ilha. Aquela que está no nosso imaginário desde criancinha quando conhecemos a história do Corcunda de Notre Dame, Quasimodo, e sua Esmeralda. 

Seguimos a Rue d'Arcole observando o entorno que já vai nos apresentando a todo encantamento envolvido com a Notre Dame. 

O que fazer na Île de la Cité em Paris

Enfim nos deparamos frente a frente com a beleza monumental da igreja. Observamos os detalhes, entramos para ver a beleza interna e nos encantarmos com o maravilhosos vitrais. E claro, acendermos uma vela para agradecermos a oportunidade de estarmos juntas, três gerações, realizando esse sonho. Era a primeira vez das duas na cidade do amor e a minha segunda vez. 


Paris - Île de La Cité - Notre Dame

Mas queríamos mais. Experimentar e absorver ao máximo as vivências que aquele ponto histórico poderia nos oferecer. Fizemos o passeio de subir as torres. Eu me lembrava da sensação de claustrofobia que tive na primeira vez que subi as escadas estreitas. Mas me lembrava também da sensação de estar no alto das torres, perto do sino, das gárgulas tão temidas por mim quando criança e assistia ao filme do Corcunda de Notre Dame, e da emoção de ver a cidade do alto. 

Além do mais, é do alto que temos a real sensação de que estamos em uma ilha no meio do Sena. Delá podemos avistar não somente as ruas e o movimento da ilha, como as margens do Sena e as diversas pontes (Pont Neuf, Pont au Chane e Pont St-Michel) que ligam a Île de la Cité a ambas as margens do rio e à vizinha Île St-Louis (também vale a pena um posseio por ela). A sensação é incrível. Aliás, eu adoro ter essa visão do alto, me traz uma percepção e localização melhor do local. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Saindo da catedral, bem em frente a ela, fomos ao Ponto Zero. Qual a onda de passar por ali? É que reza a lenda que quem pisa no Ponto Zero retorna a Paris. Então, bora lá dar uma forcinha na sorte, né?

Como falei, foi na Île de la Cité que começou a nascer a cidade de Paris. Por isso é ali que está o marco zero das rodovias francesas. É a partir desse ponto que se inicia a contagem da quilometragem de todas as rodovias francesas. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Agora procurando as fotos para fazer o post eu me dei conta que não fiz a clássica foto com os nossos pés sobre o piso. Taí um motivo para voltar a Paris. 

É importante estar ligado nele, sabendo da existência desse símbolo, do contrário podemos passar despercebidos. Fui exatamente agora no Google Maps buscar a localização dele em relação a Notre Dame já que entre as 9.999 fotos que eu fiz, não tinha essa. Sério?! Tanta foto e na hora de fazer o post eu sinto falta de várias, pode? 


Comemos por ali mesmo em um café na Rue Cloître-Notre-Dame. Me lembro que eu e a minha mãe fomos de sopa de cebola e a Ana Luiza de Croque Monsieur. Delícia! Comer em Paris é muito bom. Mas se eu tivesse lido o livro antes da viagem (nem sei se ele já tinha sido publicado) juro eu iria procurar algo para comer na Rue Chainoinese onde a personagem trabalhava.

Enfim, seguimos para o nosso segundo ponto, o Palácio da Justiça. Chegamos nele pela Rue de Lutèce. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

O Palácio da Justiça é um conjunto arquitetônico que ocupa praticamente um terço de toda a Île de la Cité. E é ali que estão a Sainte Chapelle e a Conciergerie. Locais que queríamos visitar.

Seguimos para a deslumbrante Sainte Chapelle. Gente, o que é essa igreja. Simplesmente a mais deslumbrante de Paris. Nem sei dizer se é a mais deslumbrante da vida! Não, peraí, acabei de me lembrar da Igreja e Convento de São Francisco, no Pelourinho, em Salvador que é a igreja que tem mais ouro do Brasil. É páreo duro dizer qual é mais deslumbrante. Mas que a Sainte Chapelle é mais e mais de Paris, ah é. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

As cores, os vitrais, a altura do pé direito, os detalhes, tudo! Um misto de imponência com singeleza. A Sainte Chapelle merece um post só para ela. Algo que eu não fiz ainda, mas nunca é tarde. 

Só uma curiosidade: essa verdadeira joia da arquitetura gótica francesa era o local preferido do bailarino Rudolf Nureyve. Podemos ver a Sainte Chapelle no filme "O Corvo Branco" que conta a história do bailarino soviético que desertou para a França. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Sainte Chapelle já visitada, contemplada, admirada, seguimos para o nosso próximo objetivo que seria a Conciergerie que fica exatamente ao lado. Mas quem disse que encontramos a entrada que estava com faixa vermelha bem na nossa cara?! Não sei o que deu em nós. Não sei se era fome, cansaço, frio, tudo junto ou apenas o impacto causado pelo colorido da Sainte Chapelle. Mas não encontramos. 

O lado bom de não termos encontrado é na busca rodamos todo o Palácio da Justiça caminhando e beirando as duas margens do Sena. Com isso pudemos ver praças, ruas, lojinhas, cafés e cenas do dia a dia parisiense. Vimos até um cidadão sendo preso. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Depois desse tour circular por essa parte da Île de La Cité fomos para a Ponte Neuf. O engraçado é que apesar do seu nome, esta é a Ponte mais Velha de Paris. Vai entender?!

Na Ponte Neuf, até 2018, tinha suas grades repletas dos "cadeados do amor".

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

É claro que fizemos a nossa foto lá. 



Essa foi a primeira ponte de pedra e une as duas margens do Rio Sena. É belíssima com seus 12 arcos, sendo entrecortada pela ponta da Île de la Cité. Que finalizou a construção da Ponte Neuf foi Henrique IV por isso na Place Dauphine, bem em frente a Ponte tem uma estátua do dito cujo. 


Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Abaixo da emblemática Ponte Neuf, que até já foi nome de filme ("Os amantes da Ponte Neuf, com Juliette Binoche) está a Square du Vert-Galant. 

Obs: a ponte que vemos ao longe, a direita, na foto abaixo é a Pont des Arts que inicialmente era a ponte dos cadeados, mas que parte da grade desabou em 2014. Essa viagem foi em 2015 e ainda tinha alguns "cadeados do amor" nela. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos


A Square du Vert-Galant é um charme! Essa pracinha fica bem ma ponta da ilha. Tem um jardim lindo e cheio de árvores, além de estar mais próximo das águas do Sena. É um recanto bem tranquilo em alguns momentos e bem disputado em outros, como no pôr do sol por exemplo. Os parisienses costumam fazer piquenique por lá.

Bem no final da praça está a ponta da Île de la Cité. As pessoas se acomodam no parapeito de pedra e ficam ali observando a passagem dos cruzeiros de Bateau Mouche embaixo do salgueiro chorão. Lindo, né? 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Da Ponte Neuf e arredores demos por encerrado o nosso rolé na Île de la Cité e retornamos para a Bastilha, pela Rue de Rivoli encerrando o nosso segundo dia em Paris no hotel.

No sexto e último dia da nossa estadia em Paris demos um jeito de retornar a Île de la Cité para finalmente encontrar a tão evidente entrada Conciergerie. 

A Conciergerie é um lugar interessante de se visitar, ainda mais se é a sua primeira vez em Paris (acho que quando vamos a primeira vez em uma cidade temos sim que fazer todos os passeios clichês possíveis). Nem chega perto a beleza e impacto da sua vizinha Sainte Chapelle, mas tem história.  

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Curiosamente, os prisioneiros eram autorizados a comprar alguns confortos para "suavizar" os seus últimos dias de vida. Em uma cela padrão os prisioneiros dormiam sobre o feno. Porém quem desejava um pouco mais de conforto podia optar por uma cela dupla com uma cama e travesseiro. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos


Já os que podiam pagar, que tinham família rica, tinham a opção de comprar uma cela exclusiva, com uma cama, mesa, vela e algum material para escrever.

Paris - Île de La Cité e seus atrativos

Foi na Conciergerie que Maria Antonieta ficou presa por meses antes de ser decapitada. Mas a cela de Maria Antonieta era bem espaçosa e mobiliada. 

Paris - Île de La Cité e seus atrativos


Conciergerie visitada, Île de la Cité e seus pontos mais interessantes devidamente visitados!

A leitura do livro "A adorável loja de chocolates de Paris" me deu saudades dessa viagem. E também me deu ânimo para fazer o post desse passeio. 


domingo, 2 de agosto de 2020

A Semana 30 de 2020 - Vigésima Semana de Quarentena - BEDA

Férias e Flexibilização. Fase quatro da flexibilização no Rio e minha segunda semana de férias. Parte de mim entendo que não é momento de sair ainda, parte desejando lazer e contato com a natureza.
Cuidar da saúde mental também é importante. Onde está o limite entre o cuidado com a saúde física e a mental nesse momento? Isso que procurei equilibrar nesta semana.

Uma amiga me disse que estava com desejo de comer algo com milho, tipo curau, bolo de fubá. Como na casa dela ninguém gosta, não adianta fazer porque estrada. Desejo de amiga bate forte no meu coração (e no meu apetite também). Então o que acontece quando a amiga expressa um desejo desse?! Bate em mim um desejo louco de fazer um piquenique com as amigas no Aterro do Flamengo, com essas comidinhas e mais umas bebidinhas. Ora de frente para o Pão de Açúcar e de costas para o Cristo Redentor. Ora mudando a vista. Como ainda não dá para fazer esse tipo de convívio social, a gente prepara as comidinhas para um lanche na varanda e deixa uma porção de cada na portaria da amiga: broinha de fubá, receita da @panelaterapia. Bolo de fubá com goiabada vegano receita da @vegannapelomundo. Curau de milho, receita de olho caseira mesmo. E agradece a amiga pela inspiração gastronômica e incentivo a gula.


Terminei de ler "A adorável loja de chocolates de Paris" (vai ter post). Claro que acompanhada de muito chocolate. Ô pessoa facilmente sugestionada pelos livros essa aqui!


O Jardim Botânico do Rio, pra mim o mais lindo de todos os Jardins Botânicos por aí e o melhor passeio do Rio de Janeiro, reabriu com todo controle e normas de restrição para manter o isolamento social adequado. Eu resolvi me dar essa liberdade e contato com a natureza. Marquei na segunda-feira, no primeiro horário. Hora e dia que eu achei que seria o momento mais vazio. E realmente estava vazio, com todas as regras sendo respeitadas. Uma delícia de passeio e um exemplo de respeito as normas. 


Depois de uns dias desanimadíssima com a cozinha e com pouca vontade de comer, me inspirei e preparei um "Baião de Dois Vegano". Como é bom comer bem e bonito!


Mais uma vez buscando o equilíbrio entre saúde física e mental procurei um horário mais vazio em dua de semana (aproveitando que estou de férias) e fui devidamente paramentada de máscara de proteção e álcool gel, pedalar pela cidade. O ponto escolhido foi a Urca e essa vista linda de um dos catões-postais mais lindos e emblemáticos da Cidade Maravilhosa. O colorido do dia me fez bem, me encantou mesmo com um cenário que seria corriqueiro para mim.


Me animei a fazer um curso online de fotografia, arte e moda. Na verdade o que me despertou o interesse no curso foi ver um pouco de arte. Estou com muita saudade de ir a um museu. Nossa, como estou sentindo falta de uma exposição de arte! As aulas além de me apresentarem pintores e obras que já conheço, que já vi em algum museu por aí, me traz novos artistas e novo olhar.
No quado abaixo de Salvador Dali, de "Gala contemplando o Mar Mediterrâneo" eu não conseguia jamais enxergar a homenagem a Lincoln.


Sabemos que Dali gostava de "esconder as coisas" nas suas pinturas usando ilusões de óptica. Somente quando tirei a foto da tela do computador é que consegui visualizar o busto de Abrahan Lincoln. 

É sempre bom ampliarmos o nosso olhar e a arte é uma ótima maneira de exercitarmos novos olhares.


Fiz mais um passeio de bicicleta também buscando horários mais vazios para manter o distanciamento social sem riscos. Pedalando, o vento batendo no rosto, a vida passando pela cabeça e os olhos buscando novos pontos de vistas, a alma enxergando um parque de novas possibilidades.



Nessa pegada de arte, por coincidência ou não, o meu marido me convidou para um cinema em casa. A sugestão dele foi o filme "O Último Retrato",  um filme biográfico do pintor e escultor suíço Alberto Giacometti. Baseado no livro de depoimento pessoal do escritor e crítico de arte americano James Lord, o longa mostra o processo de criação de Giacometti ao retratar James Lord. Durante o processo que deveria durar apenas uma semana, mas se prolongou diversas vezes, os dois compartilham suas impressões sobre arte, as dificuldades do processo criativo, a personalidade excêntrica e hiperativa do pintor, a cobrança do artista sobre si mesmo e busca pela perfeição, sua insatisfação constante com a pintura e autocrítica impiedosa. Um filme bem interessante. Vou pesquisar mais sobre Alberto Giacometti e suas obras. 




Assim essa semana da quarentena sem fim nesse novo normal se mostrou para mim mais normal e um pouco equilibrada dentro das possibilidades

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.






Você pode me encontrar também

sábado, 1 de agosto de 2020

Um Parque de Possibilidades - BEDA 2020



Eu olhei a cena da minha canga com o meu par de havaianas com estranheza. Me peguei com aquele olhar que franze as sobrancelhas e cai a cabeça levemente para esquerda pensando: por que eu estou achando estranho? Me dei conta que era a grama. Canga e havaianas sempre foram item de praia, combinam com areia. 


Observando esse estranhamento me dei conta que estava fazendo algo que nunca tinha feito aqui no Rio, ou melhor, aqui no Brasil. Aproveitando um parque como uma área para tomar sol, relaxar e ler.

Me lembrei dos europeus em seus parques. A primeira vez que pisei no velho continente foi em Londres e achei engraçado, enquanto caminhava no Hyde Park, ver as pessoas deitadas na grama tomando sol.

Usamos muito os nossos parques, sim. Eu mesma desfruto muito do Aterro do Flamengo, da Lagoa Rodrigo de Freitas. Mas a circulação por ali é normalmente com objetivo e movimento. Vamos para caminhar, correr, pedalar, fazer um passeio em movimento. Até fazemos piqueniques, mas em grupos, em comemorações, enfim, em movimento. Raramente tem alguém sozinho ou em par apenas sentado, lendo, absorvendo.


E eu estava ali deixando o tempo passar, aproveitando o calor do sol nas minhas pernas, desfrutando do frescor da sombra na minha cabeça. Folheando o meu livro, absorta na história das páginas e nos meus próprios pensamentos. Deitando, olhando as nuvens, contemplando o céu. E que céu!



Pensei em como o fato de ter a praia sempre disponível e como opção me limitou a ver outra possibilidade. 

Esse período de isolamento e distanciamento tem mostrado outros pontos de vista. Muitos enquadrados de dentro de alguma janela, mas outros amplos e com novas possibilidades. As limitações e restrições podem nos estimular a buscar caminhos que, apesar de estarem sempre ali disponíveis, nunca foram percorridos simplesmente porque estávamos no piloto automático.

Este post faz parte do projeto Beda (Blog Every Day August). Este desafio acontece duas vezes por ano, sempre em abril e em agosto e eu nunca participei. Aliás, nesses anos de blog acho que nunca consegui postar diariamente nem por uma semana. Mas resolvi encarar. Estou participando do projeto individualmente, mas já vi duas amigas que estão nele também:

- Carol, do Pequena Jornalista.

Inclusive ganhei um banner personalizado da Clau. Muito obrigada pelo carinho.




Você pode me encontrar também

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Baião de Dois Vegano em duas versões


Frio, chuva, dia pedindo aconchego. Se tem uma comida aconchegante na culinária brasileira é o Baião de Dois. Comida que lembra ritmo e paixão. Abraço, mistura, calor.

Esse prato de origem nordestina vem da mistura brasileiríssima: arroz e feijão.

O baião é uma dança típica do nordeste. Um ritmo que se dança agarradinho, coladinho, com muito rebolado. E é assim que o arroz e o feijão, devem ficar no Baião de Dois: misturados como na dança, como um casal apaixonado, que se completa. 

O prato tradicional, raiz, é feito com arroz branco e feijão de corda, carne seca, linguiça, queijo de coalho e manteiga de garrafa. Mas permite várias combinações e adaptações. 

Com a Sofia sendo vegana temos feito essa versão aqui em casa: com arroz branco e feijão vermelho.


O que utilizamos:

- 2 xícaras de arroz branco;
- 1 xícara de feijão vermelho;
- 1 linguiça de soja (150 g) - uso a marca Goshen;
-  150 g de tofu defumado;
- 1/2 pimentão amarelo;
- 1/2 pimentão verde;
- 1 colher de sopa de manteiga vegana (ou azeite);
- 1 cebola picada;
- 4 dentes de alho;
- salsa, cominho, pimenta do reino, sal à gosto;
- pimenta biquinho.


Como fizemos:

Lavamos bem os feijões e deixamos de molho por doze horas para facilitar o cozimento. Cozinhamos na água com sal até ficar no ponto. Gostamos dos grãos mais durinho. Assim que está cozido retiramos a água.

Lavamos o arroz, refogamos em parte da cebola no azeite com dois dentes de alho, adicionamos duas xícaras de água de deixamos cozinhar.

Em uma frigideira alta colocamos refogamos o restante da cebola com os dentes de alho em uma colher de manteiga vegana. Acrescentamos a linguiça em fatias e deixamos selar e dourar. Colocamos o tofu cortado em quadradinhos. Adicionamos os pimentões picados, misturamos, colocamos o arroz cozido, os grãos de feijão cozido, os temperos e misturamos tudo. Finalizamos com a pimenta biquinho para enfeitar. 



Aí é só servir e comer quentinho. Eu gosto de colocar por cima do Baião de Dois uma porção generosa de couve cortada fininha e assada com alho e semente de abóbora.

Como diz a música "Baião de Dois" de Luiz Gonzaça

"...
Vô juntá feijão de corda
Numa panela de arroz
Abdom vai já pra sala
Que hoje têm baião de dois

Ai, ai ai, ai baião que bom tu sois
Se o baião é bom sozinho
Que dirá baião de dois
..."

Outra versão de muito sucesso aqui em casa é o Baião de Dois de arroz integral e feijão fradinho. A receita e medidas são exatamente as mesmas. Altera apenas o tipo do arroz e do feijão. 
 



Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo