quarta-feira, 27 de maio de 2020

Couscous Marroquino com Grãos - Ótimo para Veganos e Não Veganos


Nesses dias de isolamento social, tendo que fazer mais coisas dentro de casa, saindo menos para comer fora, eu estou indo muito mais para a cozinha. Na tentativa de deixar esses dias iguais com um toque de diferentes, de novidade e de que saímos da rotina, tenho procurado fazer comidas diferentes, varia no cardápio e nos sabores.

Por outro lado conciliar tudo isso com o home office, nem sempre é fácil. Assim preciso preparar pratos não muito elaborados, que sejam saborosos, porém práticos e versáteis. Uma opção dessas é o couscous ou cuscuz marroquino. Ele pode ser servido como prato único quando bem incrementado, pode ser salada, ou acompanhamento. Pode ser servido frio ou quente. Pode, inclusive, ser doce.

Nessa semana preparei uma versão do couscouz marroquino com pegada vegana, mas que agradou a todos da família.

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos




O que utilizamos:

- 1 xícaras de couscous marroquino (sêmola de trigo);
- 1 xícaras de água;
- 1 colher de sopa de azeite;
- 1 xícara de grão-de-bico cozido e temperado com 1 colher de chá de açafrão;
- 1/2 xícara de ervilha cozida e temperada com uma pitada de tomilho seco;
- 1/2 xícara de lentilha cozida e temperada com orégano e manjericão;
- 1 cebola picada;
- 1 tomate cortado em quadradinhos;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 cenoura média cortada em quadradinhos levemente cozida e temperada com uma pitada de curry;
- 1 punhado de sementes de abóbora assadas no forno com azeite e alho;
- 1 punhado de pistache;
- 1 folha de louro
- 1 punhado de salsinha picada;
- sal, pimenta do reino e páprica doce para temperar.
Parece muitos itens, mas garanto que é muito prático, uma vez que já temos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos na água e sal. O tempero neles é feito com a mão mesmo. Pego um pouco do tempero que vou utilizar, polvilho e depois envolvo com os dedos. O grão-de-bico fica coma cor amarelada do açafrão e pega sabor.

Receita Couscous Marroquino com Grãos

Deixamos o grão-de-bico, a ervilha e a lentilha cozidos e temperados.
Assamos a semente de abóbora e reservo (cinco minutinhos no forno médio). Dessa vez o forno já estava quente porque tínhamos acabado de assar algo. Então, apenas colocamos a forma com as sementes no forno quente e deixamos lá enquanto preparava o couscous.

Refogamos a cebola e o algo em um fio de azeite (coloquei um pouco de óleo de gengibre também) em uma frigideira alta. Colocamos o tomate e misturamos. Adicionamos a sêmola de trigo e misturamos para apurar o sabor. Acrescentamos a xícara de água. Imediatamente colocamos a folha de louro, de salsa picada (coloquei algumas folhas de manjericão também. Temperinhos só ajudam), a páprica doce, o sal e a pimenta. Esse caldo hidrata e dá sabor couscous. Adicionamos a cenoura picada e mexemos até ficar seco (é importante mexer para o couscous ficar soltinho). No final do cozimento, assim que a água seca, soltamos os grãos da sêmola com um garfo.

Desligamos o fogo e adicionamos os demais itens, como o grão-de-bico, a lentilha, a ervilha, as sementes de abóbora e o pistache. Vamos colocando cada item e misturando para equilibrar a quantidade de cada um.

Receita Couscous Marroquino com Grãos


Ficou bom demais. Não precisava de mais nada no prato. Só fiquei meio arrependida de não ter trazido cuscuzerias lindas fábrica de cerâmica e mosaicos que visitei no Marrocos. Imagina esse cuscuz servido nelas?! Seria um arraso!

Receita Couscous Marroquino Vegano com Grãos


O coscous é uma iguaria típica dos berberes, primeiros povos que habitaram o norte do continente africano, região que compreende Sahara Ocidental, Tunísia, Marrocos e Argélia, desde pelo menos 10.000 aC. Quando estive no Marrocos, é claro que fiz questão de experimentar o tradicional couscouz marroquino livre de influências ocidentais. 

O bom é que pode ser um prato muito variado. É só usar a criatividade e o que temos na geladeira. É ótimo também para fazer uso daquelas sobras. Neste meu caso tanto o grã-de-bico, quanto a lentilha e a ervilha eram sobras de outros pratos da semana.

Outras receitas de couscous marroquino aqui no blog.




Você pode me encontrar também

terça-feira, 26 de maio de 2020

Pintura - Minigaveteiro ótimo de bom


O ótimo é inimigo do bom ou o bom é inimigo do ótimo? Em busca do ótimo muitas vezes nem chegamos a fazer o bom. Por outro lado podemos poucas vezes criar algo ótimo, porque é mais fácil chegar ao bom. Por outro lado a busca pelo ótimo, pelo perfeito pode gerar ansiedade. Por outro lado se contentar com o bom poder ser pouco desafiador. Ou seja, o ótimo e bom podem muito bem ser amigos, não?

Mas por que a pessoa aqui está filosofando sobre o ótimo e bom serem inimigos ou amiguinhos? Por causa desse minigaveteiro coloridinho que finalmente foi cumprir sua função.


Eu ganhei de uma amiga esse minigaveteiro em madeira para ser pintado. Assim que recebi o presente já sabia qual seria o destino dele. Iria para um cantinho da minha cozinha que estava meio feioso. Nele tinham três caixinhas para guardar quinquilharias necessárias. Nada mais prático e objetivo do que substituir as três caixinhas feiosas por três gavetinha empilhadas. Organização e economia de espaço juntos.

Pois é, mas o gaveteiro ficou "entulhando" o meu armário de pintura por mais de um ano. E o espaço na cozinha permaneceu feinho por todo esse tempo. Isso porque eu fiz e refiz a peça três vezes. Isso mesmo.

Primeiro fiz deoupagem com guardanapos de frutinhas nas gavetinhas (combina com cozinha, né?). Não gostei muito. Achei que ficou meio apagadinho e apaguei. Depois escolhi outras cores que não gostei muito da combinação. Mais uma vez apaguei tudo. E assim o gaveiteirnho voltava para o armário, o espaço continuava feio e eu com a pendência de fazer essa tarefa.


Finalmente resolvi fazer concluir a peça. Simplesmente concluir. Ótimo, bom, ruim, eu não queria saber. A meta seria finalizar.

Pedi para a minha filha escolher um guardanapo para a decoupagem das laterais e parte traseira. Eu não questionaria a escolha. A partir daí definiria as cores para as gavetinhas. 



E para o topo. O gaveteiro pronto não receberia avaliação nem qualificação. Simplesmente iria cumprir o seu papel.


Transformar o espaço bagunçado da cozinha.


Em um espaço mais organizado, colorido e com toque pessoal.


Se o minigaveiteiro ficou ótimo? Não sei! Tá bom! Sei que ficou muito melhor do que parado no armário ocupando espaço. E o espaço na cozinha ficou bom. O que está ótimo. 

No final o bom e o ótimo ficaram conciliados. O que é ótimo!


Você pode me encontrar também

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Filme "Um Amor Impossível"



Sabe aquele filme que quando acaba você fala: "Nossa, que filme!"?! É esse! Forte! Impactante! 

"Um Amor Impossível" inicialmente parece um romance, mas é um drama intenso. Porém está longe de ser um dramalhão hollywoodiano, e sim um drama no melhor estilo francês. Que vai nos apresentando as angústias com sutileza.



Raquel (Virginie Efira) uma datilógrafa, mulher linda, de uma pacata cidade francesa conhece o tradutor parisiense Philippe (Niels Schneider). Philippe não é tão bonito assim, a princípio Raquel até seria "muita areia para o caminhãozinho" do rapaz.

Acontece que Raquel é uma jovem provinciana de 26 anos e Phillipe um cara de família rica da capital. Ele é culto e fala várias línguas. Isso encanta Raquel, mas também faz com que intimamente ela se sinta ligeiramente inferior. Philippe usa muito bem sua cultura e educação para sutilmente humilhar a moça.

Apesar da paixão ardente que surge entre os dois Philippe deixa claro desde o início que não casaria com uma moça de origem humilde e do interior. Uma relação dessa não valeria a sua liberdade.

O trabalho de Philippe em Châteauroux chega ao fim e o rapaz retorna a Paris deixando Raquel, mas mantendo a relação casual dos dois.

Raquel engravida de Chantal (Ambre Hasaj como bebê, Sasha Alessandri-Torrès Garcia quando criança, Estelle Lescure na sua adolescência e Jehnny Beth na fase adulta). Philippe não reconhece a menina como filha, nem assume as responsabilidades de pai.

Mesmo lutando para que o pai assuma Chantal e coloque seu nome certidão de nascimento, Raquel continua envolvida com Philippe e tendo encontros casuais quando ele resolve aparecer.

A história vai se desenrolando com o crescimento de Chantal e as relações de Raquel com a filha e Philippe.

Raquel aparentemente uma mulher forte e um passo a frente de sua época e sociedade em que está inserida, independente a ponto de criar a filha sozinha, tem sua confiança e autoestima minada pela personalidade manipuladora de Philippe.

É angustiante ver como uma relação tóxica pode cegar uma pessoa inteligente. É isso que vemos acontecendo com Raquel no final dos anos 50. É isso que ainda acontece hoje em dia com muitas pessoas.

Raquel constrói uma relação de extrema cumplicidade com a filha, porém a reaproximação de Philippe consegue abalar essa estrutura. É angustiante ver como uma pessoa destrutiva, fazendo uso do seu charme e inteligência consegue desestabilizar e iludir a sua vítima.

Enfim, "Um Amor Impossível" é um filme que traz questionamentos muito além dos amores impossíveis a nível de romance, de casal. Faz questionamentos sobre o amor paternal e o amor maternal. Fala de relações tóxicas, preconceitos, questões familiares, deveres morais e éticos, sobre autoestima.

Apesar de ser um filme forte e intenso, é bom de assistir. O envolvimento psicológico é levemente suavizado pelos os cenários e paisagens francesas trazendo um equilíbrio prazeroso.



Um filme que quando acaba pensamos: "nossa, que filme!" e também torcemos para não cruzarmos com pessoas tóxicas, manipuladoras e perversas como Philippe nos nossos caminhos, nem no caminho de quem amamos. E que se isso acontecer que estejamos com a autoestima em dia e os olhos bem aberto para percebermos e nos livrarmos rapidamente.

O filme está disponível no "Festival Varilux em Casa", na plataforma Looke.


Você pode me encontrar também


domingo, 24 de maio de 2020

Semana 20 de 2020 - Décima semana de quarentena


Olha, desde que começou esse período de isolamento social  essa foi a semana mais difícil para mim. A que mais senti emocionalmente os efeitos do afastamento e confinamento. Procurei amenizar esses sentimentos com muito foco no trabalho, pois a sensação de dever cumprido, superação e de ter feito acontecer traz satisfação e faz bem para a autoestima. É um relaxar, após um grande esforço. 

Foquei também em atividades que me fazem bem. Pintei o minigaveteiro que estava guardado faz um bom tempo. O objetivo desse gaveteiro é organizar um pequeno cantinho da cozinha e subistituir três caixinhas que ficam ali para guardar quinquilharias necessárias. 


Fiz mais uma sessão de cinema Festival Varilux em Casa com a companhia virtual de uma amiga. O filme escolhido foi "Um Amor Impossível". Sabe aquele filme que quando acaba você fala: "Nossa, que filme!"?! É esse. Forte. Inicialmente parece um romance, mas é um drama (sem ser um dramalhão hollywoodiano, e sim um drama no melhor estilo francês) que fala relações tóxicas, baixa autoestima, questões familiares, conflitos sociais. Vou fazer um post sobre o filme.


Uma forma de acalentar a tristeza que estava sentindo no peito foi cozinhar. Preparei comidas diferentes e saborosas para todas as refeições. Teve café da manhã com panquecas veganas e não veganas. Pizza com "résditudo" que tinha na geladeira. 


Varei bem nos almoço e jantar também. Aproveitei receita antiga, como o Risoto "Aos Perfumes da Horta" e incrementei com camarão e pimentões de verde e amarelo. Assim ficou um risoto de camarão perfumado e colorido que servi com lombo de peixe e molho de camarão. Teve frango empanado com mostrada, gravatinha com linguiça, legumes assados, uma receita de batata-doce caramelada. Nossa, vou fazer um post com cardápio da semana. 


Assisti a série "Virgin River",  baseada na série de livros de mesmo nome de Robyn Carr. O que me encantou e estimulou a assistir essa primeira temporada disponível na Netflix nesta semana em especial foi o cenário. A série se passa em uma cidade fictícia de interior; cercada de muita natureza, um clima frio aconchegante; com energia de lugar pequeno, tranquilo em que os moradores são gentis (um pouco fofoqueiros) e se ajudam. Aquele lugar que parece que nunca seria afetado por uma pandemia. Vou fazer um post sobre a série, por isso não vou descrevê-la muito aqui. Vou deixar apenas a sinopse muito resumida da própria Netflix: "Uma enfermeira se muda de Los Angeles para uma cidadezinha no norte da Califórnia em busca de um recomeço.".


Ganhei duas ilustrações de uma amiga querida. O presente que chegou como entrega na minha portaria me fez sentir abraçada. Coloquei no meu cantinho do computador, local que passo a maior parte do tempo do meu home-office. Assim ele ficou mais aconchegante, pessoal, cheio de carinho e afeto. Postei fotos do cantinho com as ilustras no Instagram.


Foi aniversário de uma amiga querida. As filhas organizaram uma festa virtual para que mesmo nesse afastamento necessário ela se sentisse abraçada e querida como merece. 


E já que teria festa, tinha que ter bolo. O bolo de bolo segue ganhando variações de sabores. Nessa semana foi de banana. Apenas cortamos algumas bananas em fatias ao comprido e colocamos no meio da massa. Ficou delicioso! Fofinho! E teve a versão do bolo de bana vegano também. 


Para fechar a semana, após um bom tempo de conversa e desabafos com uma amiga pelo WhatsApp, sem combinarmos nada, sem falarmos de céu, assim que desligamos, simultaneamente uma mandou para a outra a foto do céu de sua janela (ela em Búzios e eu aqui no Rio) com a mensagem (as frases não eram idênticas, é claro, mas diziam a mesma coisa): "acabei de falar com você e tirei essa foto do céu. Olha como está lindo! Isso renova a nossas esperanças.". Muita sintonia! Isso é amizade. 

Fica a esperança de que tudo vai passar e nossas vidas vão retomar com o convívio próximo das pessoas.  

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

Você pode me encontrar também

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Risoto "Aos Perfumes da Horta"

Mais uma receitinha que foi publicada no Recanto das Mamães Blogueiras em setembro de 2014. Hoje me deu vontade de repetir essa receita e me dei conta que o link do blog antigo não está funcionando. Então, peguei o post e trouxe para cá. Com a mesma carinha que foi publicado, apesar de eu não gostar mais dessas fotos com margem. Mas vai assim mesmo!

Chegou a primavera e com ela dá aquela vontade de comidas coloridas, refrescantes e cheirosas. Então, hoje vou trazer a receita de um risoto que eu aprendi a fazer em uma aula de culinária com o Chef Piero Cagnin. O nome desse risoto é bem sugestivo: Risoto "aos perfumes da horta".




O que utilizar:

- 160 g de arroz arbóreo;
- 1 litro de caldo de legumes; (aqui está o segredo de um bom risoto. Aconselho a usar um caldo caseiro)
- 10 g de cebola picada; ( 1 colher de sopa)
- 60 g de manteiga sem sal;
- 100 ml de vinho branco seco;
- 30 g de queijo parmesão ralado;
- 1/2 pimentão vermelho;
- 1 tomate;
- 1 punhado de manjericão e salsa lisa picados;
- 20 ml de azeite de oliva extra virgem;
- 1 dente de alho picado;
- sal e pimenta do reino a gosto.

Como fazer:

- Retirar as sementes, as cartilagens brancas do pimentão, cortá-lo em cubinhos e reservar.
- Retirar a pele e as sementes do tomate, cortá-lo em cubos e reservar.
- Picar o alho, a salsa e o manjericão.
- Misturar o pimentão, o tomate, o alho, a salsa, o manjericão, temperar com sal e pimenta e reservar.

Para o risoto:



Em uma frigideira de borda bem alta colocamos uma colher de azeite, 30 g de manteiga, uma cebola picada e deixamos dourar. Acrescentamos o arroz e misturamos até os grãos ficarem brilhando. Colocamos o vinho, sempre mexendo, e deixamos apurar. Assim que o arroz ficou quase seco começamos a adicionar o caldo de legumes que deve estar fervendo. Fomos colocando duas conchas de caldo por vez sempre misturando e esperando ficar quase seco até o arroz ficar quase al dente.
Assim que o arroz ficou no ponto, aproximadamente 10 minutos após o início do processo, acrescentamos a mistura de "perfumes da horta" e deixamos finalizar o cozimento. Misturamos e deixamos no fogo baixo por aproximadamente dois minutos.




Desligamos o fogo, colocamos o restante da manteiga, o queijo parmesão ralado e demos uma mexida de leve.

Depois de pronto foi só servir. 






Essa receita serve duas pessoas e ficou uma delícia. Eu vou repeti-la colocando pimentão vermelho, verde e amarelo apenas para dar um colorido a mais.

Para quem gosta de risoto temos outras receitas no blog Inventando com a Mamãe, basta clicar nos links abaixo:

Para quem gosta de risoto temos outras receitas no blog Inventando com a Mamãe, basta clicar nos links abaixo:







domingo, 17 de maio de 2020

A Semana 19 de 2020 - Nona semana de quarentena


Seguimos nessa "quarentena sem fim" que eu já nem sei mais o que dizer. Sei que sigo sentindo necessidade de equilibrar o tempo entre atividades não virtuais e com as alternativas virtuais disponíveis.

Foi semana do Dia das Mães e tive o meu café da manhã especial. Se me perguntarem o que eu gostaria de ganhar de presente as repostas sempre serão as mesmas: um café da manhã ou uma viagem. Como viagem está fora de cogitação nesse período, vamos caprichar no café da manhã.  


Aproveitei para fazer um carinho em algumas amigas que são mães e mandei uns chocolates com nome de Dengo pra elas.

Precisei sair de carro uma vez nessa semana seguindo os protocolos de segurança. Nada de sair do carro, mas pude apreciar e contemplar um pouco de natureza. Que falta que o contato com a natureza me faz!


Li o livro "Lendo de Cabeça para Baixo" que me ajudou a me distrair e me manter desconectada. Falei do que achei do livro no post: Livro que eu levaria para o café da livraria.


Ando cozinhando bastante. Refazendo receitas, experimentando outras. Um bolo atrás do outro para espantar a melancolia. Risotos para acalentar o estômago. Legumes coloridos para alegrar o dia. Temperos para perfumar o ambiente. 


O home office pode ser isolado algumas vezes. Em outras é itinerante. Na varanda bem acompanhada e sendo observada, na sala no estilo espaço de coworking, no quarto sossegada. 


A pausa para o café pode ser acompanhada do bolo da semana e de amiga que traz alegria e proximidade. Mas ao  mesmo tempo traz mais vontade de estar junto, próximo, olho no olho sem ser através de uma tela. 


Assisti à série "Valéria" e contei no post "Valéria - uma série sobre mulheres que querem mais".


Assisti ao lançamento nacional na Netflix "Ricos de Amor". Uma comédia romântica cheia de brasilidades nos cenários, na música, nos festejos. Levinha, com elenco carismático e boa química. Mas também cheia de clichês que toda comédia romântica tem. Aquela sensação de que já vimos isso em várias outros filmes e histórias. Por outro lado traz questões como o assédio, desigualdade e privilégios, e claro de amor e amizade. Vale a pena como entretenimento. 

A história de Teto, o herdeiro rico filho do "Rei do Tomate" que, após conhecer e se apaixonar pela garota batalhadora, resolve mostrar o seu valor e para isso troca de lugar com o melhor amigo pobre, diverte e distrai.



Seguimos encarando essa quarentena.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

Você pode me encontrar também

sexta-feira, 15 de maio de 2020

"Valéria" - Uma série sobre mulheres que querem mais

Estava eu nesses meus dias de quarentena, após fechar o meu expediente de home office às onze horas da noite, decidindo entre fazer coisa nenhuma ou alguma coisa para dar uma relaxada antes de cair na cama para ter um desejado sono reparador diante do mais provável sono agitado. Me joguei no sofá da sala ainda na dúvida se olhava para o teto ou para a tela TV.

Liguei a TV, na Netflix para ser mais precisa. Domina pela preguiça e pra não dar chance a indecisão, escolhi logo a primeira sugestão que me apareceu em algum dos tópicos, a série "Valéria".


Apertei o play sem ao menos saber se era uma série longa ou curta. O objetivo era apenas assistir algo para me desligar do trabalho e me embalar no sono. Dos oito episódios, assisti os quatro primeiro seguidos. 

A trama gira predominantemente em torno da protagonista titular, Valéria, que é uma mulher de 28 anos que está em crise na vida profissional e pessoal. Um escritora em dificuldades para entregar o projeto do seu segundo livro. Sofrendo de bloqueio criativo, Valéria coloca em dúvidas o seu próprio valor próprio como escritora. Por outro lado, Adrian, o marido fotógrafo, também não demonstra muito interesse, nem dá credibilidade a carreira de Valéria. Pelo contrário, ele a incentiva a arrumar um emprego de segurança em um museu. Por um tempo a escritora até desiste de seu sonho para ser "babá de pedra". 

Nesse momento, Val encontra refúgio em suas amigas Lola, Carmen e Nerea, que ajudam a elevar seu ânimo. Com o apoio e incentivo das três melhores amigas, ela decide se aprofundar em um novo gênero de escrita. É justamente essa guinada no estilo de escrita que acaba deixando mais claro para Valéria as dificuldades que vive em seu casamento.

Enquanto busca respostas para seu relacionamento e para si mesma, Valéria conhece um belo estranho chamado Victor na festa de Lola. Novos interesses são despertados. Victor ao contrário do marido incentiva Valéria a fazer o que gosta e buscar os seus sonhos. Imediatamente o lado escritora começa a desbloquear enquanto o lado mulher é despertado. 

O quarteto de amigas vai trocando ideias, experiências e cada uma no seu drama, dilemas e altos e baixos, vais despertando para a própria sexualidade e se redescobrindo. 

Me envolvi na história dessas mulheres e assisti aos quatro episódios restantes no dia seguinte, novamente após encerrar o meu expediente. 

Valéria, nova série espanhola da Netflix, é baseada nos livros chick lit de Elísabet Benavent, e vemos bem esse estilo nos cenários e nos figurinos.

Netflix/divulgação


Os ambientes em que a história se desenrola, seja os apartamentos das personagens, local de trabalho, bares que frequentam, são modernosos, estilosos, descolados. Os objetos de decoração e roupas são coloridos e chamativos. Tudo tem um clima moderno e humorado. 

"Valéria" é um bom entretenimento que fala sobre amizade, família e vida profissional. Sobre seguir um sonho ou sucumbir as necessidades e expectativas sociais. Sobre conquistas e perdas. 

Apesar de um pouco superficial e dar a sensação de que já vimos algo assim, a série tem algo de novidade, um frescor e um colorido que me fizeram ir até o final e querer saber como essas mulheres iriam lidar com essa montanha russa de emoções que são os momentos de guinadas e decisões da vida. Uma coisa eu sabia, ela não ficariam na inércia. Elas queriam mais da vida. 



Você pode me encontrar também

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Mini berinjelas assadas com molho de cebola roxa


Este post da receita de Mini berinjelas assadas com molho de cebola roxa foi publicado em 18/08/2014 no "Recanto das Mamães Blogueiras", um blog coletivo que ficou inativado e perdido pela blogosfera. 

Me dei conta dele agora através de uma mensagem que recebi no Pinterest em que a pessoa me avisou que não conseguiu acessar o link. Por isso resolvi trazê-lo para cá. 

Conforme contei no post de hoje no blog Inventando com a Mamãe, nesses dias de repouso eu vi muitos programas de culinária e aprendi duas receitas com berinjela que ficaram maravilhosas: a primeira foi a Caponata de Berinjela do André divina que aprendi no programa Fome de quê, da Neka. A segunda foi mini berinjela assada com molho de cebola roxa (eu não me lembro em que programa eu vi a receita). Já fiz as duas e ficaram maravilhosas! Vou mostrar como ficou as Mini berinjelas assadas.


O que utilizamos:

- 6 mini berinjelas cortadas ao meio (pode deixar o cabo apenas para uma questão de decoração do prato);
- azeite;
- orégano;
- uma cebola roxa cortada em rodelas bem finas;
- 1 xícara de vinagre de vinho tinto;
- dois dentes de alho;
- sal e pimenta a gosto.

Como fizemos:

Cortamos as mini berinjelas ao meio.


Untamos um tabuleiro com azeite e salpicamos orégano. Colocamos as berinjelas viradas para baixo para absorverem o azeite e deixamos descansando por alguns minutos.



Enquanto as berinjelas descansavam fomos preparar o molho. Cortamos a cebola e cobrimos com o vinagre de vinho tinto. Deixamos descansando enquanto as berinjelas assavam. É importante esperar as fatias de cebola ficarem bem molinhas.



Com a cebola sendo embebecida pelo vinagre, viramos as berinjelas e levamos ao forno médio por aproximadamente 30 minutos.



Retiramos as berinjelas do forno e acrescentamos o alho picado, o sal e a pimenta ao molho.



Aí foi só servir.



Apesar das fotos horríveis da época, foi bom ter revisto o post. Me relembrei da receita e até fiz hoje para o almoço da família.




Você pode me encontrar também

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Livro que eu levaria para o café da livraria - "Lendo de Cabeça Para Baixo"

No meio do caminho tinha uma livraria. Que saudade!

No meu caminho para casa tem uma livraria. Eu gosto de vez ou outra, sem planejamento, simplesmente porque deu vontade, de no meu caminho de ida ou vinda, entrar nessa livraria; acompanhar a bancada com o livros passando a ponta dos meus dedos apenas para sentir a textura das capas; pegar aleatoriamente um exemplar que tenha me chamado a atenção seja pela capa, pelo título ou pelo autor; subir as escadas em direção ao café; escolher uma mesa com vista para os livros, prateleiras, leitores e vendedores; pedir uma soda morangada com uma fatia de bolo. Ficar ali saboreando as páginas do livro e o movimento lá embaixo, entre garfadas do bolo e goles da bebida refrescante. Um frescor no meu dia!

Com essa saudade no peito e impossibilitada de entrar na livraria do meu caminho, resolvi navegar nos blogs de leituras e me de parei com a dica de livros leves para ler na quarentena, no blog Infinitas Vidas, da Priih.

O livro "Lendo De Cabeça Para Baixo" me chamou a atenção pela capa, pelo título (estamos em uma fase que parece que o mundo virou de cabeça para baixo) e pela sinopse (fala de livraria).

Este seria um livro que eu pegaria na bancada da minha livraria e levaria para iniciar a leitura no café, pensei. Outro ponto positivo foi que a sinopse me fez lembrar o livro "O Bom Tricô", que eu amei.

Eu queria sentir a textura, o cheiro, o peso do livro em minhas mãos. Queria ouvir o som do virar a página. Assim encomendei o livro físico. Quando ele chegou preparei a soda morangada que ficou parecida com a servida no café da livraria do meu caminho, peguei uma fatia de bolo (até pensei em fazer o bolo de cenoura com cobertura de cream cheese que sempre peço na livraria do meu caminho, mas fiquei com o bolo de churros que já tinha em casa) e comecei a leitura.



"Lendo de Cabeça Para Baixo" é mesmo um romance leve e gostosinho de ler. Fala do processo de recuperação de Ros. Ela encarou um tempo de depressão após ser largada no altar sem explicação. Nesse caminho doloroso de recuperação ela se renova, redescobre, reinventa. 

Apesar do livro tratar a questão da depressão e da recuperação, a história é contada de forma leve, com diálogos fluidos e divertidos, personagens diferentes e que suas tramas se entrelaçam. 

Engraçado em momentos eu ficando meio sem paciência com o "mimimi" da Ros (o que me fez pensar se eu não estava sendo empática com a dor da personagem, e se esse período de isolamento já está me deixando mais intolerante e irritada), achando que a autora fala muito muxoxo (todos os personagens fazem muxoxo a todo momento, quase fiquei com cacoete de fazer muxoxo também) e que ela adora uma tal janela bay window porque praticamente todos os ambientes que ela descreve tem essa bendita janela que eu tive que recorrer ao Google para identificar qual era, não consegui parar de ler. Queria saber qual o próximo passo dos personagens, o que aconteceria com a Ros, qual seria a revirada na vida dela e de seus amigos e familiares.

Realmente uma leitura leve que flui e desperta a curiosidade. Os personagens são carismáticos. A escrita desperta a imaginação. Entre as linhas e descrições eu visualizava na minha mente as cenas e cenários (menos as janelas bay window até dar uma "googlada"). Caminhava pelas ruas, sentia o frio, entrava na livraria de Ros, pisava na grama do jardim, circulava pelos cômodos das casas os personagens. Me sentia íntima deles.



"Lendo de Cabeça Para Baixo" é um romance fácil de ler e de se envolver com a leitura.  Fala de como as amizades podem surgir entre pessoas completamente diferentes e como as amizades podem transformar a nossa vida. Fala também do tal crescimento pós-traumático que tanto está sendo dito e esperado para as nossas vidas pós-COVID-19.

Durante a leitura a história de Ros atenuou a minha saudade da livraria do meu caminho, mas no final me deixou com saudades do personagens, suas histórias, seus tropeços e acertos. Agora fiquei com vontade de outro livro que eu pegaria aleatoriamente na bancada da livraria do meu caminho e levaria para o café.




Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo