terça-feira, 13 de outubro de 2020

BC A Semana 39 - Vigésima Nona Semana de Quarentena

 

Eu tenho aparecido muito pouco pelo blog. Não sei... um misto de preguiça somado ao desânimo. As semanas têm sido no esquema dorme, come e trabalha. Com isso, além de me sentir cansada, me sinto sem assunto. Mas quando paro para rever a semana acabo percebendo que tenho sim assunto. E até me arrependo de alguns posts não escritos. Bom, alguns ainda dá tempo, outros perderam o timing. Ok. Sigo postando quando dá vontade e sem cobrança porque isso que é faz o blog ter sentido e ser prazeroso. 

Vou contar a semana. Já que os dias úteis estão corridos e dominados pelo trabalho, o jeito é aproveitar como dá o final de semana. 

Pedalar tem sido uma válvula de escape para mim. Um momento em que penso na vida, observo, busco novos olhares, descarrego o estresse nos pedais. Continuo optando pelos horários mais vazios mesmo que isso me faça pedalar no sol quente. Sempre de máscara, é claro.

Fiz um passeio de bicicleta pelas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Parei para observa o mar, a Pedra do Arpoador e notei essa cerca. 


Parei em uma praça bem espaçosa, bonita, florida e acabei encontrando com duas amigas. É interessante como em épocas de poucas opções acabamos nos encantando com coisas que antes não despertavam tanto a atenção. Essa praça é um exemplo. Um local que estive diversas vezes e nunca me pareceu tão linda, charmosa, aconchegante. 


Fui com o marido fazer um passeio de bate e volta a cidade serrana de Petrópolis, a Cidade Imperial. O objetivo desses passeios nesse momento é mudar os ares, ver outros cenários. Não propriamente aproveitar a cidade em si já que praticamente não saímos do carro. 

Dessa vez erramos o caminho. Perdemos a entrada e acabamos seguindo pela estrada antiga, a Serra Velha da Estrela. Uma estrada estreita, sinuosa, ainda de paralelepípedos e cercada de verde. Um estrada cheia de história considerada a responsável pela criação da cidade de Petrópolis. Pois "foi por ela que, em 1827, Dom Pedro I levou sua filha princesa Dona Paula, de sete anos, muito doente, para se recuperar em Correias, onde acabou comprando a fazenda do Córrego Seco. Doze anos depois seu filho Dom Pedro II fundaria no local a cidade de Petrópolis. Não fosse a variante, Pedro I teria levado a sua filha para Miguel Pereira ou Paty do Alferes, que também têm ótimo clima e ficavam no caminho da antiga subida do Caminho Novo por Xerém".


Uma pena que a estrada está sem manutenção e sendo alvo de ocupação irregular e favelização porque além de toda a história que por ali já passou, ela revela belas paisagens conhecidas por poucas pessoas. No alto da serra conseguimos ter uma vista panorâmica deslumbrante da Baía de Guanabara e do contorno das montanhas do Rio de Janeiro. Errar o caminho nos trouxe aventura e uma bela surpresa passar por uma estrada histórica que revela belas paisagens e faz parte da Estrada Real.

Em Petrópolis passeamos pelo Parque Cremerie que estava com controle de entrada, estando bem vazio e sendo possível manter o distanciamento social. Não é um dos top pontos turísticos da cidade, mas é um lugar bem agradável de caminhar. 


Foto do tradicional Palácio do Quitandinha do carro mesmo


Assisti ao filme "Enola Holmes" e gostei muito. Recomendo. Taí, um assunto para postar no blog. 


Vi a série "Emily em Paris" que também gostei bastante. Essa já teve post no blog. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 3 de outubro de 2020

Série Emily in Paris

 

Me sentei no sofá de frente para a TV meio entediada, meio querendo fazer algo, meio dominada pele preguiça. Quase que no automático eu entrei na Netflix. A chamada de topo era a 1ª temporada da série "Emily in Paris".

Emily in Paris

Eu não tinha referências da séria e pela chamada e trailer achei que seria algo bem adolescentes. Mais para as minhas filhas do que para mim. Até chamei as duas para assistirem comigo. Convite que elas dispensaram. 

Justamente por parecer algo leve e descontraído e principalmente por se passar em Paris (já que não posso viajar, pelo menos vejo os lugares pelas telas) resolvi assistir. 

Emily in Paris

E maratonei os 10 episódios de 30 minutos mais ou menos. Um comédia romântica que se passa em Paris pode ser bem clichê sim, mas às vezes é disso que precisamos. 

A série além de transitar por cenários belíssimos da cidade luz, pontos turísticos tradicionais, cafés charmosos, museus, restaurantes, galerias de arte (tem uma cena dentro da exposição "Van Gogh, Starry Night" que dá aquela vontade de mergulhar dentro da tela), trafega também pela cultura francesa desde a sua gastronomia até o jeito simpático #sqn do francês.


Emily in Paris

A personagem Emily é protagonizada por Lily Collins, atriz famosa pelo filme "Simplesmente Acontece". E a série é uma criação Darren Star, o mesmo de Sex and the City, e estreou dia 2 de outubro de 2020 na Netflix.

A série conta a história de Emily, uma jovem executiva do marketing de uma empresa de Chicago. Empresa essa que comprou uma firma menor em Paris. Como parte do acordo de compra o escritório parisiense deve receber um representante da agora matriz americana.

Devido a uma mudança repentina Emily é convidada para o cargo em Paris, mesmo não falando Francês. Sem titubear, sem drama, nem receios, a jovem aceita a oportunidade com deslumbramento e expectativas. 

Assim Emily deixa Chicago, o namorado, o antigo trabalho e parte para Paris. Chegando na cidade ela cria o perfil no Instagram "Emily in Paris" com o intuito de compartilhar sua nova vida e sua visão do estilo de vida francês. 

Com postagens criativas o seu perfil vai crescendo enquanto Emily enfrenta hostilidade no seu trabalho (como uma americana vem ensinar algo aos franceses?!), passa por momentos de solidão, encontra amigos e, claro, amores.

Nesse contexto a trama vai nos mostrando as diferenças culturais entre a visão americana desde o paladar, o jeito de vestir, de falar, de se comportar e de ver o sentido da felicidade (o americano vive para trabalhar, o francês trabalha para viver).

Tem um debate também sobre o marketing das empresas que optam por influencers que muitas vezes não têm relação com a marca, e abrem mão de um suporte de uma empresa com visão de marketing. A questão da quantidade X qualidade. 

Em alguns momentos são discutidos temas como o feminismo. Em uma campanha para um perfume o assunto é debatido chegando ao questionamento de como a mulher que ser vista e como se sente. Seria esta uma ação “sexy ou sexista?”. 

As relações amorosas e temas como fidelidade são trazidos à tona com os pontos de vistas diferentes da visão americana mais conservadora e a francesa mais liberal. 

Enfim, me surpreendi muito com a série. Realmente é leve, divertida, descontraída, mescla comédia e drama de forma bem equilibrada, com cenário belíssimo e mesmo clichê traz abordagens interessantes sem perder o humor. Os personagens secundários são ótimos. A série tem um "q" de "Sex and the City" e "O Diabo Veste Prada" (o que é de se esperar já que Darren Star também foi produtor de "Sex and the City" e a figurinista Patricia Field, também foi responsável pelos figurinos de ambas. Traz também referências a "Gossip Girls". 


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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Teresópolis - Fonte Judite

 

Fonte Judith, considerada um verdadeiro cartão postal - e um ponto de visitação indispensável devido a sua fama de água terapêutica.


O que fazer em Teresópolis

Mesmo sendo uma parada tradicional para quem está visitando a cidade, a Fonte Judite sempre ficou de fora do nosso roteiro e foco de interesse nas diversas vezes que estivemos na cidade. Nem sei bem explicar o porque da falta de curiosidade de passar para conhecer esse atrativo, já que ela é de fácil localização, bem no caminho de quem entra e sai de Terê. Ela está localizada bem no Alto perto da feirinha (esta sim já fomos diversas vezes).

O que fazer em Teresópolis

A Fonte Judite é famosa por sua água terapêutica e sua história. 

Pontos turísticos de Teresópolis

Foi criada em 1920, e seu nome não tem na a ver com religião (eu achava que tinha). Na verdade homenageia a filha de Luiz de Oliveira, do proprietário daquelas terras na época. 

A menina sofria de uma doença grave no estômago. Já como última alternativa na tentativa de cura da filha, o seu pai a levou para Teresópolis acreditando que o bom clima da região ajudaria na sua recuperação.

Pontos turísticos de Teresópolis

Judite começou a beber a água da fonte e acabou se curando da doença. 

Pontos turísticos de Teresópolis

O  espaço no estilo atual com banquinhos, paredão de azulejos portugueses azul e branco, e as cinco saídas de água em forma de fauno foi reformulado em 1967, por Arnaldo Guinle, que havia comprado a propriedade de Luiz.

Pontos turísticos de Teresópolis


A Fonte Judite é um ponto turístico de fácil acesso, rápido de visitar e com água potável refrescante jorrando à vontade. As pessoas passam ali para abastecer suas garrafas e seguir em frente. Nós demos aquela boa refrescada no rosto antes de pegar a estrada de volta para o Rio. 


Esse é o 18º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Projeto prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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domingo, 27 de setembro de 2020

BC A Semana 38 - Vigésima Sétima Semana de Quarentena

 

Mais uma semana com foco total no trabalho. Daquelas que o home se mistura com o office e não consegui perceber quando um começava e o outro acabava. Muito intenso! 

O final de semana foi chuvoso e eu adoro olhar o mar em dias cinzentos. A praia fica vazia. O mar fica lindo, misterioso, selvagem e livre. Tudo o que desejamos ser. Ou quase tudo. 


Já passei ne praia, a Prainha, diversas vezes, mas nunca tinha caminhado até o mirante no seu canto esquerdo. O caminho para chegar nessa parte é curto, uma caminhada rápida, mas interessante por passar por dentro da vegetação de restinga. 

Esse passeio foi o único momento fora das paredes de casa. O resto da semana foi todo dentro de casa e fazendo parte do mobiliário. 


Maratonei as cinco temporadas da série "Rita", uma série dinamarquesa. Série para mim é sempre um dilema. Por um lado quero uma série pra chamar de minha, que me prenda e que eu não precise ficar procurando o que fazer para relaxar e me distrair. Por outro lado fico incomodada porque quando "garro" numa série não faço mais nada enquanto não termino. Assim foi, o único lazer da semana atribulada de trabalho foi assistir as aventuras, os desafios, as encrencas e os dramas de Rita. 

Sinopse: Todos os alunos sonham em ter como professora a simpática Rita Madsen (Mille Dinesen), uma mulher de personalidade forte e com talento especial para sua profissão. No entanto, fora da sala de aula a vida dessa professora é um completo desastre.


Minha amiga veio fazer um entrega e foi um momento muito rápido, mas de profundo respiro nessa semana cansativa. 


A foto está embaçada. A lente estava suja. Mas não importa. Como diz a professora de fotografia @virnasantolia: é melhor ter uma foto ruim do que não ter a foto (ouvir isso de uma fotógrafa foi libertador). 

E esse momento não tem como ter foto ruim. Minha amiga de infância, desde o jardim de infância, veio aqui na portaria do meu prédio me fazer uma entrega. Eu saí correndo, no meio de uma reunião, e dei aquela descida rápida e descabelada. Minha amiga estava com um vestido igual ao meu! Sério! Igualzinho. A diferença é que o meu é velho e parece que resolveu encolher nessa quarentena, o dela novo. 
Foram poucos minutos na portaria, mas minutos de muito riso. Daqueles que se tornam a história da semana. Rala bunda; entrega encomenda; ri; tem vontade de abraçar e beijar, mas não pode (m3rd@ de vírus!); fotos e mais fotos.

A Marita sempre foi arteira, artesã e artista. Desde criança lá em São Pedro d'Aldeia. Hoje ela faz cartonagens e encadernações lindas no @cabrochas e bandeirolas decorativas no @bem_dita2.

Obrigada Marita por suas artes, por sua amizade, por suas loucuras e por você.


Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 20 de setembro de 2020

A Semana 37 de 2020 - Vigésima Sétima Semana de Quarentena


Foi uma semana cansativa. Precisei focar no trabalho e já estava inscrita em um curso para mais uma certificação relacionada a minha profissão. Com o volume de trabalho da semana não caberia incluir um curso nela, mas o treinamento foi planejado com antecedência quando eu não tinha a visibilidade de esse seria um período "pesado". O jeito foi conciliar e me virar. Ou melhor priorizar. 

Já que a semana seria focada e com pouco espaço para lazer, aproveitei o final de semana para dar uma relaxada e me abastecer de energia e disposição. Fizemos, eu e o marido um passeio de bate e volta à cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Contei no post "Serra dos Órgãos - Quando a estrada é o destino".



O objetivo era mesmo mudar os ares, ver outras vistas. Ver o que desse para ver de dentro do carro mantendo o distanciamento social. 

O interessante é que Teresópolis é uma cidade que já fomos diversas vezes com focos diferentes. Podemos dizer que conhecemos relativamente bem. E nessas tantas vezes a Fonte Judith, considerada um verdadeiro cartão postal - e um ponto de visitação indispensável devido a sua fama de água terapêutica - ficou de fora na nossa lista de interesses. Sempre passamos batidos por ela. Dessa vez com o roteiro bem restrito nos deparamos com a fonte vazia e assim ela se tornou prioridade no nosso passeio, se mostrando um ótimo ponto de visitação. 


Dia de sol e eu fui dar uma pedalada por um percurso que já fiz diversas vezes. A ideia era estender um pouco o caminho para ver a "Rua Walls", projeto de arte pública e aberta que está transformando em obra de arte os 1,5 Km dos muros dos Armazéns da Zona Portuária, na Av. Rodrigues Alves. Fui até lá. Me surpreendi. A área que era bem feia está mesmo sendo revitalizada. Ainda não está pronto, mas já deu para perceber uma grande melhora e ter ideia do que está por vir. Com certeza voltarei lá assim que todos os painéis forem concluídos



No caminho de volta passei pelo Museu do Amanhã. Que vontade de entrar! O museu já reabriu para visitação, mas eu não me sinto segura. Não pelas regras de segurança, mas sim pelas pessoas que nõ as cumprem. Então fiquei admirando o lado de fora. O entorno. Me surpreendi. A Horta do Amanhã, um espaço externo voltado para a educação ambiental, reflexão sobre modos de produção e consumo e o acesso à uma alimentação saudável e de qualidade. A horta pública estava preservada e com vários itens brotando: a pitangueiras cheias de frutas, berinjelas, abacaxis, entre alguns temperos e verduras. Achei tão civilizado. 



Agendei um intervalo entre muito trabalho e curso para junto com a minha filha mais velha nos cuidarmos. Precisávamos da um jeito nos cabelos. Resolvi mudar e experimentar os cachos. 


Já no último dia da semana eu estava me sentindo exausta e mal-humorada (eu detesto ficar de mau humor). A semana tinha sido cansativa até então. Só trabalho e treinamento. Uma batida das 8h30 até às 23h de computador, reuniões, problemas pra resolver e aula. Na tentativa de mudar o meu humor e melhorar a minha energia para o segundo turno da sexta-feira, fui pedalar. Pedalar na orla ao meio-dia, para quem quer ciclovia mais vazia, é uma boa opção. Lá fui eu jogando toda a minha irritação nos pedais. Sol, vento, suor, maresia, céu, mar. Imagens e pensamentos. O contravento me descabelou e também levou o mau humor. O sol me fez suar e evaporou a energia negativa. Cansei para descansar.

Mais uma vez observei um detalhe não percebido até então naquele percurso que já fiz diversas vezes.



A semana foi cansativa sim, mas com aprendizados. Não apenas os novos conhecimentos específicos da profissão. Aprendizados para o dia a dia. 

Com um olhar atento podemos sempre encontrar belezas, delicadezas, sutilezas no corriqueiro. Sempre tem algo mais para observar naquilo que os olhos já viram.



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 19 de setembro de 2020

Serra dos Órgãos - Quando a estrada é o destino


A Região Serrana do Rio é bem conhecida por seu recorte. Em dias mais claros é visível de vários pontos da cidade. Aí a gente olha pro horizonte e vê ao longe o Dedo de Deus apontando para o céu com um convite para irmos até lá ver de perto. 

 
Serra dos Órgãos


É lá que fica o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, considerado o terceiro parque ecológico mais antigo do país, o PARNASO. O Parque tem várias cachoeiras, mirantes, áreas de lazer e é o ponto de partida para as trilhas da Serra dos Órgãos, tem o maior número de trilhas do Brasil e conta com mais de 200 quilômetros de extensão. Ele abrange quatro municípios com sede em três: Petrópolis, Guapimirim (conhecido também como subsede) e Teresópolis, e Magé (a única que não tem sede).

Serra dos Órgãos

Foi para a cidade de Teresa, Teresópolis que nos direcionamos. Porém, apesar de Teresópolis ter vários atrativos o nosso destino era o percurso. 

Serra dos Órgãos

O sedes de Guapimirim e de Teresópolis, do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, estão fechadas para visitação e sabíamos disso. Como  a saudade de pegar uma estrada com a paisagem correndo pela janela, o vento batendo, rock tocando no som do carro era grande, fizemos dela o nosso destino. 


Serra dos Órgãos

Sentir a sensação de movimento, de mobilidade e liberdade. Fizemos um bate e volta de carro até a Serra dos Órgãos na entrada de Teresópolis para ver o Dedo de Deus de pertinho. 

Serra dos Órgãos


Dentro do carro, de máscaras, parando apenas nos mirantes vazios. Não paramos no famosinho Mirante do Soberbo porque estava relativamente cheio. Por um lado foi até bom ter essa restrição porque nos motivou a buscar outros pontos. Um olhar diferente, uma vista não tão clean, mas igualmente bela. 

Serra dos Órgãos

Foi bom ver o verde e todo esse recorte da natureza. E lembrar que já estive lá no alto do Escalavrado (o primeiro da esquerda na foto abaixo) e que experimentei a sensação de conquista que é chegar ao topo de alguma escalada ou trilha.


Serra dos Órgãos

É diferente o olhar quando a estrada não é apenas o caminho para se chegar ao destino. Nessas situações passamos por ela com pressa, com ansiedade, olhando pra frente, viajando no que estar por vir. 

Serra dos Órgãos

Quando a estrada é o próprio destino, ou é vista como parte do destino, conseguimos contemplar outras belezas, conseguimos ver além do enquadramento oferecido pela janela do carro. 

Serra dos Órgãos

Conseguimos nos encantar com imagens, com relevos, com vegetações, conseguimos ter tempo para o que não tínhamos tempo. 

Serra dos Órgãos


Vi o poema no Instagram @opoemaensinaacair e acho que caiu bem com esse post e com o sentimento que tive ao fazer da estrada, o destino.






Esse é o 17º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Projeto prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Filme Espírito de Família



Saudade de uma Cabine de Imprensa, né minha filha?! E como estou, nem conto. E por isso mesmo que fiquei bem feliz com a cabine digital da comédia francesa "Espírito de Família" (L'Esprit de Famille), que a A2 Filmes estreia no dia 17 de setembro, nas principais plataformas digitais.


Filme Espírito de Família



O longa mergulha de forma leve, um pouco fantasiosa, porém poética em uma família em recuperação pela perda de um ente querido. O processo de luto, a reconstrução da família após a perda, a falta de comunicação nas relações familiares focando mais no vínculo pai-filho, a crise no casamento são temas presentes no desenrolar da história. 

O filme conta a história de Alexandre (Guillaume de Tonquedec), um escritor focado no trabalho que vive imerso nos seus personagens esquecendo de cuidar das relações familiares próximas, como mulher, filho, pai, irmão. 

Em final de semana em família na bucólica costa bretã, em uma suntuosa casa familiar de venezianas vermelhas cobertas de hera, jardim amplo com mesa de madeira e árvores, onde todos estavam com o objetivo de aproveitarem a companhia uns dos outros, Alexandre quer apenas se concentrar no trabalho. Se refugia. Se afasta de todos para ter foco no que realmente importa para ele naquele momento. 

É aí que seu pai Jacques (François Berleand) parte repentina e inesperadamente. Após o choque da perda do pai Alexandre começa a ouvi-li e vê-lo por todo o tempo. No início Alexandre pensa que são alucinações temporárias, porém a situação se prolonga e começa a afetar a vida profissional e pessoal do escritor causando preocupação em sua mãe e familiares, que o veem falar sozinho o tempo todo.

Nesse confronto pós morte de pai e filho, Alexandre vai revendo seus valores, sua relação com o pai e o que isso o afeta no seu comportamento e relacionamentos até hoje, e na forma como é visto dentro da família.

Filme Espírito de Família




Em paralelo o filme vai mostrando nas demais subtramas que se cruzam por meio dessa história de luto que cada um tem uma forma de lidar e enfrentar a perda de forma diferente, seja  mãe, irmão, esposa, cunhada, filhos, . . 

Uma comédia agridoce sobre luto e relações familiares que se passa em um cenário bucólico, belíssimo que permite brincadeiras poéticas na praia  como velhas memórias de um verão em família que para falar de morte e perda convoca os mortos para lembrar os vivos de seguir em frente e desfrutar de sua existência.


Filme Espírito de Família


Com um elenco que ajuda muito (Guillaume de Tonquedec está absolutamente atraente), com cenas coloridas o filme se destaca pela leveza. Um drama fofo que nos faz refletir em como lidamos com nossas relações familiares, nas questões que deixamos para depois e depois pode ser tarde e em como somos vistos e percebidos pelas pessoas que nos cercam. Vale a pena


Filme Espírito de Família

Sinopse: Alexandre (Guillaume de Tonquedec) se confunde mais uma vez com seu pai, Jacques (François Berleand). A priori, não deveria, porque este acaba de morrer, mas Jacques, ou melhor, seu espírito, está ali, reclamando ao seu lado. E como Alexandre é o único que o vê e por isso fala com ele, a sua mãe (Josiane Balasko) e o seu irmão (Jérémy Lopez) começam a preocupar-se com o seu comportamento estranho "


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domingo, 13 de setembro de 2020

A Semana 36 de 2020 - Vigésima Sexta Semana de Quarentena

Tá muito chato esse negócio de contar as semanas dessa quarentena sem fim para poucos. Sim para poucos, porque para muitos simplesmente acabou. Estão ignorando as recomendações de segurança e se lançando na vida como se estivessem todos vacinados com a vacina da incredulidade e imunes. 

Eu pra falar a verdade cansei de tudo que me empolgava no início dessa quarentena. Aquela coisa de fazer um bolo por semana, de fazer pão em casa, arriscar na cozinha e experimentar pratos novos. Cansei!

Ler a pilha de livros que estavam para ser lidos e mais o tanto que comprei empolgada em dar utilidade ao meu tempo em casa. Desanimei!

Pintar todas as peças que estavam no armário e mais algumas que comprei para fazer a coleção de altares, as várias garrafas que eu doaria para algum bazar beneficente e mais as peças das amigas. Desinteressei!

Séries, lives, filmes... levo horas zapeando entre as plataformas e as opções e demoro a me interessar por algum. Mas ainda assim assisto ao um ou outro. 

Encontros virtuais, festinhas pelo Zoom Meeting já não empolgam. Quero contato, quero olho no olho. Mas não é possível ainda. Então o jeito é buscar ânimo, interesse e empolgação no que está ao nosso alcance, dentro das nossas possibilidades.

O que tem me deixado mais animada, mais feliz, tem sido as caminhadas e pedaladas que tenho feito. Sempre de máscara, com álcool 70 em mãos, levando a minha água e em horários mais vazios, parando apenas nos locais sem pessoas ao redor. 

Mesmo que eu vá no mesmo local já conhecido sempre busco um novo olhar. Nesse dia fui com a minha filha mais velha ver o pôr do sol na Lagoa Rodrigo de Freitas. 


Mais uma vez em companhia da minha filha mais velha fomos pedalar no Aterro, um velho conhecido. Porém esticamos o caminho até uma entrada em frente ao aeroporto Santos Dumont que permite uma vista linda da cidade e da baía. Vimos várias tartarugas nadando. Imagem que inspira tranquilidade, liberdade e esperança. 


Que saudade que eu estou de uma exposição de arte! Passei pelos famosos pilotis do MAM - Museu de Arte Modena - e lá estava uma instalação fazendo referência aos dois anos de incêndio do Museu Nacional. A referência é triste, mas fiquei feliz que mesmo nesse momento ainda tem gente se importando e preocupada com a restauração do Museu Nacional. 

A vontade de ver arte me motivou a pedalar, também com a minha filha mais velha,  até o Porto Maravilha onde estão vários painéis de arte pública. Quando revi o painel abaixo não pude evitar de completar a frase "Saudade é Amor - te sigo esperando"... VACINA!


Algo que eu tenho sentido muita falta é de cinema e da cabines de imprensa. Cinema pra mim não vai rolar tão cedo. Mesmo que liberem, eu não irei. Quanto a cabine de imprensa nessa semana teve uma cabine virtual. Assisti em casa ao filme "Espírito de Família" que estreia dia 17 de setembro em várias plataformas de streaming. Já postei no blog.



Como eu disse cansei de brincar de comidinha. Então deixei o restaurante vir até em casa. Pedimos comida fora e cada um pediu o que queria comer. Eu me deliciei com comida italiana quentinha chegando na minha porta. Me dei esse presente. Me dei esse descanso. Me dei esse luxo. Me senti merecedora. 




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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