sexta-feira, 26 de maio de 2017

Trilha da Pedra Bonita - mais limpa


A Pedra Bonita é um dos locais imperdíveis do Rio que mesmo assim eu ainda não conhecia. Eu já tinha ido à rampa de voo livre algumas vezes, inclusive já fiz voo duplo duas vezes, mas nunca tinha me aventurado pela trilha. Sempre deixava para depois. Finalmente este depois chegou e eu fiquei pensando: gente, como eu nunca tinha vindo aqui?!

Pedra da Gávea no Rio de Janeiro

Localizada a 696 metros de altitude, a Pedra Bonita, tem um visual lindíssimo. De um lado parte da Zona Sul com o o Cristo Redentor, a Lagoa, a Praia de Ipanema e a vista alcança até Niterói. Uma boa máquina fotográfica também.

Trilhas do Rio

Abaixo, aos nossos pés, toda a praia de São Conrado com asas-delta e parapentes coloridos sobrevoando a mata verde e o mar azul.

O que fazer no Rio de Janeiro

Do outro lado, toda a extensão da Barra da Tijuca.

Passeios no Rio de Janeiro com crianças

Ao fundos o cenário é recortado pelos picos da Floresta da Tijuca. Mas, mesmo com toda essa beleza ao redor, o que mais encanta mesmo é a Pedra da Gávea.

Pedra da Gávea no Rio de Janeiro

Com o Imperador de olhos nos visitantes. Reza a lenda que ali seria uma tumba fenícia e que o Rio, na Antiguidade, teria sida colônia Fenícia. Todo este mistério é reforçado pela suposta inscrição fenícia no topo da rocha. Ao que tudo indica o primeiro a ficar intrigado com a Pedra da Gávea, suas inscrições e a cara do Imperador, foi D. Pedro I.

Cara do Imperador na Pedra da Gávea

Deixando essa história pra lá, o topo da Pedra Bonita é bem amplo e com sorte podemos até ver alguns aventureiros fazendo saltos de lá. 

Pedra da Gávea no Rio de Janeiro


É muito gostoso ficar lá no topo dos seus 696 metros de altitude curtindo o visual, fazendo fotos, caminhando para buscar outros ângulos mais bonitos. Vale muito a pena o esforço da caminhada.

Como chegamos lá em cima?

Fomos de carro pela Estrada das Canoas até o estacionamento de acesso a rampa de voo livre. Chegamos cedo, por volta das 9 horas, e conseguimos vaga com tranquilidade. Descemos alguns metros caminhando até a entrada da trilha. Nesta casinha, antes de seguirmos em frente precisamos deixar o nosso nome e dados de contato informando que estamos entrando na trilha.

Trilhas fáceis no Rio de Janeiro


Falando na trilha, ela é bem simples, super tranquila. Levamos aproximadamente 40 minutos subindo com calma. O caminho é bem demarcado, cercado de verde e com bastante sombra.

Trilhas no Rio de Janeiro

A parte mais puxada é esta aqui. Que nós tiramos de letra. Deixamos a galera pra trás. Ou melhor, lá embaixo. 

Passeios no Rio para quem gosta de natureza

Fomos fazendo fotos.

Passeios no Rio para quem gosta de fotografar

Catando os lixos que encontramos no caminho. Sim, encontramos lixo deixados por pessoas que fazem a trilha e também encontramos restos de dois balões. Triste, né? Vergonhoso, não? Sério, eu não consigo entende os seres que fazem esse tipo de coisa. Bom, olixo nós catamos, mas os balões tivemos que deixar lá.


Observando a natureza ao redor. Encontramos pássaros, borboletas, macacos e micos.


Curtindo o visual.

Cristo Redentor

O passeio foi incrível! Valeu muito a pena.

E já que estávamos ali mesmo, aproveitamos para passar na Rampa de Voo Livre. Vale o visual. vale a emoção e ver a adrenalina da galera que vai saltar.

Rampa de Voo Livre em São Conrado

Algumas dicas para quem vai fazer a trilha.

1 - Mesmo a trilha sendo bem demarcada eu gosto fazer o caminho a primeira vez com alguém que conheça. Fomos acompanhada do guia Russo do Vidigal Trilhas, o mesmo que me guiou no Morro Dois Irmãos.
2 - Sempre avisar na casinha que está indo fazer a trilha;
3 - Seguir a trilha acompanhado;.
4 - Levar água, repelente e protetor solar;
5 - Ir de tênis;
6 - Evite fazer trilhas após dias de chuva;
7 - Passe na rampa de voo antes de começar a trilha. O cansaço na volta pode te desanimar.
8 - O ideal é ir durante a semana, se tiver disponibilidade. De qualquer forma chegue cedo para conseguir vaga no estacionamento da rampa;
9 - Lá no o alto da Pedra Bonita venta muito. Quem vai apenas de camiseta pode sentir um friozinho.

Serviço:

O acesso a trilha é gratuito. 
Aberto diariamente das 8h às 17h, e no verão, que fica aberto até às 18h. 
A trilha deve ser iniciada até às 14h.

Lembre-se de levar o seu lixo de volta e se possível traga algum a mais.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

8 maneiras de fazer com que sua filha adolescente fale com você



Na semana passada, em plena segunda-feira, com jantar pronto em casa, a Ana Luiza chegou da faculdade com desejo de comer comida japonesa. Mesmo sendo algo fora do planejado, fora da rotina, um gasto desnecessário, etc., entramos no clima dela e fizemos o pedido. Uma atitude simples, uma vontade inesperada, uma quebra na rotina que nos fez superbém. Mas muito bem mesmo.

Sentamos todos juntos em clima festivo, mesmo sem motivo especial, e conversamos bastante. Sabe aquela conversa descontraída, olhos nos olhos?! Foi assim. Ela contou das coisas da faculdade, nós (eu e o pai) falamos das nossas épocas de "facul".

Foi uma ótima oportunidade para manter o canal do diálogo aberto. Compartilhar as nossas histórias e ser verdadeiramente interessado no universo dos filhos adolescentes são duas maneiras ótimas de fazê-los se abrirem. Me lembrei de um post antigo em que falei de "Oito dicas para ter conversas de qualidade com adolescentes". Posso acrescentar essas duas.

Depois deste dia e de ter escrito sobre o nosso jantar japonês inesperado eu achei no Twitter o banner abaixo com 8 maneiras para fazer a sua filha adolescente conversar com você.



Achei a lista bem interessante e os itens 2 e 6 são justamente os que eu tinha citado quando contei do nosso jantar. Compartilhar histórias de quando estávamos na escola e/ou na faculdade e nos mostrar genuinamente curiosos sobre o mundo delas são realmente formas muito eficientes de trazer proximidade, criar intimidade e fazer as filhas se abrirem e falarem.

Vou contar que o item 1 - assistir aquele vídeo ridículo com elas e rir - eu também faço muito por aqui e funciona. Nossa! E como eu vejo vídeos sem noção no Youtube! Mas que dou boas risadas, isso eu dou. E que sai muita conversa boa dali, sai. 

Quanto ao terceiro item, sair para um lanche ou um café, também funciona muito bem. Mas pode ser como foi com a gente. Em casa mesmo. Inesperado. 

Já o quarto tópico é mais difícil. Exige um autocontrole, mas se conseguirmos evitar de brigar com elas nos momentos de estresse e deixar para ter uma conversa quando as coisas estiverem mais tranquilas, isso vai ajudar muito na comunicação. Ah, vai.

Ouvir, ouvir, ouvir com empatia e interesse é o melhor caminho para qualquer boa conversa. Não tenho dúvidas!

Gostei das oito dicas e vou tentar praticá-las mais e mais aqui em casa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Filme "Antes que Eu Vá"



Se a temática é adolescente eu já me interesso. Se o convite vem da filha aí eu me interesso mais ainda. Foi assim que fui assistir ao filme "Antes que Eu Vá". 


Baseado no romance juvenil de sucesso escrito por Lauren Oliver, o filme conta a história de Samantha Kingston (Zoey Deutch), uma adolescente com a vida aparentemente perfeita: é popular, uma espécie de desejo master entre a maioria dos adolescentes; namorada do cara mais gato e cobiçado da escola, um atleta do último ano do ensino médio; tem grana; mora em uma casa maneira; tem uma família gente boa; roupas transadas; coisas que muitos adolescentes dão valor. Até que um certo dia, que tinha tudo para ser o grande dia,  as coisas mudam de figura. Sam e suas amigas, ao voltarem de uma festa que rolou bebidas, sexo e rock and roll, se envolvem num acidente de carro. Daí para frente a adolescente popular parece estar presa no mesmo dia. Aquele último dia se repete, e se repete, e se repete até que ela entenda o real significado dele.

Ao reviver frequentemente o mesmo dia, Samantha passa a perceber algumas atitudes que não foram legais e tenta fazer mudanças naquele dia que já não lhe parece mais tão perfeito assim. Mas nada significativo. Nada que a faça sair do ciclo. 

Sam passa a questionar as próprias atitudes adolescentes e das amigas. passa a rever suas escolhas juvenis. A menina começa questionar pontos importantes na formação do caráter, como:
- questionar a popularidade e o quanto ela e as amigas mudaram os próprios valores para sustentarem esta posição. Realmente vale a pena? Eu me lembrei que falei exatamente disso no post "Adolescência e a tal popularidade".
- avaliar as amizades verdadeiras e os sentimentos genuínos. Vale mesmo a pena ser namorada do atleta popular e babaca? Ou aquele garoto esquisito tem mais valores? 
- repensar as suas atitudes com a família e o quanto um pequeno desentendimento pode criar distância de quem se quer estar próximo. 
- refletir sobre o bullying e o preconceito com os "diferentes" e em como os nossos atos impactam na vida dos outros.
- aceitar as pessoas com o que elas têm de melhor., com menos julgamentos.

Além disso o filme fala de sexo, bebidas, virgindade, suicídio, assuntos que precisam e devem ser muito falados, conversados e refletidos nesta fase da vida tão turbulenta, tão cheia de descobertas. Fala também de esperança, que as pessoas mudam, que a vida muda, que sempre temos uma chance de recomeçar, coisas que os adolescentes (e todos nós) precisamos acreditar.

Samantha precisou ficar presa no dia 12 de fevereiro para perceber que aquela vida aparentemente perfeita poderia ser melhor para ela e para quem está ao seu redor. Precisou ter seu último dia para pensar "se tudo o que você tivesse fosse um único dia. O que iria fazer? Quem iria beijar? Até onde se atreveria a ir para salvar a própria vida?". Mas nós podemos pensar nisso diariamente e fazer toda a nossa vida ter um significado maior.

O filme é bem cheio de clichês sobre a temática da popularidade, algo que já vimos em vários outros longas por aí. A questão da volta a algo já vivido também não é uma novidade nas telonas. Já vimos isso em outros filmes, como "O Feitiço do Tempo", "Os Fantasmas de Scrooge". Mas é um filme que agrada principalmente aos adolescentes, faz pensar, aborda temas importantes e é uma ótima oportunidade para pais e mães conversarem com os filhos e entenderem melhor o pensamento teen e assim ficarem mais abertos ao diálogo. 

A Semana 20 de 2017 - Perdas e Ganhos



A semana começou bem, com uma mesa de café da manhã de Dia das Mães (só lembrando que eu conto aqui a minha semana de sábado a sexta) com brownie preparado pela Sofia especialmente para mim. Uma demonstração linda de carinho que me fez muito feliz.


Sou grata pelas filhas que eu tenho. Sou muito grata pelo tanto de vida e aprendizado que elas me proporcionam.

O brownie ficou tão, mas tão bom que teve repeteco do Brownie da Professora durante a semana e post no blog.


Sou muito grata por cada gesto de carinho que recebo. Quando o presente é feito pela própria pessoa ele tem um sabor especial. Este brownie literalmente teve um sabor especial. 

Fui ao cinema assistir ao filme "O Cidadão Ilustre". Desde que vi o trailer eu já estava com vontade de conferir a história. E não me arrependi. "Cidadão Ilustre" é mais um filme argentino de ótima qualidade. Conta a história fictícia de um escritor argentino, chamado Daniel Mantovani, que atingiu o topo da carreira. Mantovani recebe o Prêmio Nobel de Literatura e entra em crise existencial achando que perdeu a sua essência. Após 40 anos vivendo na Europa sem nunca ter retornado a Salas, sua pequena cidade natal, recebe um convite para retornar à pequena cidade para ser homenageado. 
E lá se desenrolam as histórias e os conflitos entre os dois universos: do cidadão que ganhou o mundo e as situações típicas de uma cidade pequena. O filme é divertido e envolvente. Vale a pena.
Bom para assistir com as amigas, em um programa a dois, com filhos adolescentes acima de 14 anos ou mesmo sozinha. 



Fico grata por me permitir um tempo para ver e ouvir boas histórias.

Estive no Palácio de São Clemente, um palacete lindo que é a residência do cônsul de Portugal, para a palestra sobre "Educação para o Desenvolvimento". Uma palestra ótima que renovou a minha fé na educação. Se Portugal conseguiu reverter o quadro da educação, outros países também podem.



Fico muito grata pelas oportunidades que o blog me traz.

Em plena segunda-feira, com jantar pronto em casa, a Ana Luiza chegou da faculdade com desejo de comer comida japonesa. Entramos no clima dela e fizemos o pedido. Uma atitude simples, uma vontade inesperada, uma quebra na rotina que nos fez superbém. Sentamos todos juntos em clima festivo, mesmo sem motivo especial, conversamos bastante. Ela contou das coisas da faculdade, nós (eu e o pai) falamos das nossas épocas de "facul". Foi uma ótima oportunidade para manter o canal do diálogo aberto. Compartilhar as nossas histórias e ser verdadeiramente interessado no universo dos filhos adolescentes são duas maneiras ótimas de fazê-los se abrirem. Me lembrei de um post antigo em que falei de "Oito dicas para ter conversas de qualidade com adolescentes". Posso acrescentar essas duas.



Fico muito grata por cada momento de diálogo com as minhas filhas em que permito que elas me conheçam mais e que eu as conheça melhor.


Foi aniversário da minha irmã e ela me pediu de presente que eu a acompanhasse em um passeio pela Trilha da Pedra Bonita. Foi uma manhã incrível. Dia lindo, ótima companhia, visual sensacional e ainda fizemos a nossa parte como cidadãs. Além de desfrutar da trilha e da natureza linda, aproveitamos para catar o lixo que encontramos no caminho.



Quando a minha irmã lá no alto me abraçou e agradeceu pela manhã que ela estava tendo eu tive uma sensação enorme de gratidão. 

Depois de passar a manhã fazendo a trilha da Pedra Bonita cheguei em casa cheia de fome. Mesmo todos já tendo almoçado, mesmo sendo somente pra mim, eu me animei a preparar uma salada. Afinal eu mereço. E não é que saiu uma salada cheia de amor. Observem o que apareceu nos cortes dos figos.

O que teve na minha salada: folhas (alface crespa, alface roxa, rúcula e couve), figos, mussarela de búfala, nozes Pecan e chips de jiló. Mó delícia.


Fico grata por me sentir merecedora de um prato caprichado para chamar de meu.

Uma amiga querida foi passar o aniversário da filha dela em Ibitipoca. Aí eu pedi para ela me trazer o pão de canela que é uma guloseima típica de lá e é maravilhoso. O aniversário foi da filhota linda dela sim, e quem pediu presente fui eu sim, e daí? E daí que ela trouxe!!! E eu matei a saudade desse sabor e desse cheiro.


Fico muito grata pelas amigas que eu tenho. Amizade que eu posso dizer que são verdadeiras.

Apesar dessas coisas boas que eu contei, foi uma semana difícil. É difícil lidar com a perda. Depois de seis anos de tratamento de câncer, o meu sogro, avô das minhas filhas, pai do meu marido, faleceu. Por mais que fosse algo que estava para acontecer há algum tempo, é difícil dizer que estávamos preparados. De qualquer forma devemos ser gratos por mais esses anos que ele ganhou com o tratamento, por mais esse tempo para viver e conviver, por ter recebido um tratamento que o permitiu mais este tempo de vida e um tempo com qualidade. Apesar do sentimento de perda, devemos pensar que foi um ganho para nós e para ele. Ganhamoos mais tempo com ele e agora ele ganhou uma nova vida, uma nova dimensão.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.






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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Brownie da Professora


Tem um tempinho que não posto receitas por aqui. Mas este brownie da professora, eu preciso postar.



No domingo, Dia das Mães, a Sofia acordou cedo e foi para a cozinha preparar este brownie como uma surpresa para mim. O brownie delicioso fez parte da nossa mesa de café da manhã especial de Dia das Mães. 

O que eu achei bem legal é que a receita foi dada para a Sofia pela professora de matemática como um incentivo a fazer algo especial para as mães. Muito fofo da professora, né? 

A receita é supersimples. 

Ingredientes:

- 2 xícaras de açúcar;
- 3 ovos;
- 8 colheres cheias de Nescau;
- 3/4 de xícara de óleo;
- 1 1/2 xícara de farinha de trigo.

Como fazer:

Misture todos os ingredientes em uma vasilha até a massa ficar uniforme. Coloque em um tabuleiro untado e polvilhado com farinha de trigo e asse por, no máximo, 30 minutos.

Esta receita é para um tabuleiro pequeno.

Ao final da receita, a professora colocou a seguinte frase para as crianças: "Esse carinho ela nunca esquecerá!".

Realmente um carinho inesquecível desta professora com as mães de seus alunos. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Semana 19 - A proximidade que interessa


O final de semana foi praticamente em casa, mas com muita animação. Recebemos visitas dos avós, da tia, do primo delas, meu sobrinho. Tudo bem movimentado e sem fotos. Afinal sou mãe de adolescentes e elas detestam fotos de tudo. Saímos para um café da manhã em família e a único registro foi feita pela Sofia do seu waffle de Nutela com morangos. 


Fico muito grata quando vejo a cumplicidade das minhas filhas com a avó delas. 

Plena segunda-feira, mesmo tendo jantar pronto, a gente pediu comida japonesa porque a Ana Luiza chegou da faculdade com vontade de jantar japa. Sim. Isso mesmo. Totalmente fora da rotina. E foi ótimo sair do script, jantar em família em clima de bagunça de final de semana com muita conversa boa. Foi uma ótima oportunidade para abrir o diálogo, dividir histórias de quando estávamos na faculdade (eu e o pai), nos mostrarmos verdadeiramente curiosos sobre como está a facul. Um momento simples de descontração que trouxe muita proximidade.


Fico grata por todo momento de descontração e de diálogo aberto em família. 


Tive minha aula de pintura que me faz tão bem. Não só pela atividade em si, mas pelas companhias também. Essa pessoa toda sorridente ao meu lado (ela sempre fica assim quando está perto de mim) estudou comigo do jardim de infância até a pós-graduação. É isso mesmo "do-até". Todos os anos na mesma turma. Como se não bastasse ainda fez o curso de inglês ali coladinha, sentada na carteira ao lado. E fez também o curso programação na mesma turma, mais uma vez na carteira ao lado. E não é que agora ela veio fazer aula de pintura comigo?! E não é que senta na cadeira ao meu lado?! É muito  amô  nessa amizade.


Fico grata por ter na vida uma amizade assim, como poucas pessoas têm a oportunidade de desfrutar, de uma vida inteira. 

Fui encontrar com os amigos do Rio2016 e matar um pouco das saudades desse trabalho incrível. Eu fico tão "The Boua" com elas... De boa, a nível da garçonete derrubar um copo cheio de Coca-Cola com gele e limão e tudo no meu colo e eu rir. De boa tipo o vestido ficar encharcado, Coca-Cola escorrendo da coxa até os pés e eu sorrir para a garçonete e dizer: "tá tranquilo, relaxa, depois seca!".


Fico muito grata sempre que as coisas não funcionam como o esperado e eu mantenho o bom humor e não me estresso. A sensação que vem depois é muito melhor do que a sensação que vem após a um estouro de paciência. E depois ainda fui para outro barzinho encontrar o marido com uns amigos. Fui docinha, docinha. 


Fui logo ali, do outro lado da ponte, com passeio de Barcas "cazamigas" para comemorar o niver da Roberta. O aniversário é dela e nós que ganhamos bombons deliciosos da @chocolitosoficialbrasil.
É sempre muito bom estar com as amigas.


Fico muito grata por essas amigas únicas, tão diferentes entre si, que as redes sociais trouxe para a minha vida real.

Participei da palestra em homenagem ao Dia das Mães, para as funcionárias dos Correios. A palestra foi sobre gestão inteligente do tempo com abertura da jornalista Vanessa Guimarães. Eu estive nesse bate-papo especial, compartilhando a minha experiência em conciliar a maternidade com a vida profissional, com as queridas empreendedoras Rosayne Macedo, jornalista, e Paula Costa @mamypira empresária.


Eu fico muito grata por estas oportunidades incríveis que o blog me traz. Fico muito feliz e grata por poder compartilhar um pouco da minha experiência e aprender com a experiência de outras pessoas. 

Fui à comemoração de aniversário de uma amiga querida. Conheci um local que não conhecia, dançamos, conversamos, rimos e compartilhamos alegrias. 


Fico muito grata por ter sido convidada para partilhar de momento especial e de alegria da minha amiga. 

Foi uma semana de muitas alegrias e ótimas companhias. Muito mais do que de proximidade física, foi uma semana cercada de proximidade afetiva.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.





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terça-feira, 9 de maio de 2017

Caderno de Perguntas - Adolescência de Mãe para Filha

Uma das grandes delícias de ser mãe de adolescentes é reviver e relembrar a própria adolescência. Trazer a nossa experiência para as filhas, aprender com a vivência delas, sentir as emoções desta fase.

Nas conversas com as minhas adolescentes elas sempre perguntam como era comigo, se eu fazia isso, se fazia aquilo outro, etc.

Assim, quando eu vi o Caderno de Perguntas, que a Lily Luz lançou com ilustração da Rê Vitrola, já fiquei louca querendo mostrar para a Ana Luiza e a Sofia um pedacinho da minha adolescência. Encomendei um para a Sofia e um para a BFF dela.


Cheguei em casa com o presente contando que quando eu era adolescente, este caderno era mania. Que todas as meninas preparavam um e todos queriam responder. Era só chegar na escola com um caderno de perguntas que já formava aquela fila de gente querendo deixar ali o seu registro, ou ler as outras respostas. Quem sabe o seu crush (que na época não era chamado assim. Era o garoto de quem a gente estava a fim) já respondeu?! Sempre tinha a pergunta "Você está a fim de alguém?".

Na minha época (ô coisa de véio) a gente que fazia o tal Caderno de Perguntas. Pegava um caderno grande, encapava, fazia uns desenhos na capa, e bolava as perguntas. Neste a Lily já facilitou o trabalho. Já fez a capa linda com a ilustração da Rê e já bolou todas as perguntas e ainda deixou espaço para a dona criar suas nove perguntinhas. 




O nosso Caderno de Pergunta das antigas sempre começava perguntando qual o nome e em seguida uma promessa de dizer a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. Claro que não era bem assim que acontecia. Rolava umas mentiras por que algumas perguntas podiam ser mais íntimas.

Quando eu falei para a Ana Luiza e a Sofia que o caderno da minha época tinha perguntas mais "pesadas", é claro que elas quiseram saber quais eram. E foram além, queriam saber as minhas respostas. Mó saia justa! Mas rimos muito!

O Caderno de Perguntas da Lily também começa com a identificação da amiga e tem perguntas bem atuais.


Perguntas que ajudam a conhecer melhor os gostos das amigas.


E claro que tem perguntas sobre a dona do caderno.


Lá no caderno dos anos 80 sempre tinha o momento romântico, a hora de filosofar, em que pedia para a pessoa deixar uma frase, uma mensagem, algo assim.

Aqui no caderno da Lily, após cada pergunta já tem uma frase legal, de impacto, que faz pensar.


Eu adorei rever o Caderno de Perguntas que funcionava como uma rede social na época em que não tínhamos internet, nem celulares, e fazia com que os amigos se conhecessem mais de perto. Tá, era um jeito de fazer uma fofoca boa também.

Se quiser o contato do caderno de perguntas personalizado é no site: https://lilyluz.com.br/


As minhas amigas estão de parabéns! O Caderno de Perguntas está lindo, com perguntas bem interessantes e de altíssima qualidade.





segunda-feira, 8 de maio de 2017

Adolescência e a tal popularidade

Minha filha mais nova está com seus quase doze anos. É exatamente nesta fase, dos onze aos treze anos, que surge a questão, que eu acho bem chata, dos populares e não populares.

Pelas nossas conversas em casa eu percebi que a turma da Sofia já começou a se dividir nos grupos dos pops e nem tão pops assim. O que me levou a pensar em como essa coisa de popularidade funcionava para mim quando eu era adolescente. Afinal, nada melhor do que nos lembrarmos de nós mesmos para entender melhor o que os filhos estão passando e sentindo. Relembrei também como foi esta questão para a Ana Luiza nesta época.

Falando de mim eu acho que me enquadrava no grupo que não era os mais pops da escola, nem era do grupo dos menos pops. Não me reconhecia popular e também não me sentia rejeitada, nem excluída por ninguém. Na verdade eu me sentia bem com a minha turma, tinha os meus amigos, a vida social e não dava importância aos tais populares. Na verdade não dava elegibilidade a este título.

A coisa de populares e não populares me parecia mais história de filmes onde as populares eram malvadas e se davam mal no final. Coisa que acontecia nas escolas americanas. Mas na verdade acontecia sim na minha escola, em menores proporções, mas rolava.

Conversando com a Ana Luiza em como ela se sentia e me lembrando de como ela trazia (praticamente não falava do assunto) a questão da popularidade para casa, percebi que ela se enquadrava exatamente como eu. Não se percebia popular, não sentia a necessidade de ser popular, e também não se sentia excluída. Tinha os seus amigos, a vida social, era convidada para as festas que queria ser e não fazia questão de ir às festas em que não era convidada. Se sentia bem na sua turma.

Essa eu entendo que é a situação ideal. Se bem que o ideal, ideal mesmo é que não rolasse o grupo dos populares nem dos não populares e que todos estivessem no meio do caminho.  Mas não é assim que a banda toca sempre.

E é impressionante como a questão da popularidade importa muito para a maioria dos adolescentes.

A ideia de ser apreciado e aceito pelos amigos, por muitos amigos, é tão importante para os adolescentes, que já estão cheios de incertezas e inseguranças, ​​que muitas vezes acreditam que se tornar popular vai resolver muitos dos problemas da vida. Que ser popular é ser feliz. E a busca por ser popular pode ter consequências.

Por outro lado não se enquadrar no grupo dos populares pode reforçar mais ainda as inseguranças e criar um sentimento de rejeição e infelicidade nos teens. 
E eu entendo que nós pais precisamos ficar muito atentos a essa fase. Mais uma das muitas questões que temos que dar atenção, né? Muitas vezes nós pais ficamos tranquilos quando vemos que nossos filhos são aceitos, têm uma vida social legal e cheia de amigos. Mas a popularidade também exige um olhar atento. Por quê?

Populares

Uma vez que o adolescente entra no status de popular, ele passa a querer proteger esse posto e querer se manter ali. Isso pode criar novos níveis de angústia e insegurança. Já vi isso gerar brigas quando um popular se sente ameaçado por outro. Na época da Ana Luiza eu vi uma menina ficar muito abalada por ter sido excluída por uma popular que se sentiu ameaçada por esta menina. No ano seguinte a tal popular perdeu a batalha pelo posto, entrou em depressão e acabou mudando de escola. 

Na busca por ser popular, estar no grupo dos populares, algumas vezes o adolescente se afasta do amigo ou amiga que gosta porque este não é aceito. Isso, além de trazer tristeza para os dois, reforça a insegurança e enfraquece a autoestima.

Ser popular, para o adolescente, significa ser cool, ser antenado e "não ser criancinha". Com isso, muitos agindo de forma a manter seu nível de popularidade fazem coisas que não são adequadas para a idade. Na maioria das vezes são os populares os primeiros a começarem a beber (já soube de criança de doze anos bebendo cerveja para tirar onda de popular). 

Eu andei olhando algumas matérias sobre esta questão da popularidade na adolescência e encontrei uma pesquisa Canadense, de 2010, chamada "O preço da popularidade: consumo de drogas e álcool" que relaciona o consumo de álcool e drogas com a necessidade de ser popular dos adolescentes. Duro, né?


Por outro lado nós pais, ficamos preocupados se o filho não é bem aceito, se é rejeitado. Isso dói na gente. Dói muito. E precisamos ficar atentos ao que os adolescentes estão sentindo.

 

Unpopular


Alguns podem assumir o papel de não popular e ficarem cada vez mais isolados, tristes e sozinhos. A falta de popularidade pode atingir tanto o emocional de um adolescente a ponto de prejudicar o desempenho na escola. 

Outros, por sua vez, podem buscar a tal popularidade de tal forma a mudarem a sua personalidade e se submeterem a imitar e copiar atitudes que não estão de acordo com os próprios valores. 

Sendo assim, esse lance de populares e não populares pode bater na nossa porta a qualquer momento, entrar na nossa casa e ficar rondando por ali durante toda a adolescência e o período escolar até eles irem para a faculdade. E precisamos ajudar os nossos filhos.

5 Dicas para os pais 


1 - Ficar atento ao que está acontecendo com nossos adolescentes. Em qual grupo eles estão? Estão satisfeitos ali? Qual o esforço que estão fazendo para se manter ou mudar de posição?

2 - Conhecer a turma de amigos e observar os amigos novos que surgem e os antigos que saem do círculo de amizades. Procurar saber por que aquele amigo que vinha sempre na nossa casa agora não vem mais. Perceber como os adolescentes se sentem em relação aos amigos.

3 - Incentivar as amizades positivas. Mostrar a importância dos relacionamentos baseados no respeito mútuo. Facilitar o convívio com aqueles amigos legais, permitir que o adolescente traga os amigos para sua casa.

4 - Não elogiar demais os amigos legais, nem criticar muito abertamente os amigos que não são boas influências. Isso pode ter o efeito oposto.

5 - Conversar sobre a questão da popularidade e não popularidade. Mostrar que popularidade e amizade são coisas bem diferentes. A popularidade é política, enquanto a amizade é pessoal. A popularidade é mais uma questão de posição, enquanto a amizade está ligada ao relacionamento em si. A popularidade é mais superficial, enquanto a amizade é mais verdadeira. A popularidade passa, a amizade fica.



domingo, 7 de maio de 2017

A Semana 18 de 2017 - Novidade Necessária

Em um curso que eu fiz nesta semana eu ouvi duas frases que fazem muito sentido para mim e que eu trago para a minha rotina nos meus dias: "Nosso cérebro é sedento de novidade." e "Nosso alimento emocional é a novidade.".

Quem acompanha as minhas semanas aqui no blog pode ver que eu busco sempre colocar novidades, mesmo que pequenas, simples, rápidas, nos meus dias. Eu preciso disso como quem precisa de alimento. As novidades desta semana e que alimentaram a minha alma foram:

Fui com a Ana Luiza fazer a visita ao Rainbow Warrior, navio símbolo do Greenpeace que esteve no Rio em comemoração aos 25 anos de atuação da ONG no Brasil. E eu estive no Rainbow Warrior quando ele esteve no Brasil pela primeira vez, na Rio Eco92. Foi bem emocionante e gratificante ver mais de perto o trabalho sensacional que o Greenpeace faz no Brasil. 




Fico muito grata por ver pessoas engajadas e empenhadas nas causas ambientais, tão importantes para todos nós.

Brinquei com a Sofia e uma amiga de aula de Pilates. Eu era a professora, fazia as posições com uma delas de cada vez e depois as duas faziam. Foi uma tarde de muitas risadas.


Fico grata por todos os momentos em que deixamos obrigações, compromissos, preocupações de lado e sentamos no chão e brincamos.

Fui com uma amiga fazer mais um passeio pelo Porto Maravilha. Desta vez o objetivo era ver a exposição "Salve Jorge" que marcou a reabertura do Porto das Artes - Fábrica de Espetáculos. O espaço ainda está em finalização na parte interna, mas é bem amplo e a fachada está linda. Espero que role muito evento cultural por ali.


Fico grata sempre que vejo algum investimento cultural na cidade.


O passeio pelo Porto Maravilha acabou no Museu do Amanhã e conferimos a exposição "Inovanças: Criações à Brasileira". Sensacional! Inspiradora! Até rendeu um post para o blog. Só clicar no link.


Fico grata a cada um desses inventores por buscarem soluções para as questões sociais e ambientais que tanto afetam o nosso planeta. Cada melhoria, que eles conseguem para algumas pessoas,  afeta no todo. 

Estive na cabine de imprensa do filme "O Rastro", um terror nacional que estreia em 18 de maio e tem um elenco muito bom com Leandra Leal, Claudia Abreu, Rafael Cardoso e Jonas Bloch. A história se passa em um hospital decadente bem sinistro, tem sumiço de paciente, tem crise na saúde (conhecemos bem essa parte da história), tem mulher grávida, e tem até a Samara brasileira. Caraca, a menina é bizarra! Só digo uma coisa, dá muito medo. Um filme de terror dos bons.



Fico grata pelo convite e pelas oportunidades que o blog me proporciona.

Aproveitei uma tarde de sol na praia com uma amiga. A energia do sol, o barulho do mar, a tranquilidade da praia e a companhia da amiga foi uma verdadeira terapia.


Fico grata pelas amizades que tenho.

Assisti com as filhas a vários filmes na Netflix e no Now. Todos de graça. Todos com a temática da gravidez na adolescência. Eles estão no post "4 filmes para falar de gravidez na adolescência".  Muito gostoso usar o nosso tempo em casa para ficarmos juntas, tendo um entretenimento interessante e trocando ideias.


Fico muito grata por ter um diálogo aberto com as minhas filhas.

E assim colocando uma pequena novidade, que seja, por dia, saciei a sede do cérebro, alimentei o meu emocional e tive muito a agradecer.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.



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