terça-feira, 13 de novembro de 2018

Elephant Parade Rio 2018



Um dia que tenho em minha memória como um dia simples, mas muito especial, com a Ana Luiza foi quando saímos de bicicleta para ver as vaquinhas da primeira Cow Parade no Rio. Isso em 2007. 

Mas por que esse dia foi tão especial assim? Por ter sido inesperado, sem planejamentos e sem expectativas. Estávamos em casa em um dia de final semana chuvoso, aquela chuva bem fina, que a princípio só atrapalha quando resolvemos tornar aquele tédio em algo divertido. Fomos andar de bicicleta na chuva. Acabou que o nosso passeio de bike na chuva durou praticamente quatro horas com paradas para fotos, para tomar sorvete todas molhadas, muitos risos, a sensação de aventura e de estar fazendo algo fora do normal. Simples assim. 

Sabe como é mãe... os filhos crescem e a gente continua querendo reviver essas experiências. Foi me lembrando desse dia que chamei a Ana Luiza para sairmos em um passeio de bicicleta em busca dos elefatinhos da Elephant Parade Rio 2018.



A Elephant Parade é uma exposição de arte a céu aberto com o objetivo de chamar a atenção do público para os maus tratos que esses animais ainda sofrem ao redor do mundo.

Esse da foto, o Saideira de Renan Cristian, por exemplo, está acorrentado para chamar a atenção para os elefantes que vivem em cativeiro, acorrentados, aprisionados e maltratados. Sim, isso acontece no Brasil.



As esculturas, no tamanho real de um bebê elefante, decoradas por artistas locais estão espalhadas pela cidade em seus principais pontos turísticos. Tanto o Saideira, quanto o "O Silêncio da Noite", de Helder Cavalcante, estão nos Arcos da Lapa.

Já o "Jornal Kimi", de Susi Cantarino, está em plena Rua Jardim Botânico. 


Além de chamar a atenção para a questão dos animais, a exposição é um ótimo estímulo para passear em família para visitar os pontos turísticos da cidade e conhecer toda a manada também!

A orla das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon está cheia de deles.


Só em frente ao Copacabana Palace podemos encontrar com seis deles.



Um inclusive, o "O Viajante Imaginário" de Rosângela Vig, é adolescente. Ah, é! Mãe de adolescente reconhece!


Olha só esses olhinhos virados pra cima!


E falando em filhos adolescentes, é claro que as minhas não quiseram fazer o passeio de bike comigo para ver os bichinhos customizados. Nem na chuva, nem no sol. Mais ainda temos tempo até o final do mês.


A manada com 60 estátuas que estão transformando o ambiente urbano da cidade maravilhosa em uma galeria de arte a céu aberto ficará nas ruas até o final do mês de novembro.



Ao final da Elephant Parade, os elefantes são leiloados e parte da quantia arrecada é destinada a projetos de preservação dos elefantes. Inclusive o valor arrecado com as sete esculturas dos elefantinhos acorrentados será destinado ao Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, para ajudar no resgate de mais elefantes que permanecem em cativeiro de forma precária no Brasil e na América do Sul. 





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domingo, 11 de novembro de 2018

A Semana 45 de 2018 - My genuine news


Finalmente eu apareço aqui no blog para contar a minha semana com um olhar positivo para as coisas simples que me fizeram bem, me tiraram da rotina, me ajudaram a relaxar, recuperar o fôlego, me sentir interessante e com assunto para contar. 

Em tempos de Festival do Rio ficamos cheios de filmes bons para assistir. Eu fui convidada para a cabine de imprensa do filme "Sueño Florianópolis" e aproveitei a oportunidade, é claro. Assim, sábado chuvoso pela manhã, ao invés de ficar de preguiça na cama, eu já estava na sala do cinema. 
"Sueño Florianópolis", que estreia em 15 de Novembro, é um filme leve, descontraído, bem no clima de férias na praia, com uma pegada cômica e divertida ao falar de relações familiares.

Sinopse: Buenos Aires, Argentina, verão de 1990, Pedro (Gustavo Garzón) e Lucrécia (Mercedes Morán), separados após vinte e dois anos de casamento, decidem viajar de férias com seus dois filhos adolescentes rumo ao litoral Sul do Brasil. Motivados pelo câmbio favorável, caem na estrada em um Renault 12, sem ar-condicionado, e viajam 1.750 km até Florianópolis (Santa Catarina). Juntos, porém separados, conhecem Marco (Marco Ricca) e Larissa (Andrea Beltrão). Pouco a pouco vão descobrindo qual é o sonho de cada um.


Festival de Rio 2018


Ainda no ritmo de curtir um cineminha com pipoca e boa companhia, fui ao cinema com o marido, programa a dois, assistir ao emocionante "Bohemian Rhapsody". O filme mostra o sucesso meteórico do Queen e a história icônico Freddie Mercury. Cenas especialmente emocionantes ao rever a apresentação no primeiro Rock in Rio e no Live Aid.

Aquele filme que a gente sai da sessão querendo entrar novamente na fila da próxima.

Ah, e rolou uma matéria dizendo que brasileiros estão vaiando as cenas homossexuais do filme. Eu não vi nada disso. Muito pelo contrário, vi o público vibrando e se emocionando. Aliás, não encontrei com ninguém que tenha presenciado tal cena, ainda bem. A tal matéria está me parecendo, se for verdadeira, que tenha sido um caso isolado ou outro e tomou a proporção maior do que devida.


Fui comemorar o aniversário de uma amiga e tive a companhia da Ana Luiza. Me senti muito feliz em prestigiar a minha amiga.


Pintei, com muito carinho, com a ajuda da Ana Luiza e a companhia da Sofia, mais uma leva de garrafinhas para decorar as mesas dos convidados no chá de fraldas do meu sobrinho que está por vir. Me sinto muito feliz em estar participando de alguma forma e já mostrando pra ele o quanto é bem-vindo e amado.


Quando eu vou a lugar e gosto, quero logo voltar e levar outros amigos para conhecer também. Foi assim que voltei ao Baródromo para almoçar na companhia da equipe de trabalho.


Tô falando que Festival do Rio é muito bom?! São muitos filmes bons e sessões badaladas. Estive com uma amiga na sessão de gala do filme "Simonal", no glamouroso Cine Odeon, na Cinelândia.

"Simonal", o filme, conta história do cantor brasileiro que tinha um carisma surpreendente, um swing único, e que dominou os palcos e a cena musical na época dos anos 70. Foi do sucesso meteórico, em que levantava e animava multidões em seus shows, a um cenário de rejeição e exclusão total.

O filme vale a pena para conhecer melhor a história desse carioca cheio charme, swing e talento, ouvir as músicas e refletir sobre temas bem atuais como racismo e o quanto uma fake new pode destruir a vida de uma ou mais pessoas.

Mais responsabilidade ao divulgar qualquer, pufavô! Eu estou naquela onde de que se eu pessoalmente não presenciei o fato, não compartilho. Tipo essa matéria que brasileiros estão vaiando as cenas do filme... Pode até ser publicada por algum veículo supostamente tradicional, mas se não aconteceu na sessão em que eu estava, não divulgo, não compartilho.


Aproveitei o caminho do trabalho até o Cine Odeon para fotografar esses dois elefantinhos que fazem parte da Elephante Parade 2018, exposição a céu aberto com o objetivo de chamar a atenção aos maus tratos que esses animais recebem ao redor do mundo.



Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 4 de novembro de 2018

A Semana 44 de 2018 - Cheia de histórias


Se, ao longo dessa semana que passou, eu encontrasse alguém naqueles encontros rápidos que acontecem no metro, na hora do almoço ou no caminho de volta pra casa, e naquela conversa rápida de oi, tudo bem? pra cá e oi tudo bem? pra lá, seguida de: como está a vida?, o que você tem feito? ou quais as novidades?, a minha resposta certamente seria: ih, tenho trabalhado muito, chegado mais cedo e saído mais trade. Ando bem enrolada. 

Nada em clima de reclamação não, porque estou motivada, focada e entendendo os frutos desse esforço. Apenas com a visão restrita e em uma única direção da minha semana.

Hoje ao sentar no computador para separar as fotos do post da semana, enquanto todos dormiam ainda afetados pela mudança do fuso devido ao horário de verão, tive a oportunidade de reolhar os meus dias e ampliar o campo de percepção.

Hoje se após me levantar daqui e for ali na padaria comprar pão para o café da manhã eu encontrar alguém ao acaso, a minha resposta seria bem diferente: tenho trabalhado bastante e, apesar disso, tenho conseguido ter momentos bem felizes em diversas áreas da minha vida. 

A Ana Luiza está começando a dirigir, acabou de tirar carteira. Pois é, o tempo passa rápido. Outro dia era aquele bebê sentado na cadeirinha no banco de trás enquanto eu dirigia tentando focar no trânsito e chegar rápido no meu destino para pegá-lo no colo e acaber com aquele choro. Hoje sou eu que estou no banco do carona, fazendo passeios para ela pegar segurança no volante.

Foi em um desses passeios que paramos no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, para apreciar a vista e o fim de tarde. Ela, a Ana Luiza, não conhecia essa parte do Rio, e caminhamos no pier, contemplamos o cenário, admiramos a beleza da cidade em que moramos, observamos o movimento das ondas. 


Seguimos o nosso plano de assistir um filme francês por semana para treinar a língua. Aliás, nesta semana assistimos a dois filmes. O primeiro foi "“Un Beau Soleil Interieur” (Deixe A Luz do Sol Entrar, 2017)", com Juliette Binochet e Gérard Depardieu, anunciado como comédia. Prometia!


Na verdade achamos o filme chato, mais para um melodrama que não faz chorar e uma comédia que que não faz rir. As risadas ficaram mesmo por conta da minha irritação com a personagem Isabelle Huppert, uma mulher separada com uma filha e vida profissional que está em busca do amor. Nesta busca ela se envolve com pessoas complicadas. Eu não me contive e dialoguei com Isabelle várias vezes tentando mudar o rumo da história, o que fazia a Ana Luiza rir. 


Retornei à Casa Fundação Roberto Marinho para tomar um café da manhã em família, passear pelos jardins e rever a exposição "Modernos 10, Destaques da Coleção".


Com a ajuda da Ana Luiza acabei de pintar a primeira leva de garrafas para o chá de fraldas do meu sobrinho. As garrafas vão funcionar como centros das mesas dos convidados. 

Centros de mesa para festas

Depois de receber a receita de um bolo que uma amiga tinha acabado de fazer, joguei a preguiça de lado, deixei a gula me dominar e fui para a cozinha com a Sofia para preparar esse bolo de chocolate delicioso, fofinho e prático

Ir para a cozinha em família proporciona momentos agradáveis, conversas boas e muita memória afetiva. 


Falei que assistimos dois filmes, né? O segundo foi a comédia francesa "De Carona Para o Amor". Eu estava louca para assistir a esse filme desde que fui convidada para a cabine de imprensa e não pude ir.

O filme conta a história de Jocelyn, empresário bem-sucedido, um conquistador, mentiroso inveterado, com medo de envelhecer e que valoriza a beleza e o corpo físico. Cansado de ser ele mesmo, acaba seduzindo uma bela e jovem mulher ao se passar por um deficiente físico. Até o dia em que ela lhe apresenta a irmã, também deficiente.

Uma comédia leve, divertida que fala sobre deficiência, amor e dar valor ao que realmente é importante.



Fiz a minha terapia semanal, da qual não quero ter alta, com as amigas. Um encontro para brindar as amizades, aos caminhos de vida que se cruzam, tomam rumos diferentes, mas continuam no mesmo mapa.


Uma simples saída para comprar duas cervejas para o marido se tornou um passeio divertido e com destino inesperado. Tá certo que a cerveja demorou muito mais para chegar, mas quando isso aconteceu veio com algo a mais. Veio com história.


Porque sempre temos histórias para contar. Criamos as nossas histórias a cada momento que vivemos, a cada caminho que percorremos, a cada encontro, e até a cada história de outros que ouvimos.

Aquela semana que parece ter apenas uma história pode ter um repertório maior e mais rico do que inicialmente percebemos, basta olhar com atenção.

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 3 de novembro de 2018

Bolo de Chocolate Irresistível


Eis que estou no aconchego do meu lar desfrutando de uma agradável preguiça de domingo até que o celular dá aviso de que chegou alguma mensagem. Movida pela curiosidade, mas dominada pela lombeira domingueira, peguei lentamente o celular naquela dúvida vejo ou não vejo.

Como a mensagem vinha de uma amiga abri. A foto de um bolo saindo do forno saltou na minha tela e fez a minha boca salivar. Abaixo o convite para ir à casa dela desfrutar de um pedaço de bolo com café e boa conversa.

Convite que normalmente seria irrecusável da minha parte. Mas... a tal preguiça estava me dominando. Agradeci muito e recusei. Recusei, mas salivei.

A partir daí a gula e a preguiça esses dois pedados mundanos ficaram se digladiando na minha mente. Lutando para ver quem vencia. Foi aí que eu percebi que existe rivalidade entre os pecados. E eu que sempre pensei que os sete eram grandes aliados. Mas voltando a luta interna, a gula venceu, mas não totalmente.

Como a preguiça ainda tinha algum poder sobre mim continuei querendo ficar em casa e mantive a minha recusa em me deslocar até a casa da minha amiga, mas pedi a receita do bolo. Coisa que ela enviou prontamente pelo WhatsApp.

Com a ajuda das filhas fomos para a cozinha, afinal a essa altura a vontade de comer bolo já tinha contaminado a todos da família, e colocamos as mãos à obra. Ou melhor, mãos na colher de pau. E saiu esse bolo delicioso para satisfazer a cobiça da gula e fácil de fazer para atender aos desejos da preguiça.


A receita é praticamente a mesma do Bolo Peteleco, que já postamos no blog, apenas com quantidades diferentes.


Ingredientes:

– 2 xícaras de farinha de trigo;
– 1 xícara de açúcar mascavo;
– 1 xícara de Nescau Light;
– 1/2 xícara de chá de óleo;
– 1 xícara de água morna;
– 2 ovos;
– 1 colher de sopa de de fermento em pó.

Como fizemos:

A receita enviada pela minha amiga instruía a fazer no liquidificador, mas a Sofia gosta de fazer bolo na mão, misturando os ingredientes e vendo a transformação em massa, analisando a consistência, cor, textura, cheiro e sabor. 

Assim, ao invés de colocarmos tudo no liquidificador e batermos por 4 minutos fizemos passo a passo.

Em uma vasilha colocamos o óleo e o açúcar e misturamos até estarem totalmente incorporados. Acrescentamos o ovos e continuamos mexendo. Adicionamos a farinha de trigo e o Nescau sempre mexendo. Colocamos a água morna aos poucos para ir testando a consistência da massa. Por último incluímos o fermento, demos aquela misturada básica, e pronto.

Despejamos a massa na forma untada e levamos ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 40 minutos. 

Enquanto o bolo assava preparamos a cobertura.

Ingredientes:

– 3 colheres de sopa de Nescau;
– 1 colher de sopa de manteiga;
– 4 colheres de sopa de leite;
– 1 lata de leite condensado.

Como fizemos:

Em uma panela colocamos o leite, a manteiga, o Nescau e mexemos lentamente até ferver. Neste momento adicionamos o leite condensado e continuamos a mexer preguiçosamente até ficar cremoso, tipo brigadeiro mole. 

Quando o bolo saiu do forno despejamos a calda ainda quente sobre ele. 



Irresistível!

Aqui no meu ser na luta entre a preguiça e a gula, esta última sempre vence porque como dizia Oscar Wild "Eu posso resistir a tudo menos a tentação"




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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lanche para a Poncheira (des)necessária


Quanto eu não tenho um motivo especial para comemorar, eu arrumo. Comigo é assim. Bateu aquela vontade de reunir as amigas em casa, jogar conversa fora, rir, relembrar velhas histórias que marcaram a amizade, já são motivos suficientes para marcar a data e a hora, preparar uma comidinhas e arrumar a mesa. 


Mas mesmo assim a gente dá um jeito de ter supostamente uma temática para o tal encontro. Seja ela qual for. 

Alguns objetos da minha sogra vieram para a minha casa. Entre elas uma poncheira das antigas que nunca tinha sido usada. Ainda estava com a etiqueta coladinha no vidro. 

Bom, já que o utensílio que nunca me foi necessário, até então, ficaria ocupando espaço na minha casa, vamos utilizá-lo né? Já que será utilizada, preenchida com muito líquido, preciso ter gente querida para consumir o conteúdo comigo. 

Taí o motivo para a comemoração: estrear finalmente a poncheira que ficou guardada por quarenta anos. 


Foi assim que chamei as amigas para um ponche com bolo. Que na verdade foi um fim de tarde que se estendeu pelo início da noite, sem entrar pela madrugada, muito divertido e saboroso. 

Depois descobri que acabou sendo uma tarde de Clericot com bolo e outras coisinhas mais. A diferença entre Ponche e Clericot é que ponche leva suco de laranja e Clericot é com vinho branco e água tônica. 

Vou deixar aqui a receita desse Clericot maravilhoso que fiz com a ajuda da Ana Luiza:

  • Clericot

Ingredientes:

- 1 garrafa de vinho branco (usei um Cordilheira Andina Chardonnay);
- 1 garrafa de espumante (usei Casa Perini Moscatel);
- 1 copo de guaraná;
- 1/2 abacaxi cortado em pedaços;
- 3 maçãs picadas em pedaços médios;
- 10 uvas verdes sem caroço cortadas ao meio;
- 10 uvas rubi cortadas ao meio; 
- 10 morangos cortados ao meio;
- gomos de 1 laranja;
- gomos de 2 tangerinas (porque fiquei com preguiça de descascar e retirar a pele dos gomos das laranjas, aí substituí por tangerina que é bem mais fácil);
- 3 pêssegos fatiados (não é necessário, mas como teria pêssego nos aperitivos, coloquei para combinar).

Como fazer:

Cortar as frutas e reservar todas juntas. 
Colocar as bebidas para gelarem.
Misturar tudo aproximadamente meia hora antes de servir para apurar o gosto das frutas. 

O convite foi para um Ponche com bolo. O Ponche já tinha se tornado um Clericot, diferença que as amigas nem iriam perceber. E o bolo tinha que ter! E tinha que ser especial! Fiz uma receita  que ficou bem gostosa e superbonita na mesa. 

Para ver a receita é só clicar no link porque já foi postada aqui no blog.



Para acompanhar os nossos goles de Clericot, a nossa conversa, nossas reflexões e planos, preparei algumas comidinhas no estilo de finger food. Tudo muito rápido de fazer e que causa uma boa impressão e muito sabor.

Já que o bolo era de tâmaras e morangos, fiz:

  • Tâmaras recheadas com queijo de cabra temperado, azeite e nozes

Finger Food com tâmaras

Ingredientes:

- Tâmaras gigantes;
- Queijo de cabra temperado em pasta;
- 1 colher de sopa de azeite;
- Nozes Pecan.

Como eu fiz:

Comprei as tâmaras na feira. Cortei ao comprido, mas sem separar as partes, apenas para abrir espaço para retirar os caroços e preencher com o recheio. 
Compre a queijo de cabra já temperado e em pasta. Como o queijo de cabra é meio seco, apesar de muito saboroso, coloquei uma colher de azeita para hidratar. 
Coloquei uma colher de chá ou duas em cada tâmara, botei a nozes por cima e reguei levemente com um fio de azeite. 

Para dar um toque colorido à travessa, eu cortei algumas tâmaras ao meio e ao comprido. Cortei alguns morangos bem grandões também ao comprido. Coloquei um sobre o outro. Essa combinação de tâmaras com morangos é perfeita. 

Eu estava empolgada com a estreia da poncheira e a Ana Luiza estava disposta a me ajudar. Então, não paramos por aí. Preparamos também algumas torradas já com a cobertura para não dar trabalho às amigas, nem perder tempo e deixar de compartilhar alguma experiência de vida porque estávamos passando pastinha na torrada.

  • Torradas com cream chease, pêssego e nozes

Já que tinha pêssego no Clericot vamos incrementar as torradinhas também.


Ingredientes:

- 2 pacotes de torradas;
- 1 pote de cream chease
- 3 pêssegos cortados em fatias;
- algumas nozes (nós gostamos das nozes pecan);
- fatias de presunto de parma enrolados.

Como fizemos:

Cobrimos as torradas com o cream chease. Alteramos as fatias de pêssego em algumas e os enroladinhos de parma em outras. Colocamos uma noz sobre cada pêssego. Demos aquela regada de azeite bem de leve.


Mas a mesa ainda tinha espaço, eu e a Ana Luiza ainda tínhamos tempo e vontade de fazer mais coisinhas, e achamos que a barriga ia pedir mais alguma gostosura. 

Por isso ainda preparamos:

  • Maçã com pasta de atum e cramberries


- 2 maçãs verdes grandes cortada em fatias;
- 1 lata de atum em pedaços no óleo;
- 4 colheres de sopa de maionese;
- 1/2 cebola ralalda;
- um pouco de cebolinha bem picada.
- 100 g de crambery.

Como fizemos:

Retiramos o óleo do atum para deixá-lo menos úmido e assim a pasta ficar consistente e não esparramar ao colocarmos sobre as fatias de maçã. Misturamos o atum, a cebola ralada e a maionese aos poucos e sempre provando para sentir a necessidade de cada ingrediente. No final colocamos a cebolinha picada.

Fatiamos as maçãs com o fatiador no nível 3. Cortamos cada fatia ao meio e pingamos algumas gotas de limão para não escurecer. 

Colocamos uma colher de sobremesa de pasta de atum em cada pedaço de maçã. Enfeitamos com os cramberries. 

É sempre bom a gente se hidratar, beber bastante água, inclusive quando estamos ingerindo bebidas com álcool. Água já é bom e faz bem, água saborizada fica melhor ainda. Preparei uma combinação que acho deliciosa e que tem um nome de batismo:

  • Soda Morangada


Ingredientes:

- 1 1/2 litro de água com gás;
- 1/2 limão fatiado fino;
- algumas folhas de hortelã;
- 10 morangos.

Como fizemos:

Maceramos cinco morangos lavados no fundo da jarra. Acrescentamos o suco de meio limão espremido. Adicionamos a água gasosa bem gelada. Colocamos os outros cinco morangos fatiadas, as fatias do limão restante e as folhas de hortelã. 

Ainda pintei três garrafas para enfeitar, colorir e florir a mesa. A ideia é que as amigas fossem presenteadas um uma garrafa com flor ao final da nossa comemoração. 




Comemorar por tudo ou por nada. Celebrar a vida, a família, as amizades, as pequenas conquistas e até as derrotas que trazem aprendizado. Tudo e qualquer coisa pode ser motivo. E estar nesse clima comemoração traz mais leveza, alegria, sensação de nos sentirmos importantes para aquelas pessoas que estão ao nosso redor e o prazer de fazer algo bom para ela. Compartilhar momentos, histórias, lembranças, planos, reflexões e ideias, nos preenche, enriquece e aumenta o nosso repertório. Por isso e muito mais vale sempre a pena comemorar, mesmo que seja só a estreia de uma poncheira que parecia desnecessária.



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domingo, 28 de outubro de 2018

A Semana 43 de 2018 - Doses de terapia



Em tempos de muita apreensão, avalanche de fake news, pessimismo em relação ao futuro e relações sendo estremecidas por conta do cenário político, aliado com trabalho intenso, a forma de cuidar de mim, de me blindar, foi reservar tempo e foco para momentos que funcionam como terapia e perceber coisas boas nos pequenos detalhes.

Acabei de pintar a escadinha para presentear o meu sobrinho no seu aniversário de anos. Fazer arte acalma, desliga, muda o foco completamente, além da sensação de satisfação e orgulho com o resultado. Fazer arte para alguém que a gente ama é uma verdadeira terapia. 



Aproveitamos que a minha mãe estava aqui no Rio e a levamos para um café da manhã na Casa Fundação Roberto Marinho. Estar em família, mesmo com diferenças de pensamentos, aproveitando momentos agradáveis, saborosos e tranquilos, é ótimo para manter o afeto e não se afetar pela polarização que está no ar.


Cheguei no trabalho e depois de um café da manhã preparado para a equipe e uma palestra enriquecedora, ainda receber um mimo estimulando a inovação e incentivando a criatividade. Inspirador e motivador.



Fui com uma amiga alimentar a alma na hora do almoço. Almoçamos no Centro Cultural Banco do Brasil visitando Mostra de Jean-Michel Basquiat .  Estar próximo da arte renova, relaxa, muda o foco e aumenta o repertório. Por algum tempo nos sentimos de férias.



Retornei ao CRAB, dessa vez na companhia da minha irmã. Na semana anterior eu visitei a exposição "Casa Bordada" e fiquei tão envolvida com o ambiente que a hora do almoço passou e eu não consegui ver a exposição que está na sala ao lado. Por isso voltei lá para conferir as peças do artesanato brasileiro expostas na "Galeria Pop Up do CRAB". E olhem quem eu encontrei por lá!? Basquiat!


Saí com as amigas para um encontro comemorativo regado a espumante, muita história, lembranças, planos, risadas e espumante. Aproveitei para finalmente entrega a caixa que pintei especialmente para uma delas: a caixa de mensagem com libélulas. Estar com amigas independente dos pontos de vista de cada uma e confirmar que a base da nossa amizade é sólida e respeitosa o suficiente é reconfortante e enriquecedor. 


Recebi o convite para a estreia do Festival Curta Cinema e levei uma amiga. Aliás, na verdade, ela foi mais me representar. Eu apenas cheguei para a abertura, conversei um pouco, rimos, circulamos, mas eu não pude ficar. Precisava estar em casa para atender as demandas da família. É muito bom saber que as filhas contam comigo para conversar, trocar ideias, estar presente.



Falando em estar com as filhas... uma das dificuldades de mãe de adolescente é conseguir uma foto com as filhas. E eu adoro fotos! Já que eu consegui esta, vou postar. Aliás já postei no Instagram e elas odiaram, é claro.  Nosso momento beleza e diversão no nosso Spa Night com as máscaras Sephora para brilho e detox. Rimos muito imaginando no susto que daríamos no pai delas, que estava dormindo, se chegássemos devagar no quarto escuro e ficássemos olhando pra ele até acordar. Mas não tivemos coragem de executar o plano, nos contentamos em rir muito com a suposta reação. Só sei dizer que a qualidade das máscaras aliada com o momento diversão e relaxamento fez muito bem pra minha pele. E o momento em si fez muito bem para minha alma. 



Fui almoçar com algumas pessoas do meu trabalho de equipes diferentes formando um grupo bem diverso e variado. Fomos ao Baródromo, na Lapa. Eu já conhecia o restaurante da Praça Onze, da época em que trabalhei no Rio2016, mas neste da Rua do Lavradio eu tinha apenas passado em frente, visto a decoração e ficado com vontade de conhecer. Satisfiz a minha vontade e estive com pessoas esperançosas. 


Uma amiga mandou uma mensagem com a seguinte frase: "estou precisando de pizza, vinho e de vocês.". Hora de largar tudo, reprogramar, replanejar e estar presente. Vinho, pizza e amigas têm o poder de transformar o drama do dia a dia e comédia. Relaxar e rir dos problemas pode ser um ótimo caminho para enxergar caminhos que antes estavam escondidos. 


Semana regada de pequenas, mas poderosas doses de terapia diária para mudar o foco, ampliar a visão, e cuidar do que realmente é importante, 



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