segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um rolé de bicicleta na Urca


Urca.. ah, a Urca... êta bairro charmoso. Bairro que merece um rolé. Se for de bicicleta então, melhor ainda.

O que ver na Urca de bicicleta


A Urca é um reduto de bucolismo dentro da metrópole.

Só para contextualizar, vou contar um acontecido. Eu estava às voltas com o resgate do FGTS, depois de desistir pela terceira vez porque as agências da Caixa estavam lotadas, eu pensei: deve ter um bairro bem residencial, tranquilo, com poucos moradores onde a maioria seja aposentado que já resgatou o FGTS e os demais sejam descolados que trabalham como autônomos. E tem! É a Urca! Corri para a agência Urca da CEF e em menos de trinta minutos fui muito bem atendida. Assim é a Urca. Praticamente um milagre. E é claro que depois disso eu fiz um pit stop na Nossa Senhora do Brasil agradecer.

Falando do passeio de bicicleta vindo pela Avenida Pasteur e seguindo o caminho da mureta chegamos no charmoso Quadrado da Urca, um atracadouro com barcos de pescadores com jeitão de simplório que contrasta com a vizinhança. 

Não tem como não parar ali e apreciar, olhar o colorido dos barcos e esperar um bondinho passar.

Um passeio de bicicleta na Urca

Contornando o Quadrado da Urca para buscar uma vista para a Baía de Guanabara chegamos à Praça Cacilda Becker. Ela fica ali dando continuidade ao ancoradouro com seus barcos, complementando o cenário. 

Um passeio de bicicleta na Urca

A praça tem árvores, um parquinho infantil bem legal que é frequentado por outros moradores, além das crianças.


Praça Cacilda Becker na Urca

Mas isso não é tudo. Tem a vista para o Quadrado da Urca, Baía da Guanabara e Cristo Redentor. 


Dá vontade de encostar a bike em uma sombra, apoiar no muro e ficar ali deixando o tempo passar, vendo as crianças brincarem, pescadores na lida e pássaros em busca de um pescado. 

Mas "bora" pedalar porque o bairro tem muito a mostrar. Tem a natureza para ser apreciada, a arquitetura do local para se admirada e memórias da cidade para serem revisitadas, como a época em que o Cassino da Urca funcionava por ali. 

Ele que já foi a TV Tupi, hoje é o IED.


Um passeio de bicicleta na Urca

Mas antes de fazer uma parada para um café na Caffeteria Del Cassino vale agradecer na Igreja de Nossa Senhora do Brasil. Ela é um charme, vale a visita e agradecer sempre nos faz bem. 

Um passeio de bicicleta na Urca

Somente naquele dia que eu fui resolver a parada do FGTS na Caixa é que, na volta, caminhando vagarosamente, curtindo toda a tranquilidade e calmaria que a Urca inspira, é que me dei conta desta imagem abaixo. Ela fica bem em frente a igreja. 

É uma imagem de São Pedro, padroeiro dos pescadores que está ali desde 1959, acredita? E eu nunca me dei conta dela. Muitas vezes andamos pelas ruas da nossa cidade tão concentrados no dia a dia que deixamos passar histórias despercebidas. 

Agora, que eu já me dei conta de São Pedro ali sobre um pedra em plena Baía da Guanabara, o meu rolé pela Urca contempla dar uma espiada nele.  

Um passeio de bicicleta na Urca

Depois da pausa em frente à igreja e um alô pro santo sigo em frente, passo pelo IED. Na verdade às vezes faço uma parada ali para espiar o que está rolando lá dentro. Foi em uma dessas paradas que eu observei um quadro com a Carmem Miranda. E sabe por que tem um quadro dela? Porque a Carmem Miranda, por um período, teve contrato exclusivo com o Cassino da Urca e até morou no bairro. 

Após contornar o IED, antiga TV Tupi, antigo Cassino, já dá vontade de fazer outra parada embaixo da amendoeira e ficar ali contemplando a Praia da Urca. Pequena, tranquila, convidativa.


A graça de um passeio pela Urca está aí, em se distrair a todo instante com um ponto de vista novo. Parar e aproveitar. 

Mas já tinha dado muito descanso para a minha bicicleta. Hora de regressar ao movimento. Vamos pedalar acompanhando a mureta que ficou famosa. Sim, ela que era para ser apenas para enfeitar o contorno do bairro virou ponto de encontro.  Bem ali em frente ao Bar Urca.


Com este deslumbrante cenário acompanhado de uma porção de pastel e uma cerveja bem gelada se tornou o por do sol mais concorrido da cidade.


Ali podemos ver a galera, os turistas, os barcos de pescadores chegando e até crianças brincando de pescaria. Onde que em pleno centro urbano, em uma metrópole agitada, podemos contemplar cena tão singela e genuína quanto esta? Sério, só na Urca.


Vida esquecida por uns instantes! Retorna! Olha em frente e se depara com a Fortaleza de São José. É ali dentro que está o marco de de fundação da cidade do Rio de Janeiro. A visita precisa ser agendada, então vai ficar para outro dia. 



Hora de retornar. Mas antes de seguir o caminho de volta beirando a Baía, resolvo pedalar pelas ruas do bairro e ver um pouco mais das suas belas casas que sempre podem nos surpreender com algum detalhe. Mas desta vez o que me surpreendeu foi esta pequena pracinha. E não foi por ter o Pão de Açúcar, que dispensa apresentações, surgindo imponente logo atrás. Foi pela tranquilidade! De tão tranquila, as crianças vão embora e deixam os seus brinquedos ali. Todo este clima pacato da Urca contrasta com muita força com restante da zona sul do Rio. Contrasta e encanta. 



Finalmente pego meu rumo para deixar a Urca para trás, mas chegando quase ao final do caminho eu não resisto. Quero mais uma dose de tranquilidade e sossego. Viro à esquerda e sigo para a Praia Vermelha.


Quero contemplar mais dessa beleza. Fico ali pensando que o conjunto de morros da Urca, Cara de Cão e Pão de Açúcar eram uma ilha. Sim, eles formava, a Ilha da Trindade. Foi lá pelo século XVII que foi construído um aterro ligando a ilha ao continente e formando a Praia Vermelha.

Tudo bem, a Praia Vermelha pode ter tido a ajuda da mão do homem, mas que a Urca é um pedaço do paraíso isso é. 











domingo, 23 de abril de 2017

A Semana 16 de 2017 - Viajando por aqui



Consegui levar a Sofia ao cinema. Ela está naquela fase que sair comigo já não tem tanta graça assim. Gosta de ficar comigo, ainda é bem grudada, mas em casa. Mas com amiga aí a coisa muda de figura. Tá certo que primeiro elas não queriam ir ao cinema porque o filme escolhido era animação. Depois adoraram, acharam muito fofo, riram e até uma lagriminha rolou. 
Nesta fase entre a infância e a adolescência, a tal chamada pré -adolescência, elas sentem uma necessidade de provar que não são mais crianças e com isso negam algumas coisas da infância. Filme de animação é uma dessas coisas. Mesmo a gente explicando que filmes de animação são para todas as idades, que adultos gostam, que os adolescentes mais velhos gostam, etc., elas tentam rejeitar. Algo tipo "Mããããeeeee eu não sou mais criancinha pra ver filme de desenho. Não tem filme com gente pra gente assistir?". Mas depois que vão, que estão lá dentro da sala, se entregam à emoção da animação. E gostam.



O filme conta a história de Tim, um menino de sete anos, que vive uma vida perfeita de filho único. Os pais, apesar de muito trabalhadores, conseguem dar atenção, carinho e ainda estimular a criatividade do garoto. Tudo muda com a chegada de um irmãozinho. Como se não bastasse a fofura do recém-nascido, este ainda é um agente infiltrado na família, com uma missão secreta, secretíssima. A vida de Tim vira de cabeça para baixo, mas também começam as aventuras já que a dupla precisa trabalhar junta.

O filme é cheio de referência o universo infantil e repleto de aventuras. Isso agrada muito aos pequenos. E tem referências para os adultos também, como falas de o Senhor dos Anéis, algumas cenas inspiradas em Matrix, Indiana Jones, e até na famosa babá Marry Poppins.  

Fico grata por ver as minhas filhas crescendo e conseguir manter a conexão com elas.

Caprichei na mesa do café da manhã para a nossa Páscoa ter um sabor especial. Aproveitei para colorir a nossa manhã com algumas das minhas pinturas.


Fico muito grata por ter a família reunida.

Ganhei convites para assistir ao filme "A Cabana" e aproveitei para deixar a minha segunda-feira chuvosa mais feliz. O fato de não estar trabalhando faz com que a segunda-feira fique com a sensação de improdutividade, então ter um programa para fazer com uma amiga muda esse cenário. Afinal, se eu estivesse trabalhando não poderia estar no cinema em uma tarde de segunda-feira, né? Tem o seu lado positivo.

Ainda mais quando o filme é lindo, emocionante e traz várias reflexões sobre fé, amor, perdão, julgamentos, família e depressão.
Baseado no best seller de William P. Young conta a história de um pai, Mark Philips (Sam Worthington), sofre uma tragédia familiar. Todos na família ficam abalados, mas Mark sofre com a culpa e entra em profunda depressão e entra em crise com a fé e a religiosidade. Após receber uma carta misteriosa, Mark é convidado a tratar a sua profunda dor.



Fico muito grata a #Otogai por me enviar o convite. 


Fui convidada para duas cabines de imprensa no mesmo dia e no mesmo horário. É impressionante, né? Tem dias que não rola nada. Tem dias que acontece tudo junto. Como eu não poderia estar nas duas ao mesmo tempo, ainda não descobri essa propriedade da física, pedi para a minha amiga me representar na cabine da comédia nacional "Ninguém Entra, Ninguém Sai" que estreia dia 04 de maio. 

A história do filme se passa em um motel. Inesperadamente algo acontece e o motel é cercado pela polícia, e por curiosos, que impede que a entrada e a saída de qualquer pessoa. Aí o bicho porque a clientela fica no maior cagaço de ter a identidade revelada em rede nacional (essa parte da história eu vi no trailer e já dei boas risadas).
Conforme a @marcia.cantanhede me falou o filme é divertido, traz boas risadas sem apelação e tem um final surpreendente. 



O pior é que eu já tinha visto o trailer, achado superengraçado e ficado com vontade de assistir ao filme. Depois dos comentários da Márcia eu fiquei com mais vontade ainda. Mas o melhor é que pude dar esta oportunidade para a minha amiga.

Fico grata por poder retribuir um pouco do tanto que esta amiga faz por mim. 

A outra cabine foi do filme "Guardiões da Galáxia Vol. 2". Mas este eu ainda não posso dizer o que achei, só posso contar que fui. Mais nada, por enquanto.


Fico muito grata por estas oportunidades que o blog me oferece.

Turistei pela cidade. Eu sinto uma falta louca de viajar. Acontece que não precisamos sair da nossa cidade, nem ir muito longe para desfrutar um dia de turismo. Fiz isso por aqui mesmo. Aproveitei que uma amiga estava no Rio querendo arejar a cabeça para passearmos bastante, cansar o corpo e descansar a mente. 

Passamos um dia na Praça Mauá relembrando do quanto aquela área era feia, vivendo o quanto está bonita e proveitosa agora. 

Visitamos o MAR - Museu de Arte do Rio - que sempre tem exposições ótimas. Até contei de uma delas aqui no blog, no post "MAR - Exposição O Nome do Medo". Almoçamos no bistrô que tem no andar térreo do MAR e seguimos para o Museu da Amanhã.  Depois demos mais uma volta pela Praça Mauá e caminhamos até o prédio que foi da Xerox, onde nos conhecemos. Uma delícia de dia.


Fico grata pelas amigas que tenho e por poder estar junto com ela quando precisam.

O passeio do dia anterior foi tão bom, mas tão bom que resolvemos repetir a dose. O escolhido deste dia foi a Ilha Fiscal. Enquanto esperávamos o intervalo de tempo entre a compra dos ingressos e a saída do passeio, demos um pulinho no CCBB e vimos as exposição  "Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura" (eu já falei citei aqui na minha Semana 12), e circulamos pelo Museu da Marinha.

A Ilha Fiscal e linda e cheia de história. Acho que vai rolar um post aqui no blog.


Mais uma vez eu fico grata por ter as amizades que me estimulam e se sentem estimuladas por mim. 

Caprichei na saladinha para ter um almoço com sabor, cor e saudável. 

A salada preparada com am❤r de teve folhas (alface crespa, alface roxa, folha de beterraba baby, rúcula e hortelã), rodelas de abacaxi assadas no óleo de coco, lascas de coco assadas, tomatinho cereja, cubinhos de manga e amêndoas em lascas torradas.


Fico grata por ter vontade para preparar comidas gostosas para a família. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também

quinta-feira, 20 de abril de 2017

MAR - Exposição "O Nome do Medo"



Fazendo um passeio pelo MAR - Museu de Arte do Rio - eu me encantei com a exposição "O Nome do Medo", Rivane Neuenschwander. A mostra apresenta 32 peças em forma de capas coloridas e com texturas variada que representam os medos das crianças.

Exposição O Nome do Medo no Museu MAR

A proposta do trabalho para esta exposição foi  investigar o medo a partir do olhar das crianças.




E o mais interessante foi o processo de criação até se chegar às peças. Foram feitas oficinas com mais de 200 crianças, com a faixa etária entre de 6 a 1, de escolas públicas e particulares e de unidades de reinserção social (URS).

Nessas oficinas as crianças que foram estimuladas a desenhar seus maiores medos e a construir capas usando materiais diversos.


As capas resultantes das oficinas foram trabalhadas pela artista Rivane e com a colaboração do designer Guto Carvalhoneto.

O resultado foi uma exposição divertida, curiosa, interessante e que nos faz pensar sobre o medo que já tivemos quando crianças e que as nossas crianças têm. Muitos medos expostos nos fazem pensar sobre exposição da criança à violência e questões da nossa sociedade. É duro ver que crianças apresentam medos de faca e de pessoa bêbada; medo de tiroteio, terrorismo e arma bomba.





A ambientação da exposição está bem legal. As peças estão expostas em uma sala ampla, bem clara, com espelhos e produção sonora.

Encontramos medos comuns, como medo de tirar nota baixa.


Medos inesperados, como medo de final de semana. A capa abaixo representa o medo de final de semana, medo do fim do mundo e medo de esquecer.




Medos nojentos em capas até fofinhas, como o medo de vômito.



Medos graves, como medo de estupro.



As oficinas foram feitas com uma quantidade bem grande de crianças e os medos que surgiram também foram em grande quantidade. Por isso cada capa representa mais de um medo.

Um ponto bem positivo é que a exposição é interativa. Nós podemos vestir a maioria das capas expostas. Podemos brincar com os nossos medos, vesti-los e nos despir dele, pelo menos simbolicamente.


Ainda tem uma área com projetores onde podemos montar os nossos medos com cores, imagens e nomes. Não fiz foto desta parte, mas fiz um vídeo bem rápido que postei na story do IG.



Já que trouxe vídeo, tem mais esses dois que mostram um medo bem diferente.


E um comentário que eu ouvi de um visitante culpando a mãe da criança. A mãe sempre levando a culpa...


Serviço:
Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, 5, Centro. 
Terça a domingo, das 10h às 17h. R$ 20 inteira. Gratuidade às terças.
Até 16 de julho.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Museu da República - Palácio do Catete, muito além dos jardins


Uma visita ao Palácio do Catete que abriga o Museu da República é algo de fazer o queixo cair. 

O palácio de estilo eclético foi símbolo do poder econômico, construído pelo imigrante português Antônio clemente Pinto que chegou ao Brasil pobre e em cerca de 50 anos se tornou o homem mais rico do Império Brasileiro. 

Vou te contar, o homem não economizou! Esbanjou! Construiu o palácio mais luxuoso da corte em 1867, "na mais bonita e mais larga rua da cidade nova, a Rua do Catete". 

E ele, que já foi o Palácio Nova Friburgo, hoje atual Palácio do Catete e já foi sede da Presidência da República, está lá, no mesmo lugar. Lindão e de portas abertas para nos receber. 

Museus do Rio com crianças

Na fachada podemos ver Deuses que simbolizam as principais fontes de riqueza do Barão Antônio Clemente Pinto: Mercúrio, o deus do comércio, e Ceres, deusa da agricultura. Eles estão ali no alto da porta central do primeiro andar e ao lado da mesma porta. 

Já no Hall de Entrada a gente começa a viajar no tempo e pensar em toda a história que se passou neste lugar. Dá para sentir o clima solene da época das grandes decisões que ali foram tomadas.

Rio passeios com crianças

É tudo muito lindo e cheio de detalhes. Vale a pena ficar bem atento a tudo. Desde o piso.

Onde ir no Rio com crianças

Até o teto. Esta pintura no foto abaixo, que representa o amor, fica no teto do Salão Ministerial e traz Baco, o deus do vinho, e Ariadne.  Olha quanto detalhe!

Museus do Rio - Museu da República

Ainda no térreo temos as salas com exposição temporárias. No momento está com a exposição de fotos do Palácio do Catete explicando as pinturas e esculturas encontradas no prédio e nos jardins.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Subindo a escadaria de madeira que dá acesso ao andar nobre do palácio ficamos encantados com os detalhes do guard rail.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro


Quando conseguimos finalmente parar de olhar para esses anjos dourados e olhamos para frente, nos deparamos com muita arte. Tem vitrais lindos nas laterais de ambos os lados e uma reprodução da escultura da Vênus de Cápua, do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.Um espetáculo!

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

E também as pinturas em arco sobre as portas laterais que narram a história de amor de Cupido e Psique. A cena em destaque na foto abaixo retrata Júpter e Cupido.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Chegamos finalmente ao andar nobre e muita coisa linda nos espera. Ali predominam o luxo e a diversidade temática. Vale olhar o todo dos salões que são belíssimos, mas vale também ficar atento aos detalhes que são muitos, como as maçanetas,

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

 os móveis,
Palácio do Catete no Rio de Janeiro

os lustres,

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

e objetos de decoração.

Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Neste "andar nobre" passeamos por salões belíssimos. Dá para ficar perambulando por este andar por bastante tempo.

O Salão Pompeano é inspirado nas pinturas murais encontradas em casas da Pompéia, cidade do Império Romano devastada pelo vulcão Vesúvio.

E olha que interessante, o teto recebeu datas históricas brasileiras na reforma feita em 1896-1897. Mas eu fiquei muito curiosa para saber como era antes. Será que era mais bonito?




O Salão Amarelo ou salão Veneziano é um escândalo (já estou sem palavras para elogiar cada cômodo do Palácio. São mais cômodos do que o meu vocabulário). No teto as pinturas com temática mitológica também ganham destaque por aqui.

Foi neste salão que rolou o tal sarau que virou polêmica. Foi ali que pela primeira vez a música popular foi interpretada nos salões da aristocracia. D. Nair de Teffé, segunda esposa do presidente Hermes da Fonseca, promoveu um sarau no qual ela apresentou um novo ritmo, o Corta-jaca, com músicas da compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga. Escandalizou a sociedade da época.

Eu não disse que o Salão Amarelo é um escândalo?!



O Salão Mourisco tem uma decoração impactante. Foi exatamente isso que eu senti ao entrar, fiquei impactada com as cores e os detalhes da arte islâmica presente naquele ambiente.



Salão de Banquete. O que é o salão de banquete com a mesa posta?! Dá vontade de sentar ali e fazer uma refeição usando a louça que foi utilizada nos banquetes oferecidos pela Presidência da República, na época.

No centro teto tem um painel belíssimo representando Diana, a deusa da caça.



Finalmente o Salão Nobre. O mais espetacular de todos! O mais luxuoso entre todo o luxo que é o Palácio do Catete. No teto a pintura "Deuses do Olimpo".


No friso em todo o contorno do salão podemos ver dezesseis cenas da vida de Apolo.


Sim, as pinturas nos tetos se destacam. Mas não saí com dor no pescoço de olhar para cima. Tem beleza e encanto por todos os lados. Como disse no início desde o piso até o teto, passando pelas paredes. Como é o caso da galeria de vitrais representando musas e outras figuras mitológicas que fica na antecâmara da Capela.




Todo este luxo e riqueza contrasta com terceiro piso onde ficava os aposentos presidenciais. Foi nesta cama que Getúlio Vargas foi encontrado morto, após cometer o suicídio.


Quarto de Getúlio Vargas no Museu da República

É uma visita cheia de história e beleza. Uma viagem no tempo e na imaginação. Vale muito a pena.

Os jardins do palácio são atrações à partes, com coretos, lagos, grutas, alas de palmeiras e parquinho infantil. Merecem um post exclusivo. 

O Palácio do Catete, além do Museu da República e dos jardins, conta também com cinema, bistrô, cafeteria e livraria. 

Serviço:
Museu da República fica na Rua do Catete, 153. Bem em frente a saída do metrô.
Horários: terça a sexta das 10 h às 17 h. Sábados, domingo e feriados das 11 h às 18 h.
Entrada a R$ 6,00 sendo gratuito para crianças até 12 e maiores de 60 anos.
Quartas e domingos a entrada é gratuita para o público em geral.
Estudantes pagam meia com a apresentação da carteira estudantil.

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