quarta-feira, 24 de maio de 2017

8 maneiras de fazer com que sua filha adolescente fale com você



Na semana passada, em plena segunda-feira, com jantar pronto em casa, a Ana Luiza chegou da faculdade com desejo de comer comida japonesa. Mesmo sendo algo fora do planejado, fora da rotina, um gasto desnecessário, etc., entramos no clima dela e fizemos o pedido. Uma atitude simples, uma vontade inesperada, uma quebra na rotina que nos fez superbém. Mas muito bem mesmo.

Sentamos todos juntos em clima festivo, mesmo sem motivo especial e conversamos bastante. Sabe aquela conversa descontraída, olho nos olhos?! Foi assim. Ela contou das coisas da faculdade, nós (eu e o pai) falamos das nossas épocas de "facul".

Foi uma ótima oportunidade para manter o canal do diálogo aberto. Compartilhar as nossas histórias e ser verdadeiramente interessado no universo dos filhos adolescentes são duas maneiras ótimas de fazê-los se abrirem. Me lembrei de um post antigo em que falei de "Oito dicas para ter conversas de qualidade com adolescentes". Posso acrescentar essas duas.

Depois deste dia e de ter escrito sobre o nosso jantar japonês inesperado eu achei no twitter o banner abaixo com 8 maneiras para fazer a sua filha adolescente conversar com você.



Achei a lista bem interessante e s itens 2 e 6 são justamente os que eu tinha citado quando contei do nosso jantar. Compartilhar histórias de quando estávamos na escola e/ou na faculdade e nos mostrar genuinamente curiosos sobre o mundo delas são realmente fomas muito eficientes de trazer proximidade, criar intimidade e fazer as filhas se abrirem e falarem.

Vou contar que o item 1 - assistir aquele vídeo ridículo com elas e rir eu também faço muito por aqui e funciona. Nossa! E como eu vejo vídeos sem noção no Youtube! Mas que dou boas risadas, isso eu dou, E que sai muita conversa boa dali, sai. 

Quanto ao terceiro item, sair para um lanche ou um café, também funciona muito bom. Mas pode ser como foi com a gente. Em casa mesmo. Inesperado. 

Já o quarto tópico é mais difícil. Exige um autocontrole, mas se conseguirmos evitar de brigar com elas nos momentos de estresse e deixar para ter uma conversa quando as coisas estiverem mais tranquilas, isso vai ajudar muito na comunicação. Ah, vai.

Ouvir, ouvir, ouvir com empatia e interesse é o melhor caminho para qualquer boa conversa. Não tenho dúvidas!

Gostei das oitos dicas e vou tentar praticá-las mais e mais aqui em casa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Filme "Antes que Eu Vá"



Se a temática é adolescente eu já me interesso. Se o convite vem da filha aí eu me interesso mais ainda. Foi assim que fui assistir ao filme "Antes que Eu Vá". 


Baseado no romance juvenil de sucesso escrito por Lauren Oliver, o filme conta a história de Samantha Kingston (Zoey Deutch), uma adolescente com a vida aparentemente perfeita: é popular, uma espécie de desejo master entre a maioria dos adolescentes; namorada do cara mais gato e cobiçado da escola, um atleta do último ano do ensino médio; tem grana; mora em uma casa maneira; tem uma família gente boa; roupas transadas; coisas que muitos adolescentes dão valor. Até que um certo dia, que tinha tudo para ser o grande dia,  as coisas mudam de figura. Sam e suas amigas, ao voltarem de uma festa que rolou bebidas, sexo e rock and roll, se envolvem num acidente de carro. Daí para frente a adolescente popular parece estar presa no mesmo dia. Aquele último dia se repete, e se repete, e se repete até que ela entenda o real significado dele.

Ao reviver frequentemente o mesmo dia, Samantha passa a perceber algumas atitudes que não foram legais e tenta fazer mudanças naquele dia que já não lhe parece mais tão perfeito assim. Mas nada significativo. Nada que a faça sair do ciclo. 

Sam passa a questionar as próprias atitudes adolescentes e das amigas. passa a rever suas escolhas juvenis. A menina começa questionar pontos importantes na formação do caráter, como:
- questionar a popularidade e o quanto ela e as amigas mudaram os próprios valores para sustentarem esta posição. Realmente vale a pena? Eu me lembrei que falei exatamente disso no post "Adolescência e a tal popularidade".
- avaliar as amizades verdadeiras e os sentimentos genuínos. Vale mesmo a pena ser namorada do atleta popular e babaca? Ou aquele garoto esquisito tem mais valores? 
- repensar as suas atitudes com a família e o quanto um pequeno desentendimento pode criar distância de quem se quer estar próximo. 
- refletir sobre o bullying e o preconceito com os "diferentes" e em como os nossos atos impactam na vida dos outros.
- aceitar as pessoas com o que elas têm de melhor., com menos julgamentos.

Além disso o filme fala de sexo, bebidas, virgindade, suicídio, assuntos que precisam e devem ser muito falados, conversados e refletidos nesta fase da vida tão turbulenta, tão cheia de descobertas. Fala também de esperança, que as pessoas mudam, que a vida muda, que sempre temos uma chance de recomeçar, coisas que os adolescentes (e todos nós) precisamos acreditar.

Samantha precisou ficar presa no dia 12 de fevereiro para perceber que aquela vida aparentemente perfeita poderia ser melhor para ela e para quem está ao seu redor. Precisou ter seu último dia para pensar "se tudo o que você tivesse fosse um único dia. O que iria fazer? Quem iria beijar? Até onde se atreveria a ir para salvar a própria vida?". Mas nós podemos pensar nisso diariamente e fazer toda a nossa vida ter um significado maior.

O filme é bem cheio de clichês sobre a temática da popularidade, algo que já vimos em vários outros longas por aí. A questão da volta a algo já vivido também não é uma novidade nas telonas. Já vimos isso em outros filmes, como "O Feitiço do Tempo", "Os Fantasmas de Scrooge". Mas é um filme que agrada principalmente aos adolescentes, faz pensar, aborda temas importantes e é uma ótima oportunidade para pais e mães conversarem com os filhos e entenderem melhor o pensamento teen e assim ficarem mais abertos ao diálogo. 

A Semana 20 de 2017 - Perdas e Ganhos



A semana começou bem, com uma mesa de café da manhã de Dia das Mães (só lembrando que eu conto aqui a minha semana de sábado a sexta) com brownie preparado pela Sofia especialmente para mim. Uma demonstração linda de carinho que me fez muito feliz.


Sou grata pelas filhas que eu tenho. Sou muito grata pelo tanto de vida e aprendizado que elas me proporcionam.

O brownie ficou tão, mas tão bom que teve repeteco do Brownie da Professora durante a semana e post no blog.


Sou muito grata por cada gesto de carinho que recebo. Quando o presente é feito pela própria pessoa ele tem um sabor especial. Este brownie literalmente teve um sabor especial. 

Fui ao cinema assistir ao filme "O Cidadão Ilustre". Desde que vi o trailer eu já estava com vontade de conferir a história. E não me arrependi. "Cidadão Ilustre" é mais um filme argentino de ótima qualidade. Conta a história fictícia de um escritor argentino, chamado Daniel Mantovani, que atingiu o topo da carreira. Mantovani recebe o Prêmio Nobel de Literatura e entra em crise existencial achando que perdeu a sua essência. Após 40 anos vivendo na Europa sem nunca ter retornado a Salas, sua pequena cidade natal, recebe um convite para retornar à pequena cidade para ser homenageado. 
E lá se desenrolam as histórias e os conflitos entre os dois universos: do cidadão que ganhou o mundo e as situações típicas de uma cidade pequena. O filme é divertido e envolvente. Vale a pena.
Bom para assistir com as amigas, em um programa a dois, com filhos adolescentes acima de 14 anos ou mesmo sozinha. 



Fico grata por me permitir um tempo para ver e ouvir boas histórias.

Estive no Palácio de São Clemente, um palacete lindo que é a residência do cônsul de Portugal, para a palestra sobre "Educação para o Desenvolvimento". Uma palestra ótima que renovou a minha fé na educação. Se Portugal conseguiu reverter o quadro da educação, outros países também podem.



Fico muito grata pelas oportunidades que o blog me traz.

Em plena segunda-feira, com jantar pronto em casa, a Ana Luiza chegou da faculdade com desejo de comer comida japonesa. Entramos no clima dela e fizemos o pedido. Uma atitude simples, uma vontade inesperada, uma quebra na rotina que nos fez superbém. Sentamos todos juntos em clima festivo, mesmo sem motivo especial, conversamos bastante. Ela contou das coisas da faculdade, nós (eu e o pai) falamos das nossas épocas de "facul". Foi uma ótima oportunidade para manter o canal do diálogo aberto. Compartilhar as nossas histórias e ser verdadeiramente interessado no universo dos filhos adolescentes são duas maneiras ótimas de fazê-los se abrirem. Me lembrei de um post antigo em que falei de "Oito dicas para ter conversas de qualidade com adolescentes". Posso acrescentar essas duas.



Fico muito grata por cada momento de diálogo com as minhas filhas em que permito que elas me conheçam mais e que eu as conheça melhor.


Foi aniversário da minha irmã e ela me pediu de presente que eu a acompanhasse em um passeio pela Trilha da Pedra Bonita. Foi uma manhã incrível. Dia lindo, ótima companhia, visual sensacional e ainda fizemos a nossa parte como cidadãs. Além de desfrutar da trilha e da natureza linda, aproveitamos para catar o lixo que encontramos no caminho.



Quando a minha irmã lá no alto me abraçou e agradeceu pela manhã que ela estava tendo eu tive uma sensação enorme de gratidão. 

Depois de passar a manhã fazendo a trilha da Pedra Bonita cheguei em casa cheia de fome. Mesmo todos já tendo almoçado, mesmo sendo somente pra mim, eu me animei a preparar uma salada. Afinal eu mereço. E não é que saiu uma salada cheia de amor. Observem o que apareceu nos cortes dos figos.

O que teve na minha salada: folhas (alface crespa, alface roxa, rúcula e couve), figos, mussarela de búfala, nozes Pecan e chips de jiló. Mó delícia.


Fico grata por me sentir merecedora de um prato caprichado para chamar de meu.

Uma amiga querida foi passar o aniversário da filha dela em Ibitipoca. Aí eu pedi para ela me trazer o pão de canela que é uma guloseima típica de lá e é maravilhoso. O aniversário foi da filhota linda dela sim, e quem pediu presente fui eu sim, e daí? E daí que ela trouxe!!! E eu matei a saudade desse sabor e desse cheiro.


Fico muito grata pelas amigas que eu tenho. Amizade que eu posso dizer que são verdadeiras.

Apesar dessas coisas boas que eu contei, foi uma semana difícil. É difícil lidar com a perda. Depois de seis anos de tratamento de câncer, o meu sogro, avô das minhas filhas, pai do meu marido, faleceu. Por mais que fosse algo que estava para acontecer há algum tempo, é difícil dizer que estávamos preparados. De qualquer forma devemos ser gratos por mais esses anos que ele ganhou com o tratamento, por mais esse tempo para viver e conviver, por ter recebido um tratamento que o permitiu mais este tempo de vida e um tempo com qualidade. Apesar do sentimento de perda, devemos pensar que foi um ganho para nós e para ele. Ganhamoos mais tempo com ele e agora ele ganhou uma nova vida, uma nova dimensão.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.






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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Brownie da Professora


Tem um tempinho que não posto receitas por aqui. Mas este brownie da professora, eu preciso postar.



No domingo, Dia das Mães, a Sofia acordou cedo e foi para a cozinha preparar este brownie como uma surpresa para mim. O brownie delicioso fez parte da nossa mesa de café da manhã especial de Dia das Mães. 

O que eu achei bem legal é que a receita foi dada para a Sofia pela professora de matemática como um incentivo a fazer algo especial para as mães. Muito fofo da professora, né? 

A receita é supersimples. 

Ingredientes:

- 2 xícaras de açúcar;
- 3 ovos;
- 8 colheres cheias de Nescau;
- 3/4 de xícara de óleo;
- 1 1/2 xícara de farinha de trigo.

Como fazer:

Misture todos os ingredientes em uma vasilha até a massa ficar uniforme. Coloque em um tabuleiro untado e polvilhado com farinha de trigo e asse por, no máximo, 30 minutos.

Esta receita é para um tabuleiro pequeno.

Ao final da receita, a professora colocou a seguinte frase para as crianças: "Esse carinho ela nunca esquecerá!".

Realmente um carinho inesquecível desta professora com as mães de seus alunos. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

A Semana 19 - A proximidade que interessa


O final de semana foi praticamente em casa, mas com muita animação. Recebemos visitas dos avós, da tia, do primo delas, meu sobrinho. Tudo bem movimentado e sem fotos. Afinal sou mãe de adolescentes e elas detestam fotos de tudo. Saímos para um café da manhã em família e a único registro foi feita pela Sofia do seu waffle de Nutela com morangos. 


Fico muito grata quando vejo a cumplicidade das minhas filhas com a avó delas. 

Plena segunda-feira, mesmo tendo jantar pronto, a gente pediu comida japonesa porque a Ana Luiza chegou da faculdade com vontade de jantar japa. Sim. Isso mesmo. Totalmente fora da rotina. E foi ótimo sair do script, jantar em família em clima de bagunça de final de semana com muita conversa boa. Foi uma ótima oportunidade para abrir o diálogo, dividir histórias de quando estávamos na faculdade (eu e o pai), nos mostrarmos verdadeiramente curiosos sobre como está a facul. Um momento simples de descontração que trouxe muita proximidade.


Fico grata por todo momento de descontração e de diálogo aberto em família. 


Tive minha aula de pintura que me faz tão bem. Não só pela atividade em si, mas pelas companhias também. Essa pessoa toda sorridente ao meu lado (ela sempre fica assim quando está perto de mim) estudou comigo do jardim de infância até a pós-graduação. É isso mesmo "do-até". Todos os anos na mesma turma. Como se não bastasse ainda fez o curso de inglês ali coladinha, sentada na carteira ao lado. E fez também o curso programação na mesma turma, mais uma vez na carteira ao lado. E não é que agora ela veio fazer aula de pintura comigo?! E não é que senta na cadeira ao meu lado?! É muito  amô  nessa amizade.


Fico grata por ter na vida uma amizade assim, como poucas pessoas têm a oportunidade de desfrutar, de uma vida inteira. 

Fui encontrar com os amigos do Rio2016 e matar um pouco das saudades desse trabalho incrível. Eu fico tão "The Boua" com elas... De boa, a nível da garçonete derrubar um copo cheio de Coca-Cola com gele e limão e tudo no meu colo e eu rir. De boa tipo o vestido ficar encharcado, Coca-Cola escorrendo da coxa até os pés e eu sorrir para a garçonete e dizer: "tá tranquilo, relaxa, depois seca!".


Fico muito grata sempre que as coisas não funcionam como o esperado e eu mantenho o bom humor e não me estresso. A sensação que vem depois é muito melhor do que a sensação que vem após a um estouro de paciência. E depois ainda fui para outro barzinho encontrar o marido com uns amigos. Fui docinha, docinha. 


Fui logo ali, do outro lado da ponte, com passeio de Barcas "cazamigas" para comemorar o niver da Roberta. O aniversário é dela e nós que ganhamos bombons deliciosos da @chocolitosoficialbrasil.
É sempre muito bom estar com as amigas.


Fico muito grata por essas amigas únicas, tão diferentes entre si, que as redes sociais trouxe para a minha vida real.

Participei da palestra em homenagem ao Dia das Mães, para as funcionárias dos Correios. A palestra foi sobre gestão inteligente do tempo com abertura da jornalista Vanessa Guimarães. Eu estive nesse bate-papo especial, compartilhando a minha experiência em conciliar a maternidade com a vida profissional, com as queridas empreendedoras Rosayne Macedo, jornalista, e Paula Costa @mamypira empresária.


Eu fico muito grata por estas oportunidades incríveis que o blog me traz. Fico muito feliz e grata por poder compartilhar um pouco da minha experiência e aprender com a experiência de outras pessoas. 

Fui à comemoração de aniversário de uma amiga querida. Conheci um local que não conhecia, dançamos, conversamos, rimos e compartilhamos alegrias. 


Fico muito grata por ter sido convidada para partilhar de momento especial e de alegria da minha amiga. 

Foi uma semana de muitas alegrias e ótimas companhias. Muito mais do que de proximidade física, foi uma semana cercada de proximidade afetiva.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.





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terça-feira, 9 de maio de 2017

Caderno de Perguntas - Adolescência de Mãe para Filha

Uma das grandes delícias de ser mãe de adolescentes é reviver e relembrar a própria adolescência. Trazer a nossa experiência para as filhas, aprender com a vivência delas, sentir as emoções desta fase.

Nas conversas com as minhas adolescentes elas sempre perguntam como era comigo, se eu fazia isso, se fazia aquilo outro, etc.

Assim, quando eu vi o Caderno de Perguntas, que a Lily Luz lançou com ilustração da Rê Vitrola, já fiquei louca querendo mostrar para a Ana Luiza e a Sofia um pedacinho da minha adolescência. Encomendei um para a Sofia e um para a BFF dela.


Cheguei em casa com o presente contando que quando eu era adolescente, este caderno era mania. Que todas as meninas preparavam um e todos queriam responder. Era só chegar na escola com um caderno de perguntas que já formava aquela fila de gente querendo deixar ali o seu registro, ou ler as outras respostas. Quem sabe o seu crush (que na época não era chamado assim. Era o garoto de quem a gente estava a fim) já respondeu?! Sempre tinha a pergunta "Você está a fim de alguém?".

Na minha época (ô coisa de véio) a gente que fazia o tal Caderno de Perguntas. Pegava um caderno grande, encapava, fazia uns desenhos na capa, e bolava as perguntas. Neste a Lily já facilitou o trabalho. Já fez a capa linda com a ilustração da Rê e já bolou todas as perguntas e ainda deixou espaço para a dona criar suas nove perguntinhas. 




O nosso Caderno de Pergunta das antigas sempre começava perguntando qual o nome e em seguida uma promessa de dizer a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. Claro que não era bem assim que acontecia. Rolava umas mentiras por que algumas perguntas podiam ser mais íntimas.

Quando eu falei para a Ana Luiza e a Sofia que o caderno da minha época tinha perguntas mais "pesadas", é claro que elas quiseram saber quais eram. E foram além, queriam saber as minhas respostas. Mó saia justa! Mas rimos muito!

O Caderno de Perguntas da Lily também começa com a identificação da amiga e tem perguntas bem atuais.


Perguntas que ajudam a conhecer melhor os gostos das amigas.


E claro que tem perguntas sobre a dona do caderno.


Lá no caderno dos anos 80 sempre tinha o momento romântico, a hora de filosofar, em que pedia para a pessoa deixar uma frase, uma mensagem, algo assim.

Aqui no caderno da Lily, após cada pergunta já tem uma frase legal, de impacto, que faz pensar.


Eu adorei rever o Caderno de Perguntas que funcionava como uma rede social na época em que não tínhamos internet, nem celulares, e fazia com que os amigos se conhecessem mais de perto. Tá, era um jeito de fazer uma fofoca boa também.

Se quiser o contato do caderno de perguntas personalizado é no site: https://lilyluz.com.br/


As minhas amigas estão de parabéns! O Caderno de Perguntas está lindo, com perguntas bem interessantes e de altíssima qualidade.





segunda-feira, 8 de maio de 2017

Adolescência e a tal popularidade

Minha filha mais nova está com seus quase doze anos. É exatamente nesta fase, dos onze aos treze anos, que surge a questão, que eu acho bem chata, dos populares e não populares.

Pelas nossas conversas em casa eu percebi que a turma da Sofia já começou a se dividir nos grupos dos pops e nem tão pops assim. O que me levou a pensar em como essa coisa de popularidade funcionava para mim quando eu era adolescente. Afinal, nada melhor do que nos lembrarmos de nós mesmos para entender melhor o que os filhos estão passando e sentindo. Relembrei também como foi esta questão para a Ana Luiza nesta época.

Falando de mim eu acho que me enquadrava no grupo que não era os mais pops da escola, nem era do grupo dos menos pops. Não me reconhecia popular e também não me sentia rejeitada, nem excluída por ninguém. Na verdade eu me sentia bem com a minha turma, tinha os meus amigos, a vida social e não dava importância aos tais populares. Na verdade não dava elegibilidade a este título.

A coisa de populares e não populares me parecia mais história de filmes onde as populares eram malvadas e se davam mal no final. Coisa que acontecia nas escolas americanas. Mas na verdade acontecia sim na minha escola, em menores proporções, mas rolava.

Conversando com a Ana Luiza em como ela se sentia e me lembrando de como ela trazia (praticamente não falava do assunto) a questão da popularidade para casa, percebi que ela se enquadrava exatamente como eu. Não se percebia popular, não sentia a necessidade de ser popular, e também não se sentia excluída. Tinha os seus amigos, a vida social, era convidada para as festas que queria ser e não fazia questão de ir às festas em que não era convidada. Se sentia bem na sua turma.

Essa eu entendo que é a situação ideal. Se bem que o ideal, ideal mesmo é que não rolasse o grupo dos populares nem dos não populares e que todos estivessem no meio do caminho.  Mas não é assim que a banda toca sempre.

E é impressionante como a questão da popularidade importa muito para a maioria dos adolescentes.

A ideia de ser apreciado e aceito pelos amigos, por muitos amigos, é tão importante para os adolescentes, que já estão cheios de incertezas e inseguranças, ​​que muitas vezes acreditam que se tornar popular vai resolver muitos dos problemas da vida. Que ser popular é ser feliz. E a busca por ser popular pode ter consequências.

Por outro lado não se enquadrar no grupo dos populares pode reforçar mais ainda as inseguranças e criar um sentimento de rejeição e infelicidade nos teens. 
E eu entendo que nós pais precisamos ficar muito atentos a essa fase. Mais uma das muitas questões que temos que dar atenção, né? Muitas vezes nós pais ficamos tranquilos quando vemos que nossos filhos são aceitos, têm uma vida social legal e cheia de amigos. Mas a popularidade também exige um olhar atento. Por quê?

Populares

Uma vez que o adolescente entra no status de popular, ele passa a querer proteger esse posto e querer se manter ali. Isso pode criar novos níveis de angústia e insegurança. Já vi isso gerar brigas quando um popular se sente ameaçado por outro. Na época da Ana Luiza eu vi uma menina ficar muito abalada por ter sido excluída por uma popular que se sentiu ameaçada por esta menina. No ano seguinte a tal popular perdeu a batalha pelo posto, entrou em depressão e acabou mudando de escola. 

Na busca por ser popular, estar no grupo dos populares, algumas vezes o adolescente se afasta do amigo ou amiga que gosta porque este não é aceito. Isso, além de trazer tristeza para os dois, reforça a insegurança e enfraquece a autoestima.

Ser popular, para o adolescente, significa ser cool, ser antenado e "não ser criancinha". Com isso, muitos agindo de forma a manter seu nível de popularidade fazem coisas que não são adequadas para a idade. Na maioria das vezes são os populares os primeiros a começarem a beber (já soube de criança de doze anos bebendo cerveja para tirar onda de popular). 

Eu andei olhando algumas matérias sobre esta questão da popularidade na adolescência e encontrei uma pesquisa Canadense, de 2010, chamada "O preço da popularidade: consumo de drogas e álcool" que relaciona o consumo de álcool e drogas com a necessidade de ser popular dos adolescentes. Duro, né?


Por outro lado nós pais, ficamos preocupados se o filho não é bem aceito, se é rejeitado. Isso dói na gente. Dói muito. E precisamos ficar atentos ao que os adolescentes estão sentindo.

 

Unpopular


Alguns podem assumir o papel de não popular e ficarem cada vez mais isolados, tristes e sozinhos. A falta de popularidade pode atingir tanto o emocional de um adolescente a ponto de prejudicar o desempenho na escola. 

Outros, por sua vez, podem buscar a tal popularidade de tal forma a mudarem a sua personalidade e se submeterem a imitar e copiar atitudes que não estão de acordo com os próprios valores. 

Sendo assim, esse lance de populares e não populares pode bater na nossa porta a qualquer momento, entrar na nossa casa e ficar rondando por ali durante toda a adolescência e o período escolar até eles irem para a faculdade. E precisamos ajudar os nossos filhos.

5 Dicas para os pais 


1 - Ficar atento ao que está acontecendo com nossos adolescentes. Em qual grupo eles estão? Estão satisfeitos ali? Qual o esforço que estão fazendo para se manter ou mudar de posição?

2 - Conhecer a turma de amigos e observar os amigos novos que surgem e os antigos que saem do círculo de amizades. Procurar saber por que aquele amigo que vinha sempre na nossa casa agora não vem mais. Perceber como os adolescentes se sentem em relação aos amigos.

3 - Incentivar as amizades positivas. Mostrar a importância dos relacionamentos baseados no respeito mútuo. Facilitar o convívio com aqueles amigos legais, permitir que o adolescente traga os amigos para sua casa.

4 - Não elogiar demais os amigos legais, nem criticar muito abertamente os amigos que não são boas influências. Isso pode ter o efeito oposto.

5 - Conversar sobre a questão da popularidade e não popularidade. Mostrar que popularidade e amizade são coisas bem diferentes. A popularidade é política, enquanto a amizade é pessoal. A popularidade é mais uma questão de posição, enquanto a amizade está ligada ao relacionamento em si. A popularidade é mais superficial, enquanto a amizade é mais verdadeira. A popularidade passa, a amizade fica.



domingo, 7 de maio de 2017

A Semana 18 de 2017 - Novidade Necessária

Em um curso que eu fiz nesta semana eu ouvi duas frases que fazem muito sentido para mim e que eu trago para a minha rotina nos meus dias: "Nosso cérebro é sedento de novidade." e "Nosso alimento emocional é a novidade.".

Quem acompanha as minhas semanas aqui no blog pode ver que eu busco sempre colocar novidades, mesmo que pequenas, simples, rápidas, nos meus dias. Eu preciso disso como quem precisa de alimento. As novidades desta semana e que alimentaram a minha alma foram:

Fui com a Ana Luiza fazer a visita ao Rainbow Warrior, navio símbolo do Greenpeace que esteve no Rio em comemoração aos 25 anos de atuação da ONG no Brasil. E eu estive no Rainbow Warrior quando ele esteve no Brasil pela primeira vez, na Rio Eco92. Foi bem emocionante e gratificante ver mais de perto o trabalho sensacional que o Greenpeace faz no Brasil. 




Fico muito grata por ver pessoas engajadas e empenhadas nas causas ambientais, tão importantes para todos nós.

Brinquei com a Sofia e uma amiga de aula de Pilates. Eu era a professora, fazia as posições com uma delas de cada vez e depois as duas faziam. Foi uma tarde de muitas risadas.


Fico grata por todos os momentos em que deixamos obrigações, compromissos, preocupações de lado e sentamos no chão e brincamos.

Fui com uma amiga fazer mais um passeio pelo Porto Maravilha. Desta vez o objetivo era ver a exposição "Salve Jorge" que marcou a reabertura do Porto das Artes - Fábrica de Espetáculos. O espaço ainda está em finalização na parte interna, mas é bem amplo e a fachada está linda. Espero que role muito evento cultural por ali.


Fico grata sempre que vejo algum investimento cultural na cidade.


O passeio pelo Porto Maravilha acabou no Museu do Amanhã e conferimos a exposição "Inovanças: Criações à Brasileira". Sensacional! Inspiradora! Até rendeu um post para o blog. Só clicar no link.


Fico grata a cada um desses inventores por buscarem soluções para as questões sociais e ambientais que tanto afetam o nosso planeta. Cada melhoria, que eles conseguem para algumas pessoas,  afeta no todo. 

Estive na cabine de imprensa do filme "O Rastro", um terror nacional que estreia em 18 de maio e tem um elenco muito bom com Leandra Leal, Claudia Abreu, Rafael Cardoso e Jonas Bloch. A história se passa em um hospital decadente bem sinistro, tem sumiço de paciente, tem crise na saúde (conhecemos bem essa parte da história), tem mulher grávida, e tem até a Samara brasileira. Caraca, a menina é bizarra! Só digo uma coisa, dá muito medo. Um filme de terror dos bons.



Fico grata pelo convite e pelas oportunidades que o blog me proporciona.

Aproveitei uma tarde de sol na praia com uma amiga. A energia do sol, o barulho do mar, a tranquilidade da praia e a companhia da amiga foi uma verdadeira terapia.


Fico grata pelas amizades que tenho.

Assisti com as filhas a vários filmes na Netflix e no Now. Todos de graça. Todos com a temática da gravidez na adolescência. Eles estão no post "4 filmes para falar de gravidez na adolescência".  Muito gostoso usar o nosso tempo em casa para ficarmos juntas, tendo um entretenimento interessante e trocando ideias.


Fico muito grata por ter um diálogo aberto com as minhas filhas.

E assim colocando uma pequena novidade, que seja, por dia, saciei a sede do cérebro, alimentei o meu emocional e tive muito a agradecer.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.



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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Inovanças: Criações à Brasileira no Museu do Amanhã

Estive no Museu do Amanhã para conferir a nova exposição temporária "Inovanças: criações à brasileira". O tema, inovações, já desperta a curiosidade por si só. E o Museu do Amanhã é sempre um espetáculo que vale a pena ser visitado e revisitado (e acredita que eu ainda não fiz um post sobro o museu em si?!).

A mostra conta com trabalhos sensacionais de inventores criativos brasileiros. São ideias inspiradas na natureza fomentadas pela necessidade de solucionar questões sociais e ambientais. Superatual, né?
O espaço que ocupa 600 m² já impacta assim que entramos. Montado sem paredes tem a intenção de mostrar que não há limites nem barreiras para a criatividade.

Já na entrada o ambiente audiovisual e a iluminação dão a sensação de que estamos entrando em uma viagem ao mundo das descobertas. 




E é exatamente isso que acontece. Os visitantes embarcam no mundo das criações e de forma lúdica e interativa vão se encantando com as descobertas e acreditando que podemos inventar muito mais por um mundo melhor.

Caminhando pela exposição passamos por estantes com inovações que buscaram inspiração diretamente na natureza, como o copo descartável feito de mandioca. São copos biodegradáveis que melhoram a captura de CO2  e usam menor quantidade de água no processo produtivo. Legal, né? 

Nesta área as invenções estão nos estandes com o layout inspirado nos Voronoi. O que são os Voronoi? São uma forma de polígono específico da natureza. São vistos na pele das girafas.


Outra invenção sensacional é a Lâmpada de Moser criada pelo mecânico mineiro Alfredo Moser. Ele usou o momento do auge da crise energética de 2001 no Brasil para buscar uma solução criativa, barata, utilizando materiais disponíveis e que pode ser feita por qualquer pessoa. A Lâmpada de Moser utiliza garrafas Pet com uma mistura de água e alvejante. Só isso é suficiente para iluminar os cômodos escuros durante o dia. Simples assim. Porque para ser inovador não precisa ser complicado. 

A mochila-skate para fugir do caos do trânsito também é bem legal e parece divertida. E as invenções não param por aí. São 40 invenções, de sete áreas distintas, passando pela alimentação com o Favela Orgânica; pela educação com a Matemática inclusiva – Multiplano; pela medicina com o equipamento para diagnosticar o câncer de pele; até o projeto Projeto Gelo Solar que nada mais é do que uma máquina que produz gelo a partir da energia solar (louco, né?) para atender a população ribeirinha da Amazônia, região que ainda não é beneficiada pela energia elétrica. Como deu para perceber tem invenções desde a mais high tech até a mais low.


Além disso, estão expostos painéis que falam do processo inovador e criativo que trazem mensagens bem legais para levar para o nosso dia a dia. Gostei desse conceito de "errâncias". Não existe inovação sem tentativas, sem abandonar o medo de errar. 



Enfim, a exposição está linda, iluminada, colorida.


Interessante, divertida e interativa.


Atual, moderna e inspiradora.

O visitante pode pedalar em bicicletas e girar uma manivela para iluminar esta armação. 

Vale a pena o passeio! É uma exposição para a gente ter orgulho de ser brasileiro.


Serviço:
Museu do Amanhã – Praça Mauá 1, Centro
Tel.: 3812-1800
Período: De 25 de abril a 22 de outubro
De terça-feira (gratuidade) a domingo, das 10h às 18h (com encerramento da bilheteria às 17h)
Inteira: R$ 20,00; ​Meia-entrada: R$ 10,00 - gratuito para todos às terças;
Lembrando que o ingresso dá direito a todos os espaços do Museu do Amanhã.

terça-feira, 2 de maio de 2017

4 filmes para falar de gravidez na adolescência


A gravidez na adolescência é um dos grandes temores dos pais de adolescentes. No meu caso, para falar bem a verdade, a gravidez não está no topo dos meus medos não. Tenho muito mais receio do uso de drogas, consumo de bebidas, depressão, envolvimento em um relacionamento abusivo, violência na rua, já que os filhos começam a andar sozinhos para cima e para baixo, AIDS que está voltando a ter números considerados e ninguém quase fala mais nisso. Mas mesmo não sendo um grande temor para mim, a gravidez é um tema que precisamos abordar, conversar, esclarecer.

Quando a Ana Luiza tinha por volta de 14 anos ela me perguntou o que eu faria se ela engravidasse com 16 anos. Falei que engravidando aos dezesseis anos ela já teria atrapalhado tanto a vida dela por um período que não seria eu a tornar as coisas mais difíceis. Que eu a ajudaria e apoiaria. Como eu a ajudaria?
- Daria todo o suporte para ela frequentar a escola até o dia do bebê nascer. Que sim, ela iria para a escola mesmo de barrigão.
- Daria todo o suporte para ela retornar às aulas o mais rápido possível. Que se fosse preciso eu ficaria com o bebê no pátio da escola para ela poder estudar e amamentar, e assim não perder as aulas.
- Cuidaria do meu netinho ou netinha para ela estudar, fazer os trabalhos da escola e até ir ao cinema uma vez ou outra, porque eu entendo o quanto é importante relaxar, estar com as amigas para que a gente consiga ficar bem e assim desempenhar melhor as nossas responsabilidades. Faria isso porque ela já iria perder todas as baladas, as festinhas à noite, essas coisas. Eu sabia que já seria muito duro para ela acompanhar as amigas vivendo a adolescência com as responsabilidades e irresponsabilidades de adolescente, e ela, por já ser mãe vivendo uma adolescência com as responsabilidades de adulta e se privando da parte boa da adolescência.
- Daria o apoio financeiro que eu pudesse dar. Mas que esse apoio sairia do orçamento que era destinado a ela. Por exemplo, se o orçamento para gastos com cada filha, ela e a Sofia, fosse de mil reais para cada uma, os custos com o bebê sairiam da parcela dela. Eu não acharia justo a Sofia ter que deixar de comprar uma roupa, por exemplo, porque ela, Ana Luiza, teve um bebê que está gerando mais despesas. Seria a mãe do bebê que teria que abrir mão e reduzir os seus gastos para dar o que o bebê precisa.
Finalizei a conversa falando que achava que ela não ficaria grávida sem planejar porque ela é uma menina bem informada, inteligente, responsável e que tem liberdade para falar do assunto comigo. Assim a chance seria remota, somente em caso de acidente de percurso.

É claro que a pergunta me pegou de surpresa. Por mais que a gente converse sobre os assuntos mais delicados, que tenha um diálogo mais aberto e próximo dos filhos, é impressionante como ele nos pegam de surpresa!

Esta semana o tema gravidez na adolescência voltou à tona lá em casa e aproveitamos para ver alguns filmes que abordam o assunto e ajudam a trocar ideias e opiniões.

Existem vários filmes e séries que falam de gravidez na adolescência, mas encontramos quatro que achamos bem interessantes e estão disponíveis na Netflix e no Now.




1 - "Slam"

Filme italiano, adaptação do livro de Nick Hornby, que conta a história de Samuele um adolescente de 16 anos cheio de sonhos e planos para um futuro como skatista de sucesso. Ele, porém, vê seus planos ameaçados quando descobre que a namorada Alice, também de 16 anos está grávida. A partir daí a vida e o relacionamento dos dois começa a mudar. Sam, apesar de repetir a trajetória da sua avó e sua mãe que engravidaram ainda adolescentes, não quer cometer os mesmos erros de seus pais.
Apesar do tema o filme é leve, traz algumas piadas e questionamentos sobre responsabilidade, relações familiares e maturidade.
O que eu achei legal neste filme é que é um filme atual e tem uma pegada de comédia. Se passa no ano de 2017, este que estamos, e os personagens são descolados. Os típicos adolescentes bem informados, inteligentes, espertos.

Filmes sobre gravidez na adolescência


2 - "Onde Mora O Coração"

Este é um filme de 2000 e que traz a Natalie Portman bem novinha. A personagem Novalee Nation, uma adolescente de 17 anos que está grávida do namorado, diferente da Alice do Slam é uma menina inocente e sem muitas perspectivas na vida. Talvez um cenário mais propício para uma gravidez não planejada pela falta de estrutura familiar.

Novalee mora com dificuldades financeira com o namorado (um sujeito nada legal) em um trailer. Os dois estão de mudança para a Califórnia e Novalee está cheia de sonhos e esperança de uma vida melhor. No meio do caminho ela precisa ir ao banheiro. O namorado aproveita a oportunidade para abandoná-la grávida e sem dinheiro no Wal-Mart. Ali Novalee fica morando e se virando sem se desesperar. Inocente e com bom coração a menina faz amizades e encontra pessoas que a ajudam.
Com o nascimento da filha e a ajuda das pessoas Novalee vai crescendo, amadurecendo e aprendendo. De menina inocente de 17 anos passa a ser uma garota assustada com um bebê nos braços, em seguida uma jovem por volta dos 20 anos que ainda comete seus deslizes, mas vai amadurecendo para se tornar uma mulher em busca do próprio sonho e capaz de segurar a barra e ajudar os amigos.

O legal é que o filme mostra as dificuldades que uma gravidez precoce traz para a vida de uma jovem, mas mostra também que as coisas podem dar certo e as dificuldades podem ser superadas.

Como Novalee (Natalie Portman) diz no filme "Nossas vidas se transformam a cada momento que respiramos.". As mudanças podem vir para atrapalhar o curso das coisas, mas podem vir para melhorar também.

Filmes sobre gravidez na adolescência


3 - Os Garotos da Minha Vida

Baseado no livro autobiográfico de mesmo nome lançado em 2001, mas que se passa nos anos 60. Então, traz uma realidade um pouco diferente da atual. Naquela época o impacto na família e na sociedade de uma gravidez antes do casamento era bem maior e até considerado uma vergonha e humilhação na família. Porém os problemas de mudança de rumo na vida, dúvidas e incertezas são as mesmas.

O filme conta a história da vida de Beverly (Drew Barrymore) que, ao engravidar aos 15 anos, se vê obrigada pelo pai a casar e a adiar os planos que tinha para sua vida. Casada com um filho para criar, ela vê as amigas tocando a vida de adolescente, indo para festas e realizando o que era o maior sonho de Bev: ir para a faculdade, mudar-se para Nova York e ser escritora.

É um filme leve (apesar de tratar a gravidez indesejada, o consumo de drogas, a irresponsabilidade na juventude, separação), comovente, e cheio de frases de efeitos que faz refletir.

“Um dia pode fazer sua vida. Um dia pode arruinar sua vida. A vida é feita de quatro ou cinco grandes dias que mudam tudo.” 

Filmes sobre gravidez na adolescência

 
4 - Juno

Juno, interpretada brilhantemente por Ellen Page, é uma menina de 16 anos que tem alguns hobbies, estuda, e fica grávida do seu melhor amigo, um atleta da escola, após apenas uma relação sexual. Desesperada, tentando absorver aquela no realidade, entender como tudo aconteceu e avaliando como vai lidar com a gravidez, ela conclui que não tem condições de encarar a maternidade e criar uma criança sozinha.
Após cogitar o aborto como alternativa, já que este é legalizado no país em que vive, Juno desiste da ideia e decide que vai dar o bebê para adoção. Ela conta com a ajuda do pai e da madrasta na difícil tarefa de escolher os pais adotivos de seu filho buscando uma família perfeita. 

O interessante deste filme é que aborda o assunto aborto e a possibilidade de não enfrentar a maternidade e a criação da criança. 

Filmes sobre gravidez na adolescência


Os três primeiros filmes da lista estão disponíveis na Netflix e Juno está no NOW até agosto deste ano.




sábado, 29 de abril de 2017

A Semana 17 de 2017 - Um olhar para a rotina



Domingos chuvosos pedem um cineminha com pipoca, ah se pedem... Fui com a Sofia e uma amiga assistir ao filme "Smurfs e a Vila Perdida".  Este é o terceiro longa da série e está voltado apenas para o mundo animado, nada de atores reais. Essas criaturinhas azuis continuam cheias de carisma e inocência. O filme está bem engraçado e com uma narrativa simples. Foi um ótimo programa que complementamos com um passeio pelo Parque das Figueiras e Parque dos Patins.

É claro que elas não quiseram sair na foto.



Fico grata por cada momento que passo junto com as minhas filhas.

Comemorei o aniversário de uma amiga e aproveitei para rever outros amigos de um antigo trabalho. Conversa boa, comidinha também. 


Fico grata pelas amizades que fiz e conservo ao longo do caminho. 

Almocei com a minha amiga Simone. A ideia inicial era almoçarmos nos Jardins do Palácio do Catete, mas o restaurante estava fechado. Uma pena. Mas aproveitamos para experimentar comida peruana e viajar por uma horinha sem nem sair do Rio. 

O nosso almoço peruano teve brinde de Chicha Morada (refresco de milho roxo com infusão de frutas), Circuito de Cebiche (camarão, vieiras, polvo, Namorado e cogumelo), e sorvete de lúcuma com cobertura de algarrobina e nozes pecãs.


Fico muito grata por ter momentos especiais como este na minha rotina.

Cinema no meio da semana e no meio da tarde era tudo o que eu e uma amiga imaginávamos que faríamos quando não estivéssemos trabalhando. Chegou a hora. Foi isso que fizemos e o filme que encaixou no nosso horário foi "Paterson". É um filme bem diferente por focar mais na rotina do que nos conflitos em si. Paterson, um motorista de ônibus, que vive na pacata Paterson, vive uma rotina a princípio monótona. Acorda por volta do mesmo horário, toma seu café, vai trabalhar, almoça a marmita preparada pela mulher, volta do trabalho, janta em casa, leva o cachorro para passear, para no mesmo bar e dorme. O que tem de especial é como Paterson enxerga a sua rotina. Com seu olhar observador ele transforma a simplicidade em poesia. Ele enxerga o dia a dia pacato com magia e até excentricidade. O filme é lento, mas interessante. Fala de amor, de sonhos e de como o nosso olhar para o nosso dia a dia pode torná-lo inusitado e inspirador. Causa uma expectativa e até uma vontade de que algo aconteça. Mas a rotina segue. 


Fico grata por eu mesma ter um olhar para a minha rotina que de certa forma consegue ver novidade nas repetições.

Corri bastante, acomodei um compromisso aqui, cheguei o outro para lá e consegui encontrar com a Rê Vitrola (@revitrola), que veio passar a semana aqui no Rio, e outras amigas. Cheguei atrasada, esbaforida e acelerada, mas cheguei. E foi ótimo! Aproveitei para pegar a minha encomenda diretamente com as duas criadoras, a Lily Luz e a Rê. Dois cadernos de perguntas daqueles que eu tinha na minha adolescência que eu encomendei para a Sofia e uma amiga. Amei. 

Comemos os melhores madrilenhos do Rio e ainda ganhei presentinho da Rê. É para ser muito grata, né?


Fico grata por ter flexibilidade e conseguir arrumar o meu dia para ter esses momentos tão especiais. 

Escolhi o filme "Além da Ilusão" para assistir com o marido por abordar o espiritismo, ser um filme francês, ter a Natalie Portman no elenco, rodar na Europa do período entre guerras. Só que o filme é chato, confuso, uma mistura louca de temas. Deu até vontade de sair no meio. Mas persistimos e vimos até o final. 

E no final saímos rindo da nossa persistência. 


Fico grata por conseguir rir até quando o filme é ruim. Poderíamos ter visto a escolha como um desperdício para as poucas oportunidades que temos de fazer um programa a dois. Mas preferimos rir e nos divertir mesmo assim. 


Podemos, como o Paterson do filme, enxergar belezas no nosso dia a dia. Observar a nossa rotina com um ponto de vista divertido e encontrar inspiração nas coisas simples.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.



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