terça-feira, 27 de junho de 2017

Pintura - Escadinha para Suculentas



Sabe quando você faz uma coisa e ama? Tipo... fica babando? Assim que nem criança quando ganha uma bicicleta e fica olhando apaixonada? Como adolescente que ganha aquele tênis que queria muito e fica namorando o dito cujo? Essa sou eu com esta escadinha que eu pintei usando a técnica Odila Freire. Gente, tô muito apaixonada!




A princípio a escadinha seria pintada por mim, com a orientação da professora Odila, para mim. Para ficar na minha varanda.


Organizando as minhas suculentas e os cactos que ficam nas canecas "Inventando com a Mamãe" feitas pela Lily Luz.


E deixando a minha varanda com mais cor e alegria. 


Aconteceu que a quando a escadinha estava apenas com as cores de base, ainda sem nenhum detalhe, a minha mãe me pediu a peça. Daí, sendo presente para alguém, eu acho, ou melhor, eu tenho certeza, que acabo caprichando mais ainda. 


Fazendo cada detalhe com muito carinho.


Pensando na pessoa que vai receber este presente.


E agora que a escadinha está pronta eu fico aqui morrendo de orgulho do trabalho feito e feliz por saber que vou enfeitar e alegrar a casa da minha mãe.


Além da professora Odila Freire que me orientou, tive a ajuda das filhas para pintar as cores da base e a companhia também.



A satisfação de terminar uma peça dessa e sentir o orgulho de ter realizado um trabalho tão bonito não tem preço. É recompensadora! 

Outras peças que pintei com a técnica Odila Freire:


Relaxando no Salão de Beleza



História postada no Facebook e registrada aqui no blog.


A pessoa é do tipo que gosta de economizar tempo, agilizar as paradas todas. 

Aí vai ao salão e marca pé, mão, sobrancelha e escovão na juba tudo junto e misturado. Uma pessoa para cada serviço. Mas a pessoa aqui acha que é pouco e ainda pede uma Revista Caras para ler com um olho só (o outro está lacrimejando a cada fio arrancado) segurando no alto com apenas uma mão (a outra está prestes a ser beliscada a qualquer momento) porque salão sem Caras é tipo cinema sem pipoca que é tipo namorar sem beijar. 

Mas a pessoa se acha aquela malabarista de circo que pode aumentar o nível de dificuldade do espetáculo e coloca o celular no colo, bem ali sobre aquela região mais sensível. Afinal, mesmo estando lendo com um olho só, com o pescoço duro para segurar a cabeça que insiste em ir para trás a cada puxão nos cabelos, um olho lacrimejando a cada fio arrancado, uma mão imobilizada para não ter um bife arrancado, uma perna para cima com os joelhos para dentro para tentar esconder a calcinha que insiste em aparecer (sim, ela foi fazer os pés de vestido mesmo sabendo que isso dificulta a manobra), a pessoa acha que se o telefone tocar ela consegue tranquilamente atender e bater aquele papo gostoso com a amiga e que o barulho do secador nem vai atrapalhar, ou se chegar uma mensagem no WhatsApp ela vai conseguir responder. 

Aí o que acontece? O que acontece sempre! Chega uma mensagem, o celular vibra sobre a área sensível, a pessoa se assusta, dá um grito junto com um pulo, chuta a pedicure que enfia o palito no canto da unha do dedão, quase estapeia a manicure que tira um bife do dedo do palavrão, dá um solavanco com a cabeça que faz a esteticista beliscar a pálpebra com a pinça e a cabeleireira queimar o seu couro cabeludo, joga a revista para um lado e o celular para o outro. 

Nem é preciso relatar que todos os olhares neste momento se voltam para a pessoa, né?. 

Bom, depois da cena, a pessoa malabarista de tarefas percebe que era uma mensagem daquele grupo chato 'bagaraio' que ela não sai para não ficar na linha de tiro da fofoca, recoloca o celular no lugar (aquele mesmo lugar), pega a revista e posiciona para cima, todos voltam para as suas posições e a vida no salão segue ao normal. Pelo menos até a próxima mensagem chegar.

E assim se passa o tempo relaxante, descontraído e dedicado para se cuidar da pessoa.

domingo, 25 de junho de 2017

A Semana 25 de 2017 - Chove lá fora



Foi uma semana que dei bastante foco nas minhas pinturas. Fiquei com muitos projetos em paralelo e e fico agoniada quando começo as coisas e não concluo. Adoro concluir tarefas e ticá-las na minha lista.

Comecei a fazer esta escadinha que a princípio sera para eu colocar as minhas suculentas. Mas a minha mãe quis e eu resolvi fazer para ela. Quando faço a pintura para dar para alguém acabo caprichando muito mais. Está quase pronta, mas eu já estou babando nesta pintura que fiz com a orientação da professora Odila Freire.


Eu já tinha iniciado essas duas caixas de pão de forma com a tampa que é uma bandeja, tipo essas que mostrei no post "Pintura - Carinho de Bandeja", para as minhas irmãs. O meu objetivo era concluí-las ainda nesta semana. Mesmo a Ana Luiza e a Sofia tendo me ajudado, ainda não deu. Mas estou quase lá. Só no acabamento.


Fiz, para mim, um jogo americano de seis peças. Concluí cinco delas e já as coloquei em uso. Ficou lindo o nosso café da manhã, né? Mas preciso terminar a sexta peça para fazer uma mesa completa.


Fico grata a Fernanda Reali que me apresentou a professora Odila Freire e trouxe a pintura para os meus dias e para a minha casa. Relaxo pintando, fico feliz em ver a minha casa mais colorida, as minhas filhas admirando e ajudando nas peças que faço e em poder presentear as pessoas que amo com coisas feitas por mim com carinho.

Nesta semana teve muito encontro da família na cozinha com muita conversa, carinho, música e comidinhas gotosas.

A Sofia fez um bolo de brigadeiro que ficou maravilhoso. Ela pegou a receita no canal da Danielle Noce que eu não conhecia, nem sabia que a Sofia seguia. Essa minha filha adora culinária e principalmente doces. 

Esse bolo adoçou e alegrou a nossa semana.


Fico muito grata por ver a minha filha crescendo, desenvolvendo suas habilidades e compartilhando seus interesses com a gente. Muito legal ver que a via começa a ficar de mão dupla. Ao invés de nós pais trazermos sempre as novidades, as filhas nos apresentam muita coisa interessante.

Todo os dias à noite fomos para a cozinha preparar um prato simples, rápido, gostoso e diferente. Sempre com muita música e colaboração. Teve Batata Rostie recheada com a sobra de um salmão do almoço, teve risoto de limão siciliano com presunto de parma, tapioca recheada com queijo de coalho e sobra de tábuas de frios do lanche, talharim com camarão ao forno, espaguete com molho de tomate. Muitas delícias! 


Fico grata por esses momentos de família unida construindo lembranças e reforçando as relações.

Fui convidada para a coletiva de imprensa e abertura da exposição "Nirvana: Taking punk to the masses" e contei aqui no blog. 

A exposição está sensacional e foi muito interessante fazer a visita guiada pelo próprio curador da mostra.


Eu fico muito grata por todas essas oportunidades que o blog me traz. 

Em um dia de temporal aqui no Rio a chuva me pegou de jeito. Não dava para seguir caminho mesmo sem eu me importar em me molhar. As ruas estavam alagadas. Então entrei em uma livraria, peguei um livro, pedi uma Burrata e uma Soda Morangada e fiquei ali "imersa nos meus pensamentos". Aproveitando o tempo em minha companhia. Deixando a chuva cair lá fora e lavando a minha alma aqui dentro.


Fico grata por ser uma boa companhia para mim mesma.

Foi uma semana de chuvosa, de dias nublados e frios aqui no Rio, mas fizemos desta uma semana aconchegante e cheia de carinho com momentos simples, mas calorosos.


Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




Você pode me encontrar também

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mostra Aedes Aegypti com atividades interativas e tecnologia


Se tem um lugar que eu sempre estou de olho na programação é a Casa da Ciência da UFRJ, ali bem em frente a lateral do Rio Sul e ao lado do antigo Canecão.

As exposição que acontecem lá são sempre muito interessantes, educativas e bem apresentadas. Normalmente são guiadas por alunos da própria UFRJ que fazem a monitoria com dedicação, interesse e disposição.

Na semana passada inaugurou mais uma mostra bem legal. Além do assunto ser importante de ser apresentado, a mostra está cheia de atividades interativas e usando tecnologia de ponta para atrair o visitante, principalmente a criançada.

Exposição Aedes na Casa da Ciência


A exposição "Aedes: que mosquito é esse?" é uma parceria entre a Fiocruz e a Sanofi e é apresentada em seis módulos que trazem informações sobre esse danado desse mosquito que transmite a dengue, a zika e a chikungunya.

Já na entrada a escultura gigante de um mosquito fêmea chama a atenção.

Exposição Aedes na Casa da Ciência

Com uma lupa gigante as crianças podem observar partes do mosquito. É só apontar a lupa em determinadas áreas que a imagem em detalhes com textos, imagens e animações, é exibida na tela fundo, enquanto a monitora atenciosa dá explicações. É que a escultura criada pelo artista plástico Ricardo Fernandes, a em sensores que projetam as informações na tela sempre que a lupa é aproximada.


Exposição Aedes na Casa da Ciência


Outro módulo disputado pelas crianças é o jogo "Detetive da Dengue". O jogo está disponível em uma bancada com alguns Tablets onde o objetivo é identificar nos cenários os possíveis criadouros de mosquitos da dengue e eliminá-los.

A bancada com microscópios para observar Aedes é sucesso total!

Exposição Aedes na Casa da Ciência


s expondo pesquisas do perigoso mosquito através de lupas, microscópios e realidade virtual.

A mostra em cartaz na Casa da Ciência promete explorar com detalhes o transmissor da dengue, zika e chikungunya. Enquanto os pequenos passeiam pelas atividades interativas, monitores atenciosos vão explicar sobre os vírus transmitidos, históricos das doenças no Brasil e pesquisas em andamento para controlar a reprodução e criadouros do vetor. Uma verdadeira caça conscientizadora ao mosquito!

O "Quintal Interativo" é muito fofo, por ser um refúgio mais artesanal dentro de uma exposição bem tecnológica. 

Exposição Aedes na Casa da Ciência

Nesta área é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do Aedes aegypti e as fases ovo, larva, pupa e alada (adulto). 

Exposição Aedes na Casa da Ciência


Ali o visitante encontra potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta, calhas, entre outros locais.

E ainda tem uma área de realidade virtual que as crianças piram. 

Exposição Aedes na Casa da Ciência


A mostra ainda oferece várias atividades, como oficinas gratuitas de máscaras, gravuras em isopor, gifs animados, etc. Vale conferir a programação completa e mais detalhes aqui.


Serviço:

Casa da Ciência da UFRJ - Rua Lauro Müller, 3 – Botafogo, RJ
Período: 14 de junho a 27 de agosto de 2017
Terça a sexta das 9 às 20h 
Sábados, domingos e feriados das 10 às 20h 
fechada às segundas-feiras
Entrada gratuita
Classificação Etária: sem restrição

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Exposição "Nirvana: Taking punk to the masses"


Hoje foi a abertura para o público da exposição "Nirvana: Taking punk to the masses", que ficará até 22 de agosto no Museu Histórico Nacional.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

E euzinha aqui estive na coletiva de imprensa e já conferi a mostra que está punk! 

A iniciativa é promovida pela Samsung Rock Exhibition, série inteiramente dedicada às exposições de rock e cultura pop, patrocinada pela Samsung, em parceria com o Ministério da Cultura e realização do Instituto Dançar.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

A exposição "Nirvana: Taking punk to the masses" ficou em cartaz por seis anos em Seattle onde foi vista por mais de três milhões de pessoas. Agora chegou ao Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. Êta privilégio nosso!

Hoje, no lançamento, o curador da exposição, Jacob McMurray estava presente, não apenas na coletiva de imprensa onde contou sobre a exposição, quanto para fazer uma visita guiada com a gente. Êta privilégio meu poder ver a exposição guiada pelo próprio curador e tendo Philippe Seabra, vocalista da banda Plebe Rude, como intérprete.



Durante a coletiva Jacob McMurray disse que é maravilhoso, para ele, ter a oportunidade de compartilhar esta exposição com os fãs do Brasil, onde o Nirvana tocou para seu maior público na história da banda.

Explicou também que a abordagem da exposição é bem pessoal, com itens pessoais, humanizada.

O próprio Jacob abriu a exposição com direito a cortar fita, imprensa ansiosa, e tudo mais.


Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

Nem todos os itens expostos em Seattle puderam vir para o Brasil, pois alguns são emprestados e seus donos ficaram receosos com possíveis danos, devido à viagem. 


Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

Mas de qualquer forma a exposição está bem completa, um verdadeiro passeio na trajetória da banda.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

Conta com itens preciosos, como a primeira guitarra quebrada por Kurt Cobain (1967-1994). Inclusive esta é a peça preferida do próprio curador. Jacob McMurray explicou que esta guitarra foi quebrada em um show para 25 pessoas em uma época que Kurt não tinha dinheiro nem para pagar o aluguel do quarto, muito menos para comprar outra guitarra. E nem era nenhum famoso para quebrar guitarra. Isso reflete bem o espírito do Nirvana.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

Tem fotos, muitas fotos, inclusive fotos da viagem deles para o Brasil. Estas fotos não foram ampliadas, justamente para dar essa pegada mais humanizada à exposição.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


Tem a foto original da icônica capa de Nevermind, que o diretor de arte enviou para a banda dizendo: "A capa pode ser assim. Se vocês quiserem eu posso tirar a piscina. Se alguém tiver problema com pênis, pode ser retirado também.".

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


Bom problema com pênis ninguém tinha, mas o fundo da piscina foi retirado.


Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional



Também estão expostos o violão colorido usado por Pat Smear no registro em Nova York e o baixo acústico de Novoselic.
Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


Tem curiosidades, como o desenho de um casal punk feito por Kurt ainda adolescente.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


E muito mais. São ao todo 200 itens entre discos, roupas, instrumentos (alguns quebrados), vídeos, fotos originais, desenhos, escritos, setlists escritos à mão por Dave Grohl dos shows no Hollywood Rock (saudade dos Hollywood Rocks), tanto no Rio, quanto em São Paulo, em 1993, a primeira entrevista gravada em vídeo, fita cassete original, e muitas preciosidades que contam a história da banda. 

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional

Depois disso tudo ainda tem uma área interativa bem divertida


Nesta parte, nós visitantes, podemos fazer um vídeo simulando que estamos cantando e dançando sucessos da banda, assistir um show neste clima intimista.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


E até tentar ser capa de Nevermind (1991) reproduzindo a foto na piscina com a nota de dólar à frente.

Exposição Nirvana no Museu Histórico Nacional


Serviço:

Museu Histórico Nacional 
Praça Marechal. Âncora, s/n, Centro (3299-0324). 
De terça a sexta, das 10h às 17h30; 
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h; 
Até 22 de agosto.

Ingressos:
De terça a quinta-feira: R$ 25,00 (R$12,50 meia-entrada)
De Sexta a domingo: R$ 35,00 (R$17,50 meia-entrada)
Compra de ingresso online neste link

Classificação: 16 anos

domingo, 18 de junho de 2017

Meu Assaltante Favorito

História postada no meu perfil no Facebook que eu trago para o blog para ficar guardada.

A pessoa aqui é do tipo fiel. Além de fiel aos amigos, marido e tal. Por exemplo, eu tenho o meu garçom naquela pizzaria que vou tomar vinho com as amigas. O meu garçom que já sabe que eu vou pedir a terceira garrafa e que ele não vai trazer mesmo que eu reclame, ameace mudar de mesa (ele sabe que no fundo não farei isso), deixe rolar umas lágrimas ou solte uma gargalhada. O meu garçom que me encontra no shopping em uma tarde qualquer, para e dá dois beijinhos. A filha pergunta: Quem é ele? Quando eu respondo que é o garçom que me atende na pizzaria, ela retorna: "Nossa mãe, reconhecida na rua pelo garçom do bar?" É tipo mais ou menos isso. Só sei que escolho o lugar para ser atendida pelo meu garçom e espero ter mesa vaga na área que ele serve.

E na feira? Sou fidelíssima! Tenho vários feirantes para chamar de meu. Mas cada um em um setor. Sem traições. Tenho o meu feirante das frutas. Só compro nele, atendida por ele. E quando não tem a fruta que eu preciso na barraca dele? Não consigo me dirigir a outra. Me sinto um traidora. Aí o que o meu feirante faz por mim? Anota as frutas que eu quero e ele vai às outras barracas por mim. Eu fico ali parada na minha barraca e compro tudo lá. Tenho o meu feirante da barraca de legumes e verduras. Só compro nele. Também pudera, ele traz batata doce roxa pra mim. Não vou ser fiel a um feirante que se vira para arrumar batata doce roxa pra mim?! Esse aí eu sou fiel do tipo trocamos até telefone. Ele me liga para avisar o que tem de novidade na barraca naquele dia. Quando o telefone toca e aparece a foto dele o marido pergunta: "Quem é esse cara que tá te ligando?" E eu respondo: "É o meu feirante que quer saber se eu estou precisando de pepino.". É tipo assim! E quando eu não apareço na feira, ele liga para saber se está tudo bem, se eu quero que ele faça a feira pra mim e mande me entregar. Adoro esse atendimento, aí fico fiel. Só consigo comprar nele. A mesma história se eu estiver precisando de algo que ele não tenha, eu congelo, viro planta na frente da barraca dele e não consigo comprar em outra. Ah, e ainda tenho o meu feirante do camarão. Aquele que eu passo e falo: 1,5 kg do grande! Na vota eu pego já limpo! E na volta o camarão está com o peso certinho, posso até conferir em casa. Ah, fico fiel mesmo.

Teve uma época que eu tinha o meu motorista de táxi. Eu era superfiel. Ele fazia ponto de manhã cedo em frente a minha casa. E olha a coincidência?! No resto do dia no ponto em frente ao meu trabalho. Facilidade, né? Um dia, eu atrasada para um reunião, ao chegar no trabalho percebo que tinha simplesmente esquecido a bolsa. Isso mesmo, a bolsa inteirinha. O meu motorista falou: "Tem gente em casa? Então, vai tranquila para a sua reunião que eu volto lá, pego a sua bolsa e trago até aqui. Quando acabar a reunião a senhora me liga que eu te entrego.". Foi aí que eu garrei na fidelidade. Só ia com ele, só voltava com ele. Se ao final do expediente ele não estivesse no ponto eu virava planta. Não entrava em outro táxi. Ligava para o meu motorista. Um belo dia, depois de muito, mas muito tempo indo e vindo, com o meu motorista, eu me toquei que o cabelo dele crescia muito, mas muito rápido. Pela manhã estava curto. Ao final do dia estava grande. Aí um belo dia, curiosa com o que ele fazia para o cabelo crescer tão rápido e porque ele cortava todos os dias, perguntei o segredinho. O meu motorista era gêmeo. Isso mesmo! Eram dois! Um fazia ponto em frente a minha casa e o irmão em frente ao meu trabalho. Foi aí que eu descobri que eu traía o meu motorista da ida com o motorista da volta. Ou seria ao contrário? Qual dos dois eu traía? Pirei e larguei os dois. 

Bom, isso tudo para falar do meu lado que pega fácil na fidelidade. 

Aí nesta semana a minha filha mais velha foi assaltada bem na porta de casa. Conversando sobre o assalto a Sofia falou: mas o assaltante da Ana Luiza é bonzinho, ele não machucou ninguém, acreditou quando o menino que acompanhava a Ana disse que tudo dela estava com ele e nem tocou na Ana, e ainda devolveu a mochila quando eles a pediram de volta, porque tinha material de estudo e eles teriam prova.
Gente, muito bonzinho! Ótimo atendimento!
Daí, se o atendimento é bom e tem diferencial, a pessoa aqui já quer "garrar" na fidelidade! Quero esse assaltante para chamar de meu. Não quero outro. Se outro vier me assaltar vou recusar. Vou avisar que já tenho o meu, que ele me assalta na porta de casa, na maior tranquilidade, não machuca ninguém e ainda negocia o que leva, o que devolve, tipo ganha-ganha, sabe? Pronto! "Garrei" na fidelidade ao atendimento desse assaltante.

E assim a gente vive no Rio de Janeiro, cada um tendo o seu assaltante (no mínimo um) e agradecendo quando é bem assaltado no ponto de vista da vítima. Ao invés de ligar para o 190 poderíamos começar a ligar para o SAC. Quem sabe?!

A Semana 24 de 2017 - Maratona Varilux


Digo que esta foi uma semana difícil de lidar com esse Rio de Janeiro. Tanta coisa rolando... Os cinemas bombando. Tinha Festival de Cinema Uruguaio no CCBB, Festival de Cinema Grego na Caixa Cultural, Shell Open Air e Festival Varilux de Cinema Francês.

Como eu adoro cinema francês, principalmente as comédias, fiquei louca! Reorganizei a minha agenda para poder aproveitar ao máximo. Uma verdadeira maratona cinéfila que começou no final da semana passada com os filmes "Uma Agente Muito Louca" e "Tal mãe, tal filha".

Os selecionados dessa semana foram:

"Perdidos em Paris", em uma sessão com debate com o diretor e atores. A comédia é excelente. Me diverti bastante e contei no post "Filme Perdidos em Paris mais entrevista com atores".



No mesmo dia, na mesma sala, logo em seguida, pois fiz dobradinha no cinema, eu assisti ao filme "O Filho Uruguaio", também em sessão com debate com atores e diretores. O filme foi excelente, um drama contado com sensibilidade que eu falei no post "Filme O Filho Uruguaio mais bate-papo com o diretor Olivie Peyon".


Neste dia nem as minhas filhas, nem o marido queriam me acompanhar na minha loucura Varilux. As amigas também estavam com outros programas, então fui sozinha. No momento que decidi ir sozinha a minha filha mais velha falou: "Mas você vai sozinha?" (Este foi o tema do meu post da semana 23 de 2017). 

Estávamos na mesa almoçando e eu falei que iria sozinha na boa, que sou boa companhia para mim mesma, e conversamos sobre a importância de se sentir bem consigo mesma. 

Fico grata por ter a oportunidade de me mostrar para as minhas filhas e por termos conversas gostosas e aprendermos umas com as outras.

Outro dia e mais dobradinha. Desta vez fui de "Tour de France". Um filme que fala acima de tudo sobre tolerância e que tem Gerard Depardieu atuando com o rapper Sadek. Aliás, Sadek esteve aqui para apresentar o filme e conversar com a plateia, mas infelizmente eu não consegui pegar esta sessão.

Sinopse:
Far’Hook é um jovem rapper de vinte anos que é forçado a deixar Paris por um tempo. Seu produtor, então, recomenda que o jovem artista passe um tempo com seu pai, Serge, um homem decidido a seguir os passos de Joseph Vernet, um famoso pintor francês. Logo, o rapper se junta a Serge e a jornada dos dois criará uma amizade improvável entre dois homens extremamente distintos.




O segundo filme escolhido deste dia foi "Coração e Alma" que fala de morte e vida, e mostra a questão da doação de órgãos por todos os pontos de vista.

Sinopse:
Tudo começa ao amanhecer; três jovens surfistas em um mar furioso. Poucas horas depois, a caminho de casa, ocorre um acidente. Agora totalmente ligado às máquinas em um hospital em Le Havre, a vida de Simon está por um fio. Enquanto isso, em Paris, uma mulher aguarda o transplante de órgão que lhe dará uma nova chance de vida.



O Festival estava com muitos filmes ótimos e pouco tempo para ver todos, mas eu estava disposta a aproveitar ao máximo. Então, segui os dias na minha maratona. Escolhendo agora "Um Instante de Amor", um drama intenso e marcante, com um final surpreendente. Daqueles que à noite ainda vem cenas do filme na cabeça.

Sinopse:
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, Gabrielle encontra-se velha demais para permanecer solteira e é obrigada a casar-se com um viúvo frequentador de prostíbulos. Infeliz e incapaz de engravidar, Gabrielle viaja em busca de cura em águas termais e se envolve romanticamente com um militar casado.



Eu gosto principalmente das comédias francesas, mas os dramas também são ótimos e decidi conhecer "A Vida de Uma Mulher", de Stéphane Brizé, com Judith Cemla, indicada ao César de melhor atriz pelo papel. Mais um drama forte que fala de escolhas, de amor, de família, de gratidão e sobre perdas.

Sinopse:
Jeanne volta para casa após completar os estudos e passa a ajudar os zelosos pais nas tarefas do campo. Certo dia o Visconde Julien de Lamare aparece nas redondezas e logo conquista o coração da jovem, que, encantada, com ele se casa e vai morar. Conforme o tempo avança Julien, se mostra infiel, avarento e nada companheiro, o que vai minando a alegria de viver da antes esperançosa Jeanne.




Depois de quatro dramas, eu precisava de uma comédia leve, divertida, que faz rir e emociona. E ainda tem Omar Sy, que se consagrou em “Intocáveis”, vivendo um pai solteiro às voltas com sua filha. Contei do filme "Uma Família de Dois" aqui no blog. Só clicar no link para saber mais sobre esta comédia dramática que vai estrear em circuito comercial em julho deste ano.



Muitos filmes em uma semana, né? Já que era uma maratona, eu queria mais. Fui assistir a "Um Perfil Para Dois", uma comédia romântica divertida, atual, que fala sobre velhice, família e amor. O veterano Pierre Richard, que brinca com as possibilidades de relacionamentos amorosos pela internet, está hilário. As caras que ele faz para convencer Alex de entrar no jogo dele são ótimas. Dei boas risadas. A Ana Luiza e a Sofia foram comigo e também gostaram muito. 

Sinopse:
Pierre é um viúvo e aposentado que não sai de casa há mais de 10 anos. Descobre as alegrias da internet graças a Alex, um jovem contratado por sua filha para lhe ensinar o básico de computadores. Em um site de namoro, uma mulher jovem e bela, que usa o codinome flora63, é seduzida pelo romantismo de Pierre e o propõe um primeiro encontro. Apaixonado, Pierre volta a viver feliz, mas em seu perfil ele colocou a foto de Alex e não a sua. Pierre deve agora convencer o jovem Alex de encontrar Flora em seu lugar.




Depois desta semana de cinema todos os dias para poder ver o máximo de filmes do Festival, recebi a informação de que o Festival foi prorrogado. Ótimo! Poderei assistir a mais alguns.

Esta foi a semana que eu fiquei mais chateada, até então, por estar desempregada. Ter o festival para ocupar o meu tempo, para distrair o foco foi muito bom. Fico grata pela companhia das amigas que foram comigo a algumas sessões, fico grata pelas minhas filhas que me acompanharam em outras, fico grata pelo meu marido que apoia os meus passeios e o tempo para mim mesma, e fico grata por mim mesma por procurar algo que me faça bem. 

Este post faz parte da BC #52SemanasDeGratidão proposta pela Elaine Gaspareto que neste ano vai substituir a BC A Semana que aqui no blog substituiu a BC Pequenas Felicidades.




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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Filme "Uma Família de Dois"

Não são todos os filmes do Festival Varilux de Cinema Francês que entrarão em circuito comercial.

"Uma Família de Dois", uma comédia dramática divertida e emocionante, que faz rir e faz chorar, vai entrar em cartaz no cinemas no mês de julho. E eu vou rever! Amei. Saí da sessão já querendo entrar novamente.



"Uma Família de Dois" é a refilmagem francesa do sucesso de bilheteria mexicano "Não Aceitamos Devoluções" que eu até procurei na Net e na Netflix para rever e fazer comparações, mas não encontrei. De qualquer forma já garanto que o táxi no Sul da França é bem mais caro.






"Uma Família de Dois", na versão francesa que é bem fiel a original com alteração de alguns elementos, conta a história de Samuel (Omar Sy) um cara irresponsável, que adora uma balada, curte bastante a vida de solteiro e trabalha em um barco no Sul da França. Um belo dia, uma das muitas garotas que Sam já saiu na vida, chega de surpresa com uma bebê linda no colo, informa que ele é o pai, e cai fora. Vai ali pagar o táxi e não volta. A única informação que Samuel tem sobre Kristin (Clémence Poésy), a jovem inglesa que agora é mãe de sua filha, é que trabalha em um Pub em Londres. Samuel sabe disso através do Facebook. O cara irresponsável, que mal sabe cuidar de si, se manda para o aeroporto atrás de Kirstin para devolver-lhe a baby fofura e acaba parando em Londres. A tentativa desesperada de devolver Gloria é frustrada. Porém, em determinada situação Sam age de forma heroica para salvar Gloria, e Bernie (Antoine Bertrand), presencia a cena. Acontece que Bernie é produtor de cinema e o destino acaba mudando para o trio. Sam é contratado como dublê de filmes e séries de ação.

O tempo passa, Glória vai crescendo e ficando cada dia mais linda, Samuel vai cada dia se esforçando para seu uma pai melhor do seu jeito. A vida dos dois, ou melhor, dos três (Bernie acompanha o crescimento de Glória) é uma verdadeira aventura.

Porém, quando Glória (Gloria Colston) já está com oito, quase nove anos, a mãe retorna, entra na vida dos dois e quer recuperar o tempo perdido.


O filme mescla cenas hilárias com cenas de drama. Os cenários no Sul da França e em Londres são lindos. A casa de Sam e Glória é um sonho para toda criança. Eu fiquei babando no quarto. Não resisti, sei que isso é errado, que não se faz, mas tirei uma foto. Só uma, do quarto. Eu amei o painel com o Mapa Mundi em Lego. Eu sou louca por mapas.




Um filme leve, mas que fala sobre amor, sobre aprender a ser mãe e a ser pai com muita sensibilidade. As reflexões de Samuel no final do filme são de tocar a alma e o coração. E o Omar Sy está sensacional!


"Não há mãe perfeita, nem pai ideal. A gente faz o que pode, improvisa.". É exatamente isso que fazemos todos os dias. Improvisamos buscando o nosso melhor por puro amor.
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