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sexta-feira, 23 de julho de 2021

An-dança

Um dia com a agenda abarrotada de reuniões, horário prensado de almoço. Esse breve intervalo ocupado com a função de levar a filha em uma atividade. Apesar da correria, me mantive presente e aberta. Atenta. 

Quando o caminho está confuso e pede pressa, é hora de olhar pra perto. Olhar ao redor. Dar ritmo ao caminhar. Observar a beleza dos detalhes ao redor. O objetivo? Acalmar a mente, cadenciar a respiração, clarear os pensamentos, dar o compasso do próximo passo.


Me permiti sentar e saborear. Deixei transbordar. "Porque eu acho que a vida transborda, não existe uma xícara arrumada para conter a vida" @gowriters


"Por meio dos sentidos suspeitamos o mundo. O sabor acorda a nossa memória. O sabor encurta o tempo. Descobrimos que cada gosto guarda uma história.".

Acordei a minha memória. Encurtei o meu tempo voltando, apenas em algumas garfadas eu voltei ao ano de 2015, quando vírus devastando a Terra acontecia somente em filmes ficção ou de realidade distópica, e eu realizava o sonho de conhecer Amsterdam com a minha filha e a minha mãe. Ah, quantas histórias nesse sabor...



Vi uma igreja aberta (coisa rara ultimamente) e completamente vazia. 


Me deixei atrair pela beleza e pela tranquilidade. Saí renovada.


Me deixei fascinar por uma militância colorida e criativa, e pela combinação de cores do cenário. 


Vi grandeza a partir de um espaço limitado.


Tudo isso em uma breve an-dança. 

An-dança: colocar dança no seu caminhar, sábado no seu dia "útil", ver beleza ao redor; sorrir com os olhos; sentir com todos os sentidos; perceber raridade nas banalidades, comer sem pudor; sentir os pés no chão e a cabeça no ar; viver o agora e despertar memórias; estar no presente, lembrar histórias do passado, desejar histórias para o futuro; ter uma rota, se permitir desviar, se perder e se encontrar; ver o por do sol pelo buraco da tela, pelo espaço entre os prédios, e enxergar a imensidão. Transbordar. Fazer das idas e vindas corriqueiras, an-danças.


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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Engatada

Um ano e um mês atrás quando foi anunciado o isolamento eu comprei umas peças de madeira para pintar, alguns quatro livros para ler, fiz um lista de filmes para assistir, separei umas receitas de bolos e pães para fazer. Estava eu pronta para quinze dias de isolamento. Aliás, mais quinze dias já que eu tinha acabado de sair de um recolhimento de 15 dias por ter voltado de viagem. 

Com o meu kit em mãos me senti preparada para "tirar de letra" o recolhimento. Isolamento completo que se prolongou por quatro meses e exatos quatro dias, quando a médica liberou algumas saídas ao ar livre, para lugares abertos, em horários mais vazios, mantendo o distanciamento bem distante e até o isolamento mesmo. Assim fiz para o bem do meu corpo e da minha saúde mental. 

Ao longo desse tempo procurei um olhar positivo para as coisas, busquei variar o entretenimento disponível, mantive o contato virtual com as amigas. Tinha sempre a minha frente um horizonte com perspectiva de melhoras. Colocava para mim um prazo de três meses. Daqui a três meses a vacina sai. Daqui a três meses os números já estarão baixos. Aí eu fui.

Agora, em 17 de março, um mês atrás, quando completamos um ano dessa quarentena sem fim e o cenário estava pior. Sem perspectivas. Os números mais altos do que um ano atrás. Por mais que eu queria ser positiva, baqueei. Cansei das possibilidades que tenho ao alcance. 

Cansei de fazer bolo e pão. Eu quero comer bolo e pão em uma cafeteria gostosa, com o cheiro do café, o barulho das pessoas, a companhia de gente. 

Cansei de ver filmes em casa. Eu quero entrar na sala escura de um cinema, colocar um saco de pipoca no colo e me esquecer do mundo lá fora por duas horas. 

Cansei dos encontros virtuais. Não quero ouvir voz que sai do microfone. Quero ouvir voz que sai direto da boca e entra nos meus ouvidos. Não quero ver rostos através da tela que ver volume, textura, pele e cabelo frente à frente. Não quero ver o meu reflexo na tela. Quero ver o meu reflexo no olho do outro. 

Cansei das exposições virtuais. Quero andar e para frente a frente uma obra de arte. Ver a cor pelos meus olhos e não pelas lentes de uma filmadora. Quero sentir a emoção que a obra causa em mim. 

São tantos quereres... quero ter assunto. E quero ter assunto leve, divertido. Quero ter novidade. E quero novidade divertida. Continuo buscando essa vida interessante mesmo diante de tantos desinteresses. E hoje me peguei encantada com algo simples. Algo que se não fosse essa falta, talvez não me encantasse tanto. 

Sim, eu ia passar, achar esse gato que conheço desde bebê engraçadinho, ia dizer um oi pra ele e até coçar a cabeça e seguir o meu caminho cheio de tantos interesses. 


Mas hoje na falta das amigas para conversar, a cafeteria para tomar um café, do cinema para assistir, da livraria para entrar, de uma exposição para contemplar, me encantei com o gato. Me diverti com sua preguiça dentro da cesta, com o brilho do seu pelo ao sol, com o colorido das flores ao redor, com o seu charme ao rolar no chão enquanto eu fazia um carinho nele. 

Um momento simples que trouxe um respiro e um tempo de sanidade nessa rotina insana. Sempre podemos nos encantar e nos encontrar. 

Isso tudo para dizer que saí do isolamento na hora do almoço, correndo para comprar algo que precisava muito, me deparei com o gato, me perdi no tempo e voltei em cima da hora para a reunião com o tempo do almoço acabado e sem o que eu precisava comprar. Mas encantada ou engatada. 



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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Sobre Viver

 

Esse processo todo de pandemia me fez observar mais os detalhes da natureza. Acho lindo e interessante como a natureza luta pela sua sobrevivência e tenta reassumir o seu lugar. 

Sempre que eu passo por construções abandonadas sendo "tomadas" pela natureza eu me lembro de filmes pós-apocalípticos e distópicos. Confesso que no início dessa pandemia eu fiquei com receio dessa "distopia" estar mais próxima da realidade.


Me surpreendo com a força da natureza de ressurgir das cinzas. No caso abaixo do corte.  De renascer mesmo quando considerada sem capacidade de vida. 


De se renovar constantemente.


De encontrar condições de vida em lugares mais improváveis. 


E adversos.



De nos provar que o improvável e impossível podem e devem ser contestados.


Que juntos somos mais. 


Temos força.


Que está nas nossas mãos e na nossa determinação ter as nossas vidas devolvidas. 


Que é importante resistir para reexistirmos. 


Que podemos florir em sempre. 



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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Pelas ruas do Rio em busca de um olhar generoso

 

Cada vez Tenho mais certeza que podemos escolher com olhar pras coisas, pras pessoas, pra vida. Podemos ter um olhar mais generoso, buscar beleza nos detalhes, ver algo interessante.
Em busca de fazer o mesmo de forma diferente, de buscar novidade dentro da limitação imposta pelo isolamento, eu saí para caminhar. Escolhi o domingo por ser um dia de pouco movimento nas ruas. 



Busquei as ruas mais vazias e um caminho que eu nunca tinha feito a pé. no meu percurso eu coloquei uma ladeira bem íngreme em que poucos se atrevem a percorrer a pé. 



Onde normalmente, na velocidade do carro, eu via uma casa abandonada eu percebi um cenário interessante e fotogênico (e vi lembranças também. Na minha memória ali foi um restaurante que fui quando criança com meu pai e minha mãe.) 

Olhei pra trás e vi o horizonte.


Olhei para o caminho vazio e vi possibilidades. 


Nos arcos mal conservados e vi história da cidade. 



 Olhei pro lado e vi arte nos muros pintados


Olhei pro alto e encontrei flores,



Caminhei com o foco de dar um olhar generoso para o caminho corriqueiro. Busquei ver belezas. 
Me senti uma turista desbravando uma nova cidade, mesmo estando em um caminho rotineiro. Vi o mesmo com outros olhos, ou melhor, vi o mesmo com os mesmos olhos, mas mudei o olhar. Enxerguei possibilidades.


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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Almoço Virtual - Cultivando amizades em tempos de isolamento

 

Sextas-feiras eram os dias dos almoços especiais, em restaurantes "mais legais", com menos pressa, mais animados. Rolava aquela coisa de economizar, comer mais saudável, e usando menos tempo do que o disponível para fazer saldo para o almoço de sexta-feira. 

Hoje #sextou com s de saudade dos almoços de sexta com os amigos. 


Sério, tá difícil passar os dias longe das amigas, com os abraços guardados por mais de um ano. Ainda mais eu que preciso fazer o mesmo de forma diferente. Preciso de coisas diferentes para ter inspiração, ânimo e motivação para as mesmas coisas. 

Pra amenizar essa falta das amigas e a saudade dos almoços, combinei um almoço virtual com uma amiga. Amiga do trabalho que vai pra vida. 

Como fizemos o nosso almoço juntas, mas separadas; fora, mas dentro? Simples. Combinamos um restaurante e um horário. Nesse horário abrimos o cardápio online do restaurante, escolhemos o nosso prato (no caso foi o mesmo) e pedimos a entrega. 

Arrumamos a mesa. Eu arrumei a mesa na varanda pra dar um clima de "almoço fora".



Quando a nossa mesa estava posta, cada uma em sua casa, sentamos fizemos a chamada no Zoom e pronto! 



Almoçamos juntas, jogando conversa dentro, saboreando a mesma comida.
Foi divertido, diferente e me deu a sensação de novidade nos dias que parecem iguais. E para ser mais novidade experimentei um restaurante novo para mim. 


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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pelas mesmas ruas de sempre

 

Sou uma pessoa que tem a vontade da descoberta. Gosto e mudar o cenário. Gosto de paisagens novas. Gosto de dar cara nova à rotina. Sempre busquei mudar os meus trajetos. Mesmo, e principalmente, os mais corriqueiros, como casa-trabalho. Sigo roteiros diferentes. Mesmo quando repito o percurso eu tento outro olhar: um dia vou olhando para o chão buscando marcas e formatos interessantes, no outro vou olhando para o alto. às vezes busco ver flores, outras vezes ver janelas e em outros ver pessoas. 

Com toda essa vontade, praticamente uma necessidade, de novos olhares, é claro que adoro viajar. É quando os nossos sentidos estão mais alertas para sentirem e perceberem as novidades. E sempre procurei fazer turismo na minha própria cidade. Não precisamos ir longe, nem gastar muito dinheiro para viajar. Precisamos é do espírito viajante. Da capacidade de se maravilhar com o que está vendo.

Contudo, esse meu espírito viajante estava sentindo as restrições do isolamento e do distanciamento. Estava abatido e abalado. Não estava mais conseguindo ver graça, encontrar novidades, me surpreender, nos poucos caminhos abertos repetidamente.

Me peguei olhando com encantamento, e até uma certa inveja, o Instagram de um amigo que mora em Nova York e posta fotos diárias do seu caminho. Me vi com o mesmo olhar brilhando ao ver as fotos da minha prima que mora em Paris e posta fotos do seu caminho de casa até a padaria. Isso me despertou. Essa é o rotina delas. Esse é o corriqueiro para eles. Esses são os mesmos caminhos deles. Mesmo assim ainda encontram cenas bonitas para admirarem, descobertas a serem feitas na mesma calçada de todos os dias, movimentos novos no mesmo caminhos, histórias interessantes ouvidas em conversas roubadas na fila marcada com a distância de segurança. Eu também posso trazer esse encantamento para os meus poucos e limitados caminhos desse momento. 

Ainda nessa busca para transformar a banalidade da rotina, gerada pela limitação imposta, em novidade que encontrei outra inspiração. Foi no Instagram @fizemosumrole. Como não podiam viajar, começaram a fazer um rolé nos bairros de São Paulo em busca de cenas interessantes.  

Me enchi do espírito de curiosidade e saí caminhando pelo bairro em busca de encantamentos, de olhar o que me parecia banalidade com olhos de quem enxerga novidade. E encontrei muita coisa bonita de ver e inspiração para sentimentos e reflexões. 

Encontrei cenas de natureza lutando pela sobrevivência, para retomar o seu lugar roubado, renascer de onde foram podadas, nascer no improvável.



Florir na adversidade. Rir da Adversidade.


Revi caminhos em me surpreendi. Um simples desvio no caminho e tantas lembranças! 

Fui ali comprar uns itens necessário. Resolvi ir com calma e encontrar coisas bonitas no meu caminho. 




Para evitar as calçadas cheias, acabei fazendo um desvio por uma rua paralela, fora do fluxo de vai e vem. Uma rua que, apesar de eu não caminhar por ela há muito tempo, foi meu percurso diário de casa para o trabalho. Para o meu primeiro trabalho. Nesse caminho eu me lembrei que eu passava por ali reclamando do cheiro das árvores abricó-de-macaco. 



Nesse dia eu me encantei com a beleza dessa rua. Vi um tapete de flores onde era lixo. 




Vi o Cristo entre os prédios desse meu primeiro trabalho (e ali eu ainda passo com frequência). Vi beleza. Senti cheiro de flor. Senti frescor da novidade. 



O espírito desbravador me fez admirar pessoas desconhecidas. Pessoas que fazem. Pessoas que não ficam sentadas esperando que a atitude venha do outro. 

Vi praças cuidadas por moradores.


Canteiros que ser tornaram hortas em plena rua. 


Espaços ocupados com reaproveitamento e criatividade. 



Olhei fachadas, entrei em ruas sem saída, descobri detalhes onde achei que já tinha explorados todos os olhares. Vi um túnel de árvore onde eu só vi engarrafamento. 


E muito mais. Senti muito mais. Troquei a sensação de estar confinada nas mesmas ruas, no mesmo bairro, na mesma cidade, pela sensação de liberdade. O olhar desbravador abriu a minha predisposição para a alegria de ver o novo. 

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

retrospectiva 2020 - Através da tela do computador

 

2019 foi um ano intenso e turbulento. Esperávamos 2020 com ansiedade e esperança de um ano melhor. Afinal esse número 2020 significaria algo. Número casado! Ano do rato no horóscopo chinês! Último ano do década, pelo calendário Gregoriano.

Dentre as diversas previsões algumas diziam: "Nada de riscos ou de aventuras em 2020. Quanto mais enraizado e bem estruturado for, melhor. Tudo o que foi testado e vem se mantendo será ainda mais apreciado no novo ano. O valor do tradicional será aumentado. O diferente não exercerá tanta atração neste período anual e o convencional terá lugar especial. Consequentemente, a família, o lar, a pátria devem ser ainda mais enaltecidos em 2020, ou seja, tudo que representa uma base em nossa vida.".

E 2020 surpreendeu! Nos enraizou! O mundo fechou as suas portas e nos "prendeu" em casa. Na nossa estrutura, na nossa base. 

O vírus nos trancou em casa. O trabalho, para quem não perdeu o emprego, veio para dentro de casa. O home office se instalou. A escola, para quem ainda teve aula, veio para dentro de casa. A tela do computador passou a ser a nossa janela para o mundo.

Os planos tiveram que ser alterados radicalmente, os sonhos postergados. Tivemos que nos adaptar rapidamente.

Com esse maior pretenso tempo em casa eu pensei que teria mais tempo para algumas coisas, como por exemplo pintar, ler, blogar, etc.

Pintura



Eu achei que iria finalmente pintar tudo que está na minha lista itens para pintar e destralharia o armário. Planejei até pintar um número grande de garrafas para doar para algum bazar de final de ano, tipo algum bazar para arrecadar grana para a SUIPA, por exemplo. Mas que nada! Desanimei! Pintei muito pouco. Muito menos do que quando estou trabalhado fora de casa, consumindo tempo em transporte. Pintei apenas:

- Garrafas - colorindo a minha quarentena;

- Oratório para São Camilo de Lelis;

- Jogo de Inox;

- Minigavateiro;

- Oratório para Santo Antônio.

Livros


Outra visão um tanto otimista que tive da minha maior disponibilidade de tempo proporcionada pelo home office, seria que me renderia bastante leitura. Achei que eu recuperaria o ritmo que um dia eu tive de ler um livro por semana. De qualquer forma li mais do que o ano anterior. 

Percebo que a questão da leitura não é uma questão de disponibilidade de tempo por si só. É mais uma questão de priorização e de concentração. Acho que o tempo "zapeando" nas redes sociais te afetado a minha concentração. 

- O Jantar Secreto - Raphael Montes;

- Adulta Sim, Madura Nem Sempre - Camila Fremder;

- Rita Lee, Uma Autobiografia - Rita Lee;

- Lendo de Cabeça Para Baixo - Jo Pratt;

- O Homem-Objeto - Tati Bernardes

- O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty;

- Minha Vida Não Tão Perfeita - Sophie Kinsella;

- Azar o Seu - Carol Sabar;

- A Padaria dos Finais Felizes - Jenny Colgan;

- A Adorável Loja de Chocolates de Paris - Jenny Colgan;

- A Pequena Livraria dos Sonhos - Jenny Colgan;

- "A princesa salva a si mesma neste livro" - Amanda Lovelace

- "A bruxa não vai para a fogueira neste livro" - Amanda Lovelace

- "A voz da sereia volta neste livro" - Amanda Lovelace

- O Fio da Trama - Alessandra e Consuelo Blocker;

- Teto Para Dois - Beth O'Leary;

- A Casa do Califa - Um Ano em Casablanca;

- Na Corda Banba - Kiley Reid;

- A Casa Holandesa - Ann Patchett;


Séries



Eu não era muito de séries. Via poucas. E normalmente aquelas de apenas uma temporada. Assistia uma ou outra junto com as filhas, mas muito mais para estar com elas do que por uma iniciativa minha. 

O tempo em casa, a busca pelo entretenimento disponível dentro do isolamento me fez descobrir as séries. 


- The Wilds - Vidas Selvagens - 1 temporada

- Pretty Little Liars - revi as 7 temporadas

- The Undoing - 1 Temporada

- The Marvelous Mrs Maisel - 1a e 2a temporadas

- Amor e Anarquia - 1 Temporada

- O Gambito da Rainha - 1 Temporada

- Bom dia, Verônica - 1 Temporada

- Emily em Paris - 1 Temporada

- Rita - 5 Temporadas

- Segredos de Natal - 1 Temporada

- This Is Us - 4 Temporadas

- Good Girls - 3a Temporada

- Coisa Mais Linda - 2a Temporada

- Wanderlust - 1 Temporada

- Doces Magnólias - 1 Temporada

- Little Fires Everywhere - 1 Temporada

- Virgin River - 2 Temporadas

- Valéria - 1 Temporada

- Nada Ortodoxa - 1 Temporada

- La Casa de Papel - 4a Temporada

- A Vida e a História de Madam C.J. Walker - 1 Temporada

- Toy Boy - 1 Temporada

- Elite - 3a Temporada


Filmes



Adoro um cinema! Gosto de sentar na sala comum saco de pipoca e me viajar no telão. Gosto até de ficar com a cabeça pra lá e pra cá para desviar da pessoa sentada a minha frente. Senti muita falta! Senti falta das cabines de imprensa. Mas pude ver algumas cabines virtuais e muitos filmes no canais de streaming. Acho que os filmes foram a maior companhia de muitas pessoas. Aproveitei para ampliar o meu leque de opções buscando filmes de nacionalidades fora dos blockbusters e hollywoodianos. 

Foram muito filmes, a maioria está na pasta no Pinterest, Filmes 2020. Alguns em posts aqui no blog. Muitos nas postagens da semana. Mas não estão todos listados. Perdi algumas BC da Semana.

Assisti também a festivais disponíveis virtualmente, como o Festival Varilux de Cinema em Casa, Festival de Cinema Italiano e o Festival de Cinema Russo.


Cursos




Eu não tinha aderido, até então, ao cursos e treinamentos à distância. Sempre achei que o meu nível de concentração exige presença. Mas com o confinamento, a vontade de tornar os dias e hora mais úteis e proveitosos e a variedade de treinamentos disponibilizados gratuitamente, com descontos, e de pessoas precisando se reinventar, etc., me empolgou. 

Fiz curso de fotografia, fiz cursos da minha área de trabalho, cursos comportamentais. Tirei duas certificações. 


Passeios

Os passeios e viagens foram interrompidos e bem limitados. Por outro lado aprendi a olhar os meus poucos caminhos, meus curtos percursos, minha rotas de rotina, com outro olhar. Comecei a ver beleza e me encantar com detalhes que antes passavam despercebidos. 

A inspiração veio de um amigo que mora em Nova York. Vejo as fotos que ele posta de detalhes da ruas, como portões, fachadas, street art, cenas corriqueiras e ficava encantada. Aquele encantamento quando estamos desbravando o desconhecido e sugando tudo por que teremos pouco tempo naquele lugar. Até que pensei: mas Nova York, para ele, é o lugar comum, é o lugar de rotina, e mesmo assim ele tem esse olhar de encantamento. Por que eu não posso buscar esse mesmo olhar aqui no meu bairro, na minha rua, na minha rotina?!



O Projeto #100em1 teve que ser interrompido, mas conseguimos fazer um parte dele. Postei "Projeto 100em1 em 2020. O que deu!"

Encontros



Os encontros, as comemorações, os desabafos também foram reinventados. O olho no olho ficou através das telas. 

Senti falta de estar com as pessoas, com os familiares, com os amigos. Senti falta dos abraços. A presença se tornou diferente, mas a emoção do encontro permaneceu. 


Blogar

Com a quarentena eu achei que daria um gás total no blog. Que iria postar praticamente todos os dias. Acabei sim postando mais do que no ano passado, participei de um BEDA em agosto, algo que nunca tinha participado antes, mas não postei tanto quanto imaginei. Pelo contrário. Tive momentos de muito desânimo, fiquei mais de duas semanas sem postar. Pensei em parar diversas vezes. Mas a saudade bateu. E continuei. 

Assim eu que não estava animada para uma retrospectiva de 2020, me inspirei no post da Pedrita do blog Mata Hari. Foi um ano de altos e baixos, acho que muito mais baixos do que altos, foi um ano de apreensão, medo e perdas. Momentos de desânimo e de descrédito na humanidade. 
Mas foi também um ano de agradecer a sobrevivência, a superação, a capacidade de adaptação e de mudar o rumo rapidamente. Um ano de transformação digital e pessoal. Um ano de buscar novos olhares, novas perspectivas. Um ano de aprendizado e de novas alternativas dentro das limitações. Um ano de vida adentro.
Um ano que nos deu tantos tapas na cara, que nos mostrou a importância da família, da saúde, pois nos cuidarmos deixou de ser um ato de amor próprio, mas passou a ser também empatia ao próximo. Um ano que nos mostrou o valor das pequenas coisas, momentos, o quanto é importante valorizar as pessoas que temos ao nosso lado. Um ano que limitou a nossa liberdade, mas não limitou a nossa criatividade. 


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