sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Projeto #100em1 - Vale do Amor - um refúgio de paz

Desde que eu vi a primeira foto do Vale do Amor na internet eu já coloquei esse lugar na minha lista dos lugares que eu queria visitar. Como fica ali, relativamente perto, acebei deixando para depois e depois. Mas finalmente esse depois chegou.

O Vale do Amor é um santuário espiritual a céu aberto cercado de natureza que conecta diversas religiões, com representações cristãs, hindus, budistas e taoistas. Um espaço Universalista que se propõe ser "a construção do ponto de encontro entre as diferenças e os diferentes. É a busca de um espaço de convivência da unidade na diversidade religiosa e espiritual.".
Realmente um local especial com uma energia maravilhosa, algo meio mágico e encantador.


Na entrada atravessamos um Tori (tradicional portão japonês). Esse portal bonito não está ali apenas para decorar o ambiente e compôr sua cor vermelha com o verde da natureza. O Tori tem um significado no Xintoísmo, a religião tradicional japonesa.  Ele representa a passagem do mundano para o sagrado. Por isso, estar localizado sempre à entrada dos templos sagrados dessa religião.

Não é à toa que ali já começamos a sentir a paz, energia e equilíbrio que emanam



Em seguida passamos pelos Jardim Zen e Jardim Oriental que representa as energias orientais do budismo, hinduísmo e taoismo.

Um jardim oriental, além das características normais de um belo jardim, pois há toda uma simbologia e misticismo por trás de cada elemento. Eles "são projetados de maneira que cada espécie seja valorizada, e que os recantos criados tenham por objetivo levar as pessoas à meditação".



Já nesse início de caminhada e contemplação percebemos que realmente é um lugar para todas as tribos.


Subimos um lance de escadas e alcançamos uma área plana com vista para a parte de baixo do vale e muitos encantos como o Caminho dos Budas, Templo Hindu e espaço para Yoga. Tudo cercado de jardim bem cuidado e lagos com carpas.



No Caminho dos Budas vale a pena observar as estátuas e refletir sobre as mensagens que estão nas placas.



Caminhando para a esquerda chegamos no Baguá um jardim chinês com um lago no formato de Yin-Yang que representam as energias do Feng Shui. Mais adiante, após uma leve subida, avistamos a Cachoeira de Aruanda que representa as religiões como Umbanda e Candomblé.



Seguindo para o lado direto do Caminho dos Budas vamos em direção ao ponto alto do Vale do Amor.


O Santuário Francisco e Clara que representa a religião do cristianismo romano. Uma igreja a céu aberto com bancos de pedra, flores, plantas, sons da natureza e um altar alinhado com a montanha.


Um espaço com uma beleza indescritível. Só estando ali para ver, sentir e ouvir.



O Vale do Amor é um passeio muito especial. Tudo ali é lindo. As cores ressaltam. Percebemos o carinho e o cuidado em todos os detalhes. Desde as esculturas maravilhosas, as principais são a de Buda e de Ganesha, trazidas da China, passando pelas escadas em pedra ou troncos de madeira, as plantas e flores, os lagos com os peixes. 

Apesar de o santuário já ter se tornado atração turística de Petrópolis, ele é muito mais do que isso. Vale sempre lembrar que é um ambiente destinado a busca da espiritualidade, um lugar para nos afastarmos da agitação e nos conectarmos com o que é essencial: com a natureza, com o nosso interior. Um ambiente em que os visitantes, muito mais do que fazer fotos e selfies, possam meditar, respirar calmamente e contemplar a natureza.

Vale muito a pena fugir do corre-corre diário e conhecer esse refúgio de paz, tranquilidade e harmonia com a natureza, mesmo o acesso não sendo muito fácil. O santuário fica na Estrada Mata Cavalo, S/N – bairro Fazenda Inglesa.


Esse post é o terceiro post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.




Outros posts do projeto #100em1:

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Filme Instinto - Um suspense holandês intrigante


Instinto, candidato holandês ao Oscar 2020 de melhor filme estrangeiro é um filme intenso que traz um perigoso jogo de poder, manipulação e tensão sexual.



Nicoline (Carice Van Houten, a Melisandre da série Games of Throne) é uma psicóloga experiente que, mesmo a contragosto, assume um novo trabalho em uma instituição penal holandesa. Sua função é avaliar Idris (Marwan Kenzari, o Jafar do filme “Alladin”) que cumpre pena a cinco anos por crimes sexuais extremamente violentos. Apesar da gravidade de seus crimes, Idris tem um comportamento exemplar na penitenciária e por isso está prestes a receber o direito de fazer saídas desacompanhado.

Nicoline após a sua primeira entrevista com Idris se convence de que ele é perigoso e manipulador. Contrária a opinião de toda a equipe de saúde do presídio que considera Idris recuperado e apto a liberdade condicional controlada, porém sem acompanhamento, a psicóloga analisa Idris como uma personalidade violenta, controladora, dominadora e extremamente inteligente.

Idris por sua vez percebe que Nicoline vai ser uma pedra no seu caminho. Ele logo vê que o papel de criminoso arrependido não vai convencer a terapeuta durona. Ele precisa mudar a estratégia.  Aí começa um jogo de poder, manipulação e tensão sexual. A cada diálogo, a cada passo dos personagens, a cada cena recebemos alguma informação que nos deixa na dúvida de quem está no comando no momento. Nada é por acaso. As atitudes de Nicoline e Idris são pensadas como um jogo de xadrez. Mesmo o simples ato corriqueiro de passar um batom vai além, tem uma intenção de trazer o outro para dentro do seu jogo.  

Nesse jogo de intrigas e análise mútua em alguns momentos faz pensarmos que a profissional experiente, fria e inabalável perdeu seu foco. Em outros sentimos que o criminoso manipulador está se sensibilizando e abrindo o seu coração. No segundo seguinte descobrimos traumas na personalidade da psicóloga. Percebemos frieza nas atitudes do preso. A linha entre a sanidade e a loucura fica mais tênue. Até o final ficamos sem saber o que esperar do próximo passo. Quanto mais profundidade enxergamos nos personagens, mais complexos eles se tornam.  Será que Nicoline com todo o seu preparo profissional está se deixando seduzir pelo criminoso ou isso faz parte da jogada dela para desmascarar a estratégia do preso? Quem domina e quem é o dominado? A resposta não é óbvia. Nada é óbvio em Instinto.

Um filme realmente intenso e impactante. Vale a pena ser visto. Mas não vá esperando um filme para simples diversão e sim um filme intrigante.

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Semana 3 de 2020 - Exuberantemente Repetitiva


Normalmente quando estamos mal-humorados queremos que o mundo ao redor esteja no mesmo clima que nós. O bom humor do outro incomoda. O mesmo acontece quando estamos tendo um dia com boas energias. Queremos que todos ao nosso redor também estejam. E sim, podemos contagiar os outros com o nosso humor. Mais um motivo para cuidarmos de nós mesmos: primeiro para nos sentirmos bem e não nos afetarmos com as vibrações negativas ao redor. Segundo para contagiar quem está próximo com bom humor. 

Comecei a semana cuidando de mim. Eu e a filha caçula fizemos um momento de cuidados e fomos juntas ao salão. Escolhi um esmalte pela cor e pelo nome: exuberante. Era essa a palavra que eu queria para definir a minha semana quando chegasse ao final dela. 


Fui ao clube com o marido, fizemos um jantar com amigos e depois esticamos em uma sessão de cinema. Fomos assistir "Malévola 2 - Dona do Mal". Apesar de ter gostado muito do primeiro filme, eu não me interessei muito em assistir ao segundo no cinema. As minhas filhas viram e não gostaram. Assim, acabei deixando para outra oportunidade.

Pra falar a verdade achei a história meio confusa com algumas pontas soltas. Mas as cenas de aventura divertem. Nada demais, mas também nada de menos. Valeu a sessão de cinema a dois.

Sinopse: "Uma aventura fantástica que começa anos depois de Malévola, no qual o público aprendeu sobre os eventos que endureceram o coração da vilã mais notória da Disney e a levaram a amaldiçoar a princesa Aurora, Malévola 2 continua a explorar o complexo relacionamento entre a fada com chifres e a em breve rainha, conforme elas formam novas alianças e enfrentam novos adversários na sua luta para proteger os mouros e as criaturas mágicas que residem dentro."

Fui convidada para a estreia do musical infantil "Raulzito Beleza". Eu sempre gostei de Raul Seixas e gosto muito dos espetáculos do projeto "Grandes Músicos para Pequenos". Então, mesmo não tendo mais filhas na faixa etária do musical arrumei companhia e fui. Adorei!


Nada como começar o dia de forma diferente, quebrando a rotina e com um bom café da manhã. Aproveitei para ir com a minha irmã conhecer uma cafeteria diferente. Tem várias delas espalhadas pelo Rio. A nossa escolhida para esse início de dia especial foi a @coffeetownleblon, uma cafeteria no estilo american old style, com decoração vintage supercharmosa e aconchegante, e um cardápio delicioso que deixou a gente na maior dúvida e com vontade de experimentar de tudo.


Sabe aquele passeio que dá errado, mas no final dá mais certo do que o planejado? Na segunda-feira feira fui com umas amigas ver a exposição "Egito", no @ccbbrj, na expectativa que daria para conferir a mostra na nossa hora do nosso almoço. Não rolou! Estava com bastante fila e o nosso tempo não seria suficiente. Para não perdermos a viagem acabamos entrando na outra exposição em cartaz sem nem verificar antes qual seria. Foi assim que entramos no universo das redes, que traz muita memória afetiva e já faz parte da cultura nacional. A mostra "VAIVÉM" está muito rica, colorida, cheia de histórias e percepções, reunindo 350 obras de 141 artistas - sendo 32 deles indígenas - variando entre pintura, fotografia, vídeos, escultura, instalação, cerâmica, entre outros (até gibi tem). Valeu muito a pena o passeio de almoço que poderia ter sido furado, mas superou as expectativas.


Como o nosso dia de café da manhã foi realmente um dia que fluiu bem e com boas energias, resolvemos, eu e minha irmã, repetir. Dessa vez escolhemos outra cafeteria maravilhosa que não conhecíamos ainda. Fomos na Pain Perdu, no Leblon.


Fui assistir ao filme "Judy: Muito Além do Arco-Íris", a cinebiografia de Judy Garland. O filme foca nos último ano de vida da atriz carismática que conquistou o mundo com sua voz única e eternizou o papel de Doroty em "O Mágico de OZ".  

Renée Zellweger está maravilhosa no papel mostrando toda a complexidade por traz da fama de Judy, as consequências dos anos de abuso emocional e físico que sofreu quando ainda menina para sustentar e manter o contrato com a MGM. 

Sinopse: "É o Inverno de 1968 e a lenda do showbiz, Judy Garland (Renée Zellweger), chega no Swinging London para se apresentar no The Talk of the Town. Faz 30 anos que ela esteve nas gravações de O Mágico de Oz, mas se sua voz se enfraqueceu, sua intensidade dramática apenas aumentou.".


Judy: Muito Além do Arco-Íris

Ter usado uma hora de almoço para ver um exposição me fez tão bem, deixou o meu dia tão mais leve que eu quis repetir (essa semana eu estava repetitiva mesmo) e fui no MAM para conferir a exposição "Força Precisão Leveza". Com obras dos artistas Amilcar de Castro, Franz Weissmann e Waltercio Caldas a exposição traz a proposta de mostrar o processo de transformação de materiais brutos como o minério de ferro e o carvão em aço, que, entre milhares de outras utilizações, também pode se converter em obra de arte. "A transformação é inerente a todas as ações e coisas da vida. Tudo se transforma. Nada é permanente. Tudo está sempre em perpétua mutação, desde os seres vivos aos minerais e objetos inanimados, apenas ilusoriamente imutáveis. A vida é permanente evolução, transmutação, sublimação, da matéria-prima ao produto final, da criança ao adulto com o pleno domínio das suas potencialidades.".

Acabei passeando pelas outras três exposições em cartaz: "Carlos Vergara: Prospectiva", "Canção Enigmática" e "Alucinações à Beira Mar".


Assisti ao filme "Instinto", candidato Holandês ao Oscar de Melhor Filme Internacional 2020. Um filme intenso que traz um jogo de poder e sedução perigoso e faz pensar em quem é o louco e quem é são nessa relação. Um filme intrigante que nos deixa constantemente em dúvida de quem está liderando o jogo de manipulação com interpretação excepcional.  

Sinopse: Nicoline, uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter decidido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris, um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a ter sua primeira saída em liberdade condicional desacompanhada. A equipe de profissionais da instituição está entusiasmada com o desenvolvimento e comportamento do condenado, mas Nicoline não confia nele nem um pouco. Ela tenta adiar a soltura, para o espanto de seus colegas de trabalho. Idris tenta ao máximo convencer Nicoline de suas boas intenções, mas, como ela permanece cética, ele vai ficando gradualmente mais violento em relação a ela, transformando-se em um homem manipulador – o que Nicoline viu nele desde o começo. Um jogo de poder surge entre os dois e Nicoline, apesar de seu conhecimento e experiência, deixa-se envolver, e acaba em uma situação muito tensa e perigosa. INDICADO PELA HOLANDA AO OSCAR 2020 - MELHOR FILME ESTRANGEIRO.


Foi sim uma semana exuberante com repetições de coisas que me fizeram bem, me deixaram bem-humorada e querendo que todos ao redor estivessem bem, leves e felizes. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Musical "Raulzito Beleza" - Raul Seixas para crianças


Era domingo e eu a caminho do Shopping da Gávea observando a paisagem. Passei por uma rua e me lembrei que costumava deixar a Ana Luiza ali na casa de uma amiga. Chega uma mensagem dela, que estava em Los Angeles, dizendo que estava indo ao Getty Museum. Retornei contando que eu estava indo assistir a um musical infantil. A resposta da Ana Luiza veio imediata e cheia de carinhas sorrindo e tom de surpresa: está com saudades desses programas?

Confesso que não são de todos os programas de filhos pequenos que tenho saudades. Muitos aliás eu dou graças a Deus que passamos dessa fase, como as festinhas infantis. Olho pra trás e penso: como eu gostava daquilo?

Já os teatros infantis de qualidade, principalmente os musicais e mais principalmente ainda os projetos do “Grande Músicos Para Pequenos” me fazem sentir saudades dos programas direcionados para as crianças. Por isso quando recebi o convite para o final de semana de estreia do novo musical “Raulzito Beleza” eu aceitei na hora. Duas lembranças em um único espetáculo: as da minha infância em que eu aguardava ansiosa os lançamentos dos clips do Raul Seixas no Fantástico e da infância das minhas filhas em que eu as levava nas peças infantis.



Para dar uma “disfarçada” na minha real motivação em assistir ao musical (eu queria alimentar a minha criança interior) convidei uma amiga que estava com a sobrinha de férias na casa dela e partimos juntas.



E foi sensacional. Os projetos com a proposta de apresentar os grandes músicos brasileiros para os pequenos ficam cada vez melhores.

Além de apresentar para as crianças o cantor e compositor baiano considerado um dos pioneiros do rock brasileiro, o Maluco Beleza, dono de uma mente pensante loucamente brilhante ou brilhantemente louca, o musical trata temas importante como adequação à sociedade ou adaptação da sociedade para aceitar as diferenças, sobre enquadramento das mentes criativas, e questões de como lidar com crianças hiperativas e com TDAH.

É um espetáculo de diverte e emociona adultos e crianças. Faz pensar, encanta, e promove o encontro de gerações, mostrando o quanto as questões levantadas por Raul Seixas ainda são atuais. Mostra que foi justamente a mente criativa e o espírito livre de Raul Seixas que o fizeram ser quem ele foi e ter deixado o legado musical para as demais gerações. O espetáculo é um estímulo e incentivo a se permitir ser quem se é.



Os musicais do projeto "Grandes Músicos Para Pequenos" me fazem sentir saudades de quando as minhas eram pequenas sim, mas acima de tudo me fazem sentir saudades da minha infância.

Sinopse: Com o objetivo de homenagear e apresentar os expoentes da música brasileira para as novas gerações, o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’ apresenta seu mais novo espetáculo: Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças, que se inspira na infância e em grandes sucessos da carreira de Raul Seixas para contar a história de um menino que era criativo demais. Tão criativo que sua falta de atenção ao mundo real começou a atrapalhá-lo na escola. A falta de foco e o excesso de energia de Raulzito trazem à cena questionamentos sobre a rotina e o tratamento de crianças que apresentam traços de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH).



Serviço:
'Raulzito Beleza - Raul Seixas para Crianças'
Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea - Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Gávea
De 11 de janeiro a 16 de fevereiro/2020
Sábados e domingos às 16h
Ingressos a R$70,00 a inteira e R$35,00 a meia

Posts falando dos outros espetáculos do grupo:




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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Projeto #100em1 - Cascatinha Taunay na Floresta da Tijuca


O nosso segundo passeio desse ano foi na Floresta da Tijuca. Um local que não é novidade pra nós. Pelo contrário tem até um apelo afetivo bem grande e ótimas lembranças. 

Quando eu era pequena esse era um dos meus passeio preferidos. Na entrada para a floresta tinha vendedores de cana no espeto. Uma delícia!

Mas dessa vez foi diferentes. Fomos com um olhar mais turístico que nos permitiu conhecer algo novo para nós neste local antigo. 

A nossa primeira parada na Floresta da Tijuca foi na tradicional e já conhecida Cascatinha Taunay que tem a maior queda d’água do Parque da Tijuca. Ponto de parada obrigatório.



A parada no estacionamento já encanta pelos azulejos nos bancos e painéis. Pena que a lojinha está fechada. Mas os banheiros estão funcionando. 


Saindo do estacionamento nos deparamos com o restaurante que está desativado no momento. Lamentável! Esse é outro ponto de memória afetiva. Nos meus passeios da infância com o meu pai e minha irmã sempre parávamos nele para um sundae daqueles bem tradicionais. 

Essa construção tem história. Ali já foi a Casa Taunay antiga residência do francês Nicolas-Antoine Taunay que foi o descobridor da cascatinha. Daí a queda d'água levar o seu nome.

Nicolas-Antoine Taunay, fazia parte da missão artística francesa que veio ao Rio em 1816 a convite de D. João VI. Ele ficou encantado com a Cascatinha. Quem não fica? Pois é, o francês se inspirou nessa beleza da natureza para as suas pinturas e construiu sua casa ali, bem ao lado. Imagino o que seria acordar pela manhã, abrir a janela e ter toda essa beleza ao seu dispor. 
A Casa Taunay original foi demolida, no início do século 20 uma outra construção que parecia ser uma fábrica tomou o seu lugar. Mais tarde esta edificação foi restaurada e se tornou um restaurante. O restaurante do melhor sundae da minha infância.



Logo ali ao lado, avistamos a enorme queda d'água e nos encantamos. Apesar da queda terminar em um lago, este é proibido para banho. Então para mim a Cascatinha Taunay sempre foi para ser apreciada e instigar aquela vontade de um banho de cachoeira que tinha que ser realizada nas outras cascatas e lagos do parque. Já falei de algumas no post "Floresta da Tijuca e suas Cachoeiras".


 Podemos repetir essa parada para contemplar a Cascatinha Taunay diversas vezes que sempre iremos nos surpreender com a beleza e a natureza ao redor.


A minha surpresa dessa vez foi descobrir que o lago logo abaixo dela é liberado para banho. Eu conhecia a área como sendo a que tem uma das vistas mais lindas do parque – a Cascatinha caindo atrás do arco da ponte de pedra, e como área de piquenique. Sinceramente, eu nunca tinha descido até esse espaço. E me surpreendi. 


O poço é relativamente espaçoso, com profundidade que permite as crianças brincarem. 


E também uns bons mergulhos.


A quedinha de água forma até um leve escorrega. Brincamos. Nadamos. Fizemos fotos e relaxamos.


Aproveitamos uma manhã de frescor e água doce. Quem disse que só com água salgada que os cariocas lavam suas almas?!

A Castatinha Taunay, na Floresta da Tijuca, com essa opção de banho no lago se torna o banho de cachoeira mais acessível do Rio de Janeiro

Dica de visitação: A Floresta da Tijuca fica aberto de 8 às 17h todos os dias – inclusive domingo e feriados. No horário de verão, o fechamento é às 18h. A dica é chegar cedo e preferir os dias de semana, se possível. Leve repelente, além de protetor solar e repelente, e um lanchinho para aproveitar a área de piquenique. Como a lojinha e o restaurante estão fechados é importante levar água para beber.

Esse post é o segundo post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.

Outros posts do projeto #100em1:

domingo, 12 de janeiro de 2020

A Semana 2 de 2020 - Vida Nova! Será?


Primeira semana completa do ano e eu estou de volta aos posts da semana. Pensei se continuaria com eles e resolvi que sim. Esses posts são mais do simples relatos de coisas boas e que tornaram a minha semana melhor. São um estímulo a experimentar coisas novas, a me movimentar. São uma forma de rever, replanejar e agradecer semanalmente e não deixar isso apenas para o final do ano. São registros de memória. Assim sendo, continuarei com eles.

Ano Novo, Vida Nova! Será? Sabemos muito bem temos um dia novo a cada amanhecer, uma nova hora a cada rodada do relógio. As escolhas são feitas a todo e qualquer instante e quem escolhe somos nós. Por isso um ano novo será de vida nova a qualquer momento que decidirmos por isso e fizermos diferente. Por enquanto o meu novo ano continua bem como o anterior. Sem grandes mudanças e com pequenas mudanças diárias. Nem que seja apenas uma mudança de caminho até o trabalho. 

Planejei poucas metas para o ano de 2020. Um dos projetos que resolvi fazer foi o #100em1. A proposte é conhecer 100 lugares diferentes em um ano ("restaurantes, praias, parques, trilhas, teatros. Cinemas, exposições/museus, etc."). Achei que a proposta até é tranquila para mim. O mais difícil mesmo será atualizar o blog.

Essa primeira semana completa de 2020 começou trazendo um novo lugar para esse projeto. Fui com uma amiga passear em Copacabana e acabei conhecendo a confeitaria-restaurante-padara Farro. Um delícia de lugar que mostrei no post "Projeto#100em1 - Copacabanando".


Saí para jantar com o marido no clube que sou sócia desde criança. Esse clube tem um cinema muito bom e que passa filmes que estiveram em cartaz nos cinemas. Fazia um bom tempo que eu não desfrutava dessa atividade do clube. Tanto tempo que o marido nunca tinha ido. Aproveitamos o programa a dois e esticamos o jantar com um cinema. O filme em cartaz era "Invasão ao Serviço Secreto".  Tido, por enquanto, como o suposto final da trilogia composta por "Invasão à Londres" e "Invasão à Casa Branca", é um thriller de espionagem com bastante ação, mas que tenta mostrar o lado mais humano dos personagens. Gostei de assistir.

Sinopse: "Dedicado e sempre focado em seu trabalho, o agente do Serviço Secreto Mike Banning vê sua vida mudar completamente da noite para o dia ao ser acusado de conspirar para o assassinato do presidente dos Estados Unidos. Quando percebe que todos estão atrás dele, Mike corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu enquanto foge de outros agentes.".


Em alguns dias a preguiça cai muito bem e é até necessária. Nesses dias eu adoro me jogar no sofá e ver um filme descontraído na TV. O escolhido foi a comédia romântica espanhola produzida pela Netflix "Gente Que Vai e Volta". Um filme bem leve como o meu dia pedia. Equilibra bem as cenas de comédia e drama de uma família nada convencional, o romance e cenários convidativos.

Sinopse: "Após ser traída pelo namorado, a arquiteta Bea volta a morar com sua excêntrica família para tentar reavaliar a sua vida. Baseado no romance homônimo.".


Toda semana tem os seus compromissos, obrigações, aqueles afazeres chatos, mas que nos faz bem cumpri-los. Dá uma sensação boa de organização e de metas cumpridas. Eu tinha consulta no dentista, coisa que eu odeio. Aproveitei para tornar esse momento mais agradável. Cheguei mais cedo e passei para conhecer a confeitaria nova no bairro. Fui tomar um café da manhã na Le Dépanneur do Largo do Machado. E já está valendo para o meu projeto #100em1. Afinal é uma confeitaria nova em outro bairro. 


Assisti ao filme "Ameaça Profunda" e já contei aqui no blog.

Sinopse: "Um grupo de pesquisadores se encontra num laboratório subaquático a onze mil metros de profundidade, quando um terremoto causa a destruição do veículo e expõe a equipe ao risco de morte. Eles são obrigados a caminhar nas profundezas marítimas, com quantidade insuficiente de oxigênio, para tentarem sobreviver. No entanto, conforme se deslocam pelo fundo do mar, descobrem a presença de uma criatura mortal.".


Assisti ao filme "Kursk - A Última Missão" e já contei aqui no blog.

Sinopse - "Agosto de 2000. O submarino nuclear da marinha russa Kursk é naufragado durante um exercício nas águas do mar de Barents. Um desastre que é seguido por uma negligência acentuada do governo internacional que reúne olhares de todo mundo. Enquanto 23 marinheiros lutam para sobreviver presos dentro do submarino, suas famílias enfrentam desesperadamente os obstáculos políticos e a baixa probabilidade de resgatá-los.".



Assisti ao filme "O Escândalo" que estreia em 16 de janeiro. Ainda não fiz post, mas quero fazê-lo ainda essa semana. Um filme imperdível. Toda mulher deve assistir e levar a família, amigos, etc. 


Sinopse: "Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusam de assédio sexual no ambiente de trabalho.".


Percebi que estava saindo pouco com as amigas quando fui a uma feira dessas descoladas de arte, moda e gastronomia, no jardim de um museu, e ao parar em um stand com drinks o atendente me cumprimentou dizendo que tem sentido a minha falta e das amigas, que faz tempo que não apareço lá pra beber um vinho. O tal lá é restobar especializado vinhos nacionais onde o camarada trabalha como garçom e que a pessoa costuma(va) ir com as amigas. Alguns dias depois entrei em uma delicatessen e enquanto esperava a última fornada da baguete sair quentinha sente em uma mesa, pedi um waffle e um suco de abacaxi. Um garçom novato por ali, mas das antigas de outra pizzaria, se aproximou, me cumprimentou perguntando se ainda gostava de berinjela assada e do vinho Picada 15, que tem sentido minha falta das minhas amigas que riem muito, que ficaria feliz em servir um vinho nós ali, na nova casa dele.
Bom, como os garçons estavam sentindo minha falta comecei a resolver esse problema. Fui com as amigas para o primeiro vinho com amidas de 2020. Repeti a dose no dia seguinte indo com o marido para o primeiro vinho a dois de 2020. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Filme Kursk - A Última Missão

A mesma pessoa claustrofóbica que assistiu ao terror claustrofóbico "Ameaça Profunda", no dia seguinte atreveu-se conferir o filme francês-belga "Kursk - A Última Missão". Foi a sensação de superação por ter sobrevivido ao primeiro filme. E valeu a pena.

Baseado em história verídica e adaptado do livro “A Time to Die”, de Rober Moore, o thriller dramático e traz uma versão do acidente que afundou o emblemático submarino russo K-141 Kursk, movido a energia nuclear. Fato histórico que ocorreu no dia 12 de agosto de 2000 no Mar de Barents.

A tropa russa do Mar do Norte se lança ao mar em execício militar. Nessa época a Rússia já não está mais nos seus áureos tempos e os equipamentos bélicos sofrem com a crise. Estão obsoletos e sem manutenção. Mesmo diante desse risco (ou negligência, como o filme mostra) o submarinho Kursk imerge em águas geladas para um exercício de lançamento de ogivas nucleares. Um grave acidente ocorre durante o exercício que leva a destruição de grande parte do Kursk e afundamento do mesmo. Grande parte da tripulação de 110 homens morre, porém 23 marinheiros sobrevivem e lutam pela vida na cabine principal.

O resgate pela Marinha Russa tem falhas devido aos mesmos equipamentos desgastados, avariados e sem manutenção, enquanto os sobreviventes lutam contra o tempo dentro do submarino liderados pelo capitão-tenente Mikhail Averin (Matthias Schoenaerts). Em paralelo a Marinha Inglesa, liderada pelo almirante David Russell (Colin Firth) tenta oferecer ajuda.

Em terra os familiares dos marinheiros luta por informações e para que as autoridades russas tomem as atitudes focadas nos seres humanos e não em estratégias bélicas. 

O filme equilibra muito bem os momentos de tensão no fundo do mar com as cenas fora do mar divididas entre a luta dos familiares e as estratégias governamentais. Nesse aspecto é muito bom. Torcemos pelos sobreviventes, admiramos as lições de liderança do capitão-tenente Mikhail, sentimos o pânico e a claustrofobia de um dos tripulantes, vibramos e nos emocionamos com a aflição dos familiares mostrando que guerra envolve muito mais do quem está em batalha, nos indignamos com o orgulho e a negligência da autoridade Russa.

Por outro lado achei o filme ainda bem tendencioso, ainda naquela linha de épocas de guerra fria querendo mostrar os russos como comedores de criancinhas. Mostra as famílias do marinheiros russos vivendo em conjunto habitacionais, em apartamentos pequenos e prédios sem manutenção. Traz foco para instalações deterioradas da Marinha Russa. Por mais que saibamos que a Rússia estava em crise, sem dinheiro, que os tempos de comunismo deixaram rastros, fiquei na dúvida se eram cenas que mostravam a realidade ou "com apelo poético" para uma certa indução de pensamentos. Outro ponto foi colocar o almirante inglês David Russel interpretado pelo charmoso e carismático Colin Firth em uma caracterização generosa, inteiro (atual), sem nenhuma segunda intenção que não seja salvar homens independente da nacionalidade e até correr risco em função desse ato. Enquanto no contra ponto o almirante russo Vladmir Petrenko foi interpretado por Max Von Sidow em uma caracterização arrogante, um homem velho (ultrapassado), que coloca a defesa de segredos russos ultrapassados na frente de salvar as vidas dos homens que deram a vida por sua pátria. 

Achei que mais do que apresentar uma versão verdadeira e com toque autorais, de trazer questões como a relação entre a população e a comunidade, mostrar o poder da voz das mulheres, questionar a quem a guerra afeta e interessa, o filme acabou caindo na politicagem e em uma visão tendenciosa. 

De qualquer forma é um filme que vale a pena ser visto mesmo para quem é fraquinha, como eu, para filmes que tragam temas claustrofóbicos.  


Sinopse - "Agosto de 2000. O submarino nuclear da marinha russa Kursk é naufragado durante um exercício nas águas do mar de Barents. Um desastre que é seguido por uma negligência acentuada do governo internacional que reúne olhares de todo mundo. Enquanto 23 marinheiros lutam para sobreviver presos dentro do submarino, suas famílias enfrentam desesperadamente os obstáculos políticos e a baixa probabilidade de resgatá-los.".


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Filme Ameaça Profunda



Imagina uma pessoa claustrofóbica e que pula 3 metros na cadeira a casa sustinho de qualquer filme de suspense, que morre de medo de filmes de terror. Aí se pergunta o que essa pessoa está fazendo na sala de cinema para assistir a uma espécie de Alien que substitui as alturas do espaço sideral pelas profundezas das fossas marinhas.

Foi o que eu me perguntei assim que começou a música de abertura do filme “Ameaça Profunda” que estreia hoje, dia 09 de janeiro, no circuito. Juro, achei que não ia conseguir ficar até o final, mas consegui e não foi tão aterrorizante assim, apesar de ter dado uma meia dúzia de pulos na poltrona. 




“Ameaça Profunda” conta a história de seis sobreviventes de um laboratório de pesquisa localizado a 11 mil metros no fundo do mar que é praticamente destruído por um misterioso e estranho terremoto. Após o terremoto a única área da instalação submarina que não foi destruída está sendo inundada, sem comunicação e sem possibilidade de sobrevivência. A única alternativa para a tripulação é atravessar o fundo do mar e alcançar uma plataforma de petróleo abandonada. Não bastasse todos os riscos inerentes a uma caminhada naquela profundidade, é no percurso que eles descobrem a existência de uma espécie totalmente desconhecida. E esses seres não são nada amigáveis, pelo contrário, são monstruosos predadores marinhos. 

O filme, no estilo terror claustrofóbico, na verdade cumpre bem o seu papel, não é muito longo, é frenético, com muita ação, vai direto ao ponto. Tem um elenco de peso que convida o público a assistir: Kristen Stewart (que para mim é sempre a Bella da Saga Crepúsculo em qualquer papel que ela faça, mas aqui está fazendo da Norah uma quase Ripley), T.J. Miller, Jessica Henwick e Vincent Cassel.
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