sábado, 29 de novembro de 2014

BC A Semana Post #42


A semana foi pauleira! As duas filhas ficaram doentes e conciliar filho doente com trabalho não é fácil não. Eu estava até desanimada pra fazer o post da BC, mas mais uma vez me fez bem fazer essa parada para revisar a minha semana. Mais uma vez me surpreendi.

- Recebemos a visita da madrinha da Sofia que veio passar o dia e fizemos um almoço bem especial, fácil, divertido, saboroso e com a contribuição de todos. O cardápio foi variado:

  • salada de salmão com molho lacfree, 
  •  três massas: fusilli sem glúten com a massa feita de milho e tomate, tagliatelle com funghi e espaguete,
  • quatro molhos: rústico de tomate, perfeito com o fusilli; champignon que caiu muito bem com o tagliatelle; molho branco especial e bolonhesa, (a receita do molho rústico de tomate pode ser vista AQUI, no Recanto das Mamães Blogueiras),
  • sobremesa: frutas e sorvete de morango.



- Alguns amigos blogueiros do #vivapositivamente estiveram aqui no Rio no final de semana para o evento sobre hidratação e entre um remédio e outro, uma corrida à emergência e outra, eu pude desfrutar um pouco da companhia deles e do evento. Enquanto isso o marido ficou cuidando da Sofia.
Agradeço ao Antonio por entender a minha necessidade de relaxar um pouco para voltar mais revigorada,

Almoço divertido no Cabidinho mostrando pra Elenara, Luciana, Sam, Guilherme e a fofíssima Manu a típica comida de boteco carioca.


No jantar a Carlinha e a Aline Kelly se juntaram a nós.


- Tive a enorme oportunidade de ajudar uma amiga. Recebemos a Manu, filha da Sam aqui em casa, enquanto ela foi trabalhar. Eu fiquei muito feliz em ver a Ana Luiza e a Sofia felizes em poder cuidar da Manu. Agradeço a Sam de ter me depositado confiança na gente e ter me dado essa enorme oportunidade de passar valores de amizade e colaboração. 




Ainda me emocionei com o post de agradecimento que a Sam fez para o canal Disney Babble falando do poder colaborativo da mulher. Vale a pena ler AQUI.

- Foi aniversário da Rose e com toda essa correria de filhas doente e um alto volume de trabalho eu acabei não dando a atenção devida ao assunto. Mas a Sofia e a Ana Luiza demonstrando toda a gratidão por que nos ajuda com tanta dedicação e carinho, fizeram surpresa pra Rose com um bolo de chocolate e calda de brigadeiro branco feito por elas. Mais uma vez eu fiquei feliz por ver valores como gratidão nas minhas filhas.


- E entre telefonemas pra pediatra, horários de medicação, corridas ao médico, estudamos juntas porque as provas estão aí.


- Fui almoçar com amigas queridas que me fizeram rir e espataram o meu sono (uma semana acordando a todo instante durante a noite deixa qualquer um sonado). Fomo no Aconchego Carioca, comida de botequim da melhor qualidade, e nos esbaldamos!


Mesmo entre as adversidades e algumas dificuldades podemos reservar tempo para ajudar, nos deixar ser ajudados, ter gratidão, receber gratidão, dar carinho e receber carinho. Essa energia boa que circula, faz tudo ficar mais leve e fácil de lidar. 

Este post faz parte da Blogagem Coletiva "A Semana" proposta pela Fernanda Reali. Passe lá para ver como foi a semana das outras amigas participantes. Essa blogagem é um estímulo a aproveitarmos mais as nossas semanas.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pôr do Sol no Pão de Açúcar



O Rio tem lugares lindos pra gente apreciar o pôr do sol e sem dúvida o Pão de Açúcar é um ponto de destaque. De lá temos uma vista 360ºC da cidade e um pôr do sol de tirar o fôlego.

Melhores passeio no Rio com crianças


Admirar a beleza de um pôr do sol expande a alma e quando se faz isso em família parece que essa expansão tem uma dimensão bem maior. Foi assim que nos sentimos nessa subida ao Pão de Açúcar que fizemos exclusivamente para apreciar esse espetáculo da natureza.

Lá do alto apreciamos a beleza da cidade que moramos e seus contornos.



O que fazer no Rio com crianças

Contemplamos a Praia de Copacabana com o sol se pondo atás da Pedra da Gávea.

Pontos turísticos do Rio de Janeiro

Caminhamos pelas trilhas cheias de árvores e paramos nos diversos mirantes para observar outros ângulos. Logo ali, do outro lado da Baía de Guanabara está Niterói.

Visita ao Pão de Açúcar com crianças

A Fortaleza São João na Urca com o aeroporto Santos Dumont e a Ponte Rio-Niterói.

Morro Cara de Cão

A Enseada de Botafogo se iluminando com a proximidade da chegada da noite.


Toda essa beleza trouxe felicidade.


Inspirou harmonia.


Trouxe serenidade e luz pra alma.

O que fazer no Rio com criança



Vale muito a pena o passeio ao Morro da Urca e Pão de Açúcar com as crianças, aqui eu já contei de outras vezes que fui com as meninas ainda pequenas.

Chegar até a Urca é fácil, o complicado é estacionar por lá. O ideal é ir de táxi ou com tempo e paciência para esperar uma vaga. Nesse dia nós demos sorte.
Os ingressos são comprados na entrada do bondinho e normalmente não te fila.
A subida de bondinho é rápida, o bonde tem capacidade para 74 pessoas que se acomodam com facilidade. Mas nem todos conseguem ficar coladinhos no vidro pra apreciar a vista linda da subida.
A primeira estação é no Morro da Urca que tem uma área bem extensa com bancos localizados estrategicamente, os dois bonde mais antigos pra contar um pouco da história dos 100 anos do bondinho, micos, área de alimentação com várias opções e acesso para a segunda estação.
Já na segunda estação, no Pão de Açúcar, a área é menor, mas com muito espaço para apreciar a vista de diversos ângulos, trilhas, mirantes com mesas e banquinhos, lojinha de souvenir e lanchonete.
A descida de retorno logo após o pôr do sol gera um fila que a princípio assusta, mas anda muito rápido. 




Informações úteis:
Bondinho do Pão de Açúcar
Endereço: Av. Pasteur, 520 – Urca, Rio de Janeiro, 22290-240, Brazil
Tel: 21 2546-8400
Horário: diariamente das 8h-19h50
Preços: Adultos – R$ 53, De 6 a 21 anos – R$ 26 e Crianças menores de 6 anos – Grátis
O ideal é consultar os valores e horários antes de ir, pois estes podem variar ao longo do tempo.





Você pode me encontrar também

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Painel de Fotos Instax



A Ana Luiza e a Sofia adoram tirar fotos com a Fuji Instax e até já customizamos uma caixinha para guardar as tais fotos preciosas (AQUI).

Já tem um tempo que elas estavam querendo fazer painéis de fotos na parede do quarto delas. A Ana Luiza quer fazer no estilo varal e já estamos providenciando o material. A Sofia optou por um painel em formato de coração.

painel de fotos em formato de coração

Acontece que eu acha que fazer isso era algo do tipo difícil-dificílimo e acabava adiando. Até que na semana passada nos encorajamos e fizemos um trabalho em equipe e foi muito, mas muito mais fácil do que eu imaginava.

O que utilizamos:

- 1 folha de jornal;
- 1 tesoura;
- fita dupla face;
- 1 régua;
- fotos.

Como fizemos:

Para ter noção da arrumação das fotos na parede nós fizemos o molde do coração com o jornal. Isso ajuda a ter uma ideia do tamanho e da simetria das fotos.
Colocamos as fotos sobre o molde.


painel de fotos em formato de coração


Aí lá fui eu pra parede. Comecei pela parte superior do centro, o biquinho do coração.

painel de fotos em formato de coração

A Ana Luiza pega a fato uma por uma, colocava a fita dupla face no verso e a Sofia me passava. Fomos fazendo uma de cada lado para manter a simetria e eu contei com a ajuda da régua para garantir que as fotos opostas estariam na mesma altura.

painel de fotos em formato de coração

E assim fomos fazendo o contorno do coração.

painel de fotos em formato de coração

Para ter certeza de que iríamos consegui fechar, a partir do meio das laterais, eu recomecei pelo centro. Fizemos a linha central.

painel de fotos em formato de coração

Depois nós fechamos as laterias de baixo para cima.


painel de fotos em formato de coração

Contorno do coração feito! Agora é só ir completando o interior conforme for tirando algumas fotos.
Assim que estiver completo, e eu acho que não vai demorar muito, coloco a foto final aqui.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cupcake de coco com abacaxi - sem gúten, sem lactose e com muito sabor


Uma amiga levou para o trabalho um bolo de coco sem glúten e sem lactose que estava maravilhoso. Ela me explicou como fez, eu gostei da ideia, adaptei uma receita que eu tinha e deu supercerto. Ficou muito saboroso, cheiroso e levinho.


O que utilizamos:

- 4 ovos orgânicos;
- 1 xícara de chá farinha de coco;
- 2 colheres de sopa de óleo de coco;
- 1/2 xícara de leite de coco caseiro (AQUI eu falo como fazer);
- 1/2 xícara de açúcar demerara;
- 1/2 xícara de farinha de castanhas (bati no liquidificador um punhado de castanha de caju com um punhado de castanha do pará);
- 3 fatias de abacaxi picadas;
- 10 nozes pecan picadas;
- coco ralado fresco que sobrou do leite de coco;
- 1 colher de chá de fermento em pó.


Como fizemos:

Batemos os ovos, o açúcar e óleo. Acrescentamos a farinha de coco e misturamos bem. Depois fomos colocando o leite de coco aos poucos e misturando. Acrescentamos a farinha de castanhas e misturamos mais um pouquinho. Colocamos o abacaxi, o coco ralados e as nozes, mistramos. Por último o fermento em pó. Aí foi só colocar nas forminhas.


cupcake de coco com abacaxi sem glúten e sem lactose

 levar pro forno pré-aquecido a 180ºC. Ficaram prontos em 25 minutos. Rendeu 11 bolinhos.

cupcake de coco com abacaxi sem glúten e sem lactose

E se deliciar.

cupcake de coco com abacaxi sem glúten e sem lactose

domingo, 23 de novembro de 2014

10 cardápios de almoço para 10 semanas


Assim que a Ana Luiza começou a introdução alimentar, começou a minha neura com cardápio. Na primeira etapa eu tinha planilhas dia a dia com os itens que eu utilizava nas papinhas doces e salgadas. A ideia era conseguir variar bastante os sabores. Ou seja, eu tinha cardápios de papinhas. Eu estava me lembrando disso hoje e resolvi procurar as tais planilhas, mas não encontrei. :(

Ma acabei encontrando 10 cardápios que foram da minha fase seguinte. Cansada de ter que pensar em cardápio toda semana, já sem criatividade e me sentindo repetitiva... o que fiz eu? Visitei creches me mostrando interessada em matricular a minha filha e entre as perguntas eu pedia para ver o cardápio deles. Normalmente eu era presenteada com o cardápio de uma semana. Saia eu lépida e faceira, feliz da vida e cheia de ideias. E numa dessas investidas uma creche me deu os cardápios de 10 semanas! Gente... isso mesmo!

Resolvi compartilhar esse achado. Trouxe apenas o almoço porque esse era o meu calo. Aqui em casa, normalmente, o jantar é um repeteco do almoço. E o café da manhã e o lanche são molezinha, né? Duro é pensar no almoço e jantar de todos os dias.

Aqui em casa eu sempre incluo uma salada verde.


Nessa primeira semana o diferencial ficou por conta da carne moída com agrião. Eu jamais teria pensado em fazer essa mistura.


Não rolou a sopa de alface por aqui. Mas agora... pode ser até uma ideia.


O cardápio da terceira semana foi útil pra me lembrar da existência da tal chicória e pensar nu purê de inhame. 


Já nessa quarta semana o quibe frito foi substituído por quibe assado. E couve-flor gratinada é tudo de bom, né? Já vou incluir no cardápio da semana aqui de casa essa couve-flor gratinada com creme de milho (clica no link pra ver a receita. Vale a pena). E geleia de mocotó nunca rolou por aqui não.


Abobrinhas cremosas, que raio é isso? Quando eu não sabia não procurava na internet porque não tinha essa facilidade toda, eu substituía. Raramente eu faço fritura aqui em casa e uso muito pouco a opção à milanesa. Mas de vez em quando eu faço esse frango empanado verde que é um sucesso. Pode clicar no link que você vai gostar.


O frango assado ou grelhado na laranja fica uma delícia. Outra opção é trocar a laranja por tangerina e até framboesa. 


A bertalha é outra que somente um cardápio feito por alguém pra me fazer lembrar da existência dela.


Olha que bom! Enquanto eu faço esse post já estou pensando nas novidades que vou colocar no cardápio dessa semana aqui em casa. Vai ter suflê de peixe! Esse eu nunca fiz e vou ali na internet pesquisar uma receita. Por aqui nuggets só se for caseiro.


Guisadinho é outro prato que eu nunca incluí no cardápio. 


Bom, pra essa semana eu já estou com o cardápio quase pronto e espero que essas dicas ajudem a vocês também.

PS: naquela época, que nem é tão distante assim, não tinha Facebook, nem blogs maternos pra ajudarem com sugestões e ideias. Por isso que eu acabei usando o método de visitar algumas creches. 

sábado, 22 de novembro de 2014

BC A Semana Post # 41


Mais uma semana com uma explosão de tarefas intercaladas por momentos que dão significado e a sensação de que a vida está sendo bem vivida.

- Começamos a fazer o painel de fotos no quarto da Sofia. Foi uma brincadeira produtiva que fizemos juntos e ao som de muita música da Banda do Mar. Muito gostosa a sensação de "feitos por nós".


- Fizemos um passeio ao Pão de Açúcar para ver o pôr do sol. Um passeio sem planejamento que surgiu de repente. Inesperado e inspirado. 


- Fiz um workshop do Seminários Insight que além de me dar a oportunidade de refletir sobre o que me faz bem, foi em um lugar lindo onde eu tive a oportunidade de contemplar o pôr do sol com vista para o mar de Copacabana e ainda contei com a companhia de uma amiga muito querida e especial.



- Me diverti com a brincadeira de ensaio fotográfico da Sofia e da Xina. E ainda presenciei vários momentos de amizade e companheirismo entre a Ana Luiza e a Sofia. Taí uma coisa que me deixa muito feliz, é ver as duas fazendo algo juntas, de mãos dadas, sendo carinhosas uma com a outra.


- Saí para comemorar com umas amigas, para dar apoio e ouvir outra e ainda para dar umas risadas com outras amigas.


- Admirei o paizão das minhas filhas porque encarar Forever 21 é pros fortes. Mas ele tira de letra e com a maior paciência. Sorte minha.


"Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde bastante para aprender.".  Com isso em mente, entre um risco e outro eu procuro sempre aprender algo novo, valorizar cada momento e agradecer sempre.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva "A Semana" proposta pela Fernanda Reali. Passe lá para ver como foi a semana das outras amigas participantes. Essa blogagem é um estímulo a aproveitarmos mais as nossas semanas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Eu já fugi de casa


Livros sempre me proporcionam bons momentos, aprendizados, inspiração e ótimas conversas.

E foi assim outra manhã aqui em casa quando eu abri aleatoriamente o livro “Liberdade Crônica” da Martha Medeiros. A página aberta tinha como título “Fugir de casa” e a primeira frase dessa crônica é a pergunta “Qual a criança que nunca sonhou em fugir de casa?”.



Com essa pergunta no ar tomamos o nosso café da manhã entre lembranças e risadas.

Relembrei de quando a Ana Luiza arrumou uma mochila cheia de bonecas, saiu pela porta rumo a sua fuga e ficou na escada até eu ir buscá-la (coisa que demorou pouquíssimos minutos). Ela não se lembrava dessa história e demos boas gargalhadas.

Relembramos as ameaças aborrecidas, com cara de zangada, da Sofia dizendo que ia morar com outra família. Mas qual? Teve um dia que eu até fiz uma maldadezinha com ela (mãe não é de ferro e tem os seus momentos de impaciência e intolerância também). Tínhamos passado, naquele mesmo dia, por uma família de rua que estava deitada embaixo de uma marquise. Ali entre caixas de papelão e cobertores sujos tinham duas crianças com os pais. Então, eu disse pra Sofia arrumar a mochila que eu a levaria pra morar com aquela família e ia aproveitar pra ver se alguma daquelas crianças gostaria de vir morar no quarto dela. Claro, que a Sofia desistiu da fuga ali mesmo. Bom, mas hoje essas são lembranças divertidas e que provocaram ótimas risadas em família.

E aí foi a vez de rirmos com as minhas histórias de fugas. Eu contei algumas das minhas tentativas de quando era criança. Eu tinha uma casinha de boneca de madeira que ficava na garagem e me mudei de mala e cuia algumas vezes.

Mas eu me dei conta que os meus maiores sonhos de fuga foram na adolescência. Nessa época eu já não tentava concretizar o sonho e nem me dava ao trabalho de arrumar a mochilinha. As fugas ficavam nos sonhos, na fantasia, eram fugas para vidas diferentes. Ora eu ira para praias desertas no estilo Lagoa Azul, ora eu vivia ao estilo Patricinha de Beverly Hills, outras vezes eu vivia em florestas cuidando de espécies em extinção. Fugia para vidas difíceis onde eu morava em casa de barro, dormia em esteira, tomava banho em bacia e com pouca comida. Todas essas fugas fantasiosas serviam de válvula de escape e me ajudavam a retornar para os conflitos reais da minha nada mole vida de adolescente.

E as minhas fugas não pararam na adolescência não. Cresci, amadureci (ou não) e continuei com os meus planos de fuga imaginários. Quantas vezes parti para Morro de São Paulo e por lá fiquei descalça? Quantas vezes pra não me descabelar em uma reunião de trabalho eu fugi pra Fernando de Noronha e fiquei descabelada pelo vento? Retorno dessas viagens para a vida real mais realizada.

Bom, depois de toda essa conversa cheia de lembranças e confissões o nosso café da manhã chegou ao fim. Eu que já estava me achando muito louca, tipo piradinha-piradinha mesmo fui continuar a leitura da crônica.

E nela, mais uma vez, a Martha Medeiros, que também confessou ser uma fujona, explicou tudo o que eu não conseguia colocar em palavras. E até me isentou da minha insanidade.


E me deu aval para continuar com a minha porta aberta para as fugas imaginárias. 


E ainda mais, me aliviou a tensão e a culpa de quando as minhas filhas ameaçarem a fazer as fugas dela. 
Agora vou ali fantasiar que as minhas fugas se tornaram crônicas tão boas quanto as da Martha Medeiros e já volto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Abraçando os Jogos Rio 2016



Eu não me canso de falar que o blog me traz oportunidades incríveis de encontrar pessoas diferentes, estar em lugares que a princípio eu não teria acesso e conhecer mais sobre muitos assuntos. E mais uma vez isso aconteceu. Recentemente eu tive a oportunidade de visitar o Comitê Olímpico Rio 2016.


O evento levou blogueiros para conhecer o trabalho de sustentabilidade envolvido nos jogos olímpicos e paralímpicos. Eu não tinha a menor ideia de que rolava toda essa preocupação na organização dos jogos e muito menos tinha noção da dimensão do trabalho envolvido. Só posso dizer que fiquei maravilhada! 

A primeira parte do evento foi para falar sobre a pegada de carbono dos jogos olímpicos. Infelizmente eu não pude chegar para assistir essa parte, mas lendo o post da Luísa Classen, no "Luly de verdade", eu vi o quanto eu perdi de informação interessante.

Vocês sabiam que toda atividade humana gera emissão de gás carbônico? Por isso é tão importante pensarmos em como reduzir a emissão do carbono e os impactos na natureza. Então, vale muito a pena fazer uma visita ao post da Luly, "Por dentro do Comitê Olímpico Rio 2016", para ter mais informações e ainda ver fotos lindas.

A outra parte, que infelizmente eu também perdi, foi o bate-papo com o medalhista olímpico Ricardo Prado que é considerado o maior nadador brasileiro da década de 80 e é o Presidente do Conselho de Esportes Rio 2016. E olha que eu era fanzoca dele, tipo assim... tinha uma paixãozinha platônica quando o via dando aquelas braçadas, sabe? Pois é, não pude ouvi-lo contando das suas experiências como atleta e de como está usando essa vivência junto ao comitê para suportar os atletas durante os jogos olímpicos e paralímpicos de forma que eles se sintam confortáveis, em casa e apoiados.

Foto - divulgação Rio 2016

Finalmente eu consegui chegar ao evento e olha a minha entrada "triunfante".


Mas o quê essa mulher está fazendo de olhos vendados? Foi que eu cheguei justamente na hora da "aventura gastronômica surpresa": um brunch delicioso, com comidinhas saudáveis e sucos naturais, mas às cegas.

E qual o sentido disso? Além de ser uma experiência curiosa, divertida e instigante, nos faz pensar sobre as questões de acessibilidade e dificuldades que pessoas com deficiência vivenciam. Durante o almoço ouvimos o Marcos, que é deficiente visual, e um dos muitos com necessidades especiais que trabalham no comitê, contar um pouco sobre as dificuldades que ele vive no dia a dia, as superações e alegrias, e como é trabalhar no comitê. Na foto abaixo ele está explicando o que é futebol de 5, ou futebol cego. Ah, e o Marcos tem um blog, o "Histórias de cego".

Foto - divulgação Rio 2016


O comitê tem uma preocupação enorme com a acessibilidade, tem pessoas com todo o tipo de deficiência trabalhando em diversas áreas. E para que isso seja possível o prédio é todo preparado para recebê-los: tem informações em braile por todo o canto, piso tátil, corredores amplos, elevadores, etc. Tudo pensado e projetado de forma a tornar o acesso possível, confortável e tranquilo como deve ser.


Olha só que máximo esse painel em braile montado com bolinhas de tênis! E dá pra ver um pouco do piso tátil também.


Aliás, não foi só eu que pirei no painel.

Foto - divulgação Rio 2016

Depois desse almoço inusitado, emocionante e que aguçou os meus sentidos, fomos fazer um tour pelo prédio e conhecer ao vivo e a cores uma parte do trabalho de sustentabilidade do comitê. 

Durante o tour eu só pensava na Ana Luiza e em como seria proveitosa essa vista pra ela que está pensando em fazer algo na área de sustentabilidade, e arquitetura sustentável já foi uma das opções avaliadas.

Primeiro o prédio é todo modular, feito em contêineres e foi montado em blocos conforme a equipe de trabalho vai crescendo. O grupo começou com pouquíssimas pessoas (algo em torno de 40) e vai chegar a 8.000 de forma gradual. Sendo assim, o prédio vai crescendo conforme a necessidade. Isso evita o desperdício de luz e água, por exemplo. Imagina se a estrutura já estivesse sido projetada desde o início para abrigar 8.000? Imagina 40 pessoas usando luz como se fossem 8.000? Quanto desperdício! Além disso, quando o trabalho for finalizado após os jogos, o prédio será reaproveitado para outras necessidades. E esse é o pensamento para todas as instalações dos jogos. Por exemplo, a arena que vai abrigar o handebol, após ser desmontada vai se tornar quatro escolas.

Tá vendo esse jardim interno lindo e aconchegante?


Ali por baixo tem um sistema de coleta de água que é utilizada no equipamento de refrigeração do prédio, que só é ligado nos dias quentes diga-se de passagem. E depois essa mesma água que já sai quentinha do ar-condicionado é aproveitada nos chuveiros da academia e na cozinha. E nos dias em que os aparelhos não são ligados, como se esquenta a água? Com energia solar!

Toda a iluminação aproveita a luz externa e usa lâmpadas de LED que são mais econômicas. Tá são mais caras também. Mas exatamente por isso foi feito todo um levantamento de custo para comprovar que o custo de fazer o uso das lâmpadas LEDs por um período relativamente (quatro anos) compensa financeiramente. Afinal, a sustentabilidade implica em usar os recursos de maneira mais inteligente, evitando o desperdício, reduzindo a geração de lixo e sendo financeiramente viável.

As madeiras utilizadas na construção e decoração do ambiente são todas regulamentadas. Outro lance que eu achei sensacional foi que os designers e arquitetos foram desafiados a aproveitar todo o material utilizado. Então a sobra de material de uma peça deve ser usada para fazer outra.


Esse conceito foi utilizado também nos logotipos dos jogos: um para os jogos olímpicos (aquele da primeira foto que eu estou com o rosto dentro dele) e outro para o paralímpico.


O logo dos jogos paralímpicos é sensacional e sensorial. Claro, assim as pessoas com deficiência podem senti-lo, já que ele vibra ao toque, podem ouvi-lo, já que ele emite som, e uma luz acende e se movimenta. Um verdadeiro coração pulsando de emoção.



Foi muita informação legal no mesmo dia. Depois ainda fomos ouvir sobre todo o processo logístico que está por detrás dos jogos.


Mais uma vez o meu queixo caiu. É gigantesco! E mesmo assim, mesmo com toda a complexidade já inerente em um evento desse porte, a preocupação com a sustentabilidade se mantém e se reforça. Imagina que será necessária uma quantidade de geradores maior do que a que existe atualmente no país. Essa aquisição já se torna complexa pela quantidade envolvida e mesmo assim eles irão utilizar geradores movidos a óleo de cozinha reaproveitado. Todos os fornecedores precisam ser certificados e atender as exigências do comitê, como não ter trabalho escravo, não ter trabalho infantil, usar os recursos de melhor forma, etc. Nossa, é um trabalho muito amplo e consciente.

Eu fiquei bem impressionada e teria páginas e mais páginas pra contar. Já falei muito sobre essa minha visita com as minhas filhas e amigos. Um trabalho que dá orgulho de ver e vontade de participar. Eu fiquei superorgulhosa de ver o trabalho realizado pela equipe que minha amiga Juliana faz parte.

Todo esse investimento do Rio 2016 tem origem nas empresas patrocinadoras, não é dinheiro público, e pode ser visto AQUI. Assim como plano de gestão de sustentabilidade está disponível AQUI, o relatório de gestão da pegada de carbono dos jogos Rio 2016 também está aberto ao público AQUI. Toda essa transparência na condução do projeto se comprova nos documentos disponibilizados no site, é só clicar AQUI.

Esse trabalho lindo e envolvente me inspirou ainda mais a ficar ligada em ações sustentáveis que posso ter no meu dia a dia. Se eles podem fazer a parte deles em algo tão grande, nós podemos fazer a nossa parte em ações pequenas do dia a dia, né?

Outros blogueiros também escreveram sobre a visita ao Comitê:

- A vida como a vida quer - Conheci e aprovei o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos #abracaRio2016;
- Inspiração Sustentável - Evento de sustentabilidade marca o lançamento do relatório de carbono dos Jogos Olímpicos 2016;
- Luly de verdade - Por dentro do Comitê Olímpico Rio 2016;
- Carioquíssimo - Rio 2016 lança Relatório de Carbono dos Jogos;
- Ecodesenvolvimento - Rio 2016.
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