domingo, 11 de agosto de 2019

Cinema - Quatro Estreias da Semana

Nesta semana, mais precisamente no dia oito de agosto, estrearam quatro filmes que eu tive a oportunidade de assistir previamente em cabines de imprensa ou festivais, entre outros.



Eu até pensei em fazer um post para cada um deles, mas realmente o tempo, essa coisa estranha que nem todos experimentam e percebem da mesma maneira, embolou para mim. Daí hoje que aparentemente o tempo sobrou ou simplesmente eu priorizei escrever no blog resolvi trazer aqui para o blog todos os filmes juntos e misturados em um único post.


"Retrato do Amor"


Um filme indiano gostoso de ver, em um ritmo mais lento, que traz um pouco da cultura indiana, mostrando o conflito entre a tradição e a modernidade, fala de como o amor pode surgir de forma inesperada. Uma comédia romântica com cara de realidade e toques de delicadeza.

A índia contemporânea em contraste com as tradições é mostrada através da história de Rafi, rapaz nascido e criado em uma aldeia e que vai a Mumbai com o objetivo único e exclusivo de ganhar dinheiro. Rafi tem como meta pagar uma dívida deixada por seu pai. Para isso trabalha intensamente como fotógrafo de rua e reserva praticamente tudo o que ganha se permitindo satisfazer a pequenos e poucos desejos como, por exemplo,saborear o Kulfi (um sorvete típico indiano ), apenas uma vez por mês.

Rafi, que divide quarto com outros amigos em Munbai, é pressionado pela avó e por todos ao seu redor a casar. O rapaz, porém, está firme em seu propósito de não desviar o foco de pagamento da dívida e só pensa em casar quando tiver uma situação financeira mais estabilizada.

Por causa da grande pressão de sua avó e para para satisfazer o seu desejo da senhora, ele envia a ela a foto de Miloni, uma tímida estranha, de olhos expressivos,  como se fosse sua noiva.

No outro lado da cidade Miloni vive uma realidade diferente, mas nem tanto, de Rafi. Moça de classe média que vive com os pais, passou em primeiro lugar no Vestibular, estuda Contabilidade e aparentemente pode fazer escolhas. Será que a tradição familiar indiana permite isso? 

Quando a avó de Rafi insiste em conhecê-la, ele aborda a jovem e pede que ela finja ser sua noiva.

Miloni de maneira impulsiva concorda com a proposta de Rafi. A partir daí os dois embarcam em uma inesperada aventura entre a tradição e a modernidade. Nessa mentira surge uma ajuda mútua e apesar das diferenças sociais os dois se percebem presos nas tradições, insatisfeitos com seus destinos previsíveis. 

Um filme muito delicado que trata de uma maneira muito verdadeira a questão do conflito interno que as pessoas vivem quando não conseguem ser quem realmente querem ser. E isso pode até acontecer mais fortemente em sociedades mais tradicionais, mas é uma questão universal. Rola em todos os cantos do mundo.

Sinopse: "Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua mulher durante algum tempo. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço totalmente inesperado que os muda de maneiras antes inimagináveis.".


Quatro estreias de filmes na semana de agosto de 2019

"Não Mexa com Ela"


Filme que conta a história de Orna, uma mãe de de três filhos em que o marido Ofer acabou de abrir um restaurante. Nesse momento o dinheiro não está sendo suficiente para pagar todas as contas. Para ajudar na dificuldade financeira que a família está vivendo Orna resolve retornar ao mercado trabalho em uma construtora. A função de Orna neste novo emprego é  ser uma espécie de secretária executiva do arquiteto Benny. 

Desse ponto em diante, Orna precisa lidar com uma rotina na qual muitas mulheres no mundo vivem que é a tripla jornada de trabalho, equilibrando os papeis de mãe, profissional e esposa.

No papel de mãe e esposa Orna batalha contra a cobrança e diferenças em relação ao papel de pai e mãe, marido e mulher. Ofer, é do tipo de "pai que ajuda", como muitos ao redor do mundo. Orna passa por situações que muitas mães que trabalham fora também vivem, como quando a filha fica doente quem deve faltar ao trabalho é a mãe. Os filhos cobram e solicitam a presença e participação da mãe nas tarefas caseiras e escolares. Afinal, o pai precisa trabalhar e quem tem que dar conta dessa parte é a mãe. É mesmo? Que disse isso?

No papel de profissional Orna demonstra ser cada dia mais competente, assim como mãe e dona de casa, chegando a ser promovida. Porém essa busca por realização profissional em seu novo emprego traz outros problemas além dos que ocorrem na vida familiar. Orna passa a ser assediada pelo próprio chefe.

O filme mostra muito bem a sociedade israelense, porém os conflitos vividos por Orna fazem parte do universo feminino mundial. Justamente por isso cria uma identidade tão familiar. Justamente por isso gera um incômodo tão forte. Justamente por isso causa sentimentos de raiva, nojo e outros semelhantes. Justamente por isso é um filme tão importante de ser visto e debatido.

Sinopse: "Orna (Liron Ben Shlush) é mãe de três crianças pequenas que, ao perceber a dificuldade do marido em ganhar dinheiro com o restaurante recém-inaugurado, resolve voltar ao mercado de trabalho para ajudar a sustentar a família. Apesar de gostar de seu novo emprego e ser promovida rapidamente por suas competências, tentando conciliar a vida profissional com a pessoal, Orna começa a vivenciar o assédio sexual crescente de seu chefe. Quando seu mundo vem por água abaixo, ela deve se esforçar para lutar, sozinha e à sua própria maneira, para recuperar o trabalho e a autoestima.".


Quatro estreias de filmes na semana de agosto de 2019


"Fourteen"


Aborda a amizade entre duas mulheres que começou na escola. Apesar da grande diferença entre elas sendo Mara, mais introspectiva, e Jo mais impulsiva, durou ao longo dos anos. Ao mostrar essa década de amizade o filme vai falando do quanto essa relação pode ser complexa essa relação quando um dos lados apresenta instabilidade emocional e sofre com a depressão.

Enquanto Jo se torna cada vez mais disfuncional devido à doença, Mara, sua amiga mais estável, tenta ajudar de todas as maneiras que pode na maioria das vezes. Mas em outros momentos Mara precisa recuar, se afastar um pouco, não se envolver, para se preservar.

Através da história das duas amigas o longa mostra o quanto a depressão é difícil para quem a experimenta na própria pele. Mas mostra também o quanto afeta quem se relaciona com alguém que sofre com a doença. Traz a questão da importância do diagnóstico e tratamento correto para o doente, como da necessidade de orientação e apoio de quem está envolvido e é afetado mesmo que indiretamente.

O filme é mais lento, mas trata o assunto com muita sensibilidade. Um filme que não é tão fácil de assistir, mas muito importante. Por isso eu pensei em fazer um post exclusivo para ele, mas a Márcia do "Cine e Ilumine" fez um tão bom que vou deixar  o link aqui: "Fourteen". A Márcia trouxe inclusive informações adicionais da Organização Mundial da Saúde sobre depressão que leva ao suicídio.

Quatro estreias de filmes na semana de agosto de 2019

"Simonal"


Filme nacional apresentado no Festival do Rio que conta a história real do cantor brasileiro que tinha um carisma surpreendente, um swing único, e que dominou os palcos e a cena musical na época dos anos 70. Foi do sucesso meteórico, em que levantava e animava multidões em seus shows, a um cenário de rejeição e exclusão total. 

Vale a pena assistir ao filme para conhecer melhor a história desse carioca cheio charme, swing e talento, que teve um passado brilhante, importante não só para a música brasileira quanto também pela representatividade. Todo esse sucesso e potencial foi apagado por um simples boato. Vale a pena para ouvir as músicas e refletir sobre temas bem atuais como racismo, representatividae e o quanto uma fake new pode destruir a vida de uma ou mais pessoas.

No post que eu fiz sobre o filme em 2018 eu pedi mais responsabilidade ao divulgar qualquer coisa, pufavô! E continuo pedindo aqui. Eu estou naquela onda de que se eu pessoalmente não presenciei o fato, não compartilho. Tipo essa matéria que rolou na época do lançamento no festival de que brasileiros estavam vaiando as cenas do filme... Pode até ter sido publicada por algum veículo supostamente tradicional, mas se não aconteceu na sessão em que eu estava (e não aconteceu nem na minha, nem na de todas as pessoas que eu conheço e que assistiram ao filme na época do festival), não divulgo, não compartilho.

PS: essa na foto com o cartaz do filme "Simonal" é a minha amiga Márcia da página "Cine e Ilumine"

Quatro estreias de filmes na semana de agosto de 2019

Estamos muito acostumados com filmes americanos e assistir filmes de outras nacionalidades nos mostra um outro tempo, outras culturas, outros olhares para os mesmos temas. 



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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Vitória - Convento da Penha em Vila Velha


Durante o tempo que eu morei em Cabo Frio ouvia muito sobre as praias da Rota do Sol no Espírito Santo. Os mineiros que aportavam nas férias em Cabo Frio também eram fãs do litoral capixaba. Nessa época eu tinha muita vontade de conhecer Marataízes, Iriri, Guarapari, Vila Velha e Vitória. Depois com o tempo fui fazendo algumas viagens, mas o Espírito Santo nunca estava nos destinos desejados. Apenas uma vez passei um feriado pelas praias da chamada Rota do Sol e da Moqueca.  Gostei. Foi legal. Mas ficou por aí. Uma vez ou outra até pensava na região como opção, mas ficava para depois.

Agora, no final das férias, a Ana Luiza foi passar uma semana na casa de um amigo em Vitória e adorou a viagem. Nada melhor do que conhecer um lugar com alguém local te mostrando a cidade, né? E vendo as fotos que ela me mandava, ou postava no Instagram, lendo e ouvindo os comentários dela e do quanto gostou eu fiquei pensando por que eu não voltei ao Espírito Santo e explorei mais esse destino?

Enquanto eu não volto lá vou mostrando aqui os pontos turísticos que a Ana Luiza mais gostou.

O primeiro passeio dela foi ao Convento da Penha! Cartão postal do Espírito Santo. Destino turístico que mais recebe turistas do estado. Um dos santuários mais antigos do Brasil, sendo também o santuário da padroeira do estado, Nossa Senhora da Penha. Cheio de história e muito visual.

O Convento da Penha, ou Santuário de Nossa Senhora da Penha fica no alto do morro, a 500 metros do mar, e 154 metros de altitude.


O convento fica em Vila Velha, de frete à entrada do canal de Vitória e com vista panorâmica mais do que privilegiada.




A Ana Luiza me contou que subiu andando. Mas é possível subir de van - é só comprar o ticket na entrada.



No percurso feito em uma estradinha bem estreita, íngreme, e cercada de verde os visitantes podem ver imagens religiosas como pinturas e esculturas.



Lá em cima, no Largo do Convento, a 100 m de altitude está o mirante para Vitória. Dá apara contemplar a vista da Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha, como Morro do Moreno ao lado.



Olhando para baixo, avista-se o Batalhão do Exército e grande parte da Mata Atlântica que foi reflorestada em uma ação conjunta entre a Vale do Rio Doce, o governo e o Convento. Um trabalho de replantio milhares de mudas realizado de 1970 até 1993. Um trabalho que valeu a pena!



Do alto dá para ter uma visão mais ampla e completa da cidade de Vilha Velha.


 E lá também está a Capelinha de São Francisco de 1562.  A construção mais antiga do convento.


Depois de se deslumbrar com a vista ainda é preciso subir a escadaria para chegar a Capela-Mor. Lá tem a parede com as placas de agradecimento pelas bênçãos alcançadas.


O Corredor com obras de arte representando a Via Sacra.


No fundo desse corredor está a janela mais famosa do Espírito Santo (foi o que me contaram). Dessa janela, e de outras, é possível ter uma bela vista do oceano com a cidade. É que essa janela em especial dá para ter a vista entre os dois coqueiros que não saíram na foto.



Já o interior a Capela-Mor chama a atenção pela beleza. É todo revestido por madeira de cedro entalhada por um escultor português, entre 1874 e 1879.


O altar principal é o grande destaque. 


Além de ser esculpido em madeira ainda conta com mais de 200 peças feitas de 19 tipos diferentes de mármore que adornam a imagem de Nossa Senhora da Penha.



Além de ser, no interior silencioso da capela, um local de oração voltadas à Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo; um local para caminhar, se exercitar cercado de verde (muitos moradores utilizamos a subida como local de caminhada); ser um ponto turístico; o Convento é também um local para suspirar contemplando um belo pôr do sol. 







Serviço:
Endereço:Rua Vasco Coutinho, S/Nº
Bairro: Prainha
Telefone: (27) 33290420
O portão de acesso fica aberto todos os dias. Os horários de missa e visitação podem ser consultados pelo telefone.


terça-feira, 6 de agosto de 2019

Peça Vale Night


Noite de domingo. Muito frio no Rio. Filha já adulta jovem viajando. Filha adolescente que acabou de chegar de viagem de férias fechada em seu quarto se recuperando. Marido deitado no sofá assistindo a todas as competições dos Jogos Pan Americanos. Dois convites para a assistir a peça teatral "Vale Night". Marido e filha recusaram o convite.


Olhei para eles e ainda me bateu uma dúvida se eu deveria ir e deixar a Sofia que chegou ontem de viagem. Liguei para a amiga que estava em casa com o filho adolescente viajando com os amigos, a filha adulta jovem cuidando da própria vida em seu quarto e o marido deitado no sofá assistindo a algo na TV curtindo o frio incomum do Rio. Convidei. Ela aceitou. 

Fomos nós para o nosso vale night que hoje em dia é até bem comum para nós. 




Chegamos ao Teatro Cândido Mendes. Pegamos os nossos ingressos e fomos tomar um café na Padaria de Ipanema. Nos lembramos do quanto aquele trecho já foi movimentado. Era programa típico de domingo ir ao cinema ali perto que fazia filas. Ou ao teatro Cândi Mendes que também fazia filas. Após a sessão fazer um lanche na Chaika ou na Padaria de Ipanema depois de enfrentar a fila para entrar, é claro. A Chaika hoje não exite mais, a Padaria de Ipanema não enche mais, o teatro fica vazio e o cinema continua lá. O tempo passa, as coisas mudam. Estamos sempre de olhando para o futuro, algumas vezes revisitamos o passado e poucas vezes focamos no presente. Entramos na peça.

"Vale Night" conta a história de três mães que se conhecem apenas virtualmente do grupo de WhatsApp do grupo de mães da pracinha. Essas mães marcam um encontro para se conhecerem pessoalmente. Uma ousadia para mães de filhos pequenos: "abandonar" as crias com alguém para curtir uma noite de mulheres em um bar. Muitas faltam ao encontro, é claro, encontrando motivos para ficarem em casa na sua função de mãe. Apenas as três comparecem junto com suas cargas de culpa. 

Neste encontro encontro na vida real às personagens Carla, Paula e Virgínia vão apresentando as suas diferenças, suas histórias, suas experiências e criando identidade entre si e entre as muitas outras mães que estão por aí.  "Carla é mãe de um filho, casada, aparentemente feliz, tenta fazer tudo muito certinho, seguindo à risca todas as “regras”, mas na verdade nunca escolheu estar ali. Paula é mãe solo de um filho, fotógrafa e vive no malabarismo para atender às demandas da carreira de autônoma com às de criar um filho sozinha. Virgínia é mãe de quatro filhos, entre eles um casal de gêmeos bebês, casada há 15 anos, mulher prática e objetiva, questiona as regras, manuais, a própria relação e não está disposta a receber críticas veladas.".

Durante o encontro as três mães diferentes entre si se percebem com muito em comum entre si. E nós na plateia, sejam mães de bebês, mães de adolescentes, mães de adulto, que pensam em ser mães, ou que convivem com alguma mãe vamos percebendo essa identificação, esse elo em comum. Em comum tanto com as que estão no palco, quanto com as que estão na plateia. Tanto com as que estão em casa vivendo o início da maternidade, quanto com as que estão no bar com seus vale nights garantidos porque os filhos já estão voando. 

O texto vai mostrando um assunto que está muito em pauta que é o bombardeio e as cobranças que as mães recebem hoje em dia. E até, sem querer, às vezes sem perceber, bombardeiam umas as outras. Cobram das outras os seus pontos de vistas que no meu ponto de vista essa cobrança de uma mãe em cima da outra é mais para ter a afirmação de que ela tanto precisa de que está fazendo o certo. Afinal, todas as mães têm isso em comum: querem muito acertar, querem muito dar o seu melhor. 

Ao longo da noite no bar as três mães vão se conectando aos poucos e descobrem que podem se dar as mãos, se acolherem, fazerem rir ou até expor os mais ocultos desejos. Podem se ajudar, se apoiar e aprender com as diferenças.

Ao final da peça eu e a minha amiga olhamos para o nosso passado como mãe e vimos o quanto ficamos piradas nessa fase, o quanto abrimos mão de muita coisa sim, normal. Mas agradecemos ter nos permitido alguns vale nights nesse percurso, ter nos permitido gradualmente ter nossas vidas próprias. Por que isso, manter a nossa identidade além da maternidade, nos ajuda muito no momento presente de todas as fases desse percurso que é ver os filhos crescerem.



Serviço
Espetáculo “Vale Night”
Temporada: 02 de agosto a 01 de setembro.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 - Ipanema
Telefone: 2523-3663
Dias e horários: sexta a domingo, às 20h.
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Duração: 1h
Lotação: 103 pessoas
Classificação Etária: 12 anos.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A Semana 31 de 2019 - Vida Própria


O post dessa semana começando exatamente como o da semana anterior, com um passeio na Lagoa acompanhados da Xina. Aquela fase em que as filhas cresceram foram curtir as suas férias cada uma do seu jeito, com seus amigos e nós ficamos. A única filha que não ganhou essa independência com o passar dos anos foi a nossa filha de quatro patas. 


Depois do passeio matinal pela Lagoa fui com uma amiga e minha mãe na feira Junta Local dos Refugiados. Uma feira multicultural e cheia de sabores. Me senti dando uma breve volta ao mundo sem nem sair do meu bairro. Experimentei comida típica do Haiti, esse fritay vegano. Comi cachapa venezuelana, uma panqueca feita com milho muito saborosa. Provei a arepa colombiana que a minha mãe escolheu. Só um pedacinho do waffle belga e trouxe pra casa biscoitos de Praga. E tinha muito mais. Tinha comida peruana, coreana, árabe e de alguns países africanos. É sempre rejuvenescedor aprender algo, mesmo que seja apenas um comida típica de um país estrangeiro. 


Aproveitando que a minha mãe esta aqui quis aproveitar ao máximo o nosso dia para passearmos. Saímos da feira gastronômica alimentadas e fomos até a Casa Fundação Roberto Marinho ver a exposição "Estrangeiros na Coleção Roberto Marinho". A exposição até merecia um post, mas as fotos não ficaram muito boas. Postei apenas algumas no Instagram.


Ainda com pique fomos à Casa Firjan para a minha mãe ver como ficou após a reforma e abertura para o público. Aproveitamos para um cafezinho com um docinho porque ninguém é de ferro, né?


À noite alguns amigos chegaram para visita e fizemos uma festinha de improviso com Sangria e queijos. A mesa até que ficou bem bonita, mas eu nem fiz foto. Estava muito ocupada brindando, conversando, rindo e dançando.


Um sábado intenso que valeu a pena. Ele por si só já teria valido toda a semana que estava por vir. Depois de um dia bem movimentado nada como um dia relaxando, fazendo nada. Esse equilíbrio é que faz um ou outro valer a pena. Os dias intensos valorizam os dias tranquilos e vice-versa. 

Semana útil começando com pedalada a caminho do trabalho. Manhãs que começam de forma produtiva deixam o resto do dia com mais energia e leveza. 


Assisti ao filme "Retrato do Amor", que estria dia 08 de agosto. Um filme gostoso de ver, em um ritmo mais lento, que mostra um pouco da cultura indiana, mostrando o conflito entre a tradição e a modernidade, fala de como o amor pode surgir de forma inesperada. Uma comédia romântica com cara de realidade e toques de delicadeza. 

Sinopse: "Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua mulher durante algum tempo. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço totalmente inesperado que os muda de maneiras antes inimagináveis.".



Um belo dia dessa semana eu resolvi ir mais arrumada para o trabalho e desenterrei do fundo do armário um sapato novo mais antigo. Ou seja, velho, mas com pouco uso. Resultado: ao chegar ao trabalho o tal sapato começou a se desfazer. Tive que providenciar outro na hora do almoço com pouco tempo e sem poder andar muito. O jeito foi ir até o shopping. E já que estava no shopping aproveitei para almoçar com essa vista linda da cidade e matar as saudades da época em que os almoços ali faziam parte da minha rotina. 


Fui com uma amiga conferir a inauguração de quatro exposições no Paço Imperial. As exposições estão bem interessantes e eu vou retornar com calma para ver cada uma delas. Essas noites de vernissage são muito badaladas, as exposições ficam muito cheias e acabamos tendo apenas uma geral das peças. Com isso o que mais me chamou a atenção mesmo foi o Palácio Tiradentes que está belíssimo após a reforma. 


Estar aberta ao inesperado! Como isso é bom! No metrô a caminho de casa depois de um dia intenso de trabalho em que cheguei cedo, não saí para almoçar e deixei a empresa já passado da hora do término do expediente, entro ao acaso uma amiga que também estava saindo mais tarde naquele dia. Ela, que também estava sem os filhos em casa, me convida para uma paradinha estratégica antes de irmos para casa. É claro que eu aceito! Uma taça de sangria, um petisco, boa conversa, duas mulheres renovadas.


Mais uma sessão para a imprensa de um filme que estreia no dia 08 de agosto. Dessa vez o filme israelense  “Não Mexa com Ela” que conta a história de Orna, uma mãe de família que busca realização profissional em seu novo emprego. No entanto, ao mesmo tempo em que cresce dentro da empresa, Orna passa a ser assediada pelo próprio chefe.

Estamos muito acostumados com filmes americanos e assistir filmes de outras nacionalidades nos mostra um outro tempo, outras culturas, outros olhares para os mesmos temas. Eu quero fazer um post exclusivo para esse filme já que aborda um tema que é muito comum no universo feminino.

Sinopse: "Orna (Liron Ben Shlush) é mãe de três crianças pequenas que, ao perceber a dificuldade do marido em ganhar dinheiro com o restaurante recém-inaugurado, resolve voltar ao mercado de trabalho para ajudar a sustentar a família. Apesar de gostar de seu novo emprego e ser promovida rapidamente por suas competências, tentando conciliar a vida profissional com a pessoal, Orna começa a vivenciar o assédio sexual crescente de seu chefe. Quando seu mundo vem por água abaixo, ela deve se esforçar para lutar, sozinha e à sua própria maneira, para recuperar o trabalho e a autoestima.".


Como praticamente não almocei nesta semana. Somente no dia em que o sapato quase me deixou descalça, resolvi que na sexta-feira eu merecia almoçar bem e com tranquilidade. Me presenteei com esta vista. 


Entre o trabalho e a aula de pintura tem um bar. Neste bar uma amiga. Logo, tem uma pausa para uma boa conversa, uma bebidinha e uma empadinha para não chegar na aula faminta. 


Já à noite em casa, deitada na cama pronta para dormir, um filme para descontrair. Uma comédia que fala de três mães que tentam lidar com a ausência dos filhos já adultos. Agora imagina a pessoa aqui com as duas filhas viajando, cada uma curtindo as suas férias do seu jeito, assistindo a esse filme?! Só posso dizer que lágrimas rolaram no final. Mas dei boas risadas ao longo da história e das trapalhadas dessas três mães na Big Apple. Um filme que fala sobre o ninho vazio, sobre deixar o passado para trás e se redescobrir.



Parecer que eu fiz bastante coisa nessa semana e fiz sim. Apesar de ter sido uma semana de muito trabalho eu consegui otimizar o meu tempo e aproveitar os intervalos. E por ter as filhas passeando por aí me senti mais tranquila em não ir direto do trabalho para casa. Precisamos ter as nossas próprias vidas para permitir que as filhas tenham as delas. É difícil. Não é fácil, não. Mas é necessário. 

Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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domingo, 4 de agosto de 2019

La Casa de Papel - 3ª Temporada - Não maratonei!

Está todo mundo falando de "La Casa de Papel", eu sei. E por que eu também vou falar do que todos já falando? Confesso que tenho essa dificuldade. Vejo um assunto batido e aí perco a vontade de postar sobre ele. Daí o tempo passa, eu me esqueço que não postei e vou lá procurar o meu post, não encontro e fico pensando: "como assim eu não fiz um post sobre isso?". Foi o que aconteceu quando fui buscar o post sobre a primeira e segunda temporadas de "La Casa de Papel". Simplesmente não tem. E quase fico sem escrever sobre a terceira temporada já que estou aqui embromando há duas semanas.

Como gostei muito do primeiro assalto da gangue liderada pelo professor à Casa da Moeda eu fiquei contando os dias para a estreia da terceira temporada. Na sexta-feita, 19 de julho, eu fiquei no trabalho contando as horas para o expediente acabar e eu chegar em casa e ligar a TV.



Finalmente cheguei em casa, liguei a TV na expectativa de virar a noite e só dormir após terminar. Foi assim com a primeira temporada. Comecei o primeiro episódio e consegui desgrudar da telinha ao término do último. Eu já estava preparada para que o mesmo ocorresse. 

Comecei o primeiro episódio onde fiquei sabendo do destino do bando vestido de macacão vermelho e com máscara de Salvador Dali após o primeiro assalto a Casa da Moeda. Estavam escondidos pelo mundo em duplas vivendo em paraísos e com muita grana. Tudo correndo muito bem obrigada até que Tóquio entediada resolve sair de seu paraíso, deixar Rio em um ilha e partir para o continente se esbaldar e viver intensamente. 

Por causa desse impulso Rio acaba sendo preso e o grupo se une novamente para um novo assalto. Agora motivado por recuperar Rio e livrá-lo dos abusos cometidos pela polícia. 

Um novo plano nem tão bem planejado, mais ousado, mais arriscado e com novos integrantes tanto do lado dos assaltantes, quanto do lado da polícia.

No meio do terceiro episódio eu desliguei a TV, fui dormir e deixei o resto para assistir no dia seguinte. E assim fui assistindo em torno de três episódios por dia até concluir a série. Não maratonei como era a minha expectativa. Mas por quê? Não gostei? Não, gostei sim. Gostei a ponto de me sentir órfã quando acabei. 

A terceira temporada traz mais do mesmo e era isso que eu esperava. Não esperava nada de muito diferente. O mesmo, em outro tipo de assalto, com o carisma dos personagens, aventura, emoção, diversão, mostrando pontos da personalidade de cada um e abordando alguns temas. E isso a terceira temporada tem bastante. Tem a crítica social, as questões éticas que são colocadas em cheque, aborda o feminismo e tal. Agora, o que me fez assistir com menos empenho foi que nesta temporada nem tudo dá certo. Foi justamente a questão do assalto não ter sido tão planejado. 

Na primeira e segunda temporadas o que mais me encantava eram os planos B. Quando tudo dava errado, quando eu achava que o bando tinha definitivamente se dado mal e estava sem saída, aquela situação tinha sido planejada, pensada e repensada e eles tinham uma saída. 

Nessa terceira temporada também aconteceram os planos B e C, mas nem tudo dava certo sempre. O bando ficou realmente enroscado, a polícia está mais esperta em relação a eles, entra uma agente com práticas fora do protocolo. Itens que tornam a série menos previsível sim, mas isso me deixava mais tensa. Então eu parava de assistir para me recuperar. E no final fiquei me sentindo órfã novamente e já esperando pela quarta temporada.



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sábado, 3 de agosto de 2019

Minhas garrafas pintadas


Finalmente nesta manhã fria, cinzenta e chuvosa de domingo, enquanto todos ainda dormem na casa, eu me sentei de frente ao computador com a Xina, minha companheira até no banheiro, deitada aos meu pés para escrever o post sobre a terceira temporada da "La Casa de Papel". Coisa que já estou para fazer há duas duas semanas. 

Antes de começar a fazer o post, porém, resolvi compartilhar no Pinterest as fotos das minhas garrafas que postei ontem no Instagram. Foi aí que me dei conta que eu não sei, ainda, compartilhar do Insta para o Pinterest. Neste momento veio a vontade de postar as minhas garrafas aqui no blog para daqui compartilhar na inspiradora rede social de compartilhamento de fotos. 

Foi assim que o post sobre a terceira temporada de "La Casa de Papel" ficou para depois sendo substituído pelo post sobre a minha coleção de garrafas pintadas.

Tudo começou com um sábado frio, chuvoso e cinzento em que eu resolvi encher a casa de flores e música. Fui à feira já no horário da xepa para aproveitar o melhor preço das flores. Catei todas as minhas garrafas que ficam espalhadas pela casa, desde a área de serviço até a varanda, e as levei para a cozinha para conseguir arrumá-las. 

Ao colocá-las assim todas juntas levei um susto. Me dei conta de que já são muitas.

Garrafas Pintadas

E olha que agora, neste exato momento em que escrevo este post, eu olho para a minha esquerda e percebo no alto da estante da sala de televisão que me esqueci de outras três.

Garrafas Pintadas

Depois das fotos voltei com as garrafas floridas para os seus lugares.

Na área de serviço, aquele canto entre o armário de roupas para lavar, passar, etc., e o aquecedor.

Garrafas Pintadas

Na divisória entre a cozinha e a área de serviço.

Garrafas Pintadas

Na mesa da varanda.

Garrafas Pintadas

No aparador que fica na parede da varanda.

Garrafas Pintadas

Na sala compondo com a mesa de jantar.

Garrafas Pintadas

No canto do final do corredor

Garrafas Pintadas

O mesmo canto do final do corredor mais de perto.

Garrafas Pintadas

E faltaram as três da estante e muitas outras que ainda quero pintar. 

O sábado cinza e frio ficou colorido pelas flores e aquecido pela música. 





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