quinta-feira, 13 de junho de 2019

Namorando-me no Dia dos Namorados




Estava eu em São Paulo sozinha (fui à trabalho e a família ficou em casa) e plena em pleno Dia dos Namorados. Depois do expediente fui aproveitar a minha última noite na cidade no estilo que eu gosto, turistando.

Peguei um táxi e segui contemplando a vista da cidade. Ora absorta nos meus pensamentos, ora voando na imaginação, ora contemplando a mais de perto a paisagem que passeio o dia inteiro vendo ao longe através da janela do escritório.



Dava tempo de assistir ao pôr do sol e resolvi fazer isso de um ponto turístico que eu não conhecia ainda. Fui ao Farol Santander ver o pôr do sol no melhor estilo paulistano, do topo de  prédio que por muitos anos foi considerado o edifício mais alto de São Paulo.


Desci do 26º andar calmamente passando pelas exposições temporárias, entre elas "Metaversø": espaço onde o mundo virtual transforma-se em uma metáfora do mundo real.


Somente quando saí do prédio é que me toquei que o atual Farol Santander é o antiguinho  Edifício Banespa ou Banespão, nome carinhosamente dado pelos moradores de São Paulo, e também o local onde o meu marido trabalhou quando morou em São Paulo. Fiz um foto, mandei para ele pelo Whatsapp e segui meu caminho me sentindo tranquila, plena, livre, fazendo o que eu queria no tempo que queria. 



 A ideia era dar uma passadinha no Eataly (não resisto ao Eataly. Preciso passar lá sempre que vou a São Paulo) com a desculpa de comprar uns chocolates pra levar para a família, comer uma fatia de pizza daquela que fica no final à esquerda do andar térreo e voltar para hotel. Dormir cedo já que embarcaria de volta para o Rio ainda pela manhã.

Mas chegando lá aviste uma trattoria italiana com a mesa preparada para o Dia dos Namorados com vela e rosa. Apesar do meu nível de romantismo aquariano ser abaixo do nível do mar. Fiquei com vontade de um encontro comigo mesma, mesmo estando com pouca fome. Mesmo uma única fatia de pizza sendo suficiente. Me achei merecedora. Quis comemorar o meu namoro comigo mesma. Entrei. Sentei me sentindo bem, relaxada, com aquela felicidade simples, de boa mesmo. Tipo tranquilona. 

Aí a mulher da mesa ao lado começou a me olhar com cara de piedade. Ela simplesmente desconcertou com a uma mulher jantando sozinha no Dia dos Namorados. Não conseguia mais olhar para o companheiro que estava a sua frente. Só me olhava com aquela cara. E eu de boa, feliz. A essa altura eu já estava conversando com o casal da mesa do outro lado que tinha comido alface o dia inteiro para se permitir comer massa durante a noite. E nesse bate-papo ouço a piedosa da outra mesa sussurrar com o namorado, marido, sei lá, "coitada é a única sem namorado no Dia dos Namorados". 

Até me deu vontade de contar pra ela o quanto eu estava me sentindo bem por estar ali justamente porque eu queria, o quanto estava me divertindo com liberdade e segurança porque é isso que realmente importa em qualquer relação. O quanto eu tenho zero problema em sair sozinha. Até gosto algumas vezes. E aquele era um dia que eu estava gostando muito da minha companhia. Até aconselhar a ela experimentar essa parada de estar consigo. Mas a comida estava tão boa, a conversa com o outro casal estava tão boa e eu estava tão de boa que deixei pra lá. 



Confesso que por alguns instantes até rolou uma reciprocidade porque pensei: coitada, estou aproveitando mais o meu jantar de Dia dos Namorados aparentemente desacompanhada preocupada comigo mesma do que ela aparentemente acompanhada também preocupada comigo. Mas também deixei esse pensamento pra lá e voltei pra minha atitude e pedi um vinho pra ficar mais de boa com a minha última noite em São Paulo que por acaso era no Dia dos Namorados.

O que ficou dessa noite? Uma lição: namore-se!

Texto publicado inicialmente no FB.





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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Viajando com pouca bagagem


Eu estava dando uma olhada no Instagram quando a aparece o post de uma influencer de moda no aeroporto avivando que estava partindo para uma viagem. Na imagem, aos pés dela, três malas. Imediatamente me veio o pensamento: "coitada, não vai aproveitar a viagem.". É que para mim viagem é leveza. Como alguém com três malas consegue desfrutar e explorar o lugar devidamente? Eu só fico imaginando o tempo que leva escolhendo a roupa, os acessórios, arrumando e desarrumando aquilo tudo. Mas isso é o meu estilo. O meu jeito. Com certeza ela, a tal influencer e tantas outras pessoas que viajam carregadas, sabem muito bem aproveitar as viagens delas e ainda fazer fotos lindas com looks arrasadores. Foi um pensamento baseado apenas nos meus valores e no eu ponto de vista. Sai pra lá pré-conceitos!

Eu preciso de leveza. Gosto de leveza. Principalmente em viagens. E seja viagem de férias ou viagem a trabalho. Viagem longa ou viagem rápida. Viagem para lugares frios ou para o calor. Quero leveza. E começo pela bagagem. Quanto menos melhor.  

Largando o Instagram com a imagem das três malas olho para a cadeira ao lado onde a minha bagagem aguardava comigo o voo para São Paulo onde ficaríamos dois dias e duas noites. Sim essa era toda a minha bagagem: uma mochila pequena e uma bolsa normal.


Tudo isso, ou só isso, depende do ponto de vista, é mais do que suficiente para eu passar dois dias e duas noites em São Paulo em época de friozinho. Suficiente para eu ir trabalhar, para aproveitar o tempo restante para passear. Suficiente para eu não ficar estressada e apressada na fila para embarcar com receio de não ter espaço para a mala no bagageiro do avião. Suficiente para eu não ficar esperando desembarcar mala. Suficiente para eu não ficar pela manhã em dúvida de qual roupa usar. Usar o meu tempo e a minha energia para olhar ao redor, experimentar e me expor. Porque viajar, mesmo para ali ao lado, mesmo para aquele lugar que você já conhece, mesmo que seja rapidinho e corrido, é sempre uma oportunidade de encher a bagagem com experiência e descobertas. Quero espaço em mim, quero espaço para mim. Quero menos coisas para pensar para liberar a minha cabeça para observar e absorver.

E como eu consigo um bagagem tão pequena, mas com tudo o que é necessário? Sim a minha bagagem tem maquiagem, tem bijuterias, tem tudo. Bom, alguns itens me ajudam muito. Principalmente a questão dos líquidos para embarcar em bagagem de mão. O perfume eu tenho um em gel que é utilizado nas viagens. Desodorante o da embalagem bem pequena ou o desodorante em pasta feito em casa (tem a receita aqui no blog. É só clicar no link). Kit dental com escova, pasta, e fio dental  tudo pequeno.



Outra descoberta maravilhosa foi o shampoo e sabonetes em barra. Esses eu comprei na Austrália e trouxe um estoque razoável (ainda bem que eu tinha bastante espaço na mala). Essa marca Lush até já esteve no Brasil, mas infelizmente não deu certo por aqui. Ainda estamos amadurecendo em questões de produtos sustentáveis. Uma barrinha do shampoo e do condicionador praticamente não ocupam espaço, são leves e duram o correspondente a três embalagens grandes dos mesmos produtos líquidos. Olha só a economia de espaço e embalagens plásticas jogadas na natureza?! E ainda deixam os cabelos ótimos.

Na verdade eu me toquei que os meus cabelos gostaram desses shampoos em condicionadores enquanto viaja pela Austrália. Uma viagem de muita praia e bastante deslocamento. Postei uma foto minha com a minha filha e recebi uma mensagem me perguntando o que estávamos usando para os nossos cabelos estarem tão brilhantes. Resposta? Shampoo e condicionador em barra que compramos com intuito de poder nos deslocarmos com apenas bagagem de mão.


É isso, é só o meu jeito de viajar. Eu quero mais do que fotos perfeitas, quero imagens de momentos bem vividos. Eu quero mais do que pousar em um lugar, quero experimentar esse lugar. Eu preciso pouca bagagem física para abrir espaço muita bagagem em vivências.





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terça-feira, 11 de junho de 2019

A Semana 23 de 2019 - Niver Sofia




Cariocas não gostam de dias nublados. É uma verdade. Eu não gosto muito, confesso. Mas confesso que a minha carioquice, neste aspecto, está mudando. Já estou gostando mais desses dias mais frescos, de temperaturas mais amenas e até chuvosos. Tenho gostado do aconchego que esses dias podem nos trazer. Ou melhor, do aconchego que nos permitimos nesses dias.

A semana foi assim: de dias chuvosos, mais frescos, frios do tipo que carioca acha frio, e mais calmos. Mais sossegados, mais intimistas.

No final de semana passamos dois dias aproveitando a nossa varanda. Pintamos, lemos, estudamos, conversamos, rimos, ouvimos música.



Consegui fazer o acabamento no prato giratório que está enfeitando a nossa sala, terminei um outro altar para presentear uma amiga, comecei a pintar três garrafas e adiantei um porta-retrato. Tudo com a ajuda de uma filha e a companhia da outra. Muito gostosa a sensação de concluir coisas. Muito boa a sensação de receber ajuda. Muito prazerosa a sensação de cumplicidade desses momentos simples.

Fomos em trio de pai, mãe e filha mais velha ao cinema assistir ao filme "Amanda", um drama francês que fala sobre o tempo da reconstrução após um repentino luto com sensibilidade e delicadeza. Na história a pequena Amanda (Isaure Multrier) de sete anos de idade vive com a mãe em Paris. Um atentado na cidade leva a mãe de Amanda a uma morte repentina. A única pessoa que resta na vida da menina é o tio David (Vincent Lacoste), de 24 anos. David, até então, leva sua vida "adulescente" pontuada por biscates, escolhas inconsistentes e acabou de conhecer Lena (Stacy Martin). É neste momento de vida que David teve que se encarregar de repente de Amanda. Assumir uma paternidade que ele não planejava, nem se considerava preparado. É em busca de preencher o vazio da perda que David e Amanda se apoiam, se ajudam, se completam. O filme repleto de sutilizas emocionais.




Saímos para um almoço de mãe e filha em um restaurante japonês. Só nós duas. Sem fotos. Sem internet. Sem celular. Sem conexão com redes sociais, mas com muita conexão entre nós duas. 

Mais uma sessão de cinema do trio. Desta vez fomos assistir a cinebiografia musical de Elton John, "Rocketman". Maravilhoso. Já fiz post. É só clicar no link.


No meio dessa semana chuvosa, mas cheia de aconchego e carinho, foi a aniversário da Sofia. São 14 anos de pura alegria. Ela não queria comemorar no dia. Escolheu fazer uma viagem com as amigas para Búzios no final de semana. Ok. Mas mãe não consegue não comemorar aniversário de filha. Bom, eu não consigo. Então, em cima da hora, após chegar do trabalho fiz um bolo rápido, mas cheio de brigadeiro. Cantamos parabéns com a presença da madrinha dela. Comemos e oramos! Agradecemos a presença da Sofia nas nossas vidas, na nossa família. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Pintura - Prato Giratório com graça


Eu estava na casa da minha amiga, aquela primeira visita de final de ano para darmos o primeiro mergulho na Praia de Copacabana. Essa tábua giratória de 60 cm de diâmetro estava encostada na parede. Ali no canto, esquecida, pálida, sem maquiagem, sem utilidade. Entre uma conversa e outra, entre uma gargalhada aqui e outra ali, a minha amiga a avistou e me perguntou: você quer? Desisti de pintá-la! Se quiser pode levar. Levei e a encostei atrás da cortina.

Poucas semanas depois o meu marido começou uma reforma na casa, achou a tábua ali parada, abandonada e ameaçou a jogá-la fora. Resolvi. Parei de adiar. Peguei a tábua até então rejeitada para pintar. 

Qual cor? Fiquei na dúvida entre verde ou azul. Qual tom? Pensei em colocá-la em cima da nossa mesa da sala. Foi aí que o meu marido sugeriu: pinta da cor da palhinha das cadeiras. Torci a cara para ideia. Cor sem graça! "Peraí"! Existe cor sem graça? A graça está cor combinada com outras cores. Aceitei o desafio. 

Pintura em madeira

Levei a tábua e a ideia inicial para a minha aula de pintura. O fundo seria mel para ficar de acordo com as cadeiras. Teria que ter verde para combinar com a parede. E teria azul. As demais cores surgiriam ao longo do processo.

Pintura em Madeira

Duas aulas, quatro garrafas de vinho, muitas pinceladas, bolinho de bacalhau, várias cores, empadão de frango, risadas e o resultado final surpreendeu.

Pintura em Madeira

A tábua sem graça de cor sem graça está deixando a minha sala cheia de graça. 




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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Sofia - 14 anos





Gente, 14 anos! Passou rápido demais. Parece que foi ontem que chegamos juntas no quarto da maternidade. Meu pai, avô dela, a olhou e disse: uma florzinha cor-de-rosa. A nossa florzinha cor-de-rosa cresceu alegre, divertida, espirituosa, carismática e encantando com seus cachinhos balançando. Desabrochou, já sem os cachinhos, inteligente, determinada, corajosa, amorosa, meiga, sensível e forte, e ligeiramente tímida (a princípio), enchendo os nossos dias de alegrias e muito amor. Minha linda, meu amor, meu presente, que você seja muito feliz e tenha muita saúde. Te amo demais da conta e você sabe disso.









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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Filme Rocketman


Sabe daqueles filmes que você fica fazendo contagem regressiva para a estreia? Eu estava assim com "Rocketman".

Aí eu fui convidada para a cabine de imprensa que seria dois dias antes da estreia. E o coração bateu forte. A ansiedade formigou no meu corpo. Mas eu não poderia ir porque o horário entrava em conflito com o horário de trabalho. Não tem problema, eu aguentaria mais dois dias. E a minha amiga que agora escreve no @cineeilumine poderia ir me representando. Fique mais tranquila, uma sensação do tipo eu veria um pouco do filme através do ponto de vista dela.


Assim que a Márica saiu da cabine já tinha mensagem minha com a pergunta: E aí? Como foi? A minha amiga foi sucinta: maravilhoso! Pronto! Liguei o cronometro em contagem regressiva para a estreia. Quando eu ia comprar os ingressos o meu marido me pede para esperar o final de semana para irmos juntos. Tudo bem. Eu aguento segurar a curiosidade por mais dois dias. Aí a minha filha me pede para irmos somente no domingo. Sério isso? Volto eu a esperar. E finalmente compro os ingressos, caminhamos até o cinema, compramos a pipoca, entramos na sala, as luzes se apagam, o filme começa. E eu me surpreendo. Descubro que a minha amiga foi sucinta e comedida. O filme é muito maravilhoso. Maravilhosíssimo! 

O longa conta, através do processo de reabilitação, a história de vida do lendário cantor Elton John, que eu tive a oportunidade de assistir nos dois Rock in Rio em que ele esteve presente, desde a infância até ficar livre da dependência química. 

Para mostrar esse recorte da vida do famoso Elton John, a película inicia pela descoberta do talento do menino prodígio Reginald Dwight (nome verdadeiro), passando pela infância difícil em uma família problemática, o início da carreira do garoto inocente e tímido, a sucesso estrondoso, a ligação com pessoas abusivas e aproveitadoras, o envolvimento com drogas, e a luta em busca da recuperação. Mostra toda a dificuldade que existe por trás do glamour e da fama. Apresenta o ser humano que está por trás do astro de sucesso.

Assistindo a essa parte da vida do músico entendemos como ele chegou ao fundo do poço. Consequências de uma família desestruturada, da negligência, humilhação constante e falta de amor por parte dos pais. Da dificuldade de aceitação da própria sexualidade e do quanto o preconceito alheio pode tornar o processo mais doloroso. Das relações abusivas. 

Por outro lado teve o incentivo e apoio da avó e amizade do parceiro musical Bernie Taupin.

O filme é de uma sinceridade e sensibilidade incríveis. As músicas e a história se conectam perfeitamente. Os figurinos são belamente extravagantes como o próprio Elton sempre foi.  Os números musicais são coloridos e têm um toque de fantasia  que proporcionam cenas belíssimas.

Enfim, uma cinebiografia musical maravilhosa que faz jus ao talento e história de superação de Elton John. Um filme que brilha como o próprio Elton John.



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sábado, 1 de junho de 2019

A Semana 22 de 2019 - "Garrada" no "Dilema"



Coisa mais linda é ser recebida na casa de uma amiga. É muita generosidade abrir as portas da própria casa, compartilhar a mesa, o sofá em frente a TV no final da noite. É uma sensação muito boa de acolhimento para quem é recebido com carinho. 

O nosso final de semana desta semana foi assim. Fomos recebidos na casa de praia da minha amiga com muito carinho, churrasco, praia, jardim, TV, pão de queijo, pizza e brigadeiro. 

O primeiro dica ficamos naquele programa caseiro e acolhedor. Praia em frente a casa, preparamos juntas o almoço, ou melhor, os acompanhamentos do churrasco. Vinho, brinde à amizade, conversas atualizadas, filhas na piscina. À noite todos reunidos na sala, jogados nos sofás, conversando, comendo, rindo. Simplicidade e intimidade que trazem felicidade. 


No outro dia fomos curtir a Praia da Tartaruga. Ai que saudades que eu estava de um dia assim. Um dia para desacelerar, contemplar e deixar fluir.


Semana com seus dias úteis corridos e atribulados iniciada. Aniversário de amiga querida que, além de amiga, é madrinha da minha filha merece ser comemorado. Merece pausa no dia. Merece desacelerar e comemorar em bom estilo. Fomos almoçar em um restaurante supergostoso que eu já estava doida para conhecer. Brindamos à amizade.


Semana que não tem arte pra mim fica um pouco sem graça. Ainda mais que estamos em uma fase que me parece que está rolando uma campanha contra a cultura. Aí que tenho mais vontade de incentivar e divulgar os programas culturais tão necessários. Tirei a hora de almoço para mais uma vez desacelerar e fui ao Centro Cultural dos Correios.


Nesse dia de almoço cultural eu  alimentei a minha a alma, visitando as exposições em cartaz no Centro Cultural dos Correios: "Do teu saudoso Oswaldo - Cartas Pessoais", "Mente Fluida - Um Mergulho na Psiquê Criativa", "Equillibrium".


E "Arte Consciente – Uma iniciativa Global". Esta última com pinturas, arte digital, esculturas e instalações trazendo temáticas sobre Alzheimer e autismo.



Todas as exposições estavam ótimas. Renderam boas fotos e mereciam um post para cada uma. Acontece que comecei a assistir a série "Dilema". E série é um problema. Quando começo não consigo parar. E essa série é ruim, mas é aquela série ruim que a gente não consegue largar. Ou seja, fiz mais nada! Só fiquei "garrada" no "Dilema".




Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Praia da Tartaruga em Búzios


Ah Búzios! Uma ponta de terra pra dentro do mar tão cheia de charme. Tudo ali fica charmoso. Até um cineminha pequeno. Búzios, aquele lugar que tem algo especial que a gente não sabe explicar, que te contagia na primeira visita. Uma vila de pescadores com ares bucólicos e ao mesmo tempo tão descolada. Uma cidadezinha que mesmo quando não tinha nada, tinha tudo. Búzios é assim, tem estilo, tem personalidade e tem praias e tem noite. Búzios tem fuso horário próprio.

Búzios tem suas histórias e faz parte das histórias de quem passa por ali. Eu me lembro da primeira vez que fui ainda criança, na companhia dos meus pais e um grupo de amigos. O point era a Praia dos Ossos. Coisas das antigas! Depois já adolescente, quando ir para Búzios significava sinal de alerta para os mesmos pais que antes levavam seus filhos pequenos para brincar na praia, o point era Geribá. Para os pais dos adolês, nessa época, Búzios era possibilidade "drugs, sex and  rock'n rool". Mas para nós era praia. Praia de areia fina e dourada que grudava na pela. Praia de água azul esverdeada transparente e ondas cheias. Praia de galera bonita, antenada e "na onda". Búzios era sanduíche árabe do Ícaro, ao lado de uma portinha que começava vender uns crepes, um tal de Chez Michou, na Rua das Pedras. Aí o tempo passa um pouco, a adolescência fica pra trás, e vem a fase de Búzios dos mergulhos. Saídas para a Ilha da Âncora para se deslumbrar com os encantos do fundo do mar. A praia preferida? Continuava sendo Geribá. Aí veio o Búzios da curtição: Azeda e Azedinha durante o dia, festa na Tartaruga no pôr do sol, mexicano na noite na Rua das Pedras. E tinha o Taka-taka-tá! Bar diferentão do holandês doidão que andava com seu pit bull no ombro na época em que ninguém nem sabia qual era a raça daquele cachorro tão diferentão quanto o seu dono. Aí chegou a minha vez de levar as minhas filhas para brincarem nas praias de Búzios. Quais as melhores praias de Búzios para ir com crianças? João Fernandes e João Fernandinho? Ferradura? Ferradurinha? Todas! E como tempo que é tempo passa rápido, já teve até a hora em que a filha adolescente foi curtir Búzios com o namorado. A pria que eles mais gostaram? Praia do Forno!

Histórias... e Búzios continua lá cheia de estilo, com ótimas prais, centro charmoso com lojas descoladas e redutos gastronômicos para servir de cenário para mais histórias. E eu estava com saudades. Mas só percebi o tamanho dessa saudade quando fui passar o final de semana na casa de uma amiga. A praia que escolhemos para curtir um dia com as famílias? Tartaruga!

A Praia da Tartaruga faz parte do Parque Estadual da Costa do Sol e é uma das melhores praias de Búzios, se é que podemos eleger as melhores.


Melhores praias de Búzios

A Turtle Beach, como chamamos de brincadeira, fica à esquerda da estradainha que vai para a  Rua das Pedra. O acesso é fácil. Tem estacionamento. É linda! Toda  emoldurada pelo verde das montanhas. Com águas transparentes e tranquilas.


Melhores praias de Búzios

Tudo isso eu sabia! Mas quando cheguei na entrada da praia e me deparei com aquele mar brilhando ao sol, as pedras aparentes praticamente dividindo a praia em duas, foi que me dei conta de como eu estava com saudades dali. E já que eu estava saudosista... me lembrei dos tempos de "ousadia" em que eu ia para a ponta dessas pedras, me sentava de frente para o mar, de costas para tudo e fazia "top less" para a minha amiga tirar foto de costas. Fotos que eram impressas, e não iam para as redes sociais. Ficavam mesmo nas filhas de plástico dos álbuns de papel.

Nos acomodamos no restaurante que fica na entrada. Praticamente no centro da praia. É a primeira opção avistada quando chegamos à praia.



Melhores praias de Búzios com crianças

Essa formação rochosa que é ótima para fotos "instagramáveis", para as crianças se aventurarem, para termos visuais da praia e para fazer snorkel ao redor dela e vermos muitos peixinhos e algumas tartarugas, também divide a praia em duas partes, o lado direito (pra quem está de frente para o mar) e o lado esquerdo.

O lado esquerdo da Praia da Tartaruga é o mais movimentado. Ali está a grande maioria das e barracas que oferecem comes e bebes. É neste lado também que chegam os passeios de saveiro. Coisa que eu acho bem cafona, mas já fiz, é claro. E ainda faço também! Inclusie já fiz o passeio de saveiro em Búzios e me diverti vendo a cidade de outro ponto de vista. E como eu estava saudosista ao extremo, voltei no tempo e me vi chegando de saveiro na Praia da Tartaruga, mergulhando naquele mar esverdeado e transparente e nadando até a areia..



Melhores praias de Búzios com crianças

Já o lado direito da Praia da Tartaruga é mais tranquilo, mais vazio e também com a faixa de areia mais estreita. Mas também é o lado que mais parece uma piscina. Neste dia estava cheio de tartarugas nadando. É o lado indicado para aqueles que procuram sossego e tranquilidade. Quem opta por este canto de mais sossego é bom levar seu guarda sol e cadeiras porque a oferta é bem menor.

Este lado é bom também para prática de snorkeling, SUP, caiac.  A estrutura da praia conta com aluguel desses itens.



Melhores praias de Búzios com crianças

Caminhando mais para a direita temos mais uma formação rochosa que fornece uma vista linda e ampla de toda a praia.

Melhores praias de Búzios

 Ótima para fazer fotos.


Melhores praias de Búzios com crianças

E ainda nos traz uma surpresa: outras duas faixas de areia. Essas sim bem desertas. Poucos aventureiros ávidos por sossego total e isolamento, e alguns outros fazendo caminhadas entre o mar e o verde das montanhas.

Melhores praias de Búzios com crianças

A Praia da Tartaruga reflete bem o clima bucólico de Búzios.


Melhores praias de Búzios

Dá para passar um dia de contemplação ou aventura, ela atende a todos os gostos. 

Melhores praias de Búzios

E eu que achei que tinha matado as saudades da Praia da Tartaruga, acabei de perceber que já quero voltar. 


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sábado, 25 de maio de 2019

A Semana 21 de 2019 - Entre família e amigos


Como no final de semana anterior eu recebi uma mesa de café da manhã de presente das filhas, neste final semana eu resolvi retribuir o carinho bem ao estilo "Gentileza Gera Gentileza".


Saímos para um almoço "só nós dois" em um dia daqueles que os cariocas não gostam: nublado e chuvoso. Mas fomos brindados com esse visual. O arco-íris surgiu no horizonte para deixar o cenário mais bonito ainda e o nosso almoço com um sabor mais especial. Como diz Paulo Coelho, "Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva".


Fizemos um passeio visita-família-tia-sobrinhos-primos com direito a muito carinho, chamego e almoço em uma varanda ampla e agradável. Momento família que reforça os laços e não precisam de mil registros. Apenas aquele único para ser guardado no porta-retrato.


Preparei um bolo de ameixa e convidei as amigas para um lanche. Uma espécie de pré #GOT. Como sempre rimos muito, conversamos bastante e nem nos lembramos de fazer fotos. Eu não estava nada "blogueyrinha" neste final de semana. Mas a receita e a história do bolo já ganharam post. Só clicar no link.


Reservei um dia da semana para alimentar a alma. Fui ao Centro Cultural Banco do Brasil para ver a exposição  "50 Anos de Realismo - Do Fotorrealismo à Realidade Virtual". São 100 obras de 30 artistas que te instigam e deixam na dúvida: pintura ou fotografia? Estátua viva ou escultura?


Passei também para conferir a exposição "Paul Klee - Equilíbrio Instável", a mostra traz 120 obras, entre pinturas, papéis, gravuras, desenhos e objetos pessoais do artista.


Saindo do CCBB segui para a Casa França Brasil, um palacete encomendado por D. João VI a Grandjean de Montigny que hoje serve como Centro Cultural, um ponto cult do corredor cultural do Centro do Rio. Lá me emocionei com a exposição "Assim Me Vejo", do projeto "Eu sou" que tem o propósito de resgatar e fortalecer identidades de crianças e adolescentes da periferia social através da arte. Na mostra Crianças e adolescentes da favela do Jacarezinho, uma das maiores do Rio de Janeiro, mostram em pinturas como cada um se vê.


Teve almoço com amigas para muita conversa animada, troca de experiências, risos e alegria compartilhada.


E uma boa "jacada" para mostrar que já era sexta-feira e que se permitir também é uma maneira de se cuidar.



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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