quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Rock in Rio 2019 - Último Dia - Nós Fomos!


Nas primeiras edições do RIR, para mim, era difícil escolher em qual dia ir. Eu gostava ou conhecia todas as bandas e músicos. Mas mesmo a vontade sendo de ir em todos os dias do festival, eu ia me limitava a escolher sofridamente apenas um dia para prestigiar. Questão de grana!

O tempo passa, a gente vai entrando na tal fase adulta cheia de compromissos e interesses. Mesmo gostando de música e tendo filhas ligadas nas paradas atuais, eu não consigo me atualizar com a velocidade que o mundo musical gira. Aí a dificuldade em escolher em qual dia ir ao Rock in Rio fica por conta de conhecer poucas bandas participantes. Gostar mesmo, do tipo ser fã, conhecer as músicas e cantar junto, eu gosto de um artista ou outro em cada dia. Com isso acabo indo em apenas um dia pela escolha das filhas. Questão de disponibilidade!


De qualquer forma em todas as edições que fui até então eu saía prometendo que na próxima iria em pelo menos dois dias de festival. Porque na verdade é muito bom! É bom estar em um mar de gente feliz.

Mesmo com essa experiência toda de promessa a mim mesma e histórico de arrependimento por presenciar apenas um único dia de shows, neste ano, a princípio, eu comprei ingressos apenas para o dia da abertura do Rock in Rio 2019. Era o dia que a Sofia queria ir.

Logo o primeiro dia! Isso me daria mais seis dias de arrependimento, do tipo: "por que eu não estou lá nesse dia também?!".

Por incentivo de uma amiga, já em cima da hora, às vésperas do festival começar e com os ingressos já esgotados, eu resolvi tentar o dia do "Imagine Dragons" também.

Quando eu cheguei em casa com essa ideia na cabeça e compartilhei com as filhas, elas logo se empolgaram. Queriam ir também. Recorri aos amigos da Facebook para me ajudarem a uma mãe a fazer a vontade das filhas. No dia seguinte já estávamos com as pulseiras em mãos. Finalmente eu iria em mais de uma dia de RIR. Já soltei o grito rejuvenescedor: Uh Huuu!!!

O dia 06 de outubro chegou e partimos mais cedo do que sempre vamos para curtir. O objetivo era conseguir agendar a volta da roda-gigante. Outra promessa que sempre ficava para o próximo ano: ir na roda-gigante do Rock in Rio.

Como chegamos um pouco antes dos portões abrirem tinha fila. Fila enorme. Mas, por incrível que pareça, organizada. As pessoas em fila e respeitando. Sim, esse tumulto aí embaixo era uma fila cheia de curvas, de vai e volta, mas uma fila. Assim que os portões abriram a fila andou rapidamente e civilizadamente. Muito bom ver que além da organização do RIR melhorar a cada ano, as pessoas também ficam mais educadas e sabendo se comportar em eventos desse porte.


Assim que entramos mais uma vez eu senti a emoção ao pisar na área. Sério! Me arrepio sempre. São memórias eternizadas através da música, da alegria e da energia positiva. Nos direcionamos logo para a tal roda-gigante que já é um marco do festival. Ufa, conseguimos agendar o nosso horário! Felizes? Muito!



Em apenas um dia não conseguimos andar por toda a área do festival, nem ver todos os atrativos que tempo lá. Por isso, antes dos shows começarem, resolvemos passear pelo lado que ainda não tínhamos visto no primeiro dia.

A fome estava batendo e fomos conhecer o Gourmet Square, uma novidade desta edição.


Mais uma vez me surpreendi com a organização. Presença de vários restaurantes legais e conhecidos, como o Cão Véio, do Fogaça, o Irajá, a Pizzaria Ella, o Aconchego Carioca, entre outros. Fila normal para o porte do evento, mesas disponíveis e limpas, lixo no lixo. Forramos a nossa barriguinha e seguimos!


Fui para o espaço Rota 85, outra novidade desse ano, que trazia lembranças da primeira e mais emblemática edição do Rock in Rio.


Eu precisava passar por ali. Por mais que já tivesse contado para as minhas filhas como foi o primeiro Rock in Rio. ter falado das roubadas, dos perrengues, que fizeram a história dessa edição, estar ali e mostrar de perto era (re)viver um pouco de tudo aquilo.


Eu precisava ver de perto a escultura do tênis All Star, modinha máxima na época, sujo de lama. A chuva e a lama que foram um marco da primeira edição do festival e muitos pés de tênis All Star ficaram perdidos, atolados, no terreno. "Mó galera" voltou pra casa descalça na época.


E daí que eu entrego a minha idade?! Não resisti. Saquei o meu All Star vermelho para fazer a foto. Lá em 85 a moda era o tênis azul escuro ou preto, mais o azul escuro. Mas como eu nunca fiz a linha do pretinho básio, sou mais de cores mesmo, eu fui ao primeiro RIR com All Star vermelho.

Minhas filhas quase morreram de vergonha alheia, mas eu não estava nem aí (o lado bom de "amadurecer" é perder a vergonha para muitas coisas). Fiz a minha foto com o meu tênis!


Memórias e lembranças abastecidas seguimos circulando pela área e finalmente nos direcionamos para os shows.


Palco Sunset para o show da Banda Melim que fez um show bem cheio de ginga e embalo. Cantamos e dançamos ao som de Reggaes e pops românticos. Rolou um encontro bem regado de camaradagem entre Brasil e Portugal. A o trio dos irmãos Melim trouxeram ao Palco Sunset a cantora pop portuguesa, Carolina Deslandes.


O show que inicialmente parecia relativamente vazio, tanto que ficamo bem próximas ao palco, de repente encheu. Quando olhei pra trás percebi que estava no mar de gente feliz.


Fim do show do Melim, andamos apressadas para o Palco Mundo para assistir ao Paralamas do Sucesso. Herbet Vianna estava irado! Eles estavam no palco em 1985! E era um dos que eu queria ver, mas não estavam no dia que escolhi. Cantamos e dançamos muito!


Fim dos show do Paralamos, voltamos ao Palco Sunset para assistir ao Lulu Santos. Show bem gostosinho. Dançante e cantante. Mais um cheio de memórias para mim. Já estive em muitas apresentações do Lulu, que também esteve na RIR 1985 em um dia que eu não fui. Foi muito bom dividir esses momentos com as minhas filhas. De estarmos juntas curtindo esse momento e construindo nossas memórias.


Fim do show do Lulu e partimos para o Palco Mundo para conferir a performance do Nickleback. Muito bom! Ali ficamos. Não voltamos ao Palco Sunset para presenciar o show do King Crimson. Precisávamos descansar e nos posicionar para o nosso motivador da noite, o "Imagine Dragons".

E que showzaço! O vocalista Dan Reynolds canta muito e cativa! Ele demonstrava estar muito feliz em estar fazendo aquela apresentação. Vibração e fãs se derretendo!


Depois de tanta emoção chegou o nosso horário agendado para a roda-gigante. Outro ponto para a organização. Horários agendados e filas suportáveis. Gente, na primeira vez que teve brinquedos no festival, as filas eram enormes. Me lembro que em 2015 ficamos umas duas horas na fila da montanha-russa. Mas agora em meia horinha resolvemos a questão.


O visual lá do alto compensa. Olha o mar de gente! A Ana Luiza não foi com a gente na roda. Mas mãe é mãe e consegue avistar a filha no meio da multidão.


O último show da noite e da edição de 2019 foi o Muse. Muito bom também!

Valeu muito a pena ter ido aos dois dias de festival. Ao final, na saída, dei aquela olhada pra trás e prometi que em 2021 irei em três dias. Será?



Mais um ponto: rolaram umas críticas falando que o público, principalmente no primeiro dia, se manifesta contra os incêndios na Amazônia, mas deixa lixo jogado no chão. Tá! E? Rolou até uma foto de edição antiga como se fosse desse primeiro dia de RIR 2019. 

Sim, tinha algum lixo no chão sim porque infelizmente nem todos são educados o suficiente para guardar o seu lixo até encontrar uma lixeira. Mas de qualquer forma a questão do lixo estava muito, mas muito mais, controlada. O chão estava limpo, lixeiros fazendo um trabalho eficiente e constante, e pessoas mais educadas sim, gerando menos lixo e levando o seu à lixeira. Torço para que o público fique cada vez mais educado e consciente, que gere menos lixo e jogue o seu lixo na lixeira. Que cheguemos a zero lixo no chão em um evento de 100 mil pessoas. E que se manifeste muito contra os abusos contra a natureza. 






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domingo, 6 de outubro de 2019

A Semana 40 de 2019 - De virada



Essa semana foi de viradas. Começou com a virada de noite do Rock in Rio. E não tem esse de que porque passou a noite toda acorda, então vai dormir o dia inteiro. Não rola! As funções estão lá, só esperando e não se resolvem sozinhas. O jeito é pular da cama! E para driblar o cansaço físico nada melhor do que intercalar alguns pequenos prazeres para descansar a mente.

Fui cuidar de mim porque isso faz muito bem. Gostei desse esmalte marrom em gel. Ele combinou com a flor da mesa do restaurante. Enquanto as filhas ficaram em casa curtindo a lombeira da noite de festival, fui almoçar com o marido.


Quando eu pensei que finalmente iria me jogar no sofá e fazer nada, a Sofia me chegou com um convite: vamos fazer um escondidinho de casca de banana? Sim, fiz essa mesma cara de surpresa que você deve estar fazendo ao ler isso. 

A princípio não levei fé na tal receita e não me animei. Até dei uma resmungada, ma lá fui eu para a cozinha meio resignada. Mas cozinhar em família tem uma sensação de memória afetiva, de aconchego, uma aura de amor que contagia. Logo, logo eu já estava animada. 


Tão animada que o que seria apenas um escondidinho de casca de banana e tornou uma Noite Vegana em homenagem a Sofia. Na nossa mesa tivemos queijos veganos, mortadela vegana, coxinha de jaca, patê e geleia de figo veganos, pastinha de tofu que sobrou da cobertura do escondidinho, pasta de banana que também foi feita com a sobra do recheio do escondidinho, e o tal escondidinho, é claro. 

Uma ótima noite de sábado em família, ainda no clima Rock in Rio, com muita conversa sobre música, shows, festivais e comida também. 


No clima do afeto que preparar comidinhas e coisas saborosas para a família provoca, inspirada pela curiosidade e vontade de experimentar novos sabores, contaminada pelo entusiasmo da Sofia em ser vegana e querendo reforçar o meu apoio a ela, preparei aveioca com frutas e melado para o café da manhã.



Aproveitei que ganhei convite para o final de semana de estreia da peça "Mojo Mickybo" para curtir um programinha a dois em um domingo frio. Teatro é sempre uma ótima diversão. Eu adoro! E essa peça vale muito apena. É um texto premiado que já foi encenado em vários países e até já se tornou um filme. Falei do espetáculo no blog, no post: Teatro - Mojo MIckybo.


Sabe aquele dia que você chega em casa doida para fazer nada, ficar só no sofá assistindo a um filme pra relaxar? Assim estava eu na segunda-feira. Resolvi assistir a tão falada comédia romântica da Netflix: "Meu Eterno Talvez". Um filme que diverte e emociona no final, e tem como a cereja do bolo a participação especial do Keanu Reeves. Gente que arranca ótimas risadas.

Sinopse do Netflix: A famosa chef Sasha e o músico Marcus se reencontram depois de 15 anos. A atração ainda existe, mas não vai ser fácil para eles se adaptarem à vida um do outro. Classificação 16 anos | 1h42

A partir daí o bicho pegou. Mais virada! Dessa vez no trabalho. A área de TI tem dessas coisas. Mas como eu já estava achando que "devia ter visto o sol nascer", aproveitei para contemplar esse espetáculo da natureza de um ponto de vista nada convencional. Afinal quem vai ver o sol nascer da  janela do trabalho? A não ser que trabalhe em um hotel de frente pra praia, né?


Uma jornada intensa demanda recompensas, eu acho. Me senti merecedora de um café da manhã de hotel. E assim o fiz. Me presenteei. A sensação de dever cumprido, de conquista, de superação, de não se deixar abater, me fez me sentir merecedora.


Comemorar as conquistas, das menores até as maiores, é muito bom e faz bem. Traz confiança, estimula a adotar novos desafios, reforça na mente a capacidade de realização, motiva, reforça a ideia de que o esforço valeu a pena, encoraja a enfrentar desafios. Como dizem: a lembrança de uma vitória sempre ajuda a ganha a próxima batalha. E para comemorar a nossa conquista, o desafio enfrentado com garra, levei essa torta maravilhosa para comemorarmos em equipe e com alegria.

Amizades ajudam a renovar as energias e eu sempre procuro colocar uma dose de amiga nas minhas semanas. Teve almocinho com amiga. 



Este post faz parte da BC A Semana que tinha sido substituída pela BC #ReolharAVida em 2019 que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.


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sábado, 5 de outubro de 2019

Escondidinho de Casca de Banana


É isso mesmo! Escondidinho de casca de banana. Quando a Sofia me chamou, em pleno sábado que eu só queira descansar após passar o noite no primeiro dia do Rock in Rio 2019, para testarmos uma receita vegana de escondidinho de casca de banana, eu juro que não me empolguei. Pelo contrário, até reclamei, tentei me esquivar, adiar para amanhã. Mas ela estava disposta! Insistiu. E eu como uma mãe que sente culpa por sabe-se lá o quê, fui para a cozinha só para fazer companhia para ela. 


Não sei bem o que acontece, mas família reunida na cozinha, trabalhando em equipe, preparando algo para todos ou para uns, traz aconchego, a sensação boa de compartilhar intimidade, calor do convívio. E quando me dei conta já estava cozinhando batatas, cortando cebola enquanto lágrimas caiam dos olhos e sorrisos saíam da boca. De repente aquilo que fui fazer motivada mais pelo sentimento de obrigação se tornou uma tarefa prazerosa e divertida. Entre amenidades e profundidades, uma desfiava as cascas de banana e a outra picava o tomate. 

No final o escondidinho de casca de banana surpreendeu. Ficou bonito, saboroso, borbulhante. O nosso jantar se transformou em uma noite vegana. O pai dela, meu marido, a irmã mais velha dela, minha primeira filha, só souberam que se travava de casca de banana depois de terem saboreado e se deliciado. 

Já que esse escondidinho ficou tão bom, e além da pegada vegana ele traz a questão da alimentação sustentável, vou escancarar a receita aqui no blog.

O que utilizamos:

- cascas de 4 bananas não muito maduras;
- 1/2 limão espremido;
- 4 batatas grandes cozidas;
- 2 colheres de sopa de manteiga vegana;
- 2 colheres de sopa de creme de tofu;
- 1 cebola picada;
- 2 tomates picados;
- 1/4 de pimentão vermelho picado;
- 3 dentes de alho picados;
- 2 colheres de sopa de Shoyo;
- 1 colher de sopa de molho inglês;
- 2 colheres de sopa de extrato de tomate;
-  tomilho, salsinha, cebolinha, orégano.
- sal e pimenta do reino a gosto.

Como fizemos:

Cozinhamos as 4 batatas. 
Enquanto as batatas cozinhavam a Sofia desfiou com um garfo as cascas das bananas já lavadas. Colocou as cascas desfiadas de molho na água com limão.
Em paralelo picamos as cebolas, tomate, pimentão e alho e reservamos.
Assim que as batatas estavam cozidas, as retiramos do fogo e amassamos com garfo e 1 colher de sopa de manteiga vegana fazendo um purê.
Em uma panela refogamos a cebola em um fio de azeite. Assim que dourou acrescentamos o alho e mexemos. Adicionamos os tomates e o pimentão e deixamos apurar. Colocamos as cascas de banana e misturamos. Acrescentamos o extrato de tomate, o molho inglês, o Shoyo, sempre misturando e dando tempo para apurar o sabor. Adicionamos os temperos. Ajustamos o sal e a pimenta. 
Em um pote colocamos as duas colheres do tofu em creme, adicionamos azeite e salsinha picada e misturamos com um garfo. 
Tudo pronto foi a vez de montar.
Uma camada generosa do purê de batata, uma camada igualmente generosa da casca de banana, uma camada fina do purê de batata e para finalizar uma camada do creme de tofu temperado. 
Levamos ao forno a 200ºC para gratinar. O tempo suficiente para arrumarmos a mesa da nossa Noite Vegana. 

Eu não estava levando a menor fé nesse tal escondidinho de casca de banana. Tanto que nem fiz fotos do processo. Mas ficou muito bom. Muito saboroso. Uma simples receita que nos proporcionou uma noite em volta da mesa. Uma receita que trouxe acolhimento e união. Esse é o poder que as refeições feitas em família têm.




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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Teatro - "Mojo Mickybo"



Chegou no meu e-mail o convite para assisti a peça “Mojo Mickybo” que, antes mesmo de eu ler a sinopse e buscar saber do que se tratava o espetáculo, já me interessou.



Primeiro por ter o ator Pedro Henrique que eu já vi várias vezes nos espetáculos “Grande Músicos Para Pequenos” ( "Luiz e Nazinha - Luiz Gonzaga Para Crianças, "O Menino das Marchinhas - Braguinha Para Crianças", "Bituca - Milton Nascimento Para Crianças" e “Tropicalinha – Caetano e Gil Para Crianças) e fiquei curiosa para vê-lo atuar em uma peça adulta, mesmo que com a classificação livre. Segundo por ser no XP Investimentos, teatro que já é conhecido por exibir peças boas. Quando eu li a sinopse de “Mojo Mickybo” aí fique mais convencida ainda de que seria um ótimo programa para o final de semana.

Essa primeira montagem brasileira da peça do premiado autor irlandês Owen McCaferty fala de crianças em um cenário de guerra, violência e como isso vai afetando a inocência delas e minando seus sentimentos e relações. Traz dois meninos de certa de 10 anos, Mojo e Mickybo, que vivem em lados opostos e com realidades distintas, em uma cidade dividia pelo conflito.

O cenário do texto original é o conflito na Irlanda do Norte (também conhecido em inglês como The Troubles) que ocorreu segunda metade do século XX (1960 a 1998). De um lado a população protestante (maioria), em favor de preservar os laços com a Grã-Bretanha, e do outro lado a população católica (minoria), em favor da independência ou da integração da província com a República da Irlanda, ao sul, país predominantemente católico.

Apesar da história ser baseada em um fato ocorrido em outro país e em outro século, a forma como a violência, as desigualdades socioeconômicas e as diferenças culturais afetam a sociedade e as pessoas, especialmente as crianças, é bem atual.

A montagem nacional de “Mojo Mickybo" - texto que já foi encenado em diversos países e já virou até filme “Mickybo and me” (em português, Eternos Heróis) – está muito boa. É impressionante a atuação dos dois atores que interpretam cerca de 12 personagens de forma dinâmica e interessante.

Enquanto os meninos Mojo e Mickybo (um católico e o outro protestante, obcecados pelo filme Butch Cassidy e Sundance Kid) se encontram, brincam, vivem aventuras e fantasias que contrastam totalmente com a realidade que os cerca também experimentam sonhos (entre eles fugir para a Austrália) e realidades afetadas pela violência, polarização e desigualdade entre classes. Entre brincadeiras da infância e seriedades da sociedade a história vai nos mostrando o amadurecimento, endurecimento e perda da inocência desses dois meninos.

Apesar de tratar falar questões pesadas a peça traz reflexões sobre o tema sem tanto peso e com bastante dinamismo. Um ótimo espetáculo!

SERVIÇO:
“Mojo Mickybo”
Temporada: 27/09 a 27/10
Teatro XP Investimentos (no Jockey Club Brasileiro): Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Leblon
Dias e horários: Sextas e Sábados, 21h; Domingos, 20h
Classificação: 12 anos




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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia - Nós fomos!


Mais uma edição do Rock in Rio no Rio (preciso sim salientar que foi no Rio porque ocorrem Rock in Rio em outros cidades de outros países) e mais uma vez eu estive lá (e ainda vou voltar mais um dia).


A desculpa anunciada é de que vou para levar a filha, mas a grande verdade é que vou porque eu gosto mesmo. Gosto do clima, gosto do evento, gosto de ver as pessoas circulando envolvidas ritmo de festa, gosto das memórias e lembranças que o festival me desperta.

Eu que fui no primeiro Rock in Rio, aquele da lama, aquele amaldiçoado pela profecia de Nostradamus e que por isso minha mãe não quis me deixar ir de jeito nenhum, mas eu dei um jeito de ir mesmo assim, gostaria de ter no meu currículo a presença em todas as edições cariocas. Mas não rolou. Das oito edições cariocas até eu só estive em seis. Puxa vida!


Chegar à Cidade do Rock arrepia! Eu me arrepio! Ainda mais nestas duas últimas edições que o festival de muito rock, pop, metal, música em geral e alegria, tomou o espaço do Parque Olímpico, onde aconteceram os Jogos Olímpicos Rio2016. Ou seja, pra mim vem mais uma carga de ótimas lembranças.

É bem legal ver como a cada ano o festival fica maior, mais organizados, com mais novidades, atrativos e inovação.  São espaços com atrações variadas para todos os gostos.  Esse ano a área de música eletrônica foi repaginada e ganhou o nome de New Dance Order.


A Rock District Area está bem colorida e atraente com, com homenagens aos grandes nomes da música, shows com artistas nacionais e muita dança pela rua. A programação conta com 11 shows inéditos nessa área. Mas nós passamos por aqui de passagem na ida e na volta. Não deu para parar. É muita coisa para ver.


Outra novidade de edição 2019 do Rock foi o Espaço Favela Totalmente dedicado à cultura, diversidade e gastronomia das comunidades carioca. É muito bom ver essa diversidade de gêneros culturais no evento. É muito rico ver cultura feita por todos e para todos. 

A parede da fama não é novidade desse ano, mas é novidade para mim já que não tinha conseguido parar nela antes. 


Tem mãos de artistas velhos de guerra no festival e novatos.


Eu tive que fotografar as mãos da Katy Perry já que a assisti em dois Rock in Rio e em um show na Apoteose levando as filhas.




Os brinquedos são outra atração a parte. Já fomos na maior montanha-russa itinerante da América Latina e no Kabum. A ideia é nesse ano conseguirmos ir na Roda Gigante. Nesse primeiro dia não conseguimos. A concorrência é grade. Já a tirolesa eu nem coloco nos meus planos, apesar de achar que deve ser muito emocionante. Mas não me arrisco a perder tanto tempo na fila, mesmo tendo a possibilidade de agendar o horário, com tanta coisa interessante para ver e fazer.


Nesse primeiro dia o nosso foco era o Palco Mundo. É nele que rolam os considerados principais shows do Rock in Rio. As atrações nesse primeiro dia, considerado o dia família por ser mais voltado para o público adolescente e jovem, eram: abertura às 18h05 com DJ Alok, que fez uma performance bem animada e gostosinha com músicas bem palatáveis do tipo que agradam a todos.

DJ Alok no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

seguido de Bebe Rexha às 20h10 que arrasou pela simpatia e interação com o público.
Bebe Rexha no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Depois foi a vez de Ellie Goulding que tem uma voz linda, canta muito bem, tem um presença de palco legal, mas não animou tanto assim. E finalmente o ídolo da noite, Drake. Que não causou como o esperado (pra mim, né? Porque a galera millennial curtiu muito. Eu gostei quando ele trouxe uma pegada atualizada trazendo ressaltando a importância da preservação da floresta amazônica.

Drake no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Pra falar a verdade o meu foco era mais o Palco Sunset, o espaço conhecido pelos grandes encontros dos artistas no festival. Eu queria assistir Karol Conka convida Linn da Quebrada e Gloria Groove (esse eu consegui) e  Seal convida Xenia França que eu vi pelo telão ao lado do Palco Mundo no intervalo, antes do show da Ellie Goulding. Isso porque a Sofia quis ficar lá na frente, na muvuca mesmo, para ver e sentir o show do Drake de perto. E lá na frente, no gargarejo, depois que a gente chega lá, não se mexe mais.

Seal no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Mesmo com a chuva fina que caiu o balanço do primeiro dia foi ótimo! Ultimamente os artistas não atrasam para iniciar os shows o que é maravilhoso e um sinal de respeito ao público brasileiro que está sabendo exigir esse respeito. Tanto que o Drake atrasou 25 minutos e já ganhou uma vaia por isso. E pensar que na edição de 2011 a Rihanna atrasou quase 2 horas. Isso mesmo, quase duas horas de atraso. 

Não teve fila no banheiro feminino e olha que eu fui no intervalo dos shows. A fila para comprar comida e bebida estava pequena. Nas vezes que fui ao Bob's para comprar algo para comer ou beber a fila estava tipo três pessoas na minha frente. 

Eu até ouvi algumas pessoas falando de algo tipo programa roubada por causa da chuva, do tumulto, das filas. O que eu logo pensei: a típica roubada Nutella, porque esse povo não sabe o que era uma boa roubada raiz, como a primeira edição. E justamente essa roubada raiz é que fez ficar na memória e ter história para contar. 

Sente a diferença da infraestrutura do primeiro Rock in Rio, em 1985, aquele que eu queria ter ido a todos os dias e só fui a um dia por causa da tal profecia de Nostradamus que previa o seguinte: “Um grande encontro de jovens na América do Sul perto do final do século terminaria com uma tragédia que causaria a morte de milhares de pessoas”. A minha mãe fez uso dessa suposta profecia para ão me deixar ir de jeito nenhum. Eu tentei trabalhar no Mc Donald's que estava recrutando universitários, mas, apesar de eu ser universitária, era menor de idade na época o que me impedia de trabalhar no evento. Vi a minha alternativa para convencer a minha mãe indo por água abaixo. O jeito foi pegar as poucas pulseiras de ouro e anéis que tinham sido presente dos meus 15 anos e vender. Escondido, é claro. Com o dinheiro arrecado comprei o ingresso e fui. Melhor roubada!

O mapa da Cidade do Rock de 2019.





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