domingo, 30 de setembro de 2018

A Semana 39 de 2018 - O retorno



Essa semana, considerando o calendário que posto aqui no blog (de sábado à sexta), começou sobre as nuvens com um amanhecer alaranjado que, apesar de lindíssimo, não foi fotografado.

Eu estava voltando de viagem. Retornando para casa cheia de histórias, saudades e fuso horário defasado. Por isso os primeiros dias foram em casa curtindo a família, a cama e a comida caseira.

Já refeita e retomando os meus papéis, levei a Sofia e as amigas ao cinema. Olhando as três andando a minha frente eu fiquei pensando nessa fase da adolescência em que os amigos são tão importantes, como buscam identidade uns nos outros, e o quanto se identificam nas diferenças.



O filme escolhido por elas foi "A Freira". Eu até comprei ingresso para mim, mas não tive coragem de ficar na sala. Sério, fiquei com medo só em ver o cartaz desse filme de terror.  Deixei as três com frio na barriga e fiquei do lado de fora comendo a minha pipoca com a maior calma.

Elas saíram eufóricas, contaram que levaram uns sustos, deram uns gritos, mas que não gostaram do filme. A Ana Luiza já tinha visto e também não tinha gostado. Logo, achei que a minha escolha foi acertada.



A Ana Luiza começou a estudar francês e combinamos assistir a um filme francês por semana. Aproveitamos o dia que fiquei em casa antes de voltar ao trabalho, a tarde em que estávamos só nós duas, para começar a executar o nosso combinado. O primeiro filme escolhido foi "Les Chaises Musicales" que em português é "Esperando Acordada".

Uma comédia romântica simpática, sem grandes pretensões, cheio de boas intenções, e que cumpre bem o papel de distrair e fazer a gente se sentir mais leve.




Já adaptada ao fuso, saudades da família resolvida, trabalho retomado, bora ter um tempo com os amigos, né? Saber das novidades, contar as novidades, relaxar após o trabalho, voltar para casa leve.


E encontrar as amigas para um almoço com fotos ruins, mas ótimas risadas.


Fui à cabine de imprensa do filme "Tudo por um Pop Star" e relembrei alguns momentos meus como adolescente querendo ir a um show e como mãe de adolescente louca para ficar perto do seu ídolo do momento.


Eu sei que essa frase é muito clichê, mas vai rolar: viajar é muito bom, mas voltar pra casa é bom demais. 

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 29 de setembro de 2018

Filme "Tudo por um Pop Star"



Assim que soube da novidade, a Sofia correu para me contar que "Tudo Por Um Pop Star" iria virar filme e avisar que ela ia querer assistir. Tá legal, até lá, se ela ainda estivesse interessada, iríamos, é claro. 

Passou um tempo e a Sofia veio me avisar que "Tudo Por Um Pop Star" já estava sendo filmado e que assim que estreasse ela ia querer assistir. 

O filme estreia no dia 11 de outubro, mas nós já assistimos. A cabine de imprensa e a pré-estreia aconteceram esta semana e lá estávamos nós para ver até que ponto as amigas Gabi (Maisa Silva), Manu (Klara Castanho) e Ritinha (Mel Maia) chegaram para estar perto dos seus ídolos.


Filme Tudo por um Pop Star


Eu não me lembro de, na minha adolescência, ser fanzoca, assim alucinada, por ninguém. Mas, como mãe, já presenciei essa loucura que é ser fã, ter um ídolo amado do coração. E como mãe já embarquei em algumas loucuras das filhas para estarem perto dos seus amados, idolatrados, salve! Salve!

E isso me fez ter uma certa identificação com a história que eu já conhecia através da Ana Luiza que, por sinal, já foi muito fã da Thalita Rebouças. Daquelas de correr atrás de um autógrafo, de querer ir a todos os lançamentos, me fazer encarar horas na fila de uma bienal (até tem post AQUI contando).


No filme “Tudo Por um Pop Star” as BFF Manu, Gabi e Ritinha ficam extasiadas quando descobrem  que a “Slava Body Disco Disco Boys”, sua boy band preferida, estará em turnê no Rio de Janeiro. 

É claro que as três meninas, fãs de carteirinha do grupo, sonham em ver de perto os seus ídolos teen: Slack (João Guilherme), Michael (Victor Aguiar) e Julius (Isacque Lopes). 

Acontece que as "adolês" moram no interior e não têm muita grana. Então, ir para o Rio de Janeiro para assistir ao show não é tarefa simples, nem seus pais estão muito a fim de fazerem esforços extras para atenderem a paixonite adolescente das filhas. Aqui eu me lembrei de mim mesma no primeiro Rock in Rio. Eu morava em Cabo Frio e a minha mãe não queria me deixar ir para o Rio com os amigos de jeito nenhum. 

Mas as garotas estão dispostas a tudo, tudo mesmo, para estarem perto dos seus ídolos. É aí que entra Babete (Giovanna Lancellotti), a prima avoada e mais velha de Manu, para ajudar na primeira etapa: convencer os pais a deixarem o trio ir para o Rio e assistir ao show. 

Como nada é fácil, nem pode ser, senão o filme acabaria em 30 minutos, depois de conseguirem o consentimento dos pais os ingressos estavam esgotados. Mas uma luz surgiu no fim do túnel. Um "cambista do bem" teria ingressos para vender a um preço pra lá de abusivo. Manu, Gabi e Ritinha estão dispostas até a pagar mico para conseguirem a grana, mas não rola. Mais uma vez eu me lembrei de mim e meus esforços para ir ao primeiro Rock in Rio. Até vendi as pulseiras de ouro que eu tinha.

Quando tudo parecia perdido, eis que surge o famoso youtuber Billy Bold (Felipe Neto) com uma possibilidade para as amigas realizarem o seu sonho. Será que elas conseguem? Afinal, elas estão dispostas a tudo pelos pops boys “Slava Body Disco Disco Boys”.

O filme é divertido e fofo. Tem tudo que o público adolescente gosta: adolescentes como eles, desafios, as populares antipáticas, música, sonhos, pais chatos #sqn, aventura e uma pegada de romance. Fala de amizade, de persistência e de correr atrás dos sonhos.




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sábado, 8 de setembro de 2018

Risoto de Filé Mignon com Mostarda e Gorgonzola



Sabe aquela receita que a amiga passa para a amiga que passa para a amiga? Foi essa! E assim que ela chegou a mim já pensei em fazer para a Ana Luiza. Afinal, risoto é o prato preferido dela e eu nunca tinha feito um com carne. 


Já que ficou tão bom, mas tão bom, vou seguir o fluxo e compartilhar a receita.

O que utilizei:

- 2 xícaras de arroz arbóreo;
- 1 1/2 litro de caldo de legumes caseiro (misturei um pouco de caldo de carne também);
- 2 cebolas média picada;
- 3 dentes de alho picado;
- 30 g de manteiga sem sal;
- 150 ml de vinho branco seco;
- 20 ml de azeite extra virgem;
- 200 g de queijo grana padano ralado;
- 50 g de queijo gorgonzola amassado;
- 100 g de filé mignon cortado em cubinhos;
- 3 colheres de sopa de mostarda (usei mostarda com mel);
- 3 colheres de sopa de molho inglês;
- sal e pimenta a gosto.

Como fiz:

Cortei o filé mignon em quadradinhos e temperei com sal e pimenta. Em uma frigideira selei os pedaços de carne em um fio de azeite. Retirei metade da água que saiu da carne, juntando ao caldo verde. Na mesma frigideira refoguei a carne selada com um fio de azeite, uma colher de sobremesa de manteiga, uma cebola picada, e o alho picado. Acrescentei a mostarda e o molho inglês, misturei e reservei.

Em uma frigideira de borda bem alta colocamos uma colher de azeite, 30 g de manteiga, uma cebola picada e deixei "chorar”. Acrescentei o arroz e misturamos até os grãos ficarem brilhando. Coloquei 150 ml de vinho, sempre mexendo, e deixei apurar. Assim que o arroz ficou quase seco comecei a adicionar o caldo de legumes que estava fervendo. Fui colocando duas conchas de caldo de legumes por vez sempre misturando.

Acrescentei o frango refogado e continuei adicionando uma concha de caldo de legumes por vez (até então estava adicionando de duas em duas conchas).


No final do cozimento, aproximadamente 20 minutos após o início do processo, acrescentei o mignon, desliguei o fogo, adicionei o queijo grana padano ralado e misturei bem. Finalmente salpiquei o queijo gorgonzola amassado.

A foto não ficou boa, porque fiz esse prato no jantar e fazer foto de comida sem luz natural é para os bons de fotos. 





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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

R.I.P Museu Nacional



Museu, um lugar de conhecimento, de cultura, de despertar, de alegria, de preservação, de história. Um lugar de futuro que guarda o passado. Mas infelizmente se tornou um lugar de passado sem futuro.



A mostra de um país que não valoriza a cultura, um país que não prioriza o que realmente importa. Um país que não sabe conservar o seu patrimônio, um país que literalmente queima a sua história, e assim vai construindo um futuro sem futuro. 


Quem teve a oportunidade de visitar, de passear pelos seus pavimentos com diversas salas pode contemplar muito mais do que os detalhes de onde viveu a realeza.


Pode viajar no tempo e na imaginação com o acervo variado que contemplava paleontologia, arqueologia pré-colombiana, arqueologia brasileira, móveis da monarquia, etnologia. 


Pode despertar a curiosidade, pode se impactar com a exuberância de algumas culturas passadas e com deslumbrar com a simplicidade e sabedoria de outras.

"Uma árvore lhes bata para o necessário da vida; com as folhas se cobrem, com o fruto se sustentam, 


com os ramos se armam, com o tronco se abrigam e sobre a casca navegam.".



Passado que ficou sem abrigo e histórias que não serão mais navegadas por puro descaso, irresponsabilidade e reflexo do valor dado a cultura. 


 Quem por lá já sentiu borboletas no estômago, hoje sente lágrimas nos olhos e aperto no coração. 




Além de me envergonhar, me entristecer, sentir raiva e desprezo por nossas autoridades que deixam que fatos assim aconteça, penso no nosso papel como sociedade, como indivíduo. O que poderíamos ter feito e o que ainda podemos fazer? Encher os museus de gente. Encher as salas de museu como enchemos as praias e os estádios de futebol. Cobrar que as escolas dos nossos filhos encham as salas dos museus com visitas frequentes. Precisamos ser o reflexo de um povo que valoriza a cultura. 

E quem tiver fotos do acervos, dos passeios que fizeram pelo Museu Nacional, por favor, enviem para os estudantes do curso de museologia da UNIRIO.


Outro post sobre o Museu Nacional, este comemorando a reabertura dele:


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domingo, 2 de setembro de 2018

A Semana 35 - Meio desligada



Ando meio desligada... pensei na letra da música. Pensei nela ao refletir sobre o fato que eu ando meio que fazendo poucas coisas. As panelas não têm experimentado novos sabores, as pinceladas colorem apenas nas aulas, a bicicleta está empoeirada na garagem, as exposições não têm sido visitadas e as histórias mostradas nas telonas estão ficando para serem assistidas depois na telinha. Coisas simples que normalmente funcionam como refrescos na minha rotina nesta fase estão sem prioridade.

Mudança que andou me incomodando. Parei para pensar e buscar o motivo. Na verdade, não ando desligada, ando sim focada. Mais focada no projeto que está rolando no trabalho e com isso tenho tido mais vontade de, nos momentos livres, fazer nada ou pouca coisa. Sendo assim, resolvi aceitar essa condição, e aceitar de coração aberto. Afinal, uma vida ocupada demais não necessariamente é uma vida completa.

Tendo aceitado que o momento é esse, o foco é enxergar a beleza que existe o cotidiano. Não precisamos ir a uma exposição de arte para encontrar beleza. É claro que lá esse encontro, essa percepção é garantida. Mas podemos perceber a beleza no ordinário, como:

No sorriso das amigas na aula de pintura. Sim, os objetos que pintamos são bonitos. É gratificante concluir uma peça nova. Mas a alegria de estarmos juntas, as histórias compartilhadas, as gargalhadas soltas e até as lágrimas que correm são tornam esse momento simples em algo extraordinário.


Na alegria de uma criança ao assistir a um musical infantil. Contei no post "Tropicalinha - Caetano e Gil para Crianças" que levei o filho de uma amiga ao teatro. Ganhei o convite, mas as minhas filhas não se interessaram e o meu sobrinho tinha outro compromisso. 

A peça é ótima, as músicas são velhas conhecidas, dão aquela vontade de cantar junto. Mas proporcionar alegria a uma criança retorna como uma onda. Esvaziar a cabeça de qualquer preocupação, apenas curtir o momento, sair do teatro, sentir o frio, o vento, apreciar a vista do céu nublado, tomar um picolé na chuva. A simplicidade da infância torna momentos simples em extraordinários. 


Nas linhas de um livro, nas histórias ao redor. A preguiça de ir para a cozinha, mas a vontade grande de comer um bolo me levou a caminhar até uma livraria próxima, entrar, pegar um livro aleatoriamente na bancada, sentar e entre as garfadas, ler algumas páginas e ouvir a história que se desenrolava na mesa ao lado. Até uma saída despretensiosa, motivada por pecados como a preguiça e a gula pode se tornar um momento extraordinário. Basta perceber que podemos encontrar histórias interessantes a qualquer momento que nos permitirmos torna.


Nas histórias de outras pessoas, mesmo sendo ficção. Afinal, sempre tem algo de real nas histórias inventadas. Maratonei a série "A Casa das Flores". Ao final, a princípio, tive a sensação de desperdício de tempo. Gastei o meu dia todo e apenas acompanhei a história da família De La Mora. Mais uma vez veio a cobrança interna, de mim para mim mesma, por fazer coisas, por ter um dia produtivo. Mas ouvir atento as histórias de outras pessoas pode nos fazer pensar, refletir e aprender sobre as nossas próprias histórias, sobre os sentimentos e emoções que trocamos com quem está a nossa volta. Um domingo em casa, no sofá, pode ser extraordinário se assim quisermos percebê-lo.


No prazer de compartilhar. Encontrei com amigas na hora do almoço. Conversa sincera, olho no olho, interessada. Empatia que torna um almoço qualquer em uma hora extraordinária. 


Em uma palestra. Fui assistir a uma palestra sobre mindfullness e pude ter mais percepção deste meu momento em que "ando nada desligada". Ando focada e a aceitar isso, escolher perceber o que tem de bom e proveitoso por trás dessa rotina aparentemente pouco produtiva, é libertador.  


Em um dia qualquer, como praticamente todos da semana, de sol, com vento suave, em que passo no mesmo caminho, perceber a beleza da garça, o encanto dos peixes no lago, respirar fundo e devagar torna o qualquer dia em um dia extraordinário. 



Ando desligadamente ligada no ordinariamente extraordinário.

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



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sábado, 1 de setembro de 2018

Série "A Casa das Flores"


Aquele misto de preguiça com nada para fazer, sentada no sofá meio incomodada com o dilema de querer encontrar algo interessante para fazer X a vontade de fazer nada. Rolando a tela do celular rapidamente, dando aquela olhada rápida nos posts dos amigos, vi a dica de uma amiga "Felicidade é encontrar uma nova série para se apegar." #acasadasflores.

Encontrei o que fazer naquele domingo frio e chuvoso em que a família estava cada um focado na própria preguiça, aproveitando o seu tempo para fazer o seu nada sem ansiedade.

Liguei a TV, busquei a série "A Casa das Flores" na Netflix, assim, sem ler sinopse, sem buscar resenhas, apenas pela indicação que tinha acabado de ver. Aliás, que indicação! Apenas uma frase que desperta a curiosidade e o interesse.

Já que falei de frase, a abertura de "A Casa das Flores" começa com uma: "A normalidade é uma estrada pavimentada: confortável de se andar, mas flores nunca crescerão nela.", de Vincent Van Gogh.


Outra frase que sintetiza bem o mote da história: Uma família aparentemente perfeita aos olhos da sociedade, mas que tem vários segredos que vão aflorando e com eles os problemas vão se encadeando.

Só digo que maratonei! Comecei a acompanhar a comédia cheia de humor negro que gira em torno da bem-sucedida família De La Mora, dona da floricultura chamada La Casa de las Flores, e só parei ao terminar os 13 episódios, todos com nomes de flores.

A cada flor que representa uma emoção, começando por Narciso - símbolo da mentira - e terminando com Amapola - símbolo da ressurreição -, um novo segredo, uma reviravolta. Algo que prende e dá aquela vontade de saber como a família vai conduzir os fatos.

Uma trama com toques de melodrama mexicano com seus exageros e coloridos, muito bem amarrados e com toque cômico, que passeiam por conflitos familiares, traições, mentiras, disputas.

A história dos De La Mora aborda também assuntos atuais, como sexualidade, machismo, transexualidade, narcotráfico, racismo e vida de aparência. Fala sobre até que ponto vale a pena sustentar uma mentira, viver de aparências ou o melhor é buscar a felicidade em nós mesmos e na nossa aceitação.  





Mostra que todas as famílias têm as suas diferenças, as suas desavenças, mas quando unidas e com proteção mútua fica mais fácil superar e até é possível ter uma vida florida. 

Enfim, uma série gostosa de assistir, com um elenco incrível, uma história que prende e surpreende. Apenas uma temporada (pelo menos, por enquanto) e episódios curtos.





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