segunda-feira, 7 de maio de 2018

Ilha da Gigóia com Passeio de Barco

Não posso viajar tanto quanto eu gostaria, mas o espírito desbravador e a vontade conhecer um lugar novo, ver um modo de vida diferente, perceber detalhes em ruas por onde pessoas passam todos os dias, me faz querer sair do bairro em que moro, da região em que circulo no dia a dia e me aventurar na minha cidade. Viajar sem sair da cidade, fazer turismo na minha própria cidade.

Foi assim que saí pela manhã, como quem sai para ir à feira, mas cheia de predisposição para a alegria e para o novo, que acabei conhecendo de perto a Ilha da Gigóia.

O que fazer no Rio de Janeiro

Eu já tinha ouvido falar desse refúgio em plena Barra da Tijuca. Já tinha visto fotos. Já tinha estado perto. Mas nunca tinha pisados em suas ruelas cheias de charme e aconchego.

Passeios diferentes no Rio de Janeiro

Nessa manhã ensolarada de sábado enquanto todos ainda dormiam em casa, antes de eu sair para a feira resolvi dar uma espiada no Facebook. Vi que o Sou+Carioca ir fazer um passeio pela Ilha da Gigóia. Passei direto pela feira e segui de metrô até a Barra da Tijuca.

Bem atrás da saída A da estação Jardim Oceânico ficam alguns barqueiros que levam diretamente para as ilhas ou para um passeio entre elas.
Passeios no Rio de Janeiro

A Lagoa da Tijuca anda lamentavelmente bem poluída e com muitas gigoias (plantas que são indício de poluição boiando), mas a vista para o Gigante Adormecido (Pedra da Gávea) desperta o entusiasmo pelo passeio.
O que fazer no Rio de Janeiro

A nossa embarcação já estava reservada e iria fazer um tour pela lagoa mostrando a beleza das ilhas, em meio à vegetação característica de manguezal. Além da ilha da Gigoia e da Ilha Primeira que seriam nossos destinos, tem mais cinco ilhas habitadas: a ilha da Fantasia, Ipê, São Jorge, Garças, ilha da Pesquisa. E mais algumas desabitadas.

Seguimos ouvindo histórias sobre as ilhas, vendo as construções, os diversos bares e restaurantes que fazem dali um complexo turístico e gastronômico.

Passeios no Rio de Janeiro fora do convencional

Nesse hora eu me lembrei do passeio de barco em Miami onde passamos conhecendo ilhas e suas histórias. Ah, se nossa Lagoa da Tijuca fosse limpa, despoluída e tratada com o respeito... esse nosso passeio pelo arquipélago, suas águas e seus mangues deixaria o passeio de Miami no chinelo.

O que fazer no Rio de Janeiro

Seguimos até uma área de mangue que tem uma vegetação com raízes bem altas e aparentes, muitos jacarés e graças. Por isso é conhecida como Pantanal carioca.


O pantanal carioca

Poderia ser! Tinha tudo para ser! Não fosse o descaso. A poluição no local dá vontade de chorar! Mas isso não invalida o passeio. Precisamos ver de perto para termos consciência da nossa parcela de culpa.

Com esse misto de encantamento e decepção seguimos observando as ilhas, a vegetação, a vida que corre tranquila, longe dos engarrafamentos, buzinas, sinais de trânsito.
O que fazer no Rio de Janeiro


Até que desembarcamos na Ilha da Gigóia, a maior e mais populada das ilhas.

Mesmo sendo a maior, esse pequeno espaço de terra cercado por água por todos os lados pode ser atravessado em no máximo 20 minutos a pé.

Mesmo sendo a mais habitada, tem 4.000 moradores atualmente, continua com o seu jeitinho de vilarejo praiano. Me lembrou um pouco Caraívas.

Pequenos detalhes encantam e refletem o clima de aconchego do local, como esse cantinho para gatos e cachorros na porta de uma casa. Ali tem potes com comida, água e casinhas para os animais.



Outros detalhes nos fazem sentir a sensação de segurança, civilidade, respeito e tranquilidade, como este sebo ao ar livre em que o dono apenas deixa os livros expostos, um pote para o dinheiro ser colocado, uma placa informando que qualquer livro custa dez reais e um sino para quem quiser chamá-lo. Ah ele informa também que aceita doação de livros.



Já me sentindo praticamente em um mundo paralelo, após uma pausa para comer uma, ou melhor, duas empadas deliciosas segui caminhando pelas ruas estreitas onde não circulam carros, apenas pedestres e algumas bicicletas e me encantando com os detalhes.



Chegamos ao acesso para a Ilha Primeira. O charme mora ali naquele final de rua que desemboca na lagoa. A criatividade paira no ar.


Por apenas um real pegamos um barquinho e em um minuto estamos na Ilha Primeira.


A Ilha Primeira é bem menor do que a Ilha da Gigóia, mas ali está um dos bares mais famosos da região, o Bar do Cícero. Sabe aquele ambiente simples, mas totalmente acolhedor, agradável e com vista direta para a lagoa.

Contagiada pela sossego do lugar segui andando sem pressa, contemplando e deixando o tempo passar mais devagar, afinal o sentimento de urgência não existe ali.



Engraçado como a sensação de estar desacelerada faz a gente ver mais beleza nas coisas simples, como essa pequena flor rosa em frente a um portão amarelo. 



A quietação que aquelas pequenas ruas estreitas transmitem nos faz ver harmonia nas sutilezas.


Além do Bar do Cícero, das casas charmosas, dos detalhes adoráveis, da ruas calmas, do clima pacato, na Ilha Primeira, está o espaço Semear que vale muito a pena ser visitado.


Depois de caminhar pelas duas ilhas, as duas empadas já tinham sido digeridas. Hora de fazer o caminho de volta até o acesso da Ilha Primeira, pegar o barco, chegar na Ilha da Gigóia, fazer o caminho de volta e parar para almoçar. O nosso escolhido foi o Ilha Gourmet de comida simples, saborosa e baratinha.

As opções de bares e restaurantes são muitas.

Visitar esse lugarzinho calmo, tranquilo e pra lá de agradável vale muito a pena. Seja para passear, almoçar, curtir que no fim da tarde, comer uma pizza no forno a lenha ao entardecer, ou simplesmente para experimentar um pouco de todo esse clima de sossego, harmonia e suavidade.
Serviço:

como chegar à Ilha da Gigóia: balsa na rua que fica entre a Unimed e o Shopping Barra Point, na Barra da Tijuca. Ou atrás da saída A da estão do metrô Jardim Oceânico.
valor: aproximadamente R$5 por pessoa, dependendo do destino final. 
horário: os barcos fazem a travessia 24h por dia. O tempo de espera varia de acordo com a demanda.




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A Autora:
Chris Ferreira

Chris Ferreira

Eu, uma mãe integral mesmo trabalhando em horário comercial, que procura equilibrar os diferentes papéis da mulher com prioridades e alegria.

Acredito que podemos levar a vida a sério, mas de forma divertida e é isto que eu tento mostrar no blog.

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