domingo, 19 de abril de 2015

Da crônica para colorir


Aos domingos, assim que eu acordo, vou direto pegar o jornal em busca da Revista O Globo. Na verdade o meu objetivo é ler a crônica da Martha Medeiros. Amo! Leio todas! Mesmo sabendo que a coluna da escritora que eu tanto gosto fica no início da revista, não tem jeito, não consigo controlar a minha mania de ler as revistas de trás pra frente.

Então, antes de chegar ao meu destino, passei pela matéria "Para gostar de pintar" em que alguns escritores opinaram sobre o mais novo fenômeno editorial que são os livros para colorir.

Como tudo que faz sucesso gera pontos de vistas diferentes, alguns divergentes e até polêmicos. E confesso que a colocação de um dos escritores me incomodou: "imagino que a escolha faça parte de um processo de infantilização a que a gente assiste de forma crescente". É claro que me incomodou porque temos os livros, colorimos bastante, nos divertimos com eles e também relaxamos. Até fiz um post falando dos benefícios dos livros "Jardim Secreto" e Floresta Encantada". Então, no fundo, lá no fundinho, me senti sendo chamada de infantil.


Terminei a leitura da matéria e segui folheando a revista para as páginas iniciais e cheguei à crônica "Os largados" da Martha Medeiros. Neste texto ela fala do livro "Os largados", do italiano Michele Serra, que eu já fiquei louca pra ler. O livro conta a história de um pai que busca um caminho para se conectar, interagir e compartilhar interesses com um filho que vive ligado no mundo virtual deixando a vida correr lá fora.

Um trecho da crônica em especial me chamou mais a atenção: "É só olhar para trás e lembrar as inúmeras diferenças que tínhamos com nossos pais. Quem não? O conflito de gerações é um clássico na vida de qualquer um. Porém, essa guerra se dava no mesmo campo de batalha. Podíamos pensar de forma distinta, mas comíamos todos à mesa, a música vinha de um único equipamento de som instalado na casa, fazíamos passeios familiares, conversávamos - ou discutíamos, brigávamos, que seja, mas dentro de um universo comum. Não é mais assim.".


Pensei no trecho em particular, pensei na crônica como um todo, tirei o olhar da página e olhei pra minha sala. Estava eu e o marido em um sofá, eu lendo uma revista e ele outra. Ele me mostrou uma matéria sobre tapioca, eu mostrei pra ele uma matéria sobre uma nova profissão chamada celebrante. Os analógicos estavam cada um em em seu continente, mas dentro de um universo comum.

Já a Ana Luiza e a Sofia, as digitais, estavam no outro sofá, cada uma com um fone de ouvido. Uma via um filme no tablet e a outra ouvia música no seu iPhone.

Mesmo essa não sendo a rotina lá de casa, não ficamos assim "100% plugados, mas desconectados uns dos outros", aquilo me incomodou.

Comecei imediatamente a pensar em sugerir algo para fazer juntos e nos conectarmos ao que realmente importa, o que faz diferença, ao que acrescenta. Enquanto eu pensava em opções como, sairmos para caminhar, assistirmos algum filme, a Ana Luiza se levantou e como uma transmissão de pensamento falou: vamos colorir todos juntos? A Sofia retirou os fones e aceitou a proposta. Fomos colorir na varanda, nós três. O Antonio continuou a leitura dele, mas na varanda junto com a gente.


Enquanto coloríamos a música vinha do iPhone para todos. Conversamos sobre as músicas, sobre a semana cultural na escola, sobre as pinturas, sobre leituras e vários assuntos enquanto compartilhávamos aquele momento "infantil" de colorir.


Vendo essa cena que durou algumas horas aqui em casa eu concordo com a colocação do escritor paranaense, além de professor de literatura, Miguel Sanches Neto, que está lançando o romance "A segunda pátria" (já fiquei com vontade de ler o livro dele): "O sucesso representa uma tendência de estímulo à interatividade... Ainda que não tenha nenhuma narrativa, é um material gráfico que dá voz a quem compra...".

Quanto ao ponto de vista do escritor que percebe o sucesso dos livros para colorir como um processo de infantilização pode até ser válido para algumas pessoas. E se essa infantilização possibilita a interação entre pessoas, desperta o diálogo, estimula o convívio com familiares e amigos, aviva a criatividade, nos desconecta para nos conectarmos, eu quero mesmo é ser infantil.

sábado, 18 de abril de 2015

BC A Semana 62 - Andanças e Mudanças

A semana foi para aproveitar esse período de mudança, de adaptação a uma nova rotina, para olhar para mim, olhar para a minha casa.

Em se tratando de cuidar de mim, além do Pilates e da Zumba, eu caminhei muito. Caminhei para me exercitar, para relaxar, para me distrair, para me locomover, para gastar energia e economizar din din.

Caminhei na Lagoa Rodrigo de Freitas e ao final me alonguei curtindo um visual.



Caminhei na Pista Cláudio Coutinho, na Urca, em contato com esse verde relaxante e reconfortante.


Caminhei no Mirante do Pasmado e depois do esforço da subida,


a recompensa da vista incrível.


E ainda procurei fazer todos os meus compromissos a pé. Andei e andei muito. Isso me fez sentir com uma energia mais vibrante, com mais disposição.

Em uma dessas caminhadas eu passei em frente à Casa Daros e resolvi entrar rapidinho. É, eu sou assim, não posso ver um Centro Cultural, um museu ou uma livraria que eu quero entrar um pouquinho. E nessa minha passada rapidinha, a Band estava fazendo uma matéria e me perguntaram se podiam me filmar na instalação "Humanóides", do artista plástico Ernesto Neto, que faz parte da exposição "Made in Brasil". Claro que eu topei, né? Me diverti e me senti. 




Fui ao casamento da minha irmã mais nova e me diverti em família. Estar junto daqueles que me conhecem desde sempre, receber o carinho, apoio e incentivo me faz sentir segura e tranquila.


Acompanhei as filhas nas aulas delas, levei, busquei e assisti o que era permitido. Babei, me orgulhei e fiquei feliz.


Brinquei, caí e levantei.

Arrumei algumas partes da casa, doei livros, levei a Xina ao veterinário, fui a médicos, marquei exames. Organizar a vida, a casa, traçar metas e resolver pendências trazem uma sensação prazerosa de que a vida está andando para frente.

Recebemos amigas em casa e compartilhamos a nossa alegria.


Ajudei nos estudos nessa semana de provas. Me peguei na quinta-feira à noite estudando-brincando com a Ana Luiza, fazendo um Quiz de P.A. e P.G. Foi divertido e estimulante. Resolver questões de matemática que pareciam difíceis, elaborar raciocínios diferentes, buscar caminhos e encontrar soluções, traz uma satisfação enorme, segurança e uma sensação boa de que somos capazes de resolver os problemas.


E como as coisas mudam, né? Quem diria que eu, baladeira como fui, que nem na época da minha faculdade eu estudaria em uma quinta à noite, estaria aqui feliz, lépida e fagueira me divertindo respondendo um Quiz de Progressão Aritmética e Progressão Geométrica? O que um filho não faz com a gente? O que a gente não faz por um filho?

E falando em mudanças trago um trecho do livro "365 Dias Extraordinários": "Às vezes é bom recomeçar. Um novo começo nos dá a chance de refletir sobre o passado, pesar as coisas que fizemos e aplicar aquilo que aprendemos em um novo caminho. Se não examinarmos o passado, não aprendemos com ele.".

Este post faz parte da Blogagem Coletiva "A Semana" proposta pela Fernanda Reali. Passe lá para ver como foi a semana das outras amigas participantes. Essa blogagem é um estímulo a aproveitarmos mais as nossas semanas.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

ATI - Academia da Terceira Idade para todas as idades


Ir à pracinha com as crianças é sempre um lazer gostoso, divertido e melhor, gratuito. Muitas mães, como eu, inclusive, se preocupam em levar os filhos para as pracinhas para gastarem energia e fazerem exercícios ao ar livre. Mas nós mesmas ficamos ali sentadas observando nossas crias e trocando ideias, o que é ótimo também. 

Quando se fala em pracinha, uma cena muito comum que me vinha à cabeça até pouco tempo era: as crianças brincado, mães e pais ali ao lado conversando e os idosos sentados nas mesinhas jogando ou apenas vendo o tempo passar, ou o tempo que passou, com o semblante cansado. 

Agora com as academias da terceira idade eu tenho visto as pracinhas movimentadas, com o pessoal mais velho andando, se movimentando, realizando atividades físicas para a terceira idade.

ati academia da terceira idade rio de janeiro


Mas as mães, mesmo com os filhos mais crescidos e não precisando mais daquela atenção direcionada, continuam ali sentadas.

Eu resolvi experimentar a ATI e gostei muito. É uma ótima oportunidade para fazer exercício, cuidar da saúde e ainda ficar de olho na filha que está andando de patins, de bicicleta, jogando bola e/ou brincando no parquinho.

ati academia da terceira idade rio de janeiro

Apesar dos aparelhos serem direcionados para a atividades físicas na terceira idade, e não terem uma sobrecarga excessiva, não é molezinha não. Dá pra se exercitar legal!

O simulador de caminhada é um ótimo aquecimento aeróbico. Dá para praticar conforme o indicado e/ou intensificar fazendo o movimento com os joelhos dobrados. 


Euzinha fortalecendo as "coxolas" na extensora.


Nesse dia eu aproveitei um passeio com a Xina para fazer meus exercícios de graça.


Obs.: nessa praça os cachorros não são proibidos, mas mesmo assim só cheguei à área de exercício com a Xina porque não tinha ninguém naquele horário.

No equipamento "pressão de pernas" dá para fortalecer a musculatura das coxas, quadris e panturrilhas.


Malhando pernocas e braços! Força e coordenação ao mesmo tempo.

ati academia da terceira idade rio de janeiro

Trabalhando mais um pouco os membros superiores.

ati academia da terceira idade rio de janeiro


A Márcia se empolgou e resolveu fazer uma forcinha também.

ati academia da terceira idade rio de janeiro

Aqui uma outra pracinha com a ATI. Apesar da cerca, ela fica sempre aberta. Neste dia eu estava voltando das compras e resolvi entrar apenas para conversar com os idosos que ali estavam. Como eles gostam de uma conversa! Aproveitei para doar um pouco do meu tempo.

ati academia da terceira idade rio de janeiro

Até que percebi este equipamento que eu ainda não tinha visto em outras academias ao ar livre. É um aparelho para treinar o equilíbrio. Até que ando equilibrada!


Nas academias têm as placas com as instruções para o uso dos equipamentos. Algumas delas têm um professor disponível para orientação em determinados horários. O ideal é seguir as orientações especializadas e sempre consultar um médico para confirmar que está apto à prática de exercícios.



Bom, eu estou gostando muito dessas academias nas pracinhas e aproveitando para me movimentar enquanto a Sofia brinca.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Dando asas aos livros

Uma coisa que eu gosto muito de fazer é colocar os livros daqui de casa para voarem. Gosto de fazer a energia girar. Livro parado na estante enfeita a casa, mas com o tempo se estraga e dá poeira. Livro passeando por aí enfeita a alma, viaja no tempo e espalha uma nuvem de possibilidades.

E como eu faço para colocar os livros para circularem? Eu ofereço para os amigos, empresto, incentivo a leitura, troco, faço doações.

Nos encontros das amigas blogueiras esmaltólotras nós sempre levamos esmaltes e livros para troquinhas. Apresentamos o que nos fez bem para as outras amigas.

Em alguns encontros do #vivapositivamente também experimentamos o prazer e a alegria de compartilhar nossos livros. E vou te dizer que eu fiquei muito feliz quando uma amiga me disse que amou o livro que pegou na troquinha e era justamente o que eu tinha levado.

Empresto os livros que as minhas filhas leram para as minhas amigas lerem com os filhos.

Indico leituras e faço doações. Uma vez por ano eu separo uma pilha de livros infantis e levo para a creche da Comunidade Dona Marta.

Essa semana, fazendo uma arrumação aqui em casa, eu separei mais livros para trocas entre amigas e para doações.



Passeando pelas ruas de Botafogo eu encontrei dois locais para trocas de livros:

1 - Ninho de Livros - "um livreiro de trocas, um espaço meu, seu e de quem quiser para trocarmos nossos livros por outros. Um local para que seus livros voltem a voar por aí." - localizado na pracinha do metrô de Botafogo.



Achei a proposta muito interessante, gostei do local para os meus livros voltarem a voar por aí e gostei principalmente da ideia de trocar com alguém desconhecido.



Quando eu fui olhar dentro do ninho para ver os livros disponíveis, achei que eram livros muito específicos e antigos. Livros que interessariam a poucos. E isso me estimulou a deixar alguns exemplares de leituras mais simples, que pudesse despertar o interesse de mais gente. Então deixei a minha contribuição como doação.


2 - Troca de livros no Hostel. Em um barzinho, em um hostel, localizado na Rua Bambina, tem essa parede que fica aberta o dia todo para quem quiser pegar um livro. O leitor interessado pode pegar um livro grátis, pode doar, pode fazer uma troca, pode pegar emprestado, ou pode até ler ali mesmo no bar.




Gostei demais da iniciativa e resolvi contribuir.



Espero que algumas pessoas aproveitem a leitura e continuem a passar os livros para frente. Espalhar livros é espalhar possibilidades de novas descobertas, de viajar sem sair do lugar, é estimular a criatividade, é ajudar a construir uma sociedade consumidora de leitura e ainda estimular a reutilização.

E vocês já viram algum local para troca de livros em algum bairro ou cidade que vocês passaram?

Nessa semana ainda terá mais livros ganhando a liberdade por aí. Vai rolar a 10ª edição do Bookcrossing Blogueiro.




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Findi 15 de 2015 - Tranquilidade

O final de semana foi tranquilidade total, curtindo a casinha, as filhas e o marido. Foi tão tranquilo que eu quase nem tirei fotos.


- Aproveitamos o dia de sol na piscina. Enquanto a Sofia brincava com uma amiga eu reli algumas crônicas do livro "Felicidade Crônica" da Martha Medeiros.


- O almoço foi preparado com carinho e ficou uma delícia: saladinha bem variada; salmão ao forno com tomate, batata, cebola, cenoura, e ovo cozido e couscous marroquino. Exagerei na medida e sobrou tanto que tivemos que repetir o mesmo cardápio no dia seguinte.


- Levei a Sofia com uma amiga e a Xina para se divertirem na pracinha. A farra foi tanta que abriu o apetite! Saímos de lá direto para uma lanchonete mineira para comer um pão de queijo quentinho, bolo bem fofinho e suco.


Além disso, estudamos Geografia e Matemática, colorimos nossos livros "Floresta Encantada" e Jardim Secreto", ficamos de bobeira na rede e lemos.

Eu estou lendo "Um Lugar Chamado Liberdade" que o Antonio já leu. Ele está lendo "A Herança" e a Ana Luiza (#aos16) está lendo "Não Se Apega, Não". Já a Sofia não quis saber de leitura e preferiu ficar jogando Minecraft.


E foi com simplicidade e tranquilidade que encontramos a felicidade neste final de semana.

Este post faz parte da BC Coisinhas de Findi proposta pela Camila do blog CasaMila.

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