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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A Semana 51 de 2018 - Mais um fim às vésperas de um recomeço


O ano acabando, as comemorações a todo vapor, alguns já de férias outros se preparando para elas.

Teve apresentação de dança aérea, também conhecida como tecido acrobático, da Sofia no circo. É sempre muito emocionante assistir as filhas, vê-las evoluindo e se desafiando a cada dia. 


Entrei no clima de férias da filhas e aproveitando o horário de verão fomos passear na Lagoa, após o meu expediente, contemplar o pôr do sol,


Esperar a Árvore da Lagoa, agora chamada de Árvore do Rio acender, e beber uma caipirinha em plena segunda-feira sim, por que não?



Última aula de pintura do ano e pausa para umas pequenas férias foi motivo suficiente para um encontro na Barraca da Chiquita com mais caipirinha, comida nordestina, muito conversa boa e troca de experiência e histórias que hoje são divertidas, mas que um dia já foram sofrência.  


Mais um encontro de amigas que o mundo virtual apresentou, juntou e misturou. Rimos, dançamos, bebemos, falamos besteira e comemoramos mais um ano de amizade e encontros, 


Amizade feminina é assim: construída por pequenas gentilezas constantes, apoio, ombro, identidade reconfortante que nos faz sentir que não somos a única que passamos por determinada situação, e diferenças que nos fazem perceber outros pontos de vista e nos ensinam sobre aceitação. 

Chega o fim do ano e junto com as comemorações vem a sensação de que o tempo deu um salto, de que a velocidade foi grande demais deixando pouco tempo para a reflexão. Vem a necessidade de pausa, colocar os pés pro alto para traçar sonhos, a cabeça na chão para definir planos e aí percebemos que o tempo deu um salto e também deu uma volta. Estamos de volta a mais um fim, às vésperas de um recomeço. 



Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.



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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A Semana 50 de 2018 - O calor que importa



Vem chegando o verão e a cidade do Rio começa a fervilhar. Várias coisas acontecendo por todos os lados. Aquela vontade de ver o dia lindo lá fora conflitando com a vontade de ficar no ar condicionado. A vontade de ir à praia brigando com a vontade ficar na piscina do prédio mesmo para fugir do calor. A vontade de fazer tudo lutando com a vontade de fazer nada.

Motivadas pelo dia lindo lá fora levei a Sofia e uma amiga à praia. Mas fomos de bicicleta. Paramos no Leme e, enquanto as meninas ficaram na areia, eu fiquei na sombra do quiosque bebendo uma água de coco, lendo, sentindo a brisa, cuidando das bicicletas e de olho nelas.

Depois de algum tempo relaxado e curtindo, pedalamos até a outra ponta, no Posto 6. Mais uma vez as meninas foram para a areia e eu fiquei de boa no quiosque sentindo a brisa e o calor da alegria de ver a filha feliz.


Uma sessão de cinema é uma ótima opção para esquecer o calor lá fora. Aceitei o convite para assistir ao filme "D.P.A. 2: O Mistério Italiano". Filme infantil descontraído e que mostra cenários lindos do Rio e Alberobello, a cidade das casas Trulli, na Itália. Me refresquei na sala de cinema e saí do filme sentindo o calor da vontade de viajar.


Em uma manhã no caminho para o trabalho já sentindo o calor do dia fiz uma pausa na padaria para ter um café da manhã com calma, contemplando a luz do sol, sentindo o frescor da calma e o calo de estar bem na própria companhia. 



Mais um convite para pré-estreia que eu pude aproveitar: do filme "Minha Vida em Marte". Aproveitei o frescor da sala de cinema e sentir o calor de boas risadas. 



E um dia de muito calor lá fora, daqueles que nem dá vontade de sair para almoçar, fui encontrar com as amigas, conhecer o Bar das Quengas, rir, trocar ideias e sentir o calor da amizade. 


Em um fim de dia movimentado, após o trabalho, fui com as amigas beber uma sangria geladinha. 


Senti o frescor e a leveza de estar com quem me faz bem e o calor na alma que as boas amizades provocam. 



Algumas vezes me levo a medir a qualidade dos meus dias pela quantidade de coisas que fiz, pelo quanto produtiva eu fui. Esses dias de calor algumas vezes me deixa preguiçosa e com a sensação de que estou desperdiçando o tempo. Mas na verdade o que importa não é o tempo desperdiçado, é o calor carinho envolvido esteja pedalando na praia ou deitada na cama lendo um livro. 

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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sábado, 1 de dezembro de 2018

A Semana 48 de 2018 - Minhas histórias



Chego ao fim de uma semana movimentada, focada no trabalho, aliás já no meio da semana seguinte, precisando que alguém me lembre de como esta semana começou, de como ela passou voando e eu nem percebi. Com a ligeira certeza de que somente trabalhei, o que foi positivo, animado, cheio de adrenalina boa, colhendo os resultados e tal, mas com a sensação de ter poucas histórias para contar.

Por isso posterguei fazer esse post. Mas agora me deu vontade de parar, forçar a memória, pedir ajuda para galeria de fotos do celular, questionar se desperdicei possibilidades e contar alguma coisa. 

Teve encontro de amigo de infância, crianças que passaram boa parte de suas infâncias correndo, subindo em árvores, brincando de todos os tipos de pique que existiam e aprontando bastante. Coisas que mesmo que por mais que a vida nos afaste, não nos separa. Histórias que nos unem, que nos fazem rir, voltar no tempo.


Fizemos um simples passeio de carro, eu, a Ana Luiza dirigindo, e a Sofia. Dirigimos pela cidade tranquilamente, curtindo o visual e conversando. Paramos na praia da reserva para ver o pôr do sol. sentir o vento e pisar na areia. 

Um passeio que me proporcionou não apenas uma janela para vista linda da cidade, mas uma janela para o mundo das minha filhas adolescentes que naturalmente, aos poucos, se afastam de mim da forma de proximidade infantil e se reaproximam no modelo adolescente. 


Chá de fraldas do meu sobrinho Ian. Um momento celebrar a vida, comemorar com alegria e já mostrar para ele a energia de amor que está aqui para recebê-lo.

Eu fiquei muito feliz em poder demonstrar um pouco desse meu carinho por ele, pela minha irmã, pintando as letras do nome e algumas garrafas para fazerem parte da decoração do chá de fraldas. 


Saí para almoçar sozinha, para ter o meu tempo comigo, caminhar o meu passo, respirar a minha respiração, conversar a minha conversa, saborear os meus sabores. Me sentir na melhor companhia ao mesmo tempo que me sentia sozinha da melhor maneira. E exaltar esse momento sublime com uma sobremesa deliciosa em plena segunda-feira simplesmente porque eu queria. E todo dia pode ser dia para o que quisermos. 


Aproveitei para contemplar e fotografar o mural da "Dororidade", da artista Panmela Castro, em homenagem à luta das mulheres negras que está estampando uma parede da Rua do Lavradio, colorindo e enfeitando a cidade com significado. Parada ali em frente ao painel e suas cores intensas eu pensei na frase "art is a garanty of sanity".


Cansada de um dia intenso de trabalho, já atrasada para o curso e com fome, eu titubeei. Pensei em não ir. Pensei em matar a aula e fiquei na dúvida se aproveitaria o tempo para ir ao cinema, ir para casa assistir a um filme com a família, ler mais algumas páginas no livro. Nessa dúvida acabei indo para a aula, meio me arrastando. E lá me diverti. Brinquei para aprender. Brinquei a sério para ser produtiva e criativa. Me certifiquei mais uma vez que com leveza chegamos mais rapidamente aos objetivos e que o processo pode ser tão desfrutado quanto o resultado.  


Comecei um novo trabalho na aula de pintura. Dessa vez o prato giratório será um presente para mim, para a minha casa, para a minha mesa. É muito bom presentear os amigos, mas é bom também nos sentirmos merecedoras do nosso carinho.


Fui conhecer um bistrô relativamente novo perto do trabalho. Escolhi o prato pensando nas cores, no colorido do laranja do salmão com o roxo do nhoc de batata doce roxa. O colorido surpreendeu no sabor. Algumas vezes precisamos mudar os critérios das nossas escolhas para nos surpreendermos.


Me enchi de orgulho ao ver a Sofia, que já estava de férias, estudando Geometria com a amiga que ficou em recuperação. Fiquei feliz em ver que a minha filha sabe ser amiga e solidária. 


Sim, a semana foi corrida, muito corrida, muito focada e cheia de possibilidades que eu aproveitei da melhor forma. E cheia de histórias. Histórias minhas que mesmo que não sejam tão boas, tão perfeitas, tão cheias de aventuras, com acontecimentos incríveis, são minhas, são o que me constrói a cada dia, são o que transformam imperceptivelmente, são o que eu tenho. São para eu me orgulhar. 



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domingo, 18 de novembro de 2018

A Semana 46 de 2018 - (In)utilidades



A semana acabou, aquela de de cinco dias úteis cheios de tarefas, atividades e funções, e temos um final de semana para descansar, recarregar as energias, fazer as coisas que não conseguimos naqueles cinco dias. E aí vem um novo começo, mais um ciclo de cinco dias atribulados e atarefados. 

Sabe, essa coisa de cinco dias úteis, que para muitos parecem inúteis intercalados de dois dias inúteis, esses sim cheios de utilidades?! Eu gosto de dar uma bagunçada nesse ritmo mesmo eu trabalhando nos tais duas úteis. Gosto de colocar um pouco de final de semana nos meus dias de semana e assim não chegar ao sábado e domingo tão desesperada para ter o tal descanso merecido. 

Para conseguir isso eu planejo, me organizo, dou um jeitinho daqui, uma flexibilizada dali. Mas nem sempre dá tudo certo, nem sai como o planejado. 

Nesta semana, por exemplo, planejei resolver umas pendências com a Sofia no sábado. E fomos! Mas não conseguimos resolver o que tínhamos planejado e ainda atrasamos para voltar em tempo de preparar o almoço. O que fizemos então? Aproveitamos para passear, almoçar em um restaurante legal, fazer um caminho diferente e dar uma pausa para turistar na nossa cidade.

Desde que o Mirante do Joá tinha sido revitalizado em 2012 que eu não dava uma parada ali para apreciar a vista maravilhosa para a Praia de São Conrado, pro Morro Dois Irmãos e o Clube Costa Brava.

O espaço pequeno ficou super charmoso com o mosaico de azulejos, bancos de madeira e a caixa do "Livro Livre". Deu até vontade de pegar um livro e ficar sentada por ali mesmo, sentindo o vento, apreciando a vista e lendo uma boa história.

A pendência continuou pendente. mas a frustração foi substituída pela leveza do passeio em família.


Combinei com uma amiga de sairmos para tomar um café, conversar, rir, compartilhar as experiências da semana, e coisa e tal. Mas não rolou na hora combinada, pois cada uma teve um imprevisto. Acabamos deixando para um sorvete mais tarde. E fomos! E no caminho do nosso sorvete encontramos vários elefantinhos da Elephant Parade Rio 2018.

O café frustrado se transformou em um sorvete com arte e pôr do sol.


Essa coisa de encontrar a manada da Elephant Parade me empolgou e resolvi voltar a pedalar pela manhã. O objetivo era ir até à Urca e aproveitar para encontrar as três esculturas que estão por lá.

Comecei o primeiro dia útil da semana acordando cedo e saindo da cama. Não permiti que o conforto do travesseiro macio vencesse o banco duro da bicicleta. Já fazia um tempinho que eu estava deixando a preguiça me dominar e ficava rolando na cama até o limite da hora pra levantar. Naquela segunda, incentivada pela vontade de encontrar as peças da exposição ao céu aberto, decidi fazer diferente. 

Pedalei até a Urca, rodei por lá e nada dos elefantes. Eles estão no Pão de Açúcar! 

Frustração?! Que nada! Foi muito proveitoso e gratificante. Ainda aproveitei para fazer uma "investigação" sobre um vídeo bem fake que rolou pela internet. Mas isso eu conto depois. 

Espero me lembrar dessa sensação maravilhosa todas as manhã e pular da cama cedo pra ter um dia com mais disposição.


Recebi o convite para a cabine de imprensa do filme "Um Segredo em Paris" e nessa eu pude ir. A maioria das cabines, por serem no horário de expediente, quem vai no meu lugar é a minha amiga do @cineeilumine.

Pelo título eu esperava um filme mais movimentado. E na verdade eu gostei da tranquilidade e da calma com que a trama se desenrola. Saí do cinema com a sensação de que devagar, com calma, aproveitando a caminhada, conseguimos chegar onde precisamos. 


Como a semana tida como útil seria pra lá de útil, cheia de trabalho, coisas da família para resolver e ainda curso para fazer, eu senti necessidade de colocar um pouco de arte na hora do meu almoço. 

Voltei ao CCBB para rever com calma parte da Mostra de Jean-Michel Basquiat já que um pedaço dela eu passei meio apressada. Mas resolvi primeiro dar uma passada rápida no segundo andar para espiar a exposição "100 Anos de Athos Bulcão". Me deliciei. Me envolvi com as as formas e cores e me perdi no tempo. Quando me dei conta já estava na hora de voltar. Rever Basquiat ficou para outro dia.

Planejei de um jeito, aconteceu de outro e foi melhor do que a expectativa.


Retornei à sala de aula para fazer um curso rápido de um mês. O curso tem bastante atividade prática e confesso que sair às 21 horas, após um dia de trabalho e algumas horas de aula, para fazer entrevistas na rua estava me desanimando. Na verdade fui me arrastando, pensando em dar uma desculpa, empurrada mesmo pela tal responsabilidade. Eu imagina encontrar pessoas apressadas, cansadas e doidas para chegarem em casa. 

Vou contar uma coisa: foi ótimo! Encontrei receptividade, histórias inesperadas e bem diferentes, senti o verbo cooperar sendo conjugado com facilidade. Depois vou contar essa experiência. Voltei pra casa cheia de energia, alegria e com essas histórias para contar. 


Era dia da minha aula de pintura. Aquela que eu adoro, que me relaxa, me desconecta e reconecta, me transporta. Mas recebi o convite para a pré-estreia do filme "de repente uma família". E a Ana Luiza queria ir comigo. Foi hora de flexibilizar! Faltei a aula de pintura e fui ao cinema com a minha filha assistir a essa comédia baseada em fatos reais. Chorei de rir e ri do tanto que chorei. Vou fazer um post sobre o filme que estreia em 29 de novembro. 


Na onda de colocar (in)utilidades no meio dos meus dias uteis e ainda querendo encontrar com todos as esculturas de babies elefantinhos, usei a minha hora do almoço para passa na Caixa Cultural, pois ali teria um perdido da manada. Seria coisa rápida encontrar a escultura, fazer umas fotos, ver o colorido, achar fofinho e ainda daria tempo para comer algo. 

Mas cadê o bichinho? Fugiu ou a informação estava errada? Não sei. Só sei que acabei dentro da exposição "Labirinto de amor". Uma exposição agradável de ver. Colorida, que utiliza materiais comuns que facilmente reconhecemos e que despertam a memória. Tive a sensação de que as peças estavam me contando histórias e quando me dava conta eu estava ali mentalmente contando as minhas histórias para elas. Muito interessante! Teve um momento que fotografei os versos de uma música que estavam bordados em uma das peças para mandar para duas amigas. Queria que elas revivessem aquela história comigo.

Mais uma vez foi melhor do que o planejado.


Às vezes, no meio desses dias úteis rola um feriado que é esperado com contagem regressiva. Aconteceu nessa semana. Um feriado emendado para todos da família, menos para euzinha. Tudo bem! Fomos todos para Cabo Frio, passamos o dia na praia. Nada como um mergulho na água salgada, pular ondas, furar outras, sentir a água gelada no rosto, o borbulhar da espuma na pele, o ar ao colocar a cabeça para fora, o cabelo com água escorrendo nas costas, a sensação de liberdade, para dar disposição, trazer paz de espírito, proporcionar satisfação. 

Valeu! Os mergulhos valeram pegar estrada para ir com a família, pegar estrada para voltar para trabalhar enquanto eles ficavam lá, pegar estrada para retornar para encontrar a família e dar outro mergulho nesse mar. 



Muitas vezes sobrecarregamos os nosso dias com utilidades inúteis e nos esquecemos da inutilidades tão úteis. Nos deixamos frustrar porque o planejado não aconteceu conforme a nossa expectativa e não percebemos que foi até bem melhor assim. 

Este post faz parte da BC #ReolharAVida proposta pela Elaine Gaspareto que veio substituir a BC #52SemanasDeGratidão que em 2017 substituiu a BC A Semana que por sua vez já tinha substituído a BC Pequenas Felicidades.




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domingo, 11 de novembro de 2018

A Semana 45 de 2018 - My genuine news


Finalmente eu apareço aqui no blog para contar a minha semana com um olhar positivo para as coisas simples que me fizeram bem, me tiraram da rotina, me ajudaram a relaxar, recuperar o fôlego, me sentir interessante e com assunto para contar. 

Em tempos de Festival do Rio ficamos cheios de filmes bons para assistir. Eu fui convidada para a cabine de imprensa do filme "Sueño Florianópolis" e aproveitei a oportunidade, é claro. Assim, sábado chuvoso pela manhã, ao invés de ficar de preguiça na cama, eu já estava na sala do cinema. 
"Sueño Florianópolis", que estreia em 15 de Novembro, é um filme leve, descontraído, bem no clima de férias na praia, com uma pegada cômica e divertida ao falar de relações familiares.

Sinopse: Buenos Aires, Argentina, verão de 1990, Pedro (Gustavo Garzón) e Lucrécia (Mercedes Morán), separados após vinte e dois anos de casamento, decidem viajar de férias com seus dois filhos adolescentes rumo ao litoral Sul do Brasil. Motivados pelo câmbio favorável, caem na estrada em um Renault 12, sem ar-condicionado, e viajam 1.750 km até Florianópolis (Santa Catarina). Juntos, porém separados, conhecem Marco (Marco Ricca) e Larissa (Andrea Beltrão). Pouco a pouco vão descobrindo qual é o sonho de cada um.


Festival de Rio 2018


Ainda no ritmo de curtir um cineminha com pipoca e boa companhia, fui ao cinema com o marido, programa a dois, assistir ao emocionante "Bohemian Rhapsody". O filme mostra o sucesso meteórico do Queen e a história icônico Freddie Mercury. Cenas especialmente emocionantes ao rever a apresentação no primeiro Rock in Rio e no Live Aid.

Aquele filme que a gente sai da sessão querendo entrar novamente na fila da próxima.

Ah, e rolou uma matéria dizendo que brasileiros estão vaiando as cenas homossexuais do filme. Eu não vi nada disso. Muito pelo contrário, vi o público vibrando e se emocionando. Aliás, não encontrei com ninguém que tenha presenciado tal cena, ainda bem. A tal matéria está me parecendo, se for verdadeira, que tenha sido um caso isolado ou outro e tomou a proporção maior do que devida.


Fui comemorar o aniversário de uma amiga e tive a companhia da Ana Luiza. Me senti muito feliz em prestigiar a minha amiga.


Pintei, com muito carinho, com a ajuda da Ana Luiza e a companhia da Sofia, mais uma leva de garrafinhas para decorar as mesas dos convidados no chá de fraldas do meu sobrinho que está por vir. Me sinto muito feliz em estar participando de alguma forma e já mostrando pra ele o quanto é bem-vindo e amado.


Quando eu vou a lugar e gosto, quero logo voltar e levar outros amigos para conhecer também. Foi assim que voltei ao Baródromo para almoçar na companhia da equipe de trabalho.


Tô falando que Festival do Rio é muito bom?! São muitos filmes bons e sessões badaladas. Estive com uma amiga na sessão de gala do filme "Simonal", no glamouroso Cine Odeon, na Cinelândia.

"Simonal", o filme, conta história do cantor brasileiro que tinha um carisma surpreendente, um swing único, e que dominou os palcos e a cena musical na época dos anos 70. Foi do sucesso meteórico, em que levantava e animava multidões em seus shows, a um cenário de rejeição e exclusão total.

O filme vale a pena para conhecer melhor a história desse carioca cheio charme, swing e talento, ouvir as músicas e refletir sobre temas bem atuais como racismo e o quanto uma fake new pode destruir a vida de uma ou mais pessoas.

Mais responsabilidade ao divulgar qualquer, pufavô! Eu estou naquela onde de que se eu pessoalmente não presenciei o fato, não compartilho. Tipo essa matéria que brasileiros estão vaiando as cenas do filme... Pode até ser publicada por algum veículo supostamente tradicional, mas se não aconteceu na sessão em que eu estava, não divulgo, não compartilho.


Aproveitei o caminho do trabalho até o Cine Odeon para fotografar esses dois elefantinhos que fazem parte da Elephante Parade 2018, exposição a céu aberto com o objetivo de chamar a atenção aos maus tratos que esses animais recebem ao redor do mundo.



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domingo, 4 de novembro de 2018

A Semana 44 de 2018 - Cheia de histórias


Se, ao longo dessa semana que passou, eu encontrasse alguém naqueles encontros rápidos que acontecem no metro, na hora do almoço ou no caminho de volta pra casa, e naquela conversa rápida de oi, tudo bem? pra cá e oi tudo bem? pra lá, seguida de: como está a vida?, o que você tem feito? ou quais as novidades?, a minha resposta certamente seria: ih, tenho trabalhado muito, chegado mais cedo e saído mais trade. Ando bem enrolada. 

Nada em clima de reclamação não, porque estou motivada, focada e entendendo os frutos desse esforço. Apenas com a visão restrita e em uma única direção da minha semana.

Hoje ao sentar no computador para separar as fotos do post da semana, enquanto todos dormiam ainda afetados pela mudança do fuso devido ao horário de verão, tive a oportunidade de reolhar os meus dias e ampliar o campo de percepção.

Hoje se após me levantar daqui e for ali na padaria comprar pão para o café da manhã eu encontrar alguém ao acaso, a minha resposta seria bem diferente: tenho trabalhado bastante e, apesar disso, tenho conseguido ter momentos bem felizes em diversas áreas da minha vida. 

A Ana Luiza está começando a dirigir, acabou de tirar carteira. Pois é, o tempo passa rápido. Outro dia era aquele bebê sentado na cadeirinha no banco de trás enquanto eu dirigia tentando focar no trânsito e chegar rápido no meu destino para pegá-lo no colo e acaber com aquele choro. Hoje sou eu que estou no banco do carona, fazendo passeios para ela pegar segurança no volante.

Foi em um desses passeios que paramos no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, para apreciar a vista e o fim de tarde. Ela, a Ana Luiza, não conhecia essa parte do Rio, e caminhamos no pier, contemplamos o cenário, admiramos a beleza da cidade em que moramos, observamos o movimento das ondas. 


Seguimos o nosso plano de assistir um filme francês por semana para treinar a língua. Aliás, nesta semana assistimos a dois filmes. O primeiro foi "“Un Beau Soleil Interieur” (Deixe A Luz do Sol Entrar, 2017)", com Juliette Binochet e Gérard Depardieu, anunciado como comédia. Prometia!


Na verdade achamos o filme chato, mais para um melodrama que não faz chorar e uma comédia que que não faz rir. As risadas ficaram mesmo por conta da minha irritação com a personagem Isabelle Huppert, uma mulher separada com uma filha e vida profissional que está em busca do amor. Nesta busca ela se envolve com pessoas complicadas. Eu não me contive e dialoguei com Isabelle várias vezes tentando mudar o rumo da história, o que fazia a Ana Luiza rir. 


Retornei à Casa Fundação Roberto Marinho para tomar um café da manhã em família, passear pelos jardins e rever a exposição "Modernos 10, Destaques da Coleção".


Com a ajuda da Ana Luiza acabei de pintar a primeira leva de garrafas para o chá de fraldas do meu sobrinho. As garrafas vão funcionar como centros das mesas dos convidados. 

Centros de mesa para festas

Depois de receber a receita de um bolo que uma amiga tinha acabado de fazer, joguei a preguiça de lado, deixei a gula me dominar e fui para a cozinha com a Sofia para preparar esse bolo de chocolate delicioso, fofinho e prático

Ir para a cozinha em família proporciona momentos agradáveis, conversas boas e muita memória afetiva. 


Falei que assistimos dois filmes, né? O segundo foi a comédia francesa "De Carona Para o Amor". Eu estava louca para assistir a esse filme desde que fui convidada para a cabine de imprensa e não pude ir.

O filme conta a história de Jocelyn, empresário bem-sucedido, um conquistador, mentiroso inveterado, com medo de envelhecer e que valoriza a beleza e o corpo físico. Cansado de ser ele mesmo, acaba seduzindo uma bela e jovem mulher ao se passar por um deficiente físico. Até o dia em que ela lhe apresenta a irmã, também deficiente.

Uma comédia leve, divertida que fala sobre deficiência, amor e dar valor ao que realmente é importante.



Fiz a minha terapia semanal, da qual não quero ter alta, com as amigas. Um encontro para brindar as amizades, aos caminhos de vida que se cruzam, tomam rumos diferentes, mas continuam no mesmo mapa.


Uma simples saída para comprar duas cervejas para o marido se tornou um passeio divertido e com destino inesperado. Tá certo que a cerveja demorou muito mais para chegar, mas quando isso aconteceu veio com algo a mais. Veio com história.


Porque sempre temos histórias para contar. Criamos as nossas histórias a cada momento que vivemos, a cada caminho que percorremos, a cada encontro, e até a cada história de outros que ouvimos.

Aquela semana que parece ter apenas uma história pode ter um repertório maior e mais rico do que inicialmente percebemos, basta olhar com atenção.

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