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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Filme Solteiramente - Comédia Sul-Africana


A comédia romântica "Solteiramente", título original "Seriously Single", seria mais uma das muitas com uma configuração clássica: duas melhores amigas, Dineo (Fulu Mugovhani) e Noni (Tumi Morake), têm formas não somente diferentes de encarar o amor, mas também completamente opostas. 



Comédia Romântica Sul-Africana Solteiramente


Seria tão mais do mesmo que eu naturalmente nem me interessaria em assistir no momento. Porém algo se destacou para mim, é uma comédia sul-africana. E eu gosto de conhecer produções de outros países. Ver como é o estilo de humor em cada local e como encaram os mesmos temas. 

Dineo, é uma especialista em redes sociais bem-sucedida profissionalmente, jovem, bonita e descolada, e faz estilo o romântica, que quer encontrar a sua cara metade e viver feliz para sempre. Já Noni, também bem-sucedida profissionalmente, independente, faz a linha a selvagem, quer ter tanto sexo e tão pouco apego romântico quanto possível. Tipo solteira convicta. 

Sempre que Dineo sofre uma decepção amorosa, e olha que são várias, é Noni que está ao seu lado dando apoio para que não somente vire a página, mas acima de tudo que acredite em si mesma, no seu valor e que a felicidade não está atrelada a um estado civil. Assim juntas as duas passam por ótimas aventuras e situações inusitadas. 

Como falei eu achei superinteressante o filme ser sul-africano. As cenas se passam em Johannesbur, em Maboneng, um dos mais badalados redutos urbanos da África do Sul. Muito bom ver esse lado mais descolado da África com restaurantes, bares, boites, apartamentos e construções modernas. Acho interessante chegar ao mundo essa visão do país. É interessante também ouvir uma língua africana na tela, apesar de parte dos diálogos serem em inglês. Também a música africana rola solta. Assim como o colorido nas roupas, acessórios e decoração.

A temática do filme gira em torno da quebra de tabu de que, por incrível que pareça existe até hoje,  mulher para ser feliz precisa de uma família, filhos, casa para cuidar e de um marido de cuide dela.      Mesmo em um mundo que não se baseia mais nos relacionamentos tradicionais, é incrível que o tabu "mulher solteira não é feliz" ainda seja tão gritante.

Com base nessas crenças limitadoras enraizadas culturalmente algumas mulheres, como Dineo, não entende como definir sua felicidade sem um parceiro que as ame. O filme vem bater na tecla que, apesar de ser clichê ainda precisa ser repetida e reforçada que é preciso se apaixonar por você. Nem adianta revirar os olhos! É batido, é lugar comum sim, mas na prática não é bem assim. O amor próprio, o cuidado próprio, são muitas vezes incompreendidos e esquecidos, buscando que essa valorização venha do outro. É daí que muitas vezes vem o sacrifício da felicidade interior e da liberdade para garantir que não sejam deixados sozinhos. Mas o que é solidão? Mulheres precisam se apoiar em alguém? Onde está a liberdade de escolher o próprio caminho? O filme traz esses questionamentos e responde muito bem: é tudo uma questão de perspectiva. Solidão é o que você define, mesmo que todo o entorno, mesmo que a sociedade queira ainda impor ao contrário.


BEDA - August 2020


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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cinema - Três estreias da semana

Eu sei que hoje já é quarta-feira e que amanhã já teremos novas estreias. Eu me atrasei sim, esse post era para ter saído na quinta-feira passada. Mas como os filme são são bons, mesmo tendo perdido o timing, ainda dá tempo. Os filme ainda estão em cartaz no circuito e valem a pena serem visto. São três filmes que assisti na cabine de imprensa ou pré-estreia.

Um dia de Chuva em Nova York


Pode clicar no link porque eu já falei dele aqui no blog. Filme do Woody Allen, delicinha, gostoso de ver e que a gente sai do cinema enxergando toda  poesia que pode ter em um dia 


Sinopse: "Apaixonado por Nova York, Gatsby (Timothée Chalamet) decide passar um fim de semana na cidade ao lado de Ashleigh (Elle Fanning), sua namorada. No entanto, aquilo que era para ser uma aventura romântica acaba tomando um rumo inesperado. Aspirante a jornalista, Ashleigh conhece o diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber), que a convida para a exibição de seu mais recente trabalho. Gatsby, por sua vez, encontra Chan (Selena Gomez), a irmã mais nova de sua ex-namorada, com quem passa o restante da viagem. Um dia de chuva em Nova York será o suficiente para fazer com que Ashleigh redescubra suas verdadeiras paixões e Gatsby aprenda que só se vive uma vez - mas que é o suficiente se for ao lado da pessoa certa. ".

A Vida Invisível

Prometi fazer um post exclusivo sobre o filme e não fiz. Mas ele merece. E merece muito. É o representante do Brasil no Oscar 2020. Um drama que nos faz sentir toda a angústia de viver para o mundo uma vida que não vivemos dentro de nós mesmos. Mostra bem como mulheres viviam sufocadas por padrões e imposições de uma sociedade machista. Percebemos que o cenário melhorou sim, mas que ainda temos muitas situações que ainda se repetem atualmente e que precisamos encarar, refletir, falar, trazer à tona para que o cenário mude definitivamente.



Sinopse: "Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.".

O Reino Gelado - A Terra dos Espelhos

Esse é o quarto filme de uma franquia que leva o nome Reino Gelado, o primeiro lançado em 2012. Uma animação para toda a família. Eu estou na fase que as filhas já cresceram e escolhem outros filmes para ir com os amigos. Estão na fase de que animação é coisa de criança. Daqui a pouco isso passa e elas vão perceber que o gênero é para todas as idades. Por enquanto eu vou aproveitando a deixa das cabines e pré-estreia para assistir aos lançamentos.

O filme fala de questões como quando a ciência fala mais alto do que tudo e assim substitui a magia. Podem até dizer que a história é bem clichê, mas é contada com muita ação e de forma simples. Com isso o filme diverte e agrada.
Filme "O Reino Gelado"

Sinopse: "Em “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”, dirigido por Alexey Tsitsilin e Robert Lence, o rei Harald encontra uma maneira de acabar com a magia do mundo para dar uma lição na Rainha da Neve, expulsando todos que possuem poderes mágicos para a Terra dos Espelhos. Quando a família de Gerda cai na armadilha do rei, a garota fará de tudo para salvá-los, inclusive contar com a ajuda da própria Rainha da Neve."



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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Filme "Um Dia de Chuva em Nova York"


"Um Dia de Chuva em Nova York", o mais recente filme de Woody Allen, carregado de polêmica e expectativas, estreou hoje nos cinemas. Eu tive a oportunidade de assistir antes da estreia e mesmo assim já combinei com uma amiga de rever.



É que "Um Dia de Chuva em Nova York", é uma comédia romântica divertida, com composições visuais agradáveis aproveitando todo o charme de Nova York. Um filme gostoso de assistir mesmo os personagens não trazendo nenhum ineditismo. São todos bem característicos dos filmes filmes de Woody Allen. 


A história gira em torno do casal de universitários Gatsby (Timothée Chalamet) e Ashleigh (Elle Fanning). 



Ele criado em Nova York, exposto à cultura da cidade grande e que recebeu uma educação rígida por parte da sua mãe. Extremamente inteligente, mas pouco interessado. Não sabe bem o que quer da vida, mas tem certeza que as expectativas de sua mãe a seu respeito são muito altas. 
Ela uma menina inocente, doce, criada no interior, mais bonita do que inteligente, mas extremamente dedicada e cheia de garra para realizar o sonho de ser jornalista.

É quando Ashleigh recebe a proposta de entrevistar, para o jornal da faculdade, o famoso e excêntrico diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber) que seu namorado Gatsby encontra o pretexto perfeito para uma viagem romântica. Um final de semana Perfeito em Manhattan!
Mas é exatamente neste final de semana chuvoso, cheio de as aventuras para ambos, que os planos vão literalmente por água abaixo. 



A empolgada, alegre e espevitada Ashleigh (Elle Fanning está ótima no papel) se envolve cada vez mais com Pollard em busca de seu furo de reportagem. Na cena da entrevista a loira jovem faz elogios demais ao cineasta mais velho. Isso me deu aquela sensação que a gente sente frente a pessoas que se acham. Soou como autoelogios de Allen para Allen. Sabe aquela coisa que dizem que Allen é pretensioso demais?! Bem isso. Mas tudo bem! 

O deslumbramnto de Ashleigh pelo universo Hollywoodiano e seus famosos a faz se afastar do namorado, passar a tarde com o roteirista Ted Davidoff (Jude Law) e a noite com astro Francisco Vega (Diego Luna).



Enquanto isso Gatsby que vaga pelas ruas da chuvosa Nova York com seu charmoso guarda-chuva transparente acaba encontrando Chan (Selena Gomez), a irmãzinha mais nova de sua ex-namorada. É a menininha que cresceu que acaba fazendo companhia a Gatsby durante o restante da viagem. 



Assim o planejado final de semana romântico se torna uma série de encontros e desencontros que os faz repensar suas paixões e traz consequências para o futuro do casal. 



"Um Dia de Chuva em Nova York" traz uma gama de personagens muito comuns e caricatos dos filmes de Woody Allen. Reconhecemos o próprio em Gatsby. Ashleigh também é bem as mulheres dos filmes de Allen com gesticulações, trejeitos e voz titubeante. Já a personagem de Selena Gomez surpreende com seu humor seco. O trio jovem, apesar de ter em torno de 20 e poucos anos em pleno 2010, parecem desencaixados de seu tempo, com um certo ar retrô. Pra mim isso deu mais charme ao filme. 

As cores, o cenário, as piadas, os diálogos espirituosos, esse toque retrô, o charme envolvido nas cenas, as idas e vindas e surpresas no caminho dos personagens me fizeram sair do cinema com a sentimento de "que filme gostoso de assistir!". E que vontade de viver um final de semana chuvoso em Nova York com um guarda-chuva transparente! 

Polêmicas à parte, que bom que os direitos do filme permitem que Um Dia de Chuva em Nova York seja exibido no Brasil e que bom que eu pude assistir. 

Sinopse: "Apaixonado por Nova York, Gatsby (Timothée Chalamet) decide passar um fim de semana na cidade ao lado de Ashleigh (Elle Fanning), sua namorada. No entanto, aquilo que era para ser uma aventura romântica acaba tomando um rumo inesperado. Aspirante a jornalista, Ashleigh conhece o diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber), que a convida para a exibição de seu mais recente trabalho. Gatsby, por sua vez, encontra Chan (Selena Gomez), a irmã mais nova de sua ex-namorada, com quem passa o restante da viagem. Um dia de chuva em Nova York será o suficiente para fazer com que Ashleigh redescubra suas verdadeiras paixões e Gatsby aprenda que só se vive uma vez - mas que é o suficiente se for ao lado da pessoa certa. ".


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sábado, 13 de abril de 2019

Filme De Pernas Pro Ar 3



Eu já tinha gostado e rido bastante nos dois primeiros filmes da série "De Pernas Pro Ar". E juro que quando fui convidada para pré-estreia do terceiro episódio dessa comédia romântica nacional que brinca com o universo feminino focando na questão da sexualidade, fiquei naquela de que "o que mais teriam para explorar?" Mas vou te contar... cada "De Pernas Pro Ar" é melhor do que o anterior. Se você não assistiu ainda, prepara uma bacia de pipoca, corre pro sofá e veja o 1 e o 2, e depois vá ao cinema conferir o 3.







Neste terceiro filme Alice Segretto (Ingrid Guimarães) empresária bem-sucedida vive viajando levando o sucesso da sua empresa, a Sexy Delícia, para o mundo. Quando desembarca na belíssima e romântica Paris, Alice começa a se questionar sobre um dos principais dilemas femininos: carreira X maternidade, Se entregar ao trabalho e terceirizar a família ou abrir mão da carreira e sucesso profissional? Mulher com sucesso no mercado de trabalho ou mãe exemplar 24 horas por dia? Será que dá para ser uma ou outra? Existe um meio do caminho? 

Por aí já sentimos que praticamente todas as mulheres que são ou pretendem ser mães já vão se identificar. Mas não somente as mulheres, como os homens também se identificam nas cenas e histórias do dia a dia contadas com a dose de exagero para dar o tom de comicidade. 

"De Pernas Pro Ar 3" segue a deixa do segundo filme em que Alice promete levar  sucesso da Sexy Delícia para o mundo. Acontece que essa vida de workaholic bem sucedida faz com que ela não participe de momentos importantes do crescimento dos filhos. Percebendo o quanto está perdendo, Alice resolve se aposentar e passar a direção da empresa para a mãe, Marion (Denise Weinberg).

Alice assume o papel de mãe, dona de casa e esposa dedicada. E claro, fica meio perdida. A relação com João está meio complicada. O filho Paulinho (Eduardo Mello) cresceu, está adolescente quase adulto vivendo as suas relações sexuais. A filha suprfofa Clarinha (Duda Batista) tem suas questões de criança. Tudo junto e misturado para Alice encarar. Sua mãe ao assumir a empresa, consegue o que Alice nunca conseguiu: dosar bem trabalho e vida pessoal. E o pior, entra em cena Leona (Samya Pascotto), uma garota descolada que além de entrar no ramo de produtos sexuais ainda se torna namorado do filho de Alice fazendo dupla concorrência de uma só tacada. 

Nesse contexto as questões familiares e os dilemas da mulher que se dividade entre o lado profissional e pessoal, e a rivalidade feminina que não precisa, nem deve existir, são bem abordadas e com cenas hilárias. Gente, a cena da Ingrid Guimarães com o Cauã Reymond é de se dobrar de rir. 

Enfim, um filme leve, divertido que traz questões bem interessantes.



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terça-feira, 2 de abril de 2019

Filme Happy Hour - Verdades e Consequências

Horácio (Pablo Echarri) professor argentino casado com Vera (Letícia Sabatella) depurada brasileira há 15 anos. O casal, que mora no Rio, vê na viagem do filho para visitar a avó em Buenos Aires a oportunidade de terem momentos a sós, reacenderem a paixão, viverem novamente momentos românticos. Será que esses dias sozinhos vão mostrar que ainda são um casal apaixonado ou que se perderam na rotina de casados e que apenas a função de pais os une?

A primeira noite a sós já está comprometida por um compromisso na casa da mãe de Vera. Não bastasse isso no caminho Horácio sofre um acidente inusitado, acaba prendendo o "Bandido-Aranha" e muito ao caso e a contra-gosto se torna o herói da Zona Sul. Toda essa confusão faz Horácio avaliar o seu discurso em que prega "dê espaço ao teu desejo" contra o que ele realmente tem praticado. 

Sendo fiel ao que ele acredita: a sinceridade é sempre a melhor escolha, Horácio resolve abrir para Vera o seu desejo por outra mulher e propor uma relação aberta. Mas a verdade, assim como a mentira, tem suas consequências. 

Vera vive um momento delicado profissionalmente. Ela está prestes a se candidatar a prefeita do Rio de Janeiro. Mais do que nunca ela precisa manter a imagem e ter um casamento sólido. Será que Vera vai entender e aceitar a proposta do marido? Será que o casamento vai sobreviver a esse novo aspecto? Será que vale tudo pela carreira? 

"Happy Hour - Verdades e Consequências", uma produção brasileira-argentina traz questões sérias do relacionamento de uma forma leve e divertida. Faz reflexões sobre fidelidade e traição intermeadas por situações nonsense que nos faz rir enquanto pensamos. Questiona se é melhor falar a verdade sempre ou omitir certos sentimentos. Qual a diferença entre falar antes ou depois? Vale a pena ter nova visões sobre o amor ou é melhor o comodismo da relação duradoura? Todas essas questões são levantadas com um toque de comédia bem divertido. 

Além de uma dinâmica muito boa, de trazer críticas em relação a política, ao machismo (e se fosse ao contrário? Se fosse a Vera quem propusesse se relacionar com outro home fora da relação?), a mídia manipuladora e aos relacionamentos, a história se passa no Rio de Janeiro com um cenário lindo e descontraído. 



O filme estreou dia 28/03 e é uma ótima pedida para quem gosta de comédia romântica. 





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segunda-feira, 11 de março de 2019

Filme "Um Pequeno Favor"


Nas 28 horas de voo eu tive bastante tempo para dormir e um outro tanto de tempo para assistir a alguns filmes. Um deles, escolhido sem a menor pretensão, apenas por ter um pôster estiloso, duas atrizes conhecidas, ser um thriller com pegada de comédia e acima de tudo ter em português, foi "Um Pequeno Favor", título original "A Simple Favor". Juro que apertei no iniciar achando que iria trocar de filme, mas me surpreendi positivamente.



A história gira em torno de duas mulheres totalmente diferentes que se conhecem através dos seus filhos, que estudam juntos. 

Amizade entre mães construída a partir da amizade entre os filhos. Já rola uma identificação aí.

Stephanie (Anna Kendrick) é uma vlogger com dificuldades em fazer amigos, insegura e que faz tudo para agradar a todos, mãe dedicada e perfeitinha. Já Emily (Blake Lively) é uma empresária bem sucedida no mundo da moda, forte, determinada, mãe com pouco tempo para o filho. 

A amizade improvável surge! Entre doses de Martinis as duas trocam confissões. Stephanie, o tipo boazinha, sem amigos e que se voluntariou demais na escola do filho, ao mesmo tempo que fica chocada, se sente estimulada e fica cada vez mais empolgada com a amizade que está surgindo sempre que Emily libera a sua garota malvada.

A constante desculpa e estranheza de Stephanie contrastam com a crueldade do caráter de Emily que lança frases como: "Baby, se você pedir desculpas de novo, vou ter que dar um tapa em você.", incentivando a nova amiga a ser mais segura e firme.

Até o dia em que Emily desaparece sem justificativa, mas deixando rastros que Stephanie segue. Mistérios e segredos vão surgindo, sendo desvendados e a cada vez mais a vlogger percebe o pouco que sabe sobre sua best friend linda e poderosa.

Stephanie com seu jeitinho de estar sempre disponível para ajudar, apoia o marido de Emily, Sean (Henry Golding) com seu filho e família. Logo após o funeral, ela se muda e assume o papel de Emily como esposa e mãe.

Enquanto Stephanie vai se envolvendo com a vida de Emily, buscando pela amiga e pela verdade por trás de seu desaparecimento, ela atualiza seu “vlog”  e sua contagem de seguidores dispara.

A trama, baseada no romance de mesmo nome da autora Darcey Bell, está cheio de drama e reviravoltas inesperadas.

O filme é leve, divertido e alterna bem momentos de comédia e tensão. Vale a pena ser visto!

Foi ótimo para fazer as horas do voo passarem mais rapidamente.


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Filme "Minha Fama de Mau" - uma história de amor, música e amizade



Esta semana, no dia 14 de fevereiro, estreia nos cinemas o filme "Minha Fama de Mau", uma cinebiografia sobre o Tremendão Erasmo Carlos.

Vou contar pra vocês que sou fã do Erasmo. Gosto das músicas, do jeito dele cantar, aquela parada de balançar o braço como se estivesse tocando guitarra. Sempre gostei. E fiquei muito chateada quando o Erasmo foi vaiado pela tribo metaleira no primeiro Rock in Rio. 

Gostando do Erasmo Carlos, de filmes nacionais e de conhecer mais sobre as histórias da música nacional, é claro que eu já estava de olho na estreia. Mas para minha alegria fui convidada para a pré-estreia e já pude assistir.




A história contada no filme começa com a turma da tijuca. Aquela mesma turma que aparece na história de Tim Maia. Mostra a vontade dos meninos em estourarem na música, em uma época em que tudo era um misto de muita vontade, algum talento e esperteza para se infiltrar no lugar certo e na hora certa.

Passa pela história da Jovem Guarda, com espaço especial na produção, mostrando bem como ela surgiu e acabou. E claro, a relação de amizade e companheirismo do trio de Carlos e Vandeka. 
Eu até percebi uma insinuação de que Erasmo era caidinho pela Vanderléa (Malu Rodrigues), mas segurou a onda da sua paixão por achar que o Roberto (Gabriel Leone) gostava dela. Sei lá, não sei se foi viagem minha, excesso de romantismo da minha parte ou uma quedinha para fofoca, mas achei que algumas cenas sugeriram um clima. 

O filme começa mostrando a força inicial dada por Tim Maia, o início e consolidação da amizade entre Roberto Carlos e Erasmo Carlos, os relacionamentos passageiros até ele encontrar a Narinha. Tudo regado com muita música, embalo, cores e charme, muito bem representados por Chay Suede.  

Como o próprio Erasmo diz ao final do filme essa é a história dele: amor, música e amizade.

Passei o resto do dia cantarolando "Minha Fama de Mau" e te digo pode ir quente assistir ao filme porque Chay Suede está fervendo na pele do Tremendão.

Sinopse:

Na Tijuca dos anos 60, o jovem Erasmo Carlos (Chay Suede) alimenta uma paixão: o rock and roll. Fã de Elvis, Bill Haley e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão enquanto vive de sonhos, bicos e pequenas delinquências. Sua fama de roqueiro atrai Roberto Carlos (Gabriel Leone) e logo se tornam parceiros e amigos. Um megassucesso chega com a Jovem Guarda, programa de televisão onde Roberto, Erasmo e Wanderléa (Malu Rodrigues) são a atração principal. “Minha Fama de Mau” é um mergulho emocionante na música e na vida de Erasmo Carlos que, com cabeça de homem e coração de menino, se tornou o Tremendão, símbolo vivo do rock nacional.



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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Filme Tully - Abordando a maternidade real


Uma das coisas que eu mais adoro em filmes é a capacidade que eles têm de nos transportar para outras experiências. Melhor ainda quando ao vislumbrar as vidas e experiências dos personagens, nos identificamos em algumas partes, identificamos pessoas do nosso convívio, percebemos que aquelas emoções expostas ali são sentidas por muitas outras pessoas ao nosso redor.

Empatia, foi o que senti ao assistir o filme “Tully” que estreia em 24 de maio. 



Filme sobre maternidade


O longa acompanha o dia a dia de uma mãe, com os altos e baixos que a maternidade proporciona. Mostra uma maternidade sem a lente fantasiosa do mundo perfeito e de realizações. Pelo contrário, apresenta o dia a dia de uma mãe atarefada, cansada, que precisa de cuidados e, acima de tudo, admitir que precisa de ajuda. 

Filme sobre maternidade


Marlo (Charlize Theron) tem a vida corrida, atarefada, cheia com seus dois filhos e aquele barrigão enorme que abriga o terceiro bebê que está prestes a chegar. Ela está sobrecarregada tendo que cuidar sozinha das crianças e da casa enquanto Drew está envolvido com um momento importante da carreira. Além disso, o filho Jonah tem algum tipo de desordem de desenvolvimento que ela e o marido Drew (Ron Livingston) estão tentando chegar a um diagnóstico.



Preocupado com o estado emocional de Marlo, certo dia, seu irmão abastado, Craig (Mark Duplass), oferece a ela como presente, a ajuda de uma babá para cuidar das crianças durante o período da noite. Proposta que Tully rejeita, a princípio. Ela é a mãe e quer cuidar do seu próprio filho. Ela é mulher e quer dar conta de todos os papéis impostos, como ser mãe, esposa, dona de casa, e ainda estar sexy e disponível.

Quando o terceiro, e não planejado, filho nasce as coisas ficam um pouco piores. Mesmo hesitante, ela aceita e acaba se surpreendendo com a jovem, sorridente, alegre e curiosa ajudante chamada Tully (Mackenzie Davis).

Filme sobre maternidade

Além de mostrar a maternidade e desconstruir esse ideal de mulher cheia de super poderes, a trama traz o lado da paternidade representada bem honestamente. Drew, o marido e pai daquelas três crianças mantém distância, viajando para seu trabalho diário, não interferindo muito com as tarefas domésticas quando retorna, nem se envolvendo com o estado emocional da mulher. 

Filme sobre maternidade


Empatia, foi o que senti ao assistir o filme “Tully” e acredito que a maioria das mães e mulheres vão se identificar. E o pior, a grande maioria dos homens e pais também. 

No breve mergulho na vida de Marlo (Charlize Theron) revivi alguns momentos meus no início da maternidade, enxerguei ali muitas amigas próximas, e senti o que muitas mulheres vivem.

Mesmo sentada no conforto da poltrona da sala de cinema, senti o cansaço de subir apressada alguns lances de escada carregando o barrigão enorme.

Aliás, aquele barrigão enorme de final de gestação. Enorme mesmo. Exageradamente enorme. Fato cênico que me fez sentir o peso dos últimos dias de gravidez.

Assim que o terceiro o bebê nasce, há uma excelente montagem que consiste no ciclo de trocar fraldas, bombear, amamentar, parecendo que os dias são iguais e intermináveis. Me vi ali. Senti aquela sensação de que não tinha dia, nem noite dos primeiros dias com as minhas bebês em casa. 

No escuro da sala de cinema eu me vi cansada, descabelada, com as roupas largas e incomodada com o meu corpo pós gestação. 

Além de alimentar o meu corpo com um saco de pipocas durante a sessão de cabine de imprensa, alimentei a minha alma com empatia ao fazer esse breve mergulho na vida de Marlo e me transportar para suas experiências.

E ainda me surpreendi com o final e com uma verdade escondida por trás daquelas emoções. 




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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Acertando o Passo, um filme sobre poder recomeçar sempre



Sentada em uma mesa de um restaurante com uma taça de sangria na frente, uma fatia de pizza de brie com pera no prato, e uma amiga no outro lado da mesa, ríamos e trocávamos ideias.

Entre lembranças do passado, planos para o futuro e fatos do presente, a minha amiga fala:

- Por que tudo tem que acabar? Na vida tudo acaba. Casamento acaba, trabalho acaba...

Eu imediatamente retruquei: acaba para começar de novo. Começar um novo ciclo que pode ser melhor do que o que se encerrou.

É exatamente sobre isso que o filme "Acertando o Passo" fala, sobre dar uma segunda chance à vida.



A comédia dramática "Acertando o Passo" estreou ontem nos cinemas e nós tivemos o prazer de estar na cabine de imprensa.

Apesar da história ter como foco principal um grupo de dançarinos da terceira idade, é uma comédia que vai fazer rir e chorar pessoas de todas as idades.

O filme conta a história de Sandra (Imelda Staunton) que após anos de dedicação ao seu marido e à família se vê de malas prontas rumo à casa da irmã. Isso acontece após descobrir que está sendo traída pelo marido junto com, ninguém mais, ninguém menos, que sua melhor amiga.

É junto com o grupo de dança, apresentado a Sandra por sua irmã, que a personagem encontra nova motivação para ser feliz, aprende a lidar com a nova liberdade e se redescobre.




Convivendo com a irmã que sempre viveu uma vida bem diferente da sua, bem fora dos padrões britânicos, Sandra (Imelda Staunton) percebe que a aposentadoria e o divórcio não são o fim do mundo. Muito pelo contrário, podem representar uma nova etapa muito divertida e proveitosa da vida.

Além do foco principal no processo de redescoberta de Sandra, a trama ainda é enriquecida com histórias paralelas dos amigos da aula de dança. Outros idosos com experiências diferentes sobre o amor e outras formas de enxergarem o processo de envelhecimento.

A @marcia.cantanhede representou o #inventandocomamamae na cabine de imprensa e nos trouxe a opinião dela sobre "Acertando o Passo":

"A comédia dramática 'Acertando o Passo' reúne um elenco de atores veteranos britânicos que transbordam charme, excentricidade , empatia, e esperança na medida certa.

A história por trás do filme nasceu da vida real. Os roteiristas e produtores Nick Moorcroft e Meg Leonard foram inspirados por um grupo de teatro da Grã-Bretanha para criar a história fictícia em torno da aula de dança para idosos.

O roteiro segue os passos de 'Hotel Marigold' com muita coisa batida, muitos clichês, mas as interpretações dos atores são tão maravilhosas que não dá tempo para se preocupar com pequenas bobagens.

Não posso deixar de mencionar que adorei ver a atriz do seriado "Absolutely Fabulous", Joanna Lumley.

A direção é de Richard Loncraine que acerta em cheio na liberdade que dá aos atores e que nos presenteia com uma última imagem do filme deliciosamente surpreendente para sairmos da sessão com um sorriso nos lábios."
Mesmo sendo um filme que foca em personagens idosos, pessoas de todas as idades vão se identificar, se emocionar e se divertir com a trama. Durante todo o filme nos colocamos no lugar dos personagens. No meu caso, o ponto da turma de dança me trouxe uma grande identificação e muitas lembranças. Foi nas aulas de dança de salão que eu conheci o meu marido. Nós dois buscamos a dança como uma nova atividade para dar aquela sacudida após terminarmos um relacionamento.

O filme fala de amor, família, escolhas, sonhos, processo de redescoberta, sobre a liberdade de viver a vida que queremos viver, transformar mágoa em afeto. Traz como mensagem positiva que podemos escolher ser felizes em qualquer idade, inclusive aos 60, 70, 80 anos. Um retrato otimista sobre envelhecer.

E tudo isso em um cenário belíssimo tendo Londres e Roma como pano de fundo.

Filme acertando o passo


Por fim é exatamente isso que o filme mostra: mesmo que pareça que tudo acaba, sempre é tempo de recomeçar.

Sinopse: "Quando Sandra descobre que seu marido, com quem é casada há 40 anos, está tendo um caso com sua melhor amiga, ela busca refúgio com sua irmã Bif (Celia Imrie), com quem tem pouco contato. Elas não poderiam ser mais diferentes – Sandra é um peixe fora d’água perto de sua irmã, que não tem papas na língua, fica com quem tem vontade e se sente livre. Mas diferente é tudo que Sandra precisa, e ela relutantemente deixa Bif arrastá-la para sua aula de dança, onde ela gradualmente começa a encontrar seus pés… e também encontra romance. Nessa hilária e emocionante comédia moderna, um colorido grupo de ‘baby-boomers’, provocadores e cheios de energia mostra a Sandra que a aposentadoria é só o começo, e o divórcio pode dar a ela uma nova visão de vida – e do amor.".



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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Filme para assistir com filhos adolescentes - Amor.com - Youtubers e Love



Para mães de adolescentes que buscam um programinha para curtir juntos com os filhos que nesta fase insistem em nos deixar de lado, a comédia-romântica Amor.com pode garantir um bom momento sofá-pipoca.





O filme nacional é bem previsível e ao estilo sessão da tarde, mas aborda tema que os adolês se interessam: redes sociais, YouTubers e Love!


Amor.com conta a história de Katrina (Isis Valverde), uma youtuber de moda superfamosa que se apaixona por Fernando (Gil Coelho), nerd que tem um Vlog de Videogames. Enquanto Katrina tem milhões de seguidores e parcerias, Fernando engatinha nas redes com seus vídeos sobre games.


Os dois se conhecem por acaso em um evento de moda. O que um nerd estaria fazendo em um evento de moda? Pagando mico? Pagando mico ou não, Katrina vê em Fernando a salvação para sua vida depois que fotos dela são compartilhas por um ex. Sim, o nerdizinho também é hacker e consegue reverter o vazamento das fotos e garantir que a imagem de Katrina continue intacta. Bastou isso para Katrina olhá-lo com outros olhos e sentir o coração palpitar.


A partir daí os estilos e vida totalmente diferentes começam a se mesclar. O início de uma paixão faz uma blogueira de moda ir a eventos Cosplay, totalmente alternativos, e um nerd marcar presença em festas badaladas. Mas é claro que mesmo com toda paixão esses estilos tão diferentes também colidem.


Com um toque um pouco caricata, mas também bem próximo do real, já que muitos desses Youtubers são caricatos por natureza, o filme mostra como esse mundo virtual é cheio de futilidades, gente maldosa, interesses. Questiona até que ponto devemos ir em busca da imagem e de likes. Nesta parte do filme frases que nossos adolescentes precisam ouvir e incorporar, como “Esqueça a ditadura da imagem.” e “Não deixe que os outros ditem quem você é.” entram nos diálogos.


Um filme leve, divertido e que traz uma linguagem e interesses bem próximos dos adolescentes. Como disse a Cynthia no post “10 pequenas alegrias de já ter filhos na pré-adolescência”, eles se tornam ótimas companhias para cinema ou filminho em casa. Mas já adianto que isso não dura muito tempo e o filme tem que ser do agrado deles. Então fica a dica para aproveitar enquanto ainda dá tempo e que o filme Amor.com está de graça na Netflix.




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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

4 Filmes para falar da Segunda Guerra com Crianças




Neste feriado eu assisti ao filme "A Viagem de Fanny" com a Sofia e vi alguém na minha timeline perguntando se "O Menino do Pijama Listrado" era adequado para criança de oito anos. Então, resolvi fazer este post com dicas de quatro filmes sobre s Segunda Guerra Mundial na ótica das crianças.

Os dois primeiros, "A Viagem de Fanny" e "Os Meninos Que Enganavam Nazistas" têm em comum o espírito da aventura e, em vez dos campos de concentração, mostram cenários bonitos do interior da França com campos, pequenas vilas, plantações, rios e florestas. Isso traz mais leveza ao tema que envolve todo o sofrimento dos horrores da guerra.

Outro ponto em comum é que ambos são histórias verídicas contadas pelos sobreviventes e mantendo a ótica infantil. Mostra o olhar infantil, que, apesar dos desafios, precisam enfrentar ao se encontrarem sozinhos lutando pela sobrevivência, enfrentando o medo, a fome e a dor, conseguem manter a inocência, a alegria, a esperança, a amizade, o companheirismo. Conseguem rir e brincar em alguns momentos.

Crianças se identificam vendo outras crianças, principalmente quando estas têm a mesma idade. 



"A Viagem de Fanny"



Sinopse: "Durante a 2ª Guerra Mundial, a corajosa Fanny não só cuidou de suas irmãs mais novas, como liderou um grupo de 8 crianças que fugiu da França ocupada. Juntos aprenderam o valor da solidariedade e da amizade.".


"Os Meninos Que Enganavam Nazistas"




Sinopse: "Durante um período de ocupação nazista na França, os jovens irmãos judeus Maurice e Joseph embarcam em uma aventura para escapar dos nazistas. Em meio a invasão e a perseguição, eles se monstram espertos, corajosos e inteligentes em sua escapada.".


Pela  leveza dos cenários e pelo espírito de aventura que amenizam a tristeza do tema, acredito que estes dois primeiros já sejam indicados para crianças a partir de oito anos. Ambos têm crianças com 5 e 6 anos como personagens.


As duas dicas seguintes - "A Menina Que Roubava Livros" e "O Menino do Pijama Listrado" - são mais tristes e que fazem lágrimas correrem dos olhos. Por isso acho que o ideal seja para crianças a partir de 10 anos.


"A Menina Que Roubava Livros"

A história é triste, arranca lágrimas, mas também algumas risadas. Mostra como as crianças têm o poder de se reinventarem, de usarem a fantasia para amenizar as dores e a esperança como força para sobreviver. 

Além do mais mostra como a leitura tem o poder de mudar a vida das pessoas.



Sinopse: "Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe e brinca com o amigo Rudy.".


O "Menino Do Pijama Listrado" é narrado pela visão inocente de Bruno, um menino de oito anos, e fala muito sobre amizade.

Este filme, em comparação aos outros três, mostra mais a questão dos campos de concentração e por isso fica um pouco mais pesado.

Eu confesso que quando a Sofia chegou da escola, na época com nove anos, me contando que assistiu ao filme "O Menino do Pijama Listrado", que era um filme muito bom e que queria ver novamente e comigo, me surpreendi.

Depois disso, pedindo dicas de filmes para assistir com as crianças para uma amiga, ela citou o filme "O Menino do Pijama Listrado" como o preferido do filho dela que na época tinha 10 anos. Realmente crianças se identificam com histórias contadas por crianças e com crianças em cena.

Neste ano estive na exposição "Holocausto: Trevas e Luz" e nela tinha uma sessão com trabalhos feitos por crianças de escolas públicas sobre o tema e baseados no filme, que apesar de ser um drama, é fabuloso e fala sobre a amizade entre duas crianças de mundo opostos.

"O Menino do Pijama Listrado"






Sinopse: "Durante a Segunda Guerra Mundial, Bruno, um garoto de oito anos, e sua família saem de Berlim para residir próximo a um campo de concentração, onde seu pai acaba de se tornar comandante. Infeliz e solitário, ele vagueia fora de sua casa e certo dia encontra Shmuel, um menino judeu de sua idade. Embora a cerca de arame farpado do campo os separem, os meninos começam uma amizade proibida.".





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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Filme Patti Cake$


Assisti ao filme "Patti Cake$", de Geremy Jasper, na Cabine de Imprensa do Festival do Rio, e gostei muito. O filme será lançado no circuito oficial em 02 de novembro e é uma boa pedida para assistir com os filhos adolescentes (ainda não saiu a classificação etária, mas acredito que a partir de 14 anos) que curtam RAP, Hip-Hop, este estilo de música. Ou um programa adulto para fazer a dois, com amigos ou sozinha.



Patricia Dombrowski, também conhecida como Pilla K, também conhecida como Patti Cake, tem 23 anos. Ela sonha em se tornar uma estrela do hip-hop, conhecer O-Z, o Deus do Rap, e deixar sua vida dura na pequena cidade de Nova Jersey para trás.


Patti Cake é uma jovem estigmatizada por sua aparência física, sofre com um apelido que a persegue desde a infância, trabalha duro em bares caídos e restaurantes para driblar a dificuldade financeira da família, e ainda precisa cuidar de Nana, sua avó, a quem ela ama, e Barb, sua mãe, uma cantora fracassada e totalmente instável.

Em paralelo a toda essa dificuldade, Patti Cake alimenta o seu sonho de fazer fama e fortuna no mundo da música. Escreve poesia e letras de suas músicas em cada intervalo, a cada oportunidade, sempre que bate uma inspiração. Para alimentar o seu desejo de se integrar ao ambiente machista do Rap que insiste em rejeitar a mulher branca e obesa, Patti Cake conta com a própria determinação em ter lugar em um grupo e na sociedade, o incentivo do seu melhor amigo Jheri e o apoio da avó. As rimas de Patti são suficientemente afiadas para convencer-nos de que ela tem a chance de superar todos os obstáculos impostos pelo ambiente hostil e competitivo do mundo do hip-hop. 



Confesso que RAP não é o meu estilo de música preferido. E mesmo assim o filme me agradou muito. Isso porque a força do filme está muito além da música. Está na escrita, nos personagens e nas relações complexas entre eles.

O amor atormentado entre Patti e sua mãe aparentemente dura (Bridget Everett), a revolta interior e a doçura de Patti, a relação avó e neta, nestas relações avó-mãe-filha podemos ver o quanto as frustrações e os erros podem ser levados de uma geração para outra e repetidos.

Patti Cake é uma garota zombada e marginalizada, e mesmo não permitindo que os valentões e bullies tenham a última palavra, sofre. Mas enfrenta o mundo cruel a sua volta de forma intimidadora sem perder a doçura, mostrando o que é resiliência.

Um filme que fala de preconceito, bullying, sonho, determinação, superação e da força do amor e da amizade.




Sinopse: "Patricia 'Killa P' Dombrowski canta suas rimas atrás do balcão de um bar para conseguir pagar os gastos médicos de sua avó e sustentar sua mãe alcóolatra, cuja carreira musical nunca deu certo. Patti e seu parceiro e melhor amigo Jheri sonham com fama, fortuna e escapar de Dirty Jersey o mais rápido possível, mas ainda não encontraram um produtor que possa alavancar suas carreiras. Até que ela inesperadamente se aproxima de Basterd, um recluso músico de goth-metal que poderá ser sua chance de chegar ao estrelato no hip-hop.".





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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Filme "Os Nossos Meninos" - Para todos os pais


Está em cartaz nos cinemas o filme “O Jantar” com Richard Gere, adaptação do besteseller de Herman Koch, de mesmo nome.

Antes de assistir a esta nova adaptação resolvi conferir a versão italiana para a história que aborda qual o limite da ética dos pais quando o assunto são os filhos. Até onde os pais vão por seus filhos?

“Os Nossos Meninos” é o título em português para o italiano “I Nostri Ragazzi”.



Filme para pais de adolescentes


A história gira em torno de Massimo e Paolo, dois irmãos com visão de vida opostas.

Massimo é um advogado bem-sucedido, um pai mais ausente que prioriza o trabalho à família. Paolo, um pediatra empenhado socialmente, atencioso com a família e que procura um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Massimo mais pragmático e objetivo. Paolo mais emocional e sensível. A diferença de personalidade dos dois e o caminho profissional de cada um fazem com que eles tenham visões éticas completamente diferentes.

Apesar disso, como forma de sustentar a tradição italiana de manter a família unida, encontram-se, uma vez por mês, em um mesmo restaurante de luxo. A tradição se repete há anos e a conversa gira em torno do superficial: receitas de cozinha, a estreia do último filme francês, o aroma frutado de um vinho branco ou de mais um escândalo de corrupção. O que já é suficiente para que as
diferenças surjam e as críticas ao modo de vida de cada um também.

Os filhos de Massimo, Benni, e Paolo, Micheli, ambos com 16 anos estudam na mesma escola e, além de primos, são amigos e estão vivendo o processo da adolescência juntos, porém com dilemas diferentes.

Em uma determinada noite, as câmeras de segurança filmam um episódio de violência urbana. As famílias constatam que seus filhos podem ter cometido o tal ato criminoso.

A partir daí começam a ter reações diversas. Como agir em tal situação? Diante do xeque-mate, começam a questionar seus valores, princípios e deveres éticos para decidirem qual passo devem tomar para resolverem o problema.

O filme trata de questões familiares, do papel dos pais, fala levemente da importância dos pais acompanharem o acesso à internet (é através de vídeos violentos que a violência dos adolescentes é estimulada), e fala principalmente moral, ética e proteção familiar, onde a escolha é sempre difícil.

Faz pensar em como é fácil sermos morais e éticos quando somos apenas espectadores da situação. E quando somos os atores principais? Vamos agir  conforme nossos conceitos e valores? 

O filme vale muito a pena e o final é surpreendente.







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