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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Tão simples e tão divertido


Quando a Ana Luiza estava aprendendo a usar tesoura, isso já tem bastante tempo, a brincadeira preferida dela por um bom tempo foi fazer sanfonas de papel com figuras. Para ela era como se aquilo fosse um truque de mágica.

Ela chegava da creche, eu chegava do trabalho, nós duas sentávamos no chão da sala e ficávamos ali por horas fazendo mágica com papel e tesoura.

Os filhos crescem e a gente vai deixando as brincadeiras de lado, né? Acha que era coisa de criança e que agora que são grandes não irão se encantar, nem se impressionar com essas "bobeiras".

Em um sábado dessas férias, em que todos queriam ficar em casa, mas fazer alguma coisa, sem mais nem menos eu me lembrei dessa brincadeira e resolvi começar a fazer a minha sanfona de flores e colorir. E não é que a brincadeira fez sucesso?!

Brincadeira com papel e tesoura


É uma brincadeira muito simples e que pelo visto distrai crianças de todas as idades. Precisamos apenas de:

- papel;
- tesoura;
- canetinhas ou lápis de cor.

O ideal é ter um papel bem comprido para a sanfona ficar maior. No nosso caso tínhamos apenas folha de papel A4 da nossa impressora, mas ele atendeu perfeitamente.



Primeiro dobramos a folha de papel A4 ao comprido. Dividimos em três faixas.


Marcamos bem as faixas e rasgamos com as mãos.


Dobramos cada faixa quatro vezes. Assim ficou com uma largura ideal para fazermos os desenhos e uma quantidade boa de figuras, cinco.


Desenhamos em uma das faces a figura que queremos. É importante que a figura tenha alguma ligação nas laterais para a sanfona ficar conectada. No caso da nossa árvore as ligações ficaram na copa conforme a seta na foto abaixo.

Brincadeira com papel

Recortamos em torno da figura com cuidado para manter a ligação nas laterais (vide setas na foto abaixo).

Brincadeira com papel e tesoura

Desdobramos a figura.

Brincadeira com papel

E soltamos a imaginação para colorir.




Na verdade é uma brincadeira bem conhecida e não estou trazendo nenhuma grande novidade. Acho que por isso não fiz um post sobre ela quando as meninas eram pequenas. Mas agora me surpreendeu o fato dela despertar o interessa das filhas já grandes e termos nos divertido com ela. Não sei se foi uma questão de memória afetiva. Só sei que foi uma tarde ótima que passou tranquila entre cores e formas.

Enfim, fica a dica para quem estiver esquecido dela. Uma brincadeira simples e estimulante para os pequenos e para os maiores pode funcionar como arte. Podemos variar bem as imagens e o colorido. Dá para fazer borboletas, estrelas, casas e muito mais. Pensamos em pegar uma folha amarela, fazer a corrente com círculos e desenhar expressões dos emojis. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pequena Cientista: Experiência sobre densidade da água


Um dos programas de final de semana foi fazer uma arrumação nos livros, desapegar, separando alguns para doação. Durante esta arrumação encontramos os livros "Pequenos Cientistas" que já nos divertiu bastante, mas estava esquecido lá no fundo do armário.


Livro Pequenos Cientistas

A princípio eles, são quatro volumes, foram para a pilha do desapego até que a Sofia ficou curiosa e resolveu dar uma espiada nas tais experiências.

Livro Pequenos Cientistas

E não é que o livro, apesar de estar com a gente desde 2012, não era tão de criancinha assim?! A Sofia interessou-se por várias experiências e, claro, quis fazer algumas.

Como as escolhidas mexiam com água e corante, fomos para a cozinha. Ela toda animada.

Livro Pequeno Cientistas

E eu meio tensa imaginando o piso claro da minha cozinha inundado por água vermelha e azul se tornando uma grande poça roxa.

Livro Pequenos Cientistas

Mas deu tudo certo. Quando colocamos a água quente por cima, ela não se mistura com a água fria.
Já quando fazemos ao contrário, as águas se misturam.


A explicação para isso? Está tudo lá no livro. O líquido quente é mais leve.


A brincadeira foi tão boa que a Sofia quis fazer a experiência do vulcão. 


Eu não fotografei o resultado, mas deu supercerto.

Os livros "Pequenos Cientistas" saíram da pilha do desapego, voltaram para o armário de livros e vão ser usados por aqui por mais um tempo antes de irem divertir e ensinar a outras crianças.


sábado, 6 de agosto de 2016

Pokémon Go - 6 Prós, 6 Contras, 6 Dicas


A Sofia estava em contagem regressiva para a chegada do Pokémon Go ao Brasil. Antes mesmo que eu soubesse que já estava liberado, ela já tinha baixado e estava jogando. E lá fui eu correr atrás para saber do que realmente o jogo se trata, quais os benefícios e quais os riscos.

A parada é mais ou menos a seguinte: criado por uma franquia da Nintendo, Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada baseada em GPS para iPhone e Android. Diferentes Pokémons, como porcos, dragões, aves, dinossauros, plantas, etc. aparecem por aí (em locais ao seu redor ou em PokeStops que são locais físicos onde você pode pegar itens gratuitos para o jogo) e os jogadores precisam encontrá-los e capturá-los.



Depois de ter coletado uma quantidade legal de bichinhos virtuais, os jogadores, ou melhor, treinadores, como o jogo chama, podem subir de nível e ter direito a ir em academias para treinar, batalhar, e subir de nível. 






Pelo o que eu soube pode até assumir e reivindicar seu lugar como dono do ginásio (Não sei bem dessa parte porque não chegamos lá).


Na verdade eu não instalei o jogo no meu celular. Sabe, não tô podendo. Mas mostrei o meu interesse em aprender e jogar junto com a Sofia. Apesar de não conhecer muito o jogo ainda, eu percebi:

- alguns pontos positivos, como:

1 - Ajuda na consciência em relação à localização, espaço e ajudam no senso de orientação.

Eu percebo que as minhas filhas andam pelo bairro e pela cidade meio desligadonas e sem sentido de orientação. Sabem o caminho que precisam fazer, mas não sabem se a praia está à direita ou à esquerda, por exemplo.






2 - Estimula a sair de casa já que você precisa capturar os Pokémons que estão espalhados por aí.

Algumas vezes tem sido dureza levar essas adolescentes para um passeio ao ar livre. Andar na Lagoa? Nem pensar. Mas para capturar Pokémon rola até uma volta inteira nos 8 km da Lagoa.

3 - Incentiva colocar o corpo em movimento, já que quanto mais você andar por aí, mais Pokemóns pode encontrar.

Com tantos jogos de celular, séries e filmes disponíveis nos canais anda difícil fazer os filhos saírem do sofá.

4 - Desperta a atenção para alguns pontos do bairro, da cidade que muitas vezes passam despercebidos.

Eu já vi que tem Pokémon dentro de uma igreja que fica no caminho do inglês da Sofia. Eu tenho certeza que ela até hoje não se deu conta da igreja e muito menos se interessou por conhecê-la. Mas assim que perceber que tem “bichinhos” a serem capturados por ali, vai querer entrar.

5 - Promove a interação real entre as pessoas.

Como estamos andando por aí podemos encontrar pessoas e amigos para os PokeStops ou ginásios.

6 - Não tem interação com estranhos dentro do próprio aplicativo. Não existe mensagens, nem conversas entre os jogadores.
Eu sempre fiquei na neura com esses joguinhos que trocam mensagens, que os nomes ficam expostos, que as crianças conversam com outros jogadores. Essa minha neura vem desde a época do Club Penguin.


- alguns pontos negativos:

1 – Pode levar a locais de risco e/ou inadequados para a idade.

Assim como tem o lado positivo de estimular a conhecer a região, isso pode levar a locais perigosos, como prédios abandonados, por exemplo. Então é importante orientar bem as crianças sobre as regras para ir a algum local.

2 – Causar acidentes pela desatenção.

Andar com a atenção apenas na realidade virtual somada a ansiedade de capturar mais um Pokémon, podem não perceber o tráfego dos carros, o sinal fechado, bicicletas nas calçadas, etc.

Eu soube que uma pessoa caiu dentro do canal porque estava olhando a tela. A Sofia mesmo quase atravessou a ciclovia sem perceber porque estava indo atrás de um novo bichinho.

3 – Encontro com estranhos.

Como os jogadores se encaminham para os ginásios, pessoas mal-intencionadas podem estar nesses locais.

4 – Nos afastar do contato com as pessoas.

Sim, a proposta do jogo pode ter o lado positivo de juntar pessoas nos locais onde os Pokémons se encontram, mas cabeças para baixo, olhos grudados na tela, podem fazer com que os jogadores ignorem seu entorno (focando apenas nos locais onde os Pokémons se encontram) e ficarem isolados no mundo virtual (apesar da proposta de realidade virtual) onde comunicação, contato visual, e atenção não são necessários.

5 – Tornar as pessoas mais conectadas aos seus aparelhos.

O jogo pede que os aparelhos fiquem ligados a fim de receber as recompensas, capturar Pokémon e rastrear a localização. E o celular ligado chama a gente para ficar lá sabendo o que está rolando nas redes, jogando, etc.

6 – Consome a bateria e tem acesso aos dados do Google.


Como tudo tem o seu lado positivo e o seu lado negativo. Então as dicas são:

1 - Buscar informação, entender o jogo, saber os Pokémons que estão ao redor. Assim podemos ficar de olho por onde as crianças estão indo.

2 - Jogar junto com a criança. É uma ótima oportunidade de interação e ainda identificar o quanto a criança está disposta a se arriscar para capturar mais um bichinho.

3 - Dependendo da idade permitir que jogue apenas com a supervisão dos pais.

4 - Orientar bem os adolescentes e chamar a atenção para os riscos.

5 - Estabelecer limites de tempo e regras para o uso e deixar claro que o jogo estimula algumas transgressões (sim, estimula sim. Por exemplo, tem um Pokémon no quintal da casa do vizinho. Aí bate aquela vontade louca de pular o muro ou até perturbar o morador pedindo para entrar) e que não iremos permitir essas atitudes. Tudo tem limite.

6 - Ter cuidado com as compras dentro do app.

Isso foi o que eu percebi em pouco tempo de jogo. Não sou nenhuma fanática por videogames e joguinhos em geral. E vamos ver até onde essa onda vai. 






sexta-feira, 29 de julho de 2016

Experiência das Pedras Grandes - Falando de prioridades com crianças e adolescentes


Eu sempre falo que sabendo priorizar e planejar conseguimos fazer mais coisas com menos estresse. "Quanto mais você se organiza, mais consegue colocar coisas na sua vida". E quando falo de coisas, são coisas boas, como ter tempo para a família, para os amigos, para o lazer, além das coisas"obrigatórias". Coloco obrigatórias entre aspas porque na verdade mesmo as coisas obrigatórias são escolhas. Podemos escolher não fazê-las, mas teremos que pagar o preço das consequências. Como nem sempre estamos dispostos a pagar esse preço escolhemos fazê-las.

Assim ensinei a Ana Luiza a fazer o seu planejamento semanal organizando as atividades, as tarefas da escola, os cuidados com ela e as tarefas em casa. 

E venho ensinando a Sofia também. Ela já faz o planejamento dela sozinha, mas vira e mexe fica em dúvida do que priorizar. 

Outro dia ela chegou me pedindo a seguinte ajuda:

- Mãe, me ajuda a priorizar?
- Ajudo sim. Qual é a sua dúvida?
- O que é mais prioritário? Estudar para a prova de amanhã ou fazer o dever de casa?

Depois de avaliar a quantidade de dever de casa, a quantidade de matéria para estudar, o que para ela era mais difícil e tomaria mais tempo, e ver o tempo que ela tinha disponível, chegamos a conclusão de qual seria a pedra grande e qual seria a pedra menor. 

É importante listar as pedras grande da semana, como estudar para a prova, as atividades fixas, os compromissos inadiáveis da semana (consulta a médicos, dentistas, por exemplo), a festa de aniversário da melhor amiga, etc. Mas é importante também não exagerar nas pedras grandes, né? Não dá para fazer tudo de uma só vez. Limite as pedras grandes possíveis e deixe espaço para as menores se encaixar, para os imprevistos e para descansar.

Se você planejar as pedras grandes direitinho, as pedras menores se encaixarão ao longo do dia e da semana. 

Foi assim que concluímos que estudar para a prova era a pedra grande. O dever de casa estava parcialmente feito e as questões restantes se encaixariam nos intervalos. 

Para ficar tudo mais divertido, ilustrei toda essa conversa com a experiência das pedras grandes:

O que utilizamos:

- 2 porções iguais de pedras de jardinagem (nossas pedras grandes);
- 2 porções iguais de pedrinhas de aquários (nossas pedras médias);
- 2 porções iguais de areia (nossas pedras pequenas);
- 2 potes de vidro iguais.

 Falando de prioridades com crianças e adolescentes

Como fizemos:

Começamos colocando as pedras grandes no primeiro pote.


Experiência das Pedras Grandes


Depois colocamos as pedras médias e verificamos que elas se acomodaram e encaixaram nos espaços vazios.


O terceiro passo foi colocar a areia naquele pote cheio que parecia não caber mais nada. Mas a areia foi encontrando espaço entre as ouras pedras.

Falando de prioridades com crianças e adolescentes

Todo o volume que separamos coube perfeitamente no primeiro pote.
Começamos então a preencher o segundo pote como mesmo volume de material. Porém na ordem inversa. Começamos primeiro pela areia, depois pelas pedras médias. O pote ainda tinha bastante espaço livre e parecia que as pedras grandes deixadas para final caberiam perfeitamente.

Isso é o que muitas vezes fazemos no nosso dia. Começamos pelas pequenas coisas diárias que tomam o nosso tempo, achando que ainda temos tempo suficiente para as coisas mais importantes.


Falando de prioridades com crianças e adolescentes

Ao colocar as pedras grandes o que aconteceu? Lotamos o pote e ainda sobrou pedras que não couberam.

Falando de prioridades com crianças e adolescentes

Essa experiência simples mostra que se fizermos primeiro as coisa mais importantes daremos conta delas e as demais se ajustarão. 

Assim é importante fazer a agenda e o planejamento da semana começando a reservar o tempo para as coisas grandes.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jogo de bolinha de gude - criança grande também brinca


As crianças vão crescendo e os interesses vão mudando, os brinquedos são deixados de lado, mas isso não significa que a vontade de brincar tenha sido esquecida. Tá certo que as brincadeiras também mudam, mas espírito brincalhão ainda pode estar ali dentro daquela criança que está se tornando adolescente.

Eu mesma andava pecando nesse sentido. Vendo a Ana Luiza já adolescente pensando em ENEM, em carreira, e outros assuntos mais, e a Sofia já da minha altura, eu estava deixando as brincadeiras meio que de lado.  Estava focando apenas em atividades mais voltadas para a nova fase, como: cozinhar juntas, assistir séries, ver filmes, fazer artesanato, passear, ir ao cinema, andar de patins, etc.

Algumas vezes eu me lembrava de alguma brincadeira e até me batia saudade de ter filhas pequenas para brincar. Vi outra brincadeira ali e achava que era muito infantil pra elas, que aquilo a gente já tinha feito de uma forma ou de outra, etc.

Vou dizer que me surpreendi na semana passada quando mostrei uns vídeos de brincadeiras de colorir para a Sofia, achando que eram bobinhos para a idade, mas ela ficou toda empolgada para fazermos juntas. Passamos horas bem agradáveis juntas. Nos divertimos muito. Eu contei dessas "brincadeiras sem brinquedo" neste post AQUI.

O momento brincadeira foi tão bom que nesta semana eu repeti a dose. Encontrei aqui em casa as bandejas do aniversário da Sofia e resolvi aproveitar para fazer um jogo muito simples.


O que eu usei:

- 1 bandeja de papelão;
- 1 folha de papel colorida;
- fita adesiva;
- canetinha;
- 1 bola de gude.

Cortei quatro tiras na folha de papel, marquei os postos em cada uma (5, 10, 15, 20), colei com fita adesiva fazendo uma alça de forma que a bolinha de gude passasse por dentro com facilidade. Simples assim.

O objetivo é controlar a bolinha, passá-la pelas alças somando os pontos sem deixar cair da bandeja. Quem somar mais pontos até a bolinha cair, ganha.






Simples assim. Mais uma vez me surpreendi. A Sofia adorou a brincadeira e, em vez de perder o interesse logo pela brincadeira como eu esperava, ela quis criar mais obstáculos e fazer o jogo ficar mais difícil. 

Foi cortando papel e colando, fazendo barreiras e caminhos, e testando.



Conforme aquela etapa ficava fácil, ela fazia novos desafios, mais caminhos, mais labirintos, aumentando a dificuldade.



A brincadeira simples, aparentemente sem graça e muito infantil para a idade e tamanho dela, tornou-se interessante, estimulante e divertida.




O apelo dos jogos de vídeo onipresentes de hoje é muito intenso, os jogos são divertidos, a ação é rápida, os desafios são convidativos. E isso pode nos levar a achar que brincadeiras simples não irão despertar o interesse e apresentar atrativos. Mas, ao contrário, podemos nos surpreender. Muitas vezes uma brincadeira simples é suficiente para atrair a atenção e fazer com que as crianças deixem os jogos eletrônicos elaboradíssimos de lado. Uma brincadeira simples pode ajudar a criança a encontrar o equilíbrio entre o tempo gasto utilizando os dispositivos eletrônicos cheios de apelo e o tempo gasto em atividade independente, criativa e desconecta (nem tanto porque a mãe estava lá querendo fotografar e filmar tudo, né?).

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Brincando sem brinquedo


No último final de semana fui com a Sofia em uma loja de brinquedos comprar um presente de aniversário. Chegando lá perguntei para a vendedora quais os brinquedos mais procurados por meninas de 9 anos. Me surpreendi comigo mesma ao ouvir as indicações da moça, pois eu não fazia ideia do que ela estava falando. Eu não reconhecia aqueles brinquedos. Na verdade eu nem entendi o que significava quando ela pronunciava os nomes. 

Aí mais uma vez eu me dei conta de que as minhas filhas cresceram. Me dei conta de que os brinquedos não fazem mais parte da decoração da minha casa, são poucos que ainda estão no armário, as prateleiras ontem destinadas aos brinquedinhos agora são ocupadas por livros, roupas, creminhos, perfumes, caixinhas e outras meninices mais. 

Ao sairmos da loja rolou o seguinte diálogo:
- Puxa mãe, bem que a gente podia ser criança para sempre. 
Eu olhei para a Sofia vendo a minha criança ali e respondi: 
- Mas você ainda é criança. Por que está sentindo falta de ser criança?
- Porque os brinquedos evoluem e eu não posso mais comprá-los porque já sou grande.
Lá no fundinho me bateu uma enorme alegria de ver que ali ainda tem a minha criança. E respondi:
- Mas você é criança. Quer algum brinquedo? Hoje eu posso te dar um de presente.
- Não mãe, eu não vou aproveitar tanto assim. 

O assunto ficou por aí, mas eu fiquei com esse pensamento do quanto os filhos crescem rápido, foi ontem que parecia que a minha casa teria brinquedos espalhados para sempre. Bateu até aquela saudade de furar o pé nos Legos ou peças em miniaturas dos kits da Barbie.

Mais tarde estávamos sentadas aqui no computador estudando, pesquisando e eu acabei passeando por algumas páginas no Fabcebook até que cheguei na Craftwhack. Mostrei para a Sofia os vídeos com atividades de projetos de arte bem interessantes e divertidos. 

Inspiradas pela página e pelos vídeos, passamos um bom tempo brincando juntas, desenhando, colorindo, rindo e sendo crianças.

O primeiro que fizemos foi esse de Bichinhos Surpresa que postamos um vídeo no Instagram @inventandomamae. E vale a pena ver o vídeo do PAP no canal Crahtwhack



Nos divertimos demais com esses peixinhos. A Sofia gostou tanto que, além de fazer vários peixes, procurou no site Craftwhack outros modelos. Você pode ver neste link AQUI.


Depois fomos fazer esse carimbo de giz de cera. Essa é uma arte já conhecida desde que eu era criança e já fazia isso na escola. A Sofia e a Ana Luiza também já tinham brincado assim, mas estava esquecido em algum canto da nossa memória. Mas os vídeos Jeanette trouxeram essa memória afetiva à tona.



Carimbamos peixinhos, borboletas e algas colorindo um pedaço de papel com giz de cera bem forte e depois desenhando com força no verso do papel colorido sobre uma folha em branco.
Simples assim, mas muito divertido.


Descobrir criaturas também não foi uma novidade, pois já conhecíamos a brincadeira. Mas esta também estava momentaneamente guardada nas nossas lembranças. 

Outra brincadeira simples, divertida e que estimula a criatividades. Fazemos formas aleatórias no papel em branco e depois vamos completando os espaços formados com figuras.


Eu amei a ideia do Double Coursive neste vídeo AQUI e fizemos a nossa versão.


Brincamos bastante sem brinquedos. Para brincar e ser criança não tem idade certa, nem hora marcada, nem precisamos de brinquedos, basta ter vontade e espírito leve. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fases da Lua com sabor



A Sofia é daquelas que adora olhar o céu e ver a Lua. Fica na varanda esperando a Lua nascer e está sempre nos chamando para vê-la. Mas sempre pergunta "que lua é essa?".

No final de abril tivemos uma lua cheia para deixar qualquer apaixonado com olhar perdido. E a Sofia foi um desses. Fomos ver a lua na Praça Mauá e na Praia Vermelha (contei no post "Findi 17 - Carioquíssimo").

Aproveitei esse final de semana lunar para fazer uma brincadeira com as fases da lua.

Ensinado as fases da lua para as crianças

Primeiro, deixa eu falar que adoro fazer brincadeiras para explorar um tema, mas com as filhas maiores, na fase da adolescência, isso fica bem mais complicado. Não é mais qualquer brincadeira que desperta o interesse. Mas normalmente brincadeiras que envolvem comida sempre chamam alguma atenção. Ainda mais quando a comida envolvida na causa é uma guloseima. 

Nesse caso a brincadeira foi simples e muito gostosa. Pegamos biscoitos OREO, abrimos ao meio com cuidado para manter o recheio inteiro em uma das faces. Com uma faca fomos modelando alguns dias do ciclo da lua, usando o próprio biscoito como molde.



Não daria para fazer os 28 dias, né? Teríamos que utilizar muitos OREOs. Com apenas seis conseguimos ter uma noção bem legal de que "mente quem diz que a Lua é velha".

O primeiro biscoito aberto já serviu para a lua cheia e para a lua nova. Depois foi a vez de abrir um OREO e fazer o quarto crescente, fase da Lua nos sete dias que precedem a lua cheia, e o quarto minguante (fase da Lua nos sete dias seguintes à lua cheia). Mas o lance aqui era aproveitar a sobra do recheio de uma bolacha e colar no outro lado.

Ensinado as fases da lua para as crianças

Depois de montado o nosso lanche lunar foi só saborear. Depois disso acho que ao verem a Lua no céu não vão mais perguntar "que Lua é essa?".

Aproveitei para mostrar que o jornal nos traz diariamente como estará a Lua no céu. Ou seja, não precisam perguntar "qual será a Lua de hoje?".


Puxa... o jornal só traz o horário que o Sol nasce e se põe, não mostra o horário lunar. Mas não tem problema, o site Apollo11.com nos informa direitinho.


Assim a Sofia pode programar direitinho a hora de ir para a varanda.

Nessa brincadeira com as fases da Lua ainda ouvimos a música "A Lua" do MPB4

Mais uma dica para explorar com as crianças, já não tão crianças assim, o fascínio e encantamento que a Lua exerce sobre nós é o livro infanto-juvenil "A Lua Tristonha", de Rômulo Bourbon.



Sinopse:

Nas madrugadas silenciosas, a Lua não tinha companhia e vivia triste. Mas, com a ajuda das estrelas, encontrou um jeito especial de encantar as pessoas. Você sabe quais são as fases da Lua? Já ouviu falar do eclipse solar total? Aprenda um pouco mais sobre o satélite natural da Terra com uma história comovente que narra o fascínio de uma menina pela Lua.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Perna de pau, a brincadeira da vez!


Tá certo que nós estamos no país do futebol, mas "perna de pau" não é só aquela pessoa ruim de bola, sem habilidade e sem jeito com a redonda. Pelo contrário, andar em uma perna de pau requer muito equilíbrio e habilidade motora. Também não é só coisa de pirata, com cara de mau, como dizia Braguinha em sua marchinha. Pelo contrário, andar na perna de pau proporciona muitos sorrisos lindos e carinha de satisfação e orgulho pela conquista.

A Sofia descobriu essa brincadeira de criança que também é uma prática circense e só quer saber de andar de perna de pau pra lá e pra cá.

E ela aprendeu rapidinho.

O primeiro cuidado foi na escolha do brinquedo. Selecionamos um adequado ao tamanho e peso dela, que não ficasse muito alta e não fosse presa na perna, pelo menos nesse início.

O segundo cuidado foi ensinar a cair sempre para frente e largando as pernas de pau para os lados. Quem começa com o modelo que é preso às pernas deve utilizar joelheiras e cair para frente de joelhos.


Após os cuidados iniciais e nos certificarmos que o brinquedo estava seguro e estável, a Sofia começou a ensaiar os primeiros passos. Iniciou encostada na parede e comigo na frente dando apoio. Conforme eu ia sentindo que ela estava equilibrada, soltava um pouco. Levamos uns 30 minutos nesse processo e cada vez que a minha filhota caía, se apoiava no meu ombro e de quebra me dava um abraço e alguns beijinhos. Além do carinho recebido ainda me emocionei recordando as fases em que a ensinei a andar de bicicleta sem rodinha e patins.

Bom, emoções à parte, eu fui rapidamente dispensada do meu papel de apoio e passei à fotógrafa e incentivadora.

A Sofia encostava-se à parede, concentrava-se, e quando sentia que estava equilibrada partia. Logo após a primeira caminhada solo, o medo inicial deu lugar a coragem e a satisfação pessoal, e ela falou sorrindo: "Estou me sentindo o máximo!".



Uma brincadeira simples, tradicional (do tipo "das antigas") divertida e que traz muitos benefícios porque trabalha o equilíbrio, a autoestima, concentração, a superação e a satisfação pessoal, proporcionando alegria.

Como uma atividade circense melhora o condicionamento físico de modo geral, ajuda a desenvolver a consciência corporal, aumenta a força das pernas (subir várias vezes na pequena plataforma não é fácil não, as coxas trabalham bastante) e braços (neste modelo da Sofia ela precisa fazer força para cima para a plataforma não desgrudar dos pés),  ajudam no equilíbrio e na postura, e como divertem, substituem o estresse por felicidade. Nossa, depois de pensar e escrever isso vou ali arrumar uma perna de pau para mim.

E outra! Socializa também. As amigas da Sofia já estão vindo para nossa casa para aprenderem a andar na perna de pau também. Juntas elas ensinam, ajudam e cooperam umas com as outras.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Detetives do Prédio Azul por um dia



Recebemos um convite da Gloob para irmos ao evento no circuito Detetives do Prédio Azul instalado na Praça Central, no nível Lagoa, do BarraShopping. Diversão garantida na certa. Mas, apesar da Sofia estar de férias, euzinha estaria trabalhando. Ainda bem que pude contar com a ajuda da amiga Paula Santana, do Blog Crônicas de Mamita, que se ofereceu para levar a Sofia. Ela já iria ao evento com uma turma animada de cinco crianças, então acrescentar mais uma a esta gangue só deixaria tudo mais animado e mais agitado.

E assim lá se foi a Sofia, feliz da vida, para a diversão e eu, feliz por ter flexibilizado e conciliado as coisas, para o meu trabalho. De qualquer forma fiquei com aquela pontinha de vontade de ter um clone e fazer as duas coisas ao mesmo tempo: trabalhar e estar participando da diversão da minha filha. Ainda bem que podemos contar com a tecnologia que nos ajuda um pouco a estar presente em mais de um lugar ao mesmo tempo, nem que isso seja virtualmente. E foi assim, recebendo fotos e comentários pelo “zap zap’ que acompanhei a diversão.

As crianças brincaram e se sentiram fazendo parte da história e das aventuras cheias de mistérios dos Detetives do Prédio Azul nas áreas diferentes:

- Portaria do Prédio Azul onde a missão começa. Lá os pequenos detetives encontram uma maleta misteriosa e devem desvendar esse mistério. O primeiro desafio consiste em decifrar uma charada para encontrar a chave da porta que dá acesso ao prédio.




- Pátio do Prédio Azul a diversão fica por conta do jogo “Encestando o Lixo” – a brincadeira consiste em recolher todo o “lixo” encontrado no chão. Divididas em equipes, as crianças encestam as bolinhas de borracha nas cores correspondentes aos materiais recicláveis.


- Clubinho Secreto, lá a transformação em verdadeiros detetives é completa, com direito a lanterna, lupa, binóculo e a capa! Muita emoção!



- Casa da Dona Leocádia, é lá que os aventureiros desvendam pistas e charadas.


- Despensa da bruxa tem muita emoção! É preciso correr para sair de lá antes que ela volte.



- Clubinho Secreto foi desenvolvido especialmente para os menores de 4 (quatro) anos, o D.P.A. Baby, lá eles se transformam em Pequenos Detetives do Prédio Azul!

Além disso, ainda tem um painel para fotos na área da nova expansão do BarraShopping e um espaço para troca de figurinhas do álbum Gaby Estrella no New York City Center. É claro que a galerinha quis ir trocar figurinhas, né? E a Paula com toda a sua paciência, disposição e alto astral, uma verdadeira Personal Mami, fez a vontade da turma.

Acompanhei tudo virtualmente e quando cheguei em casa ainda ouvi muitas histórias.




Fica aí a dica de uma ótima opção para diversão da turminha de até 10 anos nessas férias.

Vejam o post da Paula no blog Crônicas de Mamita no link Circuito D.P.A.

Serviço:
Evento: Detetives do Prédio Azul
Endereço: BarraShopping
Local: Praça Central – Nível Lagoa
Data: 10 a 26 de julho
Horário: de segunda à sexta, das 12h às 21h30; aos sábados, das 10h às 21h30; aos domingos, das 13h às 20h30

segunda-feira, 17 de março de 2014

Nossos Momentos: Livros em caixa


Eu estava passeando na Livraria da Travessa e me deparei com várias caixas de cartas com temas variados. Fiquei bem curiosa com esses livros em caixa do autor Paulo Tadeu (ele já fazia sucesso aqui em casa com a série de livros "Proibido para Menores"). Achei a proposta bem interessante e vi neles possibilidades de diversão, descontração e interação familiar. Então resolvi trazer três livros em caixa para casa.


Dica para estimular a conversa entre pais e filhos

Como as duas próximas semanas das minhas filhas serão de provas, passamos este final de semana praticamente dentro de casa. Nos nossos momentos de relaxamento e descanso fizemos um ótimo uso dos livros em caixa e de alguns jogos.

Caixa de sinônimos: são 25 pares de palavras sinônimas que se encaixavam exatamente com os sinônimos que a Sofia precisava estudar. Foi ótimo porque aproveitamos a brincadeira para "matar" esse item de estudo.


Jogo da memória para aprender alguns sinônimos

A brincadeira tipo um Jogo da Verdade começou com as outras duas caixas:

A caixa mágica de perguntas para crianças: são 40 perguntas que estimularam a conversa entre a gente e nos fez dar risadas com algumas respostas. Muito legal para os filhos conhecerem um pouco mais sobre os pais.

Dica para estimular a conversa entre pais e filhos

Papo Teen: são 100 cartas com perguntas que têm a proposta de fazer as pessoas mostrarem o que pensam sobre temas variados. Muito bom para estimular o diálogo com os adolescentes de forma divertida e sem parecer inquérito. Também uma maneira de, nós pais, nos mostrarmos um pouco para eles.

Dica para estimular a conversa entre pais e filhos


Esses momentos de intimidade, diálogo descontraído, diversão e muito carinho foram escolhidos para estarem na Blogagem Coletiva Nossos Momentos proposta pelo blog Recanto das Mamães Blogueiras que tem como objetivo incentivar momentos de convívio familiar. As blogagens acontecem quinzenalmente às segundas






Lembrem-se:


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