Uma das coisas que está me fazendo falta nessa quarentena é fazer visitas a museus e contros culturais. Costumo fazer isso com frequência no meu horário de almoço. Aproveito que trabalho em uma região cercada dessas oportunidades e incluo um pouco de arte como pausas para recarregar a minha rotina.
Eu já tinha visto que alguns museus pelo mundo afora e pelo Brasil também disponibilizam visitas virtuais aos seus acervos. Mas realmente não tinha me interessado até então em experimentar essa forma de estar em uma exposição.
Esses tempos de quarentena nos apresentam outras formas de ver a vida e opções de lazer. Buscando ocupação para os meus dias em casa eu resolvi fazer um tour virtual por alguns museus.
A minha primeira escolha foi o Museu L’Orangerie, em Paris. um museu de arte impressionista e pós-impressionista que fica dentro do
Jardin des Tuileries.
O L'Orangerie é um museu pequeno e não está na lista dos mais famosos de Paris e por isso, na minha passagem pela cidade, eu acabei o deixando de fora do meu roteiro. Mas fiquei meio que arrependida. Passei ali em frente quando saí da
Place de La Concorde e atravessei o
Jardin des Tuileries em direção ao Louvre. Mesmo sabendo que é no L'Orangerie que se encontram os imensos e famosos painéis das Ninfeias, de Monet, obra que levou 12 anos para ser completada, eu não entrei.
Saí de Paris com a sensação de que deveria ter feito a visita ao pequeno, mas impressionante, museu. Pois é nele que se encontra parte do que há de melhor da arte impressionista da cidade.
Bom, no ano seguinte a minha filha voltou a Paris com a minha mãe e eu incluí no roteiro delas a visita ao L'Orangerie e pedi que me mandassem fotos. Era uma forma de eu me sentir um pouco lá com elas.
Agora nessa quarentena eu fiz a visita virtual. Entrei no salão oval onde estão os painéis da série Ninfeias,
Fiz a visita virtual e aproveitei para rever as fotos enviadas pela Ana Luiza.
São oito painéis pintados por Monet após a Primeira Guerra Mundial. O objetivo dele com essas obras era proporcionar uma contemplação pacífica e que fosse como poesia para o olhar. Realmente são lindos, impressionantes, e mesmo virtualmente passam essa mensagem.
O painéis retratam plantas aquáticas com iluminação diferentes, algumas ao amanhecer, outras ao entardecer.
Monet se inspirou nos jardins de sua propriedade em Giverny, principalmente sua ponte japonesa sobre um lago repleto de Ninfeias.
A visita virtual nos permite contemplar o conjunto das telas nos distanciando e tendo uma visão ampla. Assim como chegar bem perto e ver os detalhes.
Digo que a visita virtual é interessante para conhecer, mas não é como a experiência de estar dentro do museu e realmente próxima às obras, frente a frente.
Mesmo a sensação de ter o museu só pra gente faz sentir falta do barulho dos outros visitantes, daquele turista que surge na nossa frente justamente quando conseguimos o enquadramento da foto perfeita.
O acervo do Museu L'Orangerie vai além dos famosos e imensos painéis das Ninfeias de Monet. O museu conta também com exposições temporárias e pinturas permanentes do período de 1880 a 1930, com obras com obras de artistas renomados como Paul Cézanne, Henri Matisse, Pablo Picasso, Renoar, Soutine, Amadeo Modigliani.
Porém no tour virtual eu consegui acessar apenas o salão oval das
Nimphéas, que é a grande atração desse museu. Até achei a acesso ao andar de baixo onde fica a coleção Walter-Guillaume com as demais obras, mas o site não desce as escadas.
Nas fotos enviadas pela Ana Luiza encontrei essa de uma das salas do L'Orangerie.
Uma curiosidade sobre o L'Orangerie é que o prédio que abriga o museu foi construído em 1852 e servia de abrigo de inverno para as laranjeiras do Palácio das Tulherias, – isso explica o nome do museu.
Eu fiz a visita virtual através do Google Arts & Culture buscando por Museu L'Orangerie, neste link
https://artsandculture.google.com/partner/musee-de-lorangerie.
Bem que este post podia fazer parte do projeto
#100em1, né?
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