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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Museu Albertina - Viena

Último dia em Viena e já tínhamos passeado bastante. Mas para mim faltava visitar o Museu Albertina. Minha mães estava cansada, a minha amiga precisava voltar para casa e faltava poucas horas paro museu fechar. Vale a pena pagar em euros para ficar tão pouco tempo? Pra mim valia, eu queria muito conhecer esse que é um dos mais importantes da Áustria. O acervo reúne obras de Picasso, Matisse, Monet, Renoir, Cezanne e de vários outros pintores, mundialmente, famosos. Mãe e amiga foram descansar e eu fui dar o meu rolé solo por Viena e sugar tudo que eu podia nas minhas últimas horas na cidade. 

 

Eu já tinha expectativas em relação ao prédio do museu em si. Mas a escada já me encantou. Como o meu tempo era curto fiz a foto que deu e o indivíduo cansado fez parte do meu registro. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Subi as escadas e fui direto para o hall de entrada. Uau! Lindo! Estonteante. Digno de um palácio. Mas é um palácio! O museu está Instalado em um palácio de 1744 que foi moradia da nobreza austríaca. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Percebemos a riqueza que ali se instalou pelos corredores e salões.

O que ver no Museu Albertina em Viena

A obra considerada mais importante do Museu é uma figura de 25cm x 22cm, em aquarela e guache sobre papel: A Jovem Lebre, de autoria de Albrecht Dürer, do ano de 1503. Por isso na lojinha vemos essas lebres coloridas. 

A obra é tão famosa que tem uma escultura plástica cor-de-rosa gigante do coelho perto do teatro da ópera do estado de Viena, chamada Pictured.  Em 2003, no 500th aniversário da famosa aquarela, o escultor e o artista alemão, Ottmar Horl criou este tributo a Durer. 


O que ver no Museu Albertina em Viena

O museu tem um acervo extenso exposto em várias salas. Eu queria ver tudo, é claro. Mas não teria tempo suficiente. Então precisei ter foco. Foquei nos clássicos! 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Obras de muitos dos grandes artistas da história moderna e da arte contemporânea. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

A exposição permanente possui preciosidades.

O que ver no Museu Albertina em Viena

De Monet a Picasso 

O que ver no Museu Albertina em Viena

De Marc Chagall a Gerhard Richter

O que ver no Museu Albertina em Viena

Paul Signac e muito mais. 

O que ver no Museu Albertina em Viena

Fiquei lá dentro caminhando pelas salas e apreciando as obras até o meu último minuto.

Na saída tive tempo de contemplar a fachada do palácio neoclássico e a vista ao redor, cercado por prédios antigos e outros mais modernos.  

O que ver no Museu Albertina em Viena

O meu tempo no Albertina foi pouco sim. Mas valeu cada euro gasto na entrada. 

Outro museu imperdível em Viena:

- Hudertwasser


Também estão participando do BEDA 2020:
- Ale Helga, do blog Meus Amores.


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quinta-feira, 26 de março de 2020

Museu L'Orangerie - Visita Virtual - Toque de arte e cultura na minha quarentena

Uma das coisas que está me fazendo falta nessa quarentena é fazer visitas a museus e contros culturais. Costumo fazer isso com frequência no meu horário de almoço. Aproveito que trabalho em uma região cercada dessas oportunidades e incluo um pouco de arte como pausas para recarregar a minha rotina. 

Eu já tinha visto que alguns museus pelo mundo afora e pelo Brasil também disponibilizam visitas virtuais aos seus acervos. Mas realmente não tinha me interessado até então em experimentar essa forma de estar em uma exposição.

Esses tempos de quarentena nos apresentam outras formas de ver a vida e opções de lazer. Buscando ocupação para os meus dias em casa eu resolvi fazer um tour virtual por alguns museus. 

A minha primeira escolha foi o Museu L’Orangerie, em Paris. um museu de arte impressionista e pós-impressionista que fica dentro do Jardin des Tuileries.

O L'Orangerie é um museu pequeno e não está na lista dos mais famosos de Paris e por isso, na minha passagem pela cidade, eu acabei o deixando de fora do meu roteiro. Mas fiquei meio que arrependida. Passei ali em frente quando saí da Place de La Concorde e atravessei o Jardin des Tuileries em direção ao Louvre. Mesmo sabendo que é no L'Orangerie que se encontram os imensos e famosos painéis das Ninfeias, de Monet, obra que levou 12 anos para ser completada, eu não entrei.

Saí de Paris com a sensação de que deveria ter feito a visita ao pequeno, mas impressionante, museu. Pois é nele que se encontra parte do que há de melhor da arte impressionista da cidade.

Bom, no ano seguinte a minha filha voltou a Paris com a minha mãe e eu incluí no roteiro delas a visita ao L'Orangerie e pedi que me mandassem fotos. Era uma forma de eu me sentir um pouco lá com elas.

Agora nessa quarentena eu fiz a visita virtual. Entrei no salão oval onde estão os painéis da série Ninfeias,


Fiz a visita virtual e aproveitei para rever as fotos enviadas pela Ana Luiza.



São oito painéis pintados por Monet após a Primeira Guerra Mundial. O objetivo dele com essas obras era proporcionar uma contemplação pacífica e que fosse como poesia para o olhar. Realmente são lindos, impressionantes, e mesmo virtualmente passam essa mensagem.


O painéis retratam plantas aquáticas com iluminação diferentes, algumas ao amanhecer, outras ao entardecer.




Monet se inspirou nos jardins de sua propriedade em Giverny, principalmente sua ponte japonesa sobre um lago repleto de Ninfeias.


A visita virtual nos permite contemplar o conjunto das telas nos distanciando e tendo uma visão ampla. Assim como chegar bem perto e ver os detalhes. 


Digo que a visita virtual é interessante para conhecer, mas não é como a experiência de estar dentro do museu e realmente próxima às obras, frente a frente. 


Mesmo a sensação de ter o museu só pra gente faz sentir falta do barulho dos outros visitantes, daquele turista que surge na nossa frente justamente quando conseguimos o enquadramento da foto perfeita. 


O acervo do Museu L'Orangerie vai além dos famosos e imensos painéis das Ninfeias de Monet. O museu conta também com exposições temporárias e pinturas permanentes do período de 1880 a 1930, com obras com obras de artistas renomados como Paul Cézanne, Henri Matisse, Pablo Picasso, Renoar, Soutine, Amadeo Modigliani.

Porém no tour virtual eu consegui acessar apenas o salão oval das Nimphéas, que é a grande atração desse museu. Até achei a acesso ao andar de baixo onde fica a coleção Walter-Guillaume com as demais obras, mas o site não desce as escadas.

Nas fotos enviadas pela Ana Luiza encontrei essa de uma das salas do L'Orangerie.



Uma curiosidade sobre o L'Orangerie é que o prédio que abriga o museu foi construído em 1852 e servia de abrigo de inverno para as laranjeiras do Palácio das Tulherias, – isso explica o nome do museu.

Eu fiz a visita virtual através do Google Arts & Culture buscando por Museu L'Orangerie, neste link https://artsandculture.google.com/partner/musee-de-lorangerie.

Bem que este post podia fazer parte do projeto #100em1, né?



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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Museu Casa do Pontal


O Museu Casa do Pontal é uma preciosidade no Rio de Janeiro. Por incrível que pareça, apesar de toda sua importância e riqueza, é pouco conhecido dos cariocas.



Este que é considerado o mais significativo museu de arte popular brasileira está localizado no Recreio dos Bandeirantes em uma casa charmosa cercada por jardins muito bem cuidados.


O museu foi idealizado pelo francês, Jacques Van de Beuque, que em 1946 fugiu de um campo de trabalho forçado na Alemanha e veio para o Brasil. Aqui no Brasil Jacques trabalhou para uma companhia aérea o que possibilitou que viajasse por todo o país. Foi nessas viagens que ele se encantou com a arte popular brasileira. Mais precisamente, em 1951, Jacques foi ao Recife e lá conheceu a arte de Mestre Vitalino. A partir daí iniciou a sua coleção que hoje conta com cerca de 9.000 peças de 300 artistas brasileiros.



É lamentável saber que esse acervo riquíssimo está em risco constante desde 2010, após a construção de condomínios ao seu redor, o espaço já sofreu seis inundações. A último em abril deste ano e que fez o museu ficar fechado. A marca na parede é para lembrar e alertar sobre o fato.

Por outro lado dá uma certa alegria no coração saber que o museu foi reaberto graças ao apoio público e uma vaquinha virtual que arrecadou grana suficiente para a reabertura. Eu fico feliz comigo mesmo por ter sido uma das pessoas que contribuíram. Eu fico feliz em saber que tem pessoas por aí preocupadas com a cultura do nosso povo e do nosso país.


A visita ao museu é muito agradável. Temos a opção da visita individual e a visita teatralizada com o artista Chico. Esta última deve ser agendada e para grupo de no mínimo 15 pessoas. Com toda a sua simpatia Chico percorre os dois andares da casa guiando o grupo, mostrando as obras e cantando acompanhado de seu violão.


Durante o percurso outros instrumentos são distribuídos para os integrantes do grupo. Em determinado momento é feita uma encenação onde os visitantes assumem alguns personagens enquanto Chico conduz a história do Boi Bumbá com cantoria.



Mais adiante, mais interação. Dessa vez com os mamulengos, fantoches típicos do nordeste brasileiro, especialmente do estado de Pernambuco.


Não importa a forma como se visite o Museu Casa do Pontal. Percorrer de diversas seções que dividem e classificam o acervo por temas é rico, divertido e agradável.



Enquanto observamos as peças em barro, madeira e tecidos vemos o retrato do Brasil, sua história, suas crenças, seus costumes. Nossa gente.

Se do lado de dentro apreciamos a maior coleção de peças de Mestre Vitalino do mundo, pela janela avistamos a instalação permanente dos artistas Os Gêmeos nos jardins do museu, onde um bunker de cimento bruto chama a atenção.


Chegando mais perto nos deparamos com uma escultura em tamanho natural de um personagem melancólico pela situação em que se encontra, com suas anotações e desenhos nas paredes da cela para representar a luta do museu, da arte popular, para sobreviver neste mundo de especulação imobiliária. 


O Museu Casa do Pontal conta ainda com um café gostoso.


E uma lojinha com peças lindas. 


Dá vontade de trazer uma de cada para enfeitar e encher de arte a nossa casa. 




O post "Fronteiras da Arte:Criadores Populares" mostra algumas obras do acervo do Museu Casa do Pontal.

Serviço:
Museu da Casa do Pontal

Estrada do Pontal 3295 – Recreio dos Bandeirantes
Terça à sexta das 9h30 às 17h
Sábados, domingos e feriados das 10h30 às 18h
Entrada: cerca de 12 reais - 
Para maiores informações de preços e horários entre no link 


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domingo, 5 de maio de 2019

"Fronteiras da Arte: Criadores Populares" - Um pouco do Museu Casa do Pontal no Espaço Cultura BNDES



Está em cartaz desde 25 de abril até 28 de junho a exposição "Fronteiras da Arte: Criadores Populares", no Espaço Cultural BNDES, no centro do Rio Janeiro.


Museu Casa do POntal

A mostra reúne 100 obras entre esculturas e modelagens feitas por 27 autores, de 10 estados brasileiros.

Museu Casa do Pontal

As peças fazem parte do acervo do Museu Casa do Pontal que é considerado o mais é considerado o mais representativo em arte popular no Brasil.

Como podemos ver na própria exposição, o Museu Casa do Pontal mais de 9.000 peças de 200 artistas brasileiros, de 20 estados, mostrando toda a diversidade da nossa arte e cultura popular.

Museu Casa do Pontal

As esculturas expostas foram feitas por artistas homens e mulheres que aprenderam o ofício observando seus pais e/ou amigos.

Museu Casa do POntal

E muitos deles aprenderam sozinhos mesmo, inventando novas maneiras de expressar suas ideias e visão do mundo. 

Museu Casa do POntal

Aí está toda a riqueza, raiz e criatividade da nossa cultura. 


A exposição é uma ótima oportunidade para vermos um pouco do muito que tem no Museu Casa do Pontal que infelizmente está fechado por ter sido inundado nas últimas chuvas aqui no Rio. No mês de abril mesmo.

Museu Casa do POntal

O acervo do Museu Casa do Pontal foi resguardado. Graças a Deus! Mas as instalações sofreram e precisam de reforma. 

O museu é uma instituição privada com fins públicos,  um projeto idealizado pelo pintor Jacques Van de Beuque, que conseguiu fugir de um campo de trabalho forçado alemão e veio para o Brasil por indicação do brasileiro Cândido Portinari. Parece que os dois se conheceram em Paris. 
Jaques Van Beuque após chegar ao Brasil, comprou e constituiu residência por ali. E Ainda bem que ele ficou encantado com a arte popular brasileira e passou a adquirir várias obras e com o tempo nos agraciou com o Museu Casa do Pontal.

Que já visitou o local é só elogios. Dizem que a visita é incrível, o local é agradável, as instalações são lindas, a exposição bem dividida e detalhada e a receptividade é encantadora. 

Pena que está fechado. Tomara que consiga reabrir para mais e mais pessoas poderem desfrutar desse rico acervo. 

Na exposição são exibidos vídeos mostrando o museu antes da chuva e como foi o estrago. Inclusive estão pedindo ajuda para reabrir através da benfeitoria, neste link aqui:

Eu já fiz a minha contribuição porque eu quero ter a muitas oportunidades de visitar o Museu Casa do Pontal. Enquanto isso eu vou aproveitar a exposição "Fronteiras da Arte: Criadores Populares" que é gratuita e está linda. 



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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

R.I.P Museu Nacional



Museu, um lugar de conhecimento, de cultura, de despertar, de alegria, de preservação, de história. Um lugar de futuro que guarda o passado. Mas infelizmente se tornou um lugar de passado sem futuro.



A mostra de um país que não valoriza a cultura, um país que não prioriza o que realmente importa. Um país que não sabe conservar o seu patrimônio, um país que literalmente queima a sua história, e assim vai construindo um futuro sem futuro. 


Quem teve a oportunidade de visitar, de passear pelos seus pavimentos com diversas salas pode contemplar muito mais do que os detalhes de onde viveu a realeza.


Pode viajar no tempo e na imaginação com o acervo variado que contemplava paleontologia, arqueologia pré-colombiana, arqueologia brasileira, móveis da monarquia, etnologia. 


Pode despertar a curiosidade, pode se impactar com a exuberância de algumas culturas passadas e com deslumbrar com a simplicidade e sabedoria de outras.

"Uma árvore lhes bata para o necessário da vida; com as folhas se cobrem, com o fruto se sustentam, 


com os ramos se armam, com o tronco se abrigam e sobre a casca navegam.".



Passado que ficou sem abrigo e histórias que não serão mais navegadas por puro descaso, irresponsabilidade e reflexo do valor dado a cultura. 


 Quem por lá já sentiu borboletas no estômago, hoje sente lágrimas nos olhos e aperto no coração. 




Além de me envergonhar, me entristecer, sentir raiva e desprezo por nossas autoridades que deixam que fatos assim aconteça, penso no nosso papel como sociedade, como indivíduo. O que poderíamos ter feito e o que ainda podemos fazer? Encher os museus de gente. Encher as salas de museu como enchemos as praias e os estádios de futebol. Cobrar que as escolas dos nossos filhos encham as salas dos museus com visitas frequentes. Precisamos ser o reflexo de um povo que valoriza a cultura. 

E quem tiver fotos do acervos, dos passeios que fizeram pelo Museu Nacional, por favor, enviem para os estudantes do curso de museologia da UNIRIO.


Outro post sobre o Museu Nacional, este comemorando a reabertura dele:


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