Quando eu vi o trabalho da artesã Raquel Bouchardet, do blog Ateliê da Serra, eu fiquei maravilhada. Queria pegar todos os desenhos das minhas filhas e enviar para a Raquel transformar em bonecos de pano. Mas eu precisava selecionar, né? Então resolvi fazer uma surpresa para a Sofia. Enviei o desenho da Monstrina, uma monstrinha que nos ajudou na fase do medo de monstros. A história de como a Monstrina surgiu e permaneceu nas nossas vidas está nesse post AQUI.
A nossa encomenda ficou pronta, a Raquel publicou no blog do Ateliê da Serra e eu fiquei ansiosa esperando a chegada da boneca. Às vezes penso que eu me divirto mais com essas coisas do que as meninas.
Nessa semana a Monstrina, na versão boneca de pano, chegou aqui em casa.
Eu não disse nada, continuei guardando a surpresa, apenas peguei a embalagem e coloquei em cima da cama da Sofia. A felicidade dela ao encontrar a boneca e reconhecer a Monstrina foi indescritível.
A partir de então a Sofia dorme com a Monstrina. Fica abraçada, agarrada com a boneca o tempo todo.
Eu adoro observar até onde vai a imaginação das minhas filhas e até que ponto elas mergulham na fantasia. No fundo a Sofia sabe que fui eu quem deu um jeito da boneca aparecer aqui em casa, mas ela prefere acreditar que foi a Monstrina que trouxe a boneca para ela. A Sofia ainda curte essa brincadeira com o imaginário que a gente faz. E eu me divirto junto.
Bom, eu não resisti e pedi para a Raquel fazer as bonequinhas do Inventando com a Mamãe e estas também chegaram aqui em casa lindas, fofas e cheias de charme.
A Sofia, que está sendo alfabetizada, está trabalhando o pedacinho ão. A escola está aproveitando o tema de São João e algumas músicas como "Cai, Cai Balão" para inserir esse ditongo na leitura das crianças.
Lembrei que quando a Ana Luiza estava passando pela mesma etapa nós fizemos uma historinha com palavras que apresentam o ão. A Ana Luiza ilustrou com figuras que ela pegou no PowerPoint, imprimimos e encadernamos.
Na capa nós até fizemos uma casinha de cachorro que abre a porta e aparece o Pipão. Ficou bem bonitinho.
Aqui tem um slideshow com toda a historinha desse cãozinho.
Pipão, o cão bobão
Aproveitei para mostrar o livro para a Sofia que adorou ler a história. Como, na época, a Ana Luiza não quis fazer os desenhos e sim obtê-los na internet, agora a Sofia quer fazer a ilustração. Já imprimi a história sem as figuras para que a Sofia possa desenhar. Depois mostro o resultado.
Estou de mudança de andar no trabalho. Por isso passo o dia vendo caixas e me lembrando da Gi do Kids Indoors. Hoje não resisti. Estilete em punho, saí cortando algumas abas de caixas para fazer um livro como esse que a Gi postou AQUI.
Resolvi aliar a brincadeira ao conteúdo que a escola está trabalhando nesse início de alfabetização.
A Sofia leu em sala de aula o livro "O Macaco e a Mola", da coleção estrelinha, da Sônia Junqueira.
A partir desse livro está sendo trabalhada a frase:
Omacaco bota a mola na mala.
A partir da frase estão sendo trabalhadas as palavras:
macaco,mola e mala.
A partir dessas palavras estão trabalhando as sílabas (pedacinhos):
macacomola
Sendo assim a ideia foi fazer o Livro dos Pedacinhos.
Fiz quadrados em 5 cores diferentes, uma para cada pedacinho. A Sofia e a amiga escreveram as sílabas. Brincando com os pedacinhos elas encontraram as palavras. A primeira foi macaco. Tiraram o ma e chegaram ao nome do macaco, Caco. E nessa brincadeira chegaram às frases da história.
Na capa a Sofia quis colocar a frase trabalhada na escola.
As frases, feitas pela Sofia e a amiga, foram colocadas no livro dando enfoque a um pedacinho de cada vez.
Com as páginas prontas, Sofia e Ana Luiza fizeram as ilustrações e fechamos o livro.
Procuro estar sempre alinhada com o conteúdo que a escola está trabalhando e o método utilizado. Assim posso trazer brincadeiras que reforcem e incentivem o aprendizado. No caso da Sofia estão sendo trabalhados apenas os pedacinhos e não as famílias das sílabas. Por isso foquei em palavras que tivessem essas sílabas. Não adianta ir além do que a escola está propondo no momento. Isso pode confundir a criança ao invés de ajudar.
Momento Recordar é Viver:
A alfabetização da Ana Luiza utilizou o método psicolinguístico da Heloísa Vilas Boas, que também partia da frase, palavras e sílabas. Porém ela trabalhava toda a família das sílabas.
A frase da Ana Luiza foi:
O menino viu a luneta
As palavras
menino luneta
As famílias
do ma, do na, do la e do ta.
Também brincamos muito com os quadradinhos coloridos das sílabas, formando palavras, frases e historinhas.
A Ana Luiza preferia ficar no computador e fazer o livro no powerpoint, buscando ilustrações da internet. Fui rever os livrinhos feitos com a Ana Luiza e encontrei esse: O macaco e a Ave. Aqui a Ana Luiza já conhecia mais sílabas do que apenas as iniciais. O processo foi o mesmo: brincando com as sílabas ela encontrava palavras, escolhia o título do livro, montava frases aleatórias e depois sequenciava em história.
Basta pousar o cursor sobre a página para parar a paginação. Assim dá tempo de ler o conteúdo.
É um processo superdivertido. Surgem histórias inusitadas e a criança fica muito feliz e orgulhosa com o resultado.
O lance é não tolir a criança e deixar a história ser contada por ela. Por mais que possa parecer sem sentido para o adulto.
Domingo, um calor insuportável no Rio de Janeiro, nada para comer em casa e a Sofia com fome querendo almoçar. Resolvemos ir no shopping, pois o mais importante era ter ar condicionado, e almoçar no Emporium Pax, escolha da Ana Luiza. Chegando lá a Sofia avisou que queria comer arroz colorido, aquele do Chinês. O maître com toda a boa vontade providenciou um arroz colorido, prato que não consta no cardápio, para ela. Quando chegou o arroz supercolorido com cenoura, milho e ervilha a Sofia falou :
- Esse arroz não tem folha e tem bola verde. Eu não gosto de bola verde. Esse arroz não tem ovo, tem milho.
Era só o que me faltava, a criança encrencar com o arroz feito especialmente para ela. Por uma fração de segundo pensei "Ai, vai rolar confusão familiar, o que eu faço para resolver a situação sem perturbar o nosso almoço?"
Lembrei da história "A princesa e o grão de ervilha" e aproveitando que a Sofia estava vestida de princesa expliquei que a bola verde é ervilha e que a Fada Elvira, uma fadinha toda verdinha, é que coloca ervilha nos pratos das princesas crianças. A Fada Elvira estava lá na cozinha do restaurante e viu pela janelinha aquela menina linda entrando no restaurante vestida de princesa e quis saber se era uma princesa de verdade. Como saber se é uma princesa de verdade? Ah, as princesas mordem as bolinhas verdes e conseguem ouvir o nome Elvira e por isso adoram comer aquele grãozinho. Eu mordi uma ervilha sem que a fada visse e ouvi apenas um "ploct" e aí foi a vez da Sofia experimentar. Não preciso nem dizer que ela ouviu Elvira ao morder a ervilha, viu a fada na janela da cozinha, comeu o arroz colorido que não era chinês (mas era delicioso) todinho sem catar as ervilhas.
Quando chegou em casa me pediu para desenhar a Fada Elvira para ela colorir. O desenho não ficou lá essas coisas, mas a Sofia gostou, só não teve paciência de colorir até o final.
Fada Elvira fazendo uma chuva de ervilhas no prato da Princesa Sofia
Eu fazia várias invenções dessas com a Ana Luiza, é uma pena que não registrei e acabei esquecendo.
No final do ano passado a Sofia trouxe da escola uma boneca feita com bola de encher (ou balão de festa de aniversário) recheada de farinha. Ela se divertiu muito com a boneca até que um belo dia a Xina, nossa cachorrinha, resolveu entrar na brincadeira. Claro que não deu certo e a boneca foi devidamente destruída.
A partir daí a Sofia me pediu para fazer outra boneca e me explicou como a professora Márcia tinha feito as bonecas na escola:
pega uma bola, um funil, uma colher, um lápis para amassar a farinha no fundo da bola e farinha de trigo. Vai enchendo a bola de farinha com o funil, apertando com o lápis e ficando toda suja de farinha. Foi assim que fizemos a Família Boleira de Farinocha, sujando além de nós, toda a cozinha.
Essas bonecas podem mudar de forma conforme a brincadeira, ficando mais redondas ou mais achatadas. Acho que esse é o grande barato.
Acrescentamos a Cléo Patrícia (nossa gatinha persa) e ainda está faltando fazer Vó Regi Boleira de Farinocha e Vô Neném Boleira de Farinocha.
Enquanto brincávamos fizemos a história da Família Boleira de Farinocha em Cabo Frio que foi filmada em duas partes que estão aqui: parte 1 e parte 2. A segunda parte ficou rápida e com alguns cortes, pois a bateria da máquina estava acabando.
Eu estava colocando a Sofia para dormir, fazendo massagem e contando história, assim como fazia com a Ana Luiza. De repente a Sofia viu uma cortina se mexer e se assustou dizendo:
- Mãe, tem alguém atrás da cortina.
- Não tem, não. Foi só o vento.
- Eu estou com medo, mãe.
A Sofia está na fase do medo. Normal! Todas as crianças passa por isso. Faz parte do desenvolvimento e amadurecimento. Cada faixa etária, normalmente, tem o seu medo específico. Por exemplo:
- De 1 ano e meio a 3 anos - apresentam medo do escuro, de pessoas mascaradas ou fantasiadas, de ficar sozinho.
- Se 3 a 5 anos - os medos mais comuns são: monstros, trovão, escuro, de se perder, fantasmas
Para ajudar as crianças é importante:
- respeitar o medo da criança. Esse sentimento é genuíno.
- permitir que ela se expresse. Ouvir o sentimento da criança ajuda a entender o que ela está sentindo e a buscar maneiras de tranquilizá-la.
- Explicar que nada lhe acontecerá de mal.
- Ajudar a criança a enfrentar o medo aos poucos, sem forçar a nada. Se a criança tem medo de pessoas fantasiadas, não adianta forçá-la a tirar foto com Papai Noel, por exemplo.
- Contar histórias de superação em relação ao medo apresentado pela criança.
- Criar as próprias histórias em que objeto do medo sejam personagens divertidos e do bem, quando possível. Se o medo for de monstro, este pode ser gente boa. Já se o medo for de bandido, não dá para o bandido ser bonzinho, né?
Voltando ao medo da Sofia da cortina balançando no escuro. A Sofia acabou de fazer quatro anos e está na fase do medo de monstros e de escuro.
Eu me lembrei do filme Monstros SA e resolvi criar uma história com uma monstrinha bem gente boa.
Falei que devia ser a Monstrina, uma monstrinha da cortina (tá certo, foi uma mentirinha minha. Podia ter dito que era o vento, coisa e tal. Mas eu adoro esse universo lúdico da fantasia e resolvi entrar nele). Contei que a Monstrina era uma monstrinha muito fofinha, cor de rosa e que queria ser amiga das crianças. Como a Sofia não conseguiu ver a Monstrina quis que eu a desenhasse para ela colorir.
Pronto, a Sofia ficou toda interessada e me pediu para fazer uma história da Monstrina. Dessa vez a própria Sofia me pediu para eu gravar a história AQUI para depois eu não esquecer.
Isso é ótimo porque eu e a Ana Luiza tínhamos várias histórias com fadas, monstrinhos bons e duendes que, como não registramos, esquecemos.
Nesses dias em que o medo bateu à nossa porta aproveitei para incluir na nossa leitura noturna os livros da coleção "Quem Tem Medo", da Ruth Rocha com ilustração da Mariana Massarani. Eu já havia lido esses livros para a Ana Luiza justamente quando ela estava em torno dos quatro anos (mesma idade da Sofia) e começou a apresentar alguns medos. A diferença é que os medos da Ana Luiza eram mais reais, tipo medo de ladrão.
Esses livros ensinam que todo mundo tem um medo escondido, compartilhado que, pode diminuir de tamanho e quem sabe, sumir...
Bom, o medo de monstro sumiu da Sofia, o medo de ladrão da Ana Luiza ficou um medo normal e o meu medo de ficar presa no elevador está sob controle.
Sofia estava querendo pintar e eu tinha uns CDs que não eram regraváveis e já não serviam mais. E o que fazer com os CDs pintados? Resolvi usá-los para fazer uns desenhos e fizemos um peixe.
Sofia disse que peixe não é assim, que esse estava muito gordo e peixe é magrinho.
Para poder explicar o peixe gordo acabei inventando a história da AnjaLu e AnjaSo que foi baseada na nossa viagem ao Club Med. Com isso a brincadeira ficou bem divertida e acabamos fazendo vários desenhos-pintura.
Seres do rio
Seres do mar, esses ainda estão inacabados o que significa que a brincadeira ainda vai durar mais alguns dias.
Vamos pintar? Vamos! Mas pintar o quê? Fomos procurar algo para pintar e encontramos uma caixa de ovo vazia. Foi aí que fizemos a Ninoca Minhoca e a Dorotéia Centopeia. Além da diversão da pintura em si, aproveitamos para brincar com as minhoquinhas. Essa farra toda ainda rendeu uma história para lá de improvisada que eu filmei.
Durante a brincadeira eu vou inventando uma historinha depois as meninas querem que eu repita. Como na maioria das vezes eu esqueço a história inventada a solução que encontrei foi filmar esse momento de "criação" :) :) :) e armazenar no Youtube. Assim elas podem rever e eu dar uma descansada. :) :) :)
Depois de decidido que o tema da festa da Sofia seria Moranguinho ficamos umas três semanas brincando em torno desse assunto.
Inventamos a história das Quatro Irmãs Frutinhas e a partir daí fizemos vestidos e chapéus. Os chapéus foram uma diversão à parte. Escolher as cores, selecionamos as fitas, colar as frutas, etc ...
Como a Ana Luiza não quis aparecer nas fotos, fizemos a montagem do cenário apenas com a Sofia.
O que está difícil é decidir se quem comeu todas as frutas do pomar foi Xinabole ou Vó Regi Saladinha. Cada vez que contamos a história mudamos a versão. Mas eu estou achando que as duas, Vó Regi Saladinha e Xinabole, se uniram e foram juntas cometer esse delito.
Feriado de Corpus Christi, viagem marcada, a ansiedade era grande. Sofia ficou muito gripada, eu também. A previsão do tempo era péssima, então o melhor a fazer foi adiar a viagem e transfer-la para outra data.
Mas também não é porque não vamos viajar e estamos um pouco debilitadas que o feriado não pode ser bem aproveitado e divertido.
Foram muitas brincadeiras em casa. É impressionante como criança gosta de uma caixa de papelão,
pinturas, desenhos, leituras e contação de histórias.
A Sofia me pediu para fazer a história da menina que tem dor de ouvido e daí surgiu a Dorotéia Dodói.
Aproveitamos também para almoçar no shopping com direito a recreação.
Assistimos o filme da Hannah Montana que a Ana Luiza amou e a Sofia nem tanto.
No outro dia fomos ao teatro ver O Mágico de OZ pela quarta vez que a Sofia adorou e a Ana Luiza nem tanto.
No final do feriado mesmo não tendo viajado o comentário foi : "esse feriado foi bom demais". E eu respondi : "Foi tão bom porque não dividimos a família, fizemos tudo sempre os 4 juntos".
Ah! A Ana Luiza quase não aparece nas fotos porque está em crise com a máquina fotográfica.
Nesse final de semana, entre idas ao shopping e teatrinhos, a Sofia quis que eu desenhasse fadas para ela colorir. Muitas fadas, grandes e pequenas. Um dos desenhos me lembrou de uma história que fiz para a Ana Luiza quando estava com 7 anos. Ela tinha que fazer uma criatividade para a escola e me pediu ajuda. A Ana Luiza me disse que queria fazer sobre cores. Achei superlegal, falei que era muito criativo, que eu jamais pensaria em fazer sobre cores, etc ... Na intenção de dar aquele apoio completei dizendo que o mais difícil ela já tinha feito que era escolher o tema que agora desenvolver seria fácil. Bom, deixei a bola quicando e ela chutou é claro. Me disse, já que é fácil então faz uma criatividade sobre cores. Fui desafiada e sem tempo para pensar. Só me restou inventar uma história.
Íris
Íris é uma menina que gosta muito de cores. Ela adora colorir tudo o que vê pela frente. As suas roupas são sempre com muitas cores. Íris gosta de vestir saia vermelha com blusa verde. E os sapatos? Íris acha que deve ser um de cada cor e as meias também. Então ela costuma calçar no pé direito o sapato azul com a meia amarela e no pé esquerdo o sapato amarelo com a meia azul. Não adianta a sua mãe dizer que não combina, que está muito colorido. Se não for assim Íris acha sem graça.
Na casa da menina tem um jardim enorme e muito colorido. Sempre que vê uma flor com uma cor diferente Íris pede para sua mãe comprar e plantar em seu jardim.
O jardim é o lugar preferido de Íris. Diverte-se muito brincando entre as flores. Bem no canto direito do jardim tem um arbusto enorme repleto de flores. São muitas flores nesse arbusto. Íris não se conforma porque todas as flores desse arbusto são brancas. Não seria lindo se cada flor dessa árvore fosse de uma cor diferente? Imagina Íris. Nesse mesmo arbusto moram sete fadas. Esse é um segredo que só Íris conhece. As fadas não aparecem para mais ninguém, somente para Íris. Isso porque as fadas são todas brancas e elas gostariam de ter cor. Todas as outras fadas do mundo são coloridas. As sete irmãs fadinhas são as únicas que são branquinhas.
Íris que gosta de tudo muito colorido já tentou várias vezes ajudar as amigas fadas. Uma vez Íris ganhou de presente uma aquarela. Então resolveu pintar as fadas de cor de rosa. Elas ficaram lindas e todas felizes, batendo as asinhas sem parar. Ficaram tão animadas que resolveram sair do arbusto e dar uma volta pelo jardim de Íris. Enquanto as fadinhas voavam entre as flores, Íris corria, dançava e cantava. Estavam todas tão felizes que nem perceberam uma nuvem que vinha chegando lá no céu. De repente, a chuva caiu. E para a tristeza de todas a tinta rosa foi escorrendo e as fadinhas voltaram a ser branquinhas. Mas Íris não desistiu. Um dia ela ainda há de conseguir colorir as suas amigas.
Passou-se algum tempo... Íris ganhou quatro potes de tinta. Claro que amou o presente. Ficou logo imaginando quanta coisa iria pintar.
Em um dia nublado Íris estava sem ter o que fazer. Ela detesta dias nublados porque fica tudo muito cinza. Foi aí que resolveu fazer o que mais gosta: PINTAR, COLORIR, PINTAR. Pegou uma folha de papel bem grande e foi para o seu jardim. Derramou um pouquinho de tinta vermelha e em seguida derramou um pouquinho de tinta amarela. As duas manchas de tinta foram se espalhando até se encontrarem e ao se misturarem formaram uma cor laranja. Íris ficou surpresa, pois tinha aprendido a fazer cores! Que felicidade! Sua pintura já estava com três cores: vermelho, laranja e amarelo. Íris muito curiosa, resolveu continuar. Perto do amarelo ela derramou um pouco da tinta azul clara. A cor azul se espalhou até encontrar o amarelo e formou uma cor verde. Que legal! Íris já tinha cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. Olhou e ainda restava um potinho com tinta azul escuro. Então colocou um pouquinho ao lado do azul claro. A tinta ficou ali paradinha. A sua pintura já estava com 6 cores. Mas dessa vez nada aconteceu, não surgiu uma cor nova. Foi aí que Íris resolveu começar de novo e pingou um pouquinho da tinta vermelha bem na pontinha da tinha azul escuro. As duas cores se misturaram e formaram uma cor violeta muito linda. A pintura de Íris ficou bem bonita com as sete cores:
vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, azul escuro e violeta. Íris pensou nas sete cores e nas sete fadinhas. Seria tão bom se ela conseguisse ajudar as amigas...
As nuvens quando viram a pintura de Íris ficaram tão felizes que chamaram o sol para vê-la. O sol achou a pintura tão linda que começou a brilhar de alegria. Com a alegria do sol as nuvens começaram a abrir caminho para os seus raios. Os raios do sol alcançaram a pintura de Íris. Nesse momento, a partir de cada cor se formou um arco subindo em direção ao céu. Que coisa mais linda! Íris estava muito contente. Ela nunca tinha vista algo assim na natureza.
As fadinhas que observavam de dentro do arbusto, vendo aquele arco tão cheio de cores resolveram sair voando para vê-lo bem de pertinho. Assim cada fadinha passou por uma cor. Ao atravessarem o Arco da Íris elas já não eram mais brancas. A Ana ficou violeta, a Biana ficou azul escura, a Ciana ficou azul clara, a Diana ficou verde, a Fiana ficou amarela, a Giana ficou laranja e finalmente a Liana ficou vermelha.
Todas ficaram muito felizes, pois finalmente, Íris tinha conseguido ajudar as amigas fadas. E ainda mais, tinha descoberto um modo de fazer os dias nublados e chuvosos mais alegres e bonitos. Era só colocar a sua pintura e quando o sol começasse a aparecer seu arco se formaria.
Foi aí então que Íris pensou nas outras crianças que também não gostam muito de dias cinza. Como ela poderia levar seu arco a todas essas crianças? Assim os dias delas também ficariam mais alegres e coloridos. As fadinhas resolveram retribuir a ajuda recebida. Afinal, Íris as tinha ajudado tanto! Elas iriam sair pelo mundo voando e em cada lugar chuvoso elas estariam com as sete cores para formar o Arco da Íris. Hoje todo mundo conhece o arco-íris.
Em 2008, quando a Sofia estava no Jardim I, passamos pela Unidade Animais, seis anos após a Ana Luiza ter passado pelo mesmo assunto. Foi a vez de fazermos o livrinho da Sofia. Ela quis que eu desenhasse os bichos que ela escolhia e queria o som dos animais. Os desenhos eu fiz utilizando as formas disponíveis no PowerPoint, um tremendo quebra-cabeça e os sons eu encontrei em um site na internet. Começamos em Junho de 2008 e até hoje brincamos com esse livrinho. Em um determinado momento a Sofia pediu para eu colocar os amigos dela para dizer que foram ao zoológico juntos. No início dessa semana a Sofia quis colocar a voz nas crianças. Então gravei a voz dela dizendo : oi, eu sou a Sofia, essa é a Malu, esse é Enzo, etc... e assim cada vez que aparece uma criança na apresentação vem o som. Ela simplesmente amou a novidade. Agora a Sofia disse que quer o hipopótamo cinza e a Ana Luiza deu a sugestão de colocar os balões com as falas e os sons. Tarefas encomendadas, mas não realizadas. Ou seja, o livrinho fica em construção bastante tempo proporcionando muita diversão.
Aqui estão as imagens de como o livro está no momento, e eu estou tentando descobrir como anexar apresentações no blog para ter a animação do "livrinho digital" registrada.
Quatro slides condensados em um.
No slide das crianças tem o som da voz da Sofia, nas flores tem o som da abelhinha e na árvore tem o som do grilo.
Quando a Ana Luiza estava no Jardim I, com 3 anos, a escola trabalhou a unidade de bichos. Fomos à livraria ver alguns livros infantis sobre animais, adequados à faixa etária. Quando eu já ia comprar o livro para ela levar para a escola pensei que poderia explorar o interesse dela por mais tempo. Comprando o livro, a Ana Luiza ia folheá-lo por um tempo e depois deixaria de lado. Foi aí que tive a ideia de fazer o livro com ela.
Fizemos passeios ao zoológico para escolhermos os animais que iríamos colocar no nosso livro, várias idas às livrarias para ver os livrinhos sobre bichos, assistimos a muitos episódios de Zoboomafoo e a cada sugestão fazíamos uma página nova do nosso livrinho ou incrementávamos uma já existente.
Depois de três semanas de alguns minutos diários saiu o bichonário com figuras capturadas na internet. Imprimimos, levamos na papelaria e encadernamos. O orgulho da Ana Luiza com o seu livrinho foi indescritível. A Ana Luiza ainda o tem guardado até hoje. E adora paginá-lo no PowerPoint já que está cheio de efeitos.
A aranha foi feita por mim no PowerPoint, as demais figuras foram escolhidas pela Ana Luiza na internet.
Nanda é uma menina muito linda. Tem só um probleminha: gosta de falar mentiras.
Todo mundo já explicou para ela que mentir não é legal.
Não combina com uma menina tão linda.
Mas nada adiantou. Até que um dia...
Nanda foi à pracinha com sua babá. Lá encontrou vários amiguinhos.
Estavam todos brincando, correndo. Pura alegria.
De repente, Nanda veio correndo até a sua babá e dizendo...
- Babá, babazinha. “O Pedrinho me bateu, pegou meu saco de pipoca, meu pirulito e meu picolé. E ainda por cima, babazinha, deu uma pisada no meu pé”.
A babá disse que isso não era possível e que ia falar com Pedrinho para ele pedir desculpas.
Quando a babá falou com Pedrinho descobriu que era mentira da Nanda.
A babá ficou muito chateada.
- Nanda, todos nós já conversamos com você. Já explicamos que não se deve mentir. Que se você continuar mentindo no dia em que falar a verdade ninguém vai acreditar. Bem, como não adiantou conversar hoje você vai para casa pensar no que você fez.- Babazinha, eu já pensei. Não vou mentir mais – Choramingou a Nanda.
Não adiantou, pois a babá não acreditou na Nanda, pensou que seria mais uma de suas mentiras e a levou para casa.
A Nanda ficou um pouco triste, pois as outras crianças continuaram brincando na pracinha. Mas realmente ela tinha feito uma bobeira.
Em casa a Nanda pensou, pensou :
- Pôxa vida, foi só uma brincadeirinha.Nanda ainda não tinha percebido que o que ela tinha feito era mentir.
Podia ser até uma brincadeira, mas brincadeira de mentir.
Já estava no hora de ir para escola.
Toda a turma do Jardim III estava brincando no pátio quando, de repente, Nanda veio correndo até a sua professora dizendo :
- Professora, professorinha. “O Zezinho me bateu, pegou meu saco de pipoca, meu pirulito e meu picolé. E ainda por cima, professora, deu uma pisada no meu pé”.
A professora chamou o Zezinho para conversar. Foi aí que ela descobriu que era mentira da Nanda.
A Professora ficou muito chateada.
- Nanda, eu já expliquei várias vezes que não devemos mentir. Que devemos sempre falar a verdade. Você sabe que quem mente sempre quando fala a verdade ninguém acredita. Não lembra da história do pastor de ovelhas ? Agora você vai sentar aqui comigo para pensar no que você fez.- Professora, eu já pensei e não vou mentir mais – falou a Nanda.
A professora acreditou. Assim, a Nanda voltou para a brincadeira.
A mãe da Nanda foi buscá-la na escola. A professora conversou com ela sobre a mania de mentir da Nanda.
Chegando em casa a babá contou para a mãe da Nanda o que aconteceu na pracinha.
As duas, mãe e filha, tiveram mais uma conversa sobre a importância de falar sempre a verdade.
Mas Nanda continuava achando que era tudo brincadeirinha.
O pai da Nanda chegou do trabalho trazendo uma surpresa : um enorme pirulito, colorido e delicioso.
Nanda quis logo ir no play mostrar o pirulito para os amiguinhos.
Enquanto isso... A mãe contou das mentiras da Nanda para o pai dela.
Lá no play estava o Paulão, um menino grandão e muito mal-educado.
Ele pegou o pirulito da Nanda e saiu correndo.
Nanda entrou em casa chorando.
- Pai, papaizinho, o Paulão pegou meu pirulito e saiu correndo. Pai ele não quer me devolver. Ele está comendo meu pirulito todinho.O Pai da Nanda que já sabia de todas as mentiras dela, não acreditou.
- Nanda, você está mentindo mais uma vez?O pai e a mãe da Nanda tiveram mais uma conversinha sobre falar sempre a verdade.
Dessa vez a Nanda entendeu e nunca mais brincou de mentir.
Essa historinha foi inventada quando a Ana Luiza tinha 4 anos e começou a falar umas mentirinhas. Fizemos um livrinho noPowerPoint com os desenhos feitos pela Ana Luiza. Agora conto a mesma historinha para a Sofia.