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terça-feira, 19 de abril de 2022

Exposição "Olhares e Releituras"


Fiz um passeio com a minha filha na região do Porto Maravilha e uma das paradas foi o MAR - Museu de Arte do Rio. O foco era a ver a exposição "Crônicas Cariocas" que está muito interessante e divertida, diga-se de passagem.

E, já que estávamos lá, fomos descendo os andares e dando uma olhada nas demais mostras em cartaz no museu que sempre traz ótimas exibições.

Quando chegamos ao segundo andar, me surpreendi. Uma sala chamou a atenção pelo colorido.



Eu não tinha lido nada sobre a exposição, então não sabia do contexto dela. Apenas entrei e me deixei envolver. E me envolvi tanto que até fiz poucas focos. 

Quando cheguei em casa fui pesquisar sobre a exposição "Olhares e Releituras" e descobri que são obras de resultantes das oficinas de arte do Instituto Olga Kos (IOK) no Museu da Arte do Rio de Janeiro. 





As obras expostas na mostra são de artistas com deficiência em idades variadas. Os participantes da oficina interpretaram 17 artistas brasileiros de reconhecido valor dentro e fora do país.





 As obras disparadoras das releituras foram divididas em famílias poéticas: 

Claudio Tozzi e Newton Mesquita representam ‘Cidade’; 
Caciporé Torres e Yutaka Toyota, a ‘Materialidade’; 
Luise Weiss e Verena Matzen representam “Narrativa e Memória”; 
Rubens Matuck e Isabelle Tuchband, o “Bucólico”; 
Eduardo Iglesias; Marysia Portinari; Takashi Fukushima e Ivald Granato, a “Cor” e,





 por fim, Gustavo Rosa; Inos Corradin; Marcello Grassmann; Ermelindo Nardin e Carlos Araújo o “Onírico”. 



 A palavra ‘releitura’ significa “ação de interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original”.  E a exposição está com uma sensibilidade indescritível. Fiquei mais emocionada ainda após conhecer o contexto dela. Já que voltar. 



Serviço Exposição: 
Olhares e Releituras 
Local: 2° andar do Museu de Arte do Rio - MAR 
Endereço: Praça Mauá, nº 5, centro, Rio de Janeiro 
Data: 19 de março até o dia 01 de maio de 2022 
Funcionamento: de quinta a domingo das 11 às 18 horas (última entrada no pavilhão de exposições às 17h)


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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domingo, 10 de abril de 2022

"Van Gogh e seus contemporâneos" - Exposição Imersiva

 

Na onda das exposições imersivas fui fazer um mergulho sensorial na exposição "Van Gogh e seus contemporâneos" na Casa França Brasil, no Corredor Cultural, no Centro do Rio.




A mostra multimídia traz as obras de Van Gogh e seus contemporâneos, como Cézanne, Gauguin, Soutine e outros, de forma digital com projeções 360°. A trilha sonora também contribui para fazer o público ter a sensação de se sentir dentro das obras.




Eu que sou bem fã de Van Gogh, depois de ter ido na exposição do Monet, estava com a expectativa lá em cima. Inclusive, fiz questão de ir ao Monet primeiro, pois achava que se fosse ao Van Gogh antes poderia ofuscar um pouco a experiência no Monet.



Mas não. "Van Gogh e seus contemporâneos" vale a pena sim, mas é melhor baixar as expectativas. 


O espaço é pequeno e está com a capacidade de público alta para o espaço.


 O que fez o ambiente ficar quente, poluído visualmente, e com isso não consegui "adentrar" nas obras como eu queria.



Mas de qualquer forma me encantei com as imagens. Achei interessante algumas delas projetadas não piso da Casa França Brasil.


No geral valeu a visita e a experiência. 


Eu até vou voltar com meu vestido branco e tentar virar um pintura de Van Gogh.


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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sábado, 9 de abril de 2022

"Monet a beira d'água" - Minha primeira exposição imersiva

 

Finalmente as exposições imersivas chegaram ao Rio de Janeiro. Depois de ficarmos aqui babando nas imagens dessas exposições pela Europa e por São Paulo, tivemos a oportunidade de conferir essa experiência da era digital.


A minha primeira imersão foi na exposição "Monet a beira d'água", que está rolando na região do Porto Maravilha. 


Foi difícil de escolher as imagens para o post. Como a exposição é um movimento de imagens, acabei fazendo mais vídeos do que fotos. Mesmo assim foram muitas fotos.


Então, escolhi as que mais refletem o meu mergulho no ambiente, me mostram banhada nas imagens.


Por isso abstraiam caras e bocas e foquem em como me misturo às obras (efeito do vestido branco, fica a dica).



A exposição é dividida em oito narrativas audiovisuais em que o visitante tem a oportunidade de mergulhar nas paisagens de Monet e sentir o movimento.



As pinturas são apresentadas em sequências de animações digitais em 2D e 3D.


O espaço é bem amplo, bem geladinho, dá para sentar,


se movimentar,


circular, brincar, dançar. Sim, em alguns momentos me senti em uma festa de cores, sons, luzes e sombras.


Não é uma exposição apenas para contemplar as obras.


Mas se sentir dentro delas.



Essa é a intenção. Fazer um mergulho nas pinceladas de Monet.


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", no CCBB

Nise da Silveira é uma médica psiquiátrica brasileira, revolucionária, conhecida mundialmente por inovar o tratamento de pessoas com sofrimentos psíquicos. Ela defenda e usava o afeto como metodologia científica no tratamento de seus pacientes. 

Nise da Silveira não aceitava as formas de tratamentos psiquiátricos em uso na época, como o eletrochoque, a lobotomia, o coma insulínico. Assim em 1946, ela criou a Seção de Terapêutica Ocupacional, Centro Psiquiátrico Nacional, do Rio de Janeiro. Neste centro ela aplicava a sua técnica que fazia uso de ferramentas artísticas e aplicações científicas para buscar formas de acessar as camadas da mente e criar um diálogo entre o inconsciente. 



Dentre as diferentes atividades, a pintura e a modelagem se destacaram como um meio de acesso ao mundo interno dos pacientes. A produção desses ateliês foi tão abundante que em 1952 nasceu o Museu de Imagens do Inconsciente. 


Eu sempre tive muita vontade de conhecer o Museu de Imagens do Inconsciente. O que impossibilitou a minha visita, até então, é o fato de o horário de funcionamento do museu ser nos dias de semana exatamente no horário do meu expediente. Ou seja, nossos horários de disponibilidade não são compatíveis.  Mas a visita ao museu para ver de perto o acervo de mais de 350 mil obras está na minha lista de desejos. 


Assim que eu soube que entre 9 de junho e 16 de agosto, três salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro estrão ocupadas pela exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", não me contive! Agendei um dia e horário que entendo ser o mais vazio e parti para ver um pequeno, mas muito interessante, recorte Museu de Imagens do Inconsciente.




A exposição que homenageia a cientista Nise traz mais de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente, trabalhos produzidos pelos seus clientes nos estúdios de modelagem e pintura. Além dessas peças, também fazem parte da exposição peças de Lygia Clark e Zé Carlos Garcia, fotografias de Alice Brill, Rogério Reis e Rafael Bqueer, vídeos de Leon Hirzsman e Tiago Sant’Ana e aquarelas e fotos de Carlos Vergara. 


A mostra também apresenta a trajetória de Nise, sua luta, conquistas e pensamentos. Conforme percorremos as três salas vamos conhecendo melhor a história de Nise, suas relações familiares e influências. 


Agora, nesse ano de  2021, faz 22 anos da morte de Nise da Silveira. Bem sugestivo já que 22 é o número que representa a loucura no imaginário popular. Nise diz que aprendeu muito com os loucos. 


Caminhando pela exposição conhecemos mais das histórias dos pacientes como, por exemplo  Emygdio de Barros (que pintou em em torno de 3.300 que fazem parte do acervo do Museu do Inconsciente).

Emygdio foi um paciente esquizofrênico que Nise levou para sei ateliê. A princípio, a médica não tinha autorização para levá-lo, mas notou no olhar que ele tinha vontade de ir com ela. Ao solicitar a autorização para o até então psiquiatra de Emygdio, Nise ouviu como resposta: "Se quiser autorização, eu dou, mas não adianta nada porque ele já está há mais de 23 internado, em estado de decadência psicológica muito profunda e não vai fazer nada que preste.". 

Emydgio não só produziu 3.300 peças (algumas expostas abaixo), como é considerado um dos raros gênios da pintura brasileira. 





Segundo Nise defendia "o que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com a outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito". 




Valeu muito a pena conhecer mais da luta dessa mulher que entrou na faculdade de medicina aos 15 anos, sendo a única mulher em uma turma de 157 homens, sendo uma das primeiras mulheres a se formar médica no país. Foi presa na época da ditadura militar e a partir daí ficou, como ela mesma dizia, com mania de liberdade. 

No ateliê, seu centro de tratamento, as portas e janelas eram mantidas sempre abertas, sem delimitações de território e de talento.


Caminhando pela exposição experimentamos o que já foi mais do que comprovado: o resultado dos métodos de tratamentos defendidos por Nise é inacreditável: além dos indivíduos melhorarem em seu comportamento, pintam verdadeiras obras de arte. É inquestionável! Ou, pelo menos, deveria ser. 


Esse é o 13º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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terça-feira, 20 de abril de 2021

Exposição 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, no CCBB

Saudade de algo que agrega. Saudade de algo que expande o nosso mundo. Saudade de algo que nos transporta para uma viagem imaginária real. Saudade de algo que alimenta a alma. É saudade de arte. 

A mostra "1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira", no CCBB-RJ, abordando a importância do colecionismo no Brasil. 

A exposição reúne nada mais, nada menos do que 119 obras de 68 artistas, pertencentes à coleção do casal carioca Andrea e José Olympio Pereira. É uma coleção de "responsa", né?



Apesar de peças mais antigas, a queridinha a exposição é a aquisição mais recente da coleção, a pintura “De onde surgem os sonhos” (2021), de Jaider Esbell.





E mostra está organizada em oito salas com acervo rico e diferenciado. Tem peças de artistas diferentes gerações, em diversas linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia.

Já entramos na exposição sendo impactados! A primeira sala que leva o nome de “A Coleção” tem única obra: a instalação homônima do artista paulistano Pazé. 

É tranquilizador, pelo lado da situação que estamos, entrar na sala ampla e encontrá-la assim vazia. Por outro ado dá uma tristeza ver um ambiente tão rico sendo pouco desfrutado. Ver o trabalho das pessoas que fizeram a exposição acontecer não receber o público que merece. Mas é necessário que seja assim. 


A obra em questão é feita em adesivo vinílico  e cobre todas as paredes do espaço com a imagem de uma coleção de pinturas. Os muitos quadros possuem personagens que olham para nós, os visitantes. Tem também uma simetria. Parece que quem te olha pela frente também te observa por trás.


Outra sala completamente vazia. Aliás, todas estavam assim. E justamente por isso que eu fiquei para conferir a mostra e satisfazer o meu desejo de consumir arte. 

Essa. é a maior sala da exposição. São 42 obras, e chama-se “Costela de Adão”, inspirada na pintura de Marina Rheingantz, de 2013. Justamente o quadro que eu não fotografei nessa sala. Péssima blogueirinha, eu. 

 

Nessa sala que está a queridinha da exposição. 


Uma sala bem colorida também. 


O tema nessa sala é basicamente sobre paisagem. Ah que vontade de estrar dentro dessa janela nessa tela. Abrir a janela e me deparar com a paisagem e o verde ao redor. 


Já na quarta sala me deparo com ninguém mais, ninguém menos do que Adriana Varejão. Não ela em pessoa, mas ela em sua obra “Azulejaria com incisura vertical” (1999).




O tema dessa sala de nome "WAR" é violência e conflito que está refletido em peças com várias linguagens, como o neón “Sex,War & Dance” (2006), de Carmela Gross.


Eu achei muito interessante a instalação “Como se fosse verdade” da dupla Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, de 2017, que inclusive dá o nome à sala em que está exposta. A obra é composta por retratos de pessoas que passavam por um terminal de ônibus que foram transformados em capas de CDs.


Eu que adoro uma interação com as obras de arte, gosto de me sentir fazendo parte da exposição, me ver dentro da peça, claro que fui me encaixar e me ver refletir. Fiquei tão entretida com essa arte que me esqueci de ver o nome dela e do artista. 



Esse é o 7º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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