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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Estou de férias e não viajei por motivos de passagens em preços absurdos. Tudo caro e dolarizado. Então resolvi ficar pelo Rio de Janeiro. Afinal várias pessoas pagam caro para viajar para cá e explorar as nossas belezas. E eu que já estou aqui vou sair por quê? A opção foi fazer alguns bate e volta pelas cidades ao arredores

Mais um bate e volta do Rio. Esse foi a Paty do Alferes, no Vale do Café, conhecida pela Festa do Tomate. 

O nosso passeio foi dividido em duas etapas. Na parte da manhã focamos no Circuito da Cachoeiras, que na verdade ficam em Miguel Pereira, e na Ponte Férrea Viaduto Paulo de Frontin, de 1897. 

Esse trecho do passeio foi feito de buggy com saída da praça central de Paty. 
A primeira parada foi brinde!  Cachoeira Monte Líbano.

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

A cachoeira Monte Líbano estava fechada há um ano e meio por conta da implantação de uma Usina Hidroelétrica no Rio Santana, por isso ela não estava no nosso roteiro inicial. 

Após passar por uma faixa na estrada reclamando da destruição ambiental devido a ganância humana e ouvir a história sobre a construção da usina, a curiosidade bateu forte. 

Ao virar para esquerda pedi para o guia para tentarmos chegar o mais próximo possível. Eu queria tentar ver a cachu nem que fosse de longe. E assim fizemos o retorno, mas sem grandes esperanças. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira



Para nossa surpresa a Monte Líbano estava recém reaberta. Com uma área de mirante construída e uma sinalização de acesso que parecia não ter sido finalizado ainda. Mas não nos intimidamos com a precariedade da trilha. Aliás, uma aventura no caminho torna o destino mais desejável. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira


Assim chegamos a beira do rio e de frente para a queda d'água. Claro que mergulhamos! Arrisco a dizer que inauguramos a cachoeira em sua reabertura. Uma delícia! 


De lá seguimos a estrada de barro que já foi o caminho da linha do trem, rodeada pela vegetação da Serra do Mar, beirando o rio. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Chegamos na nossa primeira parada oficial do roteiro, mas nossa segunda parada do dia: a Cachoeira da Prainha. 

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Uma cachoeira meio escondida, com acesso não muito fácil, mas que vale todo o esforço. Linda, tranquila, deserta, com água clara. Uma ótima energia. Tem até um ofurô natural (uma banheira de pedra dentro da água do rio).

Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

No caminho para a terceira cachoeira passamos por baixo do Viaduto Paulo de Frontin, de 1897, e considerado o único viaduto em ferro e em curva no mundo. 


Chegamos a Cachoeira do Poção. Essa já é bem conhecida e tem infraestrutura com bar, banheiro e duchas. Um espaço bem amplo com gramado à beira do Rio. A queda d'água é bem linda e com espaço pra curtirmos um ótimo banho. 

Justamente por ter a infra costuma ficar meio cheia nos finais de semana. A facilidade e o conforto podem trazer outros desconfortos, né?

Mas como nós fomos em uma sexta-feira encontramos o espaço completamente vazio e os bares fechados. Tranquilidade. Só nós. Cachoeira particular! E realmente essa cachoeira fica em uma propriedade particular, porém o acesso é liberado.


Circuito de Cachoeiras em Miguel Pereira

Completando o roteiro planejado das cachoeira, fomos ver a Ponte Férrea Paulo de Frontin. Agora porr cima e curtir um friozinho na barriga nos seus 34 metros de altura. 

A construção da estrada de ferro foi projeto do imperador D Pedro II era para ajudar os plantadores de café que já estavam em decadência. As pessoas podiam ir de trem do Rio de Janeiro a Miguel Pereira. Como não havia estrada na época, a inauguração da linha de trem foi uma grande novidade e fomentou o movimento de veraneio na região. Hoje a linha está desativada e a ponte é utilizada para fotos e para prática de rapel. 


Voltamos para Paty para a segunda etapa do nosso passeio parando antes no Lago Javary. Uma manhã de surpresa e aventura. Uma manhã de lavar a alma e de encher os olhos de céu.

Fizemos o percurso de bugre com o Luciano do @alferesextremo.

Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.



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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Parque da Catacumba - Um Museu em Meio à Natureza

Parque da Catacumba, na Lagoa Rodrigo de Freitas, é mais um desses recantos encantadores do Rio de Janeiro. 


E um espaço com muita natureza, trilhas, dois mirantes com vistas deslumbrantes


Além disso tem 32 esculturas, marcos da arte contemporânea brasileira, espalhadas pelo belíssimo jardim, cercado pela Mata Atlântica. 


Eu já visitei e passeei pelo Parque da Catacumba diversas vezes, mas essa foi a primeira vez que fui com o foco exclusivo de ver as obras de arte. 


Fiz o percurso das esculturas desse museu a céu aberto. 


Mesmo produzidas com materiais resistentes como bronze, mármore e ferro, as obras expostas na natureza sofrem a ação do tempo. Agora está em uma ótima fase para visitá-las, pois foram restauradas recentemente, no final de 2020.


Estão lindas, com as cores bem vivas que contrastam belamente com a natureza ao redor. 


Além de se integrarem perfeitamente ao ambiente tanto nas formas como na temática. Na foto acima s escultura "Raízes Amazonas", de Fernando Casás, e abaixo "Príncipe dos Bosques", de Remo Bernucci.



Todas as obras expostas possuem placas com códigos QR. Dessa forma, nós visitantes podemos acessar os textos da curadora Vanda Klabin com informações sobre as esculturas e seus criadores. 



A maior parte dos visitantes do Parque da Catacumba vão lá em busca de aventura, fazer exercícios, percorrer as trilhas e ter contato com a natureza. 


Vemos poucos desfrutando desse verdadeiro museu a céu aberto. Uma pena. É muito bom conciliar arte, natureza, convivência, cultura, saúde tudo em um único local. 


A interação com a arte e a integração com a natureza fazem desse, um passeio pra restaurar a alma. 




Esse é o 14º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", no CCBB

Nise da Silveira é uma médica psiquiátrica brasileira, revolucionária, conhecida mundialmente por inovar o tratamento de pessoas com sofrimentos psíquicos. Ela defenda e usava o afeto como metodologia científica no tratamento de seus pacientes. 

Nise da Silveira não aceitava as formas de tratamentos psiquiátricos em uso na época, como o eletrochoque, a lobotomia, o coma insulínico. Assim em 1946, ela criou a Seção de Terapêutica Ocupacional, Centro Psiquiátrico Nacional, do Rio de Janeiro. Neste centro ela aplicava a sua técnica que fazia uso de ferramentas artísticas e aplicações científicas para buscar formas de acessar as camadas da mente e criar um diálogo entre o inconsciente. 



Dentre as diferentes atividades, a pintura e a modelagem se destacaram como um meio de acesso ao mundo interno dos pacientes. A produção desses ateliês foi tão abundante que em 1952 nasceu o Museu de Imagens do Inconsciente. 


Eu sempre tive muita vontade de conhecer o Museu de Imagens do Inconsciente. O que impossibilitou a minha visita, até então, é o fato de o horário de funcionamento do museu ser nos dias de semana exatamente no horário do meu expediente. Ou seja, nossos horários de disponibilidade não são compatíveis.  Mas a visita ao museu para ver de perto o acervo de mais de 350 mil obras está na minha lista de desejos. 


Assim que eu soube que entre 9 de junho e 16 de agosto, três salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro estrão ocupadas pela exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", não me contive! Agendei um dia e horário que entendo ser o mais vazio e parti para ver um pequeno, mas muito interessante, recorte Museu de Imagens do Inconsciente.




A exposição que homenageia a cientista Nise traz mais de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente, trabalhos produzidos pelos seus clientes nos estúdios de modelagem e pintura. Além dessas peças, também fazem parte da exposição peças de Lygia Clark e Zé Carlos Garcia, fotografias de Alice Brill, Rogério Reis e Rafael Bqueer, vídeos de Leon Hirzsman e Tiago Sant’Ana e aquarelas e fotos de Carlos Vergara. 


A mostra também apresenta a trajetória de Nise, sua luta, conquistas e pensamentos. Conforme percorremos as três salas vamos conhecendo melhor a história de Nise, suas relações familiares e influências. 


Agora, nesse ano de  2021, faz 22 anos da morte de Nise da Silveira. Bem sugestivo já que 22 é o número que representa a loucura no imaginário popular. Nise diz que aprendeu muito com os loucos. 


Caminhando pela exposição conhecemos mais das histórias dos pacientes como, por exemplo  Emygdio de Barros (que pintou em em torno de 3.300 que fazem parte do acervo do Museu do Inconsciente).

Emygdio foi um paciente esquizofrênico que Nise levou para sei ateliê. A princípio, a médica não tinha autorização para levá-lo, mas notou no olhar que ele tinha vontade de ir com ela. Ao solicitar a autorização para o até então psiquiatra de Emygdio, Nise ouviu como resposta: "Se quiser autorização, eu dou, mas não adianta nada porque ele já está há mais de 23 internado, em estado de decadência psicológica muito profunda e não vai fazer nada que preste.". 

Emydgio não só produziu 3.300 peças (algumas expostas abaixo), como é considerado um dos raros gênios da pintura brasileira. 





Segundo Nise defendia "o que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com a outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito". 




Valeu muito a pena conhecer mais da luta dessa mulher que entrou na faculdade de medicina aos 15 anos, sendo a única mulher em uma turma de 157 homens, sendo uma das primeiras mulheres a se formar médica no país. Foi presa na época da ditadura militar e a partir daí ficou, como ela mesma dizia, com mania de liberdade. 

No ateliê, seu centro de tratamento, as portas e janelas eram mantidas sempre abertas, sem delimitações de território e de talento.


Caminhando pela exposição experimentamos o que já foi mais do que comprovado: o resultado dos métodos de tratamentos defendidos por Nise é inacreditável: além dos indivíduos melhorarem em seu comportamento, pintam verdadeiras obras de arte. É inquestionável! Ou, pelo menos, deveria ser. 


Esse é o 13º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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sábado, 12 de junho de 2021

Visconde de Mauá - Vila de Mauá



Visconde de Mauá é uma região bem linda da Serra da Mantiqueira. Tem muita natureza, rios e cachoeiras. A região é composta por três vilas principais e vales encantadores ao seu redor.

Eu já estive em Visconde de Mauá diversas vezes. E sempre optei por me hospedar na Vila de Moromba que tem a famosa cachoeira do escorrega, ser a área que atraía mais o povo hippie por ser um lugar de boas energias, ou na Vila de Maringá que é a mais agitada, com mais infra e uma ponte que te leva do Estado do Rio de Janeiro para o Estado de Minas Gerais.

Dessa vez escolhi fazer diferente e pela primeira vez fiquei na Vila de Mauá. Considero a mais local delas. E gostei muito. 

A chegada à Vila de Mauá já encanta pela simplicidade e a sensação de termos atravessado um portal do tempo e retornado ao passado.  


Tem uma praça verde, com um campo de futebol, a Igreja de São Sebastião e casinhas com janelas coloridas e um centro de informações turísticas. Tudo bem-cuidado, colorido e transpirando tranquilidade.


O Centrinho da Vila de Mauá é aquele lugar cheio de encanto, onde a tranquilidade reina (em dias de semana e na baixa temporada) e o charme impera. 


São vários cafés, lojinhas de artesanato e produtos locais, restaurantes e galeria de arte. 


Geleias, queijos e produtos de truta são os mais tradicionais da região.




O colorido das casas, os detalhes das janelas, as flores nas calçadas os canteiros de pneu reaproveitado, tudo exala simplicidade e muita criatividade. 


A Aldeia dos Imigrantes é mais um espaço gracioso e cheio de arte. É  uma espécie de galeria, com lanchonetes e lojas de artesanato. Quando estive por lá, agora no início de junho, estava acontecendo uma feira de livros e vinil. 



Sim, em cada lojinha, em cada casa, nas calçadas, em cada canto percebemos o toque pessoal dos moradores.


O canteiro central da rua principal, por exemplo, é todo ornado com flores e canteiros feitos com pneus reaproveitados e decorados. 

Percebemos esse toque nas curvas da estrada que leva até a vila de Maringá.


Uma simplicidade que encanta e faz a diferença.



Na trilha para o rio. 



Aliás, o Rio Preto cruza a vila e passa pelos fundos do quintal de várias casa. 



Aliás,  Rio Preto cruza a vila e passa pelos fundos do quintal de várias casa. Podemos acessar o Rio Preto pela Ponte dos Cachorros que fica no gramado verde, que é uma espécie de praça, onde tem o parquinho infantil. Essa ponte passa sobre o rio e nos leva até o Parque da Pedra Selada. 


Enfim, os caminhos na Vila de Mauá convidam à contemplação.


A natureza transborda em detalhes e cores e parece agradecer aos cuidados que recebe dos moradores. 


Caminhar na rua principal observando os detalhes desse refúgio de beleza me fez respirar fundo e sorrir com os olhos (nariz e boca estavam atrás da máscara) ao ter certeza de que basta as pessoas quererem para fazerem a diferença.


Esse é o 9º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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