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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

World Trade Center em Nova York

 

Um dia que marcou o século XXI, 11 de setembro de 2001. eu me lembro nitidamente da sensação que senti quando soube da notícia: estarrecimento! Passei a manhã inteira em uma sala de reunião sem saber do que estava acontecendo lá fora. Quando abri a porta, percebi um certo burburinho, as pessoas com caras de chocadas, meio incrédulas, meio assustadas. Fiquei sabendo da notícia. Um atentado havia derrubado as Torres Gêmeas em Nova York. 

O World Trade Center original era um complexo de sete edifícios, entre eles as Torres Gêmeas. O atentado além de derrubar as torres e matar mais de 2.700 pessoas, afetou também a estrutura dos demais edifícios do complexo original. A partir de então o complexo, localizada no extremo sul da cidade, foi todo reconstruído, mostrando a capacidade de recuperação de olhar para o futuro sem esquecer a história e o passado.

O complexo conta com novos seis edifícios e diversas atrações que são extraordinários em seu design, simbolismo e lembrança.Se tornando um ponto turístico obrigatório para quem visita Nova York. 

Quando estivemos na cidade em 2012 parte do complexo já estava reconstruído, mas acabamos não fazendo a visita. Dessa vez, no início de 2020, fizemos o passeio e fomos conhecer esse centro que marcou a história e que estarrece até hoje quem por ali passa.

World Trade Center em Nova York

Nós começamos a nossa experiência no World Trade Center pela "Oculos", a estão ferroviária supermoderna que conecta diversas linhas de metrô e o trem PATH para Jersey.

O espaço que além de estação contempla também uma praça e um shopping é simplesmente imperdível. Com um design único e moderno dá a sensação de que tem um ritmo cadenciada, fácil, que flui. Inspira leveza e fluidez. 

THE OCULUS

O design externo foi feito para se parecer com uma pomba. Eu realmente não sei dizer se fiquei mais impressionada com a parte interior ou o exterior da estação. Eu sei que lá dentro eu me senti como Pinóquio andando no interior da baleia. 

THE OCULUS

Da estação seguimos caminhando para o One World Trade Center, ou Freedon Tower, que foi construído bem ao lado de onde as torres gêmeas se localizavam. O edifício com 541 metros de altura (incluindo a antena) é o arranha-céu mais alto do hemisfério ocidental e o mais alto de Nova York. 

Parar embaixo dele e olhar para o alto dá uma sensação de enormidade uma mistura de céu e concreto. Ver o reflexo das nuvens correndo em suas janelas refletoras dá uma sensação de movimento, de velocidade. É algo que encanta. E dá um frio na barriga saber que podemos estar lá no topo. 

ONE WORLD OBSERVATORY



Sim, no alto do One World Trade Center está o One World Observatory. Esse era o nosso objetivo. Entrar no modernoso edifício e chegar no topo 102º andar pelo Sky Pod e de lá ter a visão 360º da cidade.


ONE WORLD OBSERVATORY

Vamos lá, Sky Pod é o nome do elevador do One World Trade Center. Esse elevador é uma loucura. Aliás, esses elevadores porque são ao todo cinco que vão do térreo até o 102º anda em 60 segundos. Isso, mesmo! São 500 metros em um minutinho apenas. E eu que estava que o reflexo das nuvens na fachada do prédio davam a sensação de velocidade... nem sabia o que me esperava. Mas não rola frio na barriga, não! Durante a subida é exibido um filme com imagens do surgimento do prédios da Big Apple e sua famosa sky line atual. 

Chegando no 102º andar somos levados a uma sala onde é exibido um filminho bem interessante que mostra o ritmo frenético da cidade. Não vou estragar a surpresa, mas esteja preparado (ou não esteja, talvez seja até melhor) para o final do filme. É muito épico.

Mas não é 102º que está o observatório, descemos para o 101º andar com três restaurantes, todos com vista incrível. Mas nós passamos batidas. Descemos mais um andar. Aí sim chegamos ao deck do observatório. São 360 graus de vista que possibilita reconhecer vários pontos de Manhattan como a Estátua da Liberdade, Nova Jersey, Brooklyn Bridge, Empire State Building, Hudson River, Staten Island, Brooklyn e por aí vai.. Eu adoro essa vista do alto da cidade. É ótimo para nos localizarmos. 

Há também o Sky Portal - um piso de vidro com imagens diretas de uma câmera ao vivo apontada para baixo.

Era tanta vista linda que nem dava vontade de descer. 


ONE WORLD OBSERVATORY

Mas descemos e seguimos o nosso passeio para o Memorial 11 de Setembro com duas enormes piscinas instaladas onde ficavam as Torres Gêmeas. As piscinas com queda d'água infinita. As cascatas simbolizam as lágrimas pelos pelos mortos no atentado. 



E um memorial com os nomes de todos as pessoas que perderam suas vidas em 11.09.2001 e também no primeiro atentado ao WTC, em 26.02.2003. Os nomes estão gravados em placas de bronze. 

É comum encontrarmos rosas brancas como homenagem ao aniversário da pessoa. 

A visita ao memorial emociona, traz muitas reflexões sobre seu significado. Afinal o Memorial está ali para lembrar as perdas, reconhecer a resistência daqueles que sobreviveram, a coragem daqueles que arriscaram suas vidas para salvar outras pessoas e a compaixão de todos que apoiaram que precisava. 



Ali no memorial também está Survival Tree (árvore sobrevivente) que tem uma história bem interessante. Ela foi a única árvore que sobreviveu ao redor do World Trade Center. Foi encontrada pelos bombeiros e levada para tratamento. Resistiu aos destroços e está viva como um milagre da natureza. Está ali representando a resiliência e a esperança. Nós vimos no inverno por isso não estava florida. mas curiosamente ela é sempre a primeira a florescer quando chega a época. 


É impossível estar no World Trade Center e não querer o tempo todo olhar para o alto e contemplar o One Worl Trade Center que é visto de vários pontos da cidade. 


Próxima parada foi no Museu Nacional do 11 de Setembro. Um local em que experimentamos uma montanha-russa de emoções enquanto visitamos o acervo riquíssimo em seus  30 mil m² bem amplos, mais de 20 mil fotos, 10 mil artefatos e 2 mil gravações que tratam de manter viva a história do inesquecível 11 de setembro, o dia que deixou o mundo estarrecido. 


MUSEU NACIONAL DO 11 DE SETEMBRO

Os detalhes do dia são apresentados por meio de tantos meios e visuais comoventes. Estar de frente com a Última Coluna, uma coluna de 36 pés de altura coberta de lembranças, cartazes e outros itens memoriais feitos por trabalhadores e equipes de resgate oferecem lembretes assustadores da devastação, é de tirar o fôlego.


MUSEU NACIONAL DO 11 DE SETEMBRO

Ver o estado que ficou a antena que se localizava no topo de uma das torres faz imaginar o horror daquele dia mesmo para quem estava no hemisfério oposto. 

MUSEU NACIONAL DO 11 DE SETEMBRO

Estar frente a frente com caminhão de bombeiros pertencente à FDNY Ladder Company 3 totalmente mutilado é imaginar o arrepio e a tensão que as pessoas que se dedicaram a ajudar sentiram. É de admirar mais ainda a coragem e entrega dos socorristas que correram em direção ao perigo enquanto outros fugiam. Uma visita realmente impactante. 

MUSEU NACIONAL DO 11 DE SETEMBRO


Ainda circulamos pela área, fomos comer no Eataly que tem ali perto e antes de retornarmos passamos na St Paul's Chapel, uma  pequena e charmosa igreja de 300 anos. O que nos chamou a atenção foi esse prédio antigo contrastando com a modernidade atual da área. Ela parecia coisa de filme com as lápides antigas fincadas na grama verde entre árvores sem folhas. Ficamos curiosas e entramos. 



Na verdade o lugar de paz e oração também fez parte da história daquele fatídico 11 de setembro. A capela serviu como refúgio para equipes de resgate que cuidavam do local do World Trade Center. Muitos foram para a St. Paul em busca de comida, abrigo e descanso. 

Um ponto interessante é que a St. Paul's Chapel o viveu à sombra das torres gêmeas, bem próxima e, no entanto, quando elas caíram e abalaram todo o entorno fazendo com que os demais prédios tivessem que ser demolidos, a igreja que é a construção mais antiga de Manhattan se manteve intacta. Nenhuma pedra no pátio da igreja foi danificada, nem um dos vidros se quebrou. Incrível, né?

Parada ali no meio do pátio da igreja enquanto admirava o contraste da resistência do passado com a fragilidade do futuro mais uma vez admirei a beleza o World Trade Center. 


Esse é o 16º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Projeto prejudicado pelo período que estamos vivendo. 


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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Roosevelt Island em Nova York




Não fazia parte do nosso roteiro de oito dias em Nova York visitar a Roosevelt Island. A grande maioria dos turistas não colocam a ilha na sua lista de prioridades ou nem sabem que ela existe.


Para ser bem franca eu sabia da existência do tal bondinho que foi cenário de uma cena do filme do Homem-Aranha, mas só tinha ouvido falar do passeio do bondinho em si. Tipo ir e voltar. Assim, não vi muita vantagem em incluir o passeio no meu roteiro, diante de tantas outras opções que a Big Apple oferece. Nem mesmo sendo a nossa segunda vez na cidade que nunca dorme.


Mas estava no meu roteiro encontrar com um amigo de infância que mora por lá. Nesse dia de encontro com o Adriano ele sugeriu caminharmos por Rossevelt Island, apesar do frio. 


O passeio de bondinho é uma atração em si. Não vou negar. O visual sobre o East River é fantástico e o bondinho passa ao lado da Queensboro Bridge.



Mas além do bondinho essa simpática ilha oferece outros atrativos que fazem valer a visita.
Seguimos nosso passeio beirando o rio e caminhando em direção à ponta sul da ilha. É um trajeto que nos dá a oportunidade de ver Manhattan por um outro ponto de vista.


Podemos contemplar Upper East Side e ver prédios famosinhos, alguns já visitados por nós, como o Chrysler Building, Empire State, o prédio da ONU e até o One World Trade Center.


Todo esse percurso beirando o rio é  cheio de árvores que na época estavam secas, apenas os galho. O que deixa um visual interessante também. Mas fiquei imaginando o mesmo caminho em épocas em que as árvores estejam floridas. Também tem banquinhos para quem quiser sentar e relaxar contemplando o fluxo do rio.

Seguindo o nosso caminho chegamos a um dos pontos turísticos de Roosevelt Island,  ruínas do antigo Smallpox Hospital



O Smallpox Hospital, que tem muita história já tendo até sofrido com incêndios, em meados dos século 19 era famoso pela ala psiquiátrica com mais de cem leitos. Depois virou quartel de quarenta para imigrantes e escola de enfermagem.
Ficar parada em frente a essas ruínas, sabendo o que ali já foi, faz a imaginação ir longe. Ficamos ali, eu e meu amigo, conversando, imaginando histórias, angústias e alegrias vividas naquele local.

Seguindo em frente caminhamos com tranquilidade em direção a outro ponto turístico de Roosevelt Isaland, o Four Freedons Park.





É um parque construído em homenagem ao presidente Franklin D. Roosevelt. Tem uma escadaria, uma pegada moderna e um visual incrível do rio. É de lá que dá para avistar  o icônico letreiro da Pepsi, que fica em Long Island City.

Eu estava tão entretida em atualizar o papo com o meu amigo que nem fiz fotos dessa parte. Também estava bastante frio nesse dia. A vontade de deixar as mãos aquecidas dentro do bolso era tanta que dava até preguiça de fotografar. 



Engana-se quem pensa que o passeio termina na estação do bondinho na Roosevelt Island.




A ilha que foi durante o século XIX uma espécie de ilha-hospital, com algumas instituições para tratamento de varíola, o  hospital psiquiátrico que hoje é ponto turístico psiquiátrico e também asilos,  e que depois de uma temporada meio abandonada e a partir de 1970 começou a se tornar a ilha residencial que é hoje, tem seus atrativos. Um deles é a tranquilidade. Totalmente o oposto de Manhattan. É uma fuga para observar aquele burburinho de longe e recuperar o fôlego. 

Ah, seguindo para a ponta norte da ilha está o Lighthouse Park, com um farol e mais visual deslumbrante. Mesmo tendo ônibus gratuitos que circulam na ilha disponíveis, preferimos voltar para Manhattan e tomar um café quentinho na casa do meu amigo, agradecer o passeio e o carinho dele.


Esse é o 13º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.


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quinta-feira, 19 de março de 2020

Parque National Mall em Washington - passeio de Bate e Volta de Nova York


Eu normalmente não gosto desses passeios de bate e volta em algum lugar. Acho que são corridos e não dá para aproveitar o lugar como ele merece. Essa era a minha dúvida: estando em Nova York eu deveria dar um pulinho em Washington? Será que eu não perderia um dia precioso na Big Appel cheia de atrações para passar de passagem pela capital Norte Americana? Dúvida martelando... acabei decidindo fazer o passeio. Teríamos um dia para Washington!

Aí veio a segunda dúvida: faríamos o passeio independente ou contrataríamos um desses passeios de grupo. Normalmente prefiro fazer de forma individual e no nosso tempo, decidindo o roteiro conforme o nosso interesse, Mas acabamos contratando um passeio em grupo. E agradecemos por essa escolha. No dia estava muito frio e precisaríamos sair de Nova York muito cedo. Se o passeio fosse por nossa conta teríamos desistido.

Lá fomos nós para um dia em Washington. Fizemos algumas paradas estratégicas e o ponto turístico mais surpreendente National Mall. Calma, não é um shopping. É um parque! Juro que quando a guia da excursão avisou que o National Mall estava no nosso roteiro eu logo pensei: "não acredito que tendo apenas um dia em Washington iremos gastar tempo em um shopping!". Já deu para ver que eu fui no bonde da excursão, não pesquisei nada sobre a capital dos states. Total alienada da situação. Sabia da Casa Branca, do Pentágono, do Capitólio, dos monumentos, e olhe lá.

O Parque National Mall me surpreendeu!  É um parque nacional que consiste num corredor extenso que vai do Capitólio até o Lincoln Memorial. São  4 km de extensão com muita atração e muitos cenários de filmes. É bem o retão que está marcado em rosa no mapa. A área verde com o lago na parte de baixo já é outro parque, o West Potomac Park. E a parte verde acima do obelisco, onde tem a Casa Branca, é President's Park.


O que visitar no National Mall em Washington



O National Mall concentra quase todas as atrações mais famosas de Washington. É com certeza a área mais visitada da cidade. O parque, além da área verde, banquinhos, árvores, coisas de parque mesmo, tem vários monumentos importantes e cheios de história, e é cercado por diversos museus.

Nós começamos o nosso passeio no National Mall pelo Lincoln Memorial. 


Um monumento imponente, inspirado no Paternon de Atenas, na Grécia, que é símbolo da democracia. O Lincoln Memorial foi construído para homenagear o 16º presidente do Estados Unidos, Abraham Lincoln, o presidente mais famoso dos EUA (ele até está impresso na nota de U$5) e um grande defensor da democracia. 

Ao chegar ali juro que eu não sabia se subia as escadas para ver o Lincoln Memorial famoso por discursos históricos e pela cena do filme "Uma Noite no Museu 2" ou se ia para o espelho d'água da cena marcante do filme Forrest Gump.



Uma coisa de cada vez, né? Começamos pelo Lincoln Memorial. Subindo as escadas chegamos no marco da manifestação de direitos humanos onde qual Martin Luther King, em 1963, disse a famosa frase "Eu tenho um sonho".


A cada degrau em direção ao interior do Lincoln Memorial eu olhava para trás para contemplar o Reflecting Pool que separa o National World War II Memorial do Lincoln Memorial. A vista sempre alcança o maior obelisco do mundo, o Washington Monument. De pendendo do nosso posicionamento dá para ver até o Capitólio, ou seja, toda a extensão do parque.


Lá no alto, já dentro no memorial está a estátua de Abraham Lincoln. É impressionante o tamanho deste monumento.

O que visitar no National Mall em Washington


Descemos as escadas contemplando a vista, chegamos mais perto do espelho d'água e fomos dar uma olhada em outros monumentos próximos.

O Korean War Veterans Memorial, o Memorial aos Veteranos da Guerra da Coreia é impactante. São esculturas de 19 soldados representantes dos ramos das forças armadas como o Exército, a Marinha e a Força Aérea, que refletidas no muro de granito se tornam 38, representando assim o paralelo que divide a Coreia do Sul e do Norte.

O que visitar no National Mall em Washington


A outra parte bem impactante é a parede de granito criada por Louis Nelson com milhares de fotos recolhidas dos arquivos nacionais de soldados que combateram na Coreia. Na ponta do triângulo está o círculo da Piscina da Recordação com bancos e árvores. Uma frase que está inscrita no Memorial fica na memória: "Freedom is not free". O outro lado do triângulo está o o Muro das Nações Unidas, que lista os 22 países membros da ONU que contribuíram para o esforço da guerra. O Brasil não está nessa lista.

O que visitar no National Mall em Washington

São muitos memoriais no National Mall. A vontade era de ver todos, mas não teríamos tempo suficiente. O ideal seria ter um dia só para este parque. Então tivemos que fazer nossas escolhas.  Seguimos para o Vietnam Veterans Memorial.

Memorial  que homenageia os integrantes das forças armadas dos EUA que lutaram, morreram em serviço ou foram considerados desaparecidos em ação nessa que foi uma das guerras mais controversas que teve participação dos Estados Unidos, a Guerra do Vietnã.

O Memorial aos Veteranos da Guerra do Vietnã é dividido em três partes: a Estátua dos Três Soldados, o Memorial das Mulheres do Vietnã

O que visitar no National Mall em Washington

e o famoso e um dos mais visitados do parque, Muro do Memorial aos Veteranos do Vietnã. Uma parede preta, lista, sem decoração (o que não agradou ao público inicialmente) com os mais de 58 mil nomes dos americanos mortos durante a guerra, listados em ordem cronológica de sua morte.

O que visitar no National Mall em Washington

E como o visitante que veio buscar conforto e homenagear alguém? Tem esse livro com os nomes em ordem alfabética indicando a localização do nome na parede. 

O que visitar no National Mall em Washington

Como falei são muitos memoriais e tivemos que passar batidas pelo Memorial a Franklin Delano Roosevelt, Memorial de Thomas Jefferson que estava em reforma, Memorial de Martin Luther King, Jr..

Continuamos nossa visita no parque em direção ao Capitólio. Passamos Memorial da Segunda Guerra Mundial que possui 56 pilares representando os estados e territórios americanos, além de dois arcos que simbolizam o oceano Atlântico e Pacífico.

Vimos mais de perto o Monumento a Washington, o maior obelisco do mundo com 169 metros de altura, aquele que avistamos desde o Memorial Lincoln. Esse monumento é famoso por famoso por ser sempre destruído em cenas de filmes.

O que visitar no National Mall em Washington


O National Mall realmente merece mais tempo. Dá para subir no Monumento a Washington pegando o elevador no térreo. Ele sobe 149 metros em 70 segundos e lá podemos ver uma exposição e ter  uma vista encantadora da cidade. Mas infelizmente isso não estava no nosso programa. Lamentável.

De qualquer forma é compreensível, pois para conseguir o ingresso deve-se comprá-lo com antecedência pelo site (ele abrem com 90 dias de antecedência) ou chegar muito cedo e enfrentar fila no quiosque.

Seguimos para a outra parte do parque que vai do Monumento a Washington ao Capitólio e eu só imaginando como seria a vista do parque lá do deck de observação no alto do obelisco...

O que visitar no National Mall em Washington

Esta área do parque, uma grande alameda, que concentra nada mais, nada menos do que 10 museus da Smithsonian Institution. Todos gratuitos. Ali está a National Gallery of Art, com obras de arte que encontramos lá são de grande expressão na história da arte. Ao  está o Jardim de Esculturas da National Gallery of Art. Vontade de ir em todos. Ver tudo.

Tendo um só para National Mall já não temos como ver nem a metade, imagina com um dia para toda a Washington? Então, precisamos escolher! Fomos na indicação da excursão que ir ao National Air & Space Museum, que é um dos mais visitados do mundo e únicos. Não temos esse tipo de museu espalhados por aí. 

O que visitar no National Mall em Washington

Em seu acervo podemos ver o “avião” Flyer, dos irmãos Wright; o módulo de comando da Apolo 11 que levou o homem à lua e nos lembrarmos das cenas do filme; trajes espaciais; uma pedra da lua ; caças da força aérea americana; foguetes; materiais de cálculos de antigos (me lembrei desses instrumentos que tinham na minha casa, pois meu pai é piloto); uma área para experimentos de Física, entre muitas outras coisas. Um museu bem interessante e imperdível para quem viaja com crianças. A Sofia se encantou com a lojinha e comprou um meia do físico mais famosinho, o Einstein e um livro sobre a Teoria da Relatividade.

O que visitar no National Mall em Washington

Após a visita ao museu seguimos para finalizar o nosso passeio pelo National Mall no lado oposto de onde começamos.

O que visitar no National Mall em Washington
 
No Capitólio.



Esse é o 12º post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

High Line - Um jardim suspenso em New York


Na primeira vez que fomos a Nova York a High Line ficou de fora do nosso roteiro. Eu eu sentia uma certa frustração por isso porque mesmo não conhecendo de perto, eu já sabia que a High Line é totalmente o tipo de passeio que eu gosto; natureza na cidade.




Dessa vez a High Line estava totalmente priorizada no nosso roteiro. Essa atração que está a 9 metros do chão merece ser visitada e desfrutada. E se merece!

O que fazer no High Line em Nova York

E porque a High Line é tão genial? Imagina uma antiga ferrovia abandonada no meio de uma selva de concreto. Agora imagina esse espaço largado sendo transformado em um parque, um caminho ao ar livre para as pessoas,uma espécie de oásis de frescor em meio a agitação acalorada da metrópole.

Para manter a história viva, ao longo do caminho nos deparamos com vestígios do que foi o período de abandono da linha.Vale ficar atento a todos os detalhes.

O que fazer no High Line em Nova York

Começamos a percorrer os 2,5 km desse jardim suspenso que atravessa três bairros a partir do The Vessel, nova atração queridinha de New York.

Já nos primeiros passos dá para sentir o que vem pela frente: muitas surpresas e pontos para fotografar! De cara, nos deparamos com as promessas desse passeio: as obras de arte.


O que fazer no High Line em Nova York

Outra promessa são as construções modernosas.

O que fazer no High Line em Nova York

E as diversas instalações ao longo do percurso.

O que fazer no High Line em Nova York

Contrastando com as construções modernas estão prédios antigos. De um lado prédios com janelas de vidros, contornos e varandas estilosos. Do outro, os tradicionais tijolinhos e ainda um apelo político.

O que fazer no High Line em Nova York

Seguimos essa linha que está acima da agitação das ruas, mas ao nível dos olhos que devem estar bem atentos, pois tem muito para ser visto.

O que fazer no High Line em Nova York

Realmente o High Line vai muito além de uma simples área de lazer.

O que fazer no High Line em Nova York

É também um espaço cultural ao ar livre. Por toda a sua extensão é possível admirar artes de ruas, os grafites e interações visuais.

E de repente entre a vegetação ressecada pelo inverno avistamos algo que nos gera certa identificação. É um painel do brasileiro Eduardo Kobra.


O que fazer no High Line em Nova York

O passeio pelo High Line também promete, e cumpre, vistas lindas da cidade que se movimenta abaixo do parque.

O que fazer no High Line em Nova York


De um lado podemos ter uma maravilhosa vista do Rio Hudson, do novo mirante mais alto de Nova York que infelizmente (para nós) só começa a funcionar em março de 2020 (quando já não estaremos mais na cidade). Mas o que eu vi mesmo foi um espaço de céu entre as nuvens em formato de coração. Alguém mais enxerga ou eu ando com uma visão apaixonada?

O que fazer no High Line em Nova York

Aproximando o olhar vejo outro painel do nosso reconhecido artista Eduardo Kobra. Eu amo ver brasileiros sendo valorizados e reconhecidos pelo mundo. Acho que faz muito bem para a nossa autoestima patriota.

O que fazer no High Line em Nova York

Para quem está cansado da caminhada ou simplesmente quer deixar o tempo passar tem a opção de sentar nas espreguiçadeiras e ficar completamente alheio ao clima acelerado de Nova York. É, o High Line é mesmo uma área de contraste dentro da Bia Apple.

O que fazer no High Line em Nova York

O interessante é que mesmo no inverno, com a vegetação seca, o High Line é peculiarmente encantador.

O que fazer no High Line em Nova York

Fizemos o nosso percurso na High Line começando a partir do The Vessel, na 30 St, seguimos até o Standard High Line foi um dos primeiros hotéis modernos da cidade e voltamos até a 17 St onde seguimos para o Chelsea Market. Matei toda a minha frustração por não ter conhecido a High Line na nossa primeira vez em Nova York. 

Esse é o oitavo post do projeto #100EM1 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei que o projeto é uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizado e reflexões. Dessa vez conheci um local novo dentro de um já conhecido.

Dicas úteis.

Local: High Line Park está localizado no lado oeste de Manhattan, entre Gansevoort Street (Meatpacking District) e West 34th Street (entre 10th Avenue e 12th Avenue)
Horário de abertura:
1 Dez – 31 Mar: das 07:00 às 19:00
1 Abr – 31 Mai: das 07:00 às 22:00
1 Jun – 30 Set: das 07:00 às 23:00
1 Out – 30 Nov: das 07:00 às 22:00


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