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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Filme Luta pela Liberdade (Cliff Walkers)

Estreia hoje exclusivamente nos cinemas o filme chinês "Luta pela Liberdade", do cineasta Zhang Yimou (Herói, O Clã das Adagas Voadoras e A Maldição da Flor Dourada). O suspense, representante da China para o Oscar na categoria de melhor filme de língua estrangeira e indicado ao prêmio Golden Reel Awards 2022 na categotia de melhor edição de som em filme estrangeiro tem distribuição da A2 Filmes.



Eu fiquei um tempo afastada do blog e também das cabines de imprensa. Mas estou retornando. E posso dizer que voltei às cabines com o pé direito. 

Suspense, espionagem e afins não são bem o meu estilo preferido de filme, mas Zhanf Yimou tem um currículo respeitável (ele dirigiu "Lanternas Vermelhas" que eu amei!), então eu fiquei muito curiosa com "Luta pela Liberdade". Então mesmo sendo dez horas da noite eu resolvi abrir o link da cabine com a intenção de assistir uma parte do longa antes de dormir e deixar a outra para o dia seguinte.

Que dia seguinte, que nada. "Luta pela Liberdade" é eletrizante! Colei na cadeira, vidrei os olhos na tela, prendi a respiração e só fui dormir depois dos créditos finais.

O thriller de espionagem está ambientado em um período histórico chinês bem doloroso, a época da invasão e ocupação japonesa de Manchikuo e do norte da China, no início da década de 1930.

Em "Luta pela Liberdade" quatro espiões que são dois casais são obrigados a se separarem em duas duplas que separam os casais. Uma surpresa para eles que torna a missão que devem cumprir mais difícil. Eles devem executar a "Operação Utrennya" (no final ficamos sabendo o significado da palavra) que tem como objetivo resgatar um chinês, único sobrevivente que conseguiu escapar dos campos de tortura japoneses. A meta final é retirar o sobrevivente do país e revelar ao mundo as atrocidades cometidas pelos japoneses. 

O enredo se desenrola envolvendo cenas de violência bem fortes em contraste com cenários belíssimo em paisagens nevadas que são um verdadeiro deleite visual. 

Tem espionagem, agente duplo, agente triplo, tem traição, tem aquela dúvida de em quem devemos confiar, tem frieza aparente, emoção contida, reviravoltas surpreendentes. Ou seja, tem todos os ingredientes que envolvem o espectador e foi isso que o filme fez comigo. 

Sinopse: Situado no estado de Manchukuo, um lugar controlado pelo governo, na década de 1930, a trama segue quatro agentes especiais do Partido Comunista que retornam à China dominada pelo Japão depois de receber treinamento na União Soviética. Juntos, eles embarcam em uma missão secreta com o codinome "Utrennya". Depois de serem vendidos por um traidor, a equipe se vê cercada por ameaças de todos os lados desde o momento em que saltam de paraquedas na missão. Os agentes vão quebrar o impasse e completar sua missão? Nos terrenos nevados de Manchukuo, a equipe será testada até o limite. 

Detalhes simples do dia a dia podem ser também gigantes!

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sábado, 6 de agosto de 2022

Filme "Boa Sorte, Leo Grande"

 

Assim que eu vi o anúncio do filme "Boa Sorte, Leo Grande" eu sabia que iria assisti-lo. Estava ansiosa pela estreia que aconteceu durante as minhas férias. Mas assim que cheguei de viagem, fui ao cinema conferir o longa que traz Emma Thompson em um personagem tão especial. 

filme "Boa Sorte, Léo Grande"


E não me arrependi. O filme superou todas as minhas expectativas. Difícil até escrever sobre ele. Fico pensando: Que filme! Que filme! Que filme! Apenas assistam. Saí do cinema impactada, reflexiva. E ainda estou assim. 

Os atores são excelentes e estão com uma sinergia incrível, os diálogos são perfeitos, as cenas têm profundidade e mesmo assim fazem rir de vez em quando, o enredo é tratado com gentileza e eficiência. 

Todo o desenrolar da história acontece em um quarto de hotel. Os detalhes são perfeitamente bem cuidados para percebemos as sensações envolvidas ali. Mesmo o desenrolar acontecendo em apenas um quarto isso não impede a fluidez da trama, devido a quantidade de nuances dos personagens. 

O filme traz para discussão questões importantes sobre a sexualidade feminina, a autoaceitação, sobre a liberdade de se permitir prazer. Um filme maduro, intimista, sensível, delicado, gentil. A diferença radical de personalidade dos personagens nos proporciona situações engraçadas que trazem leveza ao contexto. 

Ah, e adorei a música "Always Alright" na versão Alabama Shakes. A cena da dança ficou perfeita. 

Sinopse: "Nancy, professora aposentada interpretada pela premiada Emma Thompson, resolve romper com seus tabus. Para se redescobrir, ela contrata o jovem Leo Grande, interpretado por Daryl McCormack, um profissional do sexo. E a história se desenrola quando Nancy revela nunca ter tido um orgasmo ou uma relação íntima com prazer, pois seu casamento era estável, mas chato e sem emoção. Superar essas barreiras internas será necessário muito mais do que uma sessão com seu “terapeuta sexual”. 




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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Filme "Ainda Estou Aqui"

Tarde de feriado, mãe e filha adolescente de bobeira em casa e acontece um momento de raro prazer nessa fase da vida: a filha chama a mãe para assistirem um filme juntas! Oportunidade que não pode ser desperdiçada mesmo que o filme não traga boas expectativas.

Foi assim que com um balde de pipoca no colo, filha ao lado no sofá, nossa doguinha nos pés, assisti "Ainda Estou Aqui". E só assim mesmo. Porque mesmo estando no Top 2 de filmes no Brasil hoje, não seria uma escolha minha. 

Filme Ainda Estou Aqui





"Ainda Estou Aqui" é um filme romântico de ficção americano de 2022, bem no estilo sessão da tarde para adolescentes.  

A contar de com partiu a decisão de assisti-lo é meio redundante eu dizer que eu esperava nada desse filme. E para ser sincera não é lá grande coisa. Mas também não é tão ruim assim. Do tipo bobinho, mas que dá para ir até o final e até gerar uma troca de opiniões sobre o que pensamos do tema: vida após a morte. 

Na verdade, justamente pela temática, o filme em geral me pareceu que mostraria uma história  que vai me emocionaria e faria lágrimas escorrerem dos meus olhos, rolarem pelas bochechas e pingarem no queixo, já que sou dessas. Faço o tipo chorona.

Enfim, apesar de ter algumas boas cenas, alguns diálogos e falas interessantes e agradáveis, e cenários bonitos faltou a emoção a que a temática se propõe. 

Pra mim valeu mesmo pelo momento mãe e filha, pela oportunidade de compartilharmos um momento juntas. Aproveitei passagens do filme para contar coisas da minha adolescência para a minha filha (elas adoram essas histórias) e trocarmos ideias e apertarmos as nossas mãos em momentos ligeiramente fantasmagóricos. Valeu a diversão!

Sinopse: "Depois de perder o amor de sua vida em um trágico acidente, uma adolescente de coração partido começa a acreditar que ele está lhe enviando sinais do além-túmulo.".



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terça-feira, 19 de abril de 2022

Exposição "Olhares e Releituras"


Fiz um passeio com a minha filha na região do Porto Maravilha e uma das paradas foi o MAR - Museu de Arte do Rio. O foco era a ver a exposição "Crônicas Cariocas" que está muito interessante e divertida, diga-se de passagem.

E, já que estávamos lá, fomos descendo os andares e dando uma olhada nas demais mostras em cartaz no museu que sempre traz ótimas exibições.

Quando chegamos ao segundo andar, me surpreendi. Uma sala chamou a atenção pelo colorido.



Eu não tinha lido nada sobre a exposição, então não sabia do contexto dela. Apenas entrei e me deixei envolver. E me envolvi tanto que até fiz poucas focos. 

Quando cheguei em casa fui pesquisar sobre a exposição "Olhares e Releituras" e descobri que são obras de resultantes das oficinas de arte do Instituto Olga Kos (IOK) no Museu da Arte do Rio de Janeiro. 





As obras expostas na mostra são de artistas com deficiência em idades variadas. Os participantes da oficina interpretaram 17 artistas brasileiros de reconhecido valor dentro e fora do país.





 As obras disparadoras das releituras foram divididas em famílias poéticas: 

Claudio Tozzi e Newton Mesquita representam ‘Cidade’; 
Caciporé Torres e Yutaka Toyota, a ‘Materialidade’; 
Luise Weiss e Verena Matzen representam “Narrativa e Memória”; 
Rubens Matuck e Isabelle Tuchband, o “Bucólico”; 
Eduardo Iglesias; Marysia Portinari; Takashi Fukushima e Ivald Granato, a “Cor” e,





 por fim, Gustavo Rosa; Inos Corradin; Marcello Grassmann; Ermelindo Nardin e Carlos Araújo o “Onírico”. 



 A palavra ‘releitura’ significa “ação de interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original”.  E a exposição está com uma sensibilidade indescritível. Fiquei mais emocionada ainda após conhecer o contexto dela. Já que voltar. 



Serviço Exposição: 
Olhares e Releituras 
Local: 2° andar do Museu de Arte do Rio - MAR 
Endereço: Praça Mauá, nº 5, centro, Rio de Janeiro 
Data: 19 de março até o dia 01 de maio de 2022 
Funcionamento: de quinta a domingo das 11 às 18 horas (última entrada no pavilhão de exposições às 17h)


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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sábado, 16 de abril de 2022

Série Doces Magnólias - 2a Temporada

 

Eu já tinha assistida a primeira temporada de "Doces Magnólias", série da Netflix. Assim que finalizei essa primeira temporada já fiquei ansiosa pela segunda.

Passou um tempo e a segunda temporada chegou. Corri para assisti. 


Mas empaquei. Empaquei no meio do segundo episódio. Não sei bem porque mas não entrei no clima. Acho que eu não estava levando fé na vibe comunidade americana, em que todos se ajudam, são religiosos, e tal. Isso estava muito surreal frente a tantas coisas acontecendo no mundo. Sei lá. Não estava colando. 

Mas sou do tipo que não gosto de pendências. Coisas começadas e não terminadas. Daí quando entro na Netflix e vejo aquela lista de "Continuar Assistindo", me dá nervoso.

Resolvi então terminar de assistir a segunda temporada de "Doces Magnólias" para diminuir a minha lista de continuar assistindo e assim me sentir com a tarefa encerrada.

Confesso que meio que forcei a barra até o fim do terceiro episódio. Depois colme envolvi com a delicadeza com que aborda os enredos marcantes, como separação, perdão, família, escolhas, filhos, recomeços.

A amizade de Maddie, Helen e Dana Sue, três mulheres fortes e corajosas em mostrar suas fraquezas, delicadas, que amam, se amam, e amam umas as outras.  

Com seus dramas e como os enfrentam juntas vão falando de empreendedorismo feminino, da importância das mulheres se apoiarem, do autocuidado, da autoestima, e principalmente da importância das amizades na vida. Amizades de uma vida.  




"Quando você tem amigos de décadas, essas histórias viram uma conexão com a sua verdade. Um lembrete de quem você era e como se tornou quem é."


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domingo, 10 de abril de 2022

"Van Gogh e seus contemporâneos" - Exposição Imersiva

 

Na onda das exposições imersivas fui fazer um mergulho sensorial na exposição "Van Gogh e seus contemporâneos" na Casa França Brasil, no Corredor Cultural, no Centro do Rio.




A mostra multimídia traz as obras de Van Gogh e seus contemporâneos, como Cézanne, Gauguin, Soutine e outros, de forma digital com projeções 360°. A trilha sonora também contribui para fazer o público ter a sensação de se sentir dentro das obras.




Eu que sou bem fã de Van Gogh, depois de ter ido na exposição do Monet, estava com a expectativa lá em cima. Inclusive, fiz questão de ir ao Monet primeiro, pois achava que se fosse ao Van Gogh antes poderia ofuscar um pouco a experiência no Monet.



Mas não. "Van Gogh e seus contemporâneos" vale a pena sim, mas é melhor baixar as expectativas. 


O espaço é pequeno e está com a capacidade de público alta para o espaço.


 O que fez o ambiente ficar quente, poluído visualmente, e com isso não consegui "adentrar" nas obras como eu queria.



Mas de qualquer forma me encantei com as imagens. Achei interessante algumas delas projetadas não piso da Casa França Brasil.


No geral valeu a visita e a experiência. 


Eu até vou voltar com meu vestido branco e tentar virar um pintura de Van Gogh.


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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sábado, 9 de abril de 2022

"Monet a beira d'água" - Minha primeira exposição imersiva

 

Finalmente as exposições imersivas chegaram ao Rio de Janeiro. Depois de ficarmos aqui babando nas imagens dessas exposições pela Europa e por São Paulo, tivemos a oportunidade de conferir essa experiência da era digital.


A minha primeira imersão foi na exposição "Monet a beira d'água", que está rolando na região do Porto Maravilha. 


Foi difícil de escolher as imagens para o post. Como a exposição é um movimento de imagens, acabei fazendo mais vídeos do que fotos. Mesmo assim foram muitas fotos.


Então, escolhi as que mais refletem o meu mergulho no ambiente, me mostram banhada nas imagens.


Por isso abstraiam caras e bocas e foquem em como me misturo às obras (efeito do vestido branco, fica a dica).



A exposição é dividida em oito narrativas audiovisuais em que o visitante tem a oportunidade de mergulhar nas paisagens de Monet e sentir o movimento.



As pinturas são apresentadas em sequências de animações digitais em 2D e 3D.


O espaço é bem amplo, bem geladinho, dá para sentar,


se movimentar,


circular, brincar, dançar. Sim, em alguns momentos me senti em uma festa de cores, sons, luzes e sombras.


Não é uma exposição apenas para contemplar as obras.


Mas se sentir dentro delas.



Essa é a intenção. Fazer um mergulho nas pinceladas de Monet.


Esse post faz parte do projeto #100EM1 de 2022 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.

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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Filme "Os Melhores Anos De Uma Vida"

 

Estreou hoje nos cinemas brasileiros um filme lindo e emocionante, "Os Melhores Anos De Uma Vida", dirigido por Claude Lelouch. Eu tive o prazer de assistir na cabine de imprensa virtual e repito várias vezes: que filme lindo!



O longa é a continuação do clássico francês de 1966 (eu nem era nascida) "Um Homem, Uma mulher", que já teve uma continuação em 1986, "Um Homem, Uma mulher – 20 anos depois". 

Agora, 53 anos depois, com os mesmos atores, somos presenteados com como está esse amor tão intenso que foi vivido em 1966. 

Como uma viagem no tempo, passado e presente, entre memórias e sonhos, frenesi da juventude e tranquilidade da maturidade, preto e branco e cores, vamos vendo o papel do tempo. 

Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) está em uma clínica para idosos sofrendo com o reflexo do tempo em seu corpo e memória. Sua mente já está confusa e as lembranças do passado somem. Porém ele sempre se lembra de Anne Gauthier (Anouk Aimée), a mulher que, apesar de ter amado intensamente, não conseguiu manter.

Entendendo que um encontro com Anne poderia ajudar muito a saúde de Jean-Luis, seu filho procura a ex-madrasta e a pede que visite o pai. 

Anne passa então a visitar Jean-Luis vamos revendo em flashbacks cenas de como surgiu a relação dos dois e vamos entendendo hoje o quanto ela marcou a vida dos dois até os dias atuais. 

E não é necessário ter assistido ao primeiro filme,  "Um Homem, Uma mulher" de 1966, para entender do que se trata "Os Melhores Anos de uma Vida". O longa consegue passar sua mensagem com uma trama atual e utiliza material do passado (o que dá um charme todo especial) de forma suficiente e inteligente para que tenhamos a interpretação correta dos personagens nos dias de hoje.

Bom, é simplesmente lindo. Fala sobre as dores e delícias da vida a dois, sobre vivências que deixamos escapar e que não temos como recuperar e de impedimentos que nós mesmo criamos para aquilo que, às vezes, não percebemos que é o que mais queremos. 

Estou com vontade de fazer uma maratona e assistir seguidamente aos três momentos dessa história de amor.

Sinopse: "Eles se conheciam há muito tempo: um homem e uma mulher, cujo romance deslumbrante e inesperado, capturado no icônico filme Um Homem, Uma Mulher, de 1966, revolucionou a compreensão do amor. Hoje, o ex-piloto de corridas parece perdido nos caminhos de sua memória. Para ajudá-lo, seu filho procura a mulher que seu pai não foi capaz de manter, mas sobre quem ele fala constantemente. Anne, então, se reúne com Jean-Louis e sua história começa onde eles terminaram...".




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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Filme "Algum Lugar Especial" - Drama baseado em fato real

 Eu tenho dito que ando procurando leveza, evitando tristezas e coisas pesadas nesse período que já anda tão pesado.  Pois é, mesmo assim que acabei de ler dois livros dramáticos: o primeiro falando da dureza que é ser um refugiado e o segundo lembrado os horrores da Segunda Guerra Mundial. Sério, eu não queria mais drama em livro, filmes e séries por um bom tempo. 

Mas eis que surge o convite para a cabine de imprensa do novo drama de Uberto Pasolini, com James Norton, "Algum Lugar Especial".  




Só por ter essa dupla envolvida no filme, eu aceitei. Tudo bem que fosse um drama e ainda baseado em fatos reais. Aceitei o fato que eu iria derramar algumas lágrimas e apertei o play. E ainda bem que eu assisti. Que filme lindo! Transborda ternura.

"Algum Lugar Especial" conta a história de John, um pai solteiro de 35 anos que trabalha como limpador de vidros e se dedica a criar Michael desde que a mãe do menino os abandou, retornou para a Rússia sem deixar contato, logo após o parto. 

John, que viveu de lar em lar após a morte de seu pai, cuida do filho com muito amor e carinho, tentando fazer com que o Michael não passe pelas mesmas dificuldades que John passou. Mas algumas vezes a história tenta se repetir. 

John descobre que está doente e que tem pouco tempo de vida. Sem tempo para procurar pela mãe de Michael, pois devido ao abandono, mesmo que ela fosse encontrada e quisesse ficar com o menino, teria que passar pela avaliação e aprovação do Serviço Social, a única alternativa para o menino seria a adoção. 

Assim John, diagnosticado com uma doença terminal, corre contra o tempo e parte em busca de uma família ideal para o menino de três anos. 

Nessa busca por um lar adotivo vários questionamentos surgem para John, assim como muitos sentimentos afloram. Entre a dúvida sobre conhecer o filho o suficiente para fazer a escolha da família convencional ou não, e a dor de saber que não vai ver o filho crescer e experimentar momentos importantes com o filho, sentimos a angústia, a preocupação e o amor de John.

A relação de pai e filho é linda e comovente. O menino Michael (Daniel Lamont) é muito fofo. Ele fala pouco nas cenas, mas diz tudo com o olhar. Fiquei até com vontade de me candidatar como mãe adotiva para Michael. 



"Algum Lugar Especial" é um filme delicado, sem pressa, que mostra que nem sempre as melhores opções são as configurações tradicionais e com boa situação financeira. 

Sinopse: "Inspirado em eventos reais, este filme narra a história de John, um limpador de vidros de 35 anos, que dedicou sua vida a criar seu filho, depois que a mãe da criança os deixou logo após o parto. Quando John descobre ter apenas alguns meses de vida, ele tenta encontrar uma nova família que seja perfeita para seu filho de três anos, determinado a protegê-lo da terrível realidade da situação.".

O longa-metragem chegou aos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre em 17 de junho, distribuído pela A2 Filmes. 


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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", no CCBB

Nise da Silveira é uma médica psiquiátrica brasileira, revolucionária, conhecida mundialmente por inovar o tratamento de pessoas com sofrimentos psíquicos. Ela defenda e usava o afeto como metodologia científica no tratamento de seus pacientes. 

Nise da Silveira não aceitava as formas de tratamentos psiquiátricos em uso na época, como o eletrochoque, a lobotomia, o coma insulínico. Assim em 1946, ela criou a Seção de Terapêutica Ocupacional, Centro Psiquiátrico Nacional, do Rio de Janeiro. Neste centro ela aplicava a sua técnica que fazia uso de ferramentas artísticas e aplicações científicas para buscar formas de acessar as camadas da mente e criar um diálogo entre o inconsciente. 



Dentre as diferentes atividades, a pintura e a modelagem se destacaram como um meio de acesso ao mundo interno dos pacientes. A produção desses ateliês foi tão abundante que em 1952 nasceu o Museu de Imagens do Inconsciente. 


Eu sempre tive muita vontade de conhecer o Museu de Imagens do Inconsciente. O que impossibilitou a minha visita, até então, é o fato de o horário de funcionamento do museu ser nos dias de semana exatamente no horário do meu expediente. Ou seja, nossos horários de disponibilidade não são compatíveis.  Mas a visita ao museu para ver de perto o acervo de mais de 350 mil obras está na minha lista de desejos. 


Assim que eu soube que entre 9 de junho e 16 de agosto, três salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro estrão ocupadas pela exposição "Nise da Silveira - a revolução pelo afeto", não me contive! Agendei um dia e horário que entendo ser o mais vazio e parti para ver um pequeno, mas muito interessante, recorte Museu de Imagens do Inconsciente.




A exposição que homenageia a cientista Nise traz mais de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente, trabalhos produzidos pelos seus clientes nos estúdios de modelagem e pintura. Além dessas peças, também fazem parte da exposição peças de Lygia Clark e Zé Carlos Garcia, fotografias de Alice Brill, Rogério Reis e Rafael Bqueer, vídeos de Leon Hirzsman e Tiago Sant’Ana e aquarelas e fotos de Carlos Vergara. 


A mostra também apresenta a trajetória de Nise, sua luta, conquistas e pensamentos. Conforme percorremos as três salas vamos conhecendo melhor a história de Nise, suas relações familiares e influências. 


Agora, nesse ano de  2021, faz 22 anos da morte de Nise da Silveira. Bem sugestivo já que 22 é o número que representa a loucura no imaginário popular. Nise diz que aprendeu muito com os loucos. 


Caminhando pela exposição conhecemos mais das histórias dos pacientes como, por exemplo  Emygdio de Barros (que pintou em em torno de 3.300 que fazem parte do acervo do Museu do Inconsciente).

Emygdio foi um paciente esquizofrênico que Nise levou para sei ateliê. A princípio, a médica não tinha autorização para levá-lo, mas notou no olhar que ele tinha vontade de ir com ela. Ao solicitar a autorização para o até então psiquiatra de Emygdio, Nise ouviu como resposta: "Se quiser autorização, eu dou, mas não adianta nada porque ele já está há mais de 23 internado, em estado de decadência psicológica muito profunda e não vai fazer nada que preste.". 

Emydgio não só produziu 3.300 peças (algumas expostas abaixo), como é considerado um dos raros gênios da pintura brasileira. 





Segundo Nise defendia "o que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com a outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito". 




Valeu muito a pena conhecer mais da luta dessa mulher que entrou na faculdade de medicina aos 15 anos, sendo a única mulher em uma turma de 157 homens, sendo uma das primeiras mulheres a se formar médica no país. Foi presa na época da ditadura militar e a partir daí ficou, como ela mesma dizia, com mania de liberdade. 

No ateliê, seu centro de tratamento, as portas e janelas eram mantidas sempre abertas, sem delimitações de território e de talento.


Caminhando pela exposição experimentamos o que já foi mais do que comprovado: o resultado dos métodos de tratamentos defendidos por Nise é inacreditável: além dos indivíduos melhorarem em seu comportamento, pintam verdadeiras obras de arte. É inquestionável! Ou, pelo menos, deveria ser. 


Esse é o 13º post do projeto #100EM1 de 2021 que consiste em visitar 100 lugares no período de 1 ano e vi no blog Parafraseando com Vanessa. Achei, no início do ano, que o projeto seria uma ótima oportunidade para nos estimular a sair da rotina, buscar o novo, trazer aprendizados e reflexões. Porém o projeto foi completamente prejudicado pelo período que estamos vivendo.


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