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sábado, 7 de março de 2020

"O Meu Sangue Ferve Por Você" - A comédia musical mais brega de todos os tempo



Com esse nome que remete ao Sidney Magal e com a chamada "a comédia mais brega de todos os tempos", não tem como eu não querer assistir a peça. 


Sidney Magal me remete a infância quando o cantor fazia suas aparições no Programa do Chacrinha. Essa pegada de comédia musical também me traz lembranças divertidas. Mas essas da minha fase adulto jovem. Ri muito no Pirata Bar em Fortaleza, onde tem a segunda-feira mais louca do mundo!, com show do Falcão e toda a sua breguice musical. Depois vieram alguns momentos hilários com a Banda Vexame com a Marisa Orth. Já viram que eu gosto do estilo, né? E estava totalmente órfã dele. Até que ontem eu aceitei um convite e fui ver o musical "O Meu Sangue Ferver Por Você".

Essa é uma montagem comemorativa do 10 anos de vida do espetáculo. Para isso eles deram uma atualizada no repertório incluindo músicas de sofrência mais atuais. O que foi ótimo! A minha filha Ana Luiza assistiu comigo e assim conseguiu conhecer algumas das canções interpretadas com irreverência e talento.

É impressionante como as canções são encaixadas com inteligência para contar a história dos quatro personagens em cena: a mocinha virgem Creuza Paula (Cristiana Pompeo); o canalha Elivandro (Pedro Henrique Lopes); a mulher da vida e amante de Elivandro, Sandra Rosa Madalena (Ana Baird) e o bom moço rejeitado, ex-namorado de Creuza Paula, Fernando Sidnelson (Victor Maia).



Os quatro cantam clássicos do cancioneiro brega, como “Alma Gêmea”, “Sandra Rosa Madalena”, “Garçom”, “Escrito nas Estrelas”, “Você Não Vale Nada, Mas Eu Gosto De Você”, “Evidências”, "Borbulhas de Amor", "Esse Cara Sou Eu, entre outras, para desenrolar no palco as relações amorosas, as brigas, traições, sofrências e reconciliações, embalando situações engraçadas sobre as armadilhas do amor.

O musical é uma comédia divertida, interpretada e cantada com talento que relata de forma inusitada situações das relações amorosas. Ri muito do início ao fim.  


Serviço:

O Meu Sangue Ferve por Você
Temporada: de 28 de fevereiro a 22 de março
Teatro Clara Nunes: Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Shopping da Gávea – Rio de Janeiro – RJ.
Telefone: (21) 2274-9696
Dias e horários: Sextas e sábados, 21h; domingos, 20h
Ingressos: Sextas: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) | Sábados e Domingos: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada)
Lotação: 743 pessoas
Duração: 80 minutos
Classificação: Livre
Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias, de 13h às 21h.





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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Teatro - "Mojo Mickybo"



Chegou no meu e-mail o convite para assisti a peça “Mojo Mickybo” que, antes mesmo de eu ler a sinopse e buscar saber do que se tratava o espetáculo, já me interessou.



Primeiro por ter o ator Pedro Henrique que eu já vi várias vezes nos espetáculos “Grande Músicos Para Pequenos” ( "Luiz e Nazinha - Luiz Gonzaga Para Crianças, "O Menino das Marchinhas - Braguinha Para Crianças", "Bituca - Milton Nascimento Para Crianças" e “Tropicalinha – Caetano e Gil Para Crianças) e fiquei curiosa para vê-lo atuar em uma peça adulta, mesmo que com a classificação livre. Segundo por ser no XP Investimentos, teatro que já é conhecido por exibir peças boas. Quando eu li a sinopse de “Mojo Mickybo” aí fique mais convencida ainda de que seria um ótimo programa para o final de semana.

Essa primeira montagem brasileira da peça do premiado autor irlandês Owen McCaferty fala de crianças em um cenário de guerra, violência e como isso vai afetando a inocência delas e minando seus sentimentos e relações. Traz dois meninos de certa de 10 anos, Mojo e Mickybo, que vivem em lados opostos e com realidades distintas, em uma cidade dividia pelo conflito.

O cenário do texto original é o conflito na Irlanda do Norte (também conhecido em inglês como The Troubles) que ocorreu segunda metade do século XX (1960 a 1998). De um lado a população protestante (maioria), em favor de preservar os laços com a Grã-Bretanha, e do outro lado a população católica (minoria), em favor da independência ou da integração da província com a República da Irlanda, ao sul, país predominantemente católico.

Apesar da história ser baseada em um fato ocorrido em outro país e em outro século, a forma como a violência, as desigualdades socioeconômicas e as diferenças culturais afetam a sociedade e as pessoas, especialmente as crianças, é bem atual.

A montagem nacional de “Mojo Mickybo" - texto que já foi encenado em diversos países e já virou até filme “Mickybo and me” (em português, Eternos Heróis) – está muito boa. É impressionante a atuação dos dois atores que interpretam cerca de 12 personagens de forma dinâmica e interessante.

Enquanto os meninos Mojo e Mickybo (um católico e o outro protestante, obcecados pelo filme Butch Cassidy e Sundance Kid) se encontram, brincam, vivem aventuras e fantasias que contrastam totalmente com a realidade que os cerca também experimentam sonhos (entre eles fugir para a Austrália) e realidades afetadas pela violência, polarização e desigualdade entre classes. Entre brincadeiras da infância e seriedades da sociedade a história vai nos mostrando o amadurecimento, endurecimento e perda da inocência desses dois meninos.

Apesar de tratar falar questões pesadas a peça traz reflexões sobre o tema sem tanto peso e com bastante dinamismo. Um ótimo espetáculo!

SERVIÇO:
“Mojo Mickybo”
Temporada: 27/09 a 27/10
Teatro XP Investimentos (no Jockey Club Brasileiro): Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Leblon
Dias e horários: Sextas e Sábados, 21h; Domingos, 20h
Classificação: 12 anos




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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Peça Vale Night


Noite de domingo. Muito frio no Rio. Filha já adulta jovem viajando. Filha adolescente que acabou de chegar de viagem de férias fechada em seu quarto se recuperando. Marido deitado no sofá assistindo a todas as competições dos Jogos Pan Americanos. Dois convites para a assistir a peça teatral "Vale Night". Marido e filha recusaram o convite.


Olhei para eles e ainda me bateu uma dúvida se eu deveria ir e deixar a Sofia que chegou ontem de viagem. Liguei para a amiga que estava em casa com o filho adolescente viajando com os amigos, a filha adulta jovem cuidando da própria vida em seu quarto e o marido deitado no sofá assistindo a algo na TV curtindo o frio incomum do Rio. Convidei. Ela aceitou. 

Fomos nós para o nosso vale night que hoje em dia é até bem comum para nós. 




Chegamos ao Teatro Cândido Mendes. Pegamos os nossos ingressos e fomos tomar um café na Padaria de Ipanema. Nos lembramos do quanto aquele trecho já foi movimentado. Era programa típico de domingo ir ao cinema ali perto que fazia filas. Ou ao teatro Cândi Mendes que também fazia filas. Após a sessão fazer um lanche na Chaika ou na Padaria de Ipanema depois de enfrentar a fila para entrar, é claro. A Chaika hoje não exite mais, a Padaria de Ipanema não enche mais, o teatro fica vazio e o cinema continua lá. O tempo passa, as coisas mudam. Estamos sempre de olhando para o futuro, algumas vezes revisitamos o passado e poucas vezes focamos no presente. Entramos na peça.

"Vale Night" conta a história de três mães que se conhecem apenas virtualmente do grupo de WhatsApp do grupo de mães da pracinha. Essas mães marcam um encontro para se conhecerem pessoalmente. Uma ousadia para mães de filhos pequenos: "abandonar" as crias com alguém para curtir uma noite de mulheres em um bar. Muitas faltam ao encontro, é claro, encontrando motivos para ficarem em casa na sua função de mãe. Apenas as três comparecem junto com suas cargas de culpa. 

Neste encontro encontro na vida real às personagens Carla, Paula e Virgínia vão apresentando as suas diferenças, suas histórias, suas experiências e criando identidade entre si e entre as muitas outras mães que estão por aí.  "Carla é mãe de um filho, casada, aparentemente feliz, tenta fazer tudo muito certinho, seguindo à risca todas as “regras”, mas na verdade nunca escolheu estar ali. Paula é mãe solo de um filho, fotógrafa e vive no malabarismo para atender às demandas da carreira de autônoma com às de criar um filho sozinha. Virgínia é mãe de quatro filhos, entre eles um casal de gêmeos bebês, casada há 15 anos, mulher prática e objetiva, questiona as regras, manuais, a própria relação e não está disposta a receber críticas veladas.".

Durante o encontro as três mães diferentes entre si se percebem com muito em comum entre si. E nós na plateia, sejam mães de bebês, mães de adolescentes, mães de adulto, que pensam em ser mães, ou que convivem com alguma mãe vamos percebendo essa identificação, esse elo em comum. Em comum tanto com as que estão no palco, quanto com as que estão na plateia. Tanto com as que estão em casa vivendo o início da maternidade, quanto com as que estão no bar com seus vale nights garantidos porque os filhos já estão voando. 

O texto vai mostrando um assunto que está muito em pauta que é o bombardeio e as cobranças que as mães recebem hoje em dia. E até, sem querer, às vezes sem perceber, bombardeiam umas as outras. Cobram das outras os seus pontos de vistas que no meu ponto de vista essa cobrança de uma mãe em cima da outra é mais para ter a afirmação de que ela tanto precisa de que está fazendo o certo. Afinal, todas as mães têm isso em comum: querem muito acertar, querem muito dar o seu melhor. 

Ao longo da noite no bar as três mães vão se conectando aos poucos e descobrem que podem se dar as mãos, se acolherem, fazerem rir ou até expor os mais ocultos desejos. Podem se ajudar, se apoiar e aprender com as diferenças.

Ao final da peça eu e a minha amiga olhamos para o nosso passado como mãe e vimos o quanto ficamos piradas nessa fase, o quanto abrimos mão de muita coisa sim, normal. Mas agradecemos ter nos permitido alguns vale nights nesse percurso, ter nos permitido gradualmente ter nossas vidas próprias. Por que isso, manter a nossa identidade além da maternidade, nos ajuda muito no momento presente de todas as fases desse percurso que é ver os filhos crescerem.



Serviço
Espetáculo “Vale Night”
Temporada: 02 de agosto a 01 de setembro.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 - Ipanema
Telefone: 2523-3663
Dias e horários: sexta a domingo, às 20h.
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Duração: 1h
Lotação: 103 pessoas
Classificação Etária: 12 anos.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Musical O Fantasma da Ópera em São Paulo

O musical "O Fantasma da Ópera" é um clássico. Sucesso absoluto. Não é à toa que está em cartaz em Londres desde 1986 e na Broadway desde 1988. E nós ainda não tínhamos assistido.

Assim que soubemos que após 13 anos, o espetáculo "O Fantasma da Ópera", inspirado no romance “Le Fantôme de l’Opera“, de Gaston Leroux, estrearia uma nova temporada, em São Paulo, nos apressamos em garantir os nossos ingressos.


Assim embarcamos cheias de expectativas para ver de perto a história baseada em lenas e fatos reais que rondam a Palais Garnier, a ópera nacional de Paris.

A história é ambientada na Paris dos anos 1890. Há rumores de que a ópera de Paris, o Palais Garnier, é assombrada por ser misterioso que fica conhecida como “O Fantasma da Ópera”.

Este fantasma vive escondido nos bastidores do teatro e aterroriza a todos que vivem e trabalham por lá. Mas além disso ele é instrutor de Christine Daaé que acredita que ele na verdade é um "Anjo da Música" enviado por seu pai para ajudá-la em caminho como cantora.

O fantasma, que na verdade é Érik, um homem com rosto transfigurado e que vive escondido na escuridão do palácio com o rosto coberto por uma máscara, se apaixona por Christine. 

Quando Raoul aparece na ópera e reconhece Christine como um antigo amor da infância que revive, forma-se um triângulo amoroso. A partir daí o fantasma faz de tudo e mais um pouco para prender Christine a seu lado. 

Eu não vi o espetáculo da Broadway, mas pelo o que eu li este, aqui em São Paulo, está bem fiel. Inclusive devido a tecnologia e ao pé-direito do teatro, a cena do lustre de 700 kg que despenca do teto é mais rápida do que na Broadway e em Londres.


E sabe que essa cena foi inspirada em um caso real? Realmente um lustre despencou do teto do Palais Garnier e matou uma pessoa. 

O espetáculo está realmente espetaculoso. O figurino é sensacional! De uma riqueza de detalhes e cores incrível. A produção musical é incrível. O elenco canta demais! O som é tão, mas tão limpo, que em determinado momento até pensei que fosse gravado. Mas, claro que não é. É muito preparo vocal mesmo. As versões em português da famosa canção “O Fantasma da Ópera”, além de  “Pensa em Mim”, “Don Juan Triunfante”, “Linda Lotte”, “A Música da Escuridão”, entre outras, são muito boas. 

Tudo no espetáculo é grandioso e glamoroso. Tem romance e tem suspense. A gente tem a sensação de que o fantasma está rondando a área. Porém, para nós três (eu, a Ana Luiza e a Sofia), faltou uma carga de emoção. Ficamos deslumbradas sim, tipo de queixo caído, mas sem arrepio. De qualquer forma valeu muito a pena. 




Serviço
Teatro Renault - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 - São Paulo;
Ingresso - na bilheteria do Teatro Renault, nos pontos de venda da Tickets for Fun ou pelo site;
Período: 01/08/2018 à 23/12/2018;
Horário: Quintas e Sextas às 21h, Sábados às 16h e 21h, Domingos às 15h e 20h;
Preços: de R$37,50 (valor mais barato da meia entrada) à R$300,00 (valor mais caro da inteira).





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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Musical A Noviça Rebelde. Imperdíve!



A história de "A Noviça Rebelde", baseada em fatos reais é um clássico desde que o filme foi lançado em 1965 com Julie Andrews e Christopher Plummer. Apesar de falar da época da Segunda Guerra Mundial, os valores passados pela noviça Maria são atemporais. 

A Ana Luiza é apaixonada pela história. Assistimos ao filme várias vezes, fomos ao musical quando esteve em cartaz no Rio em 2008 e tentamos ir na temporada em São Paulo, mas não conseguimos comprar os ingressos, pois estavam esgotados. 

Assim que foi anunciado que o espetáculo viria para o Rio, falamos que iríamos, mesmo sendo na Cidade das Artes que para nós fica longe e nada prático.

No início desta semana tivemos a oportunidade de assistir, a convite da @brasilprev, em uma sessão para convidados. 

Musical A Noviça Rebelde na Cidade das Artes


Só digo que a produção está lindíssima, o elenco é maravilhoso, as crianças com suas atuações nos arrancam lágrimas e risadas. É imperdível!

Outro ponto interessante é como as crianças na plateia gostam do espetáculo. Acredito que justamente por ter muitas crianças no palco.

E mesmo a Cidade das Artes que para mim parecia em elefante branco em um local de acesso complicado, me surpreendeu positivamente. O local é enorme, com várias salas, a biblioteca infantil é uma graça e bem equipada. Tem restaurantes e exposições de artes.

O teatro é ótimo! Confortável, enorme, com ótima visibilidade do palco.


Musical A Noviça Rebelde na Cidade das Artes

Mesmo com as expectativas lá em cima em relação ao musical em si, elas foram todas superadas em muito.

Musical A Noviça Rebelde na Cidade das Artes

A atriz Malu Rodrigues que em 2008 viveu a Louisa, uma das filhas do capitão Von Trapp, voltou agora brilhando no papel princial, dando vida e graça a Maria.

Outra que esteve na produção de 2008, mas na verdade atuou em 2009 quando o espetáculo foi fazer temporada em São Paulo, e retornou nesta temporada foi a atriz Larissa Manoela. A atriz que fez a Gretel, a caçula da família, cresceu e ganhou o papel da Liesl, primogênita dos Von Trapp.

Um destaque especial para o ator Marcelo Serrado que faz o papel Max Detweiler e arranca muitas risadas do público. Esse papel em 2008 coube ao ator Fernando Eiras.

Bom, como já disse no neste relato e repito aqui, a produção é belíssima, o espetáculo é completo. Uma verdadeira superprodução! 

O cenário se destaca, a iluminação traz projeções fantásticas, o figurino é impecável e a trilha sonora nem se fala. O roteiro é bem fiel ao filme que deu uma romantizada na história real relatada nas memórias de Maria von Trapp, “A História dos Cantores da Família Trapp”, escritas em 1949.
Eu não resisti e trouxe o momento "Recordar é Viver":

Fotos de quando fomos assistir "A Noviça Rebelde", em 2008, quando o musical reinaugurou o Teatro Casa Grande, destruído em um incêndio 1997A casa foi reinaugura com o nome de Teatro Oi Casagrande e em grande estilo. Com uma produção de sucesso e que encanta o público em qualquer época.



E faz sucesso com todas as idades.




Serviço:

Data: até 02 de setembro
Horário: quinta e sexta às 21h / sábado às 16h e 21h / domingo às 15h e 20h
Local: Cidade das Artes
Endereço: Avenida das Américas, 5.300 - Barra da Tijuca – RJ


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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Peça infantil Isaac no Mundo das Partículas

No sábado, 27 de janeiro, recebi o convite para a estreia do musical infantil “Isaac no mundo das partículas” no Oi Futuro Flamengo.


Isaac no mundo das partículas no OI Futuro


Eu confesso que está cada vez mais difícil de levar a Sofia neste tipo de evento. Ela já está bem grandinha, né? E justamente por isso eu tenho que escolher muito bem a peça, ver se o assunto interessa e coisa e tal. Mas confesso também que eu adoro teatro infantil de qualidade e sinto falta de ter filhos pequenos para me darem a desculpa para eu ir.  

Assim que vi o tema da peça “Isaac no mundo das partículas” que é baseada no livro homônimo da autora blogueira e professora de física Elika Takimoto, fiquei curiosa. O espetáculo parte de um tema nada fácil, a física de partículas e sobre o despertar da criança para a ciência. Como seria isso?

Além do assunto que pode parecer assustador, essa tal da física de partículas, a peça é toda inspirada no personagem Ziggy Stardust, do David Bowie. Aquele alienígena do álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” com imagem cheia de androginia, que veio à Terra com o objetivo de uma mensagem de esperança para os terráqueos que tinham apenas mais cinco anos antes que seu planeta acabasse por falta de recursos naturais. Ótimos recursos para despertar o interesse dos pais pela peça, né?

A temática, ser um espetáculo multiplataforma que une ciência, rock, teatro e tecnologia, e ser inspirado no personagem de Bowie, porém com trilha sonora original, foram motivos mais do que suficientes para despertar o meu interesse e me dar argumentos para convencer a Sofia a ir comigo.

E não me arrependi. 


Peça infantil baseada em texto de Elika Takimoto


Foi bem interessante e divertido acompanhar a jornada do protagonista Isaac (João Lucas Romero) em busca de respostas sobre os mistérios do universo. Tudo começa quando Isaac vai à praia, segura um pequeníssimo grão de areia (Claudio Mendes) e em sua mente criativa surgem vários questionamentos. O grão de areia ganha vida e, na tentativa de responder a dezenas de perguntas, leva o menino para uma viagem que começa na Grécia e acaba no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), é o maior laboratório de Física de Partículas do mundo.


A história é narrada por um enigmático personagem: a partícula subatômica Bóson de Higgs (Julia Gorman), um dos mais fundamentais elementos do universo. 


Teatro infantil no Oi Futuro do Flamengo


Serviços:


Espetáculo "Isaac no mundo das partículas":
Temporada: de 27/01 a 25/03
Teatro Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.
Telefone: 3131-3060
Dias e horários: sábados e domingos, às 16h
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)
Lotação: 63 lugares
Duração: 1h10
Classificação indicativa: livre
Funcionamento da Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 20h.


Instalação "Os mundos de Isaac", de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca.
Inauguração: 03/02/18, às 17h15 (Fica em cartaz até 19/03).
Oi Futuro/Térreo: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.
Telefone: 3131-3060
Dias e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação etária: livre.


Lançamento do livro “Isaac no mundo das partículas”, de Elika Takimoto:
Dia 17/02, às 17h10.
Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.
Telefone: 3131-3060.




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sábado, 25 de junho de 2016

"Wicked, A História Não Contada das Bruxas de OZ", em São Paulo

Quando estivemos em Nova York assistimos a alguns musicais, mas infelizmente não conseguimos ir a todos que gostaríamos. Primeiro porque precisaríamos de muitos dias na cidade. Segundo porque precisaríamos de muito dinheiro. Então, escolhas precisaram ser feitas e, como em todas as escolhas, acabamos abrindo mão de alguns. Wicked foi um dos musicais que abrimos mão. Mas isso deixou a Ana Luiza chateada, com a sensação de que perdeu algo muito bom.

Assim, quando ela soube que Wicked entraria em cartaz em São Paulo, viu ali a oportunidade de acabar com aquela sensação pendente. E eu adorei a oportunidade e viajar com a minha filha, realizar um sonho dela. Lá fomos nós para São Paulo!


Wicked, o Musical em São Paulo



O musical foi simplesmente sensacional.

A produção de altíssima qualidade, primorosa. Elenco talentoso, figurinos lindos, cenário elaborado. O repertório é excelente. Os efeitos especiais dão show. E ainda tem a história por trás da história.

A história de "O Mágico de Oz" é conhecida de todos. Quem não conhece as aventuras de Dorothy e seu cãozinho que chegam a um lugar cheio de encantos, mistérios e perigos chamado Oz, após sua casa voar pelos ares por causa de um furacão? Tudo o que Dorothy mais queria era voltar para o Kansas afinal, "Não há lugar como a nossa casa!". Porém, para alcançar o seu objetivo, a menina precisa encontrar o poderoso Mágico de Oz e para isso recebe ajuda de Glinda, a bruxa boa do Norte. Mas no seu caminho também tem Elphaba, a bruxa má do Oeste.

Mas qual será a história dessas bruxas de OZ? Quais os segredos que ainda não foram contados? Qual é história por trás dessa história?

É exatamente isso que "Wicked" nos conta:

Glinda, loira, bela, popular, e Elphaba, verde, talentosa e esperta, apesar das diferenças, as duas meninas que se conheceram na Universidade de Shiz já foram amigas. Mas a rivalidade entre elas surgiu, cresceu e fez a vida das duas tomarem rumos opostos. O encontro com o Mágico de Oz tem papel decisivo na relação entre as duas meninas que se tornam a bruxa má e a bruxa boa.

Como falei o espetáculo é lindo, emocionante, mostra que toda história tem vários pontos de vista, que ser diferente é justamente o que faz essa alguém ser único, e que nem o bem, nem o mal são tão soberanos assim.



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sexta-feira, 13 de março de 2015

Cássia Eller, o Musical e a companhia da minha teen

Frequentemente eu me lembro de um dia em que a Ana Luiza era pequena, bem pequena, naquela fase em que eu estava completamente envolvida com o universo infantil em que as festas que eu ia eram festas infantis, toda a programação (cinema, teatro, viagens, passeios, etc.) era com o foco no interesse de crianças da idade dela, os meus assuntos rondavam a maternidade, as dicas de alimentação, brincadeiras, desenvolvimento da criança, as gracinhas e tudo o mais que é lindo, cativante, emocionante.

 Nesse dia em especial uma amiga que já tinha um filho entrando na adolescência chegou no trabalho toda feliz contando que tinha ido ao musical “Beatles Num Céu de Diamantes” e que o filho tinha ido com ela e o marido. O que me chamou a atenção foi a alegria e deslumbramento dela em mostrar para o filho os interesses e gostos dela. Em compartilhar um programa de igual para igual. Não era uma mãe levando o filho ao teatrinho que ele tanto gosta, um adulto indo a um programa infantil, coisa que ela fazia com enorme alegria e satisfação. Mas agora a sensação era diferente, eram duas pessoas indo juntas compartilhar o mesmo interesse. E ela contava sobre ver o filho crescer e sentir a troca entre os dois quase em um mesmo patamar.

A emoção, os olhos brilhando e a empolgação no discurso da minha amiga me marcaram, mas aquilo pra mim era muito, mas muito distante. Eu estava mesmo deslumbrada e igualmente empolgada em oferecer e desfrutar do universo da Ana Luiza, minha menininha, minha criancinha, meu bebê e assim segui curtindo cada fase. E de repente eu pisquei os olhos e me percebi sentindo aquela emoção da Anna Cláudia. E acreditem que o primeiro programa que dividi com a Ana Luiza sentindo que estávamos sendo companheiras no mesmo nível de interesse foi o mesmo musical dos Beatles que tinha retornado ao cartaz. Contei neste post AQUI.

Bom, falei isso tudo pra dizer que esses momentos compartilhados estão mais frequentes na minha vida de mãe de adolescente. E a música é um ótimo aproximador de gerações. Dessa vez fomos ver “Cássia Eller, o Musical” que voltou para os palcos cariocas.



Na primeira temporada, apesar de a Ana Luiza me pedir várias vezes, não conseguimos comprar os disputadíssimos ingressos. Dessa vez ela ficou mais esperta e assim que soube da estreia me avisou e compramos com a devida antecedência.

O espetáculo tem duas horas e quinze minutos de duração, sem intervalo, mas a gente nem percebe o tempo passar. O repertório é excelente e muito bem conduzido pelos atores-cantores que integram o elenco. São trinta e quatro músicas que fizeram parte do universo de Cássia Eller, desde a sua adolescência até a sua morte em 29 de dezembro de 2001 e tem tanto as canções desconhecidas (ou que não foram sucesso nas paradas) como Flor do Sol, quanto àquelas inesquecíveis que mexem com as nossas lembranças e que foram imortalizadas por ela.



O musical tem pouca produção cênica e não há mudança de cenário, bem típica desses musicais. A história da carreira e da vida de Cássia Eller é contada no mesmo palco, cuja decoração lembra uma gruta. Aliás, eu viajei no tempo e me senti naquele show no Circo Voador que eu fui há anos. O foco do espetáculo está nas músicas, no espírito e essência da cantora.



A peça foi ótima como um todo, mas duas passagens foram especialmente emocionantes para mim:

 - uma foi quando ela cantou “Malandragem”. Eu me lembrei daquela noite da soneca na creche da Ana Luiza. No dia seguinte pela manhã quando fui, cheia de saudades e expectativas, pegá-la na escola, nós, pais, fomos recebidos com uma apresentação das crianças cantando essa música. Nem preciso dizer que as lágrimas escorreram, né?

- a outra foi o encontro da Cássia Eller com Nando Reis e a música “All Star”.
[...] "Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
 Satisfeito sorri quando chego ali
 E entro no elevador
 Aperto o 12 que é o seu andar" [...]

Estranho é pensar que nós quase, mas quase mesmo, moramos no mesmo 12º andar, vizinha, parede com parede, de onde esse encontro de almas acontecia.

Foi incrivelmente especial poder reviver essas histórias e compartilhá-las com a Ana Luiza, a minha adolescente que pra mim sempre será uma garotinha.

O musical vale a pena e eu recomendo muito. 



Serviço:
TEATRO CLARA NUNES - Shopping da Gávea.
Rua Marquês de São Vicente, 52
Tel: 2274-9696
De qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h.
R$ 80 (qui), R$ 90 (sex) e R$ 100 (sáb e dom).
Duração: 135 min.
Classificação: 14 anos. Até 31 de maio.



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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Peça "Doidas e Santas"

Nesse final de semana, no nosso programa de casal, dessa vez sem convidada especial, aproveitamos a campanha "Teatro para Todos" e fomos assistir a peça "Doidas e Santas" por um precinho bem especial.
Foi diversão garantida.

O espetáculo é baseado no livro de mesmo nome, "Doidas e Santas", da Martha Medeiros, que conta a história de uma psicanalista em plena crise dos 50 anos que se aproximam.

A adaptação do texto para teatro foi feita por Regiana Antonini equilibra bem os momentos mais densos e intensos do drama vivido pela personagem com momentos comédia.


Doidas e Santas no teatro com Cissa Guimarães



Não sou crítica de teatro, aliás estou muito longe disso, sou uma espectadora em busca de diversão com qualidade. E isso eu encontrei na apresentação de Cissa Guimarães como a Doida ou Santa Beatriz, Giuseppe Oristano como Orlando o marido convencional e Josie Antello se dividindo nos papeis de mãe, filha e irmã. Ri muito com a adolescente Marina, filha do casal, interpretada pela Josie Antelo, pois sempre que caricaturam uma adolescente eu identifico traços da Ana Luiza. Ri bastante com Elda, a mãe, também interpretada por Josie Antelo, e sua ideia genial para o próprio velório.

Nessa comédia romântica, Beatriz, personagem de Cissa Guimarães, em suas divagações psicanalíticas conclui que todas as mulheres são doidas, até as santas (que ela duvida que existam) são doidas por serem santas.

Bom, eu sou doida mesmo e assumo.



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