Mostrando postagens com marcador Show. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Show. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Rock in Rio 2019 - Último Dia - Nós Fomos!


Nas primeiras edições do RIR, para mim, era difícil escolher em qual dia ir. Eu gostava ou conhecia todas as bandas e músicos. Mas mesmo a vontade sendo de ir em todos os dias do festival, eu ia me limitava a escolher sofridamente apenas um dia para prestigiar. Questão de grana!

O tempo passa, a gente vai entrando na tal fase adulta cheia de compromissos e interesses. Mesmo gostando de música e tendo filhas ligadas nas paradas atuais, eu não consigo me atualizar com a velocidade que o mundo musical gira. Aí a dificuldade em escolher em qual dia ir ao Rock in Rio fica por conta de conhecer poucas bandas participantes. Gostar mesmo, do tipo ser fã, conhecer as músicas e cantar junto, eu gosto de um artista ou outro em cada dia. Com isso acabo indo em apenas um dia pela escolha das filhas. Questão de disponibilidade!


De qualquer forma em todas as edições que fui até então eu saía prometendo que na próxima iria em pelo menos dois dias de festival. Porque na verdade é muito bom! É bom estar em um mar de gente feliz.

Mesmo com essa experiência toda de promessa a mim mesma e histórico de arrependimento por presenciar apenas um único dia de shows, neste ano, a princípio, eu comprei ingressos apenas para o dia da abertura do Rock in Rio 2019. Era o dia que a Sofia queria ir.

Logo o primeiro dia! Isso me daria mais seis dias de arrependimento, do tipo: "por que eu não estou lá nesse dia também?!".

Por incentivo de uma amiga, já em cima da hora, às vésperas do festival começar e com os ingressos já esgotados, eu resolvi tentar o dia do "Imagine Dragons" também.

Quando eu cheguei em casa com essa ideia na cabeça e compartilhei com as filhas, elas logo se empolgaram. Queriam ir também. Recorri aos amigos da Facebook para me ajudarem a uma mãe a fazer a vontade das filhas. No dia seguinte já estávamos com as pulseiras em mãos. Finalmente eu iria em mais de uma dia de RIR. Já soltei o grito rejuvenescedor: Uh Huuu!!!

O dia 06 de outubro chegou e partimos mais cedo do que sempre vamos para curtir. O objetivo era conseguir agendar a volta da roda-gigante. Outra promessa que sempre ficava para o próximo ano: ir na roda-gigante do Rock in Rio.

Como chegamos um pouco antes dos portões abrirem tinha fila. Fila enorme. Mas, por incrível que pareça, organizada. As pessoas em fila e respeitando. Sim, esse tumulto aí embaixo era uma fila cheia de curvas, de vai e volta, mas uma fila. Assim que os portões abriram a fila andou rapidamente e civilizadamente. Muito bom ver que além da organização do RIR melhorar a cada ano, as pessoas também ficam mais educadas e sabendo se comportar em eventos desse porte.


Assim que entramos mais uma vez eu senti a emoção ao pisar na área. Sério! Me arrepio sempre. São memórias eternizadas através da música, da alegria e da energia positiva. Nos direcionamos logo para a tal roda-gigante que já é um marco do festival. Ufa, conseguimos agendar o nosso horário! Felizes? Muito!



Em apenas um dia não conseguimos andar por toda a área do festival, nem ver todos os atrativos que tempo lá. Por isso, antes dos shows começarem, resolvemos passear pelo lado que ainda não tínhamos visto no primeiro dia.

A fome estava batendo e fomos conhecer o Gourmet Square, uma novidade desta edição.


Mais uma vez me surpreendi com a organização. Presença de vários restaurantes legais e conhecidos, como o Cão Véio, do Fogaça, o Irajá, a Pizzaria Ella, o Aconchego Carioca, entre outros. Fila normal para o porte do evento, mesas disponíveis e limpas, lixo no lixo. Forramos a nossa barriguinha e seguimos!


Fui para o espaço Rota 85, outra novidade desse ano, que trazia lembranças da primeira e mais emblemática edição do Rock in Rio.


Eu precisava passar por ali. Por mais que já tivesse contado para as minhas filhas como foi o primeiro Rock in Rio. ter falado das roubadas, dos perrengues, que fizeram a história dessa edição, estar ali e mostrar de perto era (re)viver um pouco de tudo aquilo.


Eu precisava ver de perto a escultura do tênis All Star, modinha máxima na época, sujo de lama. A chuva e a lama que foram um marco da primeira edição do festival e muitos pés de tênis All Star ficaram perdidos, atolados, no terreno. "Mó galera" voltou pra casa descalça na época.


E daí que eu entrego a minha idade?! Não resisti. Saquei o meu All Star vermelho para fazer a foto. Lá em 85 a moda era o tênis azul escuro ou preto, mais o azul escuro. Mas como eu nunca fiz a linha do pretinho básio, sou mais de cores mesmo, eu fui ao primeiro RIR com All Star vermelho.

Minhas filhas quase morreram de vergonha alheia, mas eu não estava nem aí (o lado bom de "amadurecer" é perder a vergonha para muitas coisas). Fiz a minha foto com o meu tênis!


Memórias e lembranças abastecidas seguimos circulando pela área e finalmente nos direcionamos para os shows.


Palco Sunset para o show da Banda Melim que fez um show bem cheio de ginga e embalo. Cantamos e dançamos ao som de Reggaes e pops românticos. Rolou um encontro bem regado de camaradagem entre Brasil e Portugal. A o trio dos irmãos Melim trouxeram ao Palco Sunset a cantora pop portuguesa, Carolina Deslandes.


O show que inicialmente parecia relativamente vazio, tanto que ficamo bem próximas ao palco, de repente encheu. Quando olhei pra trás percebi que estava no mar de gente feliz.


Fim do show do Melim, andamos apressadas para o Palco Mundo para assistir ao Paralamas do Sucesso. Herbet Vianna estava irado! Eles estavam no palco em 1985! E era um dos que eu queria ver, mas não estavam no dia que escolhi. Cantamos e dançamos muito!


Fim dos show do Paralamos, voltamos ao Palco Sunset para assistir ao Lulu Santos. Show bem gostosinho. Dançante e cantante. Mais um cheio de memórias para mim. Já estive em muitas apresentações do Lulu, que também esteve na RIR 1985 em um dia que eu não fui. Foi muito bom dividir esses momentos com as minhas filhas. De estarmos juntas curtindo esse momento e construindo nossas memórias.


Fim do show do Lulu e partimos para o Palco Mundo para conferir a performance do Nickleback. Muito bom! Ali ficamos. Não voltamos ao Palco Sunset para presenciar o show do King Crimson. Precisávamos descansar e nos posicionar para o nosso motivador da noite, o "Imagine Dragons".

E que showzaço! O vocalista Dan Reynolds canta muito e cativa! Ele demonstrava estar muito feliz em estar fazendo aquela apresentação. Vibração e fãs se derretendo!


Depois de tanta emoção chegou o nosso horário agendado para a roda-gigante. Outro ponto para a organização. Horários agendados e filas suportáveis. Gente, na primeira vez que teve brinquedos no festival, as filas eram enormes. Me lembro que em 2015 ficamos umas duas horas na fila da montanha-russa. Mas agora em meia horinha resolvemos a questão.


O visual lá do alto compensa. Olha o mar de gente! A Ana Luiza não foi com a gente na roda. Mas mãe é mãe e consegue avistar a filha no meio da multidão.


O último show da noite e da edição de 2019 foi o Muse. Muito bom também!

Valeu muito a pena ter ido aos dois dias de festival. Ao final, na saída, dei aquela olhada pra trás e prometi que em 2021 irei em três dias. Será?



Mais um ponto: rolaram umas críticas falando que o público, principalmente no primeiro dia, se manifesta contra os incêndios na Amazônia, mas deixa lixo jogado no chão. Tá! E? Rolou até uma foto de edição antiga como se fosse desse primeiro dia de RIR 2019. 

Sim, tinha algum lixo no chão sim porque infelizmente nem todos são educados o suficiente para guardar o seu lixo até encontrar uma lixeira. Mas de qualquer forma a questão do lixo estava muito, mas muito mais, controlada. O chão estava limpo, lixeiros fazendo um trabalho eficiente e constante, e pessoas mais educadas sim, gerando menos lixo e levando o seu à lixeira. Torço para que o público fique cada vez mais educado e consciente, que gere menos lixo e jogue o seu lixo na lixeira. Que cheguemos a zero lixo no chão em um evento de 100 mil pessoas. E que se manifeste muito contra os abusos contra a natureza. 






Você pode me encontrar também

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia - Nós fomos!


Mais uma edição do Rock in Rio no Rio (preciso sim salientar que foi no Rio porque ocorrem Rock in Rio em outros cidades de outros países) e mais uma vez eu estive lá (e ainda vou voltar mais um dia).


A desculpa anunciada é de que vou para levar a filha, mas a grande verdade é que vou porque eu gosto mesmo. Gosto do clima, gosto do evento, gosto de ver as pessoas circulando envolvidas ritmo de festa, gosto das memórias e lembranças que o festival me desperta.

Eu que fui no primeiro Rock in Rio, aquele da lama, aquele amaldiçoado pela profecia de Nostradamus e que por isso minha mãe não quis me deixar ir de jeito nenhum, mas eu dei um jeito de ir mesmo assim, gostaria de ter no meu currículo a presença em todas as edições cariocas. Mas não rolou. Das oito edições cariocas até eu só estive em seis. Puxa vida!


Chegar à Cidade do Rock arrepia! Eu me arrepio! Ainda mais nestas duas últimas edições que o festival de muito rock, pop, metal, música em geral e alegria, tomou o espaço do Parque Olímpico, onde aconteceram os Jogos Olímpicos Rio2016. Ou seja, pra mim vem mais uma carga de ótimas lembranças.

É bem legal ver como a cada ano o festival fica maior, mais organizados, com mais novidades, atrativos e inovação.  São espaços com atrações variadas para todos os gostos.  Esse ano a área de música eletrônica foi repaginada e ganhou o nome de New Dance Order.


A Rock District Area está bem colorida e atraente com, com homenagens aos grandes nomes da música, shows com artistas nacionais e muita dança pela rua. A programação conta com 11 shows inéditos nessa área. Mas nós passamos por aqui de passagem na ida e na volta. Não deu para parar. É muita coisa para ver.


Outra novidade de edição 2019 do Rock foi o Espaço Favela Totalmente dedicado à cultura, diversidade e gastronomia das comunidades carioca. É muito bom ver essa diversidade de gêneros culturais no evento. É muito rico ver cultura feita por todos e para todos. 

A parede da fama não é novidade desse ano, mas é novidade para mim já que não tinha conseguido parar nela antes. 


Tem mãos de artistas velhos de guerra no festival e novatos.


Eu tive que fotografar as mãos da Katy Perry já que a assisti em dois Rock in Rio e em um show na Apoteose levando as filhas.




Os brinquedos são outra atração a parte. Já fomos na maior montanha-russa itinerante da América Latina e no Kabum. A ideia é nesse ano conseguirmos ir na Roda Gigante. Nesse primeiro dia não conseguimos. A concorrência é grade. Já a tirolesa eu nem coloco nos meus planos, apesar de achar que deve ser muito emocionante. Mas não me arrisco a perder tanto tempo na fila, mesmo tendo a possibilidade de agendar o horário, com tanta coisa interessante para ver e fazer.


Nesse primeiro dia o nosso foco era o Palco Mundo. É nele que rolam os considerados principais shows do Rock in Rio. As atrações nesse primeiro dia, considerado o dia família por ser mais voltado para o público adolescente e jovem, eram: abertura às 18h05 com DJ Alok, que fez uma performance bem animada e gostosinha com músicas bem palatáveis do tipo que agradam a todos.

DJ Alok no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

seguido de Bebe Rexha às 20h10 que arrasou pela simpatia e interação com o público.
Bebe Rexha no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Depois foi a vez de Ellie Goulding que tem uma voz linda, canta muito bem, tem um presença de palco legal, mas não animou tanto assim. E finalmente o ídolo da noite, Drake. Que não causou como o esperado (pra mim, né? Porque a galera millennial curtiu muito. Eu gostei quando ele trouxe uma pegada atualizada trazendo ressaltando a importância da preservação da floresta amazônica.

Drake no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Pra falar a verdade o meu foco era mais o Palco Sunset, o espaço conhecido pelos grandes encontros dos artistas no festival. Eu queria assistir Karol Conka convida Linn da Quebrada e Gloria Groove (esse eu consegui) e  Seal convida Xenia França que eu vi pelo telão ao lado do Palco Mundo no intervalo, antes do show da Ellie Goulding. Isso porque a Sofia quis ficar lá na frente, na muvuca mesmo, para ver e sentir o show do Drake de perto. E lá na frente, no gargarejo, depois que a gente chega lá, não se mexe mais.

Seal no Rock in Rio 2019 - Primeiro Dia

Mesmo com a chuva fina que caiu o balanço do primeiro dia foi ótimo! Ultimamente os artistas não atrasam para iniciar os shows o que é maravilhoso e um sinal de respeito ao público brasileiro que está sabendo exigir esse respeito. Tanto que o Drake atrasou 25 minutos e já ganhou uma vaia por isso. E pensar que na edição de 2011 a Rihanna atrasou quase 2 horas. Isso mesmo, quase duas horas de atraso. 

Não teve fila no banheiro feminino e olha que eu fui no intervalo dos shows. A fila para comprar comida e bebida estava pequena. Nas vezes que fui ao Bob's para comprar algo para comer ou beber a fila estava tipo três pessoas na minha frente. 

Eu até ouvi algumas pessoas falando de algo tipo programa roubada por causa da chuva, do tumulto, das filas. O que eu logo pensei: a típica roubada Nutella, porque esse povo não sabe o que era uma boa roubada raiz, como a primeira edição. E justamente essa roubada raiz é que fez ficar na memória e ter história para contar. 

Sente a diferença da infraestrutura do primeiro Rock in Rio, em 1985, aquele que eu queria ter ido a todos os dias e só fui a um dia por causa da tal profecia de Nostradamus que previa o seguinte: “Um grande encontro de jovens na América do Sul perto do final do século terminaria com uma tragédia que causaria a morte de milhares de pessoas”. A minha mãe fez uso dessa suposta profecia para ão me deixar ir de jeito nenhum. Eu tentei trabalhar no Mc Donald's que estava recrutando universitários, mas, apesar de eu ser universitária, era menor de idade na época o que me impedia de trabalhar no evento. Vi a minha alternativa para convencer a minha mãe indo por água abaixo. O jeito foi pegar as poucas pulseiras de ouro e anéis que tinham sido presente dos meus 15 anos e vender. Escondido, é claro. Com o dinheiro arrecado comprei o ingresso e fui. Melhor roubada!

O mapa da Cidade do Rock de 2019.





Você pode me encontrar também

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Show "24K Magic" do Bruno Mars na Apoteose


Eu conheci o Bruno Mars, músico pop americano, através da Ana Luiza e sempre gostei do estilo variado dele com influências, incluindo o pop, rock, reggae, rhytm and blues, soul, e hip hop. 

Quando ele esteve no Brasil em 2012, eu não consegui ir com a Ana Luiza e ficou aquela sensação de "puxa vida, perdi".

Mas, dessa vez, assim que o músico havaiano anunciou que a turnê mundial do show "24K Magic" passaria pelo Rio, a Sofia me avisou que queria ir. Apesar do show ser na Apoteose, não perdi tempo e providenciei as entradas.

E neste sábado de um final de semana de feriado chegou finalmente o dia de tirarmos os ingressos da gaveta e irmos conferir o que cantor e sua banda iriam nos mostrar.

Partimos para a Praça da Apoteose com as expectativas lá no alto. Seria o primeiro show da Sofia neste local.

Assim que nos direcionamos para a entrada fizemos uma pausa para a foto clássica.


Eu me lembrei imediatamente de quando levei a Ana Luiza para o seu primeiro show na Apoteose, que no caso foi do Jonas Brothers.

Ser mãe de duas é isso, reviver com a segunda filha momentos já vividos com a primeira. Dose dupla de emoções e recordações.



Bom, voltando ao show do Bruno Mars, a abertura foi do DNCE, uma banda de Pop rock norte-americana que tem justamente o Joe Jonas, ex Jonas Brothers, como vocalista. Joe Jonas lembrou que a última vez que esteve na Apoteose foi com os irmãos, no show do Jonas Brothers. O mesmo que eu fui com a Ana Luiza.

A princípio eu nem estava interessada no show de abertura, estava pensando em me poupar para o show principal. Mas sabe como é, quem tá na chuva é para se molhar. E eu me contagiei com a empolgação das meninas e aproveitei.


A chuva que caiu foi fina e mesmo que fosse um toró daqueles não seria capaz de esfriar o calor do show que estava por vir. 

Mesmo com as expectativas altas, o Bruno Mars e sua banda conseguiram superar com músicas dançantes, sincronia nas coreografias e um aparato cênico digno de estrela pop.



Luzes, efeitos especiais e fogos de artifício (que me deram alguns sustos) eram vistos no palco enquanto Bruno Mars cantava, tocava guitarra, dançava e interagia com a plateia. A banda também fazia de tudo um pouco, dançava, tocava e fazia o backing vocal.



Foi aquele show com um pouco de Michael Jackson e muito de Eath, Wind and Fire. Um show para as filhas que curtem o astro pop e para a mãe que já curtiu muitos bailes de charme. 

Um show que valeu muito a pena. Valeu para ver a filha e a amiga felizes e vibrantes. Valeu pelo espetáculo em si. Valeu inclusive pelos perrengues de todo e qualquer show na Apoteose.

Sim, na Apoteose sempre tem perrengues!
A saída é sempre tensa:
- apenas uma hora de metrô disponível após o show não é suficiente para escoar o público.
- os ambulantes vendendo seus produtinhos na saída tumultuam e atrapalham muito e não deixam o fluxo de pessoas fluir.
- o trânsito fica horrível.
- taxista carioca não aprende nem com a concorrência do UBER. Querem escolher corrida e cobrar fora do taxímetro. Ou seja, não foram opção.

Apesar do metrô ser a melhor opção, não tivemos tempo suficiente para chegar nele. Quem salvou a volta pra casa foi o UBER.

Não podia levar mochila! Como você vai a um show com crianças e previsão de chuva sem levar capas de chuva, um biscoitinho, celular, dinheiro, documentos, etc.?
Pois é, as mochilas tinha que ser deixadas no guarda-volumes por R$ 20,00.
Meio absurdo. Deixei a mochila vazia e eles me deram um saco plástico para eu colocar tudo o que estava dentro da mochila. Ou seja, entrei com o mesmo volume em outro formato, gastei grana desnecessária e perdi tempo na saída para pegar de volta a mochila vazia.
E ainda queriam que eu entrasse sozinha na área de guarda-volumes e deixasse as duas crianças sozinhas do lado de fora. Vai entender essa (des)organização?!

Mas esses aborrecimentos se tornaram pequenos diante da grandiosidade do show "24k Magic", da alegria das filhas e do momento nostalgia me lembrando de quando estive na Apoteose pela primeira vez como mãe.


Você pode me encontrar também

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017 - Nós Fomos!



Ir ao Rock in Rio é sempre muito emocionante. Para mim que fui a várias edições aqui no Rio, desde a primeiro em 1985, toda vez que os fogos começam e toca a música oficial, eu me arrepio, o coração bate mais forte. Os fogos estourando e colorindo o céu aliados com as palavras cantar, sonhar, amar, se dar e viver têm um poder de mexer comigo.
 


Viver essa emoção junto com as filhas não tem explicação! É muito bom!
Rock in Rio com crianças

Traz um companheirismo muito legal, nos coloca literalmente na mesma vibe.



Em alguns momentos quando eu estava lá cantando, gritando, pulando, percebo aqueles olhares tipo: "essa é a minha mãe?!". Sim, essa é a sua mãe! Por que não?!

O Rock in Rio desde a sua primeira edição melhorou bastante em termos de infraestrutura e de atrações. Para quem foi no perrengue do primeiro sente como a organização melhora a cada edição, apesar de sempre ter reclamações, é claro.

Esta versão de 2017 está grandiosa, ocupando o Parque Olímpico (mais um motivo de grande emoção: voltar ao Parque Olímpico), e cheia de atrações. Em apenas um dia de festival não deu para ver quase nada do tanto que a Cidade Olímpica oferece. Passamos Rock in Rio Boulevard e sua calçada da fama em homenagem aos grandes nomes da música mundial, fomos no palco Digital, passamos pelo palco Eletrônico, ficamos no palco Mundo.


E fomos no Mega Drop. Ui! Que frio na barriga!


Mas valeu ter a vista do alto de toda a Cidade do Rock e do mar de gente que estava lá embaixo.


Por ter uma estrutura grande demais acabei me movimentando menos do que nas outras edições. Com um espaço menor ficava mais fácil ir do Palco Mundo para o Palco Sunset e entre um show e outro, e retornar em tempo de ver o próximo. Acabei circulando apenas pela parte em azul no mapa da Cidade do Rock. Fiquei com gostinho de quero mais, como sempre fico em todas as edições.





Mesmo estado cheio foi bem tranquilo ir com as filhas, com já fui em anos anteriores. Basta levar bolsa pequena, documentos, um biscoito ou outro, roupas leves. Deu para comprar bebida e comida na boa (com uma certa fila, é claro, mas nada demais. Filas que encontramos em finais de semana nos shoppings.). Nem encontramos caos nem nos banheiros. Tinha fila sim, mas nenhum absurdo (costumo pegar filas maiores nos banheiros de shoppings ao término de uma sessão de cinema).

Fomos no dia 16/09 para os shows do Skank, Shawn Mendes, Fergie e Maroon 5.

Cadê a foto das pulseiras para eu colocar aqui?! Não acredito que não fotografei!





Você pode me encontrar também

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Show On The Rock - Paulo Ricardo

Essa é uma história de quando a sua amiga te faz viajar no tempo...

Paulo Ricardo no Teatro Riachuelo


Eu tive a sorte de viver o Rock Nacional da década de 80. Essa que é considerada como uma das melhores safras do Rock'nRoll brasileiro. E realmente foi. Muitas bandas surgiram e arrebentaram nessa época.

E ainda posso dizer que tive mais sorte por, justamente nesta mesma época, estar nos últimos anos da adolescência e no início da faculdade. E ainda mais por morar no Rio de Janeiro. 

A noite carioca era agitada, sempre tinha show de alguma banda que estava estourando e daquelas que já faziam sucesso. 

Unia as bandas de sucesso com locais que só o Rio tem. Lulu Santos no Morro da Urca e ver o dia amanhecer esperando a fila do bondinho para descer. Eu me lembro até da roupa que eu estava neste dia. E ainda dançar na pista, ao som do Lulu, ao lado do Cazuza. 

E tinha mais! Blitz no Parque Lage! Que onda! Mas peraí, onda mesmo foi ver RPM na Praia de São Conrado sem saber se olha para as asas-delta, para o mar ou para o olhar 43 do Paulo Ricardo.


Só para dar mais um pouquinho de saudade em quem viveu essa época aqui no Rio e inveja em quem não estava por aqui, rolavam shows na Praia do Arpoador, Arpex para os íntimos.

E ainda tinha o bom, velho e saudoso Canecão, e o Circo Voador.

Outro lance bem típico dessa fase carioca era sair dos shows e bater o ponto no Baixo Leblon, matar a fome na "melhor pior pizza do mundo" na Pizzaria Guanabara. E lá, curtindo a noite, também saindo dos shows encontrávamos nossos ídolos roqueiros.

Era fácil ficar em pé na calçada conversando com os amigos e bem ao nosso lado estar o George Israel, do Kid Abelha, com alguns amigos em um papo animado. Mas como todo bom carioca, mantendo a tradição da carioquice, a gente faz de conta que nem taí. Tudo normal.

Foi por nesses cantos que eu vi, ouvi e dancei muito ao som de Ultraje a Rigor, Titãs, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Engenheiros do Hawaii.

Essa galera também tinha bandas alternativas e fazia shows mais intimistas. O Frejat, por exemplo, tinha a Midnight Blues Band, junto com  George Israel, e fazia shows no Barril 1800. Aqueles shows de quem está ali para tocar entre amigos e se divertir, essa era a sensação. E sempre rolava uma presença vip na plateia que era chamada para subir ao palco e dar uma canja. Vi participação dos Titãs, Ed Motta e Celso Blues Boy ("Fumando na Escuridão"). Loucura!

Sim, aquela época deixou ótimas lembranças no meu imaginário. E por que bateu essa nostalgia logo hoje? Vou explicar!

Ontem eu fui ao Teatro Riachuelo, restaurado e reinaugurado em 2016, assistir ao show "On The Rock", do Paulo Ricardo, ex RPM. Aquele do "Olhar 43"!

Teatro Riachuelo



"On The Rock" começou de forma despretensiosa no Londra, bar do Hotel Fasano, na Praia de Ipanema. Isso já me faz lembrar o estilo de shows da Midnight Blues Band que rolavam ali ao lado, bem de frente para a Praia de Ipanema, no extinto Barril 1800.

O estilo minimalista, acompanhado apenas do tecladista Ruben Cabrera, com um repertório que traz sucessos da Banda RPM repaginados e de sua carreira solo, 







acrescido de clássicos do rock internacional, e nacional também, agradou. 

O show fez tanto sucesso que ganhou uma turnê que começou no eixo Rio-São Paulo e passeou por várias cidades do Brasil. 

Quando eu vi o Paulo Ricardo no palco, além de curtir o momento atual desse show mais "arrumadinho", por ser no palco de um teatro, eu voltei no tempo. Revivi na memória as sensações dos shows da minha adolescência. E de muitos deles já que o Paulo Ricardo tocou também músicas do Kid Abelha, Cazuza e Renato Russo. 

Justamente por este show ser em um teatro tem um toque de leveza, de descontração, uma relação mais próxima entre o público e o artista, e mais sensibilidade. Amei!

Eu fui superfã do RPM e gosto muito do Paulo Ricardo que durante a apresentação tocou instrumentos como baixo, violão, pandeiro e gaita. Adoro gaita! E ainda teve uma participação especialíssima do George Israel com seu sax. 

Um show muito bom de ver e reviver, um show que merece respeito e vale ser revisto, já que voltará para o Londra, no Fasano, no final de setembro e durante o mês de outubro. Sempre às quartas-feiras.

Agradeço muito a minha amiga Fernanda Reali por ter me feito esse convite que eu aceitei na hora.




Muito obrigada Fernanda e Márcia por essa viagem no tempo.


Você pode me encontrar também
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover
▲ Topo