terça-feira, 22 de setembro de 2015

Parque Guinle, um refúgio de paz e tranquilidade

O Parque Guinle, mais um canto do Rio cheio de charme e encanto, é considerado pelo RioTur como uma atração turística, mas na verdade a frequência é de moradores locais. Muitos moradores de outros bairros nem sabem da existência desse refúgio de tranquilidade no Rio.

A área é cheia de verde, localizada em Laranjeiras, é tombada devido ao interesse histórico, cultural e paisagístico.

Logo na chegada ao parque já nos encantamos com o portão, um dos mais bonitos da cidade, de ferro fundido com bronze, sustentado por duas colunas e duas estátuas de leão aladado, além desses vasos enormes com flores. Uma pena que, em outros tempos, passaram tinta por cima do metal. Pode isso? Mas parece que a prefeitura vai restaurá-lo. Tomara, tomara.


Passando pelo portão tem um pequeno estacionamento e chegamos ao jardim projetado pelo paisagista francês Cochet e, mais tarde, modificado por Burle Marx. Esse jardim tem assinaturas de responsa!

O protagonista do parque é o lago principal.


Lá vivem patos, marrecos e gansos.


Que adoram ser alimentados pelos visitantes. Tem até um berçário onde ficam os filhotes. Mas não é bom chegar perto porque as mamães ficam bravas, principalmente as mamães ganso.



A extensão de área verde tem alamedas e escadarias que nos proporcionam boas caminhadas com vista ampla do parque.


E até de detalhes da fachada da antiga propriedade de Eduardo Guinle que atualmente é conhecida como Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governo do Estado.


Explorando a área do Parque Guinle encontramos bancos para relaxar,


diversos lagos, alguns até com peixes, córregos e pontes.


São poucas as mesas com bancos, mas tem algumas. A Sofia encontrou um banco natural ótimo para ler com tranquilidade.


Entre as árvores surgem algumas flores que dão um colorido especial ao visual.


Podemos ver vários pássaros, alguns micos e atualmente tem um casal de tucanos morando por lá. Eles fizeram um ninho e estão com quatro filhotinhos. Alguém consegue identificar o tucano na foto abaixo?


Um dos parquinhos infantis foi substituído por uma academia da terceira idade e sempre rola atividade por lá. 


O Parque infantil foi reformado


com brinquedos novos.


Outros que eram de ferro foram substituídos por brinquedos de madeira.


Mas o velho e bom balanço continua por lá firme e forte alegrando e embalando a criançada.


O Parque Guinle é um ótimo passeio para a família e pessoas de todas as idades, a frequência é boa sem ficar lotado, os cachorros são bem-vindos e tem espaço suficiente para fazermos piqueniques. Na área do parque infantil tem um sorveteiro com uma carrocinha de picolé e bebidas. Tem trocadores de fralda para os pequenos. 

O único problema no momento é que está sem banheiro. Os banheiros químicos foram retirados e o novo está em construção (recebi a informação de que começaria em 21/09/2015). Mas se você estiver muito apertado vá até a casinha branca em frente à academia da terceira idade que o pessoal da Comlurb deixa utilizar o banheiro deles.

Momento recordar é viver:

A Ana Luiza bem bebezinha já alimentando os patinhos no lago do Parque Guinle.


Ela já um pouco maiorzinha na tarefa de alimentar os patos


E brincando no parquinho.






Você pode me encontrar também






segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Findi 38 de 2015 - Encante-se


O final de semana começou com coisinhas simples, rotineiras e sem fotos. Coisas do tipo: acompanhar as filhas em suas atividades, ler e ver filmes em casa, passeio à livraria para comprar novos livros e arrumação do livros antigos. Coisas simples, mas que feitas com satisfação trazem muita alegria.

No domingo fizemos um piquenique que foi especial. Teve amigas rindo e brindando a amizade.


Filhas adolescentes sorridentes, cheias de brilho e de histórias.


Crianças soltas, brincando e fugindo das fotos.


Na volta, para relaxar mais um pouco e refrescar do calor, teve farra na piscina.


Foi um final de semana cheio de oportunidades para o encantamento: encantar-se com a rotina, encantar-se com a novidade, encantar-se com a convivência com os amigos, encantar-se com momentos a sós, encantar-se com a natureza, encantar-se com o concreto. Simplesmente encantar-se!



PS: Postei algumas fotos do nosso piquenique no post "Esmalte e Primavera", mas farei posts dedicados ao piquenique e ao Parque Guinle. Eles merecem.

domingo, 20 de setembro de 2015

Esmalte e Primavera


Saudade da Blogagem Coletiva de Esmaltes... Eu estava há alguns dias sem tempo para fazer as unhas. Na verdade eu tinha era deixado esse cuidado comigo com a prioridade lá embaixo. Aí foi só rolar um papo que teríamos um "matando as saudades da BC de esmalte" que rapidinho me animei.  O tema seria Primavera e logo pensei em um piquenique que me levou a pensar em vermelho. Assim eu escolhi o esmalte "Meu Vermelho" da Vult que combinou perfeitamente.  

Primavera combina com piquenique que combina com frutas.


Para entrar no clima primaveril os brownies da Beta's Brownies Boutique foram decorados com flores. Bem sugestivo!


Trem bão demais estava essa geleia de pimenta.


Morango combina com piquenique que combina com primavera.


E olha ali o que foi parar no meio da nossa toalha de piquenique?! Uma flor! Cara de primavera no ar.


Vai dizer que não dá vontade de colorir de vermelho as flores da toalha?!


Taí! Flores vermelhas na toalha e flor rosa trazida pelo vento.


Um dia tão gostoso com clima de primavera merece ser aproveitado e muito bem desfrutado.


Merece um brinde!


Ficam aqui algumas dicas para aproveitar o clima de primavera com receitas, leitura para as crianças e passeios:

- Setembro é o melhor mês para visitar o Sítio Burle Marx;
- Café da manhã com flores de frutas;

PS: foi a primeira vez que usei algum esmalte da Vult e gostei bastante. O pincel é grosso, o esmalte é bem denso, tem ótima cobertura e a cor é linda!

sábado, 19 de setembro de 2015

A Semana 84 - Histórias - #CurtiCompartilhei

Nesta semana eu foquei em observar as pessoas a minha volta, ouvir novas histórias, me inspirar e aprender com elas.

Um trecho do livro "Pequenas Delicadezas" de Cheryl Strayed que diz: "Há um ditado sobre viciados que diz que eles param de amadurecer emocionalmente na idade que começam a se drogar ... Acho que o mesmo pode acontecer em uma monogamia de muitos anos".



Essa parte da monogamia me fez parar para pensar e realmente acho que isso pode (vejam bem, pode) acontecer quando a gente para de querer ter novas histórias para contar, para de se interessar pelas histórias do outro, para de aprender com as histórias que estão a nossa volta.

Pensando nisso eu estendo a possibilidade de congelamento do amadurecimento para o lado profissional também, quando ficamos muito tempo em um mesmo emprego e perdemos o interesse em compartilhar histórias.

Foi pensando assim que me encorajei e convidei uma coreana do meu trabalho para almoçar. Além de ter que buscar assuntos com uma pessoa que não conhecia, tinha que fazer isso em inglês. Cansativo, mas estimulante. Alimentei-me com as histórias de uma pessoa que já morou na China, na Coreia, na Rússia, em Londres e na Austrália. Contei algumas histórias minhas aqui no Brasil. Trocamos mais do que informações, trocamos experiências.

Fui encontrar as amigas virtuais que hoje são mais do que reais. Com elas sempre ouço novas histórias, compartilhamos dicas e aprendemos umas com as outras. Sempre saio desses encontros com uma dica interessante. Algo que agrega, que acrescenta.

#CurtiCompartilhei a foto e a mensagem que a Fernanda Reali publicou do nosso encontro na página A Gente Escolhe Ser Feliz.

"Somos todos anjos de uma asa só; e só podemos voar quando abraçados uns aos outros." (Crescenzo, escritor, citado por Cortella)


Fiz a foto oficial de comemoração do marco #Falta1ano para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Estar nesse projeto tem me proporcionado muitas histórias. Me sinto renovada, após muitos anos no mesmo emprego. Novas histórias que estão fazendo eu me sentir mais nova, em crescimento.


E esses mascotes são irresistíveis!


Saí para um passeio com a minha adolescente mais amada. Ela deixa a minha vida mais rica de histórias!


Vi a mensagem abaixo no mural da Fernanda Reali e pude constatar em duas histórias no metrô:


Primeira: na volta do trabalho, o metrô cheio, a maioria das pessoas cansadas e doidas para chegarem em casa, tinha um homem com aparência de ter poucos recursos financeiros (para ter ideia ele estava com apenas um pé calçado com uma sandália, o outro descalço), ou seja, já era motivo que justificaria uma cara mal-humorada, né? Bom, ele estava com duas filhas: uma de dois anos no colo e outra de seis sentada ao lado. Os três riam, brincavam, as meninas cantavam parabéns, batiam palmas falando pa-pai, pa-pai, pa-pai. Ele com um carinho enorme com as meninas. Essa cena me contagiou. Passei o percurso todo olhando para o trio, pensando e me peguei sorrindo. A sorte foi que eles saltaram na mesma estação que eu, pois seria capaz de perder a parada por estar tão embevecida por aquela cena. Parei na frente deles aguardando a parada do trem e um outro homem chegou perto e deu os parabéns para aquele pai, por ele ser tão alegre e carinhoso com as filhas. A resposta do pai foi: eu tenho que aproveitar muito todos os momentos com elas porque crescem muito rápido. 
Pensei muito naquele homem, na sabedoria, na simplicidade e no bem que o comportamento dele faz para ele, para as filhas e para quem estava ali naquele vagão observando.

Segunda: na ida para o trabalho, metrô vazio, a maioria das pessoas estava descansada de uma noite de sono e com um dia cheio de oportunidades pela frente. Me sento ao lado de uma mulher bem vestida, maquiada e com uma cara de que estava de mal com o mundo. Entra uma moça grávida e um rapaz mostra um banco vazio para ela. A mulher de mal com a vida começa a falar alto que o metrô estava cheio de gente jovem, que poderiam se levantar, que isso, que aquilo, tudo em um tom agressivo. E gente, tinha lugar vazio. Ninguém precisou se levantar para a moça se sentar. Depois entrou um casal de idosos e a esposa queria buscar um lugar para os dois se sentarem juntos. A tal de mal com a vida começou a falar da esposa: que mulher chata, mandona, deixa o homem sentar onde ele quiser, e bla, blá, blá. Vagou um lugar ao meu lado e o meu primeiro impulso foi chegar para o lado e me afastar um pouco daquela energia negativa. Chegou outra pessoa e perguntou se o lugar que eu abri estava vago. Então a mal humorada respondeu com grosseria: tá vendo alguém aqui? A pessoa se afastou e a carrancuda ficou resmungando: ela (a pessoa que preferiu ir buscar lugar no outro vagão) está pensando que eu estou fedida, estou mais bem perfumada do que ela. 

Pois é, histórias contrastantes para a gente pensar como queremos contagiar as pessoas, o que queremos promover, o que as nossas histórias proporcionam, e acima se estamos aprendendo, ensinando e amadurecendo nas nossas relações.

Para concluir, mais uma frase que #CurtiCompartilhei nessa semana:
"Devemos ser gratos a Deus pelos pequenos detalhes. Nos detalhes descobrimos o valor de uma realidade. Olhar as miudezas da vida faz a diferença." Padre Fábio de Melo.

Este post faz parte da BC #curticompartilhei proposta pela Fernanda Reali. Venham ver o que as outras amigas curtiram e compartilharam nessa semana entrando neste link AQUI.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Culpa? Eu?


Culpa, culpa, culpa! Todos nós sentimos culpa em alguns momentos e situações. São muitas as causas que nos levam a esse sentimento. Mas comigo, e acredito que com a grande maioria das mulheres que se tornaram mãe, a maternidade foi como um fósforo no palheiro dos sentimentos de culpa que ainda não tinham aflorado.

Tá certo que até a culpa, sendo na medida certa, é benéfica porque pode indicar a  necessidade de mudança em algum padrão de comportamento. Mas essa culpa que eu como mãe sentia (e ainda sinto em alguns casos) não me fazia bem. No fundo, no fundo, parte dessa culpa gerava em mim a dificuldade em impor limites, de dizer não. Além de certa prisão emocional. Meio forte, né? Mas eu me sentia culpada até pela possibilidade de que as minhas atitudes consequentes do meu sentimento culpa pudessem fazer as minhas filhas se sentirem culpadas em relação a mim. Muito doido, né?

Pois foi movida por esses conflitos internos e pelo desejo de ser a cada dia uma pessoa melhor para educar melhor as minhas filhas que eu comecei a terapia. 

Depois de um ano com sessões semanais me gerou o seguinte incômodo: "eu não tiro uma horinha que seja da minha semana exclusivamente para mim. É só casa-trabalho-casa. Não me cuido para poder ter mais tempo disponível para as filhas e a família. A única hora semanal que eu reservo é para ir à terapia falar de quê? De maternidade! Ou seja, continuo no mesmo ciclo." 

Foi nesse momento que eu me dei alta e decidi usar aquela horinha semanal para fazer algo para mim. Algo que fizesse eu me sentir mais interessante, algo que me trouxesse algum tipo de leveza, que me fizesse sentir bem com a minha autoestima. Enfim, algo que me fizesse estar em casa mais inteira. Mais leve.



Assim, contando agora, parece que foi fácil né? Mas não, demorei sete anos de maternidade para começar a me libertar em relação aos sentimentos de culpa que me faziam mal. E confesso que hoje, nove anos depois desse início de desintoxicação culposa, ainda restam algumas aqui para serem eliminadas.

Mas vamos lá! O que eu fiz? Comecei a sair com as amigas para jantar, ir ao cinema com o marido ou até sozinha, entrar em uma livraria e não me limitar a sessão infantil, ver uma exposição, ficar relaxada no salão fazendo unhas, cabelo e o que mais me desse vontade, enfim, coisas simples que me fazem bem.

Sério, com essa pequena mudança na minha rotina eu percebi mais leveza e tranquilidade em mim, passei a me sentir uma mãe melhor do que eu era (para ficar claro: não estou me comparando com outras mães, estou fazendo a comparação comigo mesma), mais firme para dar limites, deixando as minhas filhas assumirem mais responsabilidades, etc.

Tudo isso é um processo constante, de dia a dia. E eu tive mais consciência neste mês quando uma amiga nos convidou para um almoço na casa dela em um domingo. Filhas e marido não quiseram ir e aí bateu a culpa de ir sozinha e deixá-los. Gente, era algo que eu queria muito e eles simplesmente não se interessaram. O trio ficaria bem sem mim fazendo o que estavam com vontade. Mas euzinha fiquei naquela: vou deixar a família em pleno domingo... é no final de semana que ficamos mais tempos juntos... e blá, blá, blá... e mais blá, blá, blá, na minha conversa interna.  Até que decidi ir, e ainda mais, iria sem culpa. Assim como eu queria que eles ficassem sem sentirem culpa por não me acompanharem. E foi ótimo!!!

Ri com as amigas, cozinhamos juntas um risoto de camarão maravilhoso que eu preciso colocar a receita aqui no blog, trocamos confidências, ficamos à vontade e brindamos a amizade.



Apesar do tempo nublado, demos um pulinho na praia para ter esse contato com a natureza, sentir o vento e ter a sensação gostosa de liberdade emocional.


Ao admirar o Costão de Itacoatiara, é claro que já pensei em voltar ali com as filhas para fazer a trilha e apreciar o visual da praia lá do alto. Mãe nunca deixa de pensar nas crias!



Foi uma tarde de domingo ótima, diferente, que me trouxe alegria e energia. Voltei para casa levando torta de limão na bolsa e muito amor no coração.

Quanto as tais culpas, sejam maternas ou não, o ideal é substituir o sentimento de culpar-se por responsabilizar-se. Quando estou no sentimento de culpa, fico no papel de vítima e este não traz crescimento, este estagna, paralisa, não deixa andar para frente. Quando trago a responsabilidade para mim tenho a sensação de ter as rédeas da minha vida nas mãos, fico mais confiante e acredito na minha capacidade de mudar, me sinto em movimento, me sinto indo para frente. É muito bom! Vale a pena! Todos nós temos essa capacidade!
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